
A roqueira Patti Smith é conhecida pelas suas várias facetas: cantora, poetisa, escritora, pintora e fotógrafa. Ela tem um grande acervo das polaroides que fazia na década de 60, quando perambulava por Nova York com Robert Mapplethorpe. Essas imagens são famosas tanto quanto as fotos de Patti como “modelo”, quando ela posava para o próprio Robert ou para Judy Linn, que publicou o livro “Patti Smith 1969-1976”, com retratos da cantora.
Patti nunca abandonou as experiências fotográficas e agora está com uma exposição no Wadsworth Atheneum Museum of Art, em Hartford, nos Estados Unidos, até 19 de fevereiro.
Em “Patti Smith: Camera Solo”, a artista mostra as imagens que começou a tirar em 1995, depois da morte de seu marido, seu pianista e seu irmão. “Eu tinha dois filhos pequenos. Estava tão emocionalmente devastada que eu achei muito difícil trabalhar. Peguei uma antiga Polaroid e comecei a tirar algumas fotos uma noite”, disse em entrevista à revista “Vogue” americana.

A exposição em Hartfort não é a estreia de Patti em museus. Sua primeira mostra foi em 2002, quando John Smith, o curador do Andy Warhol Museum, em Pittisburgh, veio visitar Patti e perguntar se ela queria fazer uma exposição. “Eram basicamente desenhos e algumas pinturas, então ele começou a olhar minhas fotos e realmente gostou. Ele me encorajou a continuar fotografando e tornou-se um mentor para mim”.
O equipamento de Patti é simples: uma câmera Polaroid Land 250, da década de 60. Apesar de dizer que não tem domínio de luz, Patti conhece a melhor luz para sua câmera. “Sou mestre da minha câmera, ela tem sido minha amiga e me acompanha no mundo inteiro. Não há nada como estar em uma cidade desconhecida e tirar uma foto do que você gosta. Isso me faz muito feliz”, diz.
Conheça um pouco do trabalho que está na exposição: