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Exclusivo FFW: 10 mulheres que movimentam a indústria da moda

Muita gente acha que moda é coisa de mulher. Aproveitando essa opinião, o FFW escolheu algumas das mulheres mais poderosas da moda atual, no Brasil e no mundo.

Elas são capazes de lançar tendências, ajudam a definir gerações, transformam a moda em exercício intelectual e, no geral, fazem do ramo algo muito mais interessante do que apenas tecidos costurados.

ANGELA AHRENDTS

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Não reconhece o nome? Tudo bem, a posição dela não é proeminente em sites de moda. Mas a de seu melhor funcionário, Christopher Bailey, sim. Ahrendts é a CEO da Burberry, a empresa familiar criada no século 19 que tornou-se uma das marcas mais famosas do planeta (tanto que as palavras trenchcoat e estampa xadrez são imediatamente associadas à grife).

Quando Angela assumiu em 2005 – com a benção de Bailey, que já havia trabalhado com ela na Donna Karan –, os números estavam bem, mas a grife estava superexposta, o que estava fazendo a Burberry perder seu lugar entre as gigantes do luxo.

A empresária começou eliminando 35 linhas de produtos (a maioria utilizava a então desgastada estampa) e logo expandiu para mercados emergentes asiáticos e também para os EUA. Desde que ela assumiu, os lucros da empresa subiram 30%.

Outras escolhas certeiras que a norteamericana fez foram criar novas linhas (esportivas, de sapatos, de jeans), contratar a atriz Emma Watson para as campanhas e investir em tecnologia (até agora, a Burberry é quem melhor utiliza o espaço online através de streamings, vendas relâmpago e sites interativos) – tudo para atrair os jovens consumidores. Mulher esperta…

ANNA WINTOUR

A editora-chefe da "Vogue US", Anna Wintour ©Reprodução

Editora-chefe da “Vogue” norteamericana desde 1988, Anna Wintour comanda cada aspecto da revista, incluindo o econômico, como escancarou o documentário “The September Issue”, de 2009, e a iniciativa Fashion’s Night Out.

A “Vogue” de Wintour tem um lugar especial no meio: é, ao mesmo tempo, uma das revistas mais criticadas (há quem a julgue entediante e comercial demais) e uma das mais importantes.

Ainda considerada uma bíblia digna de referências, a “Vogue” tem uma circulação de 1,2 milhões de exemplares, o que a transforma em uma das revistas de moda mais influentes do mundo. Além disso, Anna é peça-chave das campanhas do CFDA (Council of Fashion Designers of America) e não tem medo de tocar, pelo menos, em assuntos polêmicos, como fez recentemente com a questão do peso das modelos.

A persona que Anna construiu, mesmo antes de dominar o título, também faz parte do seu sucesso. Sua fama faz muita gente experiente tremer e, se depender dela, ainda vai fazer por um bom tempo.

CATHY HORYN

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Conhecida por sua língua ferina, Cathy Horyn já trabalhou nas melhores publicações de moda do mercado, e é crítica de moda do norteamericano “The New York Times” desde 1998 (ela é a segunda mulher com esse cargo no periódico).

Sua opinião é respeitada pela grande maioria, mas há quem a considere ácida demais e aqueles que simplesmente não conseguem aceitar uma opinião tão divergente – é famosa a vez em que Giorgio Armani deixou-a fora de seu desfile por causa de uma crítica.

O fato é que as resenhas de Horyn, assim como suas outras matérias, são leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto. Ela não tem medo de dizer o que acha e o faz com propriedade – e frequentemente com humor também.

CLÔ OROZCO

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Clotilde Maria Orozco de Garcia (explica tudo, não?) aprendeu modelagem com duas tias nos anos 1970. Naquela época já fazia roupas para si e para as amigas, mas só começou a vendê-las na faculdade.

Em 1975, a confecção era sob encomenda e vendida em algumas lojas do Shopping Iguatemi, em São Paulo. No livro “Brasil Na Moda”, Clô relembra seu primeiro sucesso nacional: uma roupa “meio riponga” de algodão branco que consistia em uma saia com três babados, camisa pólo e lenço na cintura, tudo tingido no fogão do sítio dos pais.

Logo mudou para a Rua Hungria, no mesmo prédio da pronta-entrega da G de Glória Coelho – a própria Clô tinha por volta de 20 peças para o mesmo propósito.

Na mesma época, formou com colegas o Grupo Paulista, que desfilava no Hotel Maksoud. “Tinha a Armazém, Companhia Ilimitada, da Selma, a G, o Alcides e eu. E tudo o que acontece hoje já acontecia: manequins que brigavam, a Regina [Guerreiro, stylist] que tinha ataques e desmaiava no meio, a produção que atrasa…”

O nome Huis Clo surgiu em 1979, e a primeira loja, em 1983. Não é exagero dizer que Clô Orozco definiu a mulher elegante brasileira. A qualidade impecável e o corte perfeito das roupas tornou-a sinônimo de uma sofisticação muito referenciada até hoje no Brasil.

COSTANZA PASCOLATO

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Nascida na Itália e criada no Brasil, Costanza foi de menina rica a uma das mais famosas personas da moda brasileira.

Nos anos 1970, começou na “Claudia” ambientando cenários e logo partiu para a produção de moda. “Me boicotavam muito porque me achavam dondoca. Sumiam com minhas roupas nas produções, faltavam nas minhas fotos”, relembrou em “Brasil Na Moda” (vol. 1).

Costanza já acordou Tania Caldas no tapa, fez make e cabelo em editoriais, participou de reuniões que criaram o primeiro calendário brasileiro unificado de lançamentos, escreveu livros, para a “Folha de S. Paulo”, para a “Vogue”, deu consultorias e hoje sua principal função é tocar a tecelaria da família, a Santaconstancia.

Quando comandava a “Claudia Moda”, sua influência era imensa, como comprova um episódio de 1983, em que ela que as mulheres adotassem a meia-calça preta: “Vieram me falar que as vendas de meias pretas estouraram no Brasil inteiro… E que o estoque de coloridas encalhou.”

Mesmo sem representar um veículo fixo, Costanza ainda é presença obrigatória nos desfiles nacionais mais importantes. Paulo Martinez, editor de moda da “MAG!”, explica: “Primeiro por causa da história dela e, segundo, porque ela não cochilou. Continua acordadíssima, é muito informada, e isso faz diferença quando ela escreve sobre moda.”

