Oscar 2012: saiba tudo sobre os concorrentes a Melhor Figurino

22/02/2012

por | Cultura Pop

@FFW

A maior – e mais famosa – premiação da indústria cinematográfica, o Oscar, acontece dia 26 de fevereiro nos Estados Unidos. Como aquecimento, o FFW destrincha os cinco filmes indicados a uma das categorias mais fascinantes do cinema: o figurino. Como habitual, os filmes de época prevalecem como destaques, mas este ano abrangem períodos bem distintos: da Inglaterra de Elizabeth I (século XVI) à Paris da década de 1930, passando pela Hollywood de 1920.

“ANONYMOUS”

“Anonymous”, 2011 ©Reprodução

“Anonymous”, 2011 ©Reprodução

O filme britânico “Anonymous” se passa na Inglaterra do século XVI e especula a verdadeira história de William Shakespeare. Em uma época dominada por intrigas políticas e romances ilegais, o longa-metragem dirigido por Roland Emmerich foca nas personagens masculinas. Em consequência, o figurino, desenvolvido por Lisy Christl, é repleto de indumentárias de cores escuras e terrosas, com direito a espartilhos, gibões, braguilhas, rufos e chapéus, além da inclusão de elementos tipicamente militares em algumas cenas. A Rainha Elizabeth I, único destaque feminino de “Anonymous”, é a responsável pelas roupas mais ornamentadas e em tons mais coloridos.

“JANE EYRE”

“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução

“Jane Eyre”, 2011 ©Reprodução

Escrito por Charlotte Brontë em 1847, “Jane Eyre” tornou-se um clássico da literatura inglesa e, como todas as obras literárias que se propagam no tempo e se transformam em “clássicos”, ganhou inúmeras adaptações para o cinema e televisão. Nesta versão de 2011, produzida pela rede britânica BBC e dirigida por Cary Fukunaga, o figurino da história da órfã que é rejeitada pela tia, vai viver em um colégio interno, converte-se em preceptora e depois em rica herdeira reflete todas as fases por que passa a jovem Jane: os vestidos escuros e em tecidos rústicos dão lugar, no final, a cores claras e leves, como a própria alma da protagonista. Michael O’Connor, o responsável pelo figurino do longa-metragem, é velho conhecido da Academia – ganhou o Oscar em 2008 na categoria por “A Duquesa”.

“O ARTISTA”

“O Artista”, 2011 ©Reprodução

“O Artista”, 2011 ©Reprodução

Pode parecer brincadeira, mas o filme sensação do ano é francês, preto e branco e mudo. Em “O Artista”, do diretor e roteirista Michel Hazanavicius, o glamour e a magia dos anos 1920 são capturados por meio da história de George Valentin (Jean Dujardin), astro do cinema mudo que cai no ostracismo com o surgimento das películas faladas, e Peppy Miller (Bérénice Bejo), aspirante à estrela. O figurino primoroso, desenvolvido pelo americano Mark Bridges, tem nos smokings, cartolas, vestidos de melindrosa e chapéus cloche os grandes destaques – uma pena que não possamos ver esses últimos em cores, mas faz parte do charme da produção.

“A INVENÇÃO DE HUGO CABRET”

“Hugo”, 2011 ©Reprodução

“Hugo”, 2011 ©Reprodução

Ambientado na Paris dos anos 1930, “A Invenção de Hugo Cabret”, dirigido por Martin Scorsese, conta a história de um garoto de 12 anos que perde o pai em um incêndio e passa a viver com o tio, relojoeiro que trabalha na estação ferroviária de Montparnasse mantendo os relógios sempre intactos. Após o desaparecimento do tio, Hugo tem que viver sozinho entre os muros da estação, mantendo os relógios, roubando comida e tentando finalizar o projeto que seu pai deixou antes de morrer: um robô autômato. O figurino do filme ficou a cargo da inglesa Sandy Powell, já indicada ao Oscar dez vezes na categoria (e vencedora de três: em 2009 por “A Jovem Rainha Victoria”, em 2004 por “O Aviador” e em 1998 por “Shakespeare Apaixonado”).

“W.E. – O ROMANCE DO SÉCULO”

“W.E.”, 2011 @Reprodução

“W.E.”, 2011 @Reprodução

O segundo filme de Madonna como diretora traz a trajetória real do Rei Edward VIII, que no final da década de 1930 abdicou do trono inglês para casar com a socialite americana (e divorciada duas vezes) Wallis Simpson. Paralelamente, é narrada a história ficcional de Wally Winthrop (Abbie Cornish) que, em 1998, é fascinada pelo amor de Wallis e Edward e busca conhecer a fundo os fatos do que considera como “o romance do século”. O figurino de “W.E.”, extremamente bem feito, foi elaborado por Arianne Phillips, stylist de Madonna há mais de uma década. A personagem de Wallis Simpson, vivida por Andrea Riseborough, ganhou um “guarda-roupa” de mais de 80 vestidos, entre os quais vários de marcas como Balenciaga, Christian Dior, John Galliano, Vionnet e Issa, além de joias Pierre Cartier e chapéus Stephen Jones (o figurino, aliás, fez tanto sucesso que ganhou um editorial na “Vanity Fair” americana).

+ Confira os indicados em outras categorias do Oscar 2012

Nan Goldin finalmente expõe no Rio, desta vez sem censura

15/02/2012

por | Cultura Pop

Algumas imagens da série de slides “Balada da Dependência Sexual” de Nan Goldin ©Reprodução

Após ter sido suspensa por conta da desistência do patrocinador, a exposição “Hearbeat”, de Nan Goldin, finalmente entra em cartaz no MAM do Rio de Janeiro, onde fica até o dia 8 de abril. O trabalho da fotógrafa americana gerou controvérsia no ano passado por conta do conteúdo explícito de algumas das imagens, que provocou o cancelamento da mostra. Por sorte, ela encontrou outros parceiros e não deixou de ser realizada.

A exposição conta com três exibições de slides, entre elas o  trabalho que catapultou a fotógrafa para o cenário internacional e que esteve exposto na Bienal em 2010. “Balada da Dependência Sexual” é uma projeção de 720 slides com a duração de 42 minutos de imagens compiladas entre 1981 e 1996, e com estética snapshot. A coleção mostra a vida real de seu grupo de amigos nos anos 80 em Nova York, com cenas de uso de drogas, sexo ou violência. Em meados dos anos 90, grande parte desses personagens já havia morrido, de overdose ou complicações por conta da AIDS. Desde 2004 a obra pertence ao acervo do MoMA.

Foto que integra a obra “Balada da Dependência Sexual” ©Reprodução

Na parte impressa, o MAM exibe a série “Paisagens”, de fotos feitas em Cibachrome, uma técnica de impressão reconhecida por sua definição, intensidade da cor, pureza dos brancos e pela fidelidade em relação às características da sua origem. Faz parte dessa série a imagem “Jesus no Rio”, um trabalho de Nan de 1997 que mostra o Cristo Redentor envolto em nuvens.

