Alison Mosshart, do The Kills, expõe em Nova York quadros que pintou nas horas vagas de turnês

16/04/2014

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Alison Mosshart, que expõe pela primeira vez seu trabalho como pintora, no desfile da Burberry Prorsum na London Fashion Week em 17 de fevereiro ©Anthony Harvey/Getty Images

O The Kills, que tocou no Brasil em 2011, é formado por apenas duas pessoas, mas elas são tão multifacetadas que sempre conseguem nos surpreender com algo novo. Jamie Hince, os 50% masculinos do duo de indie rock, virou figura conhecida além do ambiente musical depois de se casar com a supermodelo Kate Moss. Alison Mosshart, a metade feminina, começou a chamar atenção no Dead Weather, banda do ex-White Stripes Jack White. Pois Alison, que já fez alguns trabalhos como modelo, agora nos surpreende em uma nova empreitada.

Algumas das pinturas de Alison Mosshart em exposição na mostra “Push It” ©Ben Grieme/T Magazine Blog/Reprodução

Enquanto esteve em turnê com as bandas, Alison aproveitou o tempo livre para pintar — muitas vezes de forma compulsiva. Em entrevista ao T Magazine Blog, do “The New York Times“, ela explicou que seu passatempo nas horas livres durante as viagens é pintar, seja em papel, tela ou tecido. “Há muito tempo para queimar a cada dia quando você está na estrada, aquelas quatro ou cinco horas antes do show quando você está em um bunker em um porão sem nada para fazer exceto fumar e beber potes de café e esperar.” Pois a cantora, que foi guardando despretensiosamente seus desenhos, mostra agora o resultado desse passatempo em uma exposição em Nova York ao lado de outras 20 mulheres.

Alison frequentou a escola de arte por dois anos, mas abandonou os estudos justamente para se dedicar às turnês das bandas. A forma que encontrou de manter a arte viva dentro dela foi pintar em todos os lugares onde era possível, como no ônibus entre uma cidade e outra, no backstage, nos quartos de hotel. Ela contou que, entre os trabalhos da exposição, há um que foi pintado em um quarto do Holiday Inn Express em Louisiana e outros feitos em Los Angeles. “É isso o que eu faço, derramo tinta nesses alojamentos temporários. Até o fim da noite, geralmente tem quatro ou cinco peças secando. Olho para eles e lembro onde eu estava. Eles têm um pouco desse aspecto de diário, apesar de serem bastante abstratos.”

Nos últimos dois anos, as turnês foram menos frequentes, e isso permitiu a Alison focar na pintura. Em seu estúdio em Nashville, no Tennessee, sua cidade natal, a vantagem é que ela tem mais espaço e pode trabalhar com mais recursos do que quando precisa carregar o material de um lado para o outro. “Aprendi muito mais, e fiz vários trabalhos. Fiquei obcecada. E, em vez de ser algo que sempre foi uma maneira de passar o tempo, tornou-se mais um foco.”

Essa é a primeira vez que Alison exibe seu trabalho como pintora, mas não deve ser a última. Ela planeja uma mostra solo no final deste ano em Nashville — o que só deve acontecer se ela conseguir conciliar com a gravação do próximo álbum do The Kills, em Londres.

Harry Styles, Alison Mosshart e Mario Testino na fila A do desfile da Burberry em 17 de fevereiro, em Londres ©Ian Gavan/Getty Images

A mostra “Push It”, dedicada a artistas do sexo feminino, fica em exibição no ArtNowNY até 26 de abril.

ArtNowNYC
548 West 28th Street, 2º andar
Nova York
artnowny.com

FFW Models: veja quem foram os recordistas de desfiles do Fashion Rio Verão 2014/15

14/04/2014

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Regina Krilow é a recordista de desfiles do Fashion Rio Verão 2014/15; veja a lista completa no FFW Models ©Rafael Chacon/ Agência Fotosite

“Aqui fazem um colorido capaz de passar a energia do país”, afirma criador do Nowfashion

11/04/2014

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Por Raisa Carlos de Andrade, em colaboração para o FFW

Valerio Nappi, do Nowfashion, no Fashion Rio Verão 2015 ©Mary Cruz

Idealizador e diretor do Nowfashion.com, Valerio Nappi viaja o mundo divulgando desfiles em tempo real. Em sua quarta cobertura no Brasil, o italiano admite que ainda se impressiona com o caráter criativo encontrado aqui. A cada temporada, o número crescente de visualizações relacionadas ao SPFW e Fashion Rio em seu site aproxima o nosso país das mais importantes capitais da moda. “Em termos de sucesso no veículo, São Paulo e Rio vêm logo após Paris, Milão, Nova York e Londres. O Brasil se destaca muito no verão, por conta da moda praia. Aqui fazem um colorido interessante, capaz de passar a energia do país”, contou, em entrevista ao FFW.

