Oskar Metsavaht, da Osklen, faz exposição fotográfica aberta para o público em São Paulo

17/04/2014

por | Cultura Pop

Fotografias de Oskar Metsavaht são expostas na mostra “in california” ©Oskar Metsavaht/Divulgação

De 23 a 29 de abril fica em cartaz na Galeria Logo, em São Paulo, a primeira exposição fotográfica aberta ao público de Oskar Metsavaht no Brasil. O diretor criativo da Osklen, que já expôs durante a Art Basel de Miami, na PhotoArt BA em Buenos Aires e na Quintenz Gallery em Aspen, realiza agora esta mostra com patrocínio do governo da Califórnia.

Explica-se: “in california” mostra o olhar conceitual de Metsavaht sobre lugares ícones do estado americano, como Venice Beach, Santa Monica, Malibu e o deserto Vasquez Rocks. As imagens são de seu arquivo pessoal, algumas feitas durante o shooting da campanha da coleção Endless Summer – relembre aqui. O diretor criativo assina também a curadoria de imagens cedidas pelo Visit California, órgão oficial de turismo do estado, que retratam o estilo de vida do Golden State.

Além das fotos, será exibido um “art screening” pelo diretor criativo. “Não me considero um fotógrafo, mas uso também a fotografia para expressar meus conceitos e estilo. Esta exposição “in california” representa, através da minha estética, a percepção e a imaginação das pessoas que não apenas visitam estes lugares, mas vivem uma experiência sensorial na Califórnia”, ele explica.

“in california” @ Galeria Logo
De 23 a 29 de abril de 2014 (a abertura para convidados acontece no dia 22)
Rua Artur de Azevedo, 401
Jardim Paulista, São Paulo
Entrada gratuita

Oskar-Metsavaht-osklen-fotografia-california-2
©Oskar Metsavaht/Divulgação

Últimos dias! Mostra de David Bowie termina domingo com museu aberto na madrugada

17/04/2014

por | Cultura Pop

David Bowie ©Reprodução

Update: A mostra entra em seus últimos dias; atenção para os horários extras para o feriado no serviço abaixo.

+ Veja 10 momentos imperdíveis da exposição

Desde que foi anunciada, há uma grande expectativa em torno da exposição sobre David Bowie. Pois chegou o dia de sua estreia em São Paulo (31.01), que deve aumentar ainda mais as filas em torno do MIS (Museu da Imagem e do Som) para a mostra “David Bowie”, sobre uma das figuras mais icônicas da história da música.

A exposição estreou no Victoria & Albert Museum, em Londres, em março de 2013 e reúne mais de 300 itens entre fotografias, desenhos e roupas. A equipe de curadores teve acesso aos milhares de itens do David Bowie Archive, acervo pessoal com fotografias, figurinos, pinturas e cenários usados ao longo dos mais de 40 anos de carreira, segundo a “Folha de S.Paulo”.

Em 6 de junho de 2012, o álbum conceitual “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” completou 40 anos. Essa exposição é apenas mais uma demonstração de como a obra do músico britânico permanece inspiradora e como, mesmo passando dez anos recluso sem lançar um álbum novo (“The Next Day” veio em março de 2013), continua culturalmente presente. “Bowie é um pioneiro não apenas na música, mas também no rock theatre, vídeos, internet e downloads. Ele sempre está pessoal e ativamente envolvido em tudo que cria e é continuamente citado como uma influência para artistas, designers e performers”, afirmou a co-criadora da exposição, Victoria Broackers, à “Vogue” britânica.

Além das fotografias de Bowie em momentos icônicos de sua carreira, como as imagens de 1973 em que o músico aparece caracterizado de Aladdin Sane, personagem que deu título a seu sexto álbum, a exposição traz o casaco com a estampa da bandeira do Reino Unido, que foi desenvolvido em 1997 por Alexander McQueen, em parceria com o próprio Bowie, para o disco “Earthling”. A mostra também apresenta páginas de diário e letras de canções escritas à mão pelo britânico, bem como ilustrações, como o autorretrato que se converteu na capa de “Heroes”, de 1978.

Por uma questão de espaço, a mostra não é exatamente igual a do V&A, mas não desaponta. Manuscritos, letras de músicas, instrumentos, trechos de filmes e shows ao vivo fazem parte da montagem, além de 47 figurinos, tudo organizado tematicamente.

Um livro feito em parceria com a Cosac Naify também foi criado, com mais de 300 páginas que analisam a a influência de Bowie.

DAVID BOWIE (mostra) @ MIS
De 31 de janeiro a 20 de abril de 2014
MIS – Av. Europa, 158, Jardim Europa
(11) 2117-4777
Novos horários para os últimos dias de exposição: sexta, das 10h às 3h; sábado das 10h até às 22h de domingo.

DAVID BOWIE (livro)
Preço: R$ 119,90 em pré-venda pelo site da editora; entrega a partir de 29.01

Uniformes do Theatro Municipal ganham assinatura de Ellus e Alexandre Herchcovitch e Ellus

03/04/2014

por | Cultura Pop

Três dos uniformes criados para o Theatro Municipal, por Alexandre Herchcovitch e Ellus ©Felipe Abe

Os uniformes do Theatro Municipal ganham nova versão, agora assinada por grifes de peso. Aproveitando a parceria entre a fundação e o São Paulo Fashion Week, o estilista Alexandre Herchcovitch e a Ellus, juntos, são os responsáveis pela criação dos novos trajes.

Ambas as marcas fizeram desfiles memoráveis ocupando espaços do teatro durante a temporada de Inverno 2015. “Para nós é um orgulho poder contribuir com o Municipal, que é um lugar tão nobre na cultura paulistana”, diz Adriana Bozon, diretora criativa da Ellus. De fato, as duas grifes são urbanas e conseguiram entregar uma série de uniformes que se traduz em praticidade e elegância atemporal para quem usa-los.

Feitos para monitores das visitas guiadas, equipe técnica, cerimonial e camareiras, as peças começam a ser “desfiladas” pelos corredores no dia 12 de abril. Veja mais na galeria abaixo. Fotos: ©Felipe Abe

Passou o Carnaval e o ano enfim “começou”: programe-se para os eventos de março

11/03/2014

por | Cultura Pop

O dito popular afirma que o ano só começa mesmo depois do Carnaval. Então, como esta é a primeira semana após a data, selecionamos algumas sugestões de coisas bacanas que acontecem neste mês.

Moda

Desfile da grife Tufi Duek na edição passada do SPFW ©Murilo Ganesh/Agência Fotosite

São Paulo Fashion Week: a temporada Primavera/Verão 2015 acontece de 31 de março a 4 de abril. Já antes do evento, você acompanha aqui no FFW todos os preparativos para a semana de moda. E durante, claro, a cobertura especial de tudo o que acontece no Parque Cândido Portinari (recém-inaugurado espaço ao lado do Parque Villa-Lobos) — dentro e fora das salas de desfile. Prepare-se para ficar por dentro do que vai ganhar as ruas (e praias) no próximo verão.

Lançamentos Inverno 2014: março é o mês em que a maior parte das lojas faz a troca de coleção, encerrando as liquidações de verão e entrando com as peças mais quentinhas. Então, é a hora de rever os desfiles e fazer a lista dos investimentos da temporada.

