“Não pode desanimar”, dizem personalidades sobre luta contra câncer de mama

23/04/2014

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Joyce Pascowitch, jornalista e editora, que está na campanha Mulheres de Peito ©Reprodução

Na semana passada nós publicamos o relato emocionante de Costanza Pascolato sobre sua experiência com o câncer de mama. O vídeo, exibido pela primeira vez no SPFW, faz parte da campanha Mulheres de Peito, implantada este ano pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que facilita o exame de mamografia e agiliza o diagnóstico precoce do câncer de mama. Basta ligar no 0800 779-0000 para qualquer informação necessária.

Além de Costanza, outras mulheres inspiradoras e influentes em suas comunidades também contaram, com transparência e honestidade, sobre sua luta – e vitória – contra a doença. Fé, instinto de sobrevivência, ânimo, força. Essas palavras fazem parte de seus depoimentos, além de prevenção, a principal chave para uma vida saudável.

O FFW tem o prazer de compartilhar as experiências de Joyce Pascowitch, Elba Ramalho, Antonia Frering e Joana Fomm:

Joyce Pascowitch

Jornalista

“Enquanto estava no tratamento de câncer de mama, eu nem questionava o porquê. Acredito que seja instinto de sobrevivência. Para quem está nessa luta, posso dizer para não desanimar, porque tudo vai melhorar. A gente aprende mais sobre a vida, sobre o que importa, sobre as pessoas e os amigos, quem realmente vale a pena. Muita força e resiliência. Agora, para as mulheres em geral, espero que elas cuidem da saúde, não apenas indo ao médico e fazendo os exames – o que é fundamental para a prevenção – mas também acompanhando os resultados, questionando e participando ativamente de todo o processo.”

 

Elba Ramalho

Cantora

“A prevenção, com exames de rotina, pode salvar a vida. O meu câncer, por exemplo, estava muito no início e o tumor media milímetros. Logo que diagnosticado, agilizei a cirurgia e o tratamento. Valeu o diagnóstico precoce, a serenidade como encarei a doença e o processo seguinte. Cada pessoa reage de forma bem pessoal. A fé, no período do meu tratamento, foi fundamental para me manter calma e encarar a doença. Minha sugestão é que se observe sempre, fique atenta a qualquer mudança em seu organismo. Que viva, principalmente, feliz, e confie no poder da fé. Não tenha medo de enfrentar a doença, nem medo de morrer. Não pense nisso, apenas viva!”.

 

Antônia Frering

Atriz

“O diagnóstico precoce é essencial. Quanto mais cedo descobrir, mais cedo será a cura. Por isso, recomendo sempre a mamografia. A minha mensagem às mulheres em tratamento é simples: confia, entrega, aceita e agradece.”

 

Joana Fomm

Atriz

O que me fazia lutar todos os dias era a vontade de viver e de trabalhar mais. Não queria ir embora. Os exames preventivos são essenciais. Se eles estivessem em dia, eu não teria tido câncer. A minha mensagem para aquelas que estão em tratamento é não desistir. Vale a pena viver.

 

Lupita Nyong’o é eleita a mulher mais bonita do mundo; reveja os melhores looks da atriz

23/04/2014

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Por Mariana Pontual, em colaboração para o FFW.

Lupita Nyong’o é eleita a mulher mais bonita do mundo ©Reprodução

Desde que surgiu na temporada de tapete vermelho deste ano, poucas estrelas chamaram tanta atenção quanto Lupita Nyong’o, atriz que ganhou diversos prêmios por sua atuação em “12 Anos de Escravidão”. Isso porque o talento da premiada atriz extrapola as telas de cinema e invade o guarda-roupa impecável e repleto de grifes-desejo como Chanel, Dior, Prada, Giambattista Valli, Stella McCartney, Ralph Lauren, entre outras.

Nesta quarta-feira (23.04), a queniana de 31 anos virou manchete novamente. Ela foi eleita pela revista americana “People” como a mulher mais bonita do mundo em 2014, desbancando beldades como Jennifer Lawrence e Gwyneth Paltrow (a número um do ano passado). Em homenagem à vencedora do Oscar 2014 como atriz coadjuvante, o FFW preparou uma seleção com dez dos seus melhores looks no red carpet.

+ Veja uma seleção com os dez melhores looks de Lupita Nyong’o no tapete vermelho:

lupita-nyongo-chanel.jpg
Getty Images
Lupita Nyong'o veste Chanel

Papo rápido: FFW Models fala com a modelo Fernanda Liz, nome quente do momento

23/04/2014

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A modelo Fernanda Liz, revelação da temporada ©Reprodução

Saiba mais sobre o nome quente do momento, Fernanda Liz, de 23 anos. A matéria completa no FFW Models.

