Stephanie Noelle - Google +

Gospel, gótico, pop, soul: Diane Birch é uma mistura de tudo isso

dianebirch_abre©Reprodução

Diane Birch faz parte de um novo time da música. Um time que vai de encontro às vozes e ao sucesso de nomes como Katy Perry, Pussycat Dolls e derivados, e que se assemelha bem mais a Adele, Duffy e Amy Winehouse,  graças à voz poderosa, que mistura soul (mais dos anos 60/70), jazz, folk e pop, as letras profundas – e todas escritas por ela – e um jeitinho todo retrô.

De 27 anos, nascida em Michigan, ela pode parecer frágil à primeira vista, mas não: “Quando criança eu tive que endurecer. Toda vez que eu me mudava, eu era a ‘pessoa nova’, então após um tempo você se torna auto-suficiente”. Tais mudanças se devem ao seu pai, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que quando Birch era pequena, levou a família para o Zimbábue, depois Austrália e em seguida para a África do Sul. Aos 11 anos, a família se assentou em Portland, Oregon, e ela clandestinamente começou a ouvir pop, já que seus pais proibiam, dizendo que era uma música “pecaminosa”. E como muitas garotas adolescentes, se rebelou contra sua educação e se tornou gótica, obcecada com músicas de Cure, Bauhaus e Sisters of Mercy. “Isso resultou basicamente do meu background clássico. Eu era muito obcecada com música clássica e era a única coisa que eu ouvia quando criança. Então eu meio que me desloquei para toda essa fase gótica porque eu amava o movimento gótico, amava um monte de bandas góticas e eu era um pouco obcecada com o século XVIII”, explicou.

+ Ouça “Fools”, primeiro single de Diane a ser lançado no Brasil:

Enquanto crescia, Birch foi educada com música: “Eu comecei a tocar piano quando eu tinha sete anos e comecei piano clássico. Estudei um método para treinar meus ouvidos, então eu tocava música pelo ouvido, e comecei a pegar coisas só de ouvir”, contou em entrevista. Além de piano, Birch ouvia apenas ópera e música gospel em casa, o que influenciou bastante a maneira com que canta. “Eu cresci na igreja. Depois eu me rebelei e deslizei para diferentes gêneros do pop. Mas a igreja, como toda a sua linguagem e imaginário, ainda é grande parte de mim. Eu evoluí através de tantas fases diferentes, tentando descobrir quem eu sou, o que eu sou. A resposta é que eu sou todas essas coisas”, disse em entrevista ao “Telegraph”.

dianebirchBirch já teve sua fase gótica e hoje faz uma mistura de sons, do soul ao gospel ©Reprodução

Ao terminar a escola, a cantora se mudou para Los Angeles, sem apoio dos pais, e começou a tocar em pianos de hotéis. Quando Prince a ouviu, gostou e chamou-a para tocar com ele e sua banda, em sua casa. Depois disso, ela se mudou para Londres, assinou com um empresário e escreveu boa parte de seu álbum de estreia, “Bible Belt” (que significa “Cinturão da Bíblia”, provavelmente uma referência aos pais religiosos).

A maioria das canções de “Bible Belt” se relaciona com a vida da cantora. “Rise Up” é uma declaração vigorosa e honesta sobre a moralidade proibitiva de sua mãe, e “Valentino” (que tem um clipe incrível) é sobre um amigo imaginário criado por ela em seus dias solitários na África: “De alguma forma, essa música representa, na verdade, uma espécie de adeus à inocência infantil, quando sua imaginação é tão vívida e pura, e não é censurada pela mídia, ou sociedade, ou qualquer coisa. Só é realmente, realmente livre. Essencialmente essa música representa aquela pureza de imaginação”, explicou a cantora.

+ Assista ao clipe de “Valentino”:

Com letras tão pessoais, é de se perguntar se Diane não se sente muito exposta. A resposta é não: “Na verdade é ótimo. Eu nunca tenho certeza se as pessoas estão curtindo. Eu fico tipo, ‘Quer dizer que você gostou disso?´. É um pouco estranho as pessoas gostarem disso, porque eu sempre penso, ‘Oh, yeah, tenho certeza que isso é uma droga’. Então as pessoas reagem a isso, e isso realmente vale a pena”.

dianebirch_doisFranjão e cílios cheios de rímel são indispensáveis ©Reprodução

Além do da voz incrível e do rosto lindo, Diane possui um estilo bastante único. Ao “Refinery 29″ contou as cinco peças que usa constantemente:

1. “Amo chapéus e sempre mantenho um guardado em minha bolsa, mesmo que eu não estiver num humor pra chapéu”.
2. “Adoro acessórios “Nativos Americanos” e tenho um bracelete Djare feito à mão  que eu nunca tiro”.
3. Eu tenho essa velha camiseta esfarrapada da KMFDM que eu uso para dormir, e às vezes eu não consigo tirá-la, então eu a uso durante o dia também!”.
4. “Minha legging de couro Raquel Allegra”.
5. “Minha bota de carneiro tem sido minha melhor amiga”.

E qual seria a arma secreta para levantar um look rapidinho? “Tem que ser um batom vermelho”.

Bible Belt – Diane Birch

1. “Fire Escape”
2. “Valentino”
3. “Fools”
4. “Nothing But A Miracle”
5. “Rewind”
6. “Rise Up”
7. “Photograph”
8. “Don’t Wait Up”
9. “Mirror Mirror”
10. “Ariel”
11. “Choo Choo”
12. “Forgiveness”
13. “Magic View”

A cantora mantém um tumblr, cheio de referências boas. Acesse aqui.