Peças da coleção de Dita Von Teese para Bloomingdale’s ©Reprodução

Coleção Dita Von Teese para Bloomingdale: no dia 15 começa a venda das peças de lingerie assinadas pela rainha do burlesco. A loja entrega no Brasil. Saiba mais.

Francisco Costa para C&A: a data ainda não foi divulgada, mas a C&A lança até o fim do mês mais uma parceria com estilistas consagrados. Dessa vez, quem assina a coleção cápsula é o brasileiro Francisco Costa, da Calvin Klein Collection. O estilo clean e arquitetônico do estilista está impresso nas peças. Não dá para perder!

Forever 21 abre neste mês duas primeiras lojas no Brasil ©Reprodução

Forever 21: a primeira unidade da rede no Brasil abre as portas no dia 15 de março no Morumbi Shopping, em São Paulo. No dia 22, é a vez da loja no Village Mall, no Rio, entrar em operação. As inaugurações prometem ser daquelas com longas filas, já que a espera foi grande — e a rede promete dar brinde aos primeiros 500 consumidores. Leia matéria do FFW sobre as inaugurações.

Cinema

Cena do filme “Todos os Dias” ©Reprodução

“Todos os Dias”: uma das principais atrações da Mostra SP do ano passado, o filme do diretor britânico Michael Winterbottom (de “24 Hour Party People”) entra em cartaz no circuito comercial no dia 21. O longa foca em mostrar o que se perde quando há privação de liberdade, e na importância das pequenas coisas do dia a dia. No caso do pai da história, que cumpre pena por um crime não revelado, o pior castigo é não fazer parte da vida dos quatro filhos e da esposa. Uma das curiosidades é as quatro crianças são irmãs na vida real, e têm no filme seus nomes de batismo, o que certamente os ajudou para atuarem com mais naturalidade. Além disso, a história foi filmada ao longo de cinco anos, pois Winterbottom queria que os atores realmente envelhecessem, em vez de usar truques de maquiagem. O resultado é que quem assiste ao filme realmente vê as crianças crescerem, o que é privado do pai.

+ Assista ao trailer:

Material de divulgação do filme “Em Busca de Iara” ©Reprodução

“Em Busca de Iara”: o documentário estreou no ano passado no festival “É Tudo Verdade”, e entra em cartaz no dia 27. O filme de Flavio Frederico retrata o resgate feito por sua esposa, Mariana Pamplona, da história de sua tia, a militante política Iara Iavelberg, que nasceu em uma rica família judia de São Paulo e entrou para a militância de esquerda contra a ditadura militar. A estudante, que havia se casado aos 16 anos com um médico, resolve se separar e adere ao amor livre. Logo ela conhece Carlos Lamarca, de quem foi companheira até morrer. O documentário mostra os questionamentos que a família coloca sobre a morte da militante, já que a versão oficial é que ela teria se matado com um tiro no peito ao se ver encurralada pela Polícia Federal.

+ Assista ao trailer:

Material de divulgação da Mostra Ecofalante ©Reprodução

3ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental: de 20 a 27 de março, serão exibidos mais de 60 filmes de longa, média e curta-metragem focados na temática ambiental, provenientes de mais de 30 países, a maior parte inédita no Brasil. Os filmes, classificados nas temáticas cidades, campo, economia, energia e povos e lugares, abordam questões como energia nuclear; o uso de animais como cobaias; organismos geneticamente modificados; urbanismo e a vida nas grandes cidades; extração de recursos naturais por grandes corporações e suas consequências para o meio ambiente e para comunidades; localidades remotas e a dificuldade cada vez mais premente de manter tradições junto às novas gerações que querem ganhar o mundo e frente aos dilemas impostos pelas transformações do meio ambiente. Os filmes serão exibidos em sete salas em São Paulo: Reserva Cultural, Cine Livraria Cultura, Museu da Imagem e do Som (MIS), Cine Olido, Centro Cultural São Paulo, Cinusp Maria Antônia e Matilha Cultural. Também haverá debates com realizadores de diferentes nacionalidades. Toda a programação é gratuita.

+ Clique aqui para ver a programação completa.

“Veganos”: no dia 18, às 19h30, o documentário será lançado no CineMatilha, no ótimo espaço Matilha Cultural (rua Rego Freitas, 542), em São Paulo. Para tratar dos direitos dos animais, Beatriz Vicente apresenta a vida de quatro veganos e ativistas da causa. Participam do filme Fábio Chaves, infoativista e fundador do Vista-se, o portal sobre vegetarianismo mais acessado do Brasil; George Guimarães, ativista e nutricionista; Clara, de 5 anos, vegana desde o nascimento por influência dos pais, Sulivam e Rogério; e a culinarista Ivonete, proprietária do Lar Vegetariano-Vegan, restaurante vegano de São Paulo. O filme mostra o que é o veganismo e os porquês da escolha. Também haverá bate-papo com os participantes do documentário.

1 Dólar: projeto de videodocumentário sobre pobreza extrema realizado como trabalho de conclusão do curso de jornalismo. Apresenta como transcorre o dia a dia de uma pessoa que sobrevive com menos de um dólar por dia e o que realmente significa viver abaixo da linha de pobreza: quais são as histórias das pessoas que, todos os dias, lembram a si mesmas que precisam sobreviver. Em cartaz de 11 a 19, na Matilha Cultural.

+ Clique aqui para ver os horários.

Música

Festival de Clipes e Bandas: o evento acontece nos dias 15 e 16 de março no auditório do Museu da Imagem e do Som (MIS). O objetivo é reativar os grandes festivais de música que ocorreram durante os anos 1970, usando linguagem compatível com os dias de hoje: internet e produção colaborativa. O projeto convidou bandas a inscreverem clipes e músicas, e as três selecionadas por um comitê abrirão os shows de Arnaldo Antunes, Tom Zé e Céu: Laura Wrona (São Paulo), Radiola (Salvador) e Mahmundi (Rio de Janeiro). Os ingressos para o evento custam R$ 14 (meia R$ 7) e estão à venda na recepção MIS e pelo site Ingresso Rápido.

15 de março, sábado
18h30: Céu + abertura da banda Mahmundi
20h45: Arnaldo Antunes + abertura da banda Laura Wrona

16 de março, domingo
18h30: Tom Zé + abertura de banda Radiola + cerimônia de premiação

Cantora francesa Zaz se apresenta em São Paulo ©Reprodução

Festa da Francofonia: o destaque desta edição do evento é o show da cantora francesa Isabelle Geoffroy, mais conhecida como Zaz. Ela vem ao Brasil cantar, entre outros hits, “Je Veux”, música em que ela afirma que não quer as joias Chanel, nem a torre Eiffel, mas o amor, a felicidade e o bom humor. Essa é a primeira vez que ela vem ao Brasil, como parte da turnê “Recto Verso”, mesmo nome do disco lançado em maio de 2013. Para os francófonos, o festival tem uma extensa programação, que inclui exposições, debates e teatro. Confira a programação no site da Aliança Francesa.