Criado em 2011, o Nowfashion foi o primeiro site a divulgar imagens de desfiles com a urgência exigida pelos dias atuais. Na época, Valerio se deu conta de que o tempo de postagem das imagens era muito inferior ao que poderia ser feito. Logo criou uma página, que mesmo sem aparecer no Google, alcançou 20 mil visualizações em uma semana. O resultado comprovou a aceitação e impulsionou a ideia inicial. “Cobrimos a semana de moda de Milão, fizemos mais de dez desfiles por semana e fomos desenvolvendo o projeto. Hoje, cobrimos 95% dos eventos internacionais”.

Anos depois, a dimensão do Nowfashion ainda surpreende. “No início, não esperava tanto êxito, especialmente no Brasil, já que somos internacionais e não temos tradução em português.” Valerio, que transita por estruturas grandiosas, admite que a montagem dos eventos brasileiros é um grande facilitador de seu trabalho. “Aqui é tudo muito bem organizado. Principalmente porque a maioria dos desfiles acontece no mesmo lugar. Em Nova York, por exemplo, os desfiles são espalhados. É muito mais confuso.”

Com um olhar atento às criações contemporâneas, ele acredita que o diferencial da moda brasileira está na forma singular com a qual nossos estilistas inserem a cultura em seu trabalho. “É comum ver marcas falando sobre a natureza nas texturas, na estamparia. A Osklen, por exemplo, já homenageou até o Inhotim. Não percebo uma preocupação com esse tipo de pesquisa nos outros lugares. É algo único”, afirma.

Top 5: FaceHunter Yvan Rodic revela as melhores cidades para fotografar street style

10/04/2014

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Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Yvan Rodic no SPFW Verão 2014/15 ©Barbara Dutra/Agência Fotosite

O suíço Yvan Rodic, conhecido mundialmente como FaceHunter, passa suas semanas entre badaladas semanas de moda, festivais de cinema e mostras de arte do mundo inteiro. Um dos mais conhecidos nomes de fotografia de street style, começou seu blog despretensiosamente em 2006 e logo foi convidado para colaborar com revistas, sites de moda e marcas como Giorgio Armani e Volvo.

O fotógrafo esteve no SPFW Verão 2014/15 registrando os looks mais interessantes do lado de fora das passarelas. O FFW aproveitou a ocasião para descobrir as melhores cidades para clicar street style segundo Yvan. “Em primeiro lugar vem Londres, porque é um ponto onde pessoas de todo o mundo vão para ficar períodos curtos ou longos. É uma das cidades onde as pessoas tentam coisas novas mais frequentemente”, explica.

E as outras? “Nova York, Estocolmo, Sidney e Los Angeles. São cidades muito diversas, com todo tipo de influências e que gostam de misturar estéticas e estilos, não estão só seguindo tendências. Eles fazem a sua própria moda. Nessas metrópoles você encontra inovação. Mas gosto de fotografar em outros lugares também, como São Paulo. Gosto de diversidade, é ótimo buscar inspiração em tantos locais diferentes.”

Modelos masculinos revelam seus segredos (e loucuras) para manter a boa forma

09/04/2014

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Por Mariana Pontual, em colaboração para o FFW

Engana-se quem pensa que apenas as mulheres fazem loucuras na busca pelo corpo perfeito. Ficar sem beber água, pular o jantar, malhar por quatro horas todos os dias e eliminar carboidratos fazem parte dos segredos de fitness que seis modelos do SPFW revelaram ao FFW – enquanto posavam sem camisa para as nossas lentes.

Mas, atenção! Antes de seguir as dicas que eles dão a seguir, consulte um profissional.

Fotos: ©Felipe Abe

ariel donida
Ariel Donida, 18 anos

“Como minha agenda muda muito, eu não pago academia e faço exercício em casa ou no parque. Eu acordo às 5h30 todos os dias, corro até o parque e pulo corda durante 30 minutos ou uma hora. Acho pular corda um exercício muito completo, pois trabalha as costas e o peitoral, além de secar a barriga. Faço tudo isso em jejum porque, apesar de você se sentir mais fraco, queima mais gordura. Quando tenho uma foto ou desfile importante, fico sem beber água e como só proteína (frango grelhado) durante 24 horas. Mas minha maior tentação é um bom prato de macarronada.”

Because I’m happy! Em vídeo, modelos cantam e dançam ao som de hit de Pharrell Williams

08/04/2014

por | Gente

Still do novo vídeo do FFW Models; assista na íntegra no FFW Models

Charlie le Mindu, hairstylist do desfile da Melissa no SPFW: “Me inspiro nas drag queens”

08/04/2014

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Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Charlie le Mindu no backstage da Melissa no SPFW Verão 2014/15 ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

A Melissa recrutou uma dupla nada convencional para assinar o styling e o cabelo de seu desfile de Verão 2015 no SPFW. Ao lado de Anna Trevelyan, responsável por looks de estrelas como Lady Gaga e Rita Ora, veio o haistylist Charlie le Mindu. Francês nascido em Bordeaux e baseado em Londres, Charlie é famoso por seus penteados e perucas bizarros e irreverentes.

