Stephanie Noelle - Google +

“Nós amamos beleza de um jeito estranho”, e mais sobre a Rodarte

13/09/2011

por | Moda

rodarte_abreBackstage da Rodarte, na temporada de Verão 2011 ©Reprodução

As irmãs Mulleavy, cabeças por trás da marca Rodarte, estão no mundo da moda desde 2005, mas o pouco tempo não significa nada perto do burburinho que essas duas causam. Se a semana de moda fosse o ensino médio, poderíamos dizer que a Rodarte é a “outsider”, estranha para a maioria, encantadora para alguns, mas nunca comum, embora tivesse todos os motivos para ser.

Kate e Laura Mulleavy são de Pasadena, Califórnia, e vivem lá desde sempre – com uma pausa de dois anos, em que moraram no Alabama – mas as criações da Rodarte, e as próprias irmãs, não são o que se espera dos ‘produtos’ da Califórnia. “Nós vamos um lado diferente da Califórnia”, contou Kate ao jornal The Independent.

2Inverno 2011 da Rodarte ©Reprodução

O estado, além de ser constante contraponto ao que a Rodarte produz, é também essencial para entender a história da marca, já que as irmãs ainda vivem em Pasadena, na casa de seus pais, e o estúdio da marca fica na mesma cidade. Antes do estúdio existir, em 2004, a primeira coleção da marca foi exposta na sala da família, com um capital levantado graças aos trabalhos de Laura como garçonete e a venda de uma premiada coleção de discos de Kate. Após esse capítulo, as irmãs conquistaram um espaço no calendário da semana de moda de Nova York e uma entrevista com a temida Anna Wintour, e algum tempo depois, inúmeros prêmios, entre eles o de “Designer do Ano”, do CFDA, em 2009.

As coleções da Rodarte sempre possuem uma ligação com o ensolarado estado, mas como sempre, com o olhar díspar das Mulleavy. Afinal, apesar de a Califórnia ser um estado cheio de sol, praia e biquínis, o design da Rodarte costuma ser um tanto quanto obscuro. O fato da marca sempre explorar a identidade não óbvia de qualquer que seja a inspiração é um dos motivos do sucesso – e do bafafá. Outra coisa importante de notar é que Nova York não está distante apenas fisicamente, mas também de forma ideológica. Elas não querem reinventar a forma como as pessoas se vestem, ou criar um vestido de noite “tem que ter”. Ao surgirem, a imprensa de moda americana apelidou a marca de “Rod-Arte”, e o termo não poderia ser melhor.

rodarte_celeb_imagem3Fãs da marca no tapete vermelho: Reese Witherspoon, Keira Knightley e Natalie Portman ©Reprodução

Formadas pela Universidade de Berkeley, Kate em História da Arte e Laura em Literatura, afirmam sem rodeios que trabalham a moda muito mais como arte do que consumo. “Você não pode negar o jeito que você trabalha. Eu acho que nossas tendências são mais artísticas do que qualquer coisa”, contou Laura ao jornal. Kate completa, “Se você é um artista e você faz um vestido, a ideia por trás é fazer disso arte. Não é necessariamente apenas o meio”. A própria forma como planejam as coleções não são exatamente de estilistas, mas de artistas. “Quando discutimos nossas ideias sobre uma coleção – se não falássemos que é uma coleção de moda, as pessoas poderiam pensar que estávamos contando uma história ou fazendo um filme, ou algo assim. É um diálogo interessante”, contou Kate, que acrescentou, “Nós nunca aprendemos como montar uma coleção. Nós nem conhecíamos as estações, realmente. Não sabíamos que tínhamos que fazer casacos no inverno!”. “Eu gosto de contar histórias. Para mim, moda é uma maneira de contar histórias que são visuais, do mesmo jeito que cinema”, explica Laura.