 

Sexo em troca de editorial? Terry Richardson sofre novas acusações de assédio sexual

22/04/2014

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A modelo britânica Emma Appleton, que postou imagem de uma mensagem supostamente de Terry Richardson em que ele teria oferecido um editorial da Vogue em troca de sexo ©Reprodução/Instagram

A modelo britânica Emma Appleton tuitou na noite de domingo uma imagem de uma mensagem supostamente enviada pelo fotógrafo Terry Richardson via Messenger oferecendo a oportunidade de aparecer em um ensaio da “Vogue” americana em troca de sexo. O tuíte de Emma é mais um episódio na conturbada história de assédio sexual que marca a carreira do fotógrafo, um dos mais respeitados e irreverentes do mercado.

Imagem tuitada por Emma Appleton no domingo ©Reprodução/BuzzFeed

Imediatamente, Candice Marks, porta-voz de Terry, respondeu ao BuzzFeed: “Isto é obviamente uma farsa. Terry não enviou este texto”, disse ela.

Depois da avalanche de comentários e matérias em sites de hardnews do mundo todo (a história foi publicada em sites como The Independent, Daily News, The Huffington Post e Mail Online), Emma apagou sua conta no Twitter, mas usou o Instagram para se manifestar. “Deixe-me esclarecer algo — eu não quero essa atenção, não tenho desejo de me tornar conhecida. Se a conta é falsa, então ela precisa ser removida; se é real, então ele é um humano hediondo”, afirma a modelo no Instagram.

Apesar de não haver provas de que a mensagem é realmente de Terry, o diretor de comunicações da Vogue US, Hildy Kuryk, enviou um comunicado para a US Weekly: “O último trabalho de Terry Richardson para a Vogue US foi publicado na edição de julho de 2010 e não temos planos de trabalhar com ele no futuro”.

Terry Richardson em foto postada em seu perfil no Instagram em 25 de março de 2013 ©Reprodução/Instagram

A denúncia vem na esteira de outras alegações amplamente divulgadas de assédio sexual. Em um post no Reddit em março (que foi removido), a ex-modelo Charlotte Waters descreveu um shooting que fez com Terry, que começou normalmente, mas que rapidamente teria se passado para atos sexuais indesejados, que incluiriam o fotógrafo pedindo que ela fizesse sexo oral nele. O texto foi publicado de forma anônima, mas logo a modelo se identificou como autora. Outras modelos, como Jamie Peck, Liskula Cohen e Rie Rasmussen, vieram a público contar que passaram por situações semelhantes.

Logo depois, Terry se defendeu contra o “ciclo de fofocas e falsas acusações da internet” em uma coluna chamada “Corrigindo os rumores“, publicada no The Huffington Post. “Infelizmente, na busca contínua de page views gerados por polêmicas, o jornalismo desleixado alimentado por relatos sensacionalistas, maliciosos e manipuladores deste trabalho deu origem a uma cruzada raivosa na internet”, escreveu. “Bem-intencionados ou não, são baseados em mentiras.”

Terry Richardson é um fotógrafo brilhante, com um olhar único (e quase sempre com conotação sexual), mas seu comportamento nos sets tem sido repetidamente denunciado por modelos nos últimos anos. A top Coco Rocha afirmou que já fotografou com ele, mas que “não vai fazer isso de novo”. Mesmo assim, Terry segue como um dos fotógrafos de moda mais importantes do mundo, fotografando personalidades como Obama, Kate Upton, Beyoncé, Rihanna, Kim Kardashian e Lady Gaga. Ele é o autor das fotos quase nuas de Miley Cyrus, que se tornaram viral no ano passado. Sua ex-namorada Audrey Gelman tuitou em dezembro que ela e sua amiga Lena Dunham, que já foi fotografada por Terry, “se arrependem”.

Por outro lado, inúmeras modelos nunca reclamaram. Quando uma declaração vem de uma top como Coco Rocha, que há anos fotografa com os melhores do mundo, a história fica mais crível. Também não se pode ignorar os comentários de modelos não famosas e correr o risco de ser injusto com meninas que precisam decolar a carreira, mas que obviamente não estão dispostas a subir os degraus com sexo. Vamos aguardar os desdobramentos e torcer para que seja esclarecida e nunca mais repetida. O FFW respeita e admira o trabalho do fotógrafo, mas repudia essas declarações, caso sejam verdadeiras.