Filho de um cigano espanhol e de uma drag king francesa, Charlie cresceu vendo sua mãe se apresentar em clubes gays. Desde criança tinha o desejo de ser cabeleireiro e aos treze anos começou em seu primeiro emprego como assistente em um salão tradicional. Aos dezessete se mudou para Berlim e foi ganhar a vida cortando cabelos de drag queens em um clube gay. Hoje é hairstylist de celebridades como Lady Gaga e Cher, cria cabelos para editoriais de publicações do calibre de “i-D”, “Dazed and Confused” e “Numéro”, além de comandar sua própria marca de perucas, que lança coleções a cada temporada. Confira nossa entrevista com o hairstylist no backstage da Melissa, que aconteceu nessa sexta-feira (04.04) no SPFW:

Primeiro gostaria que você falasse um pouco do cabelo do desfile da Melissa. Vejo que tem a ver com B-52’s, não?

Sim, é verdade. Me inspirei nas beehives dos anos 1960 e tem também um pouco de mangá. Todas as perucas são bem artificiais, porque queria que fosse como os sapatos, superplastic.

Modelos no backstage da Melissa no SPFW Verão 2014/15 ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

E como é o processo criativo? Como você decide as cores e o material?

Gosto de trabalhar em time, então trabalho bastante com a Anna. Estou com ela há muito tempo, desenho vários modelos e mando os croquis para ela.

E quando você trabalha com celebridades, como Cher, Mia e Lady Gaga?

É mais ou menos o mesmo. Desenho e mando para elas, ou às vezes elas escolhem perucas já existentes das minhas coleções.

E sobre os desfiles e editoriais, você já trabalhou com tantas marcas e revistas. Tem algum favorito, que marcou a sua carreira?

Gostei bastante do desfile do Rick Owens no ano passado. Mas prefiro drag queens, são mais inspiradoras para mim!

E você pode adiantar alguma tendência de cabelo que esteja aparecendo nos desfiles e nas ruas?

Acho que depende do lugar. Sei que em Londres todo mundo está usando perucas, todos os meus amigos usam. Na França isso já não acontece. Mas minha tendência favorita no momento é voltar aos anos 1970, tipo bem hippie, não fazer nada com o cabelo, usar bem longo, sem se preocupar muito.

E para as brasileiras especificamente, qual seria um cabelo legal?

Vocês têm um cabelo tão legal, não sei dizer. Mas poderiam seguir essa tendência hippie, na verdade vocês já tem um estilo meio hippie. Mas eu gosto bastante.

Para finalizar, qual a melhor e a pior coisa no seu trabalho?

A melhor é que eu me diverto a todo o momento. E a pior… não sei, gosto de tudo o que faço!

Top stylist Anna Trevelyan fala sobre sua carreira e dá dica a futuros profissionais

07/04/2014

por | Gente

Por Mariana Pontual, em colaboração para o FFW

A stylist Anna Trevelyan em ação no backstage da Melissa no SPFW Verão 2014/15 ©Agência Fotosite

Eleita uma das pessoas mais influentes do mundo da moda por veículos internacionais importantes como o “The Independent”, “The Guardian” e The Business of Fashion, Anna Trevelyan marcou presença no último dia de SPFW Verão 2014/15 para assinar o styling do desfile da Melissa.

Aos 29 anos, a britânica tem um currículo de dar inveja em muito veterano por aí: já colaborou com as revistas “V” e “Dazed and Confused” Japão, com o site SHOWstudio e a gigante dos cosméticos M.A.C. Ela ainda é diretora de moda da “Untitled” e buyer da boutique britânica Machine A. Além disso, tem como clientes estrelas do calibre de Lady Gaga, Rita Ora e Jessie J. Anna lançou sua carreira solo após trabalhar com Nicola Formichetti, com quem veio ao Brasil em 2007 para o seminário Pense Moda.

O FFW conversou com a simpática stylist de cabelo multicolorido no backstage da Melissa para tentar descobrir o segredo do seu sucesso. Acompanhe abaixo.

Quando você descobriu que queria trabalhar com moda?

Sempre gostei de fazer as minhas próprias roupas e de pintar meu cabelo, mas eu não tinha percebido ainda que isso era moda. Eu não sabia que a indústria da moda existia e não sonhava em trabalhar com isso. Então descobri tudo isso quando estava na universidade e comecei a me interessar e a pensar nisso como um trabalho.

E como foi o início da sua carreira?

Eu tinha 19 anos quando me mudei para Londres e comecei a estudar styling de moda na London College of Fashion. Durante esse tempo, trabalhei como assistente de uma stylist londrina e depois trabalhei durante quatro anos com Nicola Formichetti [atual diretor criativo da Diesel]. E então eu comecei a minha carreira solo.

