FFW Models: fresh face Reno di Gois era fisiculturista antes de se tornar modelo

20/08/2014

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Reno di Gois tem um corpo de causar inveja – esta é a primeira impressão que temos do fresh face cearense natural de Fortaleza. Com 1,85 m de altura e uma beleza tipicamente brasileira, Reno, representado por Alisson Chornak, da Tango Management, era atleta de fisiculturismo e teve que remodelar o seu corpo para entrar no mercado da moda. Confira mais sobre ele no FFW Models.

“Quem não mudar vai ficar para trás”, diz Formichetti em entrevista exclusiva à FFWMAG

20/08/2014

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Nicola Formichetti por Jean Paul Pietrus ©Divulgação

“Vamos quebrar tudo”, diz Nicola Formichetti no início da nossa conversa. Quem acompanha o trabalho do novo diretor criativo da Diesel não duvida. Sua meta é colocar a grife em outro patamar em termos de marca, produto e presença nas plataformas digitais.

Se ele vai conseguir? Para dar essa reposta, voltamos um pouco na história. Filho de mãe japonesa e pai italiano, Nicola, nos anos 1990, encontrou-se nas ruas de Londres, onde o gosto pela moda virou paixão e a fissura por novidade, obsessão.

Assim, no início dos anos 2000, ele virou um dos principais criadores de imagens do mundo, usando as páginas da cultuada “Dazed & Confused” para mostrar sua visão de moda que trocava modelos por jovens que abordava na rua e era marcada por um styling que priorizava a criação, a loucura e o improvável.

Hoje, Nicola virou celebridade online e off-line e está à frente da direção criativa da marca Diesel. A “FFWMAG” teve uma longa conversa com ele por Skype, em que ele fala sobre mercado, criatividade, celebridades, revistas e sobre a “bolha da moda” em que se meteu ao trabalhar para a Mugler.

Aqui você tem um petisco da matéria completa, que vale a leitura. A entrevista está na “FFWMAG” #37 NeoSpirit, que está à venda em bancas e nos e-commerces do FFWSHOP e da Livraria Cultura. Compre a sua aqui

Nicola! Como você está?

Maluco, aquela coisa de sempre.

Como você divide seu tempo hoje?

Passo duas semanas na Itália, onde fica a Diesel, e duas em Nova York, onde é minha casa. Mas sinto falta de Londres e daquela energia que vem das ruas. Em Nova York, tudo tem a ver com grana e em Londres você simplesmente conhece as pessoas, sem interesses. A cidade é cheia de gente que quer criar coisas. Estou pensando em voltar para lá.

Estamos em um momento em que a energia das ruas está enfraquecendo porque as pessoas passam muito tempo online?

Com a internet, nós finalmente podemos dizer que somos globais. É uma ótima ferramenta de comunicação, mas o que acontece é que ninguém vai para a rua como antes. E a rua é onde as coisas estão acontecendo, o espírito do momento, gente jovem misturada com gente velha, tem uma energia única. Hoje tem tanta coisa acontecendo online que as pessoas não olham mais para isso. As coisas continuam insanas e fodidas e as pessoas pararam de olhar para isso. Com a internet, qualquer pessoa pode ter seu espaço, o que é ótimo, mas isso era o que tinha a ver com as ruas, quando as pessoas se reuniam em pequenos grupos de amigos e criavam suas próprias tribos. Hoje, tudo está completamente diferente. Fora que a internet é tão maluca, você nunca sabe o que vai acontecer.

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Como devemos medir hoje o quanto o online é essencial?

Como uma empresa você tem que seguir com as ruas, mas é impossível hoje ignorar o digital. Instagram, Twitter, Tumblr mudaram tudo e eu amo, pois nós podemos fazer ainda mais coisas incríveis. Na Diesel vamos ter mais mídia digital e muita energia nas redes sociais e em imagens em movimento. Nossa nova campanha foi fotografada pelo Nick Knight com um iPhone e dois aplicativos (Glitch e Mega Photo), especialmente para a comunidade online. Mas ainda queremos ser surpreendidos por uma linda capa de revista ou uma matéria ou algo da “vida real”. É um bom momento para parar e observar o que está acontecendo.

A moda sempre teve uma conexão com o novo e a vanguarda. Hoje, muitas marcas ainda não acreditam no poder da internet, o que parece uma atitude muito antiquada. Por que essa resistência?

As pessoas com poder na alta moda são mais velhas e querem proteger o que elas sabem. Até para mim, que tenho 37 anos, às vezes é difícil de acompanhar. Imagine para eles, que têm quase o dobro. Esta é a questão: a pessoa com poder de decisão é velha. Eu acredito que, se eles não mudarem, vão ficar para trás. Um dia tudo vai mudar. Acredito que nos próximos dois anos grandes mudanças aconteçam nesse sentido. Quem compra CDs hoje em dia?

Qual a sua visão da moda hoje?

A moda é baseada no medo. Modelos esqueléticas em roupas apertadas… Quem vai conseguir ser assim na vida real? Essa mulher está anos-luz das mulheres nas ruas. É o fator medo, e o pior é que ele funciona. Acho que há outras maneiras de mostrar coisas incríveis e que sejam positivas. Com Renzo Rosso e o time da Diesel, nós temos isso em comum, vivemos a vida de forma positiva. Nós nos reunimos, ficamos bêbados, comemos uma boa massa (risos). Não tem frescura.

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Paula Cademartori: bolsas da designer brasileira fazem sucesso com design fresco e inovador

15/08/2014

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A designer brasileira de bolsas Paula Cademartori ©Reprodução

Sentar para conversar com um designer talvez seja um dos modos mais próximos de entender a realidade da moda hoje. A realidade de quem trabalha. Muito antes da superfície das imagens de peças e campanhas, a moda nasce no cotidiano de pessoas que mergulham em seus sonhos, em suas empresas. O que elas têm a dizer?

