Take me out

16º festival da Cultura Inglesa traz Franz Ferdinand grátis a São Paulo

21/05/2012

por | Cultura Pop

A banda escocesa Franz Ferdinand, a grande atração do festival este ano ©Ian Derry/Reprodução

O festival da Cultura Inglesa invade pela 16ª vez São Paulo e arredores; este ano, a programação estende-se a Campinas, Santos, São José dos Campos e Sorocaba e conta com atrações variadas de dança, música, exposições e cinema, todas dentro do tema esporte, linkando com o ambiente de Olímpiadas que se vive no Reino Unido. O festival começa sexta-feira (25.05) com abertura de exposições e mostras de cinema no metrô, nas estações Corinthians-Itaquera e Paraíso e no cinema da livraria Cultura. A balada de sexta fica a cargo do DJ Andy Blake no StudioSP, na Vila Madalena, em São Paulo.

O primeiro final de semana (26 e 27 de maio) do festival vai contar com shows do coral formado por alunos das filiais da Cultura Inglesa, Brit Pop Choir, que vai cantar clássicos de bandas britpop na Sala Cultura Inglesa do Centro Brasileiro Britânico – CBB, às 15h e às 16h30 do sábado em São Paulo. No domingo, os portões do parque da Independência abrem às 10h da manhã para shows de atrações nacionais com a banda Freech, seguida por três bandas de alunos da Cultura Inglesa – King Crab, Broth3rhood e Sociopatas. Em seguida, a Banda Uó e Garotas Suecas irão prestar o seu tributo a duas bandas britânicas: The Smiths e Rolling Stones, respectivamente. Os shows fecham com a atuação das bandas inglesas We Have Band e The Horrors e a grande atração da noite, a banda escocesa Franz Ferdinand.

Formada em 2002 por Alex Kapranos (vocalista e guitarrista), Bob Hardy (baixista), Nick McCarthy (guitarra, teclado e backing vocals) e Paul Thomson (bateria e percussão), a banda chegará para a sua quinta passagem pelo Brasil, mas esta é a primeira vez em um show gratuito. A sua última visita ao país foi em março de 2010, quando apresentou, no Via Funchal em São Paulo, o repertório dos seus três álbuns de estúdio. Com um estilo inspirado em bandas dos anos 80, um som bem caraterístico e uma voz facilmente identificável, a banda de Alex Kapranos é um dos símbolos do Britpop dos últimos tempos.

“No You Girls”, sucesso de 2009 que a banda deve tocar no domingo:

Conheça no site a programação completa do evento e veja abaixo a programação dos shows nas várias cidades:

São Paulo:

Brit Pop Choir
Sábado, 26.05
15h e às 16h30
Sala Cultura Inglesa do CBB

Shows no Parque
Domingo, 27.05
Abertura dos portões: 10h
Parque da Independência

Campinas:
No Campinas Hall, dia 2 de junho, tem: Sociopatas, Banda UÓ e We Have Band.

São José dos Campos:
No SESC, dia 2 de junho, tem: Broth3rhood, Garotas Suecas e The Horrors.

Santos:
Na Capital Disco, dia 3 de junho, tem: Broth3rhood, Banda UÓ e We Have Band.

Sorocaba:
No Plaza Hall, dia 3 de junho tem: Sociopatas, Garotas Suecas e The Horrors.

Louboutin

A marca das solas vermelhas lança aplicativo para iPhone e iPad

21/05/2012

por | Cultura Pop

Screenshot do aplicativo ©Divulgação

Depois do lançamento da loja online na Europa, o sapateiro francês Christian Louboutin entra com as duas solas vermelhas no mundo digital, apresentando na segunda-feira (21.05) o primeiro aplicativo da marca para iPhone, iPod Touch e iPad, disponível para todo o mundo. O lançamento do aplicativo insere-se na comemoração dos 20 anos da marca, juntamente com a criação da coleção cápsula de 20 sapatos, revelada no início do ano.

O aplicativo é gratuito na loja iTunes, e está dividido em várias abas: notícias, onde você pode acompanhar todas as novidades da marca; coleção, onde pode navegar por todos os produtos, ver detalhes, dar share nas redes sociais e ainda criar uma lista de desejos; localizador de lojas, para encontrar a loja Louboutin mais perto de você; e vídeos, separados na categoria de Louboutin’s People, que por meio de vídeos dinâmicos mostra alguns dos produtos preferidos dos amigos da marca.

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Geração Y

Jovens endividados aumentam o consumo de bens de luxo

21/05/2012

por | Cultura Pop

A geração Y, apesar de endividada, continua aumentando gastos em bens de luxo ©Reprodução

A geração Y, ou geração Millenium, representa o maior crescimento no mercado de luxo e de serviços. E embora alguns elementos desta geração tenham carreiras bem sucedidas e boas contas bancárias, de acordo com um estudo do “The Fiscal Times”, muitos se afogam em débitos que não conseguem pagar. As dívidas de cartão de crédito de jovens com menos de 21 anos representam nos Estados Unidos 10% das dívidas totais. A geração que gasta US$ 300 em um celular última geração sem pensar duas vezes, mesmo sabendo que ele vai baixar o preço em algumas semanas, é a mesma que só janta em restaurante quando tem cupons de desconto e dirige um carro “mais ou menos”. Os itens de luxo ganham quando comparados a pequenos prazeres ou até a itens de consumo básico considerados mais necessários por algumas pessoas.

Segundo um outro estudo do American Express Business Insights, estes consumidores mais jovens aumentaram os gastos em luxo em 33% em 2011. Tudo fruto, claro, dos descontos diários feitos pela internet em vários sites de compras online. O que acontece é que a percepção muda. Um vestido McQueen, impagável em situações normais, vendido em um site cujo desconto só dura um dia, deixa de ser um vestido caro e passa a ser uma oportunidade imperdível. E com um mundo cada vez mais minado de oportunidades, quem não as aproveita?

O Corvo

Filme baseado na vida e obra de Edgar Allan Poe estreia no Brasil

18/05/2012

por | Cultura Pop

John Cusack como Edgar Allan Poe em “O Corvo” ©Reprodução

Dificuldades financeiras, alcoolismo e problemas de saúde (físicos e mentais), aliados a uma criatividade mórbida, porém brilhantemente ilimitada, deram vida a histórias fantásticas que marcaram não apenas a literatura americana, mas precederam a criação de um gênero – ao lado de Jules Verne, Edgar Allan Poe (1809-1849) é considerado um dos pioneiros na criação de obras de mistério e terror. A biografia de Poe, assim como seus contos e novelas, é envolva em dúvidas; sua morte, por exemplo, não tem causa conhecida até hoje. Aproveitando-se dessas incertezas, James McTeigue, alçado à fama ao dirigir o bem-sucedido “V de Vingança”, desenvolveu seu mais novo projeto, “O Corvo” (“The Raven”), que estreia no Brasil nesta sexta-feira (18.05).

O filme traz John Cusack no papel de Poe – o roteiro, escrito por Ben Livingston e Hannah Shakespeare, é uma espécie de fusão entre a vida do escritor e suas histórias. É criado um cenário fictício onde, ao mesmo Poe que é considerado o pai das fábulas de detetives, é “oferecida” a chance de desvendar crimes: em (uma bem reconstruída) Baltimore do século 19, inicia-se uma série de assassinatos baseados nos contos do escritor. Reconhecendo a ideia por trás dos homicídios, o detetive Fields (Luke Evans), convida o imaginário Poe de Cusack para auxiliá-lo. O problema de “O Corvo”, no entanto, é a dificuldade de conciliação entre a trajetória doentia do escritor em seus últimos dias (período em que a película teoricamente se passa), o astuto investigador “à la Sherlock Holmes” e o homem romântico apaixonado pela rica Emily Hamilton, personagem interpretada por Alice Eve.

