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Setlist FFW: 08 a 14 de março

SETLIST

No setlist desta semana o FFW preparou uma novidade: além das músicas preferidas da redação, também escolhemos as preferidas dos nossos seguidores no Twitter (e olha que não são poucos!).

Tem pra todos os gostos, desde Placebo, passando por Lauryn Hill, Two Door Cinema Club, Leonard Cohen, a nova do Gorillaz e até John Lennon com “Woman”, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Aperte o play:

John Lennon – “Woman”

Leonard Cohen – “Hallelujah”

Lauryn Hill – “Every Ghetto, Every City”

Coconut Records – “Minding My Own Business”

Placebo – “Devil’s Is In The Details” (@Brunety22)

Two Door Cinema Club – “I Can Talk” (@labbati)

Suede – “Saturday Night

Gorillaz – “Plastic Beach”

E você: o que está tocando mais no seu iPod? Comente abaixo!

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Tim Burton quer produzir filme sobre Abraham Lincoln caçando vampiros

Seth Grahame-Smith é um cara de sorte. Dos quatro primeiros livros que escreveu – um sobre cinema pornô, um sobre o Homem-Aranha, outro sobre como escapar de situações de filmes de terror e por fim um sobre os erros do presidente George W. Bush –, dois venderam o suficiente apenas para cobrir seus custos de produção. As duas obras seguintes, no entanto, estavam destinadas ao sucesso.

Uma bizarra sugestão de seu editor fez o escritor misturar uma obra clássica com zumbis. Após estudos meticulosos de onde colocar os mortos-vivos na mais famosa e amada trama de Jane Austen, “Orgulho e Preconceito e Zumbis” foi publicado em 2009 e tornou-se um hit cult em pouco tempo. Não tem quem passe na frente do livro sem olhar duas vezes para o desenho da dama semi-devorada na capa.

pride-prejudice-zombies“Orgulho e Preconceito e Zumbis”, escrito por Jane Austen e Seth Grahame-Smith; a ilustração é de Doogie Horner (e há outras no livro) © Reprodução

A qualidade da literatura é discutível e o oportunismo é calculado (afinal, as obras de Austen são domínio público), mas a diversão é garantida, ainda mais para quem leu o original. O sucesso do livro foi tanto que ele chegou ao 3º lugar da lista de bestsellers do “The New York Times”, e não deve parar por aí: uma adaptação para os cinemas está sendo preparada para 2011, com Natalie Portman no papel de Elizabeth Bennet.

Tanta popularidade fez surgir outras obras do tipo, como “Razão e Sensibilidade e Monstros do Mar”, mas escritas por outras pessoas. Em entrevista ao jornal inglês “The Guardian”, Grahame-Smith disse não querer se transformar “naquele cara dos mash-ups” literários, e decidiu seguir outro caminho esquisito: transformar um dos mais famosos presidentes dos EUA em um caçador de vampiros.

abraham-lincon-vampire-huntO novo livro de Grahame-Smith: “Abraham Lincoln, Vampire Hunter” © Reprodução

É o enredo de “Abraham Lincoln, Vampire Hunter”, que conta a história de vida do republicano misturando seres sanguinários e história, algo como Drácula na Guerra da Secessão. O livro foi lançado nos EUA há poucos dias, mas já tem planos de estrear no cinema – e pelas mãos de Tim Burton e Timur Bekmambetov.

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Direito de Amar: Tom Ford estreia na direção com filme avassalador

No mundo da moda, quando falamos em Tom Ford os predicados “provocativo” e “sexual” vêm logo na sequência. Seu trabalho nas grifes Gucci e Yves Saint Laurent ao longo dos anos 1990 foi marcado desta forma, impregnado por essas palavras. Portanto é no mínimo surpreendente que a sua primeira produção cinematográfica seja um longa-metragem “sensível” e “romântico”.