Nan Goldin nasceu em Washington em 1953. Ganhou sua primeira câmera aos 15 anos e logo mudou-se para Boston, onde se formou e se apaixonou pela cultura underground da cidade, documentando em fotos suas comunidades gays e transexuais, relatos que continuaram mesmo quando a fotógrafa mudou para Nova York.

Fiel ao seu estilo e a sua história, até hoje, Goldin capta a realidade, da forma mais crua possível, sem photoshop, câmeras digitais ou luzes especiais. A fotógrafa viria ao Rio para a abertura da exposição, mas cancelou a viagem por conta de problemas de saúde de sua mãe. Em sua visita, ela faria uma palestra e também fotografaria uma nova série de trabalhos. Espera-se agora que ela venha em abril, para a finalização da mostra. Quem morar ou estiver no Rio, pode aproveitar, pois “Heartbeat” não tem previsão de visitar outras cidades no Brasil.

Da série “Paisagens”, a foto “Jesus no Rio”, 1997 ©Reprodução

Nan Goldin: “Heartbeat”
Curadoria: Ligia Canongia e Adon Peres
Onde: MAM Rio
Quando: 9 de fevereiro a 8 de abril
De terça a sexta, das 12h às 18h; sábado, domingo e feriado, das 12h às 19h

Destaque-Nan-Goldin
©Reprodução
Joey at the Love Ball, NYC, 1992

A beleza etérea da fotografia autoral de Deborah Turbeville

14/02/2012

por | Cultura Pop, Gente

Kerim Ragimov e Olga Rastrosta, São Petersburgo, 1996 ©Deborah Turbeville/Reprodução

A fotografia é a arte de capturar a mágica do instante, tornando-o eterno: as imagens, capazes de superar o tempo e o espaço, têm o poder de atingir pessoas com as mais distintas experiências e personalidades. A força – e a disseminação – de tais imagens, no entanto, é por vezes tão esmagadora que encobre seus próprios criadores. Quem associa os poéticos retratos de Paolo Roversi a sua figura física? Ou, mais extensivamente ainda, quantos se lembram do rosto de Edvard Munch diante do quadro “O Grito”? Há, decerto, artistas que se convertem em estrelas midiáticas e, por motivação particular ou não, acabam por vincular suas obras à vida pessoal – como desassociar, por exemplo, o trabalho de Andy Warhol de sua polêmica persona? A fotógrafa americana Deborah Turbeville foi uma das primeiras mulheres a conquistar um espaço nesse segmento até então dominado por homens e, ao longo dos mais de 35 anos de carreira, manteve-se sempre discreta por trás das lentes, dando prioridade a sua criação autoral, de uma beleza ímpar.

Fotografias para as revistas “Vogue Pelle”, 1982 e “Nova”, 1973 ©Deborah Turbeville/Reprodução

Apesar de colaborar frequentemente com publicações como as revistas “W”, “V”, “Grey” e diversas edições da “Vogue”, Deborah Turbeville nunca se considerou uma fotógrafa de moda. Sua carreira, que começou quase que por acidente, sempre foi direcionada para atender suas referências e desejos pessoais: o amor pelo cinema atmosférico de Rainer Werner Fassbinder, Luchino Visconti e Jean Cocteau, que inspirou de forma definitiva seu estilo, o fascínio por São Petersburgo e Paris e a preferência por retratar artistas ou personagens reais em lugar de modelos são percebidos com facilidade mesmo em seus trabalhos mais comerciais. Turbeville, que nasceu em 1938 no estado de Massachussetts, Estados Unidos, cresceu rodeada por adultos. Sua grande timidez, os poucos amigos e o isolamento durante os verões na longínqua cidade de Ogunquit moldaram a personalidade e a obra da americana.

Em meados de 1957, com aproximadamente 20 anos, Deborah Turbeville mudou-se sozinha para Nova York. Lá, trabalhou como modelo de prova e depois como assistente da estilista americana Claire McCardell. Logo após, a americana conseguiu um emprego na “Harper’s Bazaar”: “Quando eu fui trabalhar na Bazaar, em 1963, era um período incrível para a fotografia de moda. (…) Duas vezes por ano eles produziam um imenso portfólio de crianças e disseram: Venha com uma boa ideia e nós lhe atribuiremos um fotógrafo”, comentou em recente entrevista ao Style. Ao lado de Bob Richardson (pai de Terry Richardson), Turbeville atuou como stylist e ambos conquistaram relativo êxito até serem presos em um rancho no Texas e serem “convidados” a deixar a revista.

Fotografia para a “Vogue” italiana de 1978 ©Deborah Turbeville/Reprodução

Ao deixar a “Harper’s Bazaar”, Deborah Turbeville fez algumas importantes matérias em colaboração com Diane Arbus e Richard Avedon. Esse último, inclusive, tornou-se uma espécie de mentor e incentivador da americana. A partir daí, Turbeville comprou sua primeira máquina – uma Pentax – e, simultaneamente ao novo trabalho na “Mademoiselle”, começou a fotografar seus próprios editoriais para a revista: “[exercer as funções de stylist e fotógrafa] me ajudou porque eu não precisei a princípio ganhar a vida como fotógrafa. Eu nunca teria conseguido. Minhas imagens tinham um foco sútil, era uma coisa completamente nova”.

Da mesma maneira que a paixão pela fotografia surgiu em decorrência das circunstâncias, o estilo adotado por Deborah Turbeville também foi em parte acidental: “Começou em consequência da forma que eu utilizava a câmera. Eu tinha lentes de foco muito suave e gostava desse tipo de foco, tudo saía muito suave”, justificou a fotógrafa ao Style. As imagens criadas pela americana parecem sempre dotadas de uma atmosfera fantasmagórica, enquanto que os protagonistas retratados guardam uma melancolia aparentemente indolor – eles não precisam gesticular ou derramar lágrimas para causarem no “espectador” um forte sentimento de nostalgia e piedade. A obra de Turbeville possui unidade – a beleza etérea de seus elementos é borrada, misteriosa, passional, quase como se aqueles seres estivessem a ponto de se desintegrar.

“Bathhouse”, 1975  ©Deborah Turbeville/Reprodução

Além das reproduções mais autorais, sua obra abrange imagens de moda icônicas e revolucionárias para seu tempo. Em 1975, a americana fez uma de suas fotografias mais importantes e talvez a mais polêmica: em um trabalho para a “Vogue” de seu país, capturou cinco garotas trajadas informalmente em um enorme banheiro. Para olhos acostumados à sociedade do espetáculo deste século XXI, a imagem pode não causar nenhum impacto, mas à época a repercussão foi massiva: “Quando ela foi publicada, várias pessoas cancelaram suas assinaturas. Disseram que era ofensiva e que parecia com Dachau [campo de concentração nazista construído em 1933] ou com viciadas em drogas. Eu sabia que o que estávamos fazendo era diferente, mas nunca imaginaria que se chegaria a isso”, relembrou Turbeville.