Como você conheceu Formichetti?

A gente se conheceu pela rede social Myspace. Ele me convidou para participar de uma campanha da Uniqlo com pessoas reais, todas jovens e de estilo cool. Depois acabamos trabalhando juntos.

Do que você mais gosta em seu trabalho?

O que eu mais gosto é que cada dia é diferente do outro. Nunca faço a mesma coisa e por isso não fico entediada. Viajo muito, conheço lugares novos e pessoas muito interessantes. Sinto-me muito sortuda, pois adoro tudo no meu trabalho. Tirando a parte administrativa, como taxas e recibos [risos].

Você já assinou o styling de grandes estrelas, como Rita Ora e Lady Gaga. Como é esse trabalho?

O maior desafio quando você trabalha com celebridades é ter em mente não apenas o que você gosta, mas o que combina com a pessoa. Então você tem que buscar algo que a faça feliz e que esteja de acordo com seu estilo e visão. Você não pode impor suas ideias, é mais um trabalho colaborativo.

É muito diferente de um trabalho para uma marca como a Melissa?

Sim. Todos são colaborativos, mas ao trabalhar para uma marca ou para um editorial você tem muito mais liberdade para colocar suas ideias.

Qual conselho você daria ao stylists que estão começando agora uma carreira na moda?

Eu diria: esteja preparado para dar muito duro, não dormir direito e não ter muito tempo para uma vida social. Mas vale a pena se você estiver fazendo algo que ame de verdade.

Fenômeno no Instagram, modelo italiano Mariano di Vaio fala sobre estilo e fama na web

07/04/2014

por | Gente

Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Mariano di Vaio no SPFW Verão 2014/15 ©Felipe Abe

Com apenas 25 anos o blogueiro e modelo italiano Mariano di Vaio já acumulou quase um milhão e meio de seguidores no seu perfil do Instagram, cerca de cinquenta e quatro vezes o número de habitantes de sua cidade natal, a pequena Assisi, na província de Perúgia. Morando em Milão e viajando quase toda semana para os mais diversos destinos, Mariano passou de modelo masculino a celebridade internacional depois de lançar em 2012 o seu blog pessoal, no qual compartilha dicas de fitness, beleza, lifestyle e moda para homens, mulheres e até crianças. Hoje é quase impossível ficar dez minutos ao seu lado sem que algum fã interrompa para tirar uma foto. Pela primeira vez visitando o Brasil, Mariano conversou com o FFW sobre estilo, a fama na internet e seu famoso penteado.

Como você define o seu estilo?

Diria que é meio street style, bohemian. Gosto do estilo boho, tipo do Johnny Depp, roupas bem confortáveis, camisas e calças soltas, mas ainda assim elegante. E claro, bem italiano.

E quais são os seus estilistas italianos favoritos?

Adoro muitos deles. Acho que Roberto Cavalli é meu favorito, porque adoro as suas camisas, casacos, jaquetas de couro, tudo dele.

Me fale sobre o seu cabelo, que é tão famoso. O que você faz para mantê-lo desse jeito?

Gosto do cabelo um pouco bagunçado, de ficar mexendo de um lado pro outro. E também uso vários cremes, óleos e outros produtos, porque acho importante o homem ter um cabelo legal.

Você tem algum produto favorito para o cabelo?

Não, geralmente uso ceras e provo de várias marcas diferentes.

O seu perfil no Instagram é super popular. Qual é o segredo para ter um perfil bombado?

Não sei, não tenho segredo, simplesmente posto tudo que gosto. E gosto de vários tipos de esportes, coisas como motocicletas, carros. Gosto de postar um pouco de tudo, não só moda. E de ser versátil, assim você vai atingir mais pessoas do que se fizer só moda.

E quais perfis você segue? Quais seus favoritos?

Sigo todos os meus amigos e também vários estilistas, sites legais, fotógrafos de street style.

E você às vezes ataca de DJ, não é ? Que músicas estão no seu setlist?

Gosto das músicas que fazem todos dançarem, como os hits antigos. Mas não sou DJ, faço só por diversão. Quando coloco som gosto de tocar músicas divertidas, como Macarena, Britney Spears, Backstreet Boys, essas que todo mundo dança. Mas às vezes coloco coisas novas, como Pharrell Williams.

O que você está achando do Brasil nessa primeira visita?

Estou amando. O país é ótimo, tinha expectativas muito altas e foi isso que aconteceu. As pessoas são ótimas, o clima é maravilhoso e a caipirinha é incrível! Amei!

E sobre a moda?

Gostei de vários desfiles e do jeito que os estilistas daqui combinam as cores. E gosto do jeito que as pessoas misturam roupas confortáveis com outras mais estilosas. Acho isso importante porque às vezes é melhor estar confortável do que usar um terno de dois mil euros.