Baseado no livro “A Single Man”, escrito por Christopher Isherwood em 1964, o filme (em português, “Direito de Amar”) relata a história de George Falconer (Colin Firth), um professor universitário que, após a morte do seu namorado, decide se suicidar.

colin-firth-a-single-man-direito-de-amarO ator Colin Firth, que interpreta o personagem George Falconer no filme “Direito de Amar”. A atuação rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator © Divulgação

Solteiro, homossexual e em profundo estado de depressão, Falconer se desconecta da realidade. Tom Ford traduz esse rompimento através de um interessante jogo de luzes: o protagonista aparece sob luz fria, em cores desbotadas, como se a vida lhe fosse aos poucos extraída. A iluminação esquenta somente quando o professor se relaciona com os demais personagens em tempo real ou então na sua memória, em que relembra a vida ao lado de Jim (Matthew Goode). No caso dos flashbacks, as cores entram numa gama altíssima, sendo quase saturadas. O efeito visual é impactante, capaz de emocionar até as audiências mais sisudas.

julianne-moore-a-single-man-direito-de-amarA atriz Julianne Moore, que interpreta a personagem Charlie: suas aparições são marcadas pela iluminação mais quente e cores vivas © Divulgação

Tom Ford trata o filme como se fosse um grande ensaio de moda, com a diferença que as roupas fazem o papel de coadjuvantes. O figurino assinado por Arianne Phillips (a mulher que cuida das turnês de Madonna) ganha finalização extra refinada pelas mãos do estilista: um terno sendo arrumado milimetricamente sobre a mesa, o vestido turquesa de uma criança, as cenas em que sua amiga Charlie (Julianne Moore) aparece à bordo de vestidos finos, sempre com a beleza impecável, numa orquestra regida em perfeita sintonia com os objetos do cenário. O rigor e a precisão de cada peça de roupa cria uma relação íntima com o perfil dos personagens, além de retratar muito bem um período de transição na sociedade americana do final dos anos 1950 e início dos 60. Era a época, por exemplo, em que o grooming masculino se fazia essencial: cuidados meticulosos com o corte e caimento dos ternos são retratados de maneira fidedigna.

+ Confira as salas de cinema onde o filme será exibido no Brasil

Vale pontuar também a genialidade de Tom Ford ao fazer a transição da moda para o cinema. Numa época em que moda deixou de ser apenas roupas, ele se mostra plenamente capaz de extrapolar os limites das passarelas para desbravar uma seara onde nenhum outro estilista desta geração, ou de qualquer geração anterior, havia tido êxito.

Com sensibilidade à flor da pele, “Direito de Amar” mostra um lado desconhecido de Ford. Todo aquele controle imagético que o estilista exerceu durante suas gestões na Gucci e Yves Saint Laurent continua marcante. Mas a diferença agora é que, através da Sétima Arte, sua visão transborda na riqueza das imagens e ganha uma profundidade antes impossível, com altas doses de emoção.

nicholas-hoult-tom-ford-julianne-moore-colin-firth-a-single-man-direito-de-amarNicholas Hoult, Julianne Moore, Tom Ford e Colin Firth num screening de “Direito de Amar”: o estilista fez sua estreia cinematográfica com louvores da crítica © Divulgação

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+ Site oficial: asingleman-movie.com

+ Veja quem passou no premiere do filme aqui no Brasil

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Avatar e a moda: filme inspirou desfiles e editoriais

Em 1997, um filme sobre uma tragédia marítima teve a maior bilheteria de todos os tempos: cerca de US$1,3 bilhão pelo mundo. Após “Titanic” levar 11 Oscars, seu criador James Cameron trabalhou discretamente por uma década em seu novo projeto.

O que ninguém imaginava é que o cineasta bateria seu próprio recorde: “Avatar” é o primeiro filme da história a arrecadar mais de 2 bilhões de dólares mundialmente – sem contar a venda de DVDs e Blu-Rays, meus caros, que ainda nem começou.

O fato de que o título levou mais de 10 anos para ficar pronto e, quando finalmente saiu, ainda era o filme mais tecnologicamente inovador de todos os tempos conta muito a favor de Cameron, um mestre dos efeitos especiais (40% do longa é “fabricado”) cujo trabalho mais recente deve ganhar mais meia dúzia de estatuetas nesta edição do Oscar 2010 (que aconteceu domingo, 07 de março). Ao todo, “Avatar” recebeu 9 indicações ao Academy Awards, mas levou somente três (efeitos visuais, fotografia e direção de arte).

