Stephanie Noelle - Google +

Zooey Deschanel: o estilo, a banda, o seriado e os próximos filmes

22/08/2011

por | Gente

zooey_abreZooey Deschanel ©Ellen von Unwerth/Reprodução

Seu primeiro papel de destaque no cinema foi lá em 2000, no filme “Quase Famosos”, como a personagem Anita Miller, mas ela realmente conquistou (e quebrou) o coração de muita gente nove anos depois, em “(500) Dias com Ela”. Sim, é de Zooey Deschanel que estamos falando, a Summer Finn que fez Tom Hansen, interpretado por Joseph Gordon-Levitt – e praticamente qualquer alma que tenha visto o filme – chorar. A boa notícia é que Zooey, que andava mais concentrada em sua carreira paralela de cantora – está de volta em um seriado americano do canal Fox, em que interpreta uma garota que tem tudo para ser tão cativante quanto Summer foi.

zooey_newgirlCenas de “New Girl” ©Reprodução

“New Girl” é uma comédia de Liz Meriwether, em que Jess Day, vivida por Zooey, é uma professora de 20 e poucos anos que levou um fora épico do namorado e precisa, nas palavras de Liz, “reencontrar sua própria mágica”. Jess, que é excessivamente positiva e honesta, e um tantinho pateta, vai morar em um novo apartamento com três caras solteiros. É difícil assistir ao trailer e não torcer de cara pela personagem, que adora cantar mesmo nos momentos mais inapropriados e faz umas carinhas esquisitas usando óculos geeks enormes.

Os roommates de Jess são Nick (Jake Johnson, de “Sexo sem Compromisso”), um garçom com mais maturidade do que os demais colegas de apartamento, Schmidt (Max Greenfield, de “Ugly Betty”), que acredita piamente que é o Casanova dos dias de hoje, e Coach (Damon Wayans Jr., de “The Underground”), personal trainer mandão que é tímido com as mulheres. Há ainda a amiga de infância de Jess, Cece (Hannah Simone, de “The Beautiful People”), uma modelo um tanto cínica e mal humorada, que adora dar conselhos sobre relacionamentos.

+ Assista ao trailer de “New Girl” e seja fisgado:

Além de “New Girl”, Zooey também está na comédia “Our Idiot Brother”, que estreia nos cinemas americanos em setembro.  E ganhou uma matéria a seu favor na atual edição da “Vogue” americana. Chamada pela mídia de “rainha indie das telas”, ela é inspiração para um monte de garotas que adoram vestidos retrô, cílios enormes, franjona e um mood alegrinho, e que não aguentam mais as atrizes-produzidas-em-série-de-cabelos-loiros que lotam Hollywood.

De fato, Zooey não pode ser comparada com outra atriz dos dias atuais. Mesmo morando em Los Angeles, ela procura manter distância da indústria: “Para ser honesta, eu passo meu tempo em meu jardim. Eu não gosto de conversadores de negócios, sabe, pessoas que estão o tempo todo falando “bla bla bla filmes”. Eu acho isso incrivelmente entediante”, disse ao jornal inglês “Guardian”.

zooey_doisEnsaio para a revista inglesa “Lula” ©Ellen von Unwerth/Reprodução

Ironicamente, Zooey cresceu no show business, já que sua mãe era atriz e seu pai era diretor, mas quando criança, não queria ser atriz: “Eu queria estar na Broadway. Eu amo musicais tecnicolor!”, disse à “Flare”. A vontade de atuar veio mais tarde, quando ela começou a ter contato com o cinema clássico, como no filme “Se Meu Apartamento Falasse”, de 1960: “Momentos cômicos surgindo de situações realmente dramáticas é meu lugar favorito para estar. [Se Meu Apartamento Falasse] faz um equilíbrio ótimo disso. Ultimamente, meu objetivo é fazer drama mais comicamente e fazer comédia mais dramaticamente”, contou.

Sobre seu estilo, diz: “Eu quero que o que eu visto no tapete vermelho seja um reflexo de mim. Não sou alguém que quer ser um camaleão com suas roupas. Quando estou em um evento, quero expressar quem sou… Eu amo vestidos balonês porque sinto que roupas justas são muito desconfortáveis. Adoro aquele look menininho/menininha de escola e Marc Jacobs, Miu Miu e Chloé”. E a carinha vintage, bem, Zooey é uma colecionadora, de verdade. “Eu tenho colecionado peças de [André] Courrèges há um tempão e procuro por peças em mercados de pulgas quando filmo em lugares diferentes”, contou à revista. A roupa favorita da atriz custou menos de US$ 30. Apesar de amar roupas e coisas retrôs – ela coleciona coisas antiguinhas de casa e seus dois pianos são dos anos 20 e 60 – ela não viveria em outra época, conforme contou ao “Guardian”: “Às vezes eu me sinto assim [como se tivesse nascido na época errada]. Mas então eu fico feliz de ter nascido quando nasci porque penso que as conveniências modernas facilitam a vida hoje”.

zooey_shehimZooey e M. Ward, e os dois albums da dupla ©Reprodução

E muito embora muitos gostem de vê-la nas telas, a preferência de Zooey é pela música: “Prefiro me escutar cantando porque eu tenho controle de tudo. [Gosto de manter o controle] porque você pode trazer algo ao mundo e dizer ‘É isso que estou fazendo e é um reflexo real de mim e é confiável e honesto e sincero’. Com um filme pode ser uma colaboração maravilhosa, mas na maior parte do tempo pode ser um diretor dizendo ‘Faça desse jeito, faça daquele jeito’, e isso não é um reflexo de quem você é, é um reflexo de quão bom você é em acatar as recomendações de outra pessoa. No final, é bom ter o seu próprio carimbo de aprovação em algo”.

+ Assista ao clipe de “Don’t look back”:

Ela é a “She” da banda “She & Him”, ao lado de M. Ward, em que, além de cantar, compõe as letras e as melodias, e já tem dois CDs, “Volume One” e “Volume Two”. Uma preferência por nomes minimalistas? “Sim, nós queríamos algo tão anônimo quanto possível, e com uma vaga referência a quem nós éramos para que o foco ficasse na música”, explicou ao “Guardian”. Se você nunca ouviu, a música deles pode ser descrita como “feelgood music”, algo como “música que te faz bem”. Isso porque Zooey afirma que é uma otimista: “Eu gravito em torno de músicas felizes. Eu amo Beach Boys!”, contou ao jornal.

Agora que você sabe tanto sobre a atriz-cantora, a gente te conta mais uma coisa: o nome incomum veio depois que seus pais leram o livro “Franny and Zooey”, de J. D. Salinger, o mesmo autor de “O Apanhador no Campo de Centeio”. Zooey no livro é engraçado e espirituoso, e também ator. E, conforme você percebeu pelo gênero dos adjetivos, um menino. Pode-se dizer que as particularidades de Zooey começaram desde cedo.

@therealzooeyd | hellogiggles.com

+ Veja na galeria mais do estilo retrô de Zooey

Próxima colaborada da H&M é DJ e modelo nas horas vagas

19/08/2011

por | Moda

leigh_abreA nova colaboradora da H&M ©Reprodução

Vem aí mais uma parceria da gigante H&M, mas dessa vez a marca aposta em duas novidades: Leigh Lezark, DJ do trio “The Misshapes” e modelo, vai fazer uma curadoria dos melhores itens da rede, tanto roupas quanto acessórios. Além disso, ela vai trabalhar com a marca no lançamento do primeiro corner da H&M dentro da Selfridges, em Londres!

