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Oskar Metsavaht decupa o Made in Brazil no Rio-à-porter

Na manhã de hoje (11/01), o palestrante Oskar Metsavaht começou avisando que o Instituto-e não é uma marca da Osklen, e sim uma parceria com ela. “É um erro comum”, disse o diretor criativo e presidente do Grupo Osklen, que apresentou, além do ramo de sustentabilidade da empresa, o que imagina para a futura imagem brasileira lá fora.

Como exemplo de imagem internacional, citou os EUA e o domínio do american way of life (o “made in USA”) e o Japão, que se tornou sinônimo de alta tecnologia (”made in Japan”).

“Hoje, o Brasil é principalmente um exportador de commodities. A manufatura nacional é vista como de baixa qualidade”, disse. “O ‘made in Brazil’ ainda não é bom.”

O caminho, de acordo com Oskar, é o desenvolvimento aliado à criatividade e à sustentabilidade, já que o país é significativamente abençoado com recursos naturais e profissionais talentosos. “O Brasil está na moda, mas não é por causa das roupas. O que está na moda é nosso estilo de vida”, disse.

Metsavaht explicou que a missão do Instituto-e – que já foi citado como modelo de sustentabilidade na moda por nomes como WWF, “Newsweek” e WGSN – é ajudar na criação de uma rede nacional de desenvolvimento humano sustentável, que conecte iniciativas e agentes sociais com “uma sinergia ideológica, de gestão e de mercado.”

Como exemplo, comentou sobre o selo e-, uma certificação de vários níveis concedida a empresas e ONGs dependendo da adequação do agente em questão nas cinco áreas de atuação do instituto (leia mais aqui). Se aprovada, a empresa concorda com monitoramentos e auditorias periódicas para manter o selo.

E de monitoramento a Osklen entende: foi a primeira rede de varejo de moda do mundo a ter suas emissões de CO2 neutralizadas através da compra de créditos sociais – os famosos créditos de carbono, presente no ainda mais famoso Protocolo de Kyoto.

Oskar definiu o Brasil como “um mercado de transição” em termos de sustentabilidade: temos muito para explorar e muito para proteger. Se o país quiser crescer no cenário internacional, tornar-se exemplo de nação ecologicamente sustentável é um dos melhores caminhos para chegar lá.

+ acesse o hotsite oficial do Rio-à-porter: ffw.com.br/rio-a-porter

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Casa de Criadores inverno 2010: moral da história. Com novas plataformas para descobrir talentos, mostra sinais de evolução.

A 26ª edição da Casa de Criadores, que aconteceu entre os dias 22 e 27 de novembro, já durante sua fase de divulgação dava sinais de que seria um marco na trajetória do evento. E de fato o foi. A semana de moda, que nasceu como incubadora de novos talentos, fez valer sua missão que há tempos parecia esquecida e/ou mal-sucedida.

A Casa de Criadores cresceu. Tanto no seu formato como na sua proposta. Para muito além da passarela restrita aos convidados, para além dos enfadonhos desfiles. Começando pela Fashion Mob, a “passeata fashion” que levou mais de 2.000 pessoas para as ruas do Centro de São Paulo, tirando qualquer dúvida sobre a presença de mentes criativas interessadas em se expressar através da moda.

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Durante o Fashion Mob conhecemos Luiz Leite, estilista autodidata que levou o prêmio de desfilar como integrante do Projeto Lab na próxima edição da Casa de Criadores ©Agência Fotosite

Outra boa surpresa desta edição foi o Projeto Lab. Com line-up mais enxuto, os desfiles promoveram marcas jovens de estilistas que, embora inexperientes, já mostram sinais de evolução quando comparados ao que foi feito na edição anterior. Muitos deles são promessas para a moda brasileira.

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Looks de Karin Feller e Danilo Costa, dois estilistas do Projeto Lab que estão entre os nossos favoritos ©Agência Fotosite

Quer nomes? Karin Feller com sua coleção feminina e romântica, mas nada boba, com execução e acabamentos que merecem destaque. Ou então Danilo Costa que, com sua moda simples, consegue despertar desejo por pequenos detalhes ou alterações em modelagens que fazem de suas peças lúdicas verdadeiros objetos de desejo instantâneos.

Outra frente que se mostra cada vez mais bem resolvida é o Ponto Zero. O projeto tem como objetivo premiar estudantes de algumas faculdades brasileiras. Quem levou o prêmio desta vez foi a estilista da Faculdade Santa Marcelina com sua coleção que explorava formas e sobreposições de pequenos tecidos. Além dela, outros estudantes também apresentaram ótimos trabalhos, como o jovem Bruno Gonzada, da FAAP, que apresentou uma coleção repleta de tecidos sintéticos e formas soltas que mixavam informação de moda com alta dose de vida real através de uma cartela de cores coordenada de forma muito inteligente.

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Desfile de Bruno Gonzaga, aluno da FAAP que desfilou como parte do projeto Ponto Zero ©Agência Fotosite

A Casa de Criadores reafirmou nesta edição a sua vocação para promover novos talentos. Por outro lado, a forte presença desses jovens causa um desequilíbrio imediato no line-up principal do evento.

As grifes principais, que já estão consolidadas no evento, persistem nos mesmos problemas: acabamento ruim, modelagem problemática, temas mal explorados, desfiles sem edição de moda. Junte isso ao calendário demasiadamente intenso e as apresentações diárias se tornam cada vez mais cansativas. É como colocar uma lente de aumento em todos os defeitos.

Não por acaso, os destaques continuam sendo os mesmos: Gêmeas, Walério Araújo, João Pimenta, Rober Dognani e, a única novidade, Weider Silveiro. E a conclusão que tiramos? O novo sempre vem. E chegou a hora da Casa de Criadores rever sua velha-guarda.

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Com as novas plataformas se mostrando bem resolvidas e promissoras, não seria hora de repensar critérios para algumas marcas que se apresentam no line-up oficial? ©Agência Fotosite

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