Com “Bathhouse”, Deborah Turbeville reservou para si um espaço de destaque no universo masculino da fotografia e abriu caminho para que outras mulheres a seguissem. Como ao longo de sua vida deu prioridade às criações autorais, a americana só lançou um livro com suas principais imagens de moda em outubro de 2011. “The Fashion Pictures” conta com uma introdução de Franca Sozzani, editora-chefe da “Vogue” italiana, e traz mais de 300 páginas de reproduções memoráveis tiradas de editorais e campanhas publicitárias. A obra de Deborah Turbeville é como respirar ar puro em meio ao sufocante mundo plastificado de photoshop.

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©Deborah Turbeville/Reprodução
Fotografias da exposição ''The Russian Years'' 1995-2005

Drops de Arte: a Hollywood de Terry Richardson, Van Gogh interativo, e +!

13/02/2012

por | Cultura Pop

Terry Richardson, Untitled (red lips), 2011 ©Reprodução

Quem estiver em Los Angeles de 24 de fevereiro a 31 de março pode aproveitar para visitar a galeria OHWOW, que vai abrigar a primeira exposição solo do fotógrafo Terry Richardson. A mostra, de inspiração Hollywoodiana, foi batizada de “Terrywood” e reúne mais de 25 das suas mais recentes fotografias. “Terrywood” pretende retratar por meio das obras de Richardson o que Hollywood representa: celebridades, sonhos partidos e histórias bizarras, um imaginário coletivo reinterpretado pelo fotógrafo.

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Yayoi Kusama ©Reprodução

Ainda na onda das exposições, mas desta vez em Londres, a Tate Gallery vai exibir até o dia 5 de junho a mostra da artista plástica japonesa viciada em pontinhos Yayoi Kusama. O seu quadro de 1959 chamado “No.2”, vendido em um leilão da Christie’s em Nova York por 5,7 milhões de dólares, catapultou a artista para o segundo lugar de artistas vivas com o valor mais elevado atingido em leilão. Escultora, pintora e escritora avant-garde, mudou-se do Japão rural para Nova York onde expôs até 1973, data em que regressou a sua terra natal, onde se inspira até hoje.

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Dois dos looks de Mary Katrantzou para a Topshop ©Reprodução

Quem acha que moda não é arte, olhe com mais atenção. Mary Katrantzou, designer grega que apresenta as suas coleções em Londres, conhecida pelas suas estampas trompe l’oeil, consegue criar verdadeiras obras de arte em cada uma das suas peças, por meio do seu exímio trabalho de estamparia. A boa notícia é que a estilista se uniu à Topshop para criar uma coleção de dez peças que apresentam a sua arte a um preço amigo — ou nem tanto, pois os valores podem chegar as 350 libras, como no caso dos seus vestidos quase iguais aos que já conhecemos nas passarelas.

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Audrey Hepburn ©Bob Willoughby/Reprodução

Quando o fotógrafo de Los Angeles Bob Willoughby recebeu a sua primeira câmera fotográfica no seu aniversário de 12 anos, não imaginava que essa seria a sua profissão até a sua morte, em 2009, aos 82 anos de idade. As suas fotografias icônicas de Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor e Jane Fonda ajudaram a definir a elegância e a essência dos anos 50 e 60. Porém, o seu caso amoroso fotográfico foi com Audrey Hepburn, cujas fotografias estão agora reunidas no livro publicado pela Taschen, “Bob Willoughby: Audrey Hepburn. Photographs: 1953-1966”. A obra está disponível nas livrarias Saraiva por R$ 2.299,90.

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Sabe quando vamos a uma galeria ou a um museu e dá aquela vontade de tocar em alguns quadros? Então, não sabemos se foi isso que inspirou Petros Vrellis, o artista grego que criou esta versão interativa incrível do quadro de Van Gogh “A Noite Estrelada”, mas a ideia faz sentido. Ele criou um app que, ao som de uma trilha inspiradora, permite ao usuário intervir na arte do pintor holandês apenas com o toque de um dedo. O aplicativo está disponível para download aqui.

Exposição: o caos social e urbano sob o olhar crítico do Coletivo BijaRi

13/02/2012

por | Cultura Pop

“Poder”, obra presente na exposição “Estado de Sítio”, do Coletivo BijaRi ©Juliana Knobel/FFW

O Coletivo BijaRi é conhecido por sua produção artística experimental de caráter extremamente engajado em questões sociopolíticas e pela utilização de recursos tecnológicos, como o video mapping. O grupo, formado em 1997 por uma equipe de arquitetos e artistas plásticos, é habituado a obras de tamanho extenso, como a projeção holográfica realizada nas fachadas do prédio do MASP em maio de 2011 ou ainda intervenções públicas que podem ser vistas com frequência por diversos lugares do Brasil. A convite de Eduardo Saretta e Mariana Martins, no entanto, o Coletivo aceitou o desafio de desenvolver trabalhos em escala reduzida, que coubessem em uma mostra dentro da galeria paulistana Choque Cultural, localizada no bairro de Pinheiros. Neste sábado (11.02), a exposição, chamada “Estado do Sítio”, foi finalmente inaugurada.

A partir de 12 trabalhos apresentados na forma de objetos, instalações e video mappings, a exposição “Estado do Sítio” pretende fomentar uma reflexão sobre o caos social das grandes metrópoles e as complicações da vida contemporânea. Sob um fundo vermelho, elementos simples ganham um vasto simbolismo, como na obra “Poder”, em que dois cassetetes são unidos para transformar-se em uma cruz ou em “Sós”, união de azulejos que brinca com os significados das palavras “SOS” e “Sós”. O FFW esteve presente na abertura da exposição e conversou com Maurício Brandão, um dos fundadores do Coletivo BijaRi, para entender a ideia por trás de “Estado do Sítio”.

Maurício Brandão, membro do Coletivo BijaRi, à frente da obra “Ideologia” ©Juliana Knobel/FFW

Como surgiu e qual foi a ideia por trás da criação do Coletivo BijaRi?

O grupo surgiu meio sem pretensão. No início, era apenas um espaço que uns colegas de Arquitetura dividiam para fazer trabalhos de faculdade, festas e “obras” artísticas ainda de forma individual. Passado um tempo, alguns amigos começaram a nos pedir trabalhos de cenografia e de desenhos de disco, então a gente começou a trabalhar e assinar como um grupo. Nesse começo erámos como uma cooperativa, dividíamos o espaço, as ideias, com todas as coisas boas e ruins de projetos coletivos: a multiplicidade de ideias e referências, mas também o caos e a desorganização.

E a exposição “Estado do Sítio”? Como foi criar obras em escala reduzida, se comparadas com as que o Coletivo costuma desenvolver?

O nosso trabalho sempre esteve ligado à rua, a intervenções e performances em espaços públicos, sempre contextualizadas e com associação à vida real. A ideia da exposição na Choque Cultural foi como traduzir essa nossa abordagem da arte em uma galeria, que tem um espaço menor e mais condensado. O desafio foi como criar objetos que coubessem em uma galeria e pudessem mesmo assim transpor a multiplicidade dos trabalhos de arte pública para a galeria, então muitas vezes acho que a gente conseguiu trazer todas as questões poéticas que abordamos nas intervenções urbanas e sintetizar em objetos mais conceituais e formalmente mais parecidos com esculturas.