Alison Mosshart, do The Kills, expõe em Nova York quadros que pintou nas horas vagas de turnês

16/04/2014

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Alison Mosshart, que expõe pela primeira vez seu trabalho como pintora, no desfile da Burberry Prorsum na London Fashion Week em 17 de fevereiro ©Anthony Harvey/Getty Images

O The Kills, que tocou no Brasil em 2011, é formado por apenas duas pessoas, mas elas são tão multifacetadas que sempre conseguem nos surpreender com algo novo. Jamie Hince, os 50% masculinos do duo de indie rock, virou figura conhecida além do ambiente musical depois de se casar com a supermodelo Kate Moss. Alison Mosshart, a metade feminina, começou a chamar atenção no Dead Weather, banda do ex-White Stripes Jack White. Pois Alison, que já fez alguns trabalhos como modelo, agora nos surpreende em uma nova empreitada.

Algumas das pinturas de Alison Mosshart em exposição na mostra “Push It” ©Ben Grieme/T Magazine Blog/Reprodução

Enquanto esteve em turnê com as bandas, Alison aproveitou o tempo livre para pintar — muitas vezes de forma compulsiva. Em entrevista ao T Magazine Blog, do “The New York Times“, ela explicou que seu passatempo nas horas livres durante as viagens é pintar, seja em papel, tela ou tecido. “Há muito tempo para queimar a cada dia quando você está na estrada, aquelas quatro ou cinco horas antes do show quando você está em um bunker em um porão sem nada para fazer exceto fumar e beber potes de café e esperar.” Pois a cantora, que foi guardando despretensiosamente seus desenhos, mostra agora o resultado desse passatempo em uma exposição em Nova York ao lado de outras 20 mulheres.

Alison frequentou a escola de arte por dois anos, mas abandonou os estudos justamente para se dedicar às turnês das bandas. A forma que encontrou de manter a arte viva dentro dela foi pintar em todos os lugares onde era possível, como no ônibus entre uma cidade e outra, no backstage, nos quartos de hotel. Ela contou que, entre os trabalhos da exposição, há um que foi pintado em um quarto do Holiday Inn Express em Louisiana e outros feitos em Los Angeles. “É isso o que eu faço, derramo tinta nesses alojamentos temporários. Até o fim da noite, geralmente tem quatro ou cinco peças secando. Olho para eles e lembro onde eu estava. Eles têm um pouco desse aspecto de diário, apesar de serem bastante abstratos.”

Nos últimos dois anos, as turnês foram menos frequentes, e isso permitiu a Alison focar na pintura. Em seu estúdio em Nashville, no Tennessee, sua cidade natal, a vantagem é que ela tem mais espaço e pode trabalhar com mais recursos do que quando precisa carregar o material de um lado para o outro. “Aprendi muito mais, e fiz vários trabalhos. Fiquei obcecada. E, em vez de ser algo que sempre foi uma maneira de passar o tempo, tornou-se mais um foco.”

Essa é a primeira vez que Alison exibe seu trabalho como pintora, mas não deve ser a última. Ela planeja uma mostra solo no final deste ano em Nashville — o que só deve acontecer se ela conseguir conciliar com a gravação do próximo álbum do The Kills, em Londres.

Harry Styles, Alison Mosshart e Mario Testino na fila A do desfile da Burberry em 17 de fevereiro, em Londres ©Ian Gavan/Getty Images

A mostra “Push It”, dedicada a artistas do sexo feminino, fica em exibição no ArtNowNY até 26 de abril.

ArtNowNYC
548 West 28th Street, 2º andar
Nova York
artnowny.com

FFW Models: veja quem foram os recordistas de desfiles do Fashion Rio Verão 2014/15

14/04/2014

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Regina Krilow é a recordista de desfiles do Fashion Rio Verão 2014/15; veja a lista completa no FFW Models ©Rafael Chacon/ Agência Fotosite

“Aqui fazem um colorido capaz de passar a energia do país”, afirma criador do Nowfashion

11/04/2014

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Por Raisa Carlos de Andrade, em colaboração para o FFW

Valerio Nappi, do Nowfashion, no Fashion Rio Verão 2015 ©Mary Cruz

Idealizador e diretor do Nowfashion.com, Valerio Nappi viaja o mundo divulgando desfiles em tempo real. Em sua quarta cobertura no Brasil, o italiano admite que ainda se impressiona com o caráter criativo encontrado aqui. A cada temporada, o número crescente de visualizações relacionadas ao SPFW e Fashion Rio em seu site aproxima o nosso país das mais importantes capitais da moda. “Em termos de sucesso no veículo, São Paulo e Rio vêm logo após Paris, Milão, Nova York e Londres. O Brasil se destaca muito no verão, por conta da moda praia. Aqui fazem um colorido interessante, capaz de passar a energia do país”, contou, em entrevista ao FFW.