John Cusack como Edgar Allan Poe em “O Corvo” ©Reprodução

Sem um gênero muito bem definido, o longa-metragem transita entre o mistério, o suspense, o romance e até o humor. Entre tantas propostas, “O Corvo” se perde em boas ideias – o que é lamentável já que Cusack é um ótimo ator, mas que não tem tido a oportunidade de mostrar seu potencial nos últimos anos; ao mesmo tempo em que Poe, em sua genialidade soturna, merecia tributos com roteiros mais bem amarrados. No entanto, como já dito em tantas outras ocasiões, como em “A Toda Prova” ou “Diário de um Jornalista Bêbado”, o cinema é uma arte ampla o suficiente para integrar diversas propostas. Se em “Shame” é dada a rara chance de vislumbrar os rumos da humanidade, no filme de McTeigue é possível entreter-se – e, quem sabe, interessar-se pela obra envolvente de Poe. Para os interessados, já adiantamos: “O Corvo”, não o longa, mas o poema, é um ótimo começo.


Os pôsteres de “O Corvo” ©Reprodução

- Trailer de “O Corvo”, de James McTeigue:

+ Confira abaixo mais imagens de “O Corvo”:

The-Raven-Edgar-Allan-Poe-John-Cusack
©Reprodução
John Cusack como Edgar Allan Poe em ''O Corvo''

Boas vibrações

Site referência The Selby invade casas de artistas e designers brasileiros

18/05/2012

por | Cultura Pop

Todd Selby, fotógrafo, ilustrador e criador do TheSelby.com ©Reprodução

O site The Selby parece ter uma admiração por designers brasileiros. O fotógrafo americano Todd Selby, que já clicou as casas de celebridades como Julia Restoin Roitfeld (filha de Carine Roitfeld), o sapateiro Christian Louboutin e a designer Kate Spade, fotografou também casas brasileiras. Depois de clicar a casa de Alexandre Herchcovitch, Todd Selby registrou a casa do arquiteto e designer Marcelo Rosenbaum e sua mulher, a designer de moda Cris; o estúdio de Sérgio Rodrigues, arquiteto e designer de móveis carioca; e ainda a casa da artista plástica de Taubaté, Isabelle Tuchband.

A fixação de Todd é por casas de artistas com detalhes criativos suficientemente interessantes para aparecerem no seu site. O ilustrador e fotógrafo de moda e interiores começou o seu projeto em 2008, postando fotos de casas e ambientes originais e decorados dos seus amigos. A qualidade dos seus cliques e a sua paixão por detalhes inspiradores fizeram com que o sucesso do seu site chegasse aos ouvidos da Nike, Louis Vuitton, “The New York Times” e “Vogue Paris”, resultando hoje em seus mais de 95 mil pageviews diários e dois livros publicados.

Quanto à inspiração em casas brasileiras, talvez a culpa seja das cores e boas vibrações que você pode ver nas fotos abaixo.

Sérgio Rodrigues no seu estúdio no Rio de Janeiro

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

Marcelo Rosenbaum e Cris Rosenbaum na sua casa em São Paulo

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

Isabelle Tuchband em sua casa/estúdio em São Paulo

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

©Todd Selby/Reprodução

+ veja todas as fotos de Sérgio Rodrigues, Marcelo Rosenbaum e Isabelle Tuchband.

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Milionário de moleton, Zuckerberg desafia engravatados de Wall Street

17/05/2012

por | Cultura Pop

Mark Zuckerberg à saída de Wall Street ©Reprodução

Com o Facebook às vésperas de abrir seu capital na Bolsa de Valores, estará o seu CEO à altura do desafio de gerir uma empresa pública gigante? Quem pergunta é o “The New York Times”, em um artigo publicado em 14.05, e a reflexão é válida. Estará Mark Zuckerberg, do alto de seus 28 anos, com o seu moletom de algodão, preparado para tomar as rédeas de uma empresa que, com capital aberto, valerá até US$ 110 bilhões (sim, você leu isso mesmo)? Zuckerberg manterá 55,8% do controle da empresa que fundou em 2004, segundo a “Folha de S.Paulo”. A Folha também apurou que, com o dinheiro levantado, o Facebook tem como meta ampliar sua comunidade global, sobretudo em “grandes mercados de relativamente baixa penetração”, com foco no Brasil, Índia, Japão, Rússia, Alemanha e Coreia do Sul.

Essa questão está na cabeça de muitas pessoas. A resposta irá determinar o futuro do Facebook, na medida em que agora Mark passa a ser julgado em tempo real por homens de negócio engravatados de Wall Street, onde esteve no início do mês fechando negócios para a sua empresa. 

A primeira crítica que o jovem multimilionário recebe é a de não usar gravata. Seu moletom de capuz já é sua marca registrada, que ele usa com o mesmo despojamento em uma reunião de trabalho ou em um bar com os amigos. Amigos esses que, por mais incrível que pareça, o criador da rede social mais bem sucedida do mundo tem dificuldade em ter. Seu colega de Harvard, co-fundador do aplicativo “Causes” no Facebook, Joe Green, não vê essa caraterística como negativa. “Apesar das suas poucas palavras, Mark tem autoconfiança irracional. Só assim ele poderia ter começado algo como o Facebook”, disse ao “NYT”.

Quem Mark escolhe para “adicionar como amigo” já é outra coisa. Consciente das suas limitações e, consequentemente das suas capacidades, Zuckerberg tem como conselheiro outro gênio de informática, Bill Gates; o co-fundador da rede social voltada para as relações profissionais “Linked-In”, Reid Hoffman; e Donald E. Graham, presidente do “Washington Post”. Todos reconhecem em Zuckerberg a sua visão de negócios e principalmente, seu olhar para a indústria cibernética. Como bom empresário, procura sempre preencher as suas limitações com pessoas mais capacitadas do que ele. E suas caraterísticas, por mais desleixadas que possam parecer para os engravatados de Wall Street, não desvalorizam sua capacidade nem tiram a sua credibilidade enquanto fundador de uma das empresas mais valiosas da atualidade.

O Facebook mudou a forma como nos comunicamos e nos relacionamos. Cada vez com mais funcionalidades e novos aplicativos, a Facebookmania ainda tem muita história para contar.

A pergunta, inicialmente feita pelo “New York Times”, talvez necessite de uma reformulação. Estará uma empresa pública, de capital aberto, disposta a aceitar as novas regras de “moletom e tenra idade” do seu presidente? É o que descobriremos logo mais.

update: 18 de maio

Mark Zuckerberg “tocando o sino” da Bolsa de valores Nasdaq ©Reprodução

Esta-sexta feira (18.05) o Facebook virou empresa pública com ações cotadas na bolsa. No dia anterior, Zuckerberg escreveu uma carta irônica dando razões que distinguem a sua empresa de todas as outras e assegurando que é vantajoso investir no seu negócio bilionário. Mark revela, inclusive, o que fará com os US$18 bilhões que vai ganhar com a abertura de capital: “Estou pensando em comprar a Grécia. Mas ainda assim, isso ainda me deixaria com os mesmos US$18 bilhões. LOL”. Aquele que hoje é um dos jovens mais ricos do mundo, não dispensa uma boa dose de sarcasmo.

Abaixo pode ler a carta na integra:

Dear Potential Investor:

For years, you’ve wasted your time on Facebook.  Now here’s your chance to waste your money on it, too.

Tomorrow is Facebook’s IPO, and I know what some of you are thinking.  How will Facebook be any different from the dot-com bubble of the early 2000’s?

For one thing, those bad dot-com stocks were all speculation and hype, and weren’t based on real businesses.  Facebook, on the other hand, is based on a solid foundation of angry birds and imaginary sheep.

Second, Facebook is the most successful social network in the world, enabling millions to share information of no interest with people they barely know.

Third, every time someone clicks on a Facebook ad, Facebook makes money.  And while no one has ever done this on purpose, millions have done it by mistake while drunk.  We totally stole this idea from iTunes.