E do que se trata realmente a mostra “Estado do Sítio”? O que o Coletivo BijaRi quis propor?

Sempre estamos muito atentos às questões das tensões sociais e o “Estado de Sítio” nos pareceu uma metáfora para abordar diversas situações da realidade, como eventualmente a Cracolândia, a tomada dos Morros no Rio de Janeiro, a reintegração de posse no Pinheirinho e uma série de situações de conflitos sociais e políticos que inspiraram o projeto e nos fizeram pensar nos estados de sítio que permeiam a vida nas cidades, trazendo inclusive para o universo mais pessoal e subjetivo. A ideia então era pensar os estados de sítios em diversas esferas, não só as questões de Estado.

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©Juliana Knobel/FFW
''Ideologia'', obra pertencente à exposição ''Estado de Sítio''

Grammy 2012: os vencedores, as homenagens e o tapete vermelho

13/02/2012

por | Cultura Pop

Adele, a grande vencedora da noite ©Reprodução

Na noite de domingo (12.02) aconteceu a premiação do Grammy, em uma festa que teve duas protagonistas. Adele, nos prêmios, e Whitney Houston, nas homenagens. A notícia da morte da cantora pegou a todos de surpresa e fez com que os artistas se reunissem para performances “in memorium”. Adele, a jovem britãnica de 23 anos, foi quem levou para casa o maior número de prêmios, seis no total, entre eles o de canção do ano com a música “Someone Like You”, e disco do ano, atribuído ao seu disco “21″. Nesta noite, foi a primeira vez que ela cantou em público depois de, no final do ano passado, ter sido submetida a uma cirurgia nas cordas vocais.

Entre outros destaques, estão a banda Foo Fighters, cujo novo álbum “Wasting Light” ganhou Melhor Álbum na categoria Rock; e Taylor Swift, grande vencedora da categoria Country.

As homenagens, claro foram todas para Whitney Houston, que havia falecido na tarde de sábado, na véspera do evento. Ela foi lembrada e mencionada por todos os vencedores que subiram ao palco quer para cantar, quer para receber prêmios. A cantora Jennifer Hudson interpretou um dos grandes sucessos de Whitney, “I Will Always Love You”,  enquanto o apresentador do Grammy, LL Cool J, fez uma oração para a família, amigos e fãs da cantora. Outro dos momentos mais emocionantes da noite foi quando os pais de Amy Winehouse subiram no palco para receber por ela o prêmio de Melhor Performance Grupo para a música “Body and Soul”, um dueto da cantora com Tony Bennett.

No tapete vermelho, os prêmios de melhor look vão para Katy Perry, com o cabelo pintado de azul, da cor do vestido de sonho criado por Elie Saab; Gwyneth Paltrow, a imagem do cool chic com um vestido Stella McCartney; e Taylor Swift, com um Zuhair Murad rendado em tons de dourado.

Taylor Swift de Zuhair Murad, Gwyneth Paltrow de Stella McCartney e Katy Perry linda de Elie Saab ©Reprodução

Paris Hilton de Basil Soda, Jessie J de Julien Macdonald e Alicia Keys de Alexandre Vauthier ©Reprodução

Kelly Rowland de Alberta Ferretti, Fergie de Jean Paul Gaultier e Kelly Osbourne de Tony Ward ©Reprodução

O prêmio excentricidade foi, claro, disputado por Lady Gaga e Nicki Minaj, ambas de Versace. 

As excêntricas Lady Gaga e Nicki Minaj, ambas de Versace ©Reprodução

O show foi encerrado com uma apresentação de Minaj, seguida por um pesado show de guitarra de Paul McCartney, Bruce Springsteen, Dave Grohl e Joe Walsh.

Confira abaixo a lista dos vencedores nas principais categorias:

Melhor gravação:

Rolling in The Deep, Adele
Holocene, Bon Iver
Grenade, Bruno Mars
The Cave, Mumford & Sons
Firework, Katy Perry

Canção do ano:

Rolling in the Deep, Adele
All of the Lights, Kanye West
The Cave, Mumford & Son
Grenade, Bruno Mars
Holocene, Bon Iver

Melhor artista revelação:

Bon Iver
The Band Perry
J. Cole
Niki Minaj
Skrillex

Disco do ano:

21, Adele
Wasting Light, Foo Fighters
Born This Way, Lady Gaga
Doo-Wops & Hooligans, Bruno Mars
Loud, Rihanna

Melhor performance Pop individual

Someone Like You, Adele
You and I, Lady Gaga
Grenade, Bruno Mars
Firework, Katy Perry
F***in’ Perfect, Pink

Melhor performance Pop em grupo

Body And Soul, Tony Bennett & Amy Winehouse
Dearest, The Black Keys
Paradise, Coldplay
Pumped Up Kicks, Foster The People
Moves Like Jagger, Maroon 5 & Christina Aguilera

Melhor disco Pop vocal:

21, Adele
The Lady Killer, Cee Lo Green
Born This Way, Lady Gaga
Doo-Wops & Hooligans, Bruno Mars
Loud, Rihanna

Melhor gravação de dança:

Scary Monsters And Nice Sprites, Skrillex
Raise Your Weapon, Deadmau5 & Greta Svabo Bech
Barbra Streisand, Duck Sauce
Sunshine, David Guetta & Avicii
Call Your Girlfriend, Robyn
Save The World, Swedish House Mafia

Melhor performance Hard Rock/Metal:

White Limo, Foo Fighters
On The Backs Of Angels, Dream Theater
Curl Of The Burl, Mastodon
Public Enemy No. 1, Megadeth
Blood In My Eyes, Sum 41

Melhor performance Rock:

Walk, Foo Fighters
Every Teardrop Is A Waterfall, Coldplay
Down By The Water, The Decemberists
The Cave, Mumford & Sons
Lotus Flower, Radiohead

Melhor música Rock:

Walk, Foo Fighters
The Cave, Mumford & Sons
Down By The Water, The Decemberists
Every Teardrop Is A Waterfall, Coldplay
Lotus Flower, Radiohead

Melhor Disco Rock

Wasting Light, Foo Fighters
Rock ‘N’ Roll Party Honoring Les Paul, Jeff Beck
Come Around Sundown, Kings Of Leon
I’m With You, Red Hot Chili Peppers
The Whole Love, Wilco

Melhor discfo alternativo

Bon Iver, Bon Iver
Codes and Keys, Death Cab For Cutie
Torches, Foster The People
Circuital, My Morning Jacket
The King Of Limbs, Radiohead

Melhor colaboração Rap:

All Of The Lights, Kanye West, Rihanna, Kid Cudi & Fergie
Party, Beyoncé & André 3000
I’m On One, DJ Khaled, Drake, Rick Ross & Lil Wayne
I Need A Doctor, Dr. Dre, Eminem & Skylar Grey
What’s My Name?, Rihanna & Drake
Motivation, Kelly Rowland & Lil Wayne

Melhor canção Rap:

All Of The Lights, Kanye West, Rihanna, Kid Cudi & Fergie
Black And Yellow, Wiz Khalifa
I Need A Doctor, Aftermath
Look At Me Now, Chris Brown, Lil Wayne & Busta Rhymes
Otis, Jay-Z & Kanye West
The Show Goes On, Lupe Fiasco