“Eu amo comprar na H&M e sempre me certifico de passar na Selfridges quantou estou em Londres. Trabalhei com a H&M em várias ocasiões e quando eles me chamaram para fazer a curadoria de uma coleção especialmente para o primeiríssimo corner, eu fiquei encantada!” contou Leigh para o site da “Vogue” UK. A DJ também deu dicas de como serão os itens que ela vai escolher: “As peças da curadoria são, eu acho, clássicos modernos que todo mundo deveria ter em seus guarda-roupas – e eu tentei jogar algumas cores também!”.

leigh_zacLeigh no lookbook do Pre-Fall 2011 de Zac Posen ©Reprodução

Leigh, leonina de 27 anos, já veio ao Brasil em 2006, com o trio “The Misshapes”, quando tocou no Clube Glória, na noite “AleLux”, na época festa de Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo. A morena, que na verdade é loira de nascença, é uma das melhores amigas de Karl Lagerfeld, e é uma das embaixadoras da Chanel, tendo atuado no curta “Remember Now” (lançado no desfile da Cruise Collection de 2010), em que interpretou Coco Chanel. “Interpretar Coco foi maravilhoso, especialmente porque Karl a conheceu. Não tive tempo de ficar com medo – descobri que iria interpretá-la naquela mesma manhã!” contou à revista “InStyle”. “Karl disse que quanto mais “você” você conseguir ser, mas confortável você estará na tela. Isso é tudo o que realmente importa”, explicou.

Considerada um ícone da moda para muitas garotas ao redor do mundo, Leigh gosta de ir às compras com seus amigos. “Eu preciso da opinião deles. Uma das minhas lojas favoritas em Nova York é a Seven, no SoHo”, disse em entrevista. Além disso, a DJ não vai às compras a esmo: “Eu preciso ir fazer compras com uma missão. Se eu ando por uma loja sem propósito, eu poderia ficar lá por dias”.

leigh_revistaLeigh é capa e recheio da “Harper’s Bazaar” Korea, de agosto de 2011 ©Doug Inglish

Sendo DJ, mas trabalhando ocasionalmente como modelo, é comum que Leigh tenha algumas inseguranças quanto a aparecer nas páginas das revistas, certo? Errado! “Eu não sou obcecada com as fotos nas revistas ou o que as colunas de fofoca falam. Claro, há vezes em que eu olho para uma foto e penso que a moda ficou confusa ou minhas raízes têm 5 cm. Mas se as pessoas não gostam de como eu me visto, eu não ligo. Eu me visto para mim”.

+ Veja na galeria mais de Leigh!

Conheça o processo por trás da criação de um perfume Hermès

18/08/2011

por | Beleza

hermes_abreCampanha Primavera 2010 da Hermès ©Reprodução

No que concerne à perfumaria, a Hermès é bastante peculiar. É uma das únicas grifes de luxo que tem seu próprio nariz – ou perfumista – e produz fragrâncias exclusivas, enquanto outras marcas, também de luxo, licenciam seus nomes para conglomerados como Procter & Gamble ou grandes empresas de cosméticos, como a L’Oreal, e em troca eles produzem, embalam, distribuem e comercializam o perfume. Mas a Hermès não.

O criador de perfumes da grife, Jean-Claude Ellena, entrou em 2004 e criou sucessos como a coleção “Les Jardins”, como “Un Jardin sur le Nil” e “Un Jardin en Méditerranée”, e agora em 2011 lança a coleção “Hermessence”, apresentada por Arnaud Beauduin, vice-presidente da Hermès Parfums, na tarde da última terça-feira na loja da Hermès em São Paulo, no Shopping Cidade Jardim.

Arnaud apresentou a um seleto grupo da imprensa de beleza as nove fragrâncias que fazem parte de “Hermessence”, que traduz, como bem diz o nome, a essência e o essencial da Maison Hermès para os vidros de perfume. Por isso nove, e por isso tão diversas. “Hermessence” também expressa a liberdade e a criatividade não só da marca, mas também de Ellena, que teve – e sempre tem – carta branca na hora de criar essa coleção.

ellenaO nariz da Hermès, Jean-Claude Ellena ©Divulgação

“Ellena cria quando tem inspiração! Dessa vez, ele criou quatro fragrâncias de uma vez!”, contou Arnaud. É por isso que na Hermès não há constantes lançamentos de perfumes, já que eles surgem quando o perfumista Ellena está inspirado. E segundo Arnaud, os perfumes da Hermès não são parecidos com nenhum outro, pois “Ellena não escuta o mercado, não segue tendências. Nós odiamos tendências!”, contou o vice-presidente ao FFW, concluindo com: “Nós buscamos algo que ainda não existe”. Arnaud também fez questão de deixar claro que para a Hermès, fazer perfume é uma junção de duas coisas: “Criação e artesanato. Na Hermès nós temos artistas e artesãos por trás de todo o processo de criação do produto”.

Para ele, isso diferencia a Maison de outras casas de luxo, além da busca pela narração de uma história em cada um de seus perfumes. Outro ponto que diverge em relação a outras marcas são as propagandas: “A Hermès não faz anúncio com celebridades. Em vez disso, ela cria uma essência boa o suficiente para se vender sozinha, sem precisar disso”, explicou Marcela Brandão, assessora de imprensa da marca no Brasil.

E como são os números de vendas no Brasil? Arnaud só responde como um alto e sonoro “Muito bons!”, já que a marca não permite que se fale sobre números.

HERMESSENCE

iris-ukiyoA menina dos olhos da coleção ©Reprodução

A coleção conta com nove fragrâncias, sendo o carro chefe “Iris Ukiyoé”, que traz uma leitura não usual da essência da Íris, inspirado pela arte japonesa e pela palavra “Ukiyoé”, que significa “imagem do mundo flutuante”. “Eu tenho uma imagem na cabeça de íris em um ‘mundo flutuante’. Como um eco daquele mundo, meu próprio jardim é cheio de íris azuis e brancas desde o começo de maio até o começo de junho; Desde então, os dois mundos formaram um eco de cada um, e eu não posso ver, cheirar e tocar as íris sem fazer através dos olhos de Hokusai ou Hiroshige”, explicou o perfumista em apresentação do perfume.

“Eu queria reconstituir a sensação olfativa que certas variedades de Íris produzem em mim, buscando uma espécie de denominador comum em seus cheiros… Para expressar a ambiguidade que paira entre a presença e a fragilidade da flor, entre a discrição e a generosidade, eu trabalhei usando pequenos toques impressionistas. Foi fazendo uma justaposição dessas facetas que a fragrância assumiu sua identidade”.

japonesPinturas de íris dos japoneses Hokusai e Hiroshige ©Reprodução

Mas a coleção é grande o suficiente para agradar a preferências variadas, e há inclusive um kit em que o cliente pode escolher quatro miniaturas dos perfumes e guardá-las em uma caixa “tamanho viagem”, como nomeou Arnaud. O frasco de 100 ml custa R$ 593 e será vendido apenas na boutique Hermès, nada de perfumarias ou “free shop”. Outro diferencial? “A coleção Hermessence não tem gênero, são perfumes para partilhar”, ou seja, não são exclusivamente femininos ou masculinos, já que, segundo o perfumista da marca, isso é algo cultural.

+ Confira na galeria as outra oito essências do perfume:

Figurino de novo filme de Madonna é de arrancar suspiros; veja fotos!