+ Assista ao clipe de “Je veux”:

Exposição

Parede redonda com os melhores momentos de shows de Bowie e grandes figurinos ©Divulgação/Gil Vicente

David Bowie: a exposição já está aberta desde janeiro, e se você ainda não foi ver essa é a hora. A visitação acontece até 20 de abril, mas não deixe para os últimos dias, pois deve acontecer o mesmo que na mostra sobre Stanley Kubrick: as pessoas foram deixando para o final e, nos últimos dias, as filas davam a volta no quarteirão. Isso porque o MIS está se especializando em trazer as exposições mais bacanas que têm acontecido no exterior. Os ingressos antecipados custam R$ 25 e podem ser adquiridos pelo site Ingresso Rápido e nas lojas Youcom Ibirapuera, Bourbon e Frei Caneca, em São Paulo. Comprando o ingresso na bilheteria do MIS o valor é de R$ 10 (meia R$ 5). Às terças-feiras a entrada no MIS é gratuita. De terça a sexta-feira, das 12h às 21h; sábados, das 11h às 23h; domingos e feriados, das 11 às 20h. Confira a escolha da editora Camila Yahn dos dez principais momentos da mostra.

Teatro

Imagem do espetáculo “Hamlet”, da companhia OKT, da Lituânia ©Reprodução

1ª Mostra Internacional de Teatro: o evento já começou e vai até o dia 16. Até lá, haverá a apresentação de dez peças, de dez países diferentes. Apesar de São Paulo ter uma cena teatral muito ativa, não havia um festival internacional que fomentasse a vinda de produções estrangeiras e o debate. Agora, a mostra preenche essa lacuna e deve se consolidar nos próximos anos como um fórum de encontro e um espaço para intercâmbio artístico. A programação é gratuita. Confira aqui.

Noite

Cartaz da festa Talco Bells ©Reprodução

Talco Bells especial Soul Sisters: a edição de março da tradicional festa vai celebrar o Dia Internacional da Mulher tocando cantoras e compositoras de Soul Music como Aretha Franklin, Tina Turner e Etta James. Será no dia 14 de março, a partir da meia-noite, no Cine Joia. Os ingressos antecipados custam R$ 30 e podem ser adquiridos clicando aqui. Na hora, o ingresso custa R$ 45. O Cine Joia fica na praça Carlos Gomes, nº 82, Sé, São Paulo.

Brisa no Riviera: a produtora Brisa organizou uma série de shows de cantoras no bar para comemorar o mês do Dia Internacional da Mulher. Bárbara Ohana se apresenta nos dias 13 e 27. No dia 20, haverá show da Bande Dessinée, grupo de Recife liderado por Clarice Mendes e que é inspirado no universo da música pop francesa dos anos 1960 e 1970. Confira a programação semanal no site do Riviera.

Artes

“Águas Emendadas – Vista Aérea (1)”, que faz parte do trabalho rio oir, de Cildo Meireles ©Edouard Fraipont/Reprodução

“Ouvir o Rio”: no dia 20 de março, o filme de Cildo Meireles “Ouvir o Rio – Uma Escultura Sonora” será apresentado no Museu das Minas e do Metal, em Belo Horizonte. A exibição faz parte do ciclo Toda Quinta e Muito MMMais. Ouvir o Rio acompanha a produção da obra rio oir, em que o artista coleta o som de alguns dos principais rios brasileiros. O produto final, um vinil, traz esse ruído das águas de um lado e uma sequência de risadas do outro. O resultado brinca com o título e forma duas “composições” contrastantes e inesperadas. A sessão está marcada para as 19h30 e tem duração de 90 minutos. A entrada é gratuita e os ingressos são distribuídos com 20 minutos de antecedência. De agosto a outubro de 2011, rio oir foi exposta na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, dentro do programa Ocupação. Áudios, fotos e entrevista com o artista no site do evento.

+ Assista ao trailer do documentário:

“Escalpo Islâmico”: a Galeria Vermelho exibe, a partir de 13 de março, a instalação de Dora Longo Bahia. A obra foi criada e apresentada originariamente na 28ª Bienal de São Paulo, em 2008, e emprega motivos islâmicos sobre um fundo de tinta acrílica vermelha, para tecer um comentário acerca da violência. A exposição fica no terraço da galeria (rua Minas Gerais, 350, São Paulo) até 5 de abril.

“A Abelha, o Papagaio e a Onça”: a Galeria Fortes Vilaça expõe a partir do dia 22 o trabalho da artista de Marine Hugonnier, que utiliza a fotografia, o filme e colagens para discutir a natureza das imagens e a história sócio-política e cultural associadas a elas. A imagem não é apenas a representação visual de um objeto, paisagem ou pessoa, é o conjunto de relações de poder, convenções sociais, ambição política e força estética. Através da investigação de seus significados e limitações, Hugonnier nos apresenta uma obra que está no limite entre ficção e verdade trazendo uma reflexão sobre as condições que moldam nossa percepção da realidade.

Obra “Falhas Miméticas #3 “Eu sou um leão””, de Znort ©Reprodução

“Pau e Pedra”: a galeria Choque Cultural apresenta a exposição individual de Znort, na qual o artista apresenta objetos tridimensionais e uma série de esculturas. A mostra apresenta uma síntese do pensamento poético de Znort, como é mais conhecido o artista Guilherme Neuman. Em “Pau e Pedra” são exibidos três trabalhos tridimensionais, além de uma série de sete bonecos, que começam como humanos e se transformam em uma espécie de homem-galho. A entrada é gratuita e pode ser visitada até 28 de março na Choque Cultural (Rua Medeiros de Albuquerque, 250, Vila Madalena, São Paulo).

Fotografia de Edgar Oliveira que estará em exposição na Cartel 011 ©Edgar Oliveira/Divulgação

Carolina Krieger e Edgar Oliveira na Cartel 011: o trabalho dos fotógrafos será exposto na galeria de arte da loja, em São Paulo. Edgar Oliveira apresenta “A impermanência das Coisas” e, Carolina Krieger, “O Espelho do Avesso”, que recebeu o “Prêmio Brasil Fotografia” da Porto Seguro, em 2013. Os dois trabalhos tratam de temas similares. A “Impermanência das Coisas” é um ensaio composto por dez imagens, reflexo das andanças do fotógrafo por São Paulo. “O Espelho do Avesso” traz 15 imagens que tratam da distinção e da polaridade no mundo: luz e sombra, primitivo e divino, beleza e feiura. A exposição acontece entre os dias 12 e 29 de março, na Cartel 011 (rua Artur de Azevedo, 517, Pinheiros, São Paulo).

Outros

1° Festival de Histórias Inspiradoras no YouTube: as inscrições vão até o dia 24. Promovido pela Johnnie Walker em parceria com o YouTube, serão selecionados curtas inéditos de até três minutos produzidos por brasileiros ou estrangeiros maiores de idade residentes no Brasil. O conteúdo produzido deve ter como ponto de partida a frase “Não existe futuro incerto. O caminho é construído ao percorrê-lo”. Entre os prêmios estão uma bolsa de estudos em Nova York, R$ 20 mil, câmeras e computadores. Acesse o regulamento.

Poster Arte 12: O Sesc Santos promove entre os dias 18 e 21 de março (das 18h30 às 21h) uma oficina de introdução ao universo do cartaz e do pôster, passando por trechos de sua história, e dará noções de como criar um cartaz artístico com a utilização de software livre. Quem ministra o curso é Patrícia Campos.