Brasileira de 31 anos radicada em Milão, Paula Cademartori abre o jogo espontaneamente. Em sua experiência como fashion designer, ela conta que para acontecer no mercado teve que gastar muito suor, criatividade, insistência e disciplina. Mas quem é ela? Seu nome tem conquistado cada vez mais espaço, dos braços de garotas descoladas mundo afora às páginas da revista “Vogue” americana. Bolsas coloridas, de design inovador, fresco, feito por alguém que vem de uma nação nova no mundo da moda (o Brasil), mas que construiu sua formação numa capital tradicional da moda (Itália). Um mix que também acontece em suas peças.

Nascida em Porto Alegre, mudou-se para Milão em 2005 para estudar mestrado em Fashion Accessories no Istituto Marangoni. Já desenhava desde pequena, conhecia sua paixão. Mas faltava a prática e encarar desafios de quem é jovem e chega de fora. No começo da carreira, Paula ouviu muitos “nãos”. As lojas que contatava não se mostravam interessadas em vender seus produtos. “Eu passava o dia no telefone e tentava mostrar meus produtos para as pessoas”, relembra.

Hoje encontramos as bolsas da Paula à venda em boutiques renomadas da Europa, como a 10Corso Como, em Milão. Alguns fashionistas famosos desfilam suas bolsas, como Anna Dello Russo. É uma espécie de passaporte para o hype ter uma super fashionista usando sua peça. Causa curiosidade, vontade de imitação e, claro, divulgação. A moda vive também disso, de quem a veste. Mas até chegar a decorar o look de Dello Russo existem outras etapas: se inspirar, desenhar e, o mais duro para qualquer criativo, saber todos os processos pelos quais passa o mercado. Para ficar afinada nas operações comercias, Paula paga consultores que vão até seu escritório para dar o termômetro real das vendas.

Aqui no país, uma seleção de suas bolsas pode ser encontrada online na Farfetch Brasil, por preços que podem alcançar mais de R$ 8 mil. Paula também está presente nas multimarcas Zezé Duarte (Belo Horizonte) e Ana Paula (Brasília).

Encontrei com a Paula em seu estúdio, num prédio em Milão. O escritório é impecável. Ela chega e começa a conversar em italiano até perceber que a entrevista é em português. Suspira aliviada: “Que bom, eu posso falar português! Que saudade, é outra coisa. Eu quase não falo português aqui!”.

Você fica tão feliz em falar português. Sente saudade de estar entre brasileiros?

Sinto. Eu sou brasileira. Mas não posso nem imaginar sair daqui. A minha marca está toda aqui, foi formada aqui, a sede de produção é aqui, seria impossível sair. Quero conseguir ir mais vezes ao Brasil para ver as pessoas, faz dois anos que eu não vou. Mas me estabeleci em Milão.

Sua criação parece mesclar o que vê na Itália e o que traz do Brasil.

Eu acho que o gosto é algo que nasce com a gente, mas que também vai sendo construído com o que vemos e vivenciamos. Apesar de estar na Itália e ter aprendido muito aqui, o Brasil está presente no modo como eu trabalho. Estou sempre dançando, me movimentando, tenho essa alegria brasileira dentro, escuto canções brasileiras para trabalhar. Fico fechada na época da criação, ouvindo músicas obsessivamente e na coleção passada eu estava muito ligada em Tom Jobim, Marisa Monte.

O que tem na Itália que te faz feliz?

Gosto da qualidade e do estilo de vida. Gosto da segurança que sentimos aqui. E do fato que, estando em Milão, estou bem conectada ao panorama internacional da moda. A Itália tem uma qualidade de matéria-prima que é superior. O universo em geral que eu vivo aqui me inspira em 360 graus.

Você passou por momentos da carreira em que podia ter desistido?

Caramba, eu levei vários nãos! Ligava para os lugares para falar da minha coleção e ninguém se interessava. Lembro muito de como foi duro nesse comecinho, na época da coleção de 2011. Eu tinha só uma assistente, fazia absolutamente tudo na raça. Mandava tantos emails, fotos… Hoje tenho mais gente trabalhando comigo, mas foi um caminho árduo.

Qual é o tipo de mulher que você vê usando suas bolsas?

Vejo mulheres globais, cosmopolitas. E é claro que encontrar pessoas conhecidas usando minhas bolsas provoca uma divulgação do meu produto. Mas o que me deixa surpresa é quando encontro assim, do nada, gente que não conheço usando. Fico observando. É ainda uma situação inesperada pra mim. Mas eu sou super tímida. Uma vez me perguntaram qual era a marca da bolsa que eu estava usando e eu falei o nome da minha marca, que é meu nome, mas não falei que a designer sou eu.

Como você vê o papel de um acessório no look? O que isso representa na imagem de moda que transmite?

Antes de ser um transmissor de personalidade, a roupa é uma necessidade. O acessório é algo que complementa e não é absolutamente necessário como a roupa, está mais ligado ao desejo. Demonstra a parte mais íntima do nosso gosto. Porque é um adorno, uma coisa a mais, algo que usamos simplesmente para enfeitar.

Existem vários momentos na produção de moda, que vão da inspiração à realidade das vendas. Como você se organiza?

Me responsabilizo por todo o processo. Sempre foi assim, mas no começo eu não tinha condições de ter uma equipe grande. Hoje eu tenho funcionários e pago consultores que me trazem uma visão de mercado. A partir dessa visão mercadológica eu tomo decisões como quais modelos de bolsa continuar, que tipo de novos materiais usar, quantidade de produção, enfim, como me direcionar.

Então você separa bem a Paula Cademartori criativa da Paula empresária?

Não sou uma artista maluca que pode de repente ficar dois meses no Nepal sentindo aromas e se alimentando de outras sensações. Quem me dera. Eu sou pé no chão. Tenho que ralar.

Qual o papel do criador e empresário de moda?

Cada empresário de moda tem que saber aonde quer chegar. Tem que estar atento, ficar em cima, ligar pra fornecedores, encher o saco. Se eu tenho que fazer caixa, contabilidade, vou lá e faço. Não posso fazer estrelismo. O empresário de moda não pode ter frescura. Tem que acreditar no projeto e ter um time que funciona. Tem que estar todo mundo no mesmo barco. E eu tenho que orquestrar os desempenhos, os humores. Aqui somos em nove mulheres e um homem. As pessoas têm que estar motivadas, ego inflado não funciona.