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Tom Munro

A “Vanity Fair” divulgou, nesta sexta-feira, imagens inéditas do próximo filme de Madonna, “W.E.”, que já falamos aqui. As fotos mostram o figurino e as personagens do longa, que se passa na Inglaterra nos anos 1930, fala da abdicação de Eduardo VIII e seu caso com Wallis Simpson, socialite americana e divorciada. Muito moderna para sua época, Wallis também era linda e carismática, e a história de amor entre os dois culminou na renúncia ao trono por parte de Eduardo, que preferiu viver com sua amada a ser rei da Inglaterra. Se depender das imagens, vem coisa muito boa – e bonita – por aí.

O ensaio estará na edição de setembro da publicação, foi fotografado por Tom Munro, e traz os protagonistas do filme, James D’Arcy, de “Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo”, como Rei Eduardo VIII e Andrea Riseborough, de “Não Me Abandone Jamais” como Wallis Simpson na West Wycombe House, em Buckinghamshire. O nome por trás dos figurinos lindíssimos é Arianne Phillips, que, surpresa surpresa, trabalhou nos filmes “Direito de Amar” e “Johnny e June”, pelo qual foi indicada ao Oscar, com figurinos igualmente belos. Arianne também foi, por muito tempo, figurinista de Madonna.

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Tom Munro

Segundo a “Vanity Fair”, há cerca de 60 trocas de roupas no filme, ou seja, praticamente uma troca e meia de figurino a cada 1 minuto! Entre as marcas escolhidas pela figurinista estão Dior, Cartier, Dunhill, Chapelaria Stephen Jones e joias Alexis Bittar.

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Andrea Riseborough e James D’Arcy ©Reprodução

Já está ansioso para ver esses figurinos em tamanho maximizados? Clique na galeria para ver mais!

Saiba quem é hoje o homem mais influente no mundo da beleza

16/08/2011

por | Beleza, Gente

peter_abrePeter Philips em ação, no backstage da Chanel ©Reprodução

Peter Philips: é ele o homem que fez metade das mulheres do globo quererem usar esmalte verde, quando o legal era “corzinha clara”. É ele também o diretor criativo da divisão de beleza da Chanel, o que segundo o “The Independent”, o torna o maquiador mais influente do mundo. Convenhamos, tudo o que ele coloca de maquiagem na passarela da marca vira hit instantâneo, com listas de espera imensas por vidrinhos de esmaltes, por exemplo.

A carreira de Philips deu uma guinada rumo ao sucesso em 1999, quando trabalhou em um editorial para a “V Magazine”, ao lado do fotógrafo Willy Vanderperre e do stylist Olivier Rizzo, todos eles amigos que se conheceram durante os estudos na Academy of Fine Arts, na Antuérpia. Por coincidência, as roupas eram de Raf Simons, também baseado na Antuérpia e da mesma tribo que os outros três. No ensaio, Philips pintou um desenho do Mickey Mouse no rosto da modelo Robbie Snelders, e logo a imagem se tornou notável e festejada por sua abordagem iconoclasta, que marcava o trabalho “contra a maré” do grupo. Tempos depois, é ainda mais considerável que Peter Philips esteja totalmente “dentro da maré”, pois cria imagens para os desfiles, campanhas e os próprios produtos de beleza da Chanel que são usados por um número incontável de pessoas no mundo todo.

fotoA maquiagem que cativou a Chanel, na “Vogue” US de setembro de 2004 ©Irving Penn

Mas o que realmente chamou atenção da maison francesa foi outro trabalho de Philips, para uma “Vogue” americana de setembro de 2004, em um ensaio fotografado por Irving Penn, em que a modelo Lisa Cant vestia uma renda preta, uma máscara incrustada de jóias e lábios violetas preenchidos por Philips, segundo os veteranos de beleza da Chanel, Dominique Moncourtois (contratado pela própria Coco Chanel) e Heidi Morawetz revelaram a ele tempos depois.

“Eu havia trabalhado com Karl [Lagerfeld] e então eles começaram a me chamar como maquiador freelancer para as campanhas de beleza da Chanel. E eu pensava: ‘Eles estão entusiasmados’, porque sempre que eu estava fazendo maquiagem eles sentavam ao meu lado, assistindo e fazendo perguntas o tempo todo”, contou em entrevista ao “The Independent”. Philips não fazia ideia de que estava sendo preparado para a próxima etapa, de entrar no universo da marca: “Então, depois de alguns ensaios, eles me convidaram para visitar o estúdio Chanel e eu disse ‘sim, fantástico’, achando que haveria alguns produtos de graça lá…”

“Eles realmente gostaram do jeito que eu trabalhava, aparentemente, o jeito que eu podia fazer uma beleza clássica, uma base linda, uma maquiagem respeitável para uma mulher, que não é muito “moda”. Mas eles também conheciam meu trabalho freelance, meu portfólio, e eles disseram que amaram o fato de que eu era capaz de ir bem longe”. A partir daí se iniciou um período de dois anos em que Philips foi preparado para assumir o cargo, mas devidamente em segredo. Isso é bastante comum na Chanel, pois seus donos – a família Wertheimer, que assumiu a parte de beleza em 1920 – trabalham de maneiras bastante misteriosas. “Eles se aproximaram secretamente. Isso foi ok, teria havido muito pressão se todo mundo soubesse”, disse Philips.

peter_02Make-up de Peter para a “LOVE” #6 e para a “Vogue” Paris de março de 2011 ©Willy Vanderperre e Inez van Lamsweerde & Vinoodh Matadin

Willy Vanderperre

E foi em Janeiro de 2008 que a posição de Philips foi oficialmente anunciada. À época, Karl Lagerfeld declarou ao “WWD” que ele não era apenas um excelente maquiador, mas que também podia criar um rosto perfeito, o que já era um prenúncio do que seria a abordagem da marca – apelar para o desejo feminino de se aperfeiçoar e também testar limites de uma maquiagem mais artística e experimental – e que está no cerne do trabalho e do sucesso de Philips.

“Eu não quero fazer as pessoas comprarem algo estanho, um esmalte verde, por exemplo,”, diz o maquiador, após três anos e meio de casa. “Eu sempre tento balancear minha coleção para que todos possam achar algo nela. Os tons mais especiais – eu odeio essa palavra, mas vamos com essa mesmo – estão lá como uma provocação. Quero dizer que há um belo rosa ou bege, mas se você quer um amarelo, então ele tem que estar lá também. Não há nada oferecido pela Chanel que faria uma mulher parecer uma tola. É tudo projetado para fazer as mulheres ficarem bonitas e isso – essencialmente – é o que eu faço aqui”.

Neste momento, está para ser lançada a coleção de Outono/Inverno da Chanel. Philips faz quatro por ano: Primavera, Verão, Outono/Inverno e Natal, embora existam drops de produtos no meio disso. Muitos dos novos tons e texturas são mostrados primeiramente na passarela. Segundo o maquiador, ele só fica sabendo do “mood” da coleção quatro ou cinco meses antes, e é informado de maneira mais completa apenas 10 dias antes. Ele tende a começar a trabalhar em um produto cerca de dois anos (!) antes de qualquer lançamento e o fato de que roupas e maquiagem inevitavelmente funcionam tão bem juntas é nada mais do que uma prova da sincronia de pensamento dos dois responsáveis por cada área.

peter_05Peter Philips faz o make-up da “Vogue” UK de janeiro de 2009 © Patrick Demarchelier

“Vejo algumas peças do desfile, rolos de tecidos, rascunhos que Karl desenhou”, explica o maquiador. “E então há sempre uma dica de cabelo e maquiagem, talvez um pequeno toque de azul em torno dos olhos ou uma pena no cabelo, breves indicações. Ele também gosta de ver coisas, de ser surpreendido. Muitas vezes eu uso algo da coleção nova e às vezes nós criamos algo especialmente para o desfile”.