+ Veja na galeria mais do estilo de Diane Birch

Aos 42, Helena Christensen posa de lingerie e se destaca como fotógrafa

29/07/2011

por | Gente, Moda

helena_abreHelena Christensen ©Reprodução

Helena Christensen tem lugar cativo no Olimpo das supermodelos, lugar conquistado no auge dos anos 90, graças ao seu rosto – e corpo – extremamente marcante. Hoje, aos 42 anos, ela ainda não deu por encerrada sua carreira, e faz inclusive catálogo de lingerie. O tal catálogo é bastante especial, já que é de uma linha premium que a própria assina para a Triumph, da qual também é embaixadora.

helena_triumphAos 42, na campanha da Triumph ©Reprodução

A modelo, natural de Copenhague, ganhou a coroa de Miss Dinamarca em 1986, foi descoberta em 1989 pelo fotógrafo Friedemann Hauss e em 1990 foi capa da “Vogue” UK, e daí em diante, alçou voo certeiro ao sucesso, não sem enfrentar desafios. “Certa vez fiquei presa em um barco quebrado, no meio do Oceano Índico, em águas infestadas de tubarões, durante cinco dias, antes de sermos resgatados, durante um shooting para “Vogue”. Nós acabamos fotografando no caminho para o aeroporto, no último dia”, contou à “Vogue” inglesa.

helena_modelHelena desfilando para John Galliano, Alaïa e Chanel ©Reprodução

Embora tenha começado há mais de duas décadas, Christensen é da opinião de que a indústria não mudou muito: “Sempre haverá um desejo por algo novo, fresco e inovador, assim como um anseio e respeito por elegância e beleza atemporais. Eu fui sortuda por começar a trabalhar em uma época na qual as garotas podiam apenas ser elas mesmas. Ninguém nos falou para mudar nossos corpos ou nosso look. Todo mundo era único do seu próprio jeito”.

Quando fala de ícones, a veterana tem uma ideia clara de quem representa beleza, “Eu sempre amei o estilo de Jean Seberg, Jane Birkin e Marilyn Monroe. Uma pessoa bonita é alguém que se mantém verdadeira a si mesma e ao seu espírito; alguém que tem autoconfiança e pode fazer você sorrir”.

helena_exibicaoTrabalhos de sua primeira exposição em Londres ©Helena Christensen

A vida além-modelo

Helena Christensen ama fotografia, e seu trabalho já foi exibido em diversas mostras, e também na revista “Nylon”, uma publicação que a própria modelo ajudou a fundar, em 1999! “Descobri muito cedo que eu amava fotografia. Inicialmente eu fotografava e então eu me tornei modelo. Muitas coisas me inspiram, a natureza, principalmente”, contou. À rede inglesa BBC, a modelo declarou: “Quando vejo fotografias que eu tirei, eu fico realmente entusiasmada, porque elas mostram um verdadeiro eu. Fotografia ajuda minha alma a alcançar todas as milhas que meu corpo viajou, documentando minha vida”.

helena_fotosLiv Tyler e Kate Moss ©Helena Christensen

Além da fotografia, a modelo está em um projeto da Swarovski Crystallized, em busca – por todo o país – de uma nova modelo para a campanha de Primavera/Verão 2012. E como veterana, sua opinião sobre as new faces conta bastante: “Cada garota aí fora tem sua própria maneira de brilhar – há muitos rostos delicados e corpos lindos. Eu particularmente acho que algumas garotas asiáticas possuem um look elegante”.

Com uma história sólida, é de se perguntar qual foi o melhor momento: “Honestamente sinto que toda a minha carreira é um único momento longo e memorável. Tem sido uma jornada tão intensa, maluca e surreal, e eu ainda me sinto desse jeito”, e finaliza, “Contanto que eu continue inspirada e me sinta desafiada, e enquanto as pessoas com as quais eu trabalho se sentirem do mesmo jeito, acho que eu continuarei por aí”.

Stella McCartney digital: estilista lança campanha e novidades online

28/07/2011

por | Moda

stella_abreVodianova para McCartney ©Mert & Marcus

Stella McCartney (leia entrevista para o FFW aqui) está empenhada em tornar sua marca mais online. Prova disso são as recentes mudanças que a grife está fazendo, com um novo site e uma segunda edição do aplicativo para iPad, com exclusividade para dar uma olhada na nova campanha, além de toques pessoais da própria estilista.

A marca também reforçou seu e-commerce, lançado ano passado, acrescentando 28 novos países da Europa, e criou uma função chamada “reserve na loja”, que permite que o cliente compre uma peça online e vá busca-la em uma loja de sua preferência, além de um serviço de agendamento – no site – de compra privada – nas lojas.

stella_campanha©Mert & Marcus

No entanto, uma das novidades mais interessantes, é o aplicativo que contém galeria de imagens da recente exibição londrina “Linda McCartney, A Life in Photographs”, e acompanha um livro publicado esse ano pela Taschen, com imagens selecionadas pessoalmente por Stella. Há também bastidores da criação da campanha de sua coleção para a Adidas, inspirada nas Olimpíadas, bastidores do desfile de Inverno 2011, em Paris, preview da coleção resort e um vídeo de making-of dos vestidos que a designer fez para o baile do MET. Ufa.

A campanha do Inverno 2012, estrelando Natalia Vodianova, que esteve nas campanhas de Inverno/2010 e Verão/ 2010, será lançada oficialmente em setembro, mas no site da designer e no iPad os clientes já podem ter um gostinho do trabalho executado pela dupla Mert Alas e Marcus Piggott, feito no jardim de uma casa em Oxfordshire.

natalia_stellaadsVodianova na campanha de Inverno 2010 e Verão 2010 ©Mert & Marcus

+ stellamccartney.com

Vídeo brasileiro com Raquel Zimmermann ganha repercussão internacional

27/07/2011

por | Moda

raquel_abre

Quando o produto nacional é celebrado em âmbito internacional, os brasileiros se enchem de orgulho. É o caso do vídeo feito pelo fotógrafo Manuel Nogueira para a edição de agosto da “ELLE” Brasil, veiculado nesta quarta-feira, 27, no site “Nowness”, famoso pelos conteúdos inspiracionais e de alta qualidade.

