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    “O Grande Gatsby”
    “O Grande Gatsby”
    POR Redação

    Pôster do filme “O Grande Gatsby”, dirigido por Baz Luhrmann ©Reprodução

    “O Grande Gatsby”, longa-metragem dirigido pelo australiano Baz Luhrmann, estreia nesta sexta-feira (07.06) no Brasil. O filme, baseado na obra publicada por F. Scott Fitzgerald, é situado em 1922 e narrado por Nick Carraway, personagem vivido por Tobey Maguire, que testemunha o conturbado romance entre Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio) e Daisy Buchanan (Carey Mulligan).

    O figurino de “O Grande Gatsby”, desenvolvido por Catherine Martin com a colaboração de Miuccia Prada, foi revelado pela primeira vez em janeiro deste ano e, de fato, é a parte mais deslumbrante do longa-metragem. De acordo com a “Vogue” britânica, a parceria rendeu cerca de 40 modelos, que, em sua maioria, foram produzidos a partir dos arquivos da Prada e da Miu Miu.

    Em virtude do período histórico, o figurino feminino da nova versão de “O Grande Gatsby” traz mulheres recém-libertas do espartilho, com vestidos de silhueta tubular que deixam braços e parte das pernas à mostra. Maquiagem e cabelo, belamente executados, diga-se de passagem, seguem a “cartilha” de Louise Brooks, Gloria Swanson e Josephine Baker: na boca, tons avermelhados, como o carmim, e nos olhos, muito rímel; já os cabelos, curtos e com pontinhas saindo das orelhas até a maçã do rosto e com acessórios como tiaras e lenços.

    Pôsteres de “O Grande Gatsby” que evidenciam a beleza das personagens de Carey Mulligan e Isla Fisher ©Reprodução

    As peças do figurino, confeccionadas em diversos tecidos, como veludo e variações de seda, trazem aplicações de cristais, paetês e franjas, além de peles. “Nossa colaboração com [Miuccia] Prada remete ao gosto europeu que estava surgindo entre a aristocracia da Costa Leste [dos Estados Unidos] nos anos 1920”, comentou Catherine Martin, que ainda adicionou: “A moda desse tempo viu o desenvolvimento de uma dicotomia entre aqueles que aspiravam ao look dos privilegiados da Ivy League [grupo de oito universidades privadas do Nordeste dos Estados Unidos], e aqueles que aspiravam ao glamour europeu, sofisticação e decadência”.

    A verdade é que a moda adotada até o final da década de 1920 reflete realmente o momento de prosperidade pelo qual passava a sociedade americana, enriquecida após a Primeira Guerra Mundial, mas que acabou em 29 de outubro de 1929, com a quebra da Bolsa de Valores de Nova York. Assim, a atmosfera do filme, permeada pela trilha sonora moderna criada por Jay-Z, é de riqueza, luxo e euforia, que são apresentados em especial a partir das grandes festas oferecidas por Gatsby. Os personagens masculinos são, indiscutivelmente, maioria, mas seus figurinos não diferem muito entre si: smoking, ternos e flores e lenços na lapela, enquanto os papeis femininos, preenchidos por Mulligan, Isla Fisher e Elizabeth Debicki carregam a tal sofisticação a que Martin se referiu.

    Leonardo DiCaprio, Carey Mulligan, Joel Edgerton e Tobey Maguire em cena de “O Grande Gatsby” ©Reprodução

    Voltando ao filme, inclusive ao seu roteiro e à sua produção, a “Folha de S.Paulo” afirmou que parece “um grande comercial de champanhe. Ou de joias. Ou de roupas”, mas que, mesmo assim, os patrocinadores estavam preocupados com o desempenho do mesmo nas bilheterias, já que Luhrmann nunca teve um longa-metragem que rendesse mais de US$ 100 milhões (R$ 200 milhões). Em “O Grande Gatsby”, assim como ocorreu em “Moulin Rouge”, a cenografia, o figurino e, sobretudo, a trama, acontecem em uma determinada década, mas, em sua trilha sonora, o jazz foi substituído por rap e pelo pop de Lana Del Rey e da banda Florence and the Machine.

    De novo segundo crítica da “Folha de S.Paulo”, “O Grande Gatsby” visa impressionar o espectador por meio do “excesso” e “seduzi-lo com falsos brilharecos, incluindo o dispensável 3D”. O filme é realmente belo esteticamente, mas superficial: “Talvez falte a Luhrmann o olhar de Nick [Carraway] – e, portanto, o de Fitzgerald – sobre o lado negro do sonho americano”, finalizou, com razão, o jornal.

    + Assista ao trailer de “O Grande Gatsby”:

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