19.04.2012 / Cultura pop / por

Karen Elson lança novo single e fala sobre transição da passarela para a música

Ren Harvieu e Karen Elson ©Reprodução

Como se não bastasse ser linda e ter uma carreira consolidada como musa da moda – o models.com a lista como número 11 em seu ranking de modelos icônicas –, a britânica Karen Elson vem aprimorando sua veia artística, que ela começou a explorar em 2004, quando co-fundou a trupe de cabaré “The Citizens Band”. Em 2010, ela lançou seu primeiro álbum, “The Ghost Who Walks”, e agora, apresenta uma nova música de trabalho, “The Train Song”, em colaboração com Ren Harvieu, que vem chamando a atenção da mídia com sua voz surpreendentemente madura para uma jovem de 21 anos.

Assista ao vídeo de “The Train Song”, de Karen Elson & Ren Harvieu:

As duas se conheceram por meio de amigos em comum, e a identificação foi imediata; Harvieu contou ao site “Dazed Digital” que enviou “Train Song” a Elson e que “em mais ou menos um dia ela já mandou de volta com as harmonias – e um som sinistro de órgão. Foi brilhante”. Aproveitando o lançamento do single e do respectivo videoclipe, gravado em Nashville, Estados Unidos, onde Elson vive com seus dois filhos de seu casamento com Jack White, a “Dazed Digital” conduziu uma entrevista com a modelo/artista para saber mais sobre sua transição das passarelas para o mundo da música; abaixo você confere os melhores momentos.

O sonho de trabalhar com música: “Ser modelo foi uma coisa que me jogaram quando eu tinha 16 anos – o que eu ia dizer? ‘Não’ à oportunidade de viajar o mundo e viver essa vida memorável, esquisita e maravilhosa? Antes, quando eu era uma adolescente, o que eu queria fazer era cantar, apesar de não conhecer ninguém que tivesse um gosto musical parecido com o meu. Era um sonho que nunca imaginei que pudesse chegar a algum lugar”.

Os primeiros passos na indústria: “Quando eu vivia em Nova York, conheci tantas pessoas interessantes – músicos, artistas, diretores, outras modelos, e pensei ‘eu posso fazer isso se realmente me dedicar’. Houve algumas oportunidades quando eu era mais nova de fazer uma música aqui, outra aqui. Meu amigo, James Iha, que estava no Smashing Pumpkins, perguntou se eu cantaria a música do Serge Gainsbourg [“I Love You (Me Neither) (Je T'aime Moi Non Plus)”] com a Cat Power. Eu já havia encontrado com ela algumas vezes, e ela é uma pessoa maravilhora que eu admiro muito. James foi incrivelmente encorajador; ele e a Melissa Auf der Maur – do Hole e depois do Smashing Pumpkins – foram chave para que eu tivesse fé e confiança em mim mesma. Quando alguém que você admira te dá validação, as coisas começam a acontecer. Eu peguei um violão e aos poucos aprendi a escrever músicas”.

Evolução e as lições aprendidas com o ex-marido Jack White: “[A Citizen's Band] foi realmente uma das coisas mais divertidas que já fiz em toda a minha vida. Se eu pudesse ficar em turnê com a Citizen’s Band durante um ano, eu ficaria tão empolgada. Eu os amo tanto. Aos poucos eu comecei a cantar mais e no fim, há alguns anos, com a ajuda do Jack [White], eu fiz um disco, “The Ghost Who Walks”. Agora estou começando a trabalhar em outro álbum. Mas demorei tanto para escrever o primeiro… (risos)”. (…) Admito que tenho um diabinho no meu ombro que às vezes me diz coisas muito cruéis. Tem uma hora que é bom ir pro estúdio e fazer as coisas acontecerem – eu poderia sentar e procrastinar durante um ano pensando como eu odeio todas as minhas músicas. Uma das melhores lições que aprendi com o Jack é que você tem que meio que ignorar isso e ir lá e fazer as coisas. Estou tentando ignorar aquele diabinho no meu ombro (risos)”.


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