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Lollapalooza Brasil anuncia horários e divisões de palco; ainda há ingressos à venda

11/03/2014

por | Cultura Pop

Algumas das principais atrações do Lollapalooza Brasil 2014; ingressos estão à venda ©Reprodução

O Lollapalooza Brasil acaba de divulgar os horários e divisões de palco da edição 2014 do festival, que acontece nos dias 5 e 6 de abril no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Muse, Arcade Fire, Soundgarden e Nine Inch Nails são algumas das atrações do festival deste ano, que espera reunir 80 mil pessoas em cada um dos dos dias de evento.

Veja abaixo o line-up do Lollapalooza Brasil 2014 e clique aqui para conferir o mapa dos palcos:

Dia 5 de abril – sábado

Palco Skol
Vespas Mandarinas (12h20 – 13h05)
Capital Cities (14h – 15)
Julian Casablancas (16h10 – 17h10)
Phoenix (18h35 – 19h50)
Muse (21h30 – 23h)

Palco Onix
Silva (12h10 – 13h55)
Cage The Elephant (15h05 – 16h05)
Imagine Dragons (17h15 – 18h30)
Nine Inch Nails (19h55 – 21h25)

Palco Interlagos
Red Oblivion [Berklee] (12h45 – 13h30)
Lucas Santana (14h – 15h)
Café Tacvba (15h30 – 16h30)
PTM (17h – 18h)
Lorde (18h30 – 19h30)
Nação Zumbi (20h – 21h)
Disclosure (21h30 – 23h)

Palco Perry
Elekfantz (12h45-13h45)
Digitaria (14h15 – 15h15)
Perry/Etty Vs Joachim Garraud (15h30 – 16h30)
Flume (16h45 – 17h45)
Flux Pavilion (18h – 19h15)
Wolfgang Gartner (19h45 – 21h)
Kid Cudi (21h30 – 22h30)

Kidzapalooza
Souza Lima (13h30 – 14h30)
School of Rock (15h – 16h30)
Coisinha (17h – 18h)

***

Dia 6 de abril – domingo

Palco Skol
Francisca Valenzuela (11h50 – 12h35)
Raimundos (13h30 – 14h15)
Ellie Goulding (15h25 – 16h25)
Pixies (17h35 – 18h50)
Arcade Fire (20h30 – 22h)

Palco Onix
Illya Kuryaki & Valderramas (12h40 – 13h25)
Johnny Marr (14h20 – 15h20)
Vampire Weekend (16h30 – 17h30)
Soundgarden (18h55 – 20h25)

Palco Interlagos
Apanhador Só (12h15 – 13h)
Brothers of Brazil (13h30 – 14h15)
Selvagens à Procura de Lei (14h45 – 15h30)
Savages (16h – 17h)
AFI (17h30 – 18h30)
Jake Bugg (19h – 20h)
New Order (20h30 – 22h)

Palco Perry
Ftampa (12h30 – 13h15)
GABE (13h30 – 14h30)
Cone Crew (15h – 16h)
Baauer (16h15 – 17h15)
Krewella (17h30 – 18h30)
The Bloody Beetroots (19h – 20h15)
Axwell (20h45 – 22h)

Kidzapalooza
Barbatuques – Workshop (14h – 15h)
Barbatuques – Show (16h – 17h)

Lollapalooza Brasil 2014 @ Autódromo de Interlagos
Dias 5 e 6 de abril de 2014
Avenida Senador Teotônio Vilela, 261, Interlagos, São Paulo, SP
Capacidade: 80 mil pessoas por dia
Classificação etária: de 05 a 14 anos: permitida a entrada acompanhado por pais ou responsáveis. A partir de 15 anos: permitida a entrada desacompanhados. Crianças menores de 10 anos não pagam ingresso.
Acesso para deficientes

Lollapass: R$ 540 (R$ 270 a meia-entrada)
Ingresso por dia: R$ 290 (R$ 145 meia-entrada)
Estacionamento: R$ 50
Formas de pagamento: dinheiro; cartões de crédito MasterCard, American Express, Visa e Diners; cartões de débito Visa Electron e MasterCard débito.
+ Tickets For Fun
+ Bilheteria oficial no Citibank Hall -  Av. das Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro, São Paulo. SAberto diariamente, das 12h às 20h
+ Pontos de venda
+ 4003-5588

Para mais informações, visite lollapaloozabr.com ou siga as redes sociais do evento no Facebook, Twitter e YouTube.

O ano nem bem começou, mas Pharrell Williams já é o cara de 2014; entenda o hype

10/03/2014

por | Cultura Pop

Pharrell Williams e o duo Daft Punk recebem troféu no Grammy pela música “Get Lucky”: chapéu ganha notoriedade ©Getty Images

O ano nem bem começou, mas já se pode dizer que 2014 será de Pharrell Williams. Depois de sete indicações e de ganhar vários prêmios no Grammy (inclusive o de produtor do ano), seu nome estava na lista do Oscar de melhor canção com “Happy”, do filme de animação “Meu Malvado Favorito 2”. Mas não dá para se medir de forma tão objetiva o quanto ele é cool. Para se ter ideia, ele pode ser considerado o paralelo masculino da atriz Lupita Nyong’o: os dois são ótimos profissionais em suas áreas (tanto que estão indicados aos principais prêmios) e são disputados por grifes porque têm o talento para transformar em desejo tudo que vestem. Se Lupita virou a queridinha da fila A nos desfiles de Paris e tem sido eleita mundo afora a mais estilosa dos tapetes vermelhos, Pharrell é o cara da hora: transforma em hit tudo em que põe a mão, transita por vários mundos — do pop ao rap, da moda às causas humanitárias —, já foi eleito o “Homem Mais Bem Vestido do Mundo” e ainda é “do bem” (é dele a From One Hand to Another, organização que ajuda crianças e jovens em situação de risco).

Performance da canção “Happy” durante a cerimônia do Oscar: a volta do chapéu de Pharrell ©Getty Images

É bem verdade que Pharrell não levou a estatueta do Oscar. Mas ele não precisava, porque é expert em tirar o máximo proveito de suas aparições. Ao ser questionada sobre como se sentia por não ter levado o Oscar de melhor atriz, Amy Adams disse que não tinha problema, já que dançou com Pharrell no evento. Aliás, você lembra da apresentação do vencedor do Oscar de melhor canção? E da performance do cantor com seu chapéu gigante e tênis vermelhos? Pois ele já chegou ao Oscar causando ao atravessar o tapete vermelho em um traje de gala Lanvin — só que, no lugar de calças, uma bermuda. Enganou direitinho com a história do leilão do chapéu do Grammy (um modelo de Vivienne Westwood que rendeu US$ 41 mil para a From One Hand to Another), porque todo mundo achou que o chapéu não reapareceria. Mas eis que ele volta aos holofotes no Oscar na apresentação da música “Happy”. E agora o chapéu que mais parece o logo da lanchonete americana Arby’s vem com tudo, tornando-se um dos maiores memes de moda já vistos.