rodarte1_imagem4Verão 2011 ©Reprodução

Uma prova do lado artístico da marca foi a parceria com a Pitti Immagine, feira italiana de arte. As irmãs criaram vestidos especiais para o evento, e em vez deles irem direto para as araras de uma luxuosa loja de departamentos, acabaram sendo incorporados à coleção permanente do Museu de Arte de Los Angeles. “Isso é ótimo – eu acho que você pode fazer ambos”, disse Laura a respeito de produzir algo comercial ou artístico, mas pondera, “Eu sinto que você tem que estar ciente das restrições comerciais. Você não pode executar seu próprio negócio e ter sucesso se você não está lidando com o aspecto dos negócios”, disse Laura.

rodarte_celeb_imagem5Kate Bosworth, Emma Watson e Kirsten Dunst de curtinhos das irmãs Mulleavy ©Reprodução

Uma grande preocupação, especialmente dos compradores, quando se trata dos designs da Rodarte, é a “usabilidade” da roupa. “Há coisas que as lojas precisam, há coisas que os clientes querem ver, e há coisas que nós queremos fazer”, explica Laura. “No melhor cenário tudo isso está sobreposto. Acho que você está lá para desafiar as pessoas”, completa Kate, que continua, “Eu não me importo quão usável isso é, isso pode ser a coisa mais usável do mundo, mas as pessoas estarão mais interessadas apenas se você as desafiá-las um pouco”. “Nós amamos beleza de um jeito estranho”, finalizam as irmãs Mulleavy, sintetizando a essência da Rodarte.

6Com vocês, Kate Mulleavy (de franja) e Laura Mulleavy ©Reprodução

A volta de Carrie Bradshaw: novo seriado mostra a personagem nos anos 80

carrie_abreCarrie nos anos 80, em livro e em cena do filme “Sex and the City 2″ ©Reprodução

A saga “Sex and the City” parece mesmo não ter fim. Após o final da série em 2004, foram feitos dois filmes, com rumores de um terceiro, e não acaba por aí: o livro “Os Diários de Carrie”, que conta a história de Carrie Bradshaw em seus dias de juventude no último ano do ensino médio, em uma pequena cidade de New England, em meados dos anos 80, seguirá os passos do livro original de Candace Bushnell e vai virar um seriado, feito pelo canal CW, o mesmo de Gossip Girl, de acordo com o site Deadline.

E a relação com Gossip Girl não é só essa, já que os produtores executivos do seriado, que está indo para a quinta temporada, Josh Schwartz e Stephanie Savage, também irão produzir “Os Diários de Carrie”, ao lado de Candace Bushnell e da roteirista Amy Harris, de Sex and the City, e que atualmente está escrevendo para Gossip Girl. A HBO, canal que produzia SATC, nunca teve interesse em transformar o livro em série devido ao seu apelo jovem, que não costuma agradar aos fãs do canal, que produz seriados como True Blood e Big Love.

carrie_atrizesLizzie Olsen e Blake Lively ©Reprodução

Ainda não se sabe se Sarah Jessica Parker e Darren Star, produtores de SATC, estarão no projeto, e se Blake Lively e Lizzie Olsen, cogitadas para interpretarem Samantha e Carrie em um suposto filme, protagonizarão o seriado.

Apesar do estrondoso sucesso de Sex and the City, os dois filmes não agradaram muito aos fãs. Qual caminho seguirá o novo seriado? Conte nos comentários quem você gostaria de ver interpretando Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda no seriado!

Em edição comemorativa, Pense Moda traz designer Phillip Lim

09/09/2011

por | Moda

phillip_limPhillip Lim virá ao Brasil! ©Reprodução

Sempre quando são anunciadas as datas do Pense Moda, evento que acontece em São Paulo há cinco anos e promove a discussão da moda e suas vertentes, o burburinho é só um: quem será o convidado da vez?