EMMANUELLE ALT

Emmanuelle Alt ©Reprodução

Muitos podem considerar a escolha de Emmanuelle um erro. Afinal, não é Carine Roitfeld quem comanda a “Vogue Paris”?

Mas não é como subordinada de Roitfeld que Alt está aqui. Ela também é consultora e stylist de duas das marcas mais influentes, em termos globais, da Europa: Balmain e Isabel Marant.

Desde 2007, sob o comando de Christophe Decarnin, a Balmain vem galgando os degraus entre as grifes mais importantes do mundo. Não pela originalidade do trabalho, mas pela imagem rock’n'roll extremamente desejável que criou – em grande parte, mérito da stylist.

Já Isabel Marant é reconhecidamente uma das promessas da nova geração. O estilo despojado que todas as garotas cool querem ter – e outros estilistas atrás dessas garotas também – muitas vezes parece saído diretamente do armário de Alt.

Como na moda a Europa ainda é a parte mais referenciada do mundo, essas influências acabam, de uma maneira ou outra, respingando mundo afora. E Emmanuelle tem suas mãos nelas.

GLORIA COELHO

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Gloria Coelho começou a carreira aos 6 anos, quando ganhou sua primeira máquina de costura da mãe no internato em que estudava. “Fiquei acordada a madrugada toda na expectativa de poder brincar de costura na manhã seguinte… Não sei porque me deu tanta ansiedade. Talvez a moda ja estivesse escrita na minha vida”, disse.

Aos 13, já vestia as amigas. Criava tubinhos, um sucesso nos anos 1960, e trocava-os por roupas do famoso Dener com a mãe de uma amiga. Aos 19, criou um estilo de camiseta que foi uma febre.

Depois de uma viagem a Europa, da qual trouxe saias indianas, criou uma de patchwork já com a etiqueta G – ela, que não brinca com astrologia, lembra que esta é “a sétima letra do alfabeto” –, outro sucesso retumbante. “As pessoas não paravam de me procurar atrás dessas saias… Quer dizer, eu não procurei a moda, a moda que me procurou.”

Nos anos 1980, abriu sua primeira loja e passou a desfilar. Desde então, não parou mais. Nos anos 1990, ainda lançou uma segunda marca, a Carlota Joakina.

Gloria teve muitos hits na carreira, o que mostra seu tino para os negócios: há a “roupa de reflexão” (como ela chama as roupas de desfile), que impressiona críticos com sua originalidade, e também a roupa comercial, uma mistura de criação com afinidade consumidora.

Assim, de roupa futurista em roupa futurista, de look andrógino em look andrógino, Gloria deixa sua marca na moda brasileira e na moda brasileira de outros também.

MIUCCIA PRADA

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Ah, Miuccia. Talvez a figura mais mítica da moda atual, essa italiana tem o poder de fazer o que quiser na sua passarela, sem medo algum. Afinal, a Prada é o Norte pelo qual os outros profissionais do meio se orientam: nem todo mundo quer seguir naquela direção, mas saber onde ela fica é bom para se situar.

Politizada, discreta, misteriosa e extremamente hábil em atender aos desejos fashionistas, Miuccia Prada cria, temporada após temporada, itens que ninguém sabia que queria mas, de repente, são absolutamente necessários.

E não são apenas bolsas ou sapatos, mas imagens inteiras, que ela faz questão de deixar inconstantes. Houve as lupinas de 2006, as viajantes de 2007, as rendeiras de 2008, as beach girls de 2009.

A moda segue seus passos há pelo menos 20 anos, e deve continuar seguindo por sabe-se lá quanto tempo mais. O irônico é que, enquanto a moda sempre busca o novo, Miuccia reinventa o que já fez – e nós aceitamos de bom grado.

PHOEBE PHILO

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Phoebe Philo é a garota dos olhos do mundo da moda. Quando deixou a Chloé para se concentrar na família, a estilista deixou também um sem número de fãs desolados porque, francamente, ninguém faz como ela faz.

Seu talento para descobrir o que as garotas descoladas querem é único. Na Chloé, ela reinou com sucesso por cinco anos, e é creditada por ter tornado a marca cool mais uma vez: seus vestidos femininos e calças de cintura alta, além das muitas (muitas!) it bags tornaram o trabalho de Philo, sempre bem recebido pela crítica, extremamente rentável.

Em 2008, ela aceitou comandar a Céline, a convite da LVMH. Em apenas dois anos, já reina novamente, mas de maneira distinta: substituiu a feminilidade de outrora pelo minimalismo.

Como resultado, os cortes retos e simples da Céline estão se alastrando por páginas de revistas e redes de varejo mundo afora. Pode ser cedo para dizer, mas há uma boa chance que a nova mulher criada por Phoebe Philo torne-se uma das imagens da década. Uma vez rainha…

SUZY MENKES

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A contraparte britânica de Cathy Horyn, Suzy Menkes escreve para o “International Herald Tribune” desde 1988. Por seu trabalho como jornalista, ela já recebeu o OBE (Ordem do Império Britânico, dada pela família real) e a Legião de Honra (dada pelo governo francês).

Menkes é considerada por muita gente a jornalista de moda mais importante hoje, e não é por acaso: seus textos são claros, informativos e ao mesmo tempo opinativos – uma combinação rara em um ramo tão egocêntrico.

Mas tanta experiência tem lá seus problemas. Recentemente, Suzy deu sua opinião na discussão sobre blogueiros de moda. Não foi a melhor coisa a dizer e ela mesma tratou de se retratar, pouco depois.

Apesar dos deslizes de quem aprendeu o ofício em outros tempos, críticas de moda como Suzy Menkes dificilmente vão se tornar obsoletas. Elas são um clarão de entendimento quando certos aspectos de certas coleções nos deixam à deriva.

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Oscar 2010: o ‘in’ e o ‘out’ do red carpet mais quente do mundo

Essa segunda-feira (08/03) amanhece especial: como numa homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Academy Awards premiou, pela primeira vez em sua história, uma diretora (Kathryn Bigelow) com o Oscar duplo de Melhor Direção e Melhor Filme do Ano.

Mas na noite do último domingo (07/03), ela não foi a única a brilhar. Um exército de atrizes über talentosas riscou o tapete vermelho mais comentado de todo o mundo. Algumas acertaram nas escolhas, outras nem tanto.

Confira a seleção FFW! (e mais abaixo a lista completa com os vencedores do Oscar 2010)

SE DERAM BEM!