Como carros-chefes da nova coleção de beleza da Chanel há seis sombras cremosas – as primeiras da marca. “É uma fórmula surpreendente. É algo que eu queria fazer desde que comecei a trabalhar na Chanel. Acho que a maioria das mulheres amam, você pode aplicá-las com os dedos e o resultado por ser tão sutil ou forte como você quiser”, contou o maquiador, que deu dicas sobre a coleção, “Há um pêssego acetinado que se funde com o tom da pele. Faz seus olhos parecerem luminosos e você também pode usar com moderação nas bochechas. Há um preto, que é o preto mais intenso que você pode imaginar, o que significa que ele absorve luz, mas ele é misturado com o máximo de brilho. E entre esses dois há os metálicos, super brilhantes, um bronze legal, um roxo bonito…”

Para os esmaltes, que possuem praticamente um séquito de fãs devotadas, o tema dos metálicos continua: Quartz, bronze esmaecido com rosa para um efeito relativamente discreto; Graphite, uma mistura super chique de prata, dourado e platina; e Peridot, que, quando atingido pela luz, faz as unhas parecerem douradas e na sombra se torna um brilhante pavão verde. O maquiador diz que não acha que o tom vai alcançar o sucesso espetacular do Particulière, lançado em 2010, mas não é esse o ponto: “Não acho que esta vai ser um clássico, mas é algo que você quer ter porque é quase como um acessório”.

Já em setembro a Chanel vai lançar o Rouge Allure Velvet, algo que vai fazer as fãs aguardarem ansiosamente. “Senti que havia uma necessidade por um batom de acabamento mate”, disse Philips. “Quando você olha veludo ele é mate, mas se você o torce um pouco há uma luminosidade brilhante. Esse é o efeito que nós estamos tentando alcançar: um mate suave. Além disso, um monte de batons ‘mate’ ressecam os lábios. É importante que ele seja confortável”.

peter_04Make-up da Jil Sander Primavera 2011 e Alexander McQueen Primavera 2010 ©Reprodução

A Chanel tem tanta confiança em Philips que ele continua firme e forte no mercado da beleza, trabalhando em editoriais com os melhores fotógrafos do mundo e também criando belezas para desfiles de outros estilistas. Um exemplo icônico foi o look alienígena-subaquático do último desfile de Alexander McQueen, feito por ele, e agora ele trabalha com Sarah Burton. Os lábios rosa – flúor da Jil Sander, sob comando de Raf Simons, também foi obra dele.

“A Chanel entende que eles não me pagam para me trancar em uma torre de marfim”, diz Philips. “Eles sabem de onde eu venho e o que me inspira. Tenho trabalhado em tempo integral fazendo editoriais e maquiagens de desfiles por 15 anos e se eu apenas fizesse a mesma coisa um dia após o outro acho que eu estaria perdido. Isso é bom. Me nutre. Continuo em contato com meus fotógrafos, adoro trabalhar com meus amigos que são stylists e modelos. Eu não estou isolado, e isso é uma coisa boa”.

Hoje Philips vive entre Nova York e Paris, viaja muito, mas não tanto quanto costumava, e diz estar aproveitando os estranhos finais de semana livres que são uma novidade. Ao finalizar a entrevista, a repórter pergunta se Philips tem o melhor trabalho do mundo: “Eu acho que tenho!”, ele responde rindo.

A coleção de outono, “Illusions d’Ombres”, chega às lojas da Europa e dos EUA no dia 19 de Agosto e o lançamento “Rouge Allure Velvet” chega em 30 de setembro.

peter_chanelnovoAs novidades da Chanel “Illusions d’Ombres” e “Rouge Allure Velvet” ©Reprodução

Especial Verão 2012: o que vai estampar a próxima estação

12/08/2011

por | Moda

British Colony  - Fashion Rio Verao 2012©Romeuuu

Deu Brasil. No que concerne às estamparias apresentadas na temporada do Verão 2012, os estilistas buscaram inspiração no próprio país, investindo em temas tropicais, florais e referências étnicas. Apesar dessa predominância, houve de tudo um pouco, como pontuou a editora de moda da “Folha de S.Paulo”, Vivian Whiteman: “Tem muita variação, hoje em dia se pensa tudo pra agradar gregos, troianos e quem mais tiver dinheiro para comprar”.

Influência ou não, o tropical também foi apresentado em algumas passarelas importantes da temporada de moda internacional, como na Prada, o que facilitou a assimilação do tema pelos consumidores, que podiam achar caricatural demais. “São sempre diluições de temas. Está em alta esse lance do tropical comportadinho, com folhagens e animais em prints discretos. Esse ‘tropicalzinho de madame’ já pegou”, explica Vivian.

As listras também apareceram em diversas passarelas no Brasil, em padrões de cores bastante variadas, e já conquistaram o público. Segundo Debora de Pierro, do WGSN, “as listras já são confirmações em vitrines de grandes marcas nacionais e internacionais”.

Quer uma dica de como usar as estampas da vez? Debora sugere listras em camisetas e vestidos de malha, e estampas em vestidos fluídos de tecidos nobres, como seda e cetim. Não sabe combinar? Não se preocupe, pois segundo Vivian, o jeito mais legal de usar é “tudo junto e misturado!”.

Aproveite!

TROPICAL

A estampa vedete da estação aparece tanto em maxi-folhagens, representações literais e mix de fauna e flora. Para quem não quer se embrenhar pelas matas, algumas marcas, como British Colony e Nica Kessler, fazem representações suaves desse tema.

tropical2_estampasPedro Lourenço, Ellus, FH por Fause Haten, Adriana Degreas ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

tropical_estampasEspaço Fashion, Triton, Nica Kessler, British Colony ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

LISTRAS

A dupla azul+branco, eternizada por Mademoiselle Chanel, evoluiu e agora aparece em todos os tons e espessuras possíveis, brincando com as cores do arco-íris. Tem para as conservadoras, tem para as modernas. É só escolher.

listras_estampasCoven e Colcci ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

listras1_estampasCavalera, Cori e Totem ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

FLORAL

Evocando romantismo, as flores bateram cartão no Verão 2012, e de diversas formas: pequenas aglomerações, flores enormes tomando todo o tecido, às vezes meio abstratas, em outras bem destacadas.

florais_estampasFilhas de Gaia, Reinaldo Lourenço, Coca Cola Clothing ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

florais1_estampasCavalera, Maria Bonita Extra, Andrea Marques e Alexandre Herchcovitch ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

ÉTNICA

Têca, Tufi Duek e Neon foram algumas das marcas que se jogaram na estamparia étnica, e cada uma apostou em um estilo, ora sofisticado, ousado ou bem literal. O consenso? Se divertir, misturar e não ter medo de experimentar.

etnico1_estampasPatachou, Neon e Têca ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

etnico2_estampas2nd Floor e Tufi Duek ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

BICHOS

Em vez da representação de apenas uma parte, por que não o todo? Nessa estação, as marcas atualizaram as estampas de bichos pelos próprios bichos, um jeito divertido e mais original.

animais_estampasCoven, Reinaldo Lourenço, Pedro Lourenço e Glória Coelho ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

FELINA

Se depender do Verão 2012, a estampa de onça tira folga, e dá espaço para o tigre, em representações nada tímidas. Em vez de detalhes, use em grandes doses.

onca_estampasEspaço Fashion e Andrea Marques ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

GEOMÉTRICA

As estampas geométricas são quase um clássico, e estão presentes em muitas coleções desse verão. Com mais ou menos contraste, são sempre coloridas e nada monótonas.

graficas_estampas2nd Floor, Totem, Cantão e TNG ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

graficas2_estampasAcquastudio, Samuel Cirnansck, Cori e OEstúdio ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