Para esta edição comemorativa, um dos nomes escolhidos foi Phillip Lim, 38 anos e dono da marca 3.1 Phillip Lim, inaugurada em 2005. Estilista tailandês radicado em Nova York, ele é um dos nomes mais interessantes da atual cena da moda. Seu desfile acontece no dia 13.09 (veja o line-up completo da temporada americana aqui)

lim_inverno2011Inverno 2011 da 3.1 Phillip Lim ©Reprodução

A vontade de chamar o designer surgiu quando a equipe do Pense Moda esteve em Nova York  e visitou sua loja no Soho e notou que o produto era de ótima qualidade e super usável. Chamou a atenção da equipe que o estilista tem consistência e sabe, de fato, fazer roupas descomplicadas para as mulheres se sentirem elegantes.

Convite feito, Lim aceitou na hora e ainda pediu alguns dias extras para ficar em São Paulo – e uma provável visita ao Rio de Janeiro, para descansar de sua maratona pós-desfile.

Phillip é um estilista em plena ascensão, com lojas próprias em Nova York, Los Angeles, Seoul e Tóquio, pontos de venda em 50 países e  um dos estilistas por trás de looks usados por Sarah Jessica Parker, Michelle Williams, Leighton Meester e Jessica Biel. Já em sua primeira apresentação na semana de moda de Nova York, em 2006, o estilista foi elogiado pela imprensa de moda e em 2007 ganhou o prêmio de “Emerging Talent” do CFDA – Council of Fashion designers of America, na categoria de design feminino.

lim_verao2011Verão 2011 da 3.1 Phillip Lim ©Reprodução

Phillip Lim encerra o evento e ainda serão anunciados mais dois nomes de peso internacional, além de profisisionais brasileiros, para participar das palestras e mesas de conversa do Pense Moda 2011.

O Pense Moda acontece entre os dias 04 e 06 de outubro, pela primeira vez no MuBE – Museu Brasileiro da Escultura.

pensemoda.com.br |  31philliplim.com

Ilustradora, fotógrafa e blogueira, Garance Doré agora fecha trabalho com a Chloé

08/09/2011

por | Gente

garanceGarance Doré ©Reprodução

Garance Doré é uma mulher que teve uma guinada total em sua vida após começar um blog, em meados de 2006. A francesa era ilustradora e iniciou o blog uma vez que não se sentia conectada com os apreciadores do seu trabalho. Daí passou para o texto acompanhando seus desenhos. As fotos, por incrível que pareça, surgiram por último, quando Garance se inspirou pelo trabalho de  seu marido Scott Schuman, do blog The Sartorialist, e resolveu fotografar também. Hoje Garance mora em Nova York com Scott, e as fotos, que surgiram sem nenhuma pretensão, se tornaram o principal trabalho da francesa.

garance_illustrationIlustração de Garance em seu blog e na capa da “Elle” UK, com Demi Moore ©Reprodução

Não que seja necessário, mas duas provas de seu sucesso como fotógrafa são super recentes. Uma delas é a abertura de uma exibição das fotos de Garance na galeria Phaidon, em Nova York, no Fashion’s Night Out, concomitante com o lançamento de um novo livro de Guy Bourdin.

E a outra é o lookbook da coleção de primavera da Chloé, fotografada pela própria Garance, uma admiradora assumida da marca. “Eu estou tão feliz de trabalhar com Chloé. Eu sempre amei a mulher Chloé, aquela certa feminilidade romântica que choca com a vibe de menina da cidade que é quase um toque tomboy”, contou a fotógrafa em seu blog.

garance_chloeLookbook da Primavera 2012 da Chloé ©Garance Doré

Garance fotografou a modelo Jacquelyn Jablonski durante dois dias, com styling de Marie Chaix, e todo o staff da marca, que segundo a francesa, são pessoas extremamente profissionais e perfeccionistas. Ela também pontuou a diferença – e o desafio – de fotografar lookbook e editorial. “O que é engraçado é que fotografar um lookbook é realmente diferente de fotografar um editorial. Cada parte das roupas precisa estar visível… Isso faz o exercício todo tão difícil quanto estimulante”, finalizou.