Finally, if you invest in Facebook, you’ll be far from alone.  As a result of using Facebook for the past few years, over 900 million people in the world have suffered mild to moderate brain damage, impairing their ability to make reasoned judgments.  These will be your fellow Facebook investors.

With your help, if all goes as planned tomorrow, Facebook’s IPO will net $100 billion.  To put that number in context, it would take JP Morgan four or five trades to lose that much money.

One last thing: what will, I, Mark Zuckerberg, do with the $18 billion I’m expected to earn from Facebook’s IPO?  Well, I’m considering buying Greece, but that would still leave me with $18 billion.  LOL.

Friend me,

Mark

Festival de Cannes

65 anos de história em pôsteres icônicos

16/05/2012

por | Cultura Pop

Os pôsteres das três primeiras edições do festival de Cannes: em 1946, uma ilustração original de Leblanc; em 1947, de Jean-Luc e, em 1949, de G. C. Chevane (em 1948 o festival não foi realizado) ©Reprodução

A 65ª edição do festival de Cannes começou nesta quarta-feira (16.05) e, com ela, os tapetes vermelhos que precedem a exibição dos filmes concorrentes à Palma de Ouro de 2012. A premiação, definitivamente a mais charmosa da indústria, foi fundada em 1946 e, desde 1952, acontece anualmente no mês de maio (até 1951, o evento ocorria em setembro; em 1948 e 1950 não foi realizada, em virtude de problemas financeiros). Para cada edição, é desenvolvido um pôster com os dados essenciais do festival, mas a informação contida é o que menos chama a atenção na maioria desses cartazes – quase sempre com fotografias icônicas ou ilustrações belíssimas, os pôsteres de Cannes tornaram-se parte essencial de sua história, e componente intrínseco de seu fascínio.

Os pôsteres de 2012, 2011 e 2010. Em 2012, Marilyn Monroe foi a escolhida para estampar o cartaz; em 2011, a atriz Faye Dunaway e, em 2010, a francesa Juliette Binoche ©Reprodução

Em 2012, a organização do festival escolheu Marilyn Monroe para estampar o pôster oficial da 65ª edição – uma provável homenagem ao cinquentenário de falecimento da atriz. Se já se passaram 65 premiações nessas mais de seis décadas de evento, há também mais de 60 pôsteres, que refletem a evolução estética desse longo período. O FFW reuniu todos os cartazes de Cannes e apresenta a transformação gráfica por que passou o evento – qual seu preferido?

Os pôsteres de 1953, 1952 e 1951, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1956, 1955 e 1954, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1959, 1958 e 1957, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1962, 1961 e 1960, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1965, 1964 e 1963, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1968, 1967 e 1966, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1971, 1970 e 1969, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1974, 1973 e 1972, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1977, 1976 e 1975 (os três ilustrados por Siudmak), respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1980/1981, 1979 e 1978, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1984, 1983 (adaptação de uma ilustração de Akira Kurosawa) e 1982 (adaptação de uma ilustração de Frederico Fellini), respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1987, 1986 e 1985, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1990, 1989 e 1988, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1993 (Cary Grant e Ingrid Bergman em “Interlúdio”, de Alfred Hitchcock), 1992 (Marlene Dietrich em fotografia de Don English) e 1991, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1996, 1995 e 1994 (adaptação de uma ilustração de Frederico Fellini), respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 1999, 1998 e 1997, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2001 e 2000, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2003 e 2002, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2006, 2005 e 2004, respectivamente ©Reprodução

Os pôsteres de 2009, 2008 e 2007 respectivamente ©Reprodução

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Ingmar Bergman

Diretor sueco ganha maior retrospectiva este ano no CCBB em três cidades brasileiras

16/05/2012

por | Cultura Pop

Cena de “Gritos e Sussurros”, de 1972 ©Reprodução

Ingmar Bergman está para a Suécia como Tom Jobim está para o Brasil. A comparação pode inicialmente parecer despropositada, mas a magnitude e a relevância de suas obras alçaram o nome de ambos ao posto de estandartes culturais de seus países. Considerado por muitos, incluindo-se aí Woody Allen, o maior diretor de cinema de todos os tempos, Bergman transpôs as barreiras geográfica e idiomática para elevar-se perene sobre o tempo, conservando-se até hoje, 66 anos após seu primeiro longa-metragem, “Crise”, símbolo máximo de sua pequena e fria terra natal. Este ano, o CCBB traz ao Rio de Janeiro, a São Paulo e a Brasília a maior retrospectiva já realizada nacionalmente da carreira do diretor e escritor sueco, com a exibição da maioria de suas películas (boa parte em 35mm) e curso ministrado por Sérgio Rizzo, além de uma palestra inédita com Stig Björkman, documentarista responsável pelos filmes “…Mas o Cinema é Minha Amante” (2010) e “Imagens do Playground” (2009) e pelo livro “Bergman on Bergman: Interviews with Ingmar Bergman” (1970).

Ingmar Bergman ©Reprodução

A retrospectiva, que se chama simplesmente “Ingmar Bergman”, acontece cinco anos após o falecimento do diretor, em 2007. “[...] O que torna uma obra inesquecível e continuadamente importante através dos tempos?” — a reflexão é o fio condutor da mostra, que pretende oferecer ao público a oportunidade de penetrar o denso universo de Bergman, marcado sobretudo pelas problemáticas humanas. Morte, fé, medo, tristeza, traição, doenças físicas e mentais transformam-se em poesia sob as lentes do sueco, que, apaixonado por seu trabalho, escreveu e dirigiu mais de 60 filmes e 150 peças teatrais. A produção artística de Bergman não distinguiu apenas o cinema de seu país, mas também a trajetória de inúmeros atores, como Liv Ullmann, Harriet Andersson, Max von Sydow, Lena Olin, Ingrid Thulin e Erland Josephson; sem mencionar a extensa colaboração com Sven Nykvist, vencedor de dois Oscar de Melhor Fotografia por “Gritos e Susurros” (1972) e “Fanny & Alexander” (1982) .

Dentre as obras que serão exibidas na retrospectiva, que teve início no dia 8 de maio no CCBB do Rio de Janeiro, estão os icônicos “O Sétimo Selo” e “Morangos Silvestres”, ambos filmados em 1957; “Persona” (1966); “Sonata de Outono” (1978), com Ingrid Bergman (apesar da coincidência, a atriz e o diretor não eram parentes) e os já citados “Gritos e Sussuros” (1972) e o autobiográfico “Fanny & Alexander”, bem como longas-metragens menos conhecidos, como “A Flauta Mágica” (1975), “Chove Sobre Nosso Amor” (1946) e “Crise” (1946), esses dois últimos os primeiros da bem sucedida filmografia de Bergman. A mostra se desloca para São Paulo no dia 13 de junho, onde permanece até 15 de julho, e acontece quase que em paralelo em Brasília (19 de junho a 22 de julho). Confira a programação completa no site oficial do evento.

+ Assista abaixo a alguns trailers de filmes icônicos de Bergman:

- Trailer de “Sonata de Outono”, com Ingrid Bergman e Liv Ullmann:

- Trailer de “Gritos e Sussurros”, com Liv Ullmann, Ingrid Thulin e Harriet Andersson:

- Trailer de “Persona” (1966), com Liv Ullmann e Bibi Andersson:

- Trailer de “O Sétimo Selo” (1957), com Max von Sydow:

Correio fashion

Britânicos celebram ícones da moda em coleção de selos

15/05/2012

por | Cultura Pop

Alguns dos selos da coleção com criações de Paul Smith, Vivienne Westwood, Zandra Rhodes e Alexander McQueen ©Reprodução

A empresa de correios britânica, a Royal Mail, criou uma série de selos que vão tornar qualquer correspondência mais fashion. A “The Great British Fashion Stamps” surge como celebração dos últimos 60 anos de moda do país e conta com designs de alguns dos seus estilistas icônicos como Alexander McQueen, Zandra Rhodes, Paul Smith e Vivienne Westwood, que tiveram suas criações mais marcantes fotografadas pelo norueguês residente em Londres Sølve Sundsbø e impressas em selos de correio desenhados pelo designer gráfico inglês Johnson Banks. O lançamento vem também em tempo para a comemoração do Jubileu de Diamante da Rainha e, claro, das Olimpíadas.

