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Adidas lança tênis/joystick com realidade aumentada

Estava demorando para a realidade aumentada chegar à moda. A Adidas Originals vai lançar no próximo dia 10 de fevereiro (por enquanto apenas no exterior) uma coleção de 5 modelos de sneakers que contam com a tecnologia amada por geeks e publicitários. Através de um código embutido na lingueta, o tênis se transforma no joystick de um jogo online, hospedado num hotsite da Adidas.  A cada mês, de fevereiro até abril, o site contará com um jogo interativo diferente – tudo o que o usuário precisa fazer é acessar o endereço e posicionar o tênis na frente de uma webcam.

Apesar do conceito complicado e do nome hightech, a RA foi criada nos anos 90 e já é usada em videogames e outros aparelhos eletrônicos, misturando ambientes virtuais com objetos físicos – por exemplo, o controle sem fio do Nintendo Wii, alguns aplicativos para iPhone e até videoclipes. Mas essa é a primeira vez que aparece em um produto de uso prático como um tênis.

Entenda melhor no vídeo abaixo:

De acordo com a Adidas, os sneakers custarão entre US$65 e US$95.

Tenha a Adidas Originals no Facebook: facebook.com/adidasoriginals

Compre online: eastbay.com

Saiba mais sobre realidade aumentada: pt.wikipedia.org/wiki/Realidade_aumentada

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Sintéticos versus naturais: saiba escolher entre os tecidos

LAN_ss10_009Até pouco tempo atrás, o mundo da moda torcia o nariz para os tecidos 100% sintéticos. Mas o cenário muda a cada dia: o avanço das tecnologias têxteis permite a entrada desses materiais até mesmo no armário dos fashionistas mais exigentes.

Durante os desfiles internacionais para o Verão 2010, Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, apresentou uma coleção inteiramente confeccionada em tecidos sintéticos, tirando qualquer dúvida sobre a qualidade e aplicação dos mesmos no mercado de luxo.

Antes desse acontecimento que marcou a indústria da moda, as fibras sintéticas saíam perdendo no comparativo com os tecidos de bases orgânicas (feitos de fibras naturais, como algodão, seda e linho). Apesar de serem resistentes, leves, secarem mais rápido e terem maior elasticidade, os tecidos sintéticos permitiam pouquíssima ventilação entre a peça e nossa pele, causando, além do desconforto, problemas como maus odores.

No entanto, a indústria têxtil já consegue importar para o prêt-à-porter algumas características antes restritas aos uniformes dos atletas profissionais. Melhor controle térmico, baixa retenção de líquido ou impermeabilidade, toque e caimento extra confortáveis agora são qualidades possíveis nas roupas do dia-a-dia.

O contraponto no momento é que, como essas tecnologias ainda são relativamente novas, o preço final da peça ganha vários digitos. Nesse caso, o mais correto é tentar enxergar a relação entre o custo (elevado) e o benefício (que muitas vezes vai compensar o custo).

LAN_ss10_012Tenha sempre em mente que os tecidos sintéticos, por mais avançados que sejam, requerem cuidados especiais para sua conservação. Em outras palavras, pra evitar aquelas “bolinhas” no tecido, ou rugas e envelhecimento, as peças com maior composição de fibras sintéticas exigem lavagens mais cautelosas ou até mesmo a seco. Por outro lado, são mais resistentes e secam em pouco tempo, sendo assim ótimas opções pra quem viaja muito.

Já os tecidos naturais, embora possam desbotar com o passar do tempo e amassem com mais facilidade, possuem caimento mais confortável, toque agradável, além de serem mais duradouros que os sintéticos. Sem contar que permitem uma troca de calor mais eficaz, evitando aquele cheiro que pode ficar impregnado na roupa e também proporcionando uma sensação mais fresca.

Na dúvida, vale sempre recorrer à etiqueta que indica a composição dos fios de cada peça de roupa. Assim, se uma camiseta tiver mais poliéster do que algodão, por exemplo, significa que ela tem mais características sintéticas do que orgânicas. A escolha fica ao critério de cada um!

Fotos Lanvin verão 2010 © FirstView

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Anna Wintour se rende aos blogueiros de moda. Saiba quem são eles

Há alguns meses, começaram rumores de uma matéria sobre blogueiros de moda na “Vogue US”, provavelmente na edição de março de 2010 – é interessante porque o desafeto de Anna Wintour pela palavra “blog” não é, digamos, nenhum segredo.

Steven Meisel

Natalia Vodianova em editorial da "Vogue": sete blogueiros serão fotografados © Steven Meisel

Surgiram histórias sobre termos de confidencialidade assinados pelos participantes, viagens canceladas de última hora, um estúdio no Bronx e um número notável de blogueiros em Nova York fora da semana de moda.

De acordo com o Fashionista, o número mágico de convidados é sete. Três deles estão quase confirmados – Bryanboy, Face Hunter e Garance Doré (presença garantida no Fashion Rio), que deram dicas parecidas em seus blogs – e, assumindo que ainda há outros quatro espaços, podemos tentar adivinhar quem são.

