14.03.2012 / Moda / por

"Shame", filme de Steve McQueen, está em cartaz no Brasil

Poster de “Shame” (2011), com Michael Fassbender e Carey Mulligan ©Reprodução

Mais um para a lista dos filmes tratando sobre a sexualidade. “Shame” (2011), o mais novo trabalho escrito e dirigido por Steve McQueen, artista britânico e recém-debutante no cinema dos longa-metragens, estreia nesta sexta-feira (16.03) nas principais capitais brasileiras. A história se passa em Nova York e mostra a vida de Brandon (Michael Fassbender), um viciado em sexo. Porém, longe de retratar o glamour da cena noturna novaiorquina e as aventuras sexuais de uma pessoa livre no século XXI, o filme foca no aspecto solitário e na necessidade sexual em um nível patológico. Com uma vida particular construída para se adequar ao seu vício, Brandon precisa aprender a adaptar sua meticulosa rotina à constante pressão sofrida no trabalho e a visita de sua irmã carente (Carey Mulligan), que vem com uma bagagem de automutilação e tentativas de suicídio.

Trailer de “Shame” (2011), dirigido e escrito pelo artista britânico Steve McQueen:

Despir a sexualidade do seu contexto erótico e sedutor para transformá-la em um fardo parece ter sido o maior trabalho para McQueen. Porém, o artista já tem experiência em explorar o tema. Um de seus primeiros trabalhos foi uma performance chamada Bear (1993) em que ele e outro ator ficam nus em uma sala trocando olhares ora flertantes, ora ameaçadores. Suas obras geralmente eram acompanhadas de projeções mudas e em preto e branco, demonstrando um pouco da estética preferida de Steve McQueen e o que há por vir em seus filmes.

Carey Mulligan em cena do filme ©Reprodução

Michael Fassbender e o diretor Steve McQueen ©Reprodução

Curiosamente, o ator Michael Fassbender estreou recentemente no filme “Um Método Perigoso” (2011), de David Cronenberg. Neste, ele faz o papel do psiquiatra Carl Jung e precisa lidar com uma paciente que sofre pela opressão de sua sexualidade. Com o filme de Steve McQueen se passando cerca de um século depois e ainda lidando com os mistérios da sexualidade e opressão, podemos dizer que teremos enredos com este tema por um bom tempo.


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