Uma coleção que agrada tanto colecionadores quanto fashionistas, o conjunto com todos os selos vem com uma pequena história ilustrada da moda britânica, escrita por Amy de la Haye, professora da London College of Fashion, e pode ser adquirido, assim como os selos individuais, em postos de correio pelo Reino Unido e online no site do Royal Mail ou na sua loja do eBay.

Veja as restantes criações na galeria abaixo:

 

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©Reprodução
Hardy Amies


Björk

Jornal britânico desvenda as inspirações de uma inspiradora

15/05/2012

por | Cultura Pop

A cantora Björk por Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin ©Reprodução

A cantora islandesa Björk era uma das atrações principais do festival Sónar, que aconteceu esta sexta e sábado (11 e 12.05) em São Paulo. Após a descoberta de um nódulo nas cordas vocais, porém, a cantora viu-se obrigada, por rígidas orientações médicas, a cancelar alguns shows pela América Latina, entre eles os de Buenos Aires e São Paulo, onde a cantora iria apresentar o seu novo projeto “Biophilia”, cuja complexidade de melodias e ondas sonoras relacionadas com a natureza e ciência o tornaram trilha sonora do naturalista britânico Sir David Attenborough, que usa a sua música como pano de fundo de vídeos da natureza, e de grupos de aprendizes de música que se inspiram nos arranjos de “Biophilia” para estudar o verdadeiro som de diversos instrumentos.

Bjork – Sacrifice [Death Grips Remix]:

Recentemente, o jornal inglês “The Guardian” fez uma lista de inspirações da cantora que inspira milhares. Não é nenhuma surpresa a variedade e particularidade de algumas delas, que vão desde grupos de rap experimentais a cantoras paquistanesas e água de coco.

Death Grips

“A minha amiga Leila Arab me apresentou para eles. Adoro as suas músicas especialmente “Full Moon” e “Guillotine”. Um rap intenso, letras e batidas exuberantes. É muito bom. Eles se destacam porque são muito locais e ao mesmo tempo muito globais, uma mistura fresca de um negro inglês, uma baterista californiana, punk e hip-hop. Normalmente não ouço rap experimental, mas vou descobrindo que existem pérolas, como em qualquer outro gênero musical”.

Amália Rodrigues

“Ouço-a há muitos anos anos, mas recentemente vi um documentário sobre ela – tanta emoção crua! E livre de muitas complicações que a música por vezes tem. A música dela é sempre muito direta, simples e forte, sem enrolações. Ela vai direto ao coração. A sua colaboração íntima com poetas portugueses é admirável. E é bom saber que foi ela quem ajudou em grande parte a definir o estilo musical fado. Descobri o fado acho que há uns 15 anos. Tem a mesma crueza que o flamenco, mas é menos flamboyant, mais austero e forte de alguma forma”.

Ilha da Páscoa

“Estive lá agora porque fizemos alguns shows na América do Sul. As pessoas lá são muito patriotas e muito… polinésias, encantadoras e diretas. É maravilhoso para caminhadas e eu me relacionei muito com o tamanho da ilha e o seu aspecto remoto. É como a Islândia, mas mais extremo – quando o lugar onde você vive é como a sua silhueta, uma extensão do que você está vestindo. E o mito sobre o homem que nadava até às ilhas menores para trazer um ovo de andorinha na cabeça, não é mito, é verdade! E essas mesmas andorinhas voam até à Islândia durante o nosso verão. As mesmas!”.

Clima de floresta tropical

“Preciso, preciso, preciso! E descobri que é muito bom para a minha voz também. 70% de umidade é o ideal para as cordas vocais. Não é muito diferente daquilo com que cresci – a Islândia é muito úmida, mas não é quente. Estive escalando na Costa Rica há algumas semanas e estava chorando por dentro. Não queria mais sair”.

Current Value

“Um criador de batidas com muita energia. Direto! Recomendarem-me e eu adorei. Cada barulho que ele produz tem muita energia”.

Ernesto Neto

Obra do brasileiro Ernesto Neto, “Navedenga” (1998), em exposição no MoMA de Nova York ©Reprodução

“Ele teve uma grande exposição em Buenos Aires, onde estive agora. Gosto muito da forma como ele junta modernidade com coisas mais étnicas e naturais. Tão raro! E tem uma estética de celebração que parece, infelizmente, ser quase ilegal no mundo das artes. Não tenho certeza do que falta [às artes] mas tem alguma parte desse mundo que é um pouco seco…”

The Hearing Trumpet”, de Leonora Carrington

Auto-retrato de Leonora Carrington, “The Inn of the Dawn Horse”, em exposição no Met em Nova York ©Reprodução

“Este livro é tão inspirador! Os ingleses deveriam se orgulhar dela. O livro parece destinado a se transformar em um filme, fluído e com muita imaginação. Adoro a sua liberdade, o seu humor e como ele inventa as suas próprias regras”.

The Hourglass Sanatorium

“É um filme baseado em um livro do Bruno Schulz. Acho que a palavra “surreal” tem sido usada levianamente como uma palavra bonita para definir “estranho”, mas este filme é totalmente surreal para mim. Você entra no sonho e vê a conexão entre ele e a vida emocional… Poucas vezes vi isso tão bem documentado em um filme. É um estado de espírito e eu reconheço o sentimento de admiração”.

Abida Parveen

“Ela é uma cantora paquistanesa com uma voz incrível. É interessante ouvir aqueles poemas cantados por uma mulher. A energia feminina é diferente de alguma forma. Não melhor, só diferente, com mais emoção, pura e mais aberta de alguma forma. Mais receptiva também. É difícil descrever… e eu sou muito vaga descrevendo som!”.

Dirty Projectors

“O seu novo álbum vai sair agora e eu estou ansiosa! Eles são verdadeiramente talentosos, uma das bandas mais interessantes que chegou do outro lado do Atlântico [Estados Unidos]. David [Longstreth] tem uma capacidade quase psíquica de escrever para outras vozes – as suas linhas melódicas mudam de acordo com a pessoa para quem ele as escreve. E ele mesmo é um grande cantor. Me sinto muito sortuda de ter sido como uma mosquinha, acompanhando de perto o seu crescimento, porque eles são muito bons, e sinto que o melhor deles está ainda por vir. O David escreveu para mim para a peça Mount Wittenberg e foi a segunda vez que experimentei algo do tipo [a primeira vez foi com o compositor britânico John Tavener]. Me sinto muito honrada de ser um instrumento deles, uma extensão.  Ainda não mostramos o trabalho ao vivo, mas acredito que será em breve”.

Água de Coco

“Adoro! É a coisa mais alcalina que se pode encontrar e eu uso para tudo. Sabia que pode passar por uma transfusão de sangue só com água de coco? Em termos nutricionais, é a única coisa com a qual você pode sobreviver sem precisar de mais nada! É bom saber para se alguma vez ficar preso em uma ilha deserta”.

Caminhadas

“Adoro caminhar, na Islândia principalmente porque tem um monte de trilhas incríveis. Também amei fazer caminhadas em Idaho, nos Estados Unidos, e em Yakushima, a ilha da floresta tropical que serviu de casa à Princesa Mononoke. É mágico. Tem algo no ritmo de caminhar que passado mais ou menos uma hora e meia, o corpo e a mente entram em sintonia. Escrevi a maior parte das minhas músicas caminhando e acho definitivamente que é uma das melhores maneiras de pegar tudo o que está acontecendo, costurar tudo junto e ver a sua vida como um todo. E caminhadas em cidades não são a mesma coisa, tem que ser em um ambiente rural”.