No vídeo, a top Raquel Zimmermann, que ocupa 40 páginas da próxima edição da revista, aparece ao som de uma musiquinha surf-rock dos anos 70, “Tide King”, de Pierre Gerwig Langer, com cabelo retrô-chique e fazendo dancinhas engraçadinhas-sexies.  E Raquel está mais do que incrível. O filme reúne os maiores talentos da moda nacional, com as apostas da editora de moda, Susana Barbosa, para o Verão 2012, como Pedro Lourenço, Alexandre Herchcovitch e Andrea Marques.

+ Assista ao vídeo abaixo:

Ao “Nowness”, Susana Barbosa falou sobre Raquel: “Acho que o segredo é que ela se manteve cool por todos esses anos. Ela realmente tem paixão pela moda, e está mais interessada em criar imagens maravilhosas do que se tornar uma celebridade”. A modelo, que tem 10 anos de carreira, foi descoberta aos 14 anos, e chegou a ser a número um do mundo. Fez um clipe com Lady Gaga e até já dançou Poker Face para Nick Knight. Nessa temporada, ela está nas campanhas de Yves Saint Laurent, Lanvin, Alexander Wang, Jimmy Choo e Animale.

Tanto talento, é de se perguntar o que podemos aguardar de Raquel. Segundo a mesma, em entrevista ao FFW na temporada de Inverno 2011, os planos são de continuar trabalhando, em busca de um lugar no pódio de modelos veteranas como Kristen Mcmenamy e Linda Evangelista.

+ Veja aqui tudo o que já publicado no FFW sobre Raquel Zimmermann

Abaixo a ditadura, excesso de gostosura está na moda!

26/07/2011

por | Moda

abreCurvas na moda ©Reprodução/Steven Meisel

Aos poucos, o corpo com curvas vai ganhando vantagem em direção ao pódio de escolhidos da moda. Começou com os seios, em 2010, e toda a estética dos anos 50 em voga, e agora chega ao corpo todo, com as tais modelos “plus size” estampando capas de revistas e editoriais mundo afora. O bureau de tendências WGSN fez uma análise do movimento e afirma: “Big is beautiful!”. Confira abaixo:

vogueitalia©Reprodução/Steven Meisel

Na capa da edição de junho de 2011 da “Vogue” Itália, as modelos plus size Tara Lynn, Candice Huffine e Robyn Lawley. Em fevereiro deste ano o site da revista lançou um canal interno chamado “Vogue Curvy”, com o objetivo de abordar a moda de forma mais abrangente a outros tipos de corpo. O canal traz ícones curvilíneos, guias de “como usar” e dicas diárias de estilo. Já na edição de julho da mesma revista, a modelo australiana Sophie Sheppard estampa editorial de “certos” e “errados” da moda para corpos cheinhos. Além disso, a editora-chefe da publicação, Franca Sozzani, está fazendo uma petição online contra sites e blogs pró-anorexia.

vogueitalia_2Dicas da “Vogue Italia” de Julho/2011 ©Adriano Russo

Os designers também estão se limitando cada vez menos aos tamanhos convencionais (a eles). Marc Jacobs está trabalhando em uma linha “plus size”, e também foi recentemente anunciado que a grife Clements Ribeiro está colaborando com a Evans, uma grande rede de lojas que trabalha com tamanhos do 44 até 62, para criar uma linha premium dentro do segmento. A Evans também anunciou que, devido à variedade de silhuetas existentes, vai etiquetar suas roupas de acordo com formas corporais, como seios grandes, pera, maçã ou ampulheta, além do tamanho.

rennRenn três vezes: plus size, photoshopada na “Vogue” mexicana e quando sofria de anorexia ©Reprodução

A modelo americana Crystal Renn começou a carreira como uma modelo mainstream e travou uma longa batalha com a anorexia, ressurgindo no mercado com cerca de 30 quilos a mais, como modelo plus size. Enquanto as mulheres da vida real são definidas como plus size acima do manequim 46, classificar uma modelo de plus size é um pouco mais complicado. Na última vez em que foi medida, Renn tinha 97 cm de quadril, o que a classificaria como tamanho 40. Normal para a maioria, mas plus size para as modelos. Nos últimos seis meses, o peso de Renn flutuou drasticamente e na edição de fevereiro da “Vogue” alemã ela apareceu bem magra, e acusações de uso excessivo do photoshop circularam por vários blogs. Isso levou a debates se ela deveria ser classificada como uma modelo plus size.

A agência que alçou Renn à fama, Ford Models, lançou recentemente um book chamado de Ford+, apresentando meninas curvilíneas emergentes, como Inga Eiriksdottir, McKenzie Raley, Leah Kelley, Alyona Osmanova e Michelle Olsen.

Blogs para ver:

blogs_umNicolette Mason e Gisele Ramirez ©Reprodução

O blog de Nicolette Mason oferece um vislumbre de sua vida e estilo pessoal, um mix de peças assinadas e moda de rua. Em um vídeo no Youtube, feito com outra blogueira, Gabi, Nicolette oferece um tour guiado pelo seu guarda-roupa, e dá informações valiosas sobre o que funciona para a sua silhueta. Gisele Ramirez é uma autoproclamada “garota de 18 anos de proporções generosas, aspirante à fotógrafa, designer, fashionista e vivendo em Sydney”.

GabiFresh, o blog de Gabi, saiu na revista “Glamour”, no “Guardian” e no “New York Times”, e recentemente ela criou um editorial em colaboração com a Wilhelmina Curve, uma agência de modelos plus size.

gabi_freshO editorial feito em parceria com Gabi, e a própria ©Reprodução

Aposta: modelo alemã em ascensão estrela campanha de Carina Duek

26/07/2011

por | Moda

carola_capaO novo rosto da marca Carina Duek ©Reprodução

Algumas marcas brasileiras têm apostado, já há algum tempo, em rostos fortes no mercado internacional, mas ainda não muito conhecidos pelos brasileiros; como Carina Duek, que trouxe a Angel da Victoria’s Secret, Candice Swanepoel na temporada passada, e para a campanha de verão aposta na alemã Carola Remer. Já marcas como Santa Lolla – que trouxe Sasha Pivovarova e Freja Beha –, e  Authoria, com Constance Jablonski, apostam em tops de primeira, caso de Freja e Sasha, e que já são conhecidas por aqui também.