Na ala das bem vestidas, a altacostura da Chanel, Dior, Armani e Versace deram o tom da chiqueria. Aqui vale mencionar que essas mulheres acreditaram na foto mesmo quando não estavam à bordo de uma vestimenta muito fina (o look de Maggie Gyllenhaal, por exemplo, é questionável). Espetacular o allure de Diane Kruger, a leveza de Rachel McAdams, a beleza estonteante de Cameron Diaz. Prova concreta de que não basta ter um armário bem editado, é preciso ter personalidade.

sarah-sandra-charlizeSarah Jessica Parker (Chanel altacostura) | Sandra Bullock (Marchesa) | Charlize Theron (Dior altacostura) © Divulgação

amanda-demi-cameronAmanda Seyfried (Armani Privé) | Demi Moore (Atelier Versace) | Cameron Diaz (Oscar de la Renta) © Divulgação

helen-diane-kate2Helen Mirren (Badlgey Mischka) | Diane Kruger (Chanel altacostura) | Kate Winslet (Yves Saint Laurent) © Divulgação

rachel-maggie-penelopeRachel McAdams (Elie Saab altacostura) | Maggie Gyllenhaal (Dries Van Noten) | Penélope Cruz (Donna Karan) © Divulgação

FICOU A DÚVIDA…

E na ala das duvidosas, fica a pergunta: será que elas estavam bem? Jennifer Lopez, por exemplo, usou um modelo Armani Privé parecidíssimo com o de Amanda Seyfried (olhem acima, ela está na nossa seleção das bem vestidas). Mas o resultado foi completamente outro: a textura, o brilho e o shape do vestido distorceram a silhueta da atriz/cantora. A dúvida segue com o excesso de babados de Vera Farmiga, o look porta-bandeira de Zoe Saldana, o desconforto de Sigourney Weaver num vestido Lanvin, o descaso de Meryl Streep com sua roupa apagada e, sempre, Mariah Carey e seus decotes, fendas e formas voluptuosas.

vera-zoe-jennyVera Farmiga (Marchesa ) | Jennifer Lopez (Armani Privé) | Zoe Saldana (Givenchy altacostura) © Divulgação

tina-kristen-careyTina Fey (Michael Kors) | Kristen Stewart (Monique Lhuillier) | Carey Mulligan (Prada) © Divulgação

weaver-streep-cyrusSigourney Weaver (Lanvin) | Meryl Streep (Chris March) | Miley Cyrus (Jenny Packham) © Divulgação

gabourey-anna-mariahGabourey Sidibe (Marchesa) | Anna Kendrick (Elie Saab) | Mariah Carey (Valentino) © Divulgação

LISTA COM INDICADOS E VENCEDORES (EM VERMELHO) DO OSCAR 2010

Melhor filme
“Avatar”
“Um Sonho Possível”
“Distrito 9″
“Educação”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“Preciosa”
“Um Homem Sério”
“Up – Altas Aventuras”
“Amor Sem Escalas”

Melhor direção
James Cameron, “Avatar”
Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”

Melhor atriz
Sandra Bullock, “Um sonho possível”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”
Meryl Streep, “Julie & Julia”

Melhor ator
Jeff Bridges, “Coração louco”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A Single Man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Renner, “Guerra ao Terror”

Melhor filme estrangeiro
“Ajami” (Israel)
“O Segredo Dos Seus Olhos” (Argentina)
“A teta assustada” (Peru)
“Um Profeta” (França)
“A Fita Branca” (Alemanha/Áustria)

Melhor edição (montagem)
“Avatar”
“Distrito 9”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“Preciosa”

Melhor documentário
“Burma VJ”
“The Cove”
“Food, Inc.”
“The Most Dangerous Man In America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers”
“Which Way Home”

Melhores efeitos visuais
“Avatar”
“Distrito 9”
“Star Trek”

Melhor trilha sonora
“Avatar”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“Guerra ao Terror”
“Sherlock Holmes”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor cinematografia (fotografia)
“Avatar”
“Harry Potter e o Enigma do Príncipe”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“A Fita Branca”

Melhor mixagem de som
“Avatar”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“Star Trek”
“Transformers: A vingança dos derrotados”

Melhor edição de som
“Avatar”
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“Star Trek”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor figurino
“Bright Star”
“Coco Antes de Chanel”
“O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“The Young Victoria”

Melhor direção de arte
“Avatar”
“O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”
“Nine”
“Sherlock Holmes”
“The Young Victoria”

Melhor atriz coadjuvante
Penélope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas”
Maggie Gyllenhaal, “Coração Louco”
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas”
Mo’Nique, “Preciosa”

Melhor roteiro adaptado
“Distrito 9”
“Educação”
“In The Loop”
“Preciosa”
“Amor Sem Escalas”

Melhor maquiagem
“Il Divo”
“Star Trek”
“The Young Victoria”

Melhor curta-metragem
“The Door”
“Instead of Abracadabra”
“Kavi”
“Miracle Fish”
“The New Tenants”

Melhor documentário em curta-metragem
“China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province”
“The Last Campaign of Governor Booth Gardner”
“The Last Truck: Closing of a GM Plant”
“Music by Prudence”
“Rabbit à la Berlin”

Melhor curta-metragem de animação
“French Roast”
“Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty”
“The Lady and Reaper”
“Logorama”
“A Matter of Loaf and Death”

Melhor roteiro original
“Guerra ao Terror”
“Bastardos Inglórios”
“The Messenger”
“Um Homem Sério”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor canção
“Almost There”, de “A princesa e o sapo”
“Down in New Orleans”, de “A princesa e o sapo”
“Loin de Paname”, de “Paris 36”
“Take it All”, de “Nine”
“The Weary Kind”, de “Coração louco”

Melhor animação
“Coraline”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“A Princesa e o Sapo”
“O Segredo de Kells”
“Up – Altas Aventuras”

Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “O Mensageiro”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos inglórios” – VENCEDOR

+Site oficial do Oscar 2010: oscar.com

+ Veja o live tweet do portal FFW no Twitter: twitter.com/portalffw

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Lindsey Wixson: conheça a new face que está no topo das paradas

screen-shot-2010-03-01-at-44050-pm1Lindsey Wixson na capa da revista “Life”: poucas modelos tiveram esse privilégio © Reprodução

Com apenas 16 anos, dentes mais separados do que os de Lara Stone e Madonna juntas, e uma boquinha arredondada que lembra um coração,  a americana Lindsey Wixson é a modelo que todos os diretores de casting desejam trabalhar. Depois de estourar como exclusiva da Prada e Miu Miu em 2009, ela agora é destaque na capa da tradicional revista Life, que mostra imagens do seu dia a dia de aspirante ao posto de supermodelo em fotos de Gabrielle Revere. Levando em conta que a revista não é de moda, logo percebemos que Lindsey não é apenas mais um rostinho bonito (e estranho) no mundo da moda. Ela veio mesmo pra ficar.