Look para o tapete vermelho do Oscar: traje Lanvin com bermuda ©Getty Images

Antes da história do Oscar, ele já havia ganhado sete prêmios Grammy ao total, dois como melhor produtor do ano (em 2004 e 2014), e já tinha vendido mais de 100 milhões de cópias no mundo todo com os trabalhos em que foi produtor. Sua mão está em duas das canções mais conhecidas de 2013: “Blurred Lines”, de Robin Thicke, e “Get Lucky”, do Daft Punk. E em sua carreira já produziu sucessos de Jay Z, Nelly, Gwen Stefani, Snoop Dogg, Britney Spears, Justin Timberlake, Kanye West, Maroon 5, Shakira, Jennifer Lopez e Miley Cyrus.

Imagem de divulgação da parceria entre a Uniqlo e Pharrell ©Reprodução

Não é só o mundo da música que ama Pharrell: as grifes e redes fashion também o cobiçam. Ele está preparando, em parceria com a Comme des Garçons, um perfume para homens e mulheres, de acordo com informações do WWD. O lançamento deve se chamar GIRL, nome do último disco do cantor, e será a primeira parceria de Rei Kawakubo com um músico na criação de uma fragrância. O produto deve começar a ser vendido em setembro. Em abril, ele vai lançar uma linha de camisetas e chapéus para a Uniqlo, coleção chamada “I am Other”. O nome não é por acaso: é como se chama uma de suas empresas de entretenimento (a outra se chama “Star Trak”). Aliás, não é a primeira vez que ele colabora com grandes marcas. No ano passado, o cantor já havia lançado uma linha de óculos com a Moncler. Ainda em 2008, colaborou na criação de uma linha de joias e óculos para a Louis Vuitton. Mas sua ligação com a moda vem de longa data: Pharrell co-fundou as marcas de roupas Billionaire Boys Club e Ice Cream Footwear, que inclusive tem uma loja em Nova York.

Pharrell tem 40 anos e há muito tempo forma com o amigo Chad Hugo o duo de produtores The Neptunes. Eles se conheceram no colégio, quando ainda estavam na sétima série. Na década de 1990, os dois formaram um grupo de R&B, The Neptunes, mesmo nome adotado por eles quando formaram a dupla de produtores. Em 2001, eles produziram o single de Britney Spears “I’m a Slave 4 U”, a primeira música que passou pela dupla a se tornar número um nas paradas do mundo todo.

Em novembro de 2013, Pharrell lançou o videoclipe da música “Happy”, o primeiro da história com 24 horas de duração. Ao longo de um dia, artistas como Magic Johnson, Steve Carell, Jimmy Kimmel, Jamie Foxx e Steve Martin se revezam em danças que transmitem o sentimento de felicidade do título. Em dezembro de 2013, quando saiu a lista de indicações do Grammy, o nome de Pharrell aparecia em sete categorias, incluindo Produtor do Ano. O artista já tinha trabalhado na trilha do primeiro “Meu Malvado Favorito”, que conta com a música “Rocket’s Theme”, que Pharrell compôs para o filho. Rocket Man Williams tem cinco anos e é fruto de seu relacionamento de longa data com a modelo e estilista Helen Lasichanh, com quem se casou em outubro passado.

+ Assista ao clipe da música “Happy”:

+ Clique aqui para ir para o site da música “Happy”.

O ano de 2014 parece estar sendo muito produtivo para Pharrell mesmo se deixarmos de lado as premiações — e aparições. No início deste mês de março, já lançou um disco, “GIRL”, que inclui o hit “Happy”. Além das colaborações para grifes, seus planos para o ano no campo musical incluem a trilha de “The Amazing Spider-Man 2”. Quem sabe não é a semente de outras indicações?

+ Veja mais fotos da trajetória (do chapéu) de Pharrell:

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Getty Images
Pharrell em maio de 2013: ele sempre foi fã de chapéus e bonés, mas na época ainda não havia aderido aos modelos mais ''volumosos''

Oscar 2014: confira a nossa seleção dos melhores looks do tapete vermelho

06/03/2014

por | Cultura Pop

Lupita Nyong’o a caminho de receber seu Oscar de Atriz Coadjuvante por “12 Anos de Escravidão”

Lupita Nyong’o ganhou o Oscar 2014 de Atriz Coadjuvante por sua performance em “12 Anos de Escravidão” e, sem dúvida nenhuma, sairá vencedora também na lista de mais bem vestidos da noite de vários veículos de moda. Lupita é a escolhida do FFW por sua autenticidade e autoconfiança em um Prada azul claro feito especialmente para ela, que tem dominado a temporada de premiações – nós a consideramos a mais estilosa também do Globo de Ouro 2014, lembram?

Lupita Nyong’o, de Prada

Além de Lupita, escolhemos nove atrizes que se destacaram no tapete vermelho da premiação; veja a lista abaixo, organizada por ordem alfabética, e confira na galeria ao fim da página mais looks da noite do Oscar 2014. Fotos: ©Getty Images

Amy Adams, de Gucci Première com joias Tiffany

Angelina Jolie, de Elie Saab

Camila Alves, de Gabriela Cadena

Cate Blanchett (vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Blue Jasmine”), de Armani Privé

Charlize Theron, de Dior com joias Harry Winston

Julia Roberts, de Givenchy

Karen O, de Christian Joy

Kate Hudson, de Versace

Kerry Washington, de Jason Wu com joias Jennifer Meyer

+ “O Grande Gatsby” recebe Oscar de Melhor Figurino; relembre reportagem sobre os indicados

+ “A Grande Beleza” recebe Oscar de Filme Estrangeiro; relembre comentário de Camila Yahn

Kate Moss se veste de Ziggy Stardust para receber prêmio de Bowie no Brit Awards

20/02/2014

por | Cultura Pop

Kate Moss recebe o prêmio de David Bowie no Brit Awards ©Ian Gavan/Getty Images Entertainment

Kate Moss recebeu na noite desta quarta-feira (19.02) o prêmio concedido a David Bowie no Brit Awards como Melhor Artista Solo Masculino. O músico não pode comparecer à premiação, e por isso foi representado por Kate, que vestiu uma réplica de uma das roupas do personagem Ziggy Stardust. A top leu uma mensagem escrita por Bowie, que terminava com um pedido aos escoceses para que continuem fazendo parte da Grã-Bretanha (em setembro haverá um referendo sobre isso). Noel Gallagher, que apresentou a premiação, fez uma brincadeira dizendo que Bowie não foi porque “é muito legal para esta merda”. O macacão original está em exposição no MIS, em São Paulo.

David Bowie em 1972 com o macacão de Ziggy Stardust ©Reprodução

A banda Arctic Monkeys levou o troféu de Melhor Grupo e Álbum Britânico do Ano pela terceira vez. Ellie Goulding venceu na categoria Artista Solo Feminino e recebeu o prêmio das mãos de Prince. Bastille foi escolhido Melhor Artista Revelação, enquanto o Daft Punk ficou com o prêmio Grupo Internacional. Katy Perry, Arctic Monkeys, Rudimental, Pharrell, Nile Rodgers e Beyoncé foram os artistas que se apresentaram no evento.