E não tinha como tamanha popularidade não aparecer no mundo da moda, de uma maneira ou de outra. Não que haja uma abundância de criaturas felinas azuladas à solta, mas definitivamente não faltam referências tribais e texturas que lembram a estética deste grande sucesso cinematográfico. Confira:

Avatar e a moda: filme inspirou desfiles e editoriais

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Ferragamo escancara o closet de Greta Garbo em exposição inédita

No auge da fama, o estilo andrógino e a vida pessoal überreservada da atriz  sueca Greta Garbo (1905 – 1990) chegaram a ser considerados entediantes pela mídia. Ainda assim, ela causou inveja em gente como a sua contemporânea Marlene Dietrich (1901 – 1992), que na época declarou publicamente que gostaria de ser Greta. Sua reclusão era tamanha que, em 1954, ao receber um Oscar pelo Conjunto da Obra, ela não compareceu à cerimônia de entrega, cabendo à amiga Nancy Kelly receber a estatueta no seu lugar.

Quase 20 anos após sua morte, uma das mais enigmáticas divas de Hollywood – e uma das poucas a fazer a transição do Cinema Mudo para o Falado com sucesso – ganha uma nova exposição que, muito provavelmente, revela mais do que a atriz aprovaria se ainda estivesse viva. No último dia de fevereiro, o museu Triennale, em Milão, abriu as portas para a mostra “Greta Garbo – Il mistero dello stile”.

A ideia nasceu quando Craig Reisfeld, sobrinho-neto de Garbo, falecida em 1990 após décadas longe dos holofotes, visitou o Museu Ferragamo e, em conversa com a curadora, Stefania Ricci, comentou sobre o extenso closet que a família havia guardado. A exposição inclui clipes de filmes, fotografias (há uma seção dedicada ao seu rosto), figurinos de filmes famosos e peças pessoais, de echarpes e casacos a malões Louis Vuitton personalizados, além de muitos sapatos Ferragamo.

O designer Salvatore Ferragamo, que ganhou fama calçando atrizes de cinema na primeira metade do século 20, contou em sua biografia que Garbo lhe disse: “Não tenho sapatos. E quero andar.” Em cinco provas, ele criou um par de saltos baixos e fechados que ela gostou tanto que pediu 70 pares, a maioria variando apenas na cor.

De Milão, a expo segue para o próprio Museu Ferragamo, em Florença, onde fica até setembro.

“Greta Garbo – Il mistero dello stile”
ONDE La Triennale di Milano – Itália
QUANDO De 28 de fevereiro a 4 de abril de 2010
+ www.triennale.it

Ferragamo escancara o closet de Greta Garbo em exposição inédita

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FFW setlist: ouça Foals, Gainsbourg, Jamiroquai e mais!

SETLIST

Pra essa semana o FFW preparou um setlist, como sempre, mixado: tem a nova do Foals; Ini Kamoze com a trilha do filme “Prêt-à-Porter” de Robert Altman; o disco pop jazz do Jamiroquai; Charlotte Gainsbourg regravando Jean Pierre Ferland; Depeche Mode e Patrick Wolf.

Ouça:

Foals – “Spanish Sahara

Ini Kamoze – “Here Comes The Hotstepper

Jamiroquai – “Too Young To Die

Depeche Mode – “Wrong

Jamiroquai – “When You Gonna Learn

Blondie – “Heart of Glass”

Charlotte Gainsbourg – “Le Chat Du Café Des Artistes

Pearl Jam – Alive

Patrick Wolf – “Theseus

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Comédia sobre top model decadente pode ganhar sequência

De acordo com o Deadline.com, o filme “Zoolander” terá uma sequência escrita pelo diretor, roteirista e astro Ben Stiller e pelo amigo Justin Theroux, um dos roteiristas mais quentes da atualidade graças ao sucesso de “Trovão Tropical” e ao hype antecipado de “Homem de Ferro 2″. O site ainda garante que Theroux está em Paris para assistir os desfiles de Inverno 2010.