garance_chloe3©Garance Doré

+ Leia aqui entrevista com Garance Doré, em sua visita ao Fashion Rio

Scarlett Johansson regrava clássico de Brigitte Bardot e Serge Gainsbourg

scarlettScarlett Johansson, a nova Bardot? ©Reprodução

Estamos numa época de homenagens ao cantor e poeta francês Serge Gainsbourg. Após o filme “Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres”, é a vez do filho dele, Lulu Gainsbourg, lançar um álbum, chamado “From Gainsbourg To Lulu”, em que convidados ilustres reinterpretam clássicos do bon vivant Serge, ao lado de Lulu. Alguns desses convidados são Iggy Pop, Rufus Wainwright, Vanessa Paradis e Marianne Faithfull.

+ “Bonnie & Clyde”, Lulu Gainsbourg e Scarlett Johansson

Uma dessas parcerias, inclusive, já está rodando a internet e causando inúmeros comentários: a regravação da música hit de 1968 “Bonnie & Clyde”, cantada originalmente por Brigitte Bardot e Serge Gainsbourg, agora na voz da atriz Scarlett Johansson, que canta em inglês, ao lado de Lulu, que repete os versos do pai em francês. No filme “Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres” há a cena em que Gainsbourg pai e Bardot cantam essa canção pela primeira vez.

+ “Bonnie & Clyde”, Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot

+ Assista à cena do filme “Gainsbourg – O Homem que Amava as Mulheres”

Não é a primeira vez que Johansson mostra seus dotes além-câmeras. Em 2008 a atriz lançou o álbum “Anywhere I Lay My Head”, disco com canções de Tom Waits, escolhido pela revista “NME” como o “23º melhor álbum de 2008”. Já no ano seguinte, Johansson lançou um álbum, chamado “Break Up” ao lado de Pete Yorn, com duetos inspirados em ninguém mais ninguém menos que… Serge Gainsbourg e Brigitte Bardot!

+ Ouça “Relator”, de Scarlett Johansson e Pete Yorn

E aí, você acha que Scarlet Johansson passou no teste de Bardot dos dias de hoje?

Estilista da Lanvin, Alber Elbaz fala sobre pressão da indústria da moda

05/09/2011

por | Moda

alber_abreAlber Elbaz ©Reprodução

Um dos atuais criadores da moda mais interessantes de se ouvir as opiniões, e que ainda conserva um humor dos bons, é Alber Elbaz, diretor criativo da Lanvin, que recentemente deu uma entrevista ao site da revista “Vogue” UK, falando principalmente da pressão sobre os estilistas nos dias de hoje. O bom humor fica por conta da participação de Elbaz no vídeo-campanha da Lanvin, ao lado de Karen Elson e Raquel Zimmermann, que tem que ver até o final! Confira abaixo os melhores pontos da entrevista.

“Eu não entendo essa maratona da moda”, disse o designer à “Vogue” UK. “Hoje, espera-se que os estilistas produzam trabalhos maiores, melhores, mais rápidos e – nos dias de hoje – mais baratos. Um cantor pode sair depois que ele ou ela tenha feito dez grandes canções, um diretor pode terminar sua carreira uma vez que tenha feito cinco filmes incríveis, um escritor só precisa escrever três ótimos livros. Agora vamos dar uma olhada nos estilistas – eles produzem de seis a oito desfiles por ano, a maioria dos designers têm uma carreira de 20 anos, portanto, é preciso criar cerca de 250 coleções nesse tempo. Nem mesmo Danielle Steel poderia escrever 250 livros”, falou Elbaz.

