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Oscar 2010: no campo da beleza, o triunfo dos coques

Tem quem os ache displicentes, coisa de última hora, mas as estrelas do Oscar 2010 apostaram com força no coque. O chignon apareceu de várias maneiras: esticado, com a franja solta, baixo, alto, trançado, lateral, desfiado e, no caso de Sarah Jessica Parker, tão volumoso que parecia um bolo.

Mas não foi só de coque que viveu a mais famosa das premiações do mundo. Teve quem escolhesse os cabelos soltos, encaracolados de maneira retrô, um dos hits de 2009.

Já na parte de maquiagem, as mulheres não arriscaram – e tudo bem, porque o Oscar não é o momento para isso. Apostando no que dá certo, muitas atrizes escolheram destacar os olhos suavemente através de sombras esfumaçadas em tons terrosos, delineadores, lápis e alguns cílios postiços; outras chamaram atenção para os lábios – caso de Sandra Bullock, vencedora do prêmio de Melhor Atriz. O batom Chanel Rouge Coco que ela usou, dizem, já se tornou um sucesso nas lojas.

De momentos duvidosos, só mesmo a escolha de penteado de Tina Fey: uma mistura de topete rockabilly com ondas que só sua personagem Liz Lemon aprovaria.

Confira as fotos na galeria.

Oscar 2010: no campo da beleza, o triunfo dos coques

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Lábios em foco: o retorno dos batons em cores nada básicas

Maquiadores de todo o mundo adoram,  incondicionalmente, alguns tons de batom, caso dos avermelhados e do cor-de-boca (que muda dependendo da cor da pele). Ultimamente, em rostos bem clean expostos nas revistas, estão surgindo novos preferidos, e em cores bem diferentes.

Não estamos falando apenas de um laranja mais vivo (tem, também), mas de azuis, roxos, amarelos… Entre as novidades, a cor mais constante – e provavelmente a mais difícil – é a preta.

A história começou em meados de 2008, quando diversas marcas, incluindo Yves Saint Laurent, destacaram os lábios noir. Os produtos surgiram no mercado e, pouco depois, a demanda diminuiu.

Mas a aura gótica continua rondando por aí. Será que desta vez emplaca?

Lábios em foco: o retorno dos batons em cores nada básicas

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O coque da Prada: entre Kim Novak e a “Vogue” japonesa

Quando a Prada desfilou ontem (25/02) seu Inverno 2010, a imprensa tratou de escrutinizar todos os detalhes: as estampas, os tricôs, os óculos, as modelos, o streaming (infelizmente falho) do site oficial e, claro, a beleza.

O que chamou a atenção não foi o rosto, feito das cores terrosas e sobrancelhas fortes que Miuccia Prada tanto gosta, mas os cabelos que, como tudo que a marca faz, devem surgir com mais frequência a partir de agora.

Guido Palau criou um coque volumoso, bem estruturado para trás e decorado com uma faixa de tricô grossa. “É um penteado clássico francês”, disse o hair stylist ao “WWD”. (Lindo, mas extremamente trabalhoso de se fazer em casa, Guido.)

A inspiração nos faz lembrar de divas do cinema, como Audrey Hepburn em “Charada” e Kim Novak em “Um Corpo que Cai” – aliás, as mulheres de Alfred Hitchcock adoravam um chignon –, mas as referências não são só antigas: Natalie Portman e a “Vogue” japonesa escolheram o tal penteado não faz muito tempo.

O coque da Prada: entre Kim Novak e a “Vogue” japonesa

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Martin Scorsese + Gaspard Ulliel: a nova campanha da Chanel

O pequeno grande cineasta Martin Scorsese (ele tem somente 1,50 m de altura, sabia?) é o mais recente artista renomado a trabalhar com a Chanel: ele dirigiu a campanha televisiva da nova fragrância masculina da casa, ainda sem nome. A estrela é o ator francês Gaspard Ulliel, novo galã do cinema europeu, que ficou mundialmente famoso ao interpretar a juventude do famoso canibal Hannibal Lecter no filme “Hannibal – A Origem do Mal”.

martin-scorcese-gaspard-ullMartin Scorcese e Gaspard Ulliel gravando o novo comercial da Chanel: o ator é figura fácil na primeira fila dos desfiles da marca © Divulgação

O resultado da nova parceria só chega às telas em setembro de 2010, e detalhes sobre as filmagens, assim como da fragrância, estão sendo mantidos em absoluto segredo.