ABSTRATA

Não ter certeza do que se está vendo é a grande sacada dessas estampas, que fazem brincadeiras com flores disformes, pinceladas super coloridas ou até Hello Kitty, como fez Fernanda Yamamoto.

abstracionismo_estampas2nd Floor, Amapô e Fernanda Yamamoto ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

XADREZ

Outro clássico das estampas, o xadrez vem em cores atuais, brincando de mostra-esconde ou misturado à outras estampas, como fez a Ellus.

xadrez_estampas2nd Floor, TNG e Ellus ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

Próximo capítulo: formas

Relembre as reportagens anteriores do Especial Verão 2012:

- Temática

- Beachwear

- Sapatos e bolsas

- Jeanswear

Grande dama da fotografia de celebridades ganha exposição

11/08/2011

por | Gente, Moda

roxanne_abre2Linda Evangelista, Naomi Campbell e Christy Turlington ©Roxanne Lowit

Houve um tempo em que o que acontecia nos backstages das semanas de moda era quase um segredo, e à pouquíssimas pessoas era dada a chave de entrada para esse mundo. Foi nesse contexto que a fotógrafa Roxanne Lowit surgiu – e estourou.

A fotógrafa, baseada em Nova York, se formou no FIT – Fashion Institute of Technology em História da Arte e Design Têxtil, mas logo descobriu que preferia uma câmera 100 Instamatic aos trabalhos manuais. Nos anos 70, Jerry Hall e outras modelos amigas da fotógrafa a colocavam para dentro dos backstages, o que permitia que ela fizesse imagens incríveis e exclusivas. “Ninguém achava que tinha alguma coisa acontecendo nos bastidores. Por anos eu fiquei sozinha e amava. Acho que fiz isso parecer muito bom, porque agora está tão lotado de fotógrafos”.

roxanne_quatro©Roxanne Lowit

Com o passar dos anos, Roxanne se consagrou como fotógrafa da elite, tanto em desfiles como noitadas, e acabou se tornando uma celebridade também. Entre os nomes que já passaram pelo seu flash estão Salvador Dali, Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat, Yves Saint Laurent, Madonna, Kate Moss e John Galliano, e muitos outros, que figuram em seus livros mais famosos: “Moments” (1990), “People” (2001) e “Backstage Dior” (2009). Seu trabalho já esteve também nas páginas de “Vogue” US, Paris, Italia e Alemanha, “Vanity Fair” e “Tatler”, nas paredes do MET, Whitney Museum e Victoria&Albert e também nas campanhas da Emporio Armani, Vivienne Westwood e Dior.

roxanne_tresAndy Warhol, em 1985, e Saint-Laurent em 1983 ©Roxanne Lowit

E depois de três décadas de trabalho, e após muitas modelos que ela fotografou no comecinho da carreira se tornarem super estrelas, a Galeria Kaune, Sudendorf celebra a sua carreira com a exposição “Roxanne Lowit: Legendary Privacy, New York 1979-1999”. Nas palavras do porta-voz da galeria: “Ela é a grande dama da fotografia de celebridade e de bastidores”.

Roxanne Lowit: Legendary Privacy, New York 1979-1999

ONDE  Kaune, Sudendorf

Até 3 de setembro de 2011

+ Veja mais do trabalho de Roxanne na galeria:

Vivienne Westwood quer salvar o mundo através da moda

09/08/2011

por | Gente

vivienne_abre©Reprodução

Ela completou 70 este ano, mas diminuir o ritmo não está nos planos de Vivienne Westwood, que está na indústria da moda há mais de quatro décadas. Sua próxima empreitada é uma linha de acessórios, feitos com lixo reciclado do Quênia.

A estilista se uniu à Agência das Nações Unidas e ao portal Yoox.com para empregar pessoas de Nairobi, no que ela chama de “nada de caridade, apenas trabalho”. A “Ethical Fashion Africa Collection” contém vários modelos de bolsas criadas com todo tipo de lixo, de chinelos a velhos tecidos de tendas feitos por pessoas carentes do Quênia, em um esquema de condições de trabalho justas.

vivienne_bolsasModelos das bolsas feitas no Quênia ©Reprodução

“O que eu faço, fazer bolsas, pode fazer a diferença. Esse projeto dá as pessoas controle sobre suas vidas – caridade não dá isso, ao contrário, as torna dependentes”, disse a estilista ao “Telegraph”. “Essas pessoas têm mais controle sobre suas vidas e por consequência podem escolher não explorar o meio ambiente, pois eles têm uma alternativa para fazer dinheiro”.

O fotógrafo de moda Juergen Teller a acompanhou para documentar a viagem, o que resultou num conjunto impressionante de imagens que celebram Westwood e sua moda na comunidade africana.

“Nosso projeto permite que algumas das pessoas mais pobres do mundo entrem na corrente de valores da moda como produtores, ao mesmo tempo que permite aos estilistas que querem produzir eticamente que conheçam seus colaboradores nas favelas de Nairobi”, disse Simone Cipriani, responsável pelo The International Trade Centre. “É um tanto incrível pensar que nós podemos ser capazes de salvar o mundo através da moda”, acrescentou Westwood.

vivienne_tellerA viagem de Westwood devidamente documentada ©Juergen Teller

DECLARAÇÕES

Enquanto divulgava seu trabalho feito no Quênia, Vivienne Westwood deu declarações sobre diversos tópicos da moda, com toda a experiência que 40 anos na indústria lhe deram.

Sobre a Duquesa de Cambridge, declarou: “Acho que ela tem um problema com a maquiagem dos olhos. A linha acentuada em torno de seus olhos faz ela parecer difícil”, e aconselhou  que “ela deveria usar suavizado ou não usar nada”. Sobre o estilo de Middleton, a estilista falou: “Deixe-me colocar dessa forma. Para mim parece a imagem de uma ‘mulher comum’. Portanto, compradora de comércio de rua. E eu só acho que ela deveria ser uma mulher extraordinária, onde quer que ela compre suas roupas”.

vivienne_duchessKate teria um problema com lápis de olho? ©Reprodução

Kate Moss, que recebeu toalhas de presente de casamento de Vivienne pois “todos nós mandamos toalhas, não?”, também foi assunto da estilista: “Ela usa muito vintage”, disse. Mas a festa de casamento da modelo, que durou dias, foi  “a melhor festa que eu já fui”, completou.

A respeito de John Galliano, ex-estilista da Dior, e responsável pelo vestido de noiva de Kate, Vivienne elogiou: “Ele parecia muito bem. Não parecia mais exausto ou acabado”.

Mas nem só de comentários alheios se vale a entrevista da estilista. Ela também falou sobre sua vida pessoal e tocou no assunto do seu ex-marido Malcolm McLaren, que morreu ano passado. “Posso falar isso porque ele morreu, mas eu tive uma experiência incrível quando estava com Malcom. Você poderia cortar a eletricidade entre nós com uma faca. Ele era lindo”.

vivienne_malcolmMalcolm McLaren e Vivienne Westwood ©Reprodução

J.Crew, marca queridinha de Michelle Obama, vai desfilar na NYFW

09/08/2011

por | Moda

jcrew_abreApresentação da coleção de Outono 2011 da J.Crew ©Reprodução

A Semana de Moda de Nova York ganha mais uma marca no line-up oficial e o nome dela é J. Crew.

A marca, que costumava apresentar suas coleções a alguns editores de moda fora da fashion week sob a batuta de Jenna Lyons e Marissa Webb, fará sua apresentação no Lincoln Center no dia 13 de setembro. Esse é mais um passo dos planos de expansão da loja, que está transformando um nome comum em um grande player da moda, com o recente anúncio da abertura de uma loja online no Reino Unido e parcerias para coleções cápsulas com ganhadores do CFDA, como Prabal Gurung, Billy Reid e Eddie Borgo.