Como é a sua rotina?

Se tenho sorte fico em casa dez dias por mês, porque viajo muito, sempre vou fotografar em lugares diferentes para o meu trabalho como modelo. Vou nas semanas de moda de várias cidades, é legal porque acabo conhecendo pessoas diferentes e lugares bonitos, como o Brasil. Mas às vezes é cansativo, todo mundo quer ficar em casa um tempinho com a família.

Referência mundial, trend hunter Li Edelkoort faz previsões sobre moda brasileira

04/04/2014

por | Gente

Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Li Edelkoort em noite de autógrafos no SPFW Verão 2014/15 ©Gabriel Cappelletti/Agência Fotosite

A holandesa Li Edelkoort é um dos nomes mais respeitados no mundo da moda. Do escritório da sua empresa, a Trend Union, em Paris, ela coordena uma equipe que pesquisa tendências globais de moda, design, arte e comportamento para gigantes como Coca-Cola, Warner, Gap, Lacoste e L’Oréal, entre muitas outras. Há quatro décadas nesse mercado, já foi eleita um dos 25 nomes mais influentes da moda pela revista “Time” e uma das 40 pessoas mais importantes no design pela “Icon Magazine”.

Viajante constante, essa é a sua quarta visita ao Brasil. Li veio ao SPFW nesta quarta-feira, 2 de abril, autografar seu novo livro, “Bloom Brasil”. Repleta de fotografias e imagens inspiracionais, a publicação serve como referência criativa para designers, estilistas e artistas do mundo inteiro. Em entrevista exclusiva ao FFW, a pesquisadora falou das suas impressões sobre o Brasil, a moda e as tendências que devem aparecer nos próximos anos.

Qual o conceito do livro “Bloom Brasil”?

É ideia é olhar para o Brasil pela perspectiva cultural, pelas coisas orgânicas, pelas raízes regionais. Exploramos o país analisando tendências culturais muito importantes. Acho que dá uma boa ideia do que é o Brasil.

Ronaldo Fraga e Isabela Capeto aparecem no livro. Por que vocês escolheram esses dois estilistas?

Geralmente não mostramos a moda já feita, só damos referências e ideias. Mas nesse caso achamos importante destacar esses dois designers que são tão ligados ao conceito de ser brasileiro.

Páginas do livro “Bloom Brasil”, de Li Edelkoort ©Felipe Abe

Como você consegue prever uma tendência dois anos antes dela acontecer?

Desenvolvi uma confiança enorme na minha intuição há bastante tempo. Sempre que não escutava minha intuição eu errava! Então aprendi desde cedo que sempre deveria acreditar no que ela indicasse, mesmo me surpreendendo às vezes. E todo mundo nasce com intuição. Todo mundo às vezes quer encontrar uma peça, como um suéter de lã vermelho, e não acha. E no ano seguinte a peça está em todas as lojas!

Então desenvolvi esse senso de conseguir mergulhar no zeitgeist, que é uma grande camada de pensamento criativo que está por todo o mundo, e tentar entender os sinais e traduzi-los em cores, materiais, formas, comportamentos, etc.

E que tipo de surpresas você teve nos últimos anos?

Por exemplo, teve um momento que eu fiquei no meu escritório e pensei “O que eu vou fazer agora?”. E a palavra que veio na minha cabeça foi “Coberto”. E eu pensei “Coberto? Como assim?”. Na época estava na moda decotes enormes, shorts curtos, pernas de fora. Decidi seguir essa ideia e lançamos uma previsão de tendência dizendo que as pessoas andariam mais cobertas, com mangas mais compridas, calças compridas, meia em cima de meia, máscaras, véus, chapéus, lenços. Vi isso mais ou menos há cinco ou seis anos e foi o que aconteceu e ainda está acontecendo.

E onde você pesquisa? Desfiles, exposições?

Não tem um lugar específico, eu viajo muito e vejo muitas culturas diferentes. Leio bastante, todo tipo de coisa. Acho revistas de moda muito chatas, só leio no avião. Pesquiso na internet, falo com as pessoas. Mas essas ideias não vêm dessa pesquisa, não tem nada a ver com trend watching.

Tem a ver com o quê?

É algo que todos podem desenvolver, como uma antena. Tento estar aberta. Algumas vezes é tão estranho que meu corpo simplesmente sente se eu quero ter um ombro mais marcante ou uma cintura mais baixa. É dessa maneira íntima que sou um instrumento de previsão de tendência.

E como alguém pode desenvolver essa habilidade, se quiser trabalhar com tendências?

O melhor é ir a escolas de moda muito boas e tentar se educar no assunto. Não é um campo muito grande, mas futuramente acredito que todas as empresas precisarão de pesquisadores de tendência.

Páginas do livro “Bloom Brasil”, de Li Edelkoort ©Felipe Abe

O que você acha da moda brasileira e dos brasileiros?