Enquanto o dia não chega, assista abaixo às campanhas anteriores (e sempre impecáveis) da marca.

Coco Chanel (1992) >> dirigido por Jean-Paul Goude e estrelado por Vanessa Paradis

Chanel Nº5 (2004) >> dirigido por Baz Luhrmann e estrelado por Nicole Kidman

Chanel Mademoiselle (2007) >> dirigido por Joe Wright e estrelado por Keira Knightley

Chanel Nº5 (2009) >> dirigido por Jean-Pierre Jeunet e estrelado por Audrey Tautou

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A beleza que só McQueen via

Algumas belezas dos desfiles de Alexander McQueen se tornaram parte da memória que cultivamos das coleções. Teve o inverno 2001, no qual os cabelos eram cobertos por uma touca e a pele era esbranquiçada. Houve o verão 2003, em que as modelos apareciam de cabelos molhados e maquiagem escorrida. Ou, mais recentemente, as aliens criadas por uma equipe de efeitos especiais para o verão 2010.

O estilista era conhecido por sua exigência visual, e não deixava a maquiagem por menos: eram necessários pelo menos três testes antes da aprovação final (para a maioria das grifes, apenas um teste é feito antes do desfile)

Mesmo assim, beauty artists o adoravam porque ele não tinha medo de experimentar: desde seu começo nos anos 1990, o inglês mudava radicalmente as belezas a cada temporada.

McQueen apresentou leões, góticos de olhos vermelhos, indígenas, divas hitchcockianas, sósias da amiga Isabella Blow, bruxas, Cleópatras, loucas, afogadas, princesas e, no meio de tudo isso, nos proporcionou momentos que se tornaram parte da história da moda.

Hoje, o mundo da moda – e da beleza também – perdeu parte da sua graça.

A beleza que só McQueen via

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Gainsbourg, flores e gasolina: o novo perfume da Balenciaga

Desde que chegou à Balenciaga em 1997, o francês Nicolas Ghesquière se tornou um dos estilistas mais famosos e admirados do mundo. Mas não importa quantas roupas ou bolsas apresentava, havia sempre quem perguntava sobre os perfumes – afinal, a marca já havia lançado três sucessos na época de seu fundador, o espanhol Cristóbal Balenciaga.

Finalmente, após 13 anos na direção criativa da grife, Ghesquière sentiu-se confortável o suficiente para criar algo com o espírito da marca. “Cheiros são interessantes quando são indefiníveis”, disse. Para o perfume, cuja musa inspiradora é Charlotte Gainsbourg, o estilista pensou em várias ideias, “de flores a gasolina”.

O perfume final, “Balenciaga Paris”, mistura violetas com toques mais apimentados, foliares e amadeirados. “É uma fragrância cheia de luz com alguns toques dark“, resume o perfumista Olivier Polge.

balenciaga-fragranceA campanha do perfume Balenciaga Paris: still life inspirado por Irving Penn (e) e Charlotte em um jardim espanhol © Steven Meisel

O frasco é um espetáculo à parte: inspirado na silhueta mais famosa de Cristóbal Balenciaga, a cocoon (casulo, em português), é lapidado e tem tampa fragmentada como um prisma. “Procuramos por beleza, mas por estranheza também”, explicou Ghesquière.

O lançamento acontece no dia 15 de fevereiro, nos EUA (ainda não há previsão de chegada ao Brasil).