Poucos dias antes do ínicio da Semana de Moda de NY, mês passado, Lindsey esteve em São Paulo fotografando a nova campanha da Alcaçuz, clicada por Henrique Gendre e com direção criativa da MINT. Além disso, ela é garota propaganda da Miu Miu (foto abaixo), com cliques da dupla hype Mert & Marcus e direção de arte do brasileiro Giovanni Bianco. Acha pouco? Ela também estampa os anúncios da Prada. Lindsey já ocupa a 27ª posição do ranking do Models.com.

MIUMIU_SS10_005Lindsey Wixson na campanha da Miu Miu © Divulgação

Sem nem ter completado um ano de carreira, Lindsey soma no currículo editoriais para revistas como “i-D”, “W”, “Pop”, “Dazed & Confused”, “Lula”, “City” e “Vogue Itália”.

lindseywixson3Lindsey clicada por Paul Graham para a última edição da revista “Pop”, com styling de Vanessa Reid © Reprodução

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Jamie Bochert: o triunfo da androginia na moda

Pense numa mistura de Joan Jett, Patti Smith, Cher e Joan Baez, mais a atitude dos anos 2000, mais muita androginia, desfilando nas melhores passarelas do mundo e estampando as capas das melhores revistas de moda do planeta. Essa é Jamie Bochert (27), modelo, cantora, guitarrista, pianista, assistente, musa e garota propaganda de Marc Jacobs.

interview daniel jackson jamieAcima, Jamie em retrato feito por Daniel Jackson para a “Interview”, onde foi entrevistada pela vocalista do Sonic Youth, Kim Gordom © Reprodução

Nascida em Nova Jersey, nos EUA, Jamie já confessou, em entrevista para a revista “Tokion”, que “quer ser aquela velha maluca que vive no supermercado comprando muita comida pra gatos”. Enquanto isso não acontece, a modelo vive casada com o ator Michael Pitt em NY, dividindo seu tempo entre os desfiles que ainda faz nas semanas de moda, o trabalho no estúdio de Marc Jacobs e as apresentações que faz como cantora, em que usa o codinome Frances Wolf. Ela já abriu shows pra Pagoda, banda do marido, e também já dividiu o palco com Patti Smith, de quem é amiga. A música é tão importante na vida de Jamie que em 2004 ela largou tudo para viver disso, fazendo a moda ficar cinco anos sem ela.

34_07882_jamie_bochert-m-jacobs02_122_438loFotografada por Juergen Teller na campanha de Verão 2010 de Marc Jacobs © Reprodução

Na moda, a carreira de Jamie começou no final dos anos 1990, quando chegou a ser considerada um dos rostos do futuro. Mas foi apenas em 2002, num desfile de Ann Demeulemeester, em Paris, que Jamie virou hype: ganhou capa da ”i-D” e desfilou na sequência para Diane Von Furstenberg, Missoni, Pucci, Roberto Cavalli, Jean Paul Gaultier e Viktor & Rolf.

Depois da explosão, Bochert se afastou da moda para se aproximar da música, retornando somente no desfile de Verão 2008 de Marc Jacobs. Foi o suficiente para que a moda voltasse a prestar atenção nela.

lanvinss2010jamiebocherJamie na campanha da Lanvin © Steven Meisel

Se não bastassem os desfiles, Steven Meisel clica Jamie junto com Michael Pitt para a “Vogue Itália”. E na primeira edição de 2010 da revista italiana, Jamie é novamente fotografada por Meisel, só que agora ao lado da socialite Daphne Guiness e da top Agyness Deyn para a capa da publicação (foto abaixo).

PhotobucketCom Daphne Guiness e Agyness Deyn na capa da Vogue Itália de janeiro de 2010 © Steven Meisel

Se Lara Stone está na lista de antimodelos que dão certo, com certeza Jamie está no mesmo grupo, e com muito êxito – ela ocupa a 24ª posição do poderoso ranking do Models.com. Reza a lenda que para o seu desfile de Inverno 2010 na Semana de Moda de NY, Marc Jacobs pediu um casting todo tipo Jamie Bochert. Nada mal para uma menina que estudou para ser bailarina na adolêscencia.

2_ITALIAN_VOGUE_0209_MEISEL_02Com o marido Michael Pitt, em editorial romântico para a “Vogue Itália” © Steven Meisel

Arthur Elgort
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“New faces devem ser poupadas da humilhação”, diz Coco Rocha

15663-500wCoco Rocha em ensaio para a “Vogue España” © Arthur Elgort

Semana passada, em seu blog (Oh So Coco), a modelo canadense Coco Rocha emitiu seu ponto de vista sobre a polêmica da magreza do mundo da moda, citando a reunião do CFDA onde esteve Paulo Borges, organizador do Fashion Rio e do SPFW.

O portal FFW entrou em contato com Coco Rocha pedindo autorização para reproduzir a carta em português. A top topou. “Não tenho nada a adicionar no momento, minha opinião está toda neste post”, informou por e-mail.

Confira o desabafo de Coco Rocha sobre ser uma modelo acima das medidas e o seu pedido por regras mais eficazes de controle de peso e idade mínima nas passarelas.

O meu ponto de vista sem censura.

Tem havido uma certa comoção em relação aos artigos que saíram sobre mim no “New York Times” e no “New York Daily News”. Como apenas algumas declarações minhas foram publicadas, acho necessário que eu expresse o meu ponto de vista corretamente, sem edições externas.

Sou uma modelo de 21 anos, 15 cm mais alta e dez manequins menor do que a mulher comum americana. Mesmo assim, em algum universo paralelo, sou considerada “gorda”… Este foi o tema de uma grande discussão esta semana e a notícia que saiu por aí foi: “Coco Rocha é muito gorda para as passarelas”.

Seria este o caso? Não. Ainda trabalho e sou requisitada como modelo. Na realidade, eu me vejo mais ocupada do que nunca. Nos últimos anos, eu não ganhei uma grande quantidade de peso, apenas dois centímetros aqui e ali, como aconteceria com qualquer mulher que sai da adolescência.