Ainda assim o mercado de moda é cheio de egos, não?

Ah, tem gente que gosta só de fazer performance né? Essa parte é a cereja do bolo, o glamour. Claro que em semana de moda você acaba se divertindo, se inspirando na hora de se vestir, é estimulante esse momento. São duas vezes ao ano em que você sente no ar essa excitação, essa borbulha. Mas são só duas vezes ao ano, a maior parte do tempo é de ralação. E ninguém sabe que esse tal “glamour” é só uns 2% de toda a coisa. Porque em semana de moda a gente nem almoça, vive de água e chiclete de menta (risos).

@pcademartori

Veja abaixo imagens de personalidades da moda usando bolsas de Paula e uma seleção especial:

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Anna Dello Russo com uma de suas bolsas Paula Cademartori

Blogueira e atriz: após dois filmes, Tavi Gevinson estreia nos palcos da Broadway

14/08/2014

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Tavi Gevinson e Julia Louis-Dreyfus em cena do filme “À Procura do Amor” (2013) ©Reprodução/IMDb

Aos 18 anos, Tavi Gevinson tem um currículo de dar inveja a muito veterano por aí. A escritora, blogueira de moda, editora e fenômeno midiático trilha agora seu caminho em um novo campo, o do teatro. Ela se prepara para sua estreia nos palcos da Broadway com a peça “This Is Our Youth”, do dramaturgo Kenneth Lonergan.

O espetáculo, que tem ainda Kieran Culkin e Michael Cera no elenco, entra em cartaz na próxima segunda-feira (18.08), mas Tavi já vem arrancando elogios com sua performance. “Ao longo dos ensaios, ela se mostrou uma atriz incrivelmente esforçada, séria, sensível, divertida, flexível e imaginativa”, escreveu Lonergan na “Vanity Fair” de setembro. Autoproclamado avesso à internet e computadores, o dramaturgo contou ainda que nunca tinha ouvido falar dela antes da audição, nem do seu blog Style Rookie, da sua revista online Rookie (que atingiu 1 milhão de visitantes apenas cinco dias após ser lançada em 2011) ou da sua participação no TEDXTeen quando tinha apenas 15 anos (assista aqui ao seu discurso de sete minutos).

“Quando a escalamos para o papel, choveram mensagens de vários amigos dizendo que estavam felizes com a novidade, porque eles a amavam”, afirmou Lonergan. “Eu fiquei contente, mas surpreso, porque no meu universo, qualquer que seja ele, pessoas de 18 anos famosas geralmente não são amáveis.” Mas no fim do texto, em que rasga elogios à personalidade e talento de Tavi, o escritor conclui dizendo que hoje ele também faz parte do fã clube da garota.

A peça se passa na Nova York de 1982 e mostra 48 horas na vida de três adolscentes perdidos, Warren, Dennis e Jessica (o papel de Tavi). O “The New York Times” já chamou o texto de ”corrosivo, cruel e  humano”.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que ela encara o desafio de atuar. Seu primeiro papel foi em 2008 no curta “First Bass”. Depois disso, ela já deu voz a Lynn, personagem do premiado filme de animação “Cadáver” (2012) e contracenou com Julia Louis-Dreyfus no longa “À Procura do Amor” (2013). E ainda participou do documentário “The Punk Singer” (2013), concedendo uma entrevista sobre a ícone do punk Kathleen Hanna, que foi vocalista das bandas Bikini Kill e Le Tigre. Tavi se diz feminista e se espelha em outras mulheres mais velhas com os mesmos ideais.

Veja abaixo o vídeo-entrevista com os atores:

This is Our Youth @ Cort Theatre
De 18 de agosto de 2014 a 4 de janeiro de 2015
138 West 48th St, Nova York

tavi gevinson this is our youth poster
O poster da peça

FFW Models: fresh face Willian Verona foi descoberto por meio do Facebook

08/08/2014

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Catarinense natural de Videira, Willian Verona é a nova aposta masculina de sua agência paulistana Elo Management. Com ascendência italiana, o fresh face de apenas 17 anos e 1,87 m foi descoberto por um scouter por meio do Facebook. Veja o post completo, com entrevista e fotos, no FFW Models.

Lupita Nyong’o, Cate Blanchett e Pharrell na lista dos mais bem vestidos de 2014 da “Vanity Fair”

06/08/2014

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Lupita Nyong’o fez seu début na lista dos mais bem vestidos de 2014 da “Vanity Fair” ©Getty Images

A “Vanity Fair” divulgou nesta quarta-feira (06.08) sua lista anual com as celebridades mais bem vestidas do mundo. Entre os estreantes de 2014 está a premiada atriz Lupita Nyong’o, que conquistou admiradores pelo mundo afora com o estilo impecável exibido ao longo do último ano. Ela contou à publicação que suas referências de estilo são Elizabeth Taylor e Audrey Hepburn.

+ Lupita Nyong’o é eleita a mulher mais bonita do mundo; reveja os melhores looks da atriz

Merece destaque ainda a presença do cantor Pharrell Williams (com seu já icônico chapéu Vivienne Westwood) pelo segundo ano, das atrizes Cate Blanchett e Emma Watson e da top Natalia Vodianova, que não apenas entrou na lista, mas também foi a garota da capa da edição especial da revista.

+ Pharrell Williams é o cara de 2014; entenda o hype

Depois de aparecer quatro vezes no ranking, a Duquesa Kate Middleton entrou para a categoria especial “Hall da Fama”, ao lado do kaiser da moda Karl Lagerfeld. Outros dois membros da realeza europeia também marcaram presença entre os mais elegantes do ano: a Princesa Mary da Dinamarca e a Rainha Maxima da Holanda.

Para ver a lista completa com as celebridades mais bem vestidas de 2014, acesse o site da “Vanity Fair”.