Criado em 2011, o Nowfashion foi o primeiro site a divulgar imagens de desfiles com a urgência exigida pelos dias atuais. Na época, Valerio se deu conta de que o tempo de postagem das imagens era muito inferior ao que poderia ser feito. Logo criou uma página, que mesmo sem aparecer no Google, alcançou 20 mil visualizações em uma semana. O resultado comprovou a aceitação e impulsionou a ideia inicial. “Cobrimos a semana de moda de Milão, fizemos mais de dez desfiles por semana e fomos desenvolvendo o projeto. Hoje, cobrimos 95% dos eventos internacionais”.

Anos depois, a dimensão do Nowfashion ainda surpreende. “No início, não esperava tanto êxito, especialmente no Brasil, já que somos internacionais e não temos tradução em português.” Valerio, que transita por estruturas grandiosas, admite que a montagem dos eventos brasileiros é um grande facilitador de seu trabalho. “Aqui é tudo muito bem organizado. Principalmente porque a maioria dos desfiles acontece no mesmo lugar. Em Nova York, por exemplo, os desfiles são espalhados. É muito mais confuso.”

Com um olhar atento às criações contemporâneas, ele acredita que o diferencial da moda brasileira está na forma singular com a qual nossos estilistas inserem a cultura em seu trabalho. “É comum ver marcas falando sobre a natureza nas texturas, na estamparia. A Osklen, por exemplo, já homenageou até o Inhotim. Não percebo uma preocupação com esse tipo de pesquisa nos outros lugares. É algo único”, afirma.

Top 5: FaceHunter Yvan Rodic revela as melhores cidades para fotografar street style

10/04/2014

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Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Yvan Rodic no SPFW Verão 2014/15 ©Barbara Dutra/Agência Fotosite

O suíço Yvan Rodic, conhecido mundialmente como FaceHunter, passa suas semanas entre badaladas semanas de moda, festivais de cinema e mostras de arte do mundo inteiro. Um dos mais conhecidos nomes de fotografia de street style, começou seu blog despretensiosamente em 2006 e logo foi convidado para colaborar com revistas, sites de moda e marcas como Giorgio Armani e Volvo.

O fotógrafo esteve no SPFW Verão 2014/15 registrando os looks mais interessantes do lado de fora das passarelas. O FFW aproveitou a ocasião para descobrir as melhores cidades para clicar street style segundo Yvan. “Em primeiro lugar vem Londres, porque é um ponto onde pessoas de todo o mundo vão para ficar períodos curtos ou longos. É uma das cidades onde as pessoas tentam coisas novas mais frequentemente”, explica.

E as outras? “Nova York, Estocolmo, Sidney e Los Angeles. São cidades muito diversas, com todo tipo de influências e que gostam de misturar estéticas e estilos, não estão só seguindo tendências. Eles fazem a sua própria moda. Nessas metrópoles você encontra inovação. Mas gosto de fotografar em outros lugares também, como São Paulo. Gosto de diversidade, é ótimo buscar inspiração em tantos locais diferentes.”

Modelos masculinos revelam seus segredos (e loucuras) para manter a boa forma

09/04/2014

por | Gente

Por Mariana Pontual, em colaboração para o FFW

Engana-se quem pensa que apenas as mulheres fazem loucuras na busca pelo corpo perfeito. Ficar sem beber água, pular o jantar, malhar por quatro horas todos os dias e eliminar carboidratos fazem parte dos segredos de fitness que seis modelos do SPFW revelaram ao FFW – enquanto posavam sem camisa para as nossas lentes.

Mas, atenção! Antes de seguir as dicas que eles dão a seguir, consulte um profissional.

Fotos: ©Felipe Abe

ariel donida
Ariel Donida, 18 anos

“Como minha agenda muda muito, eu não pago academia e faço exercício em casa ou no parque. Eu acordo às 5h30 todos os dias, corro até o parque e pulo corda durante 30 minutos ou uma hora. Acho pular corda um exercício muito completo, pois trabalha as costas e o peitoral, além de secar a barriga. Faço tudo isso em jejum porque, apesar de você se sentir mais fraco, queima mais gordura. Quando tenho uma foto ou desfile importante, fico sem beber água e como só proteína (frango grelhado) durante 24 horas. Mas minha maior tentação é um bom prato de macarronada.”