O designer acrescentou: “Você começa a entender por que alguns estilistas fazem coisas estranhas, por que alguns estilistas falam com si mesmos, você tem que encontrar uma maneira de lidar com tudo isso”. Sobre as ferramentas que ele utiliza – ou utilizaria, faz graça: “Eu não uso drogas porque se eu fizesse, eu amaria isso – eu seria um drogado. E como eu sou judeu, provavelmente seria traficante também”.

alber_yslTrabalho de Elbaz na YSL na temporada de Inverno 2000 e Verão 2000 ©Reprodução

Alber Elbaz também falou sobre um período ruim em sua carreira, quando trabalhou como diretor criativa da Yves Saint Laurent, e foi demitido, em 2001, por Tom Ford, e quase deixou de vez o mundo da moda. “Na YSL eu me sentia como o genro, como se eu fosse parte da família, mas nem tanto. Quando fui demitido, me senti como a viúva. Foi doloroso e destruidor, mas não acabou comigo. Eu nunca fui Alber da Saint Laurent, assim como eu não sou Alber da Lanvin. Eu sou apenas o pequeno Alber. E eu sou bem pequeno”. O mundo tem muito a agradecer que ele não tenha desistido da moda, já que foi ele quem revitalizou a maison Lanvin, que estava praticamente entregue às traças.

Antes disso, no entanto, o estilista pensou em entrar na medicina: “Eu pensei em me tornar um médico. Eu sou hipocondríaco, por isso fazia sentido ir para a medicina – eu gosto de enfermeiras, gosto de comida de hospital, mas eu pensei ‘dez anos é muito tempo para treinar e me tornar um médico’. Eu simplesmente não via mais sentido na moda, mas me lembro de estar assistindo algo na televisão e uma mulher tinha perdido seu marido em um ataque terrorista. Eu pensei ‘o que essa mulher está vestindo não importa’, mas depois eu percebi que na verdade nosso trabalho como estilistas é fazer as mulheres sorrirem; levá-las chocolate sem calorias”.

alber_lanvinAlber Elbaz na Lanvin, nos três últimos desfiles da marca ©Reprodução

Hoje o estilista é detentor de inúmeros prêmios importantes de contribuição na moda, como Designer Internacional do Ano em 2005 pelo CFDA, mas o que ele mais se orgulha de ter feito na moda não tem a ver com premiação nenhuma. “Yves Saint Laurent deu às mulheres poder, Chanel as deu liberdade, então quando entrei na Lanvin, eu pensei ‘o que eu daria para as mulheres?’”, contou. “Um dia, eu recebi uma mensagem de texto de uma amiga de Nova York – ela estava em um táxi a caminho do tribunal para enfrentar seu ex-marido idiota, e ela me disse ‘Alber, eu estou usando um vestido Lanvin, e eu me sinto tão protegida’. Aquele foi o maior elogio que eu já recebi. Fazer com que um pedaço de 500 gramas de seda a fizesse se sentir protegida – aquilo me fez muito feliz, de fato”.

#Tapete Vermelho: veja aqui a escolha das personalidades que desfilaram em Veneza

02/09/2011

por | Moda

abre©Reprodução

Há quem torça o nariz, mas uma coisa é certa: muitos dos olhos que estão prestando atenção ao Festival Internacional de Cinema de Veneza querem mesmo saber sobre o que as atrizes estão vestindo. Diferente da cerimônia do Oscar ou do Globo de Ouro, que duram apenas uma noite, o festival em Veneza presenteia os aficionados por moda com vários dias de tapete vermelho, tanto à noite, quanto durante o dia.

Nos três primeiros dias de premiação quem marcou presença foram as atrizes Kate Winslet, que está promovendo “Carnage”, Evan Rachel Wood, de “Tudo pelo Poder”, e Diane Kruger, com escolhas e estilos bastante diferentes.