Mas este assunto do peso das modelos é, e sempre foi, uma preocupação minha. Há algumas decisões morais que parecem muito simples para nós. Por exemplo, não explorar o trabalho infantil e não aumentar o fator de dependência nos cigarros. Quando estilistas, stylists ou agentes forçam crianças a tomarem medidas que levam à anorexia ou a outro problema de saúde para que continuem na profissão, eles estão pedindo para que o público ignore a sua consciência moral a favor da arte.

Claramente, todos nós vemos quão moralmente errado é um adulto convencer uma menina de 15 anos já magra de que ela, na verdade, está gorda demais. É indesculpável que um adulto exija que uma menina perca, de maneira não natural, um peso vital para que seu corpo continue funcionando corretamente. Como pode qualquer pessoa justificar uma estética que reduz uma mulher ou criança a uma magreza esquelética? Isso é arte? É claro que a estética da moda deve embelezar a forma humana, não destruí-la.

Há divergências na indústria a respeito disso. Apesar de haver aqueles que não levam em consideração o bem-estar da modelo, eu tive a honra e o privilégio de trabalhar com alguns dos melhores estilistas, editores, stylists, fotógrafos e agentes, que respeitam da mesma maneira tanto as modelos novas quanto as consagradas. Sei que há muitos outros por aí, com quem eu não trabalhei, que também concordam comigo neste assunto.

O CFDA (Conselho dos Estilistas da América) tem tentando ao máximo corrigir esta questão. Alguns dias atrás, em sua reunião anual, viram todos que estavam na sala em acordo a favor da mudança do “sample size” [o tamanho das peças dos desfiles e mostruários] e da contratação de modelos apenas acima dos 16 anos. É ótimo ver quantos corações estão no lugar certo, porque nós temos de fazer estas mudanças para a próxima geração de meninas.

Como uma mulher adulta, eu posso tomar decisões por mim mesma. Posso decidir que não vou permitir que eu seja degradada em um casting – marchar de calcinha e sutiã com um grupo de jovens garotas, ser apalpada, espetada e cutucada como gado. Eu consegui escapar desse tratamento, porque já tenho uma carreira consolidada como modelo e sou adulta… mas e as meninas novas e aspirantes a modelo?

Nós precisamos de mudanças. Eu ia preferir que não houvesse meninas trabalhando com menos de 16 anos, mas, se este for o caso, adoraria ver as adolescentes sendo acompanhadas por seu tutor aos castings, desfiles e sessões de fotos. O CFDA criou um código para seus membros, e eu adoraria ver toda a indústria seguindo-o. A sociedade legisla um monte de coisas – a proibição do uso de esteróides nos esportes é um exemplo –, é apenas lógico que haja regras de conduta para manter a indústria da moda saudável.

No passado, modelos se pronunciaram sobre o assunto, e foram acusadas de apenas falar algo porque suas carreiras estavam à beira da extinção. Este não é o meu caso. Falei sobre isso pela primeira vez há uns dois anos, no auge do que uma modelo consideraria a carreira ideal, e de fato houve uma reação – aqueles que mais desrespeitavam o assunto, de repente, chamaram-me para trabalhar para eles! Isso foi uma tática de relações públicas e eu não estava pronta para cair nela. Disse: “Não, vamos ver daqui algumas temporadas. Se mudarem, aí trabalharei com vocês”. Eles não mudaram. Eu não trabalhei para eles.

Da minha geração de modelos, estou exatamente onde preciso estar na minha carreira e agradeço por poder usar a minha posição para me expressar ativamente contra isso, com o apoio do CFDA e da “Vogue”. A minha esperança sincera é de que, por meio dos nossos esforços, as jovens modelos um dia serão poupadas da humilhação, da perigosa perda de peso, da depressão que vem com a anorexia e da miséria do abandono de uma indústria envergonhada de vê-las transformadas em mulheres de verdade.

Há os padrões normais em como tratamos uns aos outros e como tratamos crianças. Há aqueles que continuam a atropelar estes valores, mas há também os defensores de um caminho melhor. Espero que os esforços contínuos do CFDA e de todos que respeitam estes valores irão influenciar a opinião dos que estão no lado contrário da indústria, para assegurar uma mudança verdadeira para o melhor.

Coco Rocha

+ ohsococo.blogspot.com

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Le Freak: Karen Elson retorna aos holofotes com videoclipe cool

PhotobucketKaren em polaroid feita pela beauty artist Stéphanie Marais para o livro Beauty Flash (2001) © Reprodução

Como divulgamos no Twitter, a supermodelo Karen Elson lançou na internet o vídeo de “The Ghost Who Walks”, seu primeiro single como cantora. Mas essa não é a primeira vez que Karen se aventura pela música, afinal, ela é uma das líderes da The Citizens Band e já participou de duetos com a dupla She & Him. Em 2005, a “Uncut” encartou na revista um CD com a música “Coming Down”, cantada por Karen e escolhida por Michael Stipe, do REM, para esse especial. No mesmo ano, ela regravou junto com Cat Power a clássica “Je t’aime (Moi non plus)”, de Serge Gainsbourg & Jane Birkin, como parte do disco “Monsieur Gainsbourg Revisited”, tributo ao cantor francês.

O primeiro álbum como cantora de Karen promete ser lançado no meio deste ano. Assista ao videoclipe de “The Ghost Who Walks”:

Saindo da música e voltando pra moda, Karen Elson é a referência máxima quando se fala de modelos ruivas e até mesmo quando uma nova modelo ruiva é lançada no mercado. É dificil não comparar com Karen, que é uma das modelos favoritas do fotógrafo Steven Meisel, o mesmo que pediu pra ela descolorir as sobrancelhas, logo no início da carreira, em 1995. Mal sabia ele que essa seria uma de suas marcas ao longo dos anos (ela completou 10 anos de carreira em 2005). Sua aparência diferente lhe rendeu muitos apelidos por parte da imprensa, sendo “Le Freak” o mais famoso de todos. Em português, seria algo como “a aberração”.

O ápice de sua trajetória foi em 1998, quando ganhou o prêmio VH1 Fashion Awards de melhor modelo, o mesmo ganhado por Kate Moss um ano antes. Em 2005 ela voltou a conquistar o troféu.