Because I’m happy! Em vídeo, modelos cantam e dançam ao som de hit de Pharrell Williams

08/04/2014

por | Gente

Still do novo vídeo do FFW Models; assista na íntegra no FFW Models

Charlie le Mindu, hairstylist do desfile da Melissa no SPFW: “Me inspiro nas drag queens”

08/04/2014

por | Gente

Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Charlie le Mindu no backstage da Melissa no SPFW Verão 2014/15 ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

A Melissa recrutou uma dupla nada convencional para assinar o styling e o cabelo de seu desfile de Verão 2015 no SPFW. Ao lado de Anna Trevelyan, responsável por looks de estrelas como Lady Gaga e Rita Ora, veio o haistylist Charlie le Mindu. Francês nascido em Bordeaux e baseado em Londres, Charlie é famoso por seus penteados e perucas bizarros e irreverentes.

Filho de um cigano espanhol e de uma drag king francesa, Charlie cresceu vendo sua mãe se apresentar em clubes gays. Desde criança tinha o desejo de ser cabeleireiro e aos treze anos começou em seu primeiro emprego como assistente em um salão tradicional. Aos dezessete se mudou para Berlim e foi ganhar a vida cortando cabelos de drag queens em um clube gay. Hoje é hairstylist de celebridades como Lady Gaga e Cher, cria cabelos para editoriais de publicações do calibre de “i-D”, “Dazed and Confused” e “Numéro”, além de comandar sua própria marca de perucas, que lança coleções a cada temporada. Confira nossa entrevista com o hairstylist no backstage da Melissa, que aconteceu nessa sexta-feira (04.04) no SPFW:

Primeiro gostaria que você falasse um pouco do cabelo do desfile da Melissa. Vejo que tem a ver com B-52’s, não?

Sim, é verdade. Me inspirei nas beehives dos anos 1960 e tem também um pouco de mangá. Todas as perucas são bem artificiais, porque queria que fosse como os sapatos, superplastic.

Modelos no backstage da Melissa no SPFW Verão 2014/15 ©Sergio Caddah/Agência Fotosite

E como é o processo criativo? Como você decide as cores e o material?

Gosto de trabalhar em time, então trabalho bastante com a Anna. Estou com ela há muito tempo, desenho vários modelos e mando os croquis para ela.

E quando você trabalha com celebridades, como Cher, Mia e Lady Gaga?

É mais ou menos o mesmo. Desenho e mando para elas, ou às vezes elas escolhem perucas já existentes das minhas coleções.

E sobre os desfiles e editoriais, você já trabalhou com tantas marcas e revistas. Tem algum favorito, que marcou a sua carreira?

Gostei bastante do desfile do Rick Owens no ano passado. Mas prefiro drag queens, são mais inspiradoras para mim!

E você pode adiantar alguma tendência de cabelo que esteja aparecendo nos desfiles e nas ruas?

Acho que depende do lugar. Sei que em Londres todo mundo está usando perucas, todos os meus amigos usam. Na França isso já não acontece. Mas minha tendência favorita no momento é voltar aos anos 1970, tipo bem hippie, não fazer nada com o cabelo, usar bem longo, sem se preocupar muito.

E para as brasileiras especificamente, qual seria um cabelo legal?

Vocês têm um cabelo tão legal, não sei dizer. Mas poderiam seguir essa tendência hippie, na verdade vocês já tem um estilo meio hippie. Mas eu gosto bastante.

Para finalizar, qual a melhor e a pior coisa no seu trabalho?

A melhor é que eu me diverto a todo o momento. E a pior… não sei, gosto de tudo o que faço!

Top stylist Anna Trevelyan fala sobre sua carreira e dá dica a futuros profissionais

07/04/2014

por | Gente

Por Mariana Pontual, em colaboração para o FFW

A stylist Anna Trevelyan em ação no backstage da Melissa no SPFW Verão 2014/15 ©Agência Fotosite

Eleita uma das pessoas mais influentes do mundo da moda por veículos internacionais importantes como o “The Independent”, “The Guardian” e The Business of Fashion, Anna Trevelyan marcou presença no último dia de SPFW Verão 2014/15 para assinar o styling do desfile da Melissa.