Rihanna é processada pela segunda vez por plagiar trabalho de fotógrafos no clipe “S&M”

18/02/2014

por | Cultura Pop

À esquerda, cena do clipe “S&M”, de Rihanna. À direita, fotografia que faz parte da série “Paperworld”, de Philipp Paulus ©Reprodução

A cantora Rihanna está sendo processada pelo fotógrafo alemão Philipp Paulus por supostamente plagiar suas imagens no clipe da música “S&M”, de 2010. O fotógrafo afirma que o vídeo copia o cenário, a produção e as fotos de uma série intitulada “Paperworld”, em que a modelo aparece envolta em plástico com grandes X feitos de fita isolante, e que também aparece no clipe.

Paulus entrou com um pedido de liminar e pede indenização, já que não houve acordo entre as partes. O caso será julgado por um tribunal em Stuttgart, na Alemanha, no dia 15 de abril.

Esta é a segunda vez que Rihanna enfrenta processo de um fotógrafo pelo clipe “S&M”. David LaChapelle a processou em 2011 por supostamente copiar no clipe a estética de suas fotografias, mas os dois acabaram fechando um acordo. Uma pessoa como Rihanna, com tanto acesso e com uma equipe de estilo e direção criativa de prontidão para realizar seus desejos, deveria cuidar mais para que esse tipo de coisa não acontecesse. Ou então, por que não, chamar os próprios fotógrafos que inspiram o trabalho para fazer seus videoclipes.

+ Assista ao clipe “S&M”, de Rihanna:

Tudo sobre David Bailey, ícone da fotografia de moda, tema de retrospectiva em Londres

06/02/2014

por | Cultura Pop

Jane Birkin, em imagem de 1969 publicada no livro “Goodbye Baby & Amen” ©David Bailey/Reprodução

Em “Blow Up – Depois Daquele Beijo”, obra-prima de Michelangelo Antonioni, David Hemmings interpreta Thomas, fotógrafo hiperativo que é personalidade de destaque no movimento cultural que floresceu no início dos anos 1960 em Londres, ou, como é mais conhecido, “Swinging London”. O filme, apesar de baseado no conto “Las babas del diablo”, do escritor Julio Cortázar, é fortemente inspirado na vida de David Bailey, ícone da fotografia (inclusive a de moda) e protagonista de célebres romances com Jean Shrimpton e Catherine Deneuve. De 6 de fevereiro a 1° de junho de 2014, quem estiver na capital britânica vai poder saber mais por meio da maior retrospectiva já feita de sua obra, patrocinada pela Hugo Boss na National Portrait Gallery. Nas paredes da galeria, retratos dos principais rostos dos séculos 20 e 21, como Mandela, Yoko Ono, Bob Dylan, David Bowie, Johnny Depp, Karl Lagerfeld, Grace Jones, Kate Moss, John Galliano, Alexander McQueen e Andy Warhol. Ao todo são 250 imagens selecionadas para a mostra, que é uma das maiores já exibidas na NPG.

David Bailey em 1966 e 2010 ©Reprodução

Hoje com 75 anos, Bailey nasceu em Leytonstone, área localizada a leste de Londres, em uma família de classe média. A Segunda Guerra Mundial, que aconteceu entre 1939 e 1945, marcou a infância do britânico, bem como a dislexia e dispraxia determinaram sua adolescência: pouco afeito aos estudos, Bailey abandonou a escola aos 15 anos para, durante cerca de três anos, intercalar inúmeros empregos temporários. Em 1956, no entanto, foi convocado para servir à Real Força Aérea (RAF) do Reino Unido em Singapura/Malásia, onde permaneceu até agosto de 1958. Em virtude da impossibilidade de praticar trompete ou quaisquer outras atividades de viés criativo, Bailey, que anteriormente queria ser como Chet Baker, comprou sua segunda câmera, uma Rolleiflex – a primeira máquina que usou foi uma Brownie, mas que pertencia a seus pais.

Mick Jagger, em 1964 ©David Bailey/Reprodução

Ao retornar para o Reino Unido, em 1958, Bailey decidiu adotar a fotografia como profissão: após adquirir uma Canon “Rangefinder” e tentar entrar, sem sucesso, na London College of Printing, tornou-se assistente de John French. Pouco depois, em 1960, passou a trabalhar como freelancer e iniciou uma parceria duradoura com a “Vogue” britânica, onde se estabeleceu como um dos grandes nomes da década ao criar retratos icônicos de celebridades como Mick Jagger, Andy Warhol, Roman Polanski e os Beatles. Paralelamente, Bailey capturou momentos históricos da “Swinging London”, fenômeno cultural que ele mesmo ajudou a criar e do qual foi protagonista, ao lado dos também fotógrafos Terence Donovan e Brian Duffy. Foi nesse período que Bailey conheceu a modelo Jean Shrimpton, com quem namorou por cerca de quatro anos.

Capas da “Vogue” britânica de maio de 1966 e janeiro de 1975 ©David Bailey/Reprodução

Ao longo da década seguinte, Bailey dirigiu três documentários, fotografou para álbuns de Marianne Faithfull, Rolling Stones e Paul Weller, editou mais de três livros e casou e se separou de Catherine Deneuve, além de continuar produzindo ativamente para as edições americana, italiana e britânica da “Vogue”. Em 1987, Bailey ganhou o Leão de Ouro do Festival de Cinema de Cannes por um filme que produziu para o Greenpeace. Sempre atuante, o fotógrafo ainda desenvolveu muitos projetos nos anos 1990 e 2000; em 2011, inclusive, recebeu a condecoração de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE) por sua colaboração com a arte. Em maio deste ano, Bailey foi uma das grandes atrações do primeiro seminário organizado pela “Vogue” britânica, onde, com muito bom humor, comentou sobre toda sua carreira.

Jean Shrimpton, em 1961, e Catherine Bailey, esposa de David desde 1986, em 1983. As duas fotos foram tiradas na região do East End e estão presentes na exposição homônima ©David Bailey/Reprodução

David Bailey é, definitivamente, um dos maiores ícones da fotografia do século 20. Ao imortalizar momentos ímpares da história de Londres, e da cultura ocidental em geral, o britânico influenciou toda a estética da imagem de moda contemporânea – ao lado, claro, de nomes como Richard Avedon, Cecil Beaton e Henri Cartier-Bresson. Para quem já teve seus trabalhos expostos na National Portrait Gallery e no Victoria & Albert Museum, a mostra “East End” é apenas mais um tributo, e uma aula antropológica.

 Veja mais da série “Ícones da fotografia”:

Robert Capa
Deborah Turbeville
Patrick Demarchelier
Paolo Roversi
German Lorca
Nick Knight
- Steven Meisel
- Tim Walker 
Helmut Newton

+ Veja na galeria abaixo mais imagens de David Bailey:

vogue uk out 1962
©David Bailey/Reprodução
Capa da ''Vogue'' britânica de outubro de 1962

Sci-fi glam: capacetes da dupla de ouro Daft Punk têm até ar condicionado dentro

28/01/2014

por | Cultura Pop

A dupla Daft Punk na apresentação ao vivo no Grammy 2014 com capacetes criados especialmente para o evento ©Reprodução

Cada vez que o Daft Punk aparece com seus capacetes de robôs, o público vem abaixo. Na apresentação mais recente, no Grammy 2014, de onde saíram com quatro prêmios, a dupla Thomas Bangalter e Guy Manuel de Homem Christo usou novos modelos (brancos), feitos especialmente para o evento.