PhotobucketAcima, Karen em uma das várias capas da Vogue Paris que fez, fotografada por Jean Baptiste Mondino, para a edição de dezembro 1997/janeiro 1998. Na mesma edição, ela aparece fotografada por Karl Lagerfeld e entre obras originais do artista alemão Oskar Schlemmer © Divulgação

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Com editoriais nas principais revistas do mundo, é favorita da diretora (e também ruiva!) Grace Coddington, da “Vogue US”. Atualmente desbancou Angelina Jolie como garota propaganda da St John e continua firme como rosto do perfume Yves Saint Laurent Opium.

PhotobucketFotografada por Ellen Von Unwerth, com styling de Grace Coddington, na edição de novembro de 1997, da “Vogue US” © Reprodução

Em 2007, Karen esteve no Brasil, onde se casou com Jack White, do White Stripes, à bordo de uma canoa no ponto onde o Rio Negro se encontra com o Solimões, em Manaus. A revista “MAG!” publicou uma matéria em sua edição n° 3 contando um pouco sobre o fato com exclusividade.

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“Não estou nadando em dinheiro”, diz empresário Facundo Guerra

Facundo Guerra é bem mais que um dono de boate. Aos 36 anos, o argentino radicado em São Paulo, capricorniano, acadêmico convicto e ex-jornalista é proprietário do clube Vegas e dos bares Z Carniceria e Volt. Mais importante que tudo isso, ele é uma das cabeças responsáveis pela revitalização do Baixo Augusta. “Essa região da Augusta representa São Paulo. Do Cadoro à loja da Ferrari, os cinemas, os teatros, a Oscar Freire. Com o passar dos anos esse pedaço vai acabar se transformando no nosso cartão postal, mais do que a avenida Paulista”, afirma.

Hoje, cinco anos após a abertura do Vegas, a rua Augusta – antes considerada boca do lixo – se tornou um pólo de fermentação cultural reconhecido pelo NY Times e abraçado por todos os paulistanos.

facundo-guerra-bar-voltO empresário Facundo Guerra em retrato no Volt: o bar é uma das casas que integram seu megaplex na noite paulistana © Divulgação

Ao lado dos sócios Cacá Ribeiro, José Tibiriçá e Augusto Arruda, Facundo abre nesta quarta-feira (24/02) o Lions Nightclub, que habita um prédio dos anos 1960 projetado por Guilherme Malfatti, irmão da artista plástica modernista Anita Malfatti. Restaurado, o espaço ainda conta com um mural de azulejos original de Anita e 350 m² de decoração suntuosa assinada por Fabrizio Rollo (”Casa Vogue” e “Vogue Brasil”).

O empresário recebeu o portal FFW em sua casa no bairro residencial do Pacaembu, em São Paulo. Entre uma pergunta e outra, ele falou sobre o futuro do clube Vegas e também dos seus planos distantes de aposentadoria, um mix de casa noturna + ONG: “Onde os drinks sejam baratos, os DJs tenham cotas e a entrada seja gratuita, como um centro cultural. Boa ideia, né?”.

Confira:

Antes de ser um dos maiores empresários da noite brasileira, quem era Facundo Guerra?
Na ordem cronológica: comecei como office boy, depois fui atendente de consultório médico. Fui marinheiro, estoquista, caixa, vendedor de loja, vendedor de máquinas de envasar leite, trabalhei no marketing da Tetrapak, no RH da American Express, fui gerente de conteúdo do portal de uma empresa especializada em softwares de gestão, gerente de novos negócios e de novos conteúdos do portal AOL no Brasil, dei aula de redação e cursinho pré-vestibular de alfabetização de adultos, estudei Engenharia de Alimentos, fiz Jornalismo com ênfase em cobertura internacional e mestrado em política pela PUC-SP.

Quanta coisa!
É mesmo. Uma vida longa. Trinta e seis anos e nunca parei. Depois que eu saí da AOL fui sócio da [estilista] Rita Wainer na Theodora. Entrei bem no comecinho. Depois abri o Vegas, na sequência o Z Carniceria, o Volt e agora o Lions.

E por que, depois de tudo isso, abrir uma casa noturna?
Tinha começado na Theodora, e como a moda sempre foi muito ligada à noite, não dá pra separar uma coisa da outra. Mas o negócio [Theodora] não ia bem, não fazia grana suficiente para sustentar duas pessoas. Nunca tinha escrito um currículo. Foi quando percebi que a minha vida estava completamente difusa, saltando de pedra em pedra com quase trinta anos. A minha família não tem recursos. Então pensei que deveria montar o meu próprio negócio. Conheci o Tibiriçá, que hoje é meu sócio e me falou que conhecia um ponto incrível na rua Augusta. Quando visitei pensei: ‘Fodeu, é muito grande, as pessoas não vão vir aqui’. Não sou um cara que consegue criar coisas a partir do nada. Mas se você me der uma fagulha eu entro em combustão. Essa fagulha inicial sempre veio do Tibiriçá.

0,,16201174,00A pista lotada do clube Vegas © Reprodução

Hoje você se considera uma pessoa/profissional realizado?
Estou super realizado. O Vegas começou o movimento de cristalização de uma estética paulistana, que hoje está representada pelo Baixo Augusta. A paulistano sempre foi muito extrativista: ele tem uma relação de ódio com a cidade pelo trânsito, pela chuva, pela insegurança. Mas agora, por conta de um movimento de renovação econômica, e por São Paulo ser o motor dessa renovação, estamos despertando o orgulho de ser paulistano. [O Vegas] não foi o primeiro projeto, e talvez nem seja o mais importante, mas foi o que aconteceu na hora certa, no período histórico correto.

Dá pra ser dono de boate sem fazer política? A prefeitura mais ajuda ou atrapalha?
A prefeitura não ajuda, mas também não atrapalha. Você tem que se adaptar às regras, que podem ser complicadas. Mas é mais fácil ser empresário no Brasil do que nos EUA ou na Europa, onde você tem que pagar taxas altíssimas para abrir um clube. Em Nova York, a noite é dominada por conglomerados financeiros. Gente que esta conectada com a cultura local nao consegue abrir um bar ou um clube porque é impraticável do ponto de vista financeiro. Os clubes de Londres funcionam como franquias. Já aqui você pode ter o Bar do Netão, por exemplo. Um dono de botequim que criou a primeira boate pública. É uma coisa que tem legitimidade dentro do underground.

volt-e-z-carniceria-facundo-guerra-ffwÀ esquerda, mesas e neons no bar Volt; à direita, o balcão do Z Carniceria © Divulgação

Quanto vale um clube como o Vegas hoje? Já teve propostas de compra?
Já tivemos propostas, mas nunca sérias o bastante para sentarmos e conversarmos sobre valores. Nunca pensamos em vender. Se chegassem pra mim com um caminhão de dinheiro eu não venderia. O Vegas nos custou R$ 80 mil. Hoje em dia você não monta nem um boteco de esquina na Augusta com esse montante. Na época me lembro que o dinheiro acabou e eu comecei a levantar parede junto com os pedreiros. Não sei se é um pouco romântico da minha parte, mas acredito que o Vegas ficou impregnado com o nosso suor – literalmente! Quando você participa na construção de um projeto dessa forma, a sua alma fica impregnada ali.