Aos 29 anos, a britânica tem um currículo de dar inveja em muito veterano por aí: já colaborou com as revistas “V” e “Dazed and Confused” Japão, com o site SHOWstudio e a gigante dos cosméticos M.A.C. Ela ainda é diretora de moda da “Untitled” e buyer da boutique britânica Machine A. Além disso, tem como clientes estrelas do calibre de Lady Gaga, Rita Ora e Jessie J. Anna lançou sua carreira solo após trabalhar com Nicola Formichetti, com quem veio ao Brasil em 2007 para o seminário Pense Moda.

O FFW conversou com a simpática stylist de cabelo multicolorido no backstage da Melissa para tentar descobrir o segredo do seu sucesso. Acompanhe abaixo.

Quando você descobriu que queria trabalhar com moda?

Sempre gostei de fazer as minhas próprias roupas e de pintar meu cabelo, mas eu não tinha percebido ainda que isso era moda. Eu não sabia que a indústria da moda existia e não sonhava em trabalhar com isso. Então descobri tudo isso quando estava na universidade e comecei a me interessar e a pensar nisso como um trabalho.

E como foi o início da sua carreira?

Eu tinha 19 anos quando me mudei para Londres e comecei a estudar styling de moda na London College of Fashion. Durante esse tempo, trabalhei como assistente de uma stylist londrina e depois trabalhei durante quatro anos com Nicola Formichetti [atual diretor criativo da Diesel]. E então eu comecei a minha carreira solo.

Como você conheceu Formichetti?

A gente se conheceu pela rede social Myspace. Ele me convidou para participar de uma campanha da Uniqlo com pessoas reais, todas jovens e de estilo cool. Depois acabamos trabalhando juntos.

Do que você mais gosta em seu trabalho?

O que eu mais gosto é que cada dia é diferente do outro. Nunca faço a mesma coisa e por isso não fico entediada. Viajo muito, conheço lugares novos e pessoas muito interessantes. Sinto-me muito sortuda, pois adoro tudo no meu trabalho. Tirando a parte administrativa, como taxas e recibos [risos].

Você já assinou o styling de grandes estrelas, como Rita Ora e Lady Gaga. Como é esse trabalho?

O maior desafio quando você trabalha com celebridades é ter em mente não apenas o que você gosta, mas o que combina com a pessoa. Então você tem que buscar algo que a faça feliz e que esteja de acordo com seu estilo e visão. Você não pode impor suas ideias, é mais um trabalho colaborativo.

É muito diferente de um trabalho para uma marca como a Melissa?

Sim. Todos são colaborativos, mas ao trabalhar para uma marca ou para um editorial você tem muito mais liberdade para colocar suas ideias.

Qual conselho você daria ao stylists que estão começando agora uma carreira na moda?

Eu diria: esteja preparado para dar muito duro, não dormir direito e não ter muito tempo para uma vida social. Mas vale a pena se você estiver fazendo algo que ame de verdade.

Fenômeno no Instagram, modelo italiano Mariano di Vaio fala sobre estilo e fama na web

07/04/2014

por | Gente

Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Mariano di Vaio no SPFW Verão 2014/15 ©Felipe Abe

Com apenas 25 anos o blogueiro e modelo italiano Mariano di Vaio já acumulou quase um milhão e meio de seguidores no seu perfil do Instagram, cerca de cinquenta e quatro vezes o número de habitantes de sua cidade natal, a pequena Assisi, na província de Perúgia. Morando em Milão e viajando quase toda semana para os mais diversos destinos, Mariano passou de modelo masculino a celebridade internacional depois de lançar em 2012 o seu blog pessoal, no qual compartilha dicas de fitness, beleza, lifestyle e moda para homens, mulheres e até crianças. Hoje é quase impossível ficar dez minutos ao seu lado sem que algum fã interrompa para tirar uma foto. Pela primeira vez visitando o Brasil, Mariano conversou com o FFW sobre estilo, a fama na internet e seu famoso penteado.

Como você define o seu estilo?

Diria que é meio street style, bohemian. Gosto do estilo boho, tipo do Johnny Depp, roupas bem confortáveis, camisas e calças soltas, mas ainda assim elegante. E claro, bem italiano.

E quais são os seus estilistas italianos favoritos?

Adoro muitos deles. Acho que Roberto Cavalli é meu favorito, porque adoro as suas camisas, casacos, jaquetas de couro, tudo dele.

Me fale sobre o seu cabelo, que é tão famoso. O que você faz para mantê-lo desse jeito?