Alejandro Jodorowsky

O psicomago chileno Alejandro Jodorowsky ©Reprodução

“Tenho visto algumas entrevistas dele sobre psicomagia e o seu episódio sobre tarot. É excelente. Gosto da forma como ele é apaixonado e muito pé-no-chão com estes assuntos que muitas vezes são tratados com uma transcendentalidade bizarra. Acima de tudo, gosto muito da visão sul americana de modernidade e natureza.”

Rios e Portos nas cidades

“Como já devem ter notado, tenho uma relação complicada com cidades. A maior parte das minhas turnês, que já faço há dois terços da minha vida, são em cidades. O que sempre me salva são os passeios que faço em portos, junto à água. Ou em algumas cidades loucas como Hong Kong em que vou para o topo dos arranha-céus e fico perto do céu. Desde que me mudei para Nova York, há 12 anos, a minha família tem-me ajudado a resolver este problema. Começamos por ter um barco bem velhinho, depois um enorme onde planejávamos viver durante um tempo e agora temos um meio-termo, perfeito. Quando a matriz de concreto fica desesperadora, podemos acelerar pelos canais e fugir um pouco.”

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Voodoohop + Cinema

Festa recebe o festival londrino Future Shorts nesta quarta, em São Paulo

15/05/2012

por | Cultura Pop

Pôsteres de “Bear”, de 2011, e “Venus”, de 2010 ©Reprodução

A Voodoohop foi criada há mais de dois anos com o intuito de adicionar elementos artísticos à agitada noite paulistana, bem como revitalizar áreas abandonadas da cidade, adicionando música, performances, exibição de vídeos e até live painting. O clima propositalmente hedonista – e nonsense – garante a cada edição uma surpresa, como já avisa a descrição publicada no site oficial da festa. Nesta quarta-feira (16.05), a novidade será a realização do festival londrino Future Shorts, que foi concebido em 2003 para apresentar a produção de curtas-metragens desenvolvida internacionalmente na última década, além de disseminar a cultura das películas de menor duração.

A primeira edição do “Future Shorts” no Brasil será realizada no térreo do Trackers Towers, localizado no bairro da República, e contará com a presença do documentarista britânico Edward Davies, que atualmente mora em São Paulo. “A cada três meses os organizadores mundiais do festival fazem uma seleção que é enviada para os representantes do evento ao redor do mundo”, contou Davies. Para a estreia, serão oferecidas duas sessões – às 21h e às 22h30 –, onde o público poderá conhecer curtas-metragens de países como Austrália, Dinamarca, Estados Unidos, Reino Unido e, claro, Brasil.

Entre os destaques do festival estão os curtas-metragens “Morrer ao seu lado” (2011), animação dirigida pelo americano Spike Jonze em parceria com o francês Simon Cahn; “Te amo demais” (2007), da inglesa Sam Taylor-Wood; e “O Braço” (2011), de Brie Larson, Sarah Ramos e Jessie Ennis, que venceu neste ano o prêmio Especial do Júri no Festival de Sundance. Confira abaixo a programação completa do evento, que além da exibição dos filmes, terá discotecagem de Laurence Trille, Thomas Haferlach e Uala Vandeik.

Primeira Sessão (21h):

“BEAR” (“Urso”)
Direção: Nash Edgerton
Ano: 2011
País: Austrália

“QUADRANGLE”
Direção: Amy Grappell
Ano: 2010
País: Estados Unidos

“VENUS”
Direção: Tor Fruergaard
Ano: 2010
País: Dinamarca

“L’HOMME SANS TETE” (“O Homem sem Cabeça”)
Direção: Juan Solanas
Ano: 2003
País: França

“THE ARM” (“O Braço”)
Direção: Brie Larson, Sarah Ramos e Jessie Ennis
Ano: 2011
País: Estados Unidos

Segunda Sessão (22h30):

“MOURIR AUPRÈS DE TOI” (“Morrer ao seu lado”)
Dir: Spike Jonze & Simon Cahn
Ano: 2011
País: França

“LOVE YOU MORE” (“Te Amo Demais”)
Direção: Sam Taylor-Wood
Ano: 2007
País: Reino Unido

Filmes brasileiros – Exibição especial:

“MEU MEDO”
Direção: Murilo Hauser
Ano: 2010
País: Brasil – 2010

“MURO”
Direção: Tião (Bruno Bezerra)
Ano: 2009
País: Brasil

- Vídeo promocional do festival Future Shorts com os trailers dos curtas-metragens que serão exibidos no evento desta quarta-feira (16.05):

Future Shorts @Voodoohop
Local: Trackers Tower (R. Dom José de Barros, 337 F.11 3337-5750)
Data: 16 de maio de 2012
Entrada: R$ 10 (até 21h). Após, R$ 15 (Entrada somente com nome na lista)
Sessões às 21h e às 22h30
Todos os filmes têm legendas em português.

Sónar 2012

Saiba como foram os dois dias de festival e assista aos vídeos das apresentações

14/05/2012

por | Cultura Pop

Com a colaboração de Juliana Knobel

Sónar SP ©Divulgação

A 2ª edição do Sónar São Paulo aconteceu neste fim de semana (sexta-feira, 11, e sábado, 12) no Parque do Anhembi, em Santana, e trouxe à capital paulistana mais de 50 atrações musicais. Nomes já estabelecidos, como os alemães do Kraftwerk, os escoceses do Mogwai ou os franceses do Justice, dividiram os três palcos do festival com artistas menos conhecidos do grande público, mas que são verdadeiras promessas, como o britânico James Blake e o brasileiro Silva. A proposta do evento, criado em 1994 em Barcelona, na Espanha, é essa mesmo: atuar como plataforma para os novos talentos, unindo a vanguarda ao mainstream.

Além da música – em sua maioria eletrônica e experimental, já que o evento se chama Festival Internacional de Música Avançada e New Media – o Sónar apresentou uma programação repleta de efeitos audiovisuais marcantes e até um espaço dedicado à exibição de documentários e curtas e longas-metragens, chamado SonarCinema.

Dia 1 (sexta-feira, 11 de maio)

James Blake (DJ set) 

James Blake em sua apresentação como DJ no primeiro dia de Sónar ©Juliana Knobel/FFW

Pela primeira vez no Brasil, o cantor, multi-instrumentista e produtor inglês James Blake fez não apenas uma, mas duas apresentações no Sónar. Na sexta-feira (11.05), o músico tocou um set especial como DJ no palco principal, o SonarClub – entrou pontualmente no horário marcado, às 21h30, mas o público ainda não era muito grande; talvez por se tratar de um dia de semana muitas pessoas chegaram ao festival após as 22h.

Muti Randolph & Clara Sverner

Clara Sverner ©Juliana Knobel/FFW

Apesar do atraso de 30 min, a apresentação de Clara Sverner no palco SonarHall foi emocionante e um espetáculo audiovisual inovador. Em paralelo a cada nota tocada pela pianista, efeitos gráficos de imagem e luz, desenvolvidos por seu filho, o designer carioca Muti Randolph, apareciam no telão ao fundo. A intenção do projeto é transformar a experiência de um recital, trazendo interação e possibilidades imaginativas ao espectador.

Kraftwerk

Kraftwerk ©Juliana Knobel/FFW

A apresentação mais esperada da noite, e talvez de todo festival. Os alemães do Kraftwerk entraram no SonarClub sob uma ovação da plateia, já muito mais numerosa após a saída de James Blake. O show, em 3D, baseou-se em uma série de performances que o grupo fez em abril no MoMA (Museu de Arte Moderna), em Nova York. “The Robots” foi a primeira música a ser tocada e a ela se seguiram outros clássicos da banda, como “Spacelab”, “Numbers” e “Autobahn”.

