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    Superstar da música, Moby agora mostra ao mundo suas fotografias
    Superstar da música, Moby agora mostra ao mundo suas fotografias
    POR Redação

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    “Eu estava no aeroporto de La Guardia, andando neste particularmente longo corredor, desolado, e o monitor apenas piscava a palavra “destruído”. Naquele momento, parecia resumir os últimos 20 anos da minha vida” ©Moby/Reprodução

    Nem só de música vive um músico. Prova disso é Moby (nascido Richard Melville Hall), que está lançando seu nono álbum de estúdio, chamado “Destroyed”, e em conjunto publica seu primeiro livro de fotografia, também chamado “Destroyed”. Nele, encontram-se fotos que justapõe barulho e silêncio, inércia e movimento. As fotos são resultado de anos de cliques, durante toda a sua carreira como músico, e não de uma insatisfação do artista com a música, como geralmente acontece.

    + Veja o clipe de Honey, um dos hits de Moby

    “Ambos [a música e a fotografia] são frutos de eu estar em turnê, mas com a fotografia eu queria mostrar a estranheza alienígena de se estar em turnê. Há tantos livros e ensaios fotográficos de bandas de rock em turnê fazendo coisas glamourosas de bandas de rock, e mesmo esse livro sendo o de um músico em turnê, eu queria que fosse o oposto de tudo isso, e mostrar de forma  realista como é minha experiência de verdade e a estranha justaposição de estar com um público de 50.000 pessoas e ir para um camarim totalmente desolado e vazio”, contou ele em uma entrevista para a Dazed & Digital.

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    ©Moby/Reprodução

    Moby começou a fotografar aos 10 anos de idade – praticamente ao mesmo tempo em que começou a fazer música – porque seu tio, que havia sido fotógrafo do “New York Times”, tinha muito equipamento que não estava sendo usado e  deu ao sobrinho. “Como algumas câmeras de filme antigo e um ampliador Omega D2 que ele não estava usando, então eu comecei a fotografar e a revelar as fotos, e a trabalhar como assistente de fotografia quando eu era bem novo”, explicou Moby.

    Embora a experiência como fotógrafo seja longa, é bastante recente a ideia de lançar um livro, que veio após ele mostrar algumas de suas fotos a amigos artistas que o encorajaram. “Acho que eu nunca me senti confortável em me chamar de fotógrafo, mesmo que eu tenho feito isso há mais de 35 anos, porque meu tio era um fotógrafo muito bom e seus amigos eram fotógrafos comerciais bem sucedidos, então eu sentia que jamais poderia competir com eles”.

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    Los Angeles: “Eu tenho esse fascínio estranho com o artificial, ambientes feitos pelo homem, onde até mesmo os materiais são não-orgânicos. Hoje praticamente conquistamos a natureza e estamos tão bio-fóbico que criamos ambientes onde a vida não pode existir. Este é um deles” ©Moby/Reprodução

    O músico explicou que sua arte provém da busca de representar como o mundo está ficando mais estranho e mais bonito, e criticou a mídia que faz com que as pessoas só vejam as coisas ruins acontecendo no mundo. “Eu percebi isso há uns 25 anos, em 1987/88, quando Nova York estava no meio de uma epidemia de crack e de AIDS e o crime era galopante, e a capa do New York Post dizia “New York Capital Assassinada” ou algo assim e o artigo fazia Nova York parecer o lugar mais cruel, sanguinário e bárbaro, mas enquanto eu lia o artigo, eu estava no metrô, e eu olhei a minha volta e ele estava cheio de pessoas normais fazendo coisas normais e eu percebi de repente que a mídia não representa necessariamente as coisas como elas são […]. Há muitas coisas ruins acontecendo no mundo, mas as coisas ruins são dramáticas e recebem muita atenção da mídia e as coisas boas tendem a serem esquecidas”.

    E o lado fotógrafo de Moby não pretende descansar: “Enquanto o mundo continuar a ser estranho e interessante, eu continuarei a fotografar isso. Eu acho que existem dois tipos de fotógrafos, aqueles que querem documentar o mundo e aqueles que querem criar seu próprio mundo. Eu estou mais interessado em documentar o mundo e apresentar para as pessoas uma questão. Isso faz algum sentido pra você?”.

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    Paris: “Eu tive uma insônia terrível naquela noite. Saí para a varanda do meu quarto de hotel e havia um pátio que foi iluminado por uma luz azul. Parecia frio, e parecia refletir minha miséria, mas tinha esta beleza de outro mundo nele” ©Moby/Reprodução

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