+ www.balenciagafragrance.com

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Prata da casa: aprenda como usar a sombra hi-tech da temporada

O maquiador Terry Barber disse em entrevista ao FFW que apostava em um make minimalista, com destaque para os pontos iluminados (algo que ele chama de “mood makers”). A cor prateada pode bem servir a este propósito: dá um ar high-tech à produção e, na maioria dos casos, não precisa de nenhum complemento.

gloria-coelho-terry-barberA beleza do desfile de Gloria Coelho, criada por Terry Barber: iluminador prateado, lápis branco e corretivo nos cílios © André Conti/Agência Fotosite

Recentemente, o prata apareceu nas passarelas de altacostura da Armani Privé e da Chanel (inclusive nas unhas), nos desfiles de inverno 2010 de Gloria Coelho, Cori e Patachou e até no Grammy, nos olhos da cantora Rihanna.

Em semana de Carnaval, poucas tonalidades remetem tanto à folia quanto as metalizadas. Vanessa Rozan, do Liceu de Maquiagem, ensina como usar sem exageros. “A sombra prata é mais dicifil de usar que a dourada, mas não é impossível!”, brincou a maquiadora.

Como prata é um tom que aparece de maneira diferente em peles diferentes, principalmente brancas e negras, é bom ficar de olho na quantidade aplicada: “Quanto mais clara a pele, mais clara pode ser a sombra também”, aconselha Vanessa.

De dia: “Sombra prata não é a mais indicada para o dia por causa do brilho, mas se quiser mesmo usar aplique bem pouco no canto interno dos olhos (só se quiser mesmo).”

De noite: “Em festas a sombra prata está liberada! Pode ser usada como iluminador ou como sombra cintilante na pálpebra toda.”

E como usá-la como iluminador? “Aplique nos cantos internos dos olhos ou nas têmporas. Pode ser usada embaixo das sobrancelhas também.

Prata da casa: aprenda como usar a sombra hi-tech da temporada

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Cor da sorte: sombra verde é a menina dos olhos da temporada

Na temporada brasileiro de inverno 2010 (Fashion Rio + SPFW), a sombra verde apareceu sozinha em dois desfiles: Rosa Chá e Graça Ottoni.

No primeiro, no qual dois tons de verde se misturaram (o mais escuro no côncavo e no canto interno dos olhos, o outro seguindo um pouco além), o efeito era mais evidente. No segundo, um verde clarinho preenchia os côncavos e os cantos.

verde-fr-spfwAs belezas de Rosa Chá (criada por Robert Estevão) e Graça Ottoni (criada por Max Weber) © André Conti/Agência Fotosite

O verdinho também apareceu nos makes de dois desfiles de altacostura, Christian Dior e Jean Paul Gaultier. A forte referência teatral tomou duas formas do mesmo tom: em um, o verde contornava os olhos; em outro, invadia as pálpebras.

verde-marion-dior-gaultierDeu verde nos desfiles de Dior e Jean Paul Gaultier © Marcio Madeira/Firstview

Mas não foram apenas esses os nomes franceses que aprovaram a cor. Para aparecer no SAG Awards, a atriz Marion Cotillard foi sutil: passou sombra verde musgo na linha dos olhos e marcou levemente o contorno dos côncavos.

Se você gosta da cor, eis um jeito fácil de adaptar o look das passarelas para a vida real:

verde-marion-cotillardA linda Marion Cotillard de sombra verde em premiação © Reprodução

+ Veja os vídeos com o resumo da beleza no SPFW inverno 2010

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Tipo Mia Farrow: jovens atrizes apostam no cabelo (mega) curto

O portal FFW já havia antecipado que a jovem atriz australiana Mia Wasikowska, a nova Alice, seria capa da “Teen Vogue” norteamericana. Eis que a revista surgiu e, apesar do vestido azul e da manchete gritante, Mia não lembra muito a personagem que está no imaginário popular: ela cortou o cabelo!

mia-farrow-vs-mia-WasikowskaÀ esquerda, a veterana Mia Farrow na capa da revista “Life” (maio de 1967); à direita Mia Wasikowska na capa da “Teen Vogue” (março de 2010): quarenta e três anos separam os registros, mas o corte de cabelo é o mesmo © Reprodução