Gosto do cabelo um pouco bagunçado, de ficar mexendo de um lado pro outro. E também uso vários cremes, óleos e outros produtos, porque acho importante o homem ter um cabelo legal.

Você tem algum produto favorito para o cabelo?

Não, geralmente uso ceras e provo de várias marcas diferentes.

O seu perfil no Instagram é super popular. Qual é o segredo para ter um perfil bombado?

Não sei, não tenho segredo, simplesmente posto tudo que gosto. E gosto de vários tipos de esportes, coisas como motocicletas, carros. Gosto de postar um pouco de tudo, não só moda. E de ser versátil, assim você vai atingir mais pessoas do que se fizer só moda.

E quais perfis você segue? Quais seus favoritos?

Sigo todos os meus amigos e também vários estilistas, sites legais, fotógrafos de street style.

E você às vezes ataca de DJ, não é ? Que músicas estão no seu setlist?

Gosto das músicas que fazem todos dançarem, como os hits antigos. Mas não sou DJ, faço só por diversão. Quando coloco som gosto de tocar músicas divertidas, como Macarena, Britney Spears, Backstreet Boys, essas que todo mundo dança. Mas às vezes coloco coisas novas, como Pharrell Williams.

O que você está achando do Brasil nessa primeira visita?

Estou amando. O país é ótimo, tinha expectativas muito altas e foi isso que aconteceu. As pessoas são ótimas, o clima é maravilhoso e a caipirinha é incrível! Amei!

E sobre a moda?

Gostei de vários desfiles e do jeito que os estilistas daqui combinam as cores. E gosto do jeito que as pessoas misturam roupas confortáveis com outras mais estilosas. Acho isso importante porque às vezes é melhor estar confortável do que usar um terno de dois mil euros.

Como é a sua rotina?

Se tenho sorte fico em casa dez dias por mês, porque viajo muito, sempre vou fotografar em lugares diferentes para o meu trabalho como modelo. Vou nas semanas de moda de várias cidades, é legal porque acabo conhecendo pessoas diferentes e lugares bonitos, como o Brasil. Mas às vezes é cansativo, todo mundo quer ficar em casa um tempinho com a família.

Referência mundial, trend hunter Li Edelkoort faz previsões sobre moda brasileira

04/04/2014

por | Gente

Por Elis Martini, em colaboração para o FFW

Li Edelkoort em noite de autógrafos no SPFW Verão 2014/15 ©Gabriel Cappelletti/Agência Fotosite

A holandesa Li Edelkoort é um dos nomes mais respeitados no mundo da moda. Do escritório da sua empresa, a Trend Union, em Paris, ela coordena uma equipe que pesquisa tendências globais de moda, design, arte e comportamento para gigantes como Coca-Cola, Warner, Gap, Lacoste e L’Oréal, entre muitas outras. Há quatro décadas nesse mercado, já foi eleita um dos 25 nomes mais influentes da moda pela revista “Time” e uma das 40 pessoas mais importantes no design pela “Icon Magazine”.

Viajante constante, essa é a sua quarta visita ao Brasil. Li veio ao SPFW nesta quarta-feira, 2 de abril, autografar seu novo livro, “Bloom Brasil”. Repleta de fotografias e imagens inspiracionais, a publicação serve como referência criativa para designers, estilistas e artistas do mundo inteiro. Em entrevista exclusiva ao FFW, a pesquisadora falou das suas impressões sobre o Brasil, a moda e as tendências que devem aparecer nos próximos anos.

Qual o conceito do livro “Bloom Brasil”?

É ideia é olhar para o Brasil pela perspectiva cultural, pelas coisas orgânicas, pelas raízes regionais. Exploramos o país analisando tendências culturais muito importantes. Acho que dá uma boa ideia do que é o Brasil.

Ronaldo Fraga e Isabela Capeto aparecem no livro. Por que vocês escolheram esses dois estilistas?

Geralmente não mostramos a moda já feita, só damos referências e ideias. Mas nesse caso achamos importante destacar esses dois designers que são tão ligados ao conceito de ser brasileiro.

Páginas do livro “Bloom Brasil”, de Li Edelkoort ©Felipe Abe

Como você consegue prever uma tendência dois anos antes dela acontecer?

Desenvolvi uma confiança enorme na minha intuição há bastante tempo. Sempre que não escutava minha intuição eu errava! Então aprendi desde cedo que sempre deveria acreditar no que ela indicasse, mesmo me surpreendendo às vezes. E todo mundo nasce com intuição. Todo mundo às vezes quer encontrar uma peça, como um suéter de lã vermelho, e não acha. E no ano seguinte a peça está em todas as lojas!