Amo esse país, tem uma cultura absolutamente vibrante. Acho que as pessoas não deveriam se inspirar nas coisas de outros países. Meu conselho à cultura do Brasil seria considerar de onde vocês vem. Porque o mundo está se tornando muito global e o próximo passo no mercado mundial é conquistar a América do Sul e a África. Então a indústria e os designers do Brasil deverão expressar o que os motiva intimamente, e não que está acontecendo em outro lugar.

E da arte feita pelos brasileiros, que está se tornando tão famosa com artistas como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes?

Acho que a arte brasileira em sua essência ainda é muito intimamente ligada com as raízes da cultura. É por isso que ela é tão importante na cena internacional. Vemos o mesmo na cena da arte na Índia e na África. Todos os artistas que estão tentando traduzir as suas origens se tornam muito populares no mercado mundial.

E é isso que os estilistas deveriam fazer com mais frequência?

Acredito que sim, talvez não agora, mas será um desafio porque se você quer ser global, você tem que se tornar local. Yves Saint Laurent é absolutamente parisiense, Ralph Lauren é completamente americano, Yohji Yamamoto é absolutamente japonês. Então quem tiver raízes, como eles, é capaz de conquistar o mundo. Se você tem uma marca que fica no meio termo, é mais difícil. E sinto que no hemisfério sul ainda existe um deslumbramento com Hollywood, Paris, Milão e eu diria “Bom, eu venho de lá e não é tão bom quanto vocês acham”. Nós gostaríamos de estar aqui!

E você pode me adiantar as tendências que está prevendo para os próximos dois anos?

Sim: mais loucura, mais ousadia. Acho que a moda ficou tão segura que está muito chata. Apesar de ter surgido uma tendência de moda muito importante que se chama “blunt and boring” (estúpido e chato), que já está aparecendo nos Estados Unidos e na Europa e que são as pessoas que não querem nem um pouco estar na moda. Então eles se vestem e você nem os vê.

“Bloom Brasil” está à venda na FFW Shop durante o SPFW por R$ 95. O livro é escrito em português e conta com ensaios, fotografias e textos de nomes como o arquiteto Marcelo Rosenbaum e a jornalista Maiá Mendonça. Após o evento, “Bloom Brasil” poderá ser encontrado em livrarias.

Loira ou morena? No SPFW, modelos comentam suas mais recentes mudanças de visual

04/04/2014

por | Gente

+ Leia a matéria no FFW Models

Conversa de corredor: um bate-papo com a blogueira belga Sofie Valkiers no SPFW

04/04/2014

por | Gente

Por Mariana Pontual, em colaboração para o FFW

Sofie Valkiers no desfile da estilista Paula Raia no SPFW Verão 2014/15 ©Barbara Dutra/Agência Fotosite

A blogueira belga Sofie Valkiers, do Fashionata, veio pela primeira vez a São Paulo acompanhar os desfiles de Verão 2014/15 do SPFW. Apesar de namorar o fotógrafo brasileiro Marcio Bastos, Sofie confessou não conhecer muito a moda nacional, que segundo ela é pouco falada na Europa. Apesar disso, ela garante que tem gostado bastante do que está vendo. “Assisti a quase todos os desfiles até agora e me encantei pelo mix feminino e sexy feito pelas marcas. Entre meus favoritos estão Alexandre Herchcovitch, Paula Raia e Vitorino Campos”, contou.

Sobre o estilo das brasileiras fora das passarelas, a blogueira afirmou preferir o das mulheres mais velhas, como Costanza Pascolato. “Ela é incrível”, exclamou. As mais jovens também merecem crédito para ela, pois ousam experimentar e brincar com a moda. Quando perguntada sobre seu estilo pessoal, Sofie foi categórica: “Não gosto de rótulos. Visto-me de acordo com meu humor, sou uma pessoa muito sensível e me inspiro em coisas diversas na hora de escolher meus looks, como nas pessoas na rua e em fotos no Instagram”. E quem ela segue? “Recomendo seguir os buyers das principais multimarcas do mundo, como a Natalie Massenet, do Net-a-Porter. Eles têm o melhor olhar para a moda. Mas um dos meus perfis favoritos é o da revista ‘National Geographic’, as fotos são lindas!”

Se moda brasileira não é muito familiar para Sofie, pelo menos até esta temporada, o mesmo não pode ser dito sobre as blogueiras daqui. “Conheci a Helena Bordon na semana de moda de Paris, ela é bem famosa na Europa. Mas as minhas preferidas são as de beleza, como a Vic Ceridono, do Dia de Beauté, e o Garotas Estúpidas. Adoro os vídeos que elas fazem no Youtube”, destacou.