Talvez Tommy Ton, do Jak & Jill? O retratista Todd Selby? Susie Bubble? Tavi Williams, a Style Rookie? Rumi, do Fashiontoast? Jane Aldridge, do Sea of Shoes? Ou o superstar Scott Schuman, o Sartorialist (que também vem ao Rio de Janeiro)?

São muitas opções, dona Wintour, mas é bom saber que você aceitou que blogs de moda estão aqui para ficar – mesmo que seja depois da “LOVE”, da “POP”, da Burberry e da Dolce & Gabbana. O jeito agora é nos surpreender.

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Novas tecnologias transformam o couro no tecido do verão

Basta o termômetro subir alguns graus e as peças de couro são devolvidas ao devido lugar: o fundo do armário. Afinal, trata-se de um material pesado e que não permite muita troca de calor entre nosso corpo e o ambiente, certo? Em parte, sim.

O couro, em seu estado natural, tem todas essas características que são muito úteis nas temporadas de frio, mas graças às avançadas tecnologias da indústria têxtil, já é possível utilizá-lo em condições que seriam, outrora, adversas. Não por acaso, o couro foi um dos tecidos mais recorrentes na última temporada de desfiles internacionais (Verão 2010).

Looks verão 2010 de Celine, Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Hermès

Looks Verão 2010 de Celine, Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Hermès ©FirstView

A Hermès, por exemplo, maison conhecida por seus acessórios de equitação e artigos de couro, abusou do material em sua coleção para o Verão 2010. Vestidos, calças e até uma saia plissada bem esportiva ganharam versões no tecido. Alexander Wang, 3.1 Philip Lim e Celine foram outras marcas que utilizaram couro bem leve para dar estrutura à saias, aos vestidos e até blusas que fogem da forma e função clássicas que imaginamos para o couro.

Portanto, esqueça valores como poder, sensualidade e fetichismo. O couro do Verão 2010 vem mergulhado na onda da praticidade do sportswear, mas com um toque extra de sofisticação. Sempre em modelagens mais soltas e confortáveis, ele dá forma e estrutura às peças cotidianas, que se tornam mais refinadas em decorrência do material empregado.

Segundo a estilista Patricia Viera, autoridade máxima no trabalho com o material aqui no Brasil, a tecnologia têxtil está tão avançada que já é possível produzir um tipo especial de couro – até na cor preta – que tem 40% menos penetração de calor, ou seja, é mais fresco e arejado.

Além disso, a tecnologia de corte e tratamento também permite versões ultra finas e com aparência de outros tecidos, conferindo à peça caimento mais confortável, toque mais leve, frescor e grande maleabilidade. Assim, aquela blusa de couro que pode parecer abafada demais, na verdade possui toque tão delicado quanto o da seda.

Vestido de ráfia resinada Reinaldo Lourenço, vestido de tecido sintético Lanvin, vestido de jeans resinado Gustavo Silvestre, vestido resinado Maria Bonita, todos verão 2010 © Agência Fotosite e FirstView

Vestido de ráfia resinada Reinaldo Lourenço, vestido de tecido sintético Lanvin, vestido de jeans resinado Gustavo Silvestre, vestido resinado Maria Bonita, todos verão 2010 ©Agência Fotosite e FirstView

Outra saída pra quem quer investir no visual são os tecidos ou materiais que imitam a aparência do couro. Peças resinadas – como os jeans do Inverno 2010 de Gustavo Silvestre –, látex, PVC, tie-weck e náilon podem ganhar aparência similar a do couro. Mas mesmo assim eles ainda são inadequados para altas temperaturas. O que reforça ainda mais a soberania do couro neste verão.

E você: usaria uma peça feita de couro mesmo no calor brasileiro? Comente abaixo!

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Hora de morfar! Seguidores do portal SPFW, nosso Twitter mudou de nome!

Como parte das mudanças que acontecerão por aqui assim que nosso novo portal de conteúdo, o www.ffw.com.br, entrar no ar, nosso perfil no Twitter também mudará de nome. De @portalspfw iremos para @portalffw. Mas não seu preocupe, se você é nosso seguidor, não precisará fazer nada: ao alterarmos o nome do nosso perfil, vamos manter todos nossos amigos e seguidores!

Se você ainda não segue o @portalffw clique aqui e passe a seguir!

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WGSN: tendências de negócios

Para o lado business da moda, fica cada vez mais óbvio que o modelo tradicional de duas temporadas e dois desfiles por ano não está acompanhando a velocidade progressiva do mundo. Mesmo com a criação de temporadas-nicho como Alto Verão e Outono, ainda há uma mudança de comportamento dos consumidores para algo mais transtemporal e emergencial.

O WGSN listou 5 macrotendências de negócios testadas e aprovadas nas quatro grandes capitais da moda – Londres, Milão, Nova York e Paris – durante a temporada de Verão 2010, e o sucesso deve encorajar muitas outras marcas e empresas a fazer o mesmo em um futuro próximo.