Melhor disco de Rap:

My Beautiful Dark Twisted Fantasy, Kanye West
Watch The Throne, Jay-Z & Kanye West
Tha Carter IV, Lil Wayne
Lasers, Lupe Fiasco
Pink Friday, Nicki Minaj

Melhor disco R&B:

F.A.M.E., Chris Brown
Second Chance, El DeBarge
Love Letter, R. Kelly
Pieces of Me, Ledisi
Kelly, Kelly Price

Melhor performance country individual:

Mean, Taylor Swift
Dirt Road Anthem, Jason Aldean
I’m Gonna Love You Through It, Martina McBride
Honey Bee, Blake Shelton
Mama’s Song, Carrie Underwood

Melhor canção country:

Mean, Taylor Swift
Are You Gonna Kiss Me Or Not, Thompson Square
God Gave Me You, Blake Shelton
Just Fishin’, Trace Adkins
Threaten Me With Heaven, Vince Gill
You And Tequila, Kenny Chesney

Melhor disco country:

Own The Night, Lady Antebellum
My Kinda Party, Jason Aldean
Chief, Eric Church
Red River Blue, Blake Shelton
Here For A Good Time, George Strait
Speak Now, Taylor Swift

Drops de leitura: Kate Moss na “W”, o livro que aconselha a “ser estúpido”, e +!

10/02/2012

por | Cultura Pop

O livro “Be Stupid for Successful Living” e uma das frases da campanha ©Reprodução

Lembra da ordem que a marca de jeans Diesel deu quando falou, em uma de suas mais conhecidas campanhas publicitárias, Be Stupid (seja estúpido)? Agora vamos poder entendê-la melhor com a explicação no novo livro lançado pelo seu fundador, Renzo Rosso, “Be Stupid: For Successful Living”. O livro está em forma de manual, e explica, passo a passo, a filosofia por trás do slogan e como ela pode levar ao sucesso. Para Rosso, a importância de ser estúpido está resumida neste livro que existe para ser um “guia de como seguir o coração e não a cabeça para ser criativo em vez de crítico”.

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A capa da “Vice Fashion Issue 2012″ e uma das imagens do “desfile” ©Reprodução

A revista “Vice”, conhecida pelo seu conteúdo editorial polêmico, celebrou o lançamento da sua edição de moda, “Fashion Issue”, na quarta-feira (08.02) com um desfile de cachorros em um antigo clube de strip em Nova York.  O tema da comemoração vem em linha com a capa escolhida para o “Fashion Issue 2012”: um galgo italiano vestindo uma roupa de látex do designer Asher Levine, estilista de Lady Gaga. No interior, o editorial é também estrelado por cachorros de várias raças e tamanhos. A editora de moda da “Vice”, Annette Lamothe-Ramos, explica: “As pessoas levam a semana de moda muito a sério, então achamos que seria uma boa maneira de começar bem a semana com um evento divertido. Ninguém odeia cachorros sexys, então pareceu uma boa escolha”.

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Capa do livro de Brad Goreski ©Reprodução

Brad Goreski, o ex-assistente de Rachel Zoe, recentemente contratado pela marca Kate Spade como seu novo stylist, vai lançar em março deste ano, paralelamente à estreia do seu programa de televisão, uma auto-biografia intitulada “Born to be Brad”. No livro, que pelas palavras do próprio pretende inspirar os jovens que querem seguir os seus sonhos, o agora escritor fala sobre o seu passado com cocaína, abuso de álcool e o bullying que sofreu por parte dos seus colegas de classe por ler revistas de moda. Acrescentando, claro, dicas de estilo e truques de beleza também de sua autoria.

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As duas versões da capa da “W Magazine”  ©Reprodução

Fotografada por Steven Klein, Kate Moss é capa em dobro da “W Magazine” do mês de março. As capas, com uma versão em branco e outra em preto, foram descritas como sendo “a má Kate e a boa Kate”, parece um pouco depreciativo para esta dupla. Para o jornalista Will Self, da revista “W”, estas capas são uma reflexão profunda de uma “feiura interna” presente em Kate. Na capa preta Kate veste um vestido de seda Gucci e na capa branca, um vestido de renda assinado por Vera Wang.

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A Moonbot, empresa cuja especialidade é criar aplicativos para iPad, criou recentemente um app interativo chamado “Os Fantásticos Livros Voadrores do Senhor Morris Lessmore”. O livro interativo é praticamente um curta de animação com interação. O sucesso foi tão grande que, o que era inicialmente um vídeo de apresentação do aplicativo acabou virando uma versão completa de 15 minutos em forma de curta-metragem de animação, indicado ao Oscar, no próximo dia 26. “Os Fantásticos Livros Voadores do Senhor Morris Lessmore” é sobre pessoas que dedicam suas vidas aos livros e a livros que retornam esse favor.

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Estudo revela as 10 músicas mais relaxantes do mundo; ouça aqui

10/02/2012

por | Cultura Pop

Estudo aponta as músicas mais relaxantes do mundo (na imagem, Audrey Hepburn em cena de “Bonequinha de Luxo”) ©Reprodução

De acordo com um estudo realizado no Reino Unido, faixas do Coldplay, Adele e Mozart estão entre as 10 músicas mais relaxantes do mundo – mas ainda perdem para “Weightless”, do trio britânico Marconi Union, apontada como tão eficiente em sua função de relaxamento que um dos médicos do laboratório que conduziu a pesquisa recomenda que motoristas não a escutem enquanto estiverem dirigindo.

O estudo, encomendado pela empresa de produtos para o banho Radox Spa, testou 40 mulheres colocadas sob situação de stress. Conectadas a sensores, elas então tiveram que escutar a diversas músicas, enquanto seu batimento cardíaco, pressão sanguínea, respiração e atividade cerebral eram monitorados. A conclusão foi a de que “Weightless” é 11% mais relaxante do que todas as outras músicas testadas, reduzindo a ansiedade geral em 65% e chegando a deixar as mulheres sonolentas.

Lyz Cooper, fundadora do British Academy of Sound Therapy, instituição dedicada ao poder terapêutico do som, fez sua análise de “Weightless: “A música faz uso de vários princípios musicais que são conhecidos por individualmente ter um efeito calmante. Ao combinar esses elementos como fez o Marconi Union, foi criada a música relaxante perfeita”. David Lewis-Hodgson, do Mindlab International, responsável pelo estudo, acrescentou: “Os resultados claramente mostram que essa faixou induziu ao maior relaxamento – maior do que qualquer outra música testada. O estudo de imagens do cérebro já mostrou que a música [em geral] atinge um nível muito profundo dentro do cérebro, estimulando não só as regiões responsáveis pelo processamento do som, mas também aquelas associadas a emoções. Na verdade, “Weightless” foi tão eficiente que muitas mulheres ficaram sonolentas e eu recomendo que as pessoas não dirijam ouvindo essa música porque pode ser perigoso”.