Com duração de cerca de 1h30, a apresentação emocionou e empolgou os presentes. Apesar dos mais de 40 anos de carreira, o Kraftwerk mostrou que está atualizado e é ainda um dos grandes expoentes da música contemporânea.

Criolo

Criolo empolgou a plateia do SonarHall ©Divulgação

A grande atração brasileira da noite, Criolo empolgou a plateia do Palco SonarHall com um show que, apesar de ter se iniciado durante a apresentação do Kraftwerk, estava repleto de pessoas. O rapper deixou as cadeiras do auditório vazias – à frente do palco os presentes dançavam e cantavam os sucessos do paulista, como “Não existe amor em SP”, “Subirusdoistiozin” e “Samba Sambei”.

Chromeo

Chromeo ©Juliana Knobel/FFW

O duo canadense de electro-pop atraiu o público remanescente do festival para o SonarClub e, de acordo as palavras do vocalista Dave 1, esse foi o “primeiro show” de verdade da dupla no Brasil (anteriormente eles haviam vindo ao país para tocar em uma festa fechada para poucas pessoas). Os presentes dançaram e cantaram as músicas do Chromeo, que, em cerca de 1h de apresentação, misturou hits, como “Tenderoni” e “You’re so Gangsta”, a canções novas sem que a plateia perdesse o interesse.

Dia 2 (sábado, 12 de maio)

Gang do Eletro

Os paraenses da Gang do Eletro ©Divulgação

Diretamente do Pará, a Gang do Eletro foi uma das primeiras atrações do segundo dia de Sónar. Apesar da quantidade relativamente pequena de pessoas, algo compreensível para o horário (17h30), o palco SonarVillage foi dominado pela animação do quarteto, que mistura em suas canções elementos da música caribenha e eletrônica ao tecnobrega e ao carimbó, criando o que a banda denomina “eletromelody”.

DJ Waldo Squash, Marcos Maderito, William Love e Keila Gentil fizeram uma apresentação memorável, assim como seu figurino fosforescente, e mostraram o que o Pará tem de mais divertido ao público paulistano.

SILVA

O capixaba Silva em apresentação no Sónar ©Divulgação

Uma das promessas da nova música brasileira, Lúcio Silva de Souza, ou simplesmente Silva, apresentou-se no palco intimista do festival, o SonarHall. Com apenas 23 anos, o capixaba é violonista de formação clássica, mas também toca vários outros instrumentos – no concerto de sábado, Silva contou somente com o auxílio de um baterista. Apesar de só possuir um EP com cinco faixas, lançado no final de 2011, as cerca de 400 pessoas presentes no auditório cantaram com real conhecimento as faixas do álbum – além de outras compostas mais recentemente e disponibilizadas online pelo músico.

Alva Noto & Ryuichi Sakamoto

A dupla Alva Noto & Ryuichi Sakamoto em apresentação no Sónar São Paulo ©Divulgação

A dupla formada pelo alemão Alva Noto (Carsten Licolai) e o japonês Ryuichi Sakamoto apresentou-se no SonarHall e lotou o auditório com sua música experimental – elementos característicos da sonoplastia, como barulhos conseguidos eletronicamente, unidos ao piano clássico, criaram um amálgama sonoro.

Sakamoto é um compositor brilhante e já colaborou com diversos artistas brasileiros, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de ter sido fundador, no final dos anos 1970, da Yellow Magic Orchestra. A plateia presente no concerto contemplou a execução das músicas da dupla em profundo silêncio.

Mogwai 

Os escoceses do Mogwai ©Divulgação

Os escoceses do Mogwai já têm uma carreira sólida – a banda foi formada em 1995, em Glasgow – e são conhecidos como percussores do “post-rock”. A apresentação do quinteto foi uma das prestigiadas do festival: o palco SonarHall ficou completamente lotado de pessoas que, em pé ou sentadas, assistiam maravilhadas a maestria instrumental do grupo, que constituiu a atração mais rock n’ roll do evento.

Cee Lo Green 

Cee Lo Green ©Divulgação

Aparentemente deslocado no line-up do Sónar, Cee Lo Green fez uma apresentação divertida no palco principal do evento, o SonarClub. Muito simpático, o cantor americano interagiu bastante com a plateia e comemorou com doses de tequila a vinda ao Brasil.

James Blake 

James Blake em sua apresentação ao vivo no Sónar São Paulo ©Divulgação

A segunda apresentação de James Blake no festival foi um show intimista no palco SonarHall, onde o músico mostrou seu repertório para uma plateia atenta e silenciosa. Apesar dos problemas com o som, que muitas vezes não suportavam as notas graves presentes no trabalho do inglês, o show foi muito bonito.

Justice

Justice no Sónar São Paulo ©Divulgação

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay, mais conhecidos como a dupla francesa por trás do Justice, lotaram o SonarClub com suas batidas eletro-pop. A plateia não parou de dançar um minuto e os hits do primeiro álbum do duo, em especial “D.A.N.C.E”, foram os momentos mais animados da apresentação.

Cannes 2012

Festival começa hoje; conheça os concorrentes à Palma de Ouro e veja os trailers

12/05/2012

por | Cultura Pop

Cartaz da 65ª edição do Festival de Cannes e pôster de “Moonrise Kingdom”, filme  de Wes Anderson que abrirá o evento ©Reprodução

A 65ª edição do Festival de Cinema de Cannes acontece dos dias 16 a 27 de maio na cidade homônima, localizada ao sul da França. De acordo com a “Folha de S.Paulo”, foram inscritos aproximadamente 1.779 filmes, mas apenas 21 foram escolhidos para disputar a Palma de Ouro, incluindo “Na Estrada” (“On The Road”), dirigido pelo brasileiro Walter Salles e produzido por Francis Ford Coppola.

- Trailer de “On The Road”, de Walter Salles:

Além dos filmes concorrentes, o festival exibirá em sua abertura “Moonrise Kingdom” (ainda sem título em português), novo longa de Wes Anderson, protagonizado por Tilda Swinton, Bruce Willis, Bill Murray, Edward Norton e Harvey Keitel. Já “Thérèse Desqueyroux”, última película dirigida pelo francês Claude Miller, que faleceu no início de abril, será responsável pelo encerramento. A atriz franco-argentina Bérénice Bejo, que atuou ao lado de Jean Dujardin em “O Artista”, será a mestre de cerimônias dessa edição, que, aliás, trouxe Marilyn Monroe em seu cartaz publicitário, uma provável homenagem ao cinquentenário de falecimento da americana.

- Trailer de “Cosmopolis”, de David Cronenberg:

Nanni Moretti, diretor italiano de filmes como “O Quarto do Filho” e o recente “Habemus Papam”, será o Presidente do Júri da competição. Nesta quarta-feira (25.04), foram anunciados por Thierry Fremaux, diretor do Festival, os demais membros do júri: o designer francês Jean Paul Gaultier, os atores Ewan McGregor e Alexander Payne, a atriz alemã Diane Kruger e o diretor haitiano Raoul Peck. Na lista dos longas concorrentes, destacam-se “Amour”, do alemão Michael Haneke, vencedor da Palma de Ouro em 2009 por “A Fita Branca”; “Cosmopolis”, adaptação do canadense David Cronenberg para o livro homônimo de Don DeLillo; e “Like Someone In Love”, do iraniano Abbas Kiarostami, também já ganhador do prêmio máximo de Cannes em 1997 por “Gosto de Cereja”; além de “Vous n’avez encore rien vu”, do local Alain Resnais.