Para quem não sabe, “Zoolander” é a história de um modelo fictício (Derek Zoolander) que enfrenta a decadência de sua carreira em Nova York e as intrigas do mundo da moda em que se mete, incluindo brigas com um outro modelo rival e um estilista poderoso que nunca trabalhou com ele, mas agora quer – por um motivo sinistro.

A comédia nonsense virou cult entre cinéfilos e fashionistas através de DVDs e canais de filme, já que a bilheteria do cinema não rendeu muita coisa por ser uma das primeiras estreias pós-atentado no 11 de setembro, em Nova York.

Mesmo assim, “Zoolander” já passou tantas vezes nos canais de TV a cabo que acabou popularizando o olhar ”Blue Steel”, assinatura do protagonista:

A dúvida é: quais famosos farão participações especiais no segundo? Afinal, o primeiro teve Tom Ford, Donald Trump, Natalie Portman, Heidi Klum, Carmen Kass, David Bowie, Claudia Schiffer, Karl Lagerfeld e até Milla Jovovich no papel da modelo Katinka Ingabogovinanana. Ainda é cedo pra arriscar um palpite, mas a redação do FFW acha que o Marc Jacobs adoraria entrar nesse hall da fama…

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Grupo californiano já é considerado o novo The Drums

Ao que tudo indica, os 15 minutos de fama do The Drums podem estar expirando.

Um quarteto indie em atividade desde 2007 é o mais novo favorito da imprensa americana. Antes The Muslims e agora The Soft Pack, os meninos californianos entraram para os radares de sites como Pitchfork e Gorilla Vs. Bear graças ao competente LP “The Soft Pack”, lançado pelo selo independente Kemado Records.

Ouça o single “C’mon”:

Quem? Naturais de San Diego, cidade costeira dos Estados Unidos, o grupo é formado por Matt Lamkin (vocal), Matty McLoughlin (guitarra), David Lantzman, (baixo) e Brian Hill (bateria).

Como? Fazem uma mistura de surf music com garage rock temperado com nostalgia 1990s, new wave e energia adolescente. Pense no The Drums como uma banda de garagem.

O que andam dizendo? O jornal britânico The Guardian publicou recentemente que “não gostava tanto do trabalho deles até que mudaram de nome”. Já o site Consequence of Sound assume que  “no segundo verso você já está cantando junto”. O blog brasileiro Move That Jukebox vai mais longe e os elege como “o novo The Drums”.

Onde você vai ouvir: Na trilha sonora do seriado “Skins”, no site Hypemachine, em baladas como a paulistana Neu, a carioca Casa da Matriz ou a curitibana James.

+ Site oficial: thesoftpackofficial.com/

+ Página no Myspace: myspace.com/thesoftpack

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“The Young Victoria” sai na frente da corrida pelo Oscar 2010

Considerado um termômetro para a cerimônia de entrega do Oscar, o Costume Designers Guild Awards (CDG) é uma premiação que acontece há mais de uma década para consagrar os figurinistas numa esfera mais ampla.

Equanto a Academia se limita a premiar um único longa-metragem por edição, o CDG abrange categorias que vão desde os filmes de época, fantasia e contemporâneos até minisséries e comerciais para TV. Para exemplificar o alcance do prêmio, até o filme em 3D “Avatar” concorreu, mas não levou.

A entrega do CDGA 2010 foi realizada nesta quinta-feira (25/02), em Los Angeles. O filme “The Young Victoria” levou o troféu na categoria “Excelência em Filme de Época”, o que o torna automaticamente o concorrente mais bem cotado para o Oscar que acontece no próximo dia 07 de março.

“O Imaginário do Doutor Parnassus” e as séries de TV “Mad Men” e “Glee” também levaram o prêmio em suas categorias.