Ouça “Weightless” abaixo, assim como o restante do top 10 de músicas relaxantes de acordo com o estudo do Mindlab International:

1. Marconi Union – “Weightless”

2. Airstream – “Electra”

3. DJ Shah – “Mellomaniac” (Chill Out Mix)

4. Enya – “Watermark”

5. Coldplay – “Strawberry Swing”

6. Barcelona – “Please Don’t Go”

7. All Saints – “Pure Shores”

8. Adele – “Someone Like You”

9. Mozart – “Canzonetta Sull’aria”

10. Cafe Del Mar – “We Can Fly”

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Documentário retrata vida de cidade esquecida na Califórnia

09/02/2012

por | Cultura Pop

Cartaz de apresentação do documentário ©Reprodução

Na curadoria diária que fazemos pela internet, encontramos no portal de pesquisa de tendências Stylesight esta matéria sobre um filme em formato de documentário, realizado pela fotógrafa e diretora de clipes de música (ela dirigiu alguns da banda Beirut) Alma Har’el. O filme, vencedor do prêmio de melhor documentário em 2011 no Festival de Cinema de Tribeca, se chama “Bombay Beach” e mostra a vida de um grupo de pessoas que vivem no que já foi um resort de luxo, agora abandonado, do sul da Califórnia.

Durante os anos 50 e 60 Bombay Beach era um destino vibrante para turistas, atraindo nomes como Frank Sinatra e Dean Martin. Após a elevação dos níveis da água, Bombay Beach se tornou uma área abandonada e esquecida. Hoje, é cenário para fotógrafos que desejam documentar a arquitetura decadente desta paisagem pós-apocalíptica, exemplo do fracasso do desenvolvimento rápido e do chamado “sonho americano” do período pós guerra.

Algumas das fotos do documentário “Bombay Beach” ©Reprodução

Em vez de simplesmente juntar entrevistas e filmagens soltas, Alma usa no seu filme os seus talentos musicais coreografando sequências dos protagonistas ao som de Bob Dylan e Beirut.

O resultado é em parte realidade e em parte fantasia e retrata a beleza trágica desta área, contada por meio dos seus personagens: um menino bipolar de 7 anos, um estudante do ensino médio que é uma estrela de futebol e um poeta/profeta de 80 anos.

O filme foi exibido pela primeira vez no Instituto de Arte Contemporânea em Londres no dia 3 de fevereiro e continua com exibições até o dia 16 do mesmo mês, a partir do qual fará um mini-tour de exibições pelo Reino Unido.

O trailer encantador você pode conferir aqui:

Conheça o Pinterest, a nova rede social que está dando o que falar

09/02/2012

por | Cultura Pop

Um board do Pinterest, só de organização de casamentos ©Reprodução/Pinterest

Lembra-se de quando éramos crianças, do painel de cortiça no quarto onde se espetava com um pin as coisas que gostávamos como recortes de revistas, fotos com amigos, e tantas outras coisas? Então, o Pinterest é quase a mesma coisa, mas online e mais organizado. Lançado em março de 2010, o Pinterest, rede social de compartilhamento de imagens cujo nome é uma junção de pin (alfinete) com interest (interesse), é a rede do momento, que em agosto do ano passado já tinha sido listado pela revista “Time” como um dos 50 melhores sites de 2011. E promete continuar a crescer. De acordo com as estatísticas de sites especialistas em mídias digitais, o Pinterest, queridinho de noivas, fashionistas e chefs, ultrapassou em janeiro deste ano, com 11 milhões de visitas por semana, o YouTube, LinkedIn, MySpace e Google+.

A equipe jovem que trabalha no Pinterest, incluindo os seus fundadores Paul Sciarra, Evan Sharp e Ben Silbermann ©Reprodução

O objetivo do site, segundo a sua equipe de jovens gestores de Palo Alto, Califórnia, é conectar as pessoas por meio das coisas que elas acham interessantes ou curiosas. Um livro, uma fotografia, uma receita de culinária, ou uma frase inspiradora podem criar um laço entre duas ou mais pessoas. Com milhões de pins adicionados todas as semanas, o Pinterest está construindo uma rede de conexão de gostos e interesses em comum.

Marcas como Gap e Kate Spade, lojas de departamento como a Bergdorf Goodman, canais de televisão, jornais e revistas já se deram conta do poder de compartilhamento do Pinterest e já investem em construir a sua imagem ou vitrine (no caso das lojas) em mais uma rede social.

E não são só as marcas que apostam no site. Vários rostos conhecidos do mundo da moda, como Michael Kors, Nina Garcia e a modelo Coco Rocha já são usuários da rede que quase diariamente faz uma curadoria do mundo cibernético para nos mostrar aquilo que lhes interessa. Sabia que Michael Kors é super ligado no tema “comida saudável”? Nós também não, descobrimos vendo o board “Eat” que ele mantém no Pinterest.

O perfil do Pinterest de Nina Garcia, com vários boards divididos por temas ©Reprodução

O processo de entrada na rede é simples. Antes de mais nada é necessário criar uma conta – ou solicitando um convite diretamente no site, ou pedindo um a alguém que já tenha conta na rede — sendo que este último jeito é o mais rápido. Depois da conta criada, que passa por um processo opcional de vinculação ao Facebook (que deverá estar já na sua versão Timeline) ou ao Twitter, já pode começar a fazer os seus “pins” no seu pinboard (quadro de pins). Você também pode seguir outros usuários, comentar, colocar likes e dar re-pin (compartilhar) nos pins de outras pessoas. Pode ainda colocar o botão de “Pin” no seu browser de internet e clicar nele para ir direto para o seu perfil no Pinterest.

O convite quando feito por um outro usuário, para se juntar ao Pinterest ©Reprodução

O pinboard pode ser organizado por vários quadros com temas diferentes. Você pode criar qualquer tema, desde casamentos a comidas ou roupas e estilos, para tornar mais fácil a navegação e a organização do seu quadro de pins. A vantagem é que quando for seguir outra pessoa, você pode optar por seguir só os quadros que são do seu interesse, e não todos.

Fazer um pin é fácil. Clique em “add pin”, no canto superior direito, copie e cole o link do site que quer partilhar e pronto, pin criado. Sempre que você der um re-pin ou alguém der re-pin no seu pin, o link do conteúdo original vai junto, como forma de proteção de direitos.

O quadro de opções que aparece ao clicar em “add pin” ©Reprodução

Você também pode baixar o aplicativo para iPhone na App Store.

Bons pins!

Paris ou Nova York? Livro de ilustrações torna a escolha ainda mais difícil

08/02/2012

por | Cultura Pop

Uma das ilustrações de Vahram Muratyan, sempre com Paris à esquerda e NY à direita  ©Reprodução

“Uma batalha visual amigável entre duas cidades contada por um amante de Paris vagando por Nova York. Detalhes, clichés e contradições: por aqui, por favor”. Esta é a descrição do “Paris versus New York”, blog do ilustrador Vahram Muratyan que começou de forma despretensiosa, e acabou virando hit da internet graças as adoráveis caricaturas que mostram, lado a lado, as diferenças entre as duas cidades. O sucesso foi tanto que o caminho mais natural era que o blog virasse livro; dito e feito, com a publicação de “Paris Versus New York: A Tally Of Two Cities”.