Carola Remer começou na carreira há pouco tempo, mas já ocupa o 43º lugar no ranking do Models.com, está na campanha da H&M e foi clicada por Inez & Vinoodh para a francesa Printemps e para a norte-americana Ports 1961. No curriculum da modelo também estão editoriais para as “Vogue” da Itália, Japão, França, China, Espanha e Alemanha, “Harper’s Bazaar”, “V Magazine” e “W”, fotografada um dia antes da modelo voar para o Brasil, onde ficou apenas um dia para clicar toda a campanha de Carina Duek.

+ Assista a um vídeo com Carola, feito pelo fotógrafo Juan Algarin, que costuma fazer pequenos vídeos de modelos:

A estilista contou ao FFW que escolheu Carola porque ela “traduz a força e a sensualidade com que a marca vem para o próximo verão. Ela é meiga e ao mesmo tempo muito chique e cool, e tem uma sensualidade natural através de sua atitude e seus gestos”, e completou, “ela com certeza será uma das grandes modelos que teremos”.

A modelo será rosto de uma coleção com essência dos anos 70, com estampas que traduzem o “flower power”, estampas felinas e cores fortes, como pink e laranja. Carina buscou utilizar tecidos leves e nobres, como laise, mousseline de seda e linho, além dos sempre presentes cetim e renda.

carinaduekPreview da coleção de verão de Carina Duek ©Divulgação

“[Me inspirei] no universo Carina Duek, em música, filmes, e arte, que são elementos que estão sempre no meu olhar. Os festivais de Woodstock ou Coachella, e ícones como Janis Joplin, Marisa Berenson, Kate Moss, Scarlett Johansson, Sofia Coppola e musas do cinemas da década de 60/70 também fizeram parte da coleção”, explicou Carina.

+ Veja na galeria mais trabalhos de Carola Remer

Não é brinquedo, não! Bolsas feitas de Lego são hits da hora!

25/07/2011

por | Moda

mariasole_abreMariasole, a dona das bolsas de Lego ©Reprodução

Às vezes, ideias que parecem absurdas logo de início acabam por se mostrar incríveis. É o caso, por exemplo, de Mariasole Cecchi, florentina de 24 anos, que criou a “Les Petits Joueurs”, marca de bolsas de Legos! Sim, os brinquedos coloridos de montar.

Mariasole, que mudou para Paris aos 20 anos em busca de inspiração, hoje vive em São Paulo, com o namorado Dimitri Mussard, herdeiro da Hermès. “Estou muito feliz de estar aqui. O Brasil é um país maravilhoso! Apenas acordar com o sol já me enche de energia e me deixa num bom humor louco, me dando muitas novas inspirações. Economicamente falando, é um poder incrível, que a cada dia cresce mais e mais”, contou ela a uma publicação italiana. Embora sua marca esteja sendo um sucesso, a designer contou que gostaria de ser dançarina, caso sua veia como criadora não vingasse. “Acho que não há nada mais feminino e sexy, e bom para o corpo e a mente de uma garota. Eu estudei dança, mas não o suficiente para ser uma profissional”.

mariasole_loveO primeiro modelo desenvolvido pela italiana e a criadora a usando ©Reprodução

E como a maioria das boas ideias, a de Mariasole surgiu ao acaso, depois de uma noite brincando com Legos e uma limpeza no closet: “Eu achei uma bolsa velha da qual eu gostava muito. Em vez de jogá-la fora, resolvi aplicar Legos, formando a palavra ‘Love’. Naquela noite, usei em uma festa e foi um sucesso, todo mundo se encantou por ela. As pessoas pediam um modelo igual ao meu. Então eu fiz o modelo de piano e a mesma coisa aconteceu de novo. No final das contas, eu resolvi que isso podia ser um negócio. E aqui está minha linha: ‘Les Petites Joueurs’ (em tradução literal, ‘Os Pequenos Jogadores’)”, explicou ela ao site da “Vogue” italiana. Além do “insight”, a italiana contou que foi influenciada por um de seus designers favoritos, Jean-Charles de Castelbajac, conhecido pelos modelos super divertidos.

O processo criativo da designer não tem quase nada de industrial, como ela mesma explica: “É um longo processo. Primeiro eu penso no tipo de imagem que eu quero. Depois, à mão – eu não uso programas de computador, não porque eu não queira, mas porque eu nunca aprendi como – eu faço o design do Lego, prestando atenção às medidas. Então, eu envio o design ao meu responsável pelos acessórios e ele cria o protótipo, que é enviado para a fábrica, onde os artesãos fazem a bolsa, e voilà, o produto está pronto”. Embora viva no Brasil, Mariasole não abre mão de que todos os seus produtos sejam feitos em Florença, na Itália, devido à expertise do local em acessórios de couro. “Eu não queria sacrificar a qualidade do couro e do artesanato”, explicou.

mariasole_brasilAs homenagens de Mariasole ao Brasil ©Reprodução

Ao ser questionada sobre o que há de especial em suas criações, ela não poupa nas palavras: “Elas transmitem diversão, alegria. Há muita positividade em meu trabalho, adoro que elas sejam diferentes e coloridas”, e completou: “Eu amo dar espaço a minha imaginação. E [eu amo] o sorriso no rosto das pessoas quando elas veem meu trabalho pela primeira vez”.