Os capacetes robóticos usados por eles estão entre as peças mais icônicas da história musical recente. E mesmo após anos de uso (desde 2001 eles aparecem dessa forma em público), o visual continua causando impacto.

Mas perguntas surgem ao vermos os dois usando aquelas máscaras aparentemente pesadas, faça chuva, faça sol. Como e do que são feitos? Quem está por trás da produção? Quanto custa? Eles sofrem de calor? Como respiram?

Como é possível imaginar, para a dupla de ouro da eletrônica pop, os modelos são super elaborados, hi-tech e custam caro.

Os capacetes usados para apresentações ao vivo, por exemplo, têm até ar condicionado dentro e um sistema de comunicação infiltrado. Os meninos também podem contar com controles de mão customizados e uma mochila de “homem do espaço” com cabos conectados à parte de trás de suas cabeças. Já os modelos que vemos nas revistas ou capas de disco são produzidos em um material mais fotogênico, que fica bonitão na foto.

Um capacete pode custar até US$ 14 mil por conta dos materiais necessários e do trabalho de construção. A empresa que fez os primeiros modelos é a Alterian Inc., de Tony Gardner, que cria efeitos especiais para o cinema. Entre os desafios, estava a elaboração de um sistema que pudesse digitar respostas para o público no visor do capacete (como Human ou Smile, e que levam o povo ao êxtase). “Nós estamos interessados na linha entre ficção e realidade, criando essas personas ficcionais que existem na vida real. Para nós é sci-fi glam”, diz Bangalter à imprensa internacional.

Em um vídeo produzido pela revista de música eletrônica “Mix Mag”, vemos o processo de criação dos primeiros capacetes do Daft Punk. A ideia de buscar uma estética que traduzisse a música do duo veio do filme “The Day the Earth Stood Still”; é muito fácil olhar para imagens do filme e reconhecer o Daft Punk lá. Veja abaixo:

Em 2010 implementaram de vez painéis de LED e um chromo lustroso, que deixa a superfície cada vez mais brilhante. Em 2013, Hedi Slimane colocou a dupla na campanha da Saint Laurent vestindo dois modelos do clássico Le Smoking, inteiramente bordados por paetês. A evolução não para, afinal, é parte do espetáculo. “Nós não somos performers, não somos modelos… Não seria muito divertido para o público olhar para os nossos rostos”, Homem-Christo diz à revista “Rolling Stone”. “Já os robôs nos tornam pessoas emocionantes.”

Após deixarem o Grammy como grandes vencedores da noite (Disco do Ano, Single do Ano, Performance Pop Duo e Álbum de Música Eletrônica), Thomas e Guy poderiam ainda faturar algum com um merchandising de seus icônicos capacetes. Réplicas são vendidas em sites especializados em construir “capacetes do Daft Punk” e chegam a custar milhares de dólares em endereços como o eBay, segundo o “The Wall Street Journal”. O americano Harrison Krix largou seu trabalho em uma agência de publicidade para se dedicar a esse “negócio”.  Porém, após receber um email nada agradável de um representante da dupla, ele agora não vende mais, só ensina como fazer em tutoriais de vídeo “crie seu próprio capacete do Daft Punk”, que atingem os três milhões de views.

Lembrando que o DP tem todos os copyrights possíveis em cima do conceito do capacete e não abre brecha para negócios que se aproveitem de seu nome. Mesmo assim, a produção de alguns modelos rola solta e com um aviso: leva até um ano para ficar pronto e sai por alguns milhares de dólares.

O que seria do Daft Punk sem os capacetes? O impacto seria o mesmo? O quanto o visual e efeitos especiais são importantes para embalar o público em uma apresentação ao vivo? No estilo de música escolhida por eles, sim, o visual pode te transportar para um outro nível de experiência.

Mas para esses ícones anônimos, além de um negócio, é também uma oportunidade de se ter sossego mesmo sendo ultrafamosos. “Essa é boa: com as máscaras, não tem pessoas vindo até mim o tempo todo e me lembrando do que eu faço, quem eu sou. É bom ter a chance de poder esquecer”, diz Thomas.

Veja abaixo alguns momentos de máscaras e capacetes na trajetória do Daft Punk:

Photo of DAFT PUNK
1997, início de carreira, mas a ideia de esconder o rosto já existia

Figurino de nova turnê de Miley Cyrus inclui criações de Roberto Cavalli e mais; veja as fotos

20/01/2014

por | Cultura Pop

Figurinos da turnê “Bangerz World Tour”, de Miley Cyrus, criados por Roberto Cavalli ©Divulgação/Roberto Cavalli

Miley Cyrus é a mais nova estrela pop a ser agraciada com figurinos de turnê exclusivos criados por grandes grifes. Roberto Cavalli divulgou na sexta-feira (17.01) os croquis das peças desenvolvidas para a “Bangerz World Tour”, que deve começar em fevereiro e que passará pelo Canadá e Estados Unidos e por diversos países da Europa.

Figurinos da turnê “Bangerz World Tour”, de Miley Cyrus, criados por Roberto Cavalli ©Divulgação/Roberto Cavalli

Os seis croquis divulgados pela marca mostram uma variedade de tops, jaquetas cropped, micro-shorts e segundas-peles repletas de cristais. E esta seria apenas uma parte do figurino da turnê de Miley Cyrus – isso porque, de acordo com o “The Hollywood Reporter”, além de Roberto Cavalli, grifes como Jeremy Scott, The Blonds e Marc Jacobs (que tem Miley como atual garota-propaganda) criaram looks exclusivos para a cantora.

Entre outras estrelas pop que recentemente tiveram looks de turnê grifados estão Beyoncé; Rihanna, de Givenchy; Rita Ora, com figurino Emilio Pucci; e Madonna.

+ Evolução de estilo: Miley Cyrus, de Hannah Montana a diva do twerk e musa de Marc Jacobs

Alerta: FFW busca jovens videomakers para colaborações em esquema freelance

14/01/2014

por | Cultura Pop

Imagem de filme de Nick Knight para a Hermès

O FFW está com vagas abertas para receber jovens videomakers para trabalhar em esquema freelance junto a nossa equipe.

Procuramos pessoas com um olhar estético que se encaixe no perfil do site e que tenha os conhecimentos adequados da tecnologia necessária para a produção de vídeos, além de material próprio de filmagem e edição.

Os profissionais serão brifados pela equipe do FFW, podendo também realizar trabalhos para a Luminosidade, empresa dona do FFW e do São Paulo Fashion Week, entre outros negócios.

O processo seletivo será feito através de portfólio. Os participantes devem ter no mínimo três vídeos/filmes (um deles de moda) produzidos e características como criatividade, sensibilidade, bom gosto, disposição e comprometimento com prazos.

Envie seu portfólio para o email redacao@ffw.com.br com o assunto VIDEOMAKER FFW. Serão contatados os participantes cujos trabalhos interessarem ao portal.