Você ficou rico?
Nossa meta nunca foi financeira. Isso sempre foi um mote. A gente se preocupa com o resultado financeiro na segunda ou terceira linha de prioridades. A nossa primeira preocupação é com o baile. Se o baile der certo, o dinheiro vai fluir. Não deixamos de investir em atrações gringas, pagar bem os DJs e o staff da casa. Isso tudo acaba contribuindo para o baile e, como consequência, para o nosso bolso. Se eu fosse fazer pra ganhar dinheiro faria festa de axé, de psy trance. Disso eu posso me orgulhar muito: só fiz projetos em que realmente acreditei. Tenho um padrão de classe média, levo uma vida confortável. Não tenho dinheiro sobrando, não sou milionário. As pessoas acham que fiquei rico porque eu sou dono do Vegas, do Volt e do Z. Não estou nadando em dinheiro. Materialmente, não preciso de nada – tenho as minhas motos, os meus quadrinhos. Por exemplo, adoraria viajar para Tóquio, mas eu trabalho tanto que não teria tempo para isso.

E de coisas imateriais, tem algo que você deseja? Tempo? Sossego?
[pensa] Não. Eu gosto de trabalhar!

E o Lions?
Temos a síndrome do segundo, do terceiro e quarto disco, e criamos uma reputação com os projetos anteriores, então não podemos abrir uma casa meia boca porque vão cair de pau na gente. Você sabe como paulistano é crítico. Estamos preocupados com detalhes que ninguém vai perceber. Quero que o Lions seja absolutamente perfeito. A falta de recursos financeiros acabou nos forçando a criar soluções criativas. Usamos um sistema de luz de 7.000 pixels usando espelhos, um truque óptico criado no século 19, uma forma inteligente de economizar recursos sem comprometer o resultado final. O projeto do Lions foi inteiro barato.

lions-nightclub-©priscilla-vilarinho-ffw2O grande ilusionista: Facundo Guerra usou um truque de espelhos do século 19 para economizar no sistema de luz sem comprometer o efeito visual © Priscilla Vilariño/FFW

Qual é a sua relação com música? E com música eletrônica?
Eu só passei a ouvir música depois dos vinte anos. Quando era criança, morava em um apartamento no bairro de Santa Cecília de dois quartos. Eu dividia o quarto. Na sala, a TV ficava ligada o tempo todo, todo mundo disputava. Não tinha privacidade para ouvir música. De música eletrônica não conhecia nada – até abrir o Vegas eu só ouvia Jazz. Usei a internet pra me atualizar. Sempre fui muito nerd, e como não sabia diferenciar house de techno, fui descobrindo gêneros, coisas dos anos 1950 como Stockhausen, depois as experimentações do Krautrock, disco, electro, trance, o house de Chicago, o techno de Detroit, o tech house. Hoje em dia eu gosto de sets que não se preocupem muito com o gênero. Gosto da estética do [selo francês] DFA, como James Murphy, Pat Mahoney. Esse tipo de set mais amplo, mais generoso, mais autoral. Esses caras têm a capacidade de criar uma narrativa musical.

Qual é a vocação de uma casa noturna?
Levar um pouco de escapismo para as pessoas. Trabalhar na noite é lidar com vida e morte, acho isso muito forte. Talvez  o mais importante do meu trabalho. Serve para as pessoas descarregarem as suas frustrações, esquecerem a vida que levam. Os clubes e os bares têm essa função, que é quase de controle social. Se ele está no clube dançando, ou tomando pinga no bar, provavelmente não está chutando o cachorro ou batendo na mulher. É uma borracha de amortecimento social. Sem o circo, o que seria do povo?

lions-nightclub-©priscilla-vilarinho-ffwInterior do Lions Nightclub, o mais novo picadeiro do empresário Facundo Guerra. O ambiente tem painel de azulejos de Anita Malfat e o décor vem com lustres clássicos, cabeças de animais e faisões empalhados: obra do editor de estilo Fabrizio Rollo © Priscilla Vilariño/FFW

Qual é a pergunta que você não aguenta mais responder?
“O Vegas vai fechar?” [risos]

E vai?
Hoje, que eu sei fazer boates, enxergo no Vegas várias falhas de estrutura que não via antes. E é mais fácil construir uma nova casa noturna do zero do que reformar a que já existe. Um clube é como um site, você pode mudar de layout mas o importante é o conteúdo.

Perfil no Twitter: twitter.com/facundoguerra

Página no Facebook: pt-br.facebook.com/facundo.guerra

Lions Nightclub
ONDE Av. Brigadeiro Luís Antônio, 277 – República – SP
COMO CHEGAR Veja o mapa
+ lionsnightclub.com.br

Vegas
ONDE Rua Augusta, 765 – Consolação – SP
COMO CHEGAR Veja o mapa
+ vegasclub.com.br

Volt
ONDE Rua Haddock Lobo, 40 – Consolação – SP
COMO CHEGAR Veja o mapa
+ barvolt.com.br

Z Carniceria
ONDE Rua Augusta, 934 – Consolação – SP
COMO CHEGAR Veja o mapa
+ zcarniceria.com.br

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Blogueiros mirins viram jurados do CFDA 2010, o “Oscar da moda”

O CFDA (Council of Fashion Designers of America) anunciou no início desta semana que os blogueiros Tavi Gevinson, de 13 anos (do Style Rookie) e Bryan Boy, de 21 anos, irão fazer parte do corpo de jurados que irá decidir os ganhadores do prêmio – que é considerado o Oscar da moda – em 2010.