Natalia Vodianova na capa da edição especial da “Vanity Fair” ©Reprodução

Barbara Palvin, Erin Heatherton, Frida Gustavsson e Taylor Hill revelam 11 curiosidades ao FFW

30/07/2014

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O quarteto fantástico da Rosa Chá: Frida Gustavsson, Taylor Hill, Barbara Palvin e Erin Heatherton ©Higor Bastos

Para celebrar em grande estilo o relançamento da Rosa Chá – que deixou de lado a moda praia para focar em um estilo bem jovem e urbano –, a marca trouxe para o Brasil um time de quatro tops internacionais. O quarteto formado por Barbara Palvin, Erin Heatherton, Frida Gustavsson e Taylor Hill veio para a inauguração da loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, nessa terça-feira (29.07), e, pouco antes do evento, elas fizeram uma pausa para conversar com a imprensa nacional no showroom do grupo Restoque.

+ Grupo Restoque relança a Rosa Chá e abre sua primeira loja em São Paulo

O FFW aproveitou a ocasião para descobrir algumas curiosidades sobre cada uma delas, coisas que só os mais íntimos sabiam – pelo menos até este momento. O resultado do descontraído bate-papo (sim, porque além de lindas elas são supersimpáticas), você acompanha abaixo:

Erin Heatherton

Erin Heatherton ©Higor Bastos

Qual foi o maior mico de início de carreira?

Certa vez, fiz um desfile no qual, no final, todas as modelos andavam até o fim da passarela juntas, sem formar fila. Então todas elas voltaram e eu não vi e fiquei lá sozinha na passarela olhando as pessoas. Só me dei conta quando as pessoas começaram a rir de mim. Que vergonha!

O que você faz quando fica nervosa ou ansiosa?

Eu busco respirar fundo e escutar Frank Sinatra.

O que passa na sua cabeça instantes antes de entrar na passarela?

Não passa nada na minha cabeça, por isso é um dos meus momentos favoritos.

Se você não fosse modelo, o que gostaria de ser?

Médica.

Qual é a peça de roupa ou acessório mais antigo que você tem no guarda-roupa?

Um casaco de pele que era da minha avó. Tem até as iniciais dela bordadas no forro. Eu não uso mais pele, mas não consigo me desfazer dessa peça.

Uma dica preciosa para cuidar do corpo.

Dormir bem. E beber bastante água.

A qual truque de beleza você recorre antes de uma temporada de moda ou foto importante?

Uso máscara para o rosto e para o cabelo. Gosto muito da máscara de ginseng para a pele da Ling Skin Care.

Qual o melhor conselho que já recebeu?

Gosto do dito popular que diz: “A juventude é desperdiçada nos jovens”.

Sneaker ou Louboutin?

Louboutin.

Que comida você adora, mas tem que evitar?

Sorvete.

O que o dinheiro não compra?

Amor.

Taylor Hill

Taylor Hill ©Higor Bastos

Qual foi o maior mico de início de carreira?

Uma vez, eu virei o tornozelo e quase caí na passarela. Minha sorte é que foi bem no finalzinho, eu já estava saindo da passarela, e quase ninguém viu. Mas, quando entrei no backstage, eu chorava tanto, como se fosse o fim do mundo! [risos].

O que você faz quando fica nervosa ou ansiosa?

Me ajuda muito racionalizar e tomar conhecimento de que “sim, eu estou nervosa” e que isso é uma coisa normal.

O que passa na sua cabeça instantes antes de entrar na passarela?

É praticamente um branco. Eu só escuto a batida da música, vejo as luzes e vou.

Se você não fosse modelo, o que gostaria de ser?

Eu não sei, nunca pensei direito a respeito, porque trabalho com moda desde os 14 anos. Mas, definitivamente, seria algo relacionado com artes.

Qual é a peça de roupa ou acessório mais antigo que você tem no guarda-roupa?

Jogo coisas fora o tempo todo, não sou de ficar guardando. Mas a coisa mais antiga que eu tenho não está no meu closet, mas sobre a minha cama. É uma boneca que eu tenho desde que era um bebê.

Uma dica preciosa para cuidar do corpo.

Comer bem e se exercitar. Fazendo essas duas coisas direito você consegue ter o corpo que quiser.

A qual truque de beleza você recorre antes de uma temporada de moda ou foto importante?

Eu cuido bem da minha pele, que é muito sensível. Lavo o rosto com um produto bem básico da marca CeraVe, depois passo hidratante e óleo de coco.

Qual o melhor conselho que já recebeu?

Economize dinheiro – todo mundo me fala isso!

Sneaker ou Louboutin?

Sneaker. Louboutins são muito desconfortáveis.

Que comida você adora, mas tem que evitar?

Twizzlers.

O que o dinheiro não compra?

Família.

 Barbara Palvin

Barbara Palvin ©Higor Bastos

Qual foi o maior mico de início de carreira?

Eu sou muito tímida, então toda vez que eu preciso tirar a blusa eu morro de vergonha.

O que você faz quando fica nervosa ou ansiosa?

Eu não fico mais nervosa. Já sou modelo há oito anos!

O que passa na sua cabeça instantes antes de entrar na passarela?

Eu vou cair, eu vou cair, eu vou cair! [risos]

Se você não fosse modelo, o que gostaria de ser?

Advogada.

Qual é a peça de roupa ou acessório mais antigo que você tem no guarda-roupa?

Eu tenho quase todas as roupas que usava quando era pequena. Nós guardamos no caso de a gente querer dar para alguém, mas agora eu penso em dar para crianças carentes ou então guardar para os meu filhos.

A qual truque de beleza você recorre antes de uma temporada de moda ou foto importante?

Nada. Afinal, eu tenho 20 anos!

Uma dica preciosa para cuidar do corpo.

Praticar kickbox.

Qual o melhor conselho que já recebeu?

Seja sempre você mesma.

Sneaker ou Louboutin?

Sneaker.

Que comida você adora, mas tem que evitar?

Mac and cheese.

O que o dinheiro não compra?

Felicidade.

 Frida Gustavsson

Frida Gustavsson ©Higor Bastos

Qual foi o maior mico de início de carreira?