FFW Models: “É um trabalho como qualquer outro”, diz Bruna Tenório sobre ser modelo

04/04/2014

por | Gente

Bruna Tenório no SPFW Verão 2014/15 ©Felipe Abe

+ Veja a entrevista no FFW Models

Do gótico ao conto de fadas: conheça Anna Trevelyan, nova stylist do desfile da Melissa

04/04/2014

por | Gente

Anna Trevelyan, que vai cuidar do styling do desfile da Melissa no SPFW Verão 2015 ©Reprodução

Depois do bem-sucedido desfile de estreia no SPFW com styling de Daniel Ueda e Pedro Salles, a Melissa prepara agora sua segunda apresentação na semana de moda, mas desta vez com a colaboração de uma nova dupla: a britânica Anna Trevelyan e o hair stylist francês Charlie Le Mindu.

+ Veja o calendário de desfiles do SPFW Verão 2014/15

Os leitores assíduos do FFW devem lembrar de Anna (ou, pelo menos, de suas madeixas super coloridas) quando comentamos como ela parou tudo na desfile da Mugler na semana de moda de Paris Inverno 2013. Na ocasião, a ex-assistente de Nicola Formichetti, então diretor criativo da marca, centralizou a atenção dos paparazzi, que não cansavam de fotografar seus cabelos verdes e sua pele impecável parcialmente escondida por um pequeno véu sobre o rosto.

Mas muito além de sua aparência, Anna Trevelyan é reconhecida por seu trabalho: nos últimos anos, ela foi incluída nas listas de pessoas mais influentes da moda mundial por veículos importantes como o “The Independent”, “The Guardian” e The Business of Fashion.

Editorial “In Bloom” com styling de Anna Trevelyan para o SHOWstudio ©Reprodução

Anna conheceu Nicola Formichetti quando ele a descobriu pelo MySpace e a convidou para participar de uma campanha da Uniqlo Eles passaram a trabalhar juntos (ela acompanhou Nicola no Pense Moda, quando ele participou do seminário, em 2007), e ela foi sua assistente durante os três anos em que ele atuou como stylist de Lady Gaga. “Trabalhar com Gaga com um super treinamento. Ela trabalha muito duro, sem parar, e você tem que acompanhar. Mas depois de fazer aquilo, tudo é possível”, ela diz ao The Business of Fashion. Agora solo, ela continua colaborando com a cantora, e cuida também do look de Rita Ora e Jessie J.

Ao mesmo veículo, Anna diz que se inspira em tudo, “desde o gótico do mal à fada cor de rosa” — e essa mente aberta se traduz em seu portfólio diversificado, que inclui styling de editoriais, vídeos de música, filmes de moda, desfiles, campanhas e lookbooks. Entre seus clientes e colaboradores frequentes, estão a “V”, “Dazed and Confused” Japão, SHOWstudio e a M.A.C. Além disso, ela é diretora de moda da “Untitled” e é buyer da boutique britânica Machine A.

Para quem quiser um gostinho do que Anna Trevelyan e Charlie Le Mindu estão preparando para o desfile da Melissa no SPFW, a dupla trabalhou em parceria na última revista da marca, a “Plastic Dreams”, com um editorial divertido estrelado pela modelo Chloe Norgaard.

Editorial com styling de Anna Trevelyan e cabelo de Charlie Le Mindu para a “Plastic Dreams” ©Divulgação

Dudu Bertholini assina direção criativa de desfile e fala sobre fase mais feliz de sua vida

03/04/2014

por | Gente

Dudu Bertholini fazendo carão ao lado da estilista da Movimento, Tininha da Fonte ©Paulo Reis/Agência Fotosite

Dudu Bertholini vive uma nova fase em sua vida, que acredita ser a de maior liberdade criativa. Nesta quinta-feira (03.04), ele estreou na direção criativa de um desfile, assinando o trabalho com a Movimento. Mas não é só nesta frente que ele vem atuando. Após o fechamento da confecção da Neon (marca dele e da estilista Rita Comparato), em junho, Dudu tem se dedicado a uma série de projetos, que vão desde um documentário até a curadoria de uma exposição. Nesta quinta, logo após o desfile de Pedro Lourenço – em que ele assinou o styling –, Dudu, que vinha de uma semana de jornada de trabalho de até 15 horas diárias, estava visivelmente feliz, muito feliz. Entre um desfile e outro, ele ainda conversou com o FFW sobre sua nova fase. Confira os principais trechos.