Sua primeira loja foi aberta em 1989, e os preços são bastante democráticos, indo de £25 por uma camiseta até mais de £300 por um vestido de noite. Celebridades queridinhas dos americanos, como Ashley Olsen e Rachel Bilson são fãs da marca, mas a melhor garota propaganda com certeza é Michelle Obama, que costumeiramente é vista usando peças J. Crew.

jcrew_obamaMichelle Obama usando J.Crew em três momentos ©Reprodução

Um dos grandes trunfos da grife é ter todas as bases cobertas, já que oferece soluções para o dia-a-dia, ocasiões especiais, e até casamentos – sendo você a convidada ou a noiva. Além disso, há uma bem sucedida linha masculina, coleções infantis e uma extensa gama de acessórios.

Na internet, a J. Crew tem conquistado fãs, mesmo em lugares onde seu e-commerce não atende, devido ao cuidado com um site bastante agradável, blog com conteúdos exclusivos – como  a diponibilização do processo de produção de um sapato da marca, em vídeo – e lookbooks e editoriais fofíssimos.

Agora é aguardar que a expansão chegue também ao Brasil.

jcrew_lookbookLookbook da nova coleção ©Reprodução

“Melancolia”, de Lars Von Trier, emociona com bela fotografia

melancolia_abreCena de “Melancolia”, de Lars Von Trier ©Reprodução

Lars Von Trier é quase unanimidade quando se fala em polêmica. Ou são seus filmes, ou suas declarações, como no último festival de Cannes, quando mencionou o nazismo em contexto suspeito. O ousado diretor de longas como “Dogville”, “Dançando no Escuro” e “Anticristo” se embrenha no estado psicológico da “Melancolia” (“Melancholia”), que tem conexão direta com seu lado pessoal: “Tem relação com coisas recentes da minha vida, como minha depressão”.

“Melancolia” usa de tema apocalíptico, quando um planeta, chamado Melancolia, está em vias de colidir com a Terra, o que resultaria em sua completa destruição. No meio disso tudo, Justine, personagem de Kirsten Dunst, está para casar com Michael, interpretado pelo ator Alexander Skarsgard, o vampiro Eric de “True Blood”.

+ Assista ao trailer de “Melancolia” abaixo:

Quem tem como referência o filme anterior, “Anticristo”, de 2009, pode se surpreender, já que a abordagem é bastante diferente. Em “Melancolia”, Von Trier faz uma homenagem à vida. “Não diria que é meu filme mais pessoal, mas sim que foi um dos que mais tive prazer em fazer”, afirmou à “Folha de S.Paulo”. O diretor completou que esse é um filme romântico com toques de humor (vindo do diretor, é bom não se animar muito): “”É que, quando eu faço comédias, elas ficam muito melancólicas. Essa era para ser uma comédia. Vocês não vão querer ver quando eu fizer uma tragédia”, brincou o diretor em entrevista.

Enquanto estava em depressão, Von Trier fez um de seus filmes mais perturbadores, “Anticristo”, e ao sair dela, criou “Melancolia”, que estreia hoje no Brasil. “Há uma espécie de bênção nesse momento em que você desiste de tudo. Quando sai disso, vem a melancolia”, falou ao jornal.

melancolia_tresO elenco, Kiefer Sutherland, Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg, com o diretor ©Reprodução

Além de Kirsten Dunst, que faz sua estreia nos filmes do diretor, o longa conta com a francesa Charlotte Gainsbourg, que esteve no longa anterior e ganhou o prêmio de melhor atriz, em Cannes, por ele. E a francesa afirma que o modo como Von Trier dirige suas atrizes, de levá-las a extremos, não mudou. “Ele continua pressionando. Segue não respondendo minhas perguntas. Não me dava nenhuma resposta sobre as dúvidas que eu tinha do roteiro. Mas eu gosto disso, gosto de estar no escuro”, disse em entrevista.

E se você não se interessa pelos filmes do diretor, vale dizer que Kirsten Dunst aparece completamente nua, iluminada pela luz da lua. E é tudo de verdade, já que o diretor se recusou a usar qualquer tipo de retoque. “Eu confiei em todos, e a luz era linda. Não malhei antes, foi tudo bem natural. Não tenho nenhum grande problema com meu corpo. Eu nunca como excessivamente, perco peso no verão e ganho no inverno e sim, eu tenho peitões. As pessoas não imaginam porque eu cubro muito, mas eles estão ali. Peitões”, contou em entrevista à “Elle” britânica de setembro, em que também estampa a capa.

kirstenKirsten estrela a edição de setembro da “Elle” UK ©Reprodução “Elle”

O QUÊ “Melancolia” – Lars Von Trier

ONDE Veja aqui

+ melancholiathemovie.com

Por trás da H&M: das parcerias às celebs que apostam no fast fashion

05/08/2011

por | Gente, Moda

gisele_hmGisele Bündchen em campanha para a H&M ©Reprodução

Se você gosta de moda e vive nesse planeta, as chances da gigante H&M ser uma desconhecida são quase nulas. Mas o nome por trás do grande sucesso da marca talvez seja uma incógnita. Margareta Van Den Bosch é a diretora criativa de uma das maiores redes de fast-fashion do mundo, que empregou 76 mil pessoas e gerou € 13 bilhões em vendas no ano de 2009. Além de números tão grandiosos, a H&M é responsável por grandes histerias no mundo da moda com as coleções em parcerias com grifes do naipe de Lanvin, Karl Lagerfeld e Stella McCartney.

O “Huffington Post” fez recentemente uma entrevista com a designer, e você lê os highlights aqui. Confira abaixo:

margaretaMargareta Van Den Bosch, o grande nome por trás do sucesso da H&M ©Reprodução

Você tem tido uma carreira notável supervisionando a produção de uma marca global como a H&M por quase 24 anos, após trabalhar para marcas de moda na Itália. O que tem mantido você tão fiel à empresa por tanto tempo?

Eu fiz muitas coisas e tive vários empregos que me forneceram muita experiência inestimável na indústria da moda, antes de eu entrar na H&M. Por 22 anos eu trabalhei como designer de moda e durante 11 desses anos eu morei na Itália. Durante esse período, eu dei consultoria e trabalhei para várias marcas. Quando eu vim para a H&M eu senti que havia muito a ser feito, mas também gostei da atmosfera, e gostei de trabalhar com muitas pessoas diferentes.

Sua reputação de formidável trabalhadora te precede. Os rumores são que você costumava trabalhar 12 horas por dia enquanto você era diretora de design na H&M. Como sua rotina de trabalho mudou desde que você se tornou conselheira criativa na H&M há dois anos?

Eu amo a H&M e trabalhar aqui, mas com mais espaço na agenda eu também tive a oportunidade de fazer outras coisas, tanto profissionais quanto pessoais.

Você comandou uma revolução silenciosa na democratização no mundo das vestimentas trazendo nomes da alta-moda para a moda de rua e desenvolvendo estimulantes e extremamente bem sucedidas parcerias com estilistas. Como essa ideia surgiu e como você escolheu os designers?

Na H&M nós trabalhamos como um time e nós todos discutimos diferentes ideias entre nós: com quais designers gostaríamos de surpreender nossos consumidores, o que se encaixa em nossas próprias coleções e assim por diante.

Quão fácil é persuadir personalidades e marcas como Lagerfeld ou Lanvin a trabalhar com H&M e para os chefões da H&M enxergarem os benefícios dessas parcerias?