O estilo, que lembra aquele bem curtinho eternizado por Mia Farrow em “O Bebê de Rosemary”, também foi adotado por uma das atrizes mais promissoras de 2010: Carey Mulligan, que interpreta a filha de Gordon Gekko em “Wall Street: Money Never Sleeps”, filme com estreia marcada para maio no Brasil. Hoje (02/02) ela também foi indicada ao Oscar de melhor atriz por seu trabalho em “Educação”.

carey-mulligan-los-angelesCarey Mulligan em premiação, em Los Angeles ©Reprodução via Just Jared

O melhor é que não há necessidade de ir direto às tesouras para testar o look: Max Weber conseguiu o feito no desfile de Inverno 2010 da Melk Z-Da, usando as madeixas compridas das modelos para fazer franjas e costeletas. E ficou lindo, lembra?

melk-z-da-max-weberAs modelos no backstage da Melk Z-Da: visual masculino criado (sem peruca!) por Max Weber ©André Conti/ Agência Fotosite

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Diretor de make da M.A.C. Europa avisa: minimalismo é o futuro

O londrino Terry Barber queria ser hippie. Acabou virando diretor de maquiagem artística da M.A.C. na Europa, um emprego, segundo ele, “mais ou menos hippie”. Em sua segunda visita ao Brasil, Terry assinou a beleza de seis desfiles no SPFW (Ellus, Carlota Joakina, Gloria Coelho, Reinaldo Lourenço, Osklen, Iódice).

Entre um intervalo e outro, ele falou com exclusividade ao FFW:

terry-barber-osklenTerry Barber em ação no backstage da Osklen: já passaram por seus pincéis celebridades de Diana Ross a Amy Winehouse © Agência Fotosite

Como se envolveu com o mundo da maquiagem?

Nos anos 1980, quando eu estudava arte e pintava meu rosto para ir aos clubes em Leicester Square.

Como é o processo de criação de um make para um desfile?
A maquiagem deve se ajustar ao desfile. Então converso principalmente com o stylist, para entender a história e o clima da apresentação. Alguns demoram mais do que outros. Alexander McQueen, por exemplo, faz três testes de maquiagem antes do desfile. Já o da Carlota Joakina demorou cerca de três horas para ser criado. Conversei um pouco com Gloria Coelho e decidimos o visual – uma garota presa na chuva – rapidamente.

Você atende muitas celebridades. Qual foi a situação mais absurda que viveu com elas?
Foi com Grace Jones. Era um ensaio fotografado por Jean Paul Goude, namorado de Grace na época, e eu peguei o Eurostar [trem que liga Londres e Paris] para chegar lá. O trem quebrou e eu fiquei 3 horas preso, sem comunicação. Mas deu tudo certo, porque Grace chegou depois de mim. Ela está sempre atrasada!

Quem é seu ícone de beleza?
Gosto de beleza provocativa, como a de Grace Jones e a de Tilda Swinton. É uma mistura de masculino e feminino que me fascina.

grace-jones-terry-barber-vGrace Jones na capa da “V” #57: a beleza é do amigo Terry Barber © Jean Paul Goude

O que chamou sua atenção no Brasil?
Vim ao Brasil pela primeira vez há dois anos e meio, e gosto muito dessa mistura brasileira de culturas. Os estilistas inspiram-se em vários lugares e acabam criando um caldeirão de referências muito interessante.

Cinco itens básicos na nécessaire?
Um bom corretivo, rímel, batom vermelho, lápis kohl preto e pó finalizador, de preferência mineral.

Você acha que os produtos minerais vão crescer?
Com certeza. Eles dão um efeito natural, mas bem cuidado.

Quais são as tendências de make em que você aposta?
Menos destaque para olhos e lábios e mais para pele e pontos iluminados, que eu gosto de chamar de mood makers [algo como "criadores de humor"]. Acho que estamos indo do luxo, que é mais ostensivo em termos de maquiagem, para o moderno e futurista – não em termos de high-tech, mas em termos de perfeição minimalista. A verdadeira dificuldade será criar o drama da maquiagem usando menos produtos.

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