Pôsteres de “Na Estrada”, de Walter Salles, e “Cosmopolis”, de David Cronenberg ©Reprodução

Os curtas-metragens e os filmes “escolares” também são prestigiados no Festival de Cannes. Na categoria de curtas foram selecionadas 10 produções internacionais, todas de, no máximo, 15 minutos: “Mi Santa Miranda”, “Gasp” (“Souffle”), “Ce Chemin Devant Moi”, “Waiting For P.O. Box”, “The Chair”, “Night Shift”, “Chef De Meute”, “Yardbird”, “Cockaigne” e “Silent”. Já na “Sélection Cinéfondation”, competição criada em 1998 para premiar os anteriormente mencionados filmes escolares, foram escolhidos 15 películas, entre elas uma argentina: “Pude Ver um Puma” (os três primeiros lugares receberão € 15 mil (cerca de R$ 37 mil), € 11.250 (cerca de R$ 28 mil) e € 7.500 (cerca de R$ 19 mil, respectivamente). A banca julgadora nessas duas categorias é distinta e será presidida pelo belga Jean-Pierre Dardenne.

- Trailer de “Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson:

Por fim, há uma mostra paralela à seleção oficial do Festival de Cannes chamada “Um Certain Regard”, que premia com € 30 mil (R$ 74 mil) longas-metragens mais experimentais ou de diretores fora do mainstream. Neste ano, Brandon Cronenberg, filho de David Cronenberg, concorre na categoria com seu primeiro filme, “Antiviral”. Tim Roth, ator britânico conhecido por seus papeis em filmes como “Pulp Fiction”, “Violência Gratuita” e “Cães de Aluguel”, será o Presidente do Júri e entregará o prêmio criado em 1978 no dia 26 de maio, véspera do encerramento do evento.

- Trailer de “Like Someone in Love”, de Abbas Kiarostami:


LONGAS-METRAGENS CONCORRENTES À PALMA DE OURO DE 2012

“MUD” (Jeff Nichols)
“DE ROUILLE ET D’OS” (Jacques Audiard)
“HOLY MOTORS” (Leos Carax)
“COSMOPOLIS” (David Cronenberg)
“THE PAPERBOY” (Lee Daniels)
“KILLING THEM SOFTLY” (Andrew Dominik)
“REALITY” (Matteo Garrone)
“AMOUR” (“LOVE”) (Michael Haneke)
“LAWLESS” (John Hillcoat)
“DA-REUN NA-RA-E-SUH” (“IN ANOTHER COUNTRY”) (Hong Sangsoo)
“DO-NUI MAT” (“THE TASTE OF MONEY”) (Im Sang-soo)
“LIKE SOMEONE IN LOVE” (Abbas Kiarostami)
“THE ANGELS’ SHARE” (Ken Loach)
“V TUMANE” (“IN THE FOG”) (Sergei Loznitsa)
“BEYOND THE HILLS” (Cristian Mungiu)
“BAAD EL MAWKEAA” (“AFTER THE BATTLE”) (Yousry Nasrallah)
“VOUS N’AVEZ ENCORE RIEN VU” (Alain Resnais)
“POST TENEBRAS LUX” (Carlos Reygadas)
“NA ESTRADA” (“ON THE ROAD”) (Walter Salles)
“PARADIES : Liebe” (“PARADISE: LOVE”) (Ulrich Seidl)
“JAGTEN” (“THE HUNT”) (Thomas Vinterberg)

- Trailer de “A Música Segundo Tom Jobim”, de Nelson Pereira dos Santos, que será apresentado nas “sessões especiais” de Cannes:

CURTAS-METRAGENS CONCORRENTES À PALMA DE OURO DE 2012

“MI SANTA MIRADA” (Alvaro Aponte-Centeno/Porto Rico)
“GASP” (“SOUFFLE”) (Eicke Bettinga/Alemanha)
“CE CHEMIN DEVANT MOI” (Mohamed Bourokba/França)
“WAITING FOR P.O. BOX” (Bassam Chekhes/Síria)
“THE CHAIR” (Grainger David/EUA)
“NIGHT SHIFT” (Zia Mandivwalla/Nova Zelândia)
“CHEF DE MEUTE” (Chloe Robichaud/Canadá)
“YARDBIRD” (Michael Spiccia/Austrália)
“COCKAIGNE” (Emilie Verhamme/Bélgica)
“SILENT” (“SESSIZ-BE DENG”), (L.Rezan Yesilbas/Túrquia)

SÉLECTION CINÉFONDATION 2012

“BEHIND ME OLIVE TREES” (“DERRIERE MOI LES OLIVIERS”) (Pascale Abou Jamra/ALBA, Líbano)
“THE BARBER” (“RIYOUSHI”) (Shoichi Akino/Universidade de Artes de Tóquio, , Japão)
“THE RAPTURES” (“LES RAVISSEMENTS”) (Arthur Cahn/La Femis, França)
“SLUG INVASION” (Morten Helgeland/The Animation Workshop, Dinamarca)
“TAMBYLLES” (Michal Hogenauer/FAMU, República Checa)
“MATTEUS” (Leni Huyghe/Sint-Lukas Brussels, Bélgica)
“THE CAMP IN RAZOARE” (Cristi Iftime/UNATC, Romênia)
“THE ROAD TO” (“DOROGA NA”) (Taisia Igumentseva/VGIK, Rússia)
“LAND” (“TERRA”) (Piero Messina/CSC, Itália)
“THE HOSTS” (“LOS ANFITRIONES”) (Miguel Angel Moulet (EICTV, Cuba)
“THE BALLAD OF FINN + YETI” (Meryl O’Connor/UCLA, EUA)
“HEAD OVER HEELS” (Timothy Reckart/NFTS, Reino Unido)
“ABIGAIL” (Matthew James Reilly/NYU, EUA)
“DOG LEASH” (“RESEN”) (Eti Tsicko/TAU, Israel)
“COULD SEE A PUMA” (“PUDE VER UN PUMA”) (Eduardo Williams/UCINE, Argentina)

Ícone

A desafiadora pluralidade estética do fotógrafo Steven Meisel

11/05/2012

por | Cultura Pop

Imagem do editorial “Wild is the Wind”, da “Vogue” italiana de março de 2011 ©Reprodução

Apesar do estigma de promiscuidade incutido à moda pelos mais ferrenhos críticos, em poucos segmentos é possível encontrar uma parceria tão duradoura quanto a de Steven Meisel com a “Vogue” italiana. A trajetória do fotógrafo e da revista, dirigida por Franca Sozzani desde 1988, parece misturar-se de tal maneira que constitui uma verdadeira simbiose – há quem desconheça, inclusive, a nacionalidade do americano, julgando-o erroneamente italiano. Mas o vínculo perene com a publicação não é o único na carreira de Meisel, que, desde 2004, é o responsável por todas as campanhas publicitárias da Prada. Além dos trabalhos mais comerciais que o tornaram um ícone da fotografia de moda, o americano colaborou com Madonna no livro “Sex”, lançado em 1992 para alavancar as vendas do disco “Erotica”.

Madonna e Steven Meisel na capa da “New York” e o fotógrafo em uma de suas poucas fotos sozinho ©Reprodução

O apetite pelo que é polêmico e a busca constante pelo novo fizeram com que a obra do fotógrafo não compreendesse uma única estética; o portfólio de Meisel abrange o colorido e o preto e branco, o bonito e o feio, o kitsch e o minimalista. O alarde de seu trabalho, no entanto, não se estende ao homem que é: se as imagens que cria são sempre mirabolantes, sua personalidade e efígie são pouco conhecidas. Pouco afeito a entrevistas e à autopublicidade, Meisel raramente se deixa retratar e tampouco possui site oficial ou livros próprios. A vida pessoal do fotógrafo, contrariamente à profissional, é marcada pela discrição – apesar de abertamente homossexual, pouco se vê sabe sobre seus relacionamentos afetivos ou sobre suas amizades (à parte à proximidade com nomes fortes no mercado do entretenimento, como Madonna).