Nós enxergamos as colaborações de designers como um processo de fortalecer nossa marca. Ao mesmo tempo, nossa ideia de negócios de oferecer moda e qualidade ao melhor preço dá aos nossos consumidores a oportunidade de comprar itens de estilistas com preço H&M enquanto permite ao designer muito mais foco e atenção ao processo criativo. No final, é uma situação em que todos ganham.

lanvinCampanha Lanvin <3 H&M, um sucesso estrondoso ©Reprodução

Parece claro que você dá valor às parcerias de moda com designers famosos e celebridades, mas você prefere evitar ser retratada na imprensa como uma celebridade, preferindo concentrar-se em seu trabalho e deixar que isso fale. Com essa perspectiva pessoal em mente, como você vê o futuro da aliança entre a cultura de celebridades e moda em evolução?

A cultura de celebridades é interessante às vezes, e pode ter uma enorme influência e inspiração no comportamento individual e coletivo, mas eu também penso que as pessoas devem olhar para sua própria personalidade e se vestir de acordo com o que eles acham que é certo para eles.

Muito foi escrito sobre essas coleções e inúmeros relatórios financeiros foram produzidos sobre o sucesso delas. Mais importante, esse modelo influenciou outras grandes redes de moda de rua, como Topshop, GAP ou Uniqlo, levando-as a estabelecer parcerias com designers estabelecidos. Em uma indústria em que a exclusividade de um look, marca ou designer é a chave para atrair consumidores, como você acha que as colaborações com designers famosos irão evoluir de forma a manter os clientes interessados?

Tem de haver um ângulo diferente para cada projeto. Na H&M, cada coleção que é desenhada e produzida como parte dessas parcerias deve ser interessante e surpreendente para nossos clientes e resultar em uma coleção boa e comercial.

Com tantos novos talentos saindo das escolas de moda todo ano, algumas pessoas podem sentir que trabalhar com algum designer já bem estabelecido pode atravancar as gerações futuras de designers. O que a H&M faz para dar apoio aos novos talentos na indústria da moda?

Na verdade nós damos muito apoio e alimentamos o futuro da indústria da moda. Na H&M, nós temos mais que 120 designers da casa e temos cerca de 30 trainees por ano. Nós também damos prêmios para estudantes de diferentes escolas de moda, alguns por conta própria, mas também em colaborações com revistas.

A H&M tem uma básica, porém extremamente bem sucedida, receita de sucesso: sob a proteção da marca, conseguiu produzir diferentes linhas (como “Divided”, “L.O.G.G.”, “BIB”, etc) que têm apelo tanto com os mais jovens quanto com os mais velhos. Isso se deve a uma enorme equipe de designers com os quais você trabalha. Qual é o seu papel no processo criativo de todas essas linhas e como você trabalha com esses designers?

O processo é extremamente interessante e focado em produzir uma ótima moda: cada departamento tem sua própria equipe de designers, produtores de estampas, compradores e controladores que criam as coleções que chegam às nossas lojas todos os dias. Nós trabalhamos com diversas tendências, cores e itens chaves que são então traduzidos e adaptados para os diferentes clientes de cada conceito.

HMElas usam H&M: Natalie Portman na pré-festa do Oscar e Michelle Obama no programa Today Show ©Reprodução

As rápidas demandas em grandes mercados, o aumento dos custos de produção e o esgotamento das culturas do mundo por causa de catástrofes naturais provocou um aumento significativo no preço do algodão nos últimos seis meses. Algumas companhias admitiram que precisarão recorrer a mais tecidos artificiais para manter os preços baixos, enquanto outras estabeleceram que seus preços vão subir. Tendo em mente que a H&M tem uma reputação de “qualidade-preço” boa, e em face de tempos conturbados, como você vê o futuro da moda?

É verdade que o preço do algodão tem aumentado desde o último verão. No entanto, nossa opinião é que, tal como está atualmente, é um fator relativamente neutro para a concorrência global. Na forma como vemos, há muitos outros fatores que poderiam compensar o impacto para os consumidores. Para a H&M, a perspectiva do consumidor é sempre a mais importante. Por razões comerciais nós não comentamos nossa política de preços mas, no fim, o mais importante é que o cliente sempre possa apreciar os produtos que ele compra e que ele sinta que fez um bom negócio com a H&M.

Você mudou para um papel de consultora, de um papel criativo. O que mudou na maneira que você percebe a moda, do ponto de vista pessoal?

Absolutamente nada. A moda tem um papel tão importante para mim agora como quando eu comecei nessa indústria extraordinária.

Como alguém que trabalhou incansavelmente ao longo de décadas, é difícil imaginar Margareta Van Den Bosch diminuindo o ritmo ao ponto de parar de trabalhar com moda completamente. Quais são os planos que você está fazendo para o futuro?

No momento, estou me divertindo trabalhando com o que faço, e não tenho planos específicos para o futuro. Enquanto eu tiver boa saúde e bom espírito não vejo nenhum problema em preencher meus dias com coisas interessantes e inspiradoras.

Os mais bem vestidos do ano? A Vanity Fair dá uma prévia, espia só

03/08/2011

por | Moda

lista_abreDuquesa de Cambridge é uma das Mais Bem Vestidas de 2011 ©Reprodução

Para bater de frente com a já clássica superedição de setembro da “Vogue”, a “Vanity Fair” não brinca em serviço: faz sua edição dos “Mais Bem Vestidos de 2011”, que vende como água. Para dar um gostinho, a publicação soltou nesta quarta-feira um preview de quem estará presente na 72ª edição da lista.

A Duquesa de Cambridge, ou Kate Middleton, figura na lista, o que não é surpresa para ninguém, já que suas escolhas, que costumam ter uma mistura de hi-lo, aparecem diariamente em sites de moda ao redor do mundo. Michelle Obama, que tem estado na lista há quatro anos, e Barack Obama fazem sua primeira aparição juntos, na lista de “Casais Mais Bem Vestidos”. A primeira dama francesa, e cantora e atriz nas horas vagas, Carla Bruni, também está pela quarta vez na lista, mas o presidente Nicolas Sarkozy não a acompanha. E tem brasileira na lista: a carioca Andrea Dellal.

lista_janelleladygagaAs representantes da música: Janelle Monáe e Lady Gaga ©Reprodução

Já entre o pessoal de Hollywood, há várias primeiras vezes: Justin Timberlake, Colin Firth e Armie Hammer, e as atrizes Carey Mulligan e Tilda Swinton aparecem pela segunda vez, embora Tilda tenha ficado três anos de fora. Representando a ala musical, Lady Gaga aparece pela segunda vez, e Janelle Monáe faz sua estreia na lista da “Vanity Fair”.

+ Confira na galeria os nomes da lista:

Projeto da Lacoste traz fotos de fashionistas brasileiros

lacoste_anaAna Claudia Michels ©Reprodução

A Evolução Francesa, selo de curadoria de moda, arte e música da Lacoste Brasil, lança o projeto “Unconventional Chic Inspirée”, uma exposição de retratos em movimento feita em parceria com os fotógrafos convidados Bob Wolfenson e Ludovic Carème.