Eu desmaiei no meu primeiro editorial para a “Vogue” americana com o David Sims. Estava cansada, era minha primeira ou segunda temporada de moda, estava sem comer direito e, de repente, eu desmaiei no meio da foto. Foi horrível! Achei que eles nunca mais me chamariam para trabalhar, mas felizmente isso não aconteceu.

O que você faz quando fica nervosa ou ansiosa?

Eu ligo para o meu namorado, isso sempre me acalma. Ou então escuto alguma música que me traz boas recordações.

O que passa na sua cabeça instantes antes de entrar na passarela?

Nada. Dá um branco completo na sua cabeça.

Se você não fosse modelo, o que gostaria de ser?

Gostaria de trabalhar no teatro, não sei se necessariamente seria uma atriz. Estou estudando teatro na minha cidade na Suécia e gostando muito.

Qual é a peça de roupa ou acessório mais antigo que você tem no guarda-roupa?

Recentemente encontrei as galochas que comprei quando tinha 11 anos. E o mais bizarro? Elas servem até hoje! [risos]

Uma dica preciosa para cuidar do corpo.

Manter-se sempre ativa. Caminhe, ande de bicicleta, se mexa!

A qual truque de beleza você recorre antes de uma temporada de moda ou foto importante?

Gosto muito de usar as máscaras para o rosto de uma marca japonesa chamada SK-II. Elas são um pouco caras, mas valem muito a pena.

Qual o melhor conselho que já recebeu?

Foque nos seus objetivos e não tente agradar a ninguém, apenas você. Afinal, é impossível agradar a todo mundo.

Sneaker ou Louboutin?

Sneaker.

Que comida você adora, mas tem que evitar?

Existe um prato na Suécia que é uma salada de batata, com bastante creme, maionese, batatas e cebolas. É muito nojento, mas eu amo!

O que o dinheiro não compra?

Amor.

Gisele fatura mais uma campanha nesta estação; saiba tudo no FFW Models

24/07/2014

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Gisele Bündchen, ícone do ranking do FFW Models, aparece sem maquiagem na campanha de Inverno 2014/15 da marca francesa Sonia Rykiel. Continue a ler a matéria e veja as fotos no FFW Models.

FFW Models: Adriana Lima é uma das estrelas da nova edição da “Love”; veja as fotos

22/07/2014

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A supermodelo Adriana Lima é uma das estrelas da edição de Inverno 2014 da revista “Love”. A baiana foi fotografada pela dupla Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin com styling de Panos Yiapanis, diretor de moda da publicação. Adriana aparece em uma das quatro diferentes capas vestida com look Oscar de la Renta sob o título Brazilian Girl. Veja esse post completo no FFW Models.

FFW Models: Laís Ribeiro e Isabeli Fontana posam nuas em belo editorial de revista francesa

22/07/2014

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As brasileiras Isabeli Fontana, representada pela Mega Models, e Laís Ribeiro, representada pela Joy Management, em editorial de tirar o fôlego para a revista francesa “Lui”. As duas foram fotografadas nuas para a edição especial da publicação que contou também com a participação da americana Emily DiDonato, da portuguesa Sara Sampaio, da polonesa Magdalena Frackowiak e da estoniana Karmen Peradu. Veja esse post completo no FFW Models.

#Freethenipple: movimento na web apoia direito da mulher mostrar os mamilos em público

21/07/2014

por | Gente

Cena do filme “Free the Nipple”, da cineasta e fundadora do movimento, Lina Esco ©Reprodução

Como já diria o garoto que virou meme na internet, mamilos são um assunto muito polêmico. Tanto que eles ganharam até um movimento em sua defesa, o “Free the Nipple” (liberte o mamilo), que, em linhas gerais, luta pelo direito das mulheres de ficarem sem sutiã em público, seja para amamentar um bebê ou não. Em bom português a questão é: por que os homens podem andar por aí sem camisa e exibir o corpo nas redes sociais e as mulheres não?

O debate já circula no meio feminista há alguns anos, mas ganhou novo fôlego graças a alguns acontecimentos envolvendo nomes bastante populares do mundo da moda e do showbizz nas redes sociais. O primeiro (e mais comentado) deles diz respeito à política de conteúdo impróprio do Instagram, que deletou as contas da cantora Rihanna e das modelos Anja Rubik e Kendall Jenner em uma espécie de surto de “mamilofobia” – nas fotos de Anja e Kendall, elas estavam na passarela com uma blusa transparente. Nem a diretora criativa da “Vogue” Grace Coddington escapou. Ela teve sua conta suspensa depois de postar uma ilustração dela mesma de topless numa cadeira de praia em sua foto do perfil.

Depois de todos esses eventos, Scout Willis, filha de Bruce Willis e Demi Moore, chamou atenção ao circular sem blusa e bem à vontade pelas ruas de Nova York no último mês de junho, fato que ela fez questão de documentar pelo Twitter – rede social com uma política, digamos, mais liberal com relação à nudez feminina do que Instagram e Facebook, por exemplo. O Twitter não tirou a imagem nem seus reposts do ar.

No início de julho, foi a vez da top Cara Delevingne demonstrar o seu apoio. Ela compartilhou com seus quase seis milhões de seguidores no Instragam uma foto “censurada” do seu peito nu ao lado do de um amigo sem a mesma censura.

Em entrevista ao portal “BBC Newsbeat“, o co-fundador do Instagram Kevin Systrom defendeu a política da rede social. Segundo ele, os termos de uso devem ser cumpridos tanto pelas celebridades quanto pelos milhões de usuários anônimos, para garantir que o ambiente seja o mais seguro possível para jovens e adultos. Para quem ainda não teve curiosidade de ler, as diretrizes do Instagram afirmam: “Lembre-se de que nossa comunidade é diversa, e que suas publicações estão visíveis para pessoas de a partir de 13 anos de idade. Enquanto respeitamos a integridade artística de fotos e vídeos, precisamos manter nosso produto e seu conteúdo de acordo com a nossa classificação na App Store para nudez e conteúdo adulto. Ou seja, não publique nenhum tipo de conteúdo de nudez ou adulto.” O FFW procurou a assessoria de imprensa do Instagram no Brasil para comentar o assunto, mas ainda não teve retorno.