Diferente de outras marcas de acessórios, a Les Petites Joueurs não vai trabalhar com coleções, e sim com padrões diferentes, como as edições dos países, em que homenageou os EUA, Brasil, França, Itália, etc. E na lista de planos da italiana, os próximos itens são sapatos! Será que veremos modelos deles incrustados com legos também?

+ Confira na galeria mais do trabalho de Mariasole

Ilustradora refaz os vestidos das princesas com precisão histórica

capa_disneyO “novo” vestido de Cinderela, de acordo com sua época ©Claire Hummel

Para quem cresceu assistindo aos clássicos da Disney, os vestidos usados pelas personagens principais são bastante icônicos e memoráveis. Quem nunca se encantou com o vestido de baile da Cinderela, que desaparecia após as 12 badaladas, ou com o rodado amarelo usado por Bela para dançar com a Fera?

No entanto, a ilustradora Claire Hummel, de Los Angeles, percebeu que ninguém tinha parado para pensar se as vestimentas das meninas da Disney tinham precisão histórica, ou seja, se fariam sentido no contexto histórico no qual se passava a história. Claire decidiu então fazer sua pesquisa, e embora o resultado seja um tanto diferente daquele tão vívido na memória popular, traz uma visão interessante de história da moda.

+ Confira na galeria as versões refeitas dos guarda-roupas Disney:

Semana de moda de Nova York vira tema de documentário

the-tents_abreUma das tendas do Bryant Park ©Reprodução

Nem só de temas como o aquecimento global, a realidade das grandes corporações e os massacres em escolas se fazem documentários. Recentemente, é a moda que tem aparecido à luz nua e crua dos documentários. Começou com “The September Issue”, lá em 2007, quando Anna Wintour abriu as portas da “Vogue” US para o mundo inteiro fazer parte, e agora mais um entra na lista: “The Tents” (em tradução livre: As Tendas), que estreia no próximo sábado, em Nova York.

+ Assista ao primeiro trailer:

“The Tents” faz um apanhado cronológico de toda a história da semana de moda de Nova York, do seu começo bastante humilde, até hoje, sob o nome, e o patrocínio generoso, de “Mercedes Benz Fashion Week”. O documentário conta com entrevistas com estilistas e pessoas importantes (de verdade) para a moda estado-unidense, como Betsey Johnson, Carolina Herrera, Donna Karan, Isaac Mizrahi, Tommy Hilfiger, Zac Posen, Glenda Bailey, Hal Rubenstein, Nina Garcia e Suzy Menkes.

“Vendo o sucesso de recentes documentários de moda, como ‘The September Issue’ e ‘Valentino – O último imperador’, há claramente um interesse crescente nas histórias de bastidores da indústria da moda”, declarou James Belzer, diretor do documentário. “Com uma gama diversa de vozes, levamos o público numa jornada estimulante através da história da moda de NY. O termo ‘as tendas’ ressoa como uma metáfora para os locais de desfiles, bem como a toda a experiência de uma semana de moda”.

+ Assista ao segundo trailer:

Aqui no Brasil o anseio por saber o que acontece por trás das portas fechadas da Bienal do Ibirapuera não é menor, tanto que, em comemoração aos 15 anos de São Paulo Fashion Week, um documentário sobre a história do evento foi produzido, dividido em capítulos, e que foi ao ar pelo canal GNT. O universo das modelos brasileiras também ganhou expressão na tela do cinema, com o documentário “Top Models – um conto de fadas brasileiro”, que está em cartaz.

Opções para voyeur nenhum botar defeito.

Nome importante dos acessórios, Tom Binns admira Oscar Niemeyer

21/07/2011

por | Gente, Moda

tombiins_abreCriador e criaturas ©Reprodução WGSN

Ao se falar de acessórios, um nome que sempre sobressai é Tom Binns, que ganha exposição de suas peças em Hong Kong, chamada “It is Now“, e que leva seu trabalho pra On Pedder, uma espécie de Meca dos acessórios. Nascido na Irlanda, mas criado em Los Angeles, o designer procura optar por coleções temáticas, e possui uma legião de fãs, inclusive no Brasil. O bureau de tendências WGSN fez uma entrevista com ele, e descobriu de onde vem sua inspiração. Confira abaixo:

Como você descreveria seu trabalho?

Meus trabalhos são bastante pessoais. Cada peça exibe o pensamento e a cultura de um homem. São as emoções, pensamentos e experiência dessa pessoa sendo expressa em um momento particular.

tombinns2Cynic” e “Nobody Home” ©On Pedder

Seus acessórios foram usados por pessoas influentes, como Michelle Obama. Você possui uma mensagem por trás do seu trabalho?

Eu só gosto de criar a partir de ideias que têm profundidade e que desafiam quem as usam.

Onde você busca inspiração?

Eu fico inspirado com muitas coisas, de literatura a poemas e filmes. Às vezes eu escrevo um poema e o transformo em arte. Todas as minhas peças possuem um titulo. Às vezes o título vem antes, então eu crio a peça, e às vezes é ao contrário.

Qual sua obsessão atual?

Cores! Um jeito selvagem de brincar com cores, como aquela vista na minha coleção “Maasai Future Fantastic Fluo”, inspirada no povo Maasai, da África. É como se alguma coisa de fora do espaço encontrasse a África – um equilíbrio entre cores e elegância. Há um ritmo e uma fluidez nos designs.

tombiins_2“Cluck” ©On Pedder

Há algum artista ou designer em seu radar?

Fauvismo, que desafiou o uso das cores na pintura. Também, os prédios de Oscar Niemeyer. E eu amo o design do iPod. Não estou interessado em arte moderna; gosto de arte velha.

Você tem um destino de viagem preferido?

Eu realmente não viajo, então obrigado à “On Pedder” e “Joyce Boutique” por me darem a oportunidade de ir a Hong Kong pela primeira vez.

Como é seu espaço de trabalho e casa em Los Angeles?

Meu escritório tem 3000ft² (cerca de 280m²), de frente para a praia, e minha casa é bastante minimalista. Quando seu escritório se parece com um lugar logo depois de ser atingido por uma bomba, seus olhos precisam descansar em casa.