Sobre a atuação como stylist: “Comecei minha carreira como stylist. Entrei na Santa Marcelina no ano de 1997, e naquela época eu não sabia o que eu queria fazer. Ironicamente, a única coisa que eu sabia era que eu não queria ser estilista. Quando entrei na faculdade, eu me imaginava sendo jornalista, fazendo jornalismo de moda. Mas assim que eu comecei a cursar a Santa Marcelina, percebi que eu queria por a mão na massa, que a minha grande paixão era construir imagens de moda. É assim que eu me vejo: um construtor de imagens de moda, um narrador. E qualquer mídia ou ação onde eu puder colocar isso em prática, está valendo. Seja no estilismo, no styling, no vídeo, no discurso. Eu tinha na época 17 anos, e comecei a trabalhar como assistente. Meu primeiro trabalho foi no extinto evento Phytoervas Fashion. E rapidamente comecei e ser assistente de várias pessoas. E no ano em que eu me formaria na faculdade, no final dos anos 2000, eu assinei o meu primeiro styling sozinho, que foi o da Carlota Joakina. De 2000 para 2001, comecei a assinar meus desfiles sozinho, e até 2003 me dediquei exclusivamente a styling. Naquela época, fiz todas as marcas jovens, fiz Colcci, Zapping, Carlota Joakina. Eu me dedicava exclusivamente a isso, fiz de publicidade a desfiles, catálogos, fui consultor da Arezzo, fiz treinamentos de moda pelo Brasil todo.”

Sobre como foi voltar a trabalhar para a família Coelho Lourenço: “A sensação que eu tive de voltar à fábrica do Pedro, que tinha 8 anos na época, foi muito irônico, porque eu percebi como a vida também é cíclica.”

Sobre como concilia a Neon e seus projetos: “Eu conheci a Rita na faculdade, e quando foi no ano de 2002 para 2003, a gente começou um exercício totalmente livre de estilo que foi fazer maiôs para a cidade. A gente nunca imaginava que isso se tornaria a Neon ou que ela ocuparia um posto de empreendimento profissional mais incrível que eu tive na vida. Mesmo nos primeiros anos da Neon, eu me dividia entre o styling e a marca. Lembro que no primeiro desfile da Neon, eu saí e fui correndo para a prova de make da Zapping. Tinha desfiles que eu saía e já tinha outro. Só que a Neon começou a crescer, e em 2004 ou 2005 eu meio que abandonei o styling para me dedicar à marca. Lógico que foi bom, que a minha paixão pelo styling continuou a ser exercitada na Neon, já que eu sempre assinei os stylings dos desfiles, sempre fiz a imagem da marca ao lado da Rita. Já prevendo a mudança, esse novo formato de negócio, de a gente fechar a confecção e passar a licenciar produtos, a gente transformou a Neon num escritório de branding, de marketing, e estamos licenciando produtos para outras empresas. Já há mais ou menos uns dois anos, o styling começou a aparecer de uma forma mais forte. Hoje, os licenciamentos são a minha principal aposta profissional, tanto da marca Dudu Bertholini quanto da Neon. Com o meu nome, eu tenho licenciamentos de óculos de sol, malas de viagem, mochilas escolares, cadernos e agendas. Da Neon, estou lançando uma linha de confecção na semana que vem com uma empresa que se chama Artmaia, e também uma linha de bolsas, com preços mais acessíveis e populares, com uma empresa taiwanesa. Quando eu faço licenciamento, também faço a direção criativa das campanhas. Não desenho só o produto, uso toda essa minha estratégia de marketing e divulgação.”

Sobre a nova fase: “Assim que a Neon mudou, essa estrutura física da empresa, e esse compromisso diário da confecção e dos funcionários, isso me liberou muito mais para outros projetos. Acho que faz dois anos que eu comecei realmente a atuar agressivamente em várias frentes. E essa semana é praticamente a semana marcante de tudo que eu plantei nesses últimos dois anos. Estou fazendo o styling do Pedro hoje, estou fazendo toda a direção e o styling do desfile da Movimento, onde eu concebi o cenário, chamei os profissionais de beleza, de make, a trilha, tudo bem ou mal sou eu que assino. E aqui no Pedro foi um desafio fantástico, já que a gente tem estilos opostos, mas que se complementaram num trabalho como esse. Sexta-feira é a estreia do meu documentário que eu fui personagem e curador, que se chama “De Gravata e Unha Vermelha”, sobre pessoas que transgridem gênero no século 21. Ou seja, documentarista, entrevistador, isso tudo também aconteceu no meu ano. Estou fazendo também a curadoria de uma exposição com 11 comunidades rendeiras no Brasil, em que chamei 11 estilistas para cada um fazer um look com uma comunidade. Então tem o André Lima, o Lino Villaventura, a Amapô, a Neon, a Adriana Barra, um time maravilhoso de gente. Faz dois anos que eu estou fazendo esse trabalho, e deve sair neste ano ainda.”

Sobre o que vem pela frente: “O meu foco é fortalecer a minha identidade, o meu estilo em todas essas frentes. E o que eu percebo hoje em dia é que muito mais do que me definir como um estilista ou como stylist, eu quero comunicar o meu estilo, a minha força, a minha essência em todas essas frentes. O que eu fico feliz é que estando mais autônomo, tendo uma independência maior na minha carreira, eu consigo cada vez mais imprimir a minha marca em lugares onde eu nem imaginava que eu pudesse chegar.”