Mas se o controle do Instagram é grande, a criatividade das pessoas também é. Para burlar as regras da rede social, foi criado o Tata Top, biquíni que imita o mamilo. Entre as pessoas que ajudaram a divulgar o produto está a top Suki Waterhouse – outro nome forte do universo fashion que quer que as mulheres tenham o mesmo direito já conquistado pelos homens (sim, isso também foi uma conquista deles feita no início do século passado!). A peça feminista e divertida também é beneficente, pois parte da renda obtida com suas vendas é revertida para instituições de pesquisa sobre o câncer de mama.

Além da equidade de gêneros, do empoderamento feminino sobre seu próprio corpo e da censura arbitrária aplicada pelas redes sociais, está a questão-chave do movimento, segundo a cineasta e fundadora do “Free the Nipple”, Lina Esco: trata-se apenas de mamilos e não há nada de pornográfico neles – ou, pelo menos, não deveria haver. “O mamilo é a primeira coisa que vemos quando nascemos”, afirmou ela ao site “Ryot”. “Ele nos nutre. Quando foi que se tornou algo tão mau?” Bem, pelo menos em Nova York ele não é tão assustador assim, como Miley Cyrus, outra entusiasta estrelada do assunto, fez questão de deixar bastante claro com o seu tuíte:

 ”Feliz Natal! Obrigada NY por ser um dos poucos estados a libertar o mamilo” diz o tuíte da cantora ©Reprodução

Enquanto nos Estados Unidos é proibido andar por aí com o peito nu em 35 estados (na Louisiana, por exemplo, a desobediência à regra pode condenar a mulher a três anos de cadeia), no Brasil a prática é ilegal em 100% do seu território – o artigo 233 do Código Penal considera crime qualquer ato obsceno em público e o topless pode ser interpretado como tal. As maiores questionadoras dessa restrição por aqui estão entre as frequentadoras das praias cariocas, que querem tomar sol sem a parte de cima do biquíni, como já é comum em países europeus desde os anos 1960 – década em que o movimento feminista viveu um de seus auges. No final do ano passado, inclusive, foi organizado um “toplessaço” na praia de Ipanema para chamar atenção das pessoas e da mídia acerca do tema, mas, por enquanto, os mamilos continuarão “presos” e cobertos por sutiãs, biquínis, maiôs e blusas – a menos que sejam levados a uma praia de nudismo.

Apesar de tanto o Instagram quanto as leis de diversos países não darem sinais de que irão mudar em breve para atender o desejo das 117 mil seguidoras do @freethenipple no Twitter, o debate parece que não esfriará tão cedo. Especialmente se celebridades do calibre de Lena Dunham, Miley Cyrus, Rihanna, Cara Delevingne e Suki Waterhouse continuarem aderindo e libertando pouco a pouco seus mamilos não apenas das roupas, mas principalmente do preconceito e do machismo ainda tão presentes em nossa sociedade.

“‘Scout Willis protesta contra a exclusão do Instagram da Rihanna e  parece muito bem enquanto faz isso’. LIBERTE O MAMILO” diz o post feito por Rihanna ©Reprodução

Em família: o diário parisiense de Waleska Gorczevski (no relato do pai da modelo!)

17/07/2014

por | Gente

Waleska Gorczevski com o pai, Walter, em Paris ©Reprodução

+ Leia o relato completo no FFW Models

“Blogueiros não têm muita cultura de moda”, diz editor de moda do jornal francês Le Figaro

17/07/2014

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Godfrey Deeny, editor de moda do “Le Figaro” ©Reprodução

Esqueça a ideia preconcebida de editor de moda inacessível, à la Anna Wintour e “O Diabo Veste Prada”. Godfrey Deeny é o oposto disso, apesar de ter passado pelas publicações mais importantes do setor, como “WWD”, onde foi editor-chefe nos anos 1990, “Vogue Homme”, “Fashion Wired Daily” e Style.com. Há menos de dois anos, ele escreve para o “Le Figaro”, um dos maiores e mais respeitados jornais franceses, onde é “editor at large”, o que significa que ele viaja o mundo acompanhando as principais semanas de moda, mas não tem obrigação de escrever diariamente.

Deeny é tão espontâneo e tão acessível que foi impossível fazê-lo parar para seguir o roteiro da entrevista. Ele fala pelos cotovelos e acaba cativando todos em volta com seu amor à vida e, principalmente, às coisas boas da vida. Por isso — e sabe-se lá como a conversa chegou neste ponto — ele se compara a Jep Gambardella, personagem principal de “A Grande Beleza”. “Não me arrependo de ter feito meu trabalho com tanta dedicação. Parece que foi ontem que fui ao meu primeiro desfile da Louis Vuitton, mas faz 20 anos.” Ele explica que é fácil se apaixonar pelo estilo de vida que a moda lhe proporcionou, com jantares nos melhores restaurantes, conhecendo pessoas influentes, convivendo com artistas de Hollywood. E ele realmente se apaixonou por tudo isso. “Chega um ponto em que você é o seu trabalho.”

E é exatamente isso que parece quando se dá uma olhada nas fotos postadas por Deeny em sua conta no Instagram. Apesar de a primeira imagem ser de dezembro de 2013 — ele de casaco de pele e chapéu sentado ao lado do amigo Karl Lagerfeld —, há muitas personalidades e estilistas, como Rihanna, Valentino, Nicolas Ghesquière, Steven Tyler, Janelle Monáe e Conchita. Há espaço também para os brasileiros, e lá está Deeny ao lado de Pedro Lourenço, Bruna Lombardi e Helena Rizzo, fotos postadas durante a visita anterior, em maio.