Então desenvolvi esse senso de conseguir mergulhar no zeitgeist, que é uma grande camada de pensamento criativo que está por todo o mundo, e tentar entender os sinais e traduzi-los em cores, materiais, formas, comportamentos, etc.

E que tipo de surpresas você teve nos últimos anos?

Por exemplo, teve um momento que eu fiquei no meu escritório e pensei “O que eu vou fazer agora?”. E a palavra que veio na minha cabeça foi “Coberto”. E eu pensei “Coberto? Como assim?”. Na época estava na moda decotes enormes, shorts curtos, pernas de fora. Decidi seguir essa ideia e lançamos uma previsão de tendência dizendo que as pessoas andariam mais cobertas, com mangas mais compridas, calças compridas, meia em cima de meia, máscaras, véus, chapéus, lenços. Vi isso mais ou menos há cinco ou seis anos e foi o que aconteceu e ainda está acontecendo.

E onde você pesquisa? Desfiles, exposições?

Não tem um lugar específico, eu viajo muito e vejo muitas culturas diferentes. Leio bastante, todo tipo de coisa. Acho revistas de moda muito chatas, só leio no avião. Pesquiso na internet, falo com as pessoas. Mas essas ideias não vêm dessa pesquisa, não tem nada a ver com trend watching.

Tem a ver com o quê?

É algo que todos podem desenvolver, como uma antena. Tento estar aberta. Algumas vezes é tão estranho que meu corpo simplesmente sente se eu quero ter um ombro mais marcante ou uma cintura mais baixa. É dessa maneira íntima que sou um instrumento de previsão de tendência.

E como alguém pode desenvolver essa habilidade, se quiser trabalhar com tendências?

O melhor é ir a escolas de moda muito boas e tentar se educar no assunto. Não é um campo muito grande, mas futuramente acredito que todas as empresas precisarão de pesquisadores de tendência.

Páginas do livro “Bloom Brasil”, de Li Edelkoort ©Felipe Abe

O que você acha da moda brasileira e dos brasileiros?

Amo esse país, tem uma cultura absolutamente vibrante. Acho que as pessoas não deveriam se inspirar nas coisas de outros países. Meu conselho à cultura do Brasil seria considerar de onde vocês vem. Porque o mundo está se tornando muito global e o próximo passo no mercado mundial é conquistar a América do Sul e a África. Então a indústria e os designers do Brasil deverão expressar o que os motiva intimamente, e não que está acontecendo em outro lugar.

E da arte feita pelos brasileiros, que está se tornando tão famosa com artistas como Adriana Varejão e Beatriz Milhazes?

Acho que a arte brasileira em sua essência ainda é muito intimamente ligada com as raízes da cultura. É por isso que ela é tão importante na cena internacional. Vemos o mesmo na cena da arte na Índia e na África. Todos os artistas que estão tentando traduzir as suas origens se tornam muito populares no mercado mundial.

E é isso que os estilistas deveriam fazer com mais frequência?

Acredito que sim, talvez não agora, mas será um desafio porque se você quer ser global, você tem que se tornar local. Yves Saint Laurent é absolutamente parisiense, Ralph Lauren é completamente americano, Yohji Yamamoto é absolutamente japonês. Então quem tiver raízes, como eles, é capaz de conquistar o mundo. Se você tem uma marca que fica no meio termo, é mais difícil. E sinto que no hemisfério sul ainda existe um deslumbramento com Hollywood, Paris, Milão e eu diria “Bom, eu venho de lá e não é tão bom quanto vocês acham”. Nós gostaríamos de estar aqui!

E você pode me adiantar as tendências que está prevendo para os próximos dois anos?

Sim: mais loucura, mais ousadia. Acho que a moda ficou tão segura que está muito chata. Apesar de ter surgido uma tendência de moda muito importante que se chama “blunt and boring” (estúpido e chato), que já está aparecendo nos Estados Unidos e na Europa e que são as pessoas que não querem nem um pouco estar na moda. Então eles se vestem e você nem os vê.

“Bloom Brasil” está à venda na FFW Shop durante o SPFW por R$ 95. O livro é escrito em português e conta com ensaios, fotografias e textos de nomes como o arquiteto Marcelo Rosenbaum e a jornalista Maiá Mendonça. Após o evento, “Bloom Brasil” poderá ser encontrado em livrarias.

Loira ou morena? No SPFW, modelos comentam suas mais recentes mudanças de visual

04/04/2014

por | Gente

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