Jan-Jan Van Essche, nome da cena de moda belga, é pra ficar de olho

21/07/2011

por | Moda

janjan_materia©Reprodução

Jan-Jan Van Essche, de nome difícil, mas semelhante ao de outros criadores famosos de sua terra, a Antuérpia, segunda maior cidade da Bélgica, e berço de gente como Ann Demeulemeester e Dries Van Noten, é desses para ficar de olho na nova safra de criadores de moda. Especialmente porque o garoto, nascido em 1980, também tem uma visão não tradicional da moda, o que faz dele, além de talentoso, um respiro de ar fresco no meio de tantas coisas iguais.

Chamado de Jan Jan, se formou em 2003 na Royal Academy of Fine Arts (a mais famosa da Antuérpia), ganhou cinco prêmios de prestígio e lançou sua primeira coleção de moda masculina em 2010, chamada de “Yukkuri”, palavra japonesa que significa “pegar leve” ou “lento”, e agora acaba de lançar a coleção “Satta Amassagana”, que significa “dar graças”. Assim como muitos estilistas, Jan Jan diz que a moda sempre esteve presente em sua vida, mas tem uma razão de ser. “Quando eu e meu irmão gêmeo nascemos, nossa mãe tinha uma pequena loja de moda-punk (Bij Marie). E a cada dois meses ela costumava pegar a balsa para comprar novas coisas em Londres. E ela nos levava junto… Então eu acho que moda e roupas sempre fizeram parte da minha vida desde o começo”, contou ele a revista “Dazed&Confused”.

janjan_materia03Jan Jan em seu atelier ©Tom Merckx

Seu estilo pode ser definido como uma mentalidade “easyness”, uma mistura de valores étnicos e influências de sua experiência nos tempos modernos e na vida cosmopolita, e o lema “lentamente, mas certamente”. Para isso ele usa bordados e tecelagem, tudo feito na Bélgica. E Jan Jan só faz uma coleção por ano! Ao fazer isso, ele pretende criar um “guarda roupa anual”, que faz das camadas a solução para frio e calor. Além disso, cada peça é numerada, e são feitas poucos exemplares de cada. É tudo parte da filosofia de vida de Jan Jan: “significa que eu posso me concentrar em uma coleção de cada vez. Eu ficaria maluco se tivesse que desenhar três vezes ao ano. Além disso, eu não uso coisas diferentes ao longo do ano. Roupas de inverno ou verão não são tão diferentes para mim. Você só coloca mais roupas no inverno e as tira no verão”, declarou para a “Hint Magazine”.

Primariamente a coleção de Jan Jan era exclusivamente para homens, mas seus designs possuem um apelo unissex. “De fato, metade dos meus consumidores são mulheres e o caimento é bom, e o corpo feminino flui”. Quando uma mulher experimenta uma camisa sua, acaba virando um vestido-camisa solto, ótimo para usar com luxuosas leggings.

janjan_materia02Imagens da primeira coleção  ”Yukkuri” ©Dazed Digital

Para suas criações, Jan Jan se inspira em músicas, suas viagens para o Caribe, Mali e Seneal e em Madeleine Vionnet, designer favorita do estilista, “mais especificamente seu trabalho dos anos 20, as formas que ela criou com pedaços drapeados de tecidos. Ela foi uma visionária do seu tempo, mas ainda hoje ela é um exemplo e uma inspiração para mim”.

ONDE COMPRAR: Veja o link

janjanvanessche.com

+ Confira na galeria mais do trabalho de Jan Jan

Helmut Lang cogitado para Hermès e mais um capítulo da saga LVMH

19/07/2011

por | Moda

hermes_helmutÚltimo desfile sob direção criativa de Gaultier ©Reprodução Pascal Le Segretain

Não importa que Helmut Lang tenha doado quase todo seu arquivo para exibições de arte ou tenha destruído mais de 6 mil peças de sua autoria: a Hermès quer ele para ocupar o lugar de diretor criativo do feminino da marca, que é responsável por apenas 10% do volume de negócios, mas que tem todo um significado diante da mídia especializada e na história recente da moda.

Quando Jean Paul Gaultier saiu da marca, em 2010, a Hermès colocou Helmut Lang na lista de favoritos para substituir Gaultier. Porém, de acordo com o site Fashionologie, assim que a maison francesa cortejou o designer austríaco, ele recusou, alegando que queria continuar com sua recém-descoberta carreira de artista, ao invés de estilista. Com a resposta negativa, a Hermès investiu em Christophe Lemaire.

E já que o assunto é Hermès, recentemente outro porta-voz da marca fez sua declaração sobre as investidas da LVMH em comprá-la. Pierre-Alexis Dumas, diretor  artístico do grupo, declarou a “W” disse que “Hermès cresceu em uma cultura familiar, com um conjunto de valores no qual todos nós acreditamos. Estou convencido de que isso desapareceria se essa dimensão familiar se afastar ou for diluída. Sabe, existiram vários ótimos pequenos restaurantes em Paris que foram comprados por grandes cadeias ao longo dos anos, geralmente em nome de uma melhor administração. Mas de alguma forma os clientes pararam de frequentar, porque eles haviam perdido suas almas… Toda essa situação tem sido um incentivo para trabalhar ainda mais. Eu disse a todos, ‘Ouçam, caras – é hora de ser mais Hermès do que nunca”.

+ Hermès e o escudo anti-LVMH: entenda o novo desdobramento dessa batalha

Richard Phillips, pintor do pop e das celebridades, ganha mostra em NY

spectrum.abrejpg“Spectrum” ©Richard Phillips

Richard Phillips é um desses artistas que assumem mesmo sua vertente, sem medo de ser feliz. No caso dele, são as pinturas comerciais, especialmente de celebridades e modelos. Nascido em Massachusetts, em 1962, seu estilo remete às figuras dos anos de 1950 a 1970, porém com uma pitada sacana, meio porn. Este ano, ele foi além dos quadros e fez dois curtas-metragens para a Bienal de Veneza, com Lindsay Lohan e a ex-atriz pornô Sasha Grey. E neste final de semana o artista ganha exposição no East Hampton, em NY, na livraria e galeria de arte John McWhinnie & Glenn Horowitz.