Desta vez, veio para assistir à final da Copa do Mundo, no dia 13 de julho, no Rio (numa ação do programa Texbrasil), e aproveitou para promover a última edição da revista “Sepp”, publicação independente sobre moda e futebol da qual é editor-chefe. Para um apaixonado pela vida, é praticamente impossível não amar o Brasil, e Deeny não foge ao clichê: ele conheceu o país em 2001 e, desde então, já veio em torno de 15 vezes. Talvez por isso ele mostre a última edição da revista com tanto entusiasmo. “É a cara do Brasil. O ‘joie de vivre’, o otimismo são as coisas que mais me intrigam no Brasil. É essa ideia de ‘jogo bonito’ que se vê mesmo na vida cotidiana. E nós colocamos isso na revista.” A publicação sai a cada dois anos, sempre coincidindo com a Copa do Mundo ou a Eurocopa, e nela fica claro que o homem é o seu trabalho e vice-versa: ele pediu, por exemplo, para grifes como Michael Kors, Versace, Gucci e Louis Vuitton recriarem camisetas de times exclusivamente para um editorial e foi atendido.

As duas capas da última edição da revista “Sepp”, com Aline Weber e Daniel Alves ©Reprodução

Ainda que desfrute das melhores festas, dos restaurantes mais estrelados, seja mundialmente influente e amigo das pessoas mais importantes na moda no momento, ele ainda afirma em português: “caipirinha de jabuticaba, a coisa mais importante do Brasil”. Mesmo morando há 20 anos em Paris, Godfrey Deeny fala um francês com forte sotaque irlandês, o que só realça o seu charme e sua figura peculiar. Confira trechos da entrevista concedida com exclusividade ao FFW:

Como você vê a moda brasileira nos dias de hoje?

Eu sempre fico impressionado com a qualidade da moda aqui. Viajo muito para o meu trabalho, para as temporadas de moda em talvez 25 países. Paris é a capital da moda, depois Milão, New York, Londres. É um pouco como o tênis, tem o grand slam. Tem os lugares mais importantes, e que vão continuar sendo os mais importantes. Mas quem são os melhores depois desses? Com frequência eu acho que São Paulo é o melhor, é o número cinco do mundo. Melhor do que Moscou, Pequim, Roma, Madri, Los Angeles. A moda no Rio é diferente, porque é bem verão, é a praia. Lá também tem um nível muito alto. O nível de qualidade dos desfiles no Brasil é muito elevado. O som, a qualidade dos modelos, mesmo a maquiagem, o cabelo, a qualidade do tecido e, sobretudo, a qualidade das estampas, que é muito importante.

E quem você destacaria hoje no cenário brasileiro?

Adoro ver a progressão dos estilistas. O primeiro estilista brasileiro que eu vi foi Alexandre Herchcovitch. Fiquei impressionado com a qualidade da concepção. Sua carreira teve momentos de crescimento, momentos difíceis, mas eu fiquei muito impressionado com o desfile deste ano na Oca. Foi fantástico! A maneira como ele pegou a ideia de Marilyn Monroe e trabalhou para criar algo sensível e sofisticado. Adoro a maneira com que cada vez mais estilistas brasileiros querem colocar em evidência outra ideia de mulher brasileira. Vocês são muito conhecidas pela beleza, pela sensualidade, mas eu acho que é bom que nós tenhamos uma imagem de Brasil um pouco mais sofisticada. Quando vou a um desfile ou a um jantar no Fasano, ou quando vou tomar um café nos bons restaurantes dos Jardins, e quando vou a Ipanema, sempre fico impressionado com a elegância de algumas mulheres brasileiras. Não é a imagem que é conhecida no exterior, infelizmente. Acho que alguns estilistas brasileiros começaram a trabalhar com isso. Para dar um exemplo, em Londres, Barbara Casasola. Seus desfiles misturam alfaiataria masculina com a ideia de uma mulher refinada, mas que mora num clima mais quente, porque suas roupas não são pesadas. Adoro também quando um estilista usa algo de vanguarda com uma coisa mais clássica, mas com um senso artístico. Por exemplo, fui ao JK para ver o desfile de Pedro Lourenço, era sua segunda linha, mas adorei. É uma linha comercial criativa.

E deixe eu falar uma coisa que é muito importante. No Brasil, os desfiles acontecem em diferentes lugares a cada estação. A Oca, o parque Ibirapuera, no Rio, o Forte de Copacabana, a casa de Oscar Niemeyer. O Brasil é afortunado de ter uma grande arquitetura moderna. Talvez aqui a arquitetura seja mais forte do que a moda. Mas pra mim o mais próximo da moda é a arquitetura. É uma das razões pelas quais eu sempre amei a moda de Oskar Metsavaht. É super arquitetônico. A forma, a silhueta, a topografia do Brasil, a vegetação, a arquitetura. Aliás, isso é outra diferença entre o Brasil e os outros países do Brics [bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul]: aqui as pessoas compram essas marcas. Isso é uma coisa muito positiva. Lá eles só compram em Paris. Quando viajo, quero comprar os jovens designers, e aqui eu posso.

A revista “Sepp” é um projeto alternativo seu, onde você pode ser mais criativo?

Sou crítico de moda. Antes eu era crítico de moda no “Financial Times” e há dois anos sou o crítico de moda do “Le Figaro”, o maior jornal de Paris. Lá eu tenho que explicar as coisas para as pessoas e celebrar a qualidade das roupas. Mas como crítico tenho que manter uma certa distância. A revista é um outro lado, é uma coisa independente, onde faço o que eu quero. Por cinco anos, fui o editor chefe da “Vogue Hommes” da França, e lá também eu fazia o que eu queria, mas tinha os contratos com grandes anunciantes, e tinha que manter isso. Aqui eu faço o que eu quero. Tem um patrocínio e um pouco de publicidade, mas é um trabalho independente. Ter uma revista independente é uma grande satisfação, é visceral. Ser jornalista ou crítico de moda é um grande prazer, é um grande trabalho, mas é muita responsabilidade e muita pressão do mercado: quem vai aparecer na primeira página, sempre querem uma crítica positiva, a foto, a concorrência… Se você fizer dez centímetros a mais de Dior do que Chanel é um drama. Ou se você criticar Hermès, mas se você gostar mais de Balenciaga é um drama.

Como você vê a imprensa hoje, depois das mudanças impostas pela internet?