Confira os vencedores em vermelho:

EXCELÊNCIA EM FILME CONTEMPORÂNEO

“(500) Days of Summer” – Hope Hanafin

“Brüno” – Jason Alper

“Crazy Heart” – Doug Hall

“Precious: Based on the Novel Push by Sapphire” – Marina Draghici

“Up in the Air” – Danny Glicker

EXCELÊNCIA EM FILME DE ÉPOCA

“Coco Before Chanel” – Catherine Leterrier

“Julie & Julia” – Ann Roth

“Nine” – Colleen Atwood

“Sherlock Holmes” – Jenny Beavan

“The Young Victoria” – Sandy Powell

EXCELÊNCIA EM FILME DE FANTASIA

“Avatar” – Mayes C. Rubeo & Deborah L. Scott

“The Imaginarium of Doctor Parnassus” – Monique Prudhomme

“Star Trek” – Michael Kaplan

MELHOR FIGURINO ORIGINAL PARA FILME OU MINISSÉRIE DE TV

“Georgia O’Keeffe” – Michael Dennison

“Grey Gardens” – Catherine Marie Thomas

“Little Dorrit” – Barbara Kidd

MELHOR FIGURINO ORIGINAL PARA SÉRIE CONTEMPORÂNEA DE TV

“Big Love” – Chrisi Karvonides-Dushenko

“Glee” – Lou Eyrich

“Dancing with the Stars” – Randall Christensen

“No. 1 Ladies’ Detective Agency” – Jo Katsaras

“Ugly Betty” – Patricia Field

MELHOR FIGURINO ORIGINAL PARA SÉRIE DE ÉPOCA/FANTASIA DE TV

“Mad Men” – Janie Bryant

“True Blood” – Audrey Fisher

“The Tudors” – Joan Bergin

EXCELÊNCIA EM FIGURINO PARA COMERCIAL

“Milkquarious” – Casey Storm

+ Site oficial do CDGA: costumedesignersguild.com


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Excêntrico ou fake? Die Antwoord é o hip-hop-hype do momento

Quem seria capaz de agradar ao mesmo tempo a cantora M.I.A, o DJ Diplo, o jornal britânico “The Guardian” e outros 3 milhões de pessoas?

A resposta vem da África do Sul: o grupo de hip-hop Die Antwoord (expressão do idioma Africâner, significa “a resposta”).

Formada pelos integrantes Ninja, MC Yo-Landi’s e DJ Hi-Tek (além de outros MCs ocasionais), a banda foi o primeiro grande viral de internet de 2010, ganhando cerca de 1.000 fãs adicionais no Facebook diariamente, acumulando 100 mil audições no Myspace e 3 milhões de visitantes no seu site oficial em apenas uma semana – o suficiente para derrubar o servidor onde estava hospedado.

Nos vídeos de “Enter The Ninja” e “Zef Side” o que se vê é uma estética esquizofrênica e hipster, um pouco retrô, mas pontuada por poluição visual e ironia. Se isso pode causar aflição aos olhos e ouvidos mais sensíveis, vai agradar ao internauta mais jovem.

Assista:

Ninja na verdade é Watkin Tudor Jones, um rapper veterano formado em Artes Plásticas. Ao longo da carrreira, ele já atendeu por diversos nomes, personalidades e bandas, o que lhe rendeu o apelido de “Eminem sul africano”. A mais conhecida dessas personalidades era Max Normal, que dava nome ao MNTV, seu grupo de hip-hop multimídia que se destacava pelo originalidade das performances e do estilo.

E enquanto o lema da banda é “dar ao mundo algumas respostas”, ninguém sabe ainda quais são as perguntas que eles querem responder. A repentina atenção da imprensa pela banda levantou suspeitas: seria o viral na verdade uma jogada de marketing da sua gravadora, empresário, ou até mesmo dos próprios integrantes do grupo?

Verdadeiro ou falso, o Die Antwoord começa 2010 como a banda de rap mais original feita por um branco desde o The Streets; e a mais famosa desde o Eminem. Nada mau.

+ Site oficial: dieantwoord.com

+ Myspace: myspace.com/dieantwoord

+ Página no Facebook: facebook.com/DieAntwoord

+ Perfil no Twitter: twitter.com/dieantwoord

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