Criador da “Wallpaper” lança guia de lifestyle em Milão; FFW esteve no evento e conta tudo

18/12/2013

por | Cultura Pop

Direto de Milão

Há pouco mais de um mês, o editor canadense Tyler Brûlé (foto à direita), criador da “Wallpaper” e hoje editor da revista “Monocle”, começou a viajar para várias cidades para lançar o “The Monocle Guide to Better Living”. A editora Gelstalten informou que não seria um livro sobre glamoures atuais, mas “uma pesquisa otimista de produtos e ideias construídas para valorizar e durar”. Somos conscientes da importância da “Wallpaper” para a história da mídia cultural contemporânea, por isso fui encontrar Tyler Brûlé na loja 10Corso Como de Milão, onde aconteceu o lançamento do livro na Itália. A “Monocle” não deu previsão para o lançamento no Brasil.

O guia, em inglês, tem mais de 400 páginas, com os seguintes capítulos: Cidades, Negócios, Educação, Cultura, Estilo, Felicidade, Saúde, Casa, Serviços, Viagem e Monocle, que mostra o backstage da publicação. As fotos não são pretensiosas (luzes quentes, atmosfera familiar). O design é discreto, clássico e novo ao mesmo tempo. É uma espécie de compêndio geral sobre o que os correspondentes da revista têm pescado mundo afora nas cidades onde as coisas “acontecem”. E aí vamos de Oslo a Rio de Janeiro. Enfim, muitos motivos para amar. E, como tudo tem seu lado B, alguns motivos também para amar menos.

O “amor”

A paixão de Tyler pelo papel é inspiradora. Ele não é apenas fã do papel, mas grande apostador dele. A impressão valoriza as fotos e o design gráfico agradável. Na dedicatória do livro que comprei, escreveu: “To Juliana. Cheers to all on paper” (“Para Juliana, um oi pra todos, no papel”). Foi um recado que ele nos deu depois de conversarmos sobre o mundo on-line e o mundo analógico. Objetos concretos e “pegáveis” a qualquer momento. Posso sentar e abrir o livro sem ter que olhar meu computador ou telefone. Não existe um intermédio entre o livro e eu, e isso é gostoso. Mas acho que completa e não exclui o mundo on-line (mas isso fica pro capítulo “Ódio”, abaixo).

A capa do livro “The Monocle Guide to Better Living” ©Juliana Lopes

Valores contemporâneos, como a noção de novo luxo, estão bem contemplados na publicação. Fala-se de design com conforto: não adianta você ter uma casa linda, digna de capa de revista (irreal) de decoração se você não consegue viver bem nela, apoiar a almofada num canto pra tomar um chá, sabe? Do quanto ter uma bicicleta é adequado, legal, necessário. Da preciosidade de pequenas esquinas onde encontramos lojinhas originais. De exemplos de como uma criança pode ser bem educada no Japão. Bares, em Beirute ou Nova York, onde o garçom vai te chamar pelo nome. Ou seja, bons exemplos de coisas que acontecem pelo mundo que fazem a vida gostosa de verdade. Modos de viver que nos fazem questionar os nossos modos de viver.

Uma das páginas que merecem um post-it para destacá-la é a 314. Onde começa o artigo “How To: Make a House a home”, de Hugo Macdonald. Vou reproduzir em português o primeiro parágrafo e acho que não precisamos nem comentar: “Revistas de design e interiores têm muito o que dizer quando se trata de desconstruir a nossa noção atual de casa. A tirania dessa vida aspiracional é lamentavelmente ultrapassada. São casas cheias de objetos bonitos, mas eles são como manequins – não seres vivos.”

Lançamento do livro “The Monocle Guide to Better Living” ©Juliana Lopes

O “ódio”

Nossa história de amor com a “Monocle” tem uns poréns. A mesma adoração de Tyler por papel, que nos inspira, o contradiz como editor contemporâneo. Porque acreditamos que o on-line completa o analógico, e vice-versa. Não só nós, mas muitos pensadores, como o sociólogo Francesco Morace, enxergam e respeitam a ausência de fronteira entre o on-line e o off-line. Brûlé parece não acreditar nisso: “Nada que não é feito em papel pode durar”, disse ao FFW. Sorry, vamos ter que discordar. Até a nossa memória hoje é um mix do que vivemos on-line e off-line.

Outro ponto: dicas podem ser interessantes. E o tema do livro é esse, certo? Espécie de auto-ajuda para modernos. Mas temos sempre que ter um pé atrás quando escutamos algo do tipo “No quarto as roupas têm que estar dentro do armário”. Ou então “Nosso banheiro é assim”. O sociólogo Francesco Morace falou sobre isso com a gente: “Este tipo de discurso, de como as pessoas têm que se comportar, não funciona mais. O consumidor deixou de ser passivo, virou um autor de suas escolhas. Ele não aceita tudo o que vendem como tendência”. Então é isso, viramos curadores de nós mesmos. Sem dúvida o livro da “Monocle” é uma obra interessante e divertida. Não que isso a transforme (nem ela nem outro livro) em bíblia absoluta do que é legal.

Jourdan Dunn, Joan Smalls e Chanel Iman aparecem em “álbum visual” de Beyoncé

16/12/2013

por | Cultura Pop

Beyoncé em cena em ”Yoncé”, de seu recém-lançado álbum visual ©Still do vídeo

Beyoncé lançou nesta sexta-feira (13.12) um “álbum visual” surpresa com 14 músicas e 17 vídeos – muitos deles com participações especiais. “Drunk in Love”, por exemplo, tem o rapper Jay Z, enquanto a filha do casal, Blue Ivy, aparece em “Blue”. “Eu não queria lançar minha música do jeito que já fiz”, ela explica em comunicado oficial. “Estou entediada com aquilo. Sinto que posso me comunicar diretamente com meus fãs. Tem tanta coisa que fica no caminho entre a música, o artista e os fãs”, a cantora afirma sobre a decisão de apresentar o novo trabalho sem uma ação tradicional de marketing.

+ Da passarela para os clipes: vídeos de música com supermodelos

Uma das faixas/vídeo do novo álbum é “Yoncé”, que tem a presença das tops Jourdan Dunn, Joan Smalls e Chanel Iman. Ricky Saiz, diretor do clipe, falou ao blog The Cut sobre o trabalho: “Olhamos para o “Freedom”, de George Michael, feito pelo David Fincher. Queríamos fazer uma coisa mais contemporânea e um pouco mais street, e claro, usamos mulheres negras icônicas.”

+ Assista abaixo a um teaser de ”Yoncé” e assista aqui a todas as prévias do álbum “Beyoncé”:

Sobre a escolha das modelos, Saiz contou: “A Beyoncé quis ir por esse ângulo – foi inicialmente um pedido e conceito dela. Acho que sempre que você pode promover um senso de comunidade e unidade de uma forma natural, você deve faze-lo. Todas as meninas são amigas e foi muito amistoso, não tinha nenhum ego no set. Todo mundo estava feliz por estar lá. As garotas foram incríveis. Que elenco excelente. Foi espontâneo e nem um pouco artificial.”

Update 17.12: Beyoncé começou a disponibilizar em sua página no Youtube os vídeos completos do seu álbum visual; assista abaixo a “XO”, que tem participação de Jourdan Dunn e Jessica White:

O álbum “Beyoncé”, com faixas e vídeos, está à venda no iTunes por US$ 15,99.