Para mim, a independência da imprensa é uma coisa essencial na democracia. Se você for à China, você não pode ter Facebook. Fiz um trabalho para a Armani, um debate pelo Twitter, e o debate não era postado diretamente na web, mas era editado por uma pessoa do Partido Comunista antes de ser postado. Acho que na moda, nos reviews, a imprensa mantém uma certa independência — já falei da pressão que eu tenho no “Le Figaro”. E aqui no Brasil não tem esse problema, mesmo com todos os problemas do país. Admiro quando leio os jornais aqui, toda a imprensa é independente. Seja de esportes, de economia, seja sobre os escândalos, sobre política. E essa é uma das razões pelas quais eu adoro vir ao Brasil. Isso não existe na Rússia. É uma ditadura que controla a mídia, que tolhe os jornalistas. Penso que o jornalismo e a mídia são coisas fundamentais na vida. É a profissão que faz frente ao poder, diz a verdade. Quando eu estou em Paris, com muita pressão, e o meu chefe cinco vezes mais, eu penso que os meus chefes, os CEOs, querem a verdade. Eles limitam o que eu digo, mas querem alguns parágrafos que digam o que eu realmente penso. É um espelho do que eu penso. Sou um pouco controlado, há um limite. Mesmo que eu escreva isso [faz um gesto com a mão aberta] e apenas isso seja o que eu realmente penso [mostra dois dedos]. E para mim isso é uma boa satisfação, ninguém é meu dono.

Mas e sobre os blogueiros, o que você acha?

De qualquer maneira, as coisas mudaram muito com a web. Existem duas contradições no jornalismo. Acho que no jornalismo político isso expôs muita verdade. E do outro lado, na moda, por exemplo, os blogueiros viraram uma espécie de fanzines, uma espécie de representantes das grandes marcas. Eles ganham as bolsas, as viagens, mas jamais criticam. No fim, eles não têm muita cultura de moda. Você não pode conversar com essas pessoas [sobre moda]. Eu posso escrever a necrologia do estilista enquanto ele ainda está vivo. Nunca vi um blogueiro que tenha feito isso, que tenha verdadeiramente uma cultura de moda. Vejo eles como que ajudando o poder, não sendo um espelho do que eles realmente acham. Eles têm o poder de influenciar o mercado, mas não a criatividade. Se você for a um desfile importante, 30 lugares são para jornalistas e tem um ou dois blogueiros na primeira fila. Felizmente, porque nós somos as pessoas sérias. Talvez um dia a gente vá ver um verdadeiro crítico de moda que saia do mundo do blog, mas ainda não existe.

Blake Lively segue onda de Gwyneth Paltrow e lança site de lifestyle nas próximas semanas

15/07/2014

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A atriz Blake Lively, que lança seu próprio website de lifestyle ©Getty Images

Não basta ser atriz, cortejada pelos estilistas e estrela de várias campanhas. Blake Lively, que ficou conhecida no papel de Serena van der Woodsen no seriado “Gossip Girl”, está agora à frente de uma nova iniciativa: uma plataforma digital de lifestyle.

O projeto, que a atriz vem mencionando há alguns meses, está prestes a ser lançado na próxima semana após mais de dois anos de trabalho. Com o nome Preserve, ele vai servir como um refúgio para as diversas paixões de Lively e conta com a curadoria meticulosa não só de conteúdo, mas também de peças únicas e artesanais selecionadas pela própria. “Fiquei tanto tempo fazendo ‘Gossip Girl’ que senti a necessidade de sair um pouco do mundo da atuação. Agora quero explorar minhas outras paixões”, ela disse ao site The Cut.

O site já está sendo comparado ao Goop, canal online de Gwyneth Paltrow cujo objetivo é “compartilhar todos as positividades da vida” por meio de publicações semanais que vão desde receitas até dicas de beleza e bem-estar e parcerias com marcas de roupa. Veículos focados em celebridades provocam: “A Blake é a nova Gwyneth?”. De acordo com Lively, no entanto, o Preserve “não é igual a nada que você já viu antes”.

E ao que tudo indica, Blake terá concorrência forte. Reese Witherspoon anunciou recentemente que vai lançar uma marca multi-plataforma chamada Draper James, e Kate Bosworth está para lançar um aplicativo de estilo. Os fãs e curiosos aguardam o lançamento para descobrir o que é exatamente o tão falado Preserve.

Julian Assange desfilará para filho de Vivienne Westwood durante semana de Londres

14/07/2014

por | Gente

Julian Assange, fundador do WikiLeaks, está asilado há dois anos e desfilará durante a semana de moda de Londres ©Reprodução

O fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, participará de um desfile durante a semana de moda de Londres, em setembro. Como o ativista tem um pedido de extradição para a Suécia sob a acusação de abuso sexual, ele não deixará a Embaixada do Equador, onde está asilado há dois anos. A apresentação da coleção de Ben Westwood, filho de Vivienne Westwood, acontecerá na própria embaixada, em frente à Harrod’s, em Londres.

O desfile contará com seis modelos profissionais, além de Assange, que apresentarão uma coleção inspirada no figurino usado pelo ator Clint Eastwood em filmes de Faroeste dos anos 1960, chamados de “spaghetti western”. A trilha sonora será a do filme “The Good, The Bad And The Ugly” (“Três Homens em Conflito”).

O ator George Clooney e sua noiva, a advogada Amal Alamuddin (que integrou a equipe de defesa de Assange), estão entre os convidados do desfile. “Quero destacar a situação de Julian Assange. O que aconteceu com ele é totalmente injusto”, disse Ben Westwood, de 51 anos, ao “Daily Mail“. “Julian está na embaixada há dois anos e é importante que ele não caia no esquecimento”, acrescentou.

Algumas roupas do desfile foram inspiradas em Assange, e também será apresentada pelo menos uma peça com uma estampa do ativista. O desfile não fará parte do calendário oficial da semana de moda de Londres. Há dois anos, Vivienne Westwood fechou seu desfile com uma camiseta em que estava escrito “I am Julian Assange” (“Eu sou Julian Assange”).

Vivienne Westwood com camiseta usada no encerramento de desfile na semana de moda de Londres ©Reprodução