Campanha de Outono/Inverno 2011 da Prada ©Steven Meisel/Reprodução

A reserva pessoal é motivo de fascínio; como pode alguém tão relevante no mercado da moda – conhecido por seu egocentrismo – ser tão “obscuro”? Nascido em 1954 nos Estados Unidos, Meisel é fascinado pela beleza desde a infância. Em vez de entreter-se com brinquedos, o fotógrafo passava seus dias desenhando mulheres e utilizava revistas, em especial a “Vogue” e a “Harper’s Bazaar”, como fontes de inspiração. E foi a ilustração que Meisel escolheu, inicialmente, como profissão: após cursos na Parsons e na High School of Art and Design, o americano trabalhou na Halston e no “Women’s Wear Daily”, além de lecionar meio período. Mas, de acordo com o próprio Meisel em uma de suas raras entrevistas, concedida a Pierre Alexandre de Looz para a edição #16 (Inverno 2008/2009) da “032c”, algo estava faltando e a fotografia parecia uma evolução.

Imagem do editorial “Joy to the World”, publicado na “Vogue” americana em dez/2002 ©Steven Meisel/Reprodução

À época em que trabalhava como ilustrador no “WWD”, Meisel costumava frequentar as agências de modelos com uma câmera fotográfica para tentar capturá-las, quase como um paparazzo. A primeira oportunidade real surgiu através da revista “Seventeen”, que publicou imagens criadas pelo americano em seu apartamento em Gramercy Park, em Nova York, e o convidou para colaborar com frequência. Na entrevista à “032c”, o americano apontou 1979 como o ano em que as pessoas começaram a perceber seu talento – e sua vertente provocativa. Em 1984, Meisel fotografou a capa do álbum “Like a Virgin”, de Madonna – a colaboração com a cantora já rendeu inúmeros projetos, como o já citado livro “Sex” (1992) e campanhas publicitárias, como a de Outono/Inverno 2009 da Louis Vuitton.

Imagens do livro “Sex”, de Madonna, publicado em 1992 e fotografado por Steven Meisel ©Reprodução

Imagens do editorial “Smoke and Oil”, publicado na “Vogue” italiana de jan/2009 ©Steven Meisel/Reprodução

O interesse de Meisel pela música e pelo cinema, no entanto, não de restringe à ligação com Madonna. Em seu trabalho para a “Vogue” italiana, que começou em 1988, é possível perceber referências a estilos e filmes que influenciam o fotógrafo, como editoriais inspirados em “Persona”, de Ingmar Bergman, ou “8 ½”, de Frederico Fellini, além de constantes referências à cultura motociclista. A figura de Meisel, inclusive, se assemelha bastante aos típicos adeptos dessa cultura: sempre portando uma bandana e com longos cabelos negros, o homem que retrata a beleza em suas mais diversas formas aventurou-se, em 1983, em um curta-metragem chamado “Portfolio” e, mais tarde, ao lado de Annie Leibovitz para a GAP. “Eu odeio”, afirmou o americano sobre estar do outro lado das câmeras.

- O curta-metragem “Portfolio”, de 1983: 

Voltando à “Vogue” italiana, a parceria de mais de 20 anos é, para Meisel, a chance de expressar-se em sua forma plena: “Em termos das revistas “Vogue” com as quais trabalho, com certeza a italiana é a que mais me permite fazer mais ou menos o que eu quero. Não que eles não eliminem coisas, mas isso não acontece com frequência; tem sido o canal mais criativo que possuo. Costumo pensar que a Itália é muito conservadora, o que é estranho, eu sei. Franca Sozzani, a editora-chefe, me dá espaço e muito apoio. Nós trabalhamos juntos antes da “Vogue” italiana, quando ela ainda não era editora, em outra revista chamada “Lei”. E lá havia uma versão masculina, a “Per Lui”. Ela realmente gosta do que eu faço e sou grato”, justificou a longevidade da colaboração à “032c”.

Imagens do editorial “Haute Mess”, publicado na “Vogue” italiana de março de 2012 ©Steven Meisel/Reprodução

Imagem do editorial “Organized Robots”, publicado na “Vogue” italiana de março de 2006 ©Steven Meisel/Reprodução

Foi a confiança de Sozzani que permitiu a Meisel dar vida a imagens que contestam e satirizam o universo da moda, bem como criar verdadeiros manifestos. Em julho de 2008, a “Vogue” italiana publicou uma edição totalmente dedicada à beleza negra. Idealizada pelo americano como forma de protesto ao racismo na moda, a “Black Issue” é apenas um dos vários números da revista que propuseram ao leitor refletir sobre os rumos comportamentais do mercado e da própria sociedade. Em agosto de 2005, a “Makeover Madness” trouxe Linda Evangelista e outras modelos viciadas em cirurgias plásticas; além de outros tantos editoriais que simulam a internação de jovens em clínicas de reabilitação, banhadas em óleo (“The Latest Wave”, de agosto de 2010) ou simplesmente retratando belas mulheres plus-size (“Belle Vere”, de junho de 2011).

Capas de algumas edições da “Vogue” italiana: “A Black Issue”, de julho de 2008; “Makeover Madness”, de agosto de 2005; “The Latest Wave”, agosto de 2010; “#Overthetop”, de março de 2012; “Highly Style”, de novembro de 2011; e “Belle Vere”, de junho de 2011 ©Steven Meisel/Reprodução

No entanto, dotado de imenso talento e sabedoria mercadológica, Meisel não vive apenas de polêmica e sátira. Além do trabalho autoral que publica mensalmente na revista comandada por Sozzani, o fotógrafo colabora com frequência com a “Vogue” americana, de Anna Wintour. Na publicidade, é o preferido de Miuccia Prada, mas também da Louis Vuitton, Balenciaga, Dolce & Gabbana e Lanvin. E também é considerado um homem generoso, e sagaz: com o poder que tem, é responsável pela “descoberta” e promoção da carreira de nomes como Linda Evangelista, Naomi Campbell, Christy Turlington, Kristen McMenamy, Coco Rocha, Karen Elson, Raquel Zimmermann e outras tantas. Ser retratada, ou auxiliar Meisel na produção de suas fotografias, é o sonho que qualquer profissional que inicia pelos tortuosos caminhos da moda.

Veja mais da série “Ícones da Fotografia”:
- Robert Capa
- Deborah Turbeville
- Patrick Demarchelier
- Paolo Roversi
- German Lorca
- Nick Knight
- Helmut Newton

+ Confira mais imagens da carreira de Steven Meisel na galeria abaixo:

Vogue-US-Aug-2007
©Steven Meisel/Reprodução
Imagem do editorial ''True to Form'' da ''Vogue'' americana de agosto de 2007

Alô?

Tradicionais cabines telefônicas de Londres são repaginadas por estilistas

11/05/2012

por | Cultura Pop

O lançamento do projeto, com os sócios da BT Artbox, em frente à estação londrina de St Pancras ©Reprodução

A cidade de Londres é conhecida, entre muitas outras coisas, pelas suas icônicas cabines telefônicas, desenhadas por Sir Giles Gilbert Scott, em 1936 como comemoração do jubileu de prata da coroação do Rei George V. Hoje elas vão ser usadas também para uma comemoração, mas desta vez do 25º aniversário da organização Childline, uma linha de apoio para crianças. A empresa BT Artbox lançou um projeto de arte intitulado London, em que estilistas como Giles Deacon, Julien Macdonald e Zandra Rhodes irão remodelar algumas dessas cabines com grafismos de sua autoria.

As criações estarão expostas na vitrine da loja de departamento Harvey Nichols, do bairro de Knightsbridge, a partir do dia 24 de maio, para depois serem espalhadas por vários pontos da cidade. Para angariação de fundos, uma parte dos projetos será leiloada na National Portrait Gallery, em 18 de julho, e a outra será vendida no eBay. O projeto atraiu nomes de todas as áreas que apoiam a iniciativa, inclusive o da modelo Lily Cole e do designer de chapéus Philip Treacy. Veja abaixo algumas das lindas cabines que surgiram.

Os modelos de Julien McDonald e Giles Deacon ©Reprodução

Os designes de Willie Christie e Nina Campbell ©Reprodução

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