#1 A aproximação do consumidor

texto-blogsOs blogueiros na primeira fila da Dolce & Gabbana ©Reprodução

Apesar de não estar de corpo presente – imprensa e compradores ainda formam a maior parte do público de desfiles –, o consumidor tornou-se uma terceira plateia, e de tremenda importância, durante as apresentações.

Essa sentença é confirmada pelo streaming ao vivo de desfiles como o de Alexander McQueen (via SHOWstudio.com), Louis Vuitton (via Facebook), Burberry e Dolce & Gabbana.

Stefano Dolce e Domenico Gabbana foram além e convidaram quatro blogueiros – BryanBoy, Garance Doré, Jak & Jill e The Sartorialist – para sentar na fila A, abrindo as portas para discussão sobre a veracidade jornalística da blogosfera. Tweets intermitentes também chamaram a atenção.

#2 O colapso das coleções de temporada

texto-agoraDuas temporadas por ano não são o suficiente ©Reprodução

Em alguns casos, além de assistir aos desfiles em tempo real, os consumidores também puderam pré-comprar itens. A Burberry, por exemplo, disponibilizou dois trenchcoats do Verão 2010 por 10 dias para compra em territórios norteamericano e europeu. As peças serão entregues em novembro – três meses antes do lançamento oficial da coleção.

A Condé Nast aproveitou os desfiles para linkar seus negócios: os desfiles publicados no Style.com vieram com a nova seção “compre o look”, onde tendências identificadas eram conectadas a itens já à venda em sites de ecommerce, como o eluxury.com (outra propriedade da Condé Nast).

O WGSN nota que será o papel de ambos consumidor e imprensa de moda reacender o desejo pelas peças seis meses após as passarelas – um trabalho e tanto em uma sociedade que considera meio ano uma eternidade.

#3 A conexão entre cidades da moda

texto-burDesfile da Burberry, em Londres ©Marcio Madeira

As decisões de onde desfilar estão cada vez mais globalizadas, e cada vez mais conectadas com a realidade econômica do momento: a Burberry, enraizada em Milão, retornou à Londres para comemorar os 25 anos de London Fashion Week e fortalecer seus vínculos com a cidade, enquanto estilistas ingleses como Gareth Pugh e Giles Deacon deixaram a nação por Paris, em busca de um mercado maior.

Ralph Lauren, embora desfile em Nova York, convidou clientes e imprensa para assistir à apresentação ao vivo em sua loja londrina, em reconhecimento aos temidos cortes de budget (muita gente deixou de viajar, ou ficou menos tempo fora).

A marca Temperley London escolheu uma abordagem diferente: desistiu da passarela tradicional e apresentou uma instalação itinerante chamada Circus Zoetrope, que deve ser levada para outras grandes cidades da moda – incluindo São Paulo.

#4 Controvérsia e celebridades ainda funcionam

texto-chanelLily Allen no desfile da Chanel: atraindo jovens consumidores ©Marcio Madeira

Pode parecer batido, mas a máxima “falem mal, mas falem de mim” ainda funciona, especialmente quando a publicidade é gratuita.

Um exemplo máximo foi a estreia de Lindsay Lohan como consultora artística da Ungaro: a coleção foi duramente criticada, mas amplamente comentada. Segundo o WGSN, o trabalho da marca será acomodar propriamente as duas estreantes (a estilista Estrella Archs teve apenas um mês para criar a coleção) e transformar o frenesi em reconhecimento e, principalmente, vendas.

O estilista Mark Fast também conseguiu manchetes com seu desfile em Londres, graças à inclusão de três modelos “maiores” (de tamanhos 38/40) no casting. A decisão causou atrito suficiente para que seu stylist pedisse demissão e precisasse ser substituído de última hora – o que garantiu ainda mais publicidade.

#5 Não são apenas compradores que fazem uma carreira

texto-showShowroom de Alexandre Herchcovitch: a receita para o sucesso está mudando ©Luigi Torre

De acordo com o portal, a rota tradicional para se construir uma marca está acabada, ou pelo menos invertida: criar estratégias de distribuição agora vem depois de conseguir patrocínios e colaborações exclusivas.

Ao redor dos desfiles, marcas e estilistas trabalham para aproveitar ao máximo os cada vez mais efêmeros holofotes através de lojas pop-up, festas, showrooms, bares e parcerias no varejo. É o que acontece, por exemplo, nas hoje constantes colaborações entre gente como Rei Kawakubo e H&M, Kate Moss & Topshop, Rodarte e Target, Reinaldo Lourenço e C&A.

texto-mcqueenO histórico desfile de Alexander McQueen, trasmitido ao vivo pela internet ©Reprodução

Platão já dizia: a necessidade é a mãe da invenção. Historicamente, são em tempos pós-crise (social, política, econômica) que surgem novas idéias. Quando budgets estão sendo esquartejados e negócios totalmente reestrurados, essa é uma boa lembrança.

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