A mostra será lançada no dia 18 de agosto no Jockey Club em São Paulo, e depois seguirá para Rio de Janeiro, de 23/08 a 04/09, e Brasília, de 14/09 a 24/09. O projeto traduz os conceitos da Lacoste de unir clássico e atual, moda e arte, Brasil e França, de maneira inusitada e quebrando expectativas, sempre usando como símbolo a polo L.1212, o ícone da marca, criada por René Lacoste.

lacoste_doisRony Rodrigues e Sarah Oliveira ©Reprodução

Em “Unconventional Chic Inspirée”, os fotógrafos apresentam através de seu olhar os valores da marca em um série de retratos de doze profissionais brasileiros renomados das artes, moda, música, design e gastronomia, que traduzem o conceito de “Unconventional Chic” da Lacoste, que nada mais é que o novo conceito da campanha da marca, e busca promover a elegância natural, simples, fora de convenções, onde cada um cria seu próprio estilo. Os escolhidos foram Ana Claudia Michels, Lara Gerin, Criolo, Mayana Moura, Dan Stulbach, Morena Leite, Facundo Guerra, Paulo Borges, Gringo Cardia, Rony Rodrigues, Houssein Jarouche e Sarah Oliveira.

lacoste_quatroFacundo Guerra ©Reprodução

A Lacoste monta a exposição com recursos de linguagem contemporânea, com áudio, vídeo e fotos com projeções em gigantescos painéis, o que foi um desafio para os fotógrafos: “Estou acostumado a trabalhar com imagens paradas. Fazer algo que está entre a fotografia e o cinema é uma experiência nova que estou gostando muito”, contou Bob Wolfenson. Há ainda outro convidado especial, Ignácio de Loyola Brandão, que reinterpretará o conceito em palavras, área que domina com maestria.

Unconventional Chic Inspirée – Lacoste

QUANDO 18/08

ONDE Jockey Club de São Paulo – Av. Lineu Paula Machado, 1263 – São Paulo

+ evolucaofrancesa.com.br

Confira na galeria os demais convidados:

Matthew Williamson lança 2ª linha, mais acessível e jovem

02/08/2011

por | Moda

mw_01©Reprodução

Aparentemente, a nova tendência na indústria da moda é fazer segundas linhas de grandes – e caras – marcas, só que mais acessíveis. Balmain fez, e agora é a vez do londrino Matthew Williamson, que tem flertado com mercados populares há um tempo, com suas colaborações para a H&M e Macy’s.

A nova linha, chamada de “MW Matthew Williamson” possui cerca de 250 peças, com preços a partir de £98, por um colar, até £497 para um vestido de noite. “A coleção se mantém fiel à estética de Matthew, mas em um preço mais acessível”, declarou Luisa De Paula, diretora de compras do e-commerce My-Wardrobe, que está vendendo a nova linha.

mw_03©Reprodução

A coleção reflete o espírito do designer, mas é um tantinho diferente, como falou o próprio: “A linha principal é muito conhecida por suas estampas e cores, e por essa estética meio de tapete-vermelho, glamour e jet-set e todas essas ideias”. Na MW Matthew Williamson as peças são mais urbanas, ótimas para um guarda-roupa mais informal.

O designer, que já passou pela Marni antes de abrir sua própria marca, assume mesmo sua veia para vestidos vaporosos feitos para mulheres que passam os verões em Bali e Ibiza: “Eu amo pensar que as mulheres encontram inspiração em minhas roupas e que quando elas as vestem, elas vêm à vida, quase como uma flor desabrochando, porque há uma liberdade em vestir essas roupas. Eu nunca senti necessidade em fazer roupas que fossem agressivas ou com alfaiataria acentuada. Não tenho interesse em moda andrógina. Sou atraído pelo exótico, pelo gentil e pelo elaborado”, declarou à “InStyle”.

matthewOlivia Palermo e a personagem de Gossip Girl, Blair Waldorf, usando Matthew Williamson ©Reprodução

Nova chapeleira da Chanel, Gigi Burris tem apenas 23 anos

01/08/2011

por | Moda

gigi_burris_abreObra da chapeleira Gigi Burris ©Reprodução

Os chapeleiros não existem apenas na terra da Rainha ou no País das Maravilhas. Gigi Burris é o nome da próxima chapeleira da Chanel, marca que teve seu início com Gabrielle Coco Chanel fazendo… chapéus! Gigi tem apenas 23 anos, nasceu na Flórida, e se formou na Parsons em 2009, quando foi nomeada para o prêmio de “Designer do Ano”.

“Eu apresentei minha coleção de conclusão de curso para uma grande audiência de insiders da indústria da moda – e foi bastante assustador. E cada look tinha um chapéu. E mesmo que eu estivesse focada no ready-to-wear, acho que o que fisgou as pessoas foram aqueles chapéus”, contou em entrevista ao site Blackbook. Após o desfile, Gigi começou a receber pedidos de várias pessoas interessadas em seus chapéus, o que a incentivou a abrir sua própria marca, especializada em chapelaria, mas que também faz roupas sob medida.

gigiburrisA criadora: Gigi Burris ©Reprodução

Com pouco tempo de mercado, o trabalho de Gigi já figurou nas páginas da “Elle”, “Harper’s Bazaar”, “Numéro”, “The Last Magazine”, “Vogue” Itália e “W”. Nesta última, a cantora Rihanna usou as criações da chapeleira e gostou tanto que pediu para ficar com os modelos. “Foi engraçado quando a RP da Rihanna perguntou se estaria tudo bem se a cantora ficasse com alguns dos meus chapéus após o ensaio. Eu ainda estava na escola na época. Como eu poderia não deixar Rihanna ficar com o meu projeto da escola?”, contou ao Blackbook. Cecília Dean, autoridade por trás da “Visionaire”, e famosa por apostar em novos talentos, também é uma fã do trabalho de Gigi.

E o que é tão legal em fazer chapéus? Gigi tem a resposta: “Eu amo que eu posso exercer minha criatividade sem filtros. Eu adoro o artesanal, trabalhar com minhas mãos e poder produzir algo do início ao fim. Eu sou tão agradecida de, aos 23 anos, poder ter uma plataforma onde posso mostrar minha própria visão”. E o lado ruim? “Eu odeio que minha manicure não dura mais do que alguns dias, sempre. Eu estou constantemente trabalhando com fios, colar, penas, etc, e isso aparece em minhas mãos de trabalhadora”, contou ao site Fashionista.

gigi_vogueitaliaNa “Vogue” italiana, os chapéus de Gigi ©Reprodução/ “Vogue” Itália

Embora se dê super bem no ramo, o plano inicial de Gigi não era ser chapeleira, e ela fala sobre suas preferências: “Chapéus são a cereja do bolo. Eu acredito que eles são necessários para minha visão completa de designer. No momento, eu prefiro fazer chapéus, porque eles me trazem muita alegria. Mas eu fui para a Parsons para estudar design de roupas e essa sempre vai ser minha verdadeira paixão. Chanel, Lanvin, todas começaram como chapeleiras. É um artesanato incrível, que nesse ponto me permite construir algo no mundo da moda. A arte de fazer couture-chapéus se traduz nas roupas, nos altos padrões de construção, e tem influenciado absolutamente a maneira com que eu faço roupas”.

gigi_colecao1Os modelos de sua mais recente coleção, de Outono/Inverno 2011 ©Reprodução

Além do emprego recém-conquistado na Maison de Mademoiselle Chanel, a chapeleira vê na designer francesa um exemplo de vida. “Eu leio sua biografia o tempo todo para me lembrar quanto trabalho e perseverança é necessário nessa indústria. Ela começou como uma chapeleira e acabou construindo um grande império. Há algo de romântico em seguir os passos de alguém tão incrível”.

Gigi está de malas prontas para assumir seu post na Chanel, mas antes a designer dividia um apartamento no Lower East Side de Nova York com uma pianista clássica: “Eu sinto que nós duas somos pessoas nostálgicas. É lindo poder sentar aqui e fazer chapéus enquanto ela toca música clássica”.