Na exposição estarão expostos trabalhos de 1999 – 2010, que têm ligação direta com uma de suas frases mais famosas: “Minhas imagens envolvem um tipo de beleza desperdiçada – o que sempre foi um tópico do meu trabalho”. Tish Wrigley, da “Another Magazine”, escreveu que em todas as imagens em exposição pode-se notar essa intenção do artista: “As figuras te encaram com olhares sem brilho, seios nus, buscando despertar sem interesse, seduzir sem mistério. Ainda assim, elas atraem. [...] São interessantes apesar da beleza e sexualidade explícita, e não por causa delas”.

phillips_scout“Scout” ©Richard Phillips

A mostra tem o nome de “Ponto de Venda”, referência mais do que óbvia ao interesse do artista pela veia comercial, em todas as formas, já que Richard Phillips, além de fazer do comercial sua arte, também faz sua arte no comercial, como suas parcerias com marcas tipo Lacoste, quando fez camisas pólo em conjunto com a “Visionaire”, bolsas para a Jimmy Choo, e MAC Cosméticos, quando repintou um famoso quadro seu, “Der Bodensee”, com produtos de uma coleção da MAC. Um de seus mais recentes jogos de marketing foi aceitar ter dois de seus quadros (“Scout” e “Spectrum”) fazendo parte da decoração do apartamento fictício da família Van der Woodsen, do seriado adolescente Gossip Girl, exibido no Brasil pelo canal “Glitz*”.

phillips_colaboraçõesO quadro original “Der Bodensee”, e após “make-up” com produtos MAC ©Richard Phillips

Ao escolher retratar celebridades, Richard Phillips vai fundo no conceito e não esquece aqueles mais desafortunados perante a crítica, como Robert Pattinson e Taylor Momsen. Tais quadros também estarão na mostra. Para Tish, é justamente a falta de esnobismo artístico que impregna ao trabalho do artista seu poder e humanidade. “Seus trabalhos não julgam, eles apreciam”, escreveu ela na “Another Mag”. O que move o trabalho dele é o paradoxo entre o sobrenatural e o esmagadoramente real, que fica ainda mais óbvio, segundo a jornalista, nos curtas-metragens que marcaram sua estreia na Bienal de Veneza de 2011.

Richard Phillips: Point of Purchase fica em exposição até 08/08, na John McWhinnie & Glenn Horowitz Bookseller.

+ Confira na galeria mais do trabalho de Phillips:

Da fazenda para a passarela: Colleen Miner, a texana natureba

15/07/2011

por | Moda

colleen_abrirDo Texas para o mundo ©Reprodução

Colleen Miner é um nome para ficar de olho. Texana, sardenta e um pouco dentucinha, Colleen, aos 21 anos, tem o rosto e o mood que mais tem feito sucesso no ramo das modelos, um tanto duro e não convencional (lembra da londrina Billie Turnbull, a “punk cor de rosa” de que já falamos aqui no FFW?). Recém contratada pela agência Elite e novata em Nova York, a modelo está pegando o jeito da profissão. “Todo mundo de fora da indústria da moda tem essas noções preconcebidas sobre como é a vida de modelo. Eles não sabem que você tem que estar à disposição de todo mundo, que você trabalha longas horas e que você não recebe um salário fixo a cada duas semanas. Mas ultimamente, tem realmente valido a pena”, contou ela ao “WWD”. Confira abaixo mais sobre essa modelo que largou a faculdade, gostaria de ser agricultora e é do tipo “natureba”.

Sotaque:

“Austin é o único lugar no Texas que não se parece com o Texas. Se você sai de Austin por cerca de uma hora, é rural, Texas de verdade. Mas em Austin, a maioria das pessoas não fala lentamente e não é muito cowboy. Austin é mais estranha e eclética – definitivamente é uma bolha hippie dentro do Texas. Engraçado que, na minha primeira vez em Nova York em agosto passado, eu fui a um show no Brooklin, no East River, e realmente parecia com Austin. Quem saberia que eu poderia encontrar o Texas em Nova York?”

Morar em Nova York:

“Eu peguei um lugar em Williamsburg, então estou bastante animada com isso. Estou morando em um apartamento de modelos na 38th Street. Cabem oito [garotas] mas é flutuante. Serão três garotas numa semana, cinco na outra. Cultura de modelo é uma coisa; você nunca sabe quanto tempo você vai ficar em um lugar. Eu estava no telefone com minha mãe e tipo, “Eu estou vivendo com essa garota que está indo para a Alemanha semana que vem e essa outra que esta voltando de Tóquio amanhã e uma russa acabou de chegar”. É legal. Até porque se você não se dá bem com sua companheira de quarto, não é como se você estivesse presa a ela”.

colleen_editorialEnsaio pra revista “Yo Dona España”, de maio de 2011 ©Reprodução/Randall Bachner

Começo da carreira:

“Estudava na Universidade do Texas, em Austin, mas decidi sair depois do meu segundo ano. Simplesmente não era pra mim. Por sorte, dois meses depois de ter saído da faculdade, encontrei uma agência em Austin. E então um mês depois a Elite mandou um agente para se encontrar comigo. E uma semana depois eu estava em Nova York. Aconteceu muito rápido”.