Com a notícia, a blogsfera mundial passa a ser oficialmente reconhecida perante a alta cúpula da moda como uma fonte de conteúdo poderosa e irreversível. Os nomeados do CFDA 2010 serão divulgados no próximo dia 17 de março.

Enquanto isso, o FFW revela quem são as duas entidades blogueiras que estão dando o que falar:

TAVI GEVINSON

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Atualmente com 13 anos, começou com o blog aos 11, atraindo olhares de gente como Karl Lagerfeld e até de Carine Roitfeld, que acabou dedicando páginas da “Vogue Paris” para mostrar o perfil da garota, que foi clicada pelo também blogueiro Tommy Ton, do Jak & Jil. Criou polêmica durante a última temporada de altacostura em Paris por conta de um mega laço em sua cabeça, que atrapalhava as pessoas sentadas na sala de desfile.  Foi capa da “POP” em fotos de Jamie Morgan e teve, na mesma edição, um ensaio inspirado no seu modo de vestir clicado pelo lendário Paolo Roversi. Foi também capa da segunda edição da revista “LOVE”. É musa inspiradora da linha que a Rodarte criou para a Target.  Rei Kawakubo da Comme des Garçons é sua fã. Em 2009, fez uma série de camisetas (com seu próprio rosto estampado) em parceria com a marca Brothers & Frontiers, de Londres. Em seu blog, muitas refêrencias, imagens soltas, comentários sobre desfiles e também posts mostrando em quais revistas ela anda saindo.

+ tavi-thenewgirlintown.blogspot.com

BRYAN BOY

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Natural de Manila, nas Filipinas, começou com seu blog aos 17 anos, com um perfil mais divertido do que Tavi, mostrando fotos dele mesmo provando roupas femininas em frente ao espelho, geralmente de Marc Jacobs (a marca). De tão fã que ele é do estilista e suas criações, Marc (o próprio) acabou usando Bryan como inspiração para seus anúncios em 2008 e colocou o modelo Cole Mohr usando vestidos. Além de colocar o nome de “BB” em uma de suas bolsas.  Em 2007, ganhou o prêmio de “Melhor Blog de Lifestyle e Moda” do Philippine Blog Award. Hoje em dia, assim como Tavi, é presença certa nas primeiras filas ao redor do mundo, batendo papo com editoras como Carine Roitfeld e Aliona Doletskaya, da “Vogue Rússia”, que convidou Bryan para estagiar uma semana na redação da revista no ano passado. Durante a última edição da Semana de Moda de Nova York, o blogueiro comentou o desfile do estilista Phillip Lim com exclusividade para a FFWTV. Assista aqui.

+ bryanboy.com

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Conheça a neo top Renata Sozzi, garota propaganda da Calvin Klein

Com apenas 19 anos de idade e natural de Guarulhos, em São Paulo, Renata Sozzi está com tudo no circuito internacional. A agência Way Model, que cuida da carreira dela por aqui, acabou de confirmar com exclusividade ao FFW que Renata é a nova garota propaganda da Calvin Klein e que sua presença nos próximos anúncios da marca já está confirmada.

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No Brasil, a modelo é um dos rostos das mais quentes da nova geração e fez uma ótima temporada no eixo Fashion Rio-SPFW, desfilando para marcas como Alexandre Herchcovitch, Rosa Chá, Andrea Marques, New Order, Patachou, Glória Coelho, entre outras.

+ Veja os desfiles do SPFW Inverno 2010

+ Veja os desfiles do Fashion Rio Inverno 2010

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Na Semana de Moda de NY (veja as coleções completas aqui), Renata desfilou para as grifes Alice + Olivia, Juan Carlos Obando, Rachel Boy, Alexa Chung for Madewell, Tory Burch e Bryan Reyes.

Aqui no Brasil, ao lado de Carol Thaler, Viviane Orth e Alicia Kuczman, ela apareceu em editorial 3D (foto abaixo) para a revista “The KTRL Collective”, do fotógrafo Jacques Dequeker.

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“O que me motiva é dizerem que não vou conseguir algo. Daí corro atrás para provar que consigo! O que eu quero muito é ser feliz. Poder crescer, aprender diariamente, continuar a fazer o que gosto e ter força para mudar”, disse a modelo em entrevista para a revista “s/nº“, do fotógrafo Bob Wolfenson e de Hélio Hara e que estampou Renata na capa da edição “Calor”.

+ waymodel.com.br

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Lara Stone abre o jogo: “Eu não sou essa mulher das fotos”

Desde o ano passado cogitava-se colocar Lara Stone como modelo #1 do mundo, mas o tempo passou e Raquel Zimmermann continuou no posto até semana passada, quando o Models.com finalmente anunciou Lara como a nova líder do mais concorrido ranking de modelos do mundo. Raquel também se deu bem: foi elevada ao posto de ícone.

A capa e o ensaio na “Love”, a campanha da Louis Vuitton e agora a capa + entrevista + ensaio na “Interview” foram decisivos para a consagração plena de Lara.

1f3160810c4468ac_laraLara Stone na capa e no recheio da “Interview” de março: fotos de Mert & Marcus e entrevista conduzida por Marc Jacobs © Divulgação

Na “Interview” de março, a entrevista conduzida por Marc Jacobs mostra uma Lara segura de si, respondendo perguntas sobre as dificuldades de ser uma modelo fora dos padrões, que  não gosta de ser fotografada por mulheres (ela disse que Inez van Lamsweerde, que faz dupla com Vinoodh Matadin, é uma exceção!) e que o seu vestido de casamento com o comediante David Walliams vai ter assinatura de Ricardo Tisci, da Givenchy.

Ela ainda falou sobre os seus problemas com álcool, confessou que se sente orgulhosa da campanha da Louis Vuitton (ela ficou no lugar da Madonna), disse que seus únicos vícios hoje são cigarros e milk shake de chocolate, que seu maior medo é de voar e que ela não é a pessoa que vemos nas fotos: “Na vida real eu sou muito tímida, embora as pessoas achem que eu seja sensual e agressiva. A Lara da vida real não é a Lara Stone das fotos”.

A entrevista foi feita por telefone, com Marc em NY e Lara em St. Barths.

Para ler na íntegra é só clicar aqui.

Lara Stone no ensaio que acompanha sua entrevista para a Interview de março, em fotos da dupla Mert Alas & Marcus Piggott com styling de Ludivine Poiblanc © ReproduçãoLara Stone no ensaio que acompanha sua entrevista para a “Interview” de março, com styling de Ludivine Poiblanc © Reprodução

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