A obra, de 224 páginas, é editada pela Penguin Books e traz embates coloridos e minimalistas como “Depardieu vs. De Niro” e “Baguette vs. Bagel”. Veja abaixo algumas das páginas da publicação, que já está à venda por US$ 20 no site da Penguin (não entrega no Brasil) e da Anthropologie, ou por US$ 13,60 na promoção da Amazon.com.

Frente e verso do livro ©Reprodução

Paolo Roversi, ícone da fotografia, ganha mostra em Londres

08/02/2012

por | Cultura Pop

“Guinevere sitting on table”, 2004 ©Paolo Roversi/Reprodução

Por meio da fotografia, minúsculos instantes da existência transformam-se em eternidade. Momentos célebres da história humana equivalem a curtos espaços de tempo considerados banais tornando-se transcendentalmente belos. Os artistas capazes de estabelecer tamanho encantamento são também donos de estilos ímpares, que os convertem em ícones quase tão simbólicos quanto as imagens a que dão vida. O italiano Paolo Roversi é um desses nomes que, a partir da composição de uma identidade única, ganharam reconhecimento internacional e ultrapassaram a barreira da fotografia de moda. Desde o dia 3 de fevereiro, a galeria londrina The Wapping Project Bankside está sediando uma mostra de alguns dos mais primorosos trabalhos de Roversi, incluindo muitos retratos da modelo Guinevere van Seenus, sua maior musa, e de seu estúdio em Paris.

A profunda relação que Paolo Roversi estabeleceu com a fotografia teve início em 1964 quando, aos 17 anos, viajou de férias com a família para a Espanha. Ao retornar à pequena cidade de Ravenna, na Itália, uniu-se a um amigo e montou um quarto escuro para revelar e imprimir suas primeiras imagens em preto e branco. Após um período acompanhando o trabalho de Nevio Natali, fotógrafo local a quem Roversi credita grande parte de seu aprendizado técnico inicial, o italiano passou a colaborar, em 1970, com a “Associated Press”, onde, logo em seu trabalho de estreia, foi a Veneza para cobrir o funeral do poeta modernista Ezra Pound.

“Guinevere sitting with Goupai” e “Guinevere in yellow dress”, ambas de 1996 ©Paolo Roversi/Reprodução

“My Camera”, 2002 ©Paolo Roversi/Reprodução

Ainda em 1970, Paolo Roversi abriu em Ravenna seu primeiro estúdio profissional e, ao lado do amigo Giancarlo Gramantieri, permaneceu fotografando celebridades locais até que, no ano seguinte, conheceu Peter Knapp, diretor de arte da “Elle”. A convite de Knapp, o fotógrafo foi a Paris em novembro de 1973… e nunca mais voltou. Na capital francesa, Roversi começou a trabalhar como fotojornalista e, por meio de seu novo ciclo de amigos e da descoberta das obras de mestres como Richard Avedon, Irving Penn, Helmut Newton e Guy Bourdin, se aproximou da fotografia de moda. Em 1974, o italiano tornou-se assistente do fotógrafo britânico Lawrence Sackmann, função que exerceu por nove meses até conseguir publicar seus trabalhos em revistas como “Elle”, “Depeche Mode” e “Marie Claire”.

Paolo Roversi só conquistou visibilidade internacional, no entanto, em 1980, quando fotografou uma campanha de beleza da Christian Dior. Coincidentemente, nesse mesmo período o italiano começou a usar o filme formato 8×10, que viria a se tornar uma de suas marcas registradas. Outras características da identidade visual construída por Paolo Roversi ao longo de sua carreira são a preferência por retratos austeros em preto e branco e a profundidade que parece desnudar qualquer ser ou objeto capturados por suas lentes, além da predileção por fotos feitas em estúdio.

Natalia Vodianova para “Egoïste” #15 ©Paolo Roversi/Reprodução

À parte às imagens autorais, Paolo Roversi também empreendeu inúmeros catálogos e campanhas publicitárias de marcas como Comme des Garçons, Yohji Yamamoto, Guerlain, Hermès e Alberta Ferretti. O fotógrafo, fiel colaborador da “Vogue” italiana, já lançou mais de cinco livros, incluindo os famosos “Studio”, que conta com mais de 20 anos de imagens feitas em seu estúdio em Paris, e “Nudi”, composto só de imagens de nus femininos. Quem estiver com passagem marcada para Londres não pode perder a exposição, que fica em cartaz até o dia 31 de março e traz algumas das fotografias mais icônicas e poéticas de Roversi, um dos maiores fotógrafos dos séculos XX e XXI.

Paolo Roversi @ Galeria The Wapping Project Bankside, Londres
65a Hopton Street, Londres SE1 9LR
De 3 de fevereiro a 31 de março de 2012

i-d2011
©Paolo Roversi/Reprodução
Capa da ''i-D'' de verão 2011

Karl Lagerfeld vira editor-chefe por um dia em jornal de circulação global

07/02/2012

por | Cultura Pop

Ilustração de Karl Lagerfeld para a sua edição do jornal “Metro” ©Reprodução

Karl Lagerfeld, designer da Chanel e ícone de moda e estilo, assinou terça-feira (07.02) mais uma das suas colaborações de sucesso. Só que, desta vez, como editor-global convidado da edição do jornal “Metro”. Isto significa que, em 22 países, espalhados por 131 cidades, quase 20 milhões de leitores viram o mundo pelos olhos/óculos de Lagerfeld. E a melhor parte? Gratuitamente.

O acesso gratuito à informação de qualidade é uma preocupação de qualquer veículo hoje em dia, principalmente dos tradicionais que veem as suas tiragens diminuírem dia após dia. O convite do “Metro” para ter Lagerfeld no comando editorial, além de aumentar a sua visibilidade e credibilidade, cria um conteúdo único e de qualidade, acessível ao público.

Esta edição especial marca o início da cobertura editorial do jornal das quatro fashion weeks mundiais em Nova York, Londres, Milão e Paris, que terá o seu conteúdo publicado nos jornais “Metro” de todo o mundo.

Capa da edição global e uma das páginas com comentários e ilustrações de Lagerfeld ©Reprodução

Para a sua realização, Lagerfeld passou o dia na redação do “Metro” Paris, trabalhando com os editores e jornalistas, criando notícias, ilustrações e comentários às notícias diárias da edição. “O mundo por Karl Lagerfeld” conta ainda com matérias com alguns dos queridinhos de Karl como Haider Ackermann, Silvia Venturini Fendi, Florence Welch e Carine Roitfeld, uma visita guiada ao seu escritório e uma entrevista “pessoal e intransmissível”, onde o estilista fala de vida, morte e relacionamentos.

Em alguns países, o “Metro” criou um concurso de lookbooks incentivado pelo próprio Lagerfeld, como vemos no vídeo abaixo, que permitia ao vencedor ser o assistente editorial nesta edição do Metro e ainda ganhar algumas peças da sua coleção.