Sobre seus interesses além da moda:

[Gosto de] Trabalhar com a terra. Eu amo trabalhar com agricultura orgânica. Se eu não fosse modelo, estaria trabalhando em uma fazenda no Texas. Meus pais sempre nos alimentaram com orgânicos. Tínhamos um jardim desde que sou pequena; somos pessoas da terra então é algo pelo qual me sinto atraída. Acho que agora, mais do que nunca, as pessoas estão ansiosas para aprender de onde sua comida e seus produtos vêm, e eu também. Eu queria ter tempo para aprender mais sobre isso. Eu fui puxada para o mundo da moda e agora é isso que eu faço em tempo integral. Isso absorve toda minha energia mas ao final do dia seria bom poder, por exemplo, ler um livro na cama.

Eu sou super nerd. [Se não estivesse trabalhando] eu iria ao Museu de História Nacional ou ao MET. Todas as coisas que eu estou vendo agora, na vida real, eu estava lendo em livros um ano atrás. Eu sentaria na seção do leste da Ásia por tipo uma hora e ficaria. Depois acho que eu faria compras. Eu sou pobre, então eu iria aos brechós do Brooklin.

Trabalhar como modelo:

Desde que estou aqui, minha percepção do tempo mudou completamente. A semana de trabalho não é de segunda à sexta – não há uma rotina. Você nunca pode fazer planos porque assim que você os fizer, alguém vai te ligar tipo às duas da tarde e dizer “você pode estar aqui agora?”. Eu vim para Nova York em agosto. Assim que assinei o contraro, literalmente, a semana de moda começou. Foi o mês mais agitado, mais esmagador que eu já tive. Senti como se tivesse perdido a cabeça, um pouco. Todo mundo ficava me tranquilizando, “Não é normalmente assim. É apenas na semana de moda”. Mas na realidade, o normal é só uma versão menor disso.

Estilistas e estilo:

Se eu tivesse um orçamento grande, eu compraria alguma coisa do Alexander Wang. Toda vez que eu vejo um sapato que alguém está usando e eu acho legal, é Alex Wang. [Definir o estilo] é uma questão difícil, para uma modelo porque nós temos uma espécie de acordo não-falado de “você tem que se vestir de uma certa maneira para seus castings”. Assim que cheguei em Nova York, eles [a agência] falaram, “Traga sua mala aqui”. Eu fiquei confusa, mas fiz. Eles vasculharam tudo e falaram “Essas são ótimas. Essas, não use nunca mais”. Em seguida, colocaram roupas juntas e tiraram fotos. E falaram “Se você não souber o que usar, use isso”. Então você vai a um casting e você está igual a todas as outras.

collen_materia©Reprodução

Eles estão sempre procurando por uma “it girl”, alguém que tenha personalidade própria e seu próprio estilo, então todo mundo tenta ao máximo parecer diferente. Você vai ver garotas vestindo collants e botas militares, e você fica tipo “ahn?”. Acho que isso funciona, embora as garotas que são importantes normalmente usam as coisas mais malucas.

Eu sempre fui estranha, não estranha do tipo que usa collants, mas diferente. Tipo na escola, todo mundo falava, “Hm, o que você está vestindo?”, mas eu só adicionava pequenos detalhes. No ensino médio, eu sempre usei cintos por fora dos meus cardigãs. Agora todo mundo faz isso, mas eu me lembro de uma professora falando “O que você está fazendo?”. Quer dizer, eu gosto de silhuetas clássicas, cores clássicas. Eu tento usar apenas algodão orgânico. Eu uso muitos jeans de cintura alta. Eu já ouvi muita gente dizendo “Você se veste como se fosse do Brooklin”.

Beleza:

O hidratante fácil da Kiehl’s é matador. Eles só usam ingredientes naturais. Eu preciso do meu lip balm “Burt’s Bees” em mim o tempo todo. Eu gosto de Vitamina E para as unhas e cutículas. Ah, e água de rosas antes de colocar maquiagem. Dá um brilho radiante. Eu nunca fui muito de maquiagem, mas eu uso um hidratante-base com FPS.

Coisa mais maluca que já fez como modelo:

Há muitas coisas estranhas que uma modelo tem que fazer. Às vezes, quando você olha pra trás e tira do contexto, você fica tipo, “o que eu estava fazendo?”. Eu fiz um editorial em Sidney uma vez. Era outubro então era primavera, mas nós subimos a montanha e começou a nevar. E eu supostamente deveria usar roupas de banho. Então entre as fotos, eu me enrolava em cobertores e chapéus e botas Ugg, e assim que eles falavam “Pronta?” eu tirava tudo.

Anos 70 fever! Os óculos redondos são a bola da vez

14/07/2011

por | Moda

redondos_abre©Reprodução

Todo mundo provavelmente já cansou de ouvir que os anos 70 estão de volta à moda. No entanto, como a maioria das releituras de décadas passadas, usar um look todo setentista exige expertise para que não vire fantasia. E é aí que entram os acessórios.

Após a febre dos óculos gatinho, é chegada a vez dos óculos redondos, iguais aos imortalizados por John Lennon e por Ozzy Osbourne. Nos dias de hoje, Mary Kate Olsen e Lady Gaga são algumas das famosas adeptas ao redondinho.

redondos_lennonLennon, ícone ©Reprodução

Mas nem só do modelo clássico, com aro fino de metal, se faz a moda dos óculos redondos. Tem para todos os gostos e níveis de modernidade. Armações de tartaruga, extragrandes (tudo a ver com Jackie Kennedy nos anos 50) ou estranhos-divertidos, como os da coleção “Baroque” da Prada, e os da Lady Gaga.

redondos_referencias3Acima, Kirsten Dunst em catálogo da Band of Outsiders, e abaixo, exemplar tipo “faça-você-mesmo” inspirado em modelo de Sonia Rykiel ©Reprodução

O bureau de tendências WGSN sugere que se brinque e adicione elementos modernos, já que o modelo é bastante clássico, como cores, desenhos e detalhes com correntes, por exemplo. Nas cores, a ordem é se divertir, e pegar o embalo do color blocking, tanto nas armações quanto nas lentes.

Se inspire na galeria!