Tudo sobre o espetáculo comandando por Madonna no intervalo do Super Bowl

06/02/2012

por | Cultura Pop

Madonna durante apresentação no intervalo do Super Bowl 2012 ©Reprodução

Jogo? Que jogo? É verdade que o Super Bowl é, em sua essência, um espetáculo para os amantes do futebol americano, mas é inegável que muitos dos 101 milhões de espectadores (só nos EUA!) que estavam ligados à telinha no domingo (05.02) queriam ver é a apresentação de Madonna no tradicional show de intervalo do evento.

A responsabilidade da cantora era grande: animar o público que acompanhava o jogo, saciar os fãs que só ligaram a TV para ver sua apresentação, celebrar os maiores sucessos de sua carreira, e ainda promover seu álbum “M.D.N.A.”, com previsão de lançamento para o dia 26 de março.

Assista abaixo à apresentação de Madonna (e convidados) no intervalo do Super Bowl 2012:

E Madonna não decepcionou. Os 13 minutos de show foram divertidos e envolventes, com uma superprodução que contou com um palco pirotécnico, a colaboração de artistas do Cirque Du Soleil, dezenas de dançarinos-gladiadores, um coral gospel, quatro participações especiais e muitas trocas de figurino.

A apresentação começou com um remix de “Vogue” seguido por “Music”, que teve interferência do duo LMFAO e seu hit “Party Rock Anthem”; foi impagável ver a rainha do pop fazer o “shuffle”, passo de dança celebrizado nesta música. Em seguida, durante o novo single de Madonna, “Give Me All Your Luvin’”, entraram Nicki Minaj e M.I.A. – esta, no momento “polêmico” da noite, mostrou o dedo do meio para a plateia. A atitude causou certa comoção nos EUA, mas nada comparado ao “Nipplegate” de 2004, quando a cantora Janet Jackson ficou com um seio à mostra durante apresentação com Justin Timberlake. Uma passagem rápida por “Open Your Heart” trouxe ao palco Cee Lo Green, que acompanhou Madonna em “Express Yourself” e na rendição de “Like a Prayer”, que fechou a apresentação com chave de ouro.

Também merece destaque o figurino do show, responsabilidade da stylist B. Akerlund, que já havia trabalhado com Madonna em clipes como “Celebration” “Jump” e “4 Minutes”. A cantora usou três looks de alta-costura da Givenchy, uma coroa de metal com cristais feita por Philip Treacy para a marca, joias Bulgari e botas Miu Miu. “As pessoas dizem que tudo tem um limite, mas o limite não existe com a Madonna”, o designer afirmou em comunicado oficial.

À esquerda, croqui da Givenchy; à direita, o look ao vivo ©Reprodução

À esquerda, croqui da Givenchy; à direita, o look ao vivo ©Reprodução

À esquerda, croqui da Givenchy; à direita, o look ao vivo ©Reprodução

Artistas hiper-realistas encontram o limite entre ficção e realidade

06/02/2012

por | Cultura Pop

Smirk, 2010 ©Alyssa Monks/Reprodução

A imagem acima não é uma fotografia. Tampouco fruto da técnica de trompe-l’oeil, que manipula elementos de luz e profundidade para criar ilusões óticas. É, na verdade, uma obra hiper-realista.

O Hiper-realismo é um movimento artístico surgido após a metade do século XX, mais especificamente na década de 1970, que tem como princípio estético a criação de pinturas e/ou esculturas concebidas com uma riqueza de detalhes tão grande que se assemelhem a fotografias. Ao contrário do que ocorre com seu precursor, o Fotorrealismo (ou Super-realismo), as obras de cunho hiper-realista não dependem essencialmente da existência prévia de imagens fotográficas, além de não terem como objetivo a mera representação pictórica.

Por meio da precisão técnica e da simulação da realidade, os artistas hiper-realistas retratam de maneira subjetiva uma amplidão temática que varia de atos e objetos “banais” da vida cotidiana à crítica política, dando vida a imagens paradoxalmente poéticas. O FFW selecionou cinco adeptos do Hiper-realismo, alguns jovens e promissores, outros nomes já estabelecidos como ícones, para exemplificar a exatidão e profundidade do movimento.

GOTTFRIED HELNWEIN 

The Murmur of the Innocents 1, 2009 ©Gottfried Helnwein/Reprodução

Los Caprichos 3, 2006, e Untitled (Head of a Child IV), 1998 ©Gottfried Helnwein/Reprodução

Gottfried Helnwein é um dos hiper-realistas mais conhecidos e prestigiados do mundo. Nascido na Áustria em 1948, o artista plástico é dono de uma obra impactante e muitas vezes perturbadora, que abrange temas como a perda da inocência, a morte o o Holocausto.

ROBERTO BERNARDI

Fuori o dentro, 2007 ©Roberto Bernardi/Reprodução

Candy Machine, 2008 ©Roberto Bernardi/Reprodução

O italiano Roberto Bernardi, nascido em 1974 na cidade de Todi, iniciou sua trajetória nas artes plásticas ainda muito jovem. Em 1993, mudou-se para Roma onde trabalhou como restaurador na igreja de São Francisco a Ripa e, após experimentar a pintura de paisagens e retratos, decidiu dedicar-se ao que denomina como “um tipo de pintura mais intensa e espetacular”: o Hiper-realismo. Em seu trabalho, Bernardi traz a frieza da produção em massa, retratando das latas de sopa Campbell’s que cativaram Andy Warhol a frívolas embalagens e panelas de inox em casas solitárias.

HUBERT DE LARTIGUE

La Nuit, 2005 ©Hubert de Lartigue/Reprodução

Portrait de Luh, 2008 ©Hubert de Lartigue/Reprodução

O francês Hubert de Lartigue já trabalhou com ilustração de quadrinhos, ficção científica e até já se dedicou ao desenho de pin-ups, mas foi em 2003, ao conhecer sua musa Octavie, que o artista decidiu aderir ao Hiper-realismo.

JUAN FRANCISCO CASAS

Giuliaclick, 2008 ©Juan Francisco Casas/Reprodução

Here and Now, 2008 ©Juan Francisco Casas/Reprodução

A partir da utilização de canetas esferográficas “BIC” é que o espanhol Juan Francisco Casas, de 35 anos, desenvolve suas obras hiper-realistas. O que começou como uma simples brincadeira tornou-se profissão e suas obras, sempre divertidas, chamam a atenção pela veracidade.

ALYSSA MONKS

Reserve, 2011 ©Alyssa Monks/Reprodução

Fixation, 2010 ©Alyssa Monks/Reprodução

Alyssa Monks nasceu em 1977 no estado de Nova Jérsei, Estados Unidos, e começou a pintar com tinta a óleo desde pequena. Após terminar o colégio, estudou pintura no Instituto Lorenzo de Médici em Florença e Arte Figurativa na Academia de Artes de Nova York. Sua temática mais frequente é o corpo humano, que ela descreve como uma verdadeira obsessão: “Quando eu comecei a pintar o corpo humano, era obcecada por ele e precisava criar com o máximo de realismo possível. Eu persegui o realismo até ele começar a se desemaranhar e se auto-desconstruir”.