Confira abaixo os melhores looks do Festival de Veneza:

PRETINHO BÁSICO

venice_pretosEvan Rachel Wood e Frida Giannini, designer da Gucci ©Reprodução

PRETO E BRANCO

venice_bwMadonna e Diane Kruger, usando Chanel Haute Couture ©Reprodução

CORES PRA QUE TE QUERO

venice_cores2Marisa Tomei usando Mario Schwab e Charlene Choi ©Reprodução

venice_coresNatasha Poly, usando Gucci, e Cindy Crawford de Roberto Cavalli ©Reprodução

SUPER NEUTROS

venice_neutrosKate Winslet de Victoria Beckham e Stella McCartney ©Reprodução

DE MENINO

venice_calcasEvan Rachel Wood e Monica Belluci ©Reprodução

DE SAIA…

venice_saiasMarisa Tomei, de Preen, e Franca Sozzani, editora da “Vogue” Italia ©Reprodução

… SEM SAIA

venice_calcas2Bar Rafaeli em Emilio Pucci e Kate Winslet ©Reprodução

ESTAMPADOS MÉDIOS

venice_estampadosKeira Knightley de Mary Katrantzou e Marisa Tomei usando Erdem ©Reprodução

ESTAMPADOS LONGOS

venice_lestampadoMadonna de Vionnet e Bianca Brandolini usando Giambattista Valli ©Reprodução

CHEIO DE BRILHO

venice_lneutrosAndrea Riseborough de Dior Haute Couture e Keira Knightley ©Reprodução

venice_lneutros2Diane Kruger usando Elie Saab e Christiana Capotondi ©Reprodução

CLARÍSSIMOS

venice_lneutrosclarosVittoria Puccini, em Versace, Evan Rachel Wood usando Alessandra Rich, e Eva Huang ©Reprodução


Chanel lança novo vídeo com a dança dos dedinhos para divulgar esmaltes

02/09/2011

por | Beleza

Não é porque uma marca é conceituada e existe há muito tempo que ela não possa fazer ações engraçadinhas e divertidas. É o caso da Chanel, que recentemente tem se mostrado bastante aberta a ações moderninhas.

Depois do vídeo fofo dos produtos de maquiagem da Chanel, que a gente falou aqui, que rodou a internet, e das fotos de Freja Beha vestida de gatinho para a campanha de Inverno 2011, a divisão de beleza da marca dá outra tacada certeira e lança “Shade Parade”, um vídeo com os esmaltes vedetes da Maison mostrados de maneira bastante peculiar: em uma apresentação estilo cabaré, com dancinhas e até uma aparição nas icônicas escadarias que Mademoiselle Chanel sentou, mas os protagonistas são… dedinhos!

freja_chanelGata Freja para campanha da Chanel ©Reprodução

Algo interessante de notar é como a Chanel Beauté tem buscado novas formas de promover seus produtos além dos famigerados anúncios publicitários, enquanto diversas outras marcas continuam apostando todas as fichas nos mesmos métodos, sendo que as mídias – e o público – já não são mais os mesmos.

Futuras super modelos? Confira as novas promessas da temporada

01/09/2011

por | Moda

nf_abreA próxima super modelo? ©Reprodução

É de conhecimento geral que não é toda estação que surgem modelos como Aline Weber ou Daiane Conterato. Ao contrário, grande parte das new faces que desfilam impávidas pelas passarelas acabam terminando a temporada quase tão desconhecidas quanto começaram. Quando se trata das temporadas internacionais então, em que incontáveis garotas do mundo todo tentam o sonho de se tornarem grandes modelos, o destino é ainda mais cruel, embora algumas marcas, como Calvin Klein e Prada, façam castings cheios de modelos novas. No entanto, antes mesmo da temporada começar, alguns nomes começam a pipocar, com provável chance se sucesso. O blog “The Cut” selecionou dez rostos para ficar de olho, confira:

Kelly Mittendorf

17 anos, natural do estado do Arizona, a garota foi selecionada para a campanha de Inverno/2011 da Prada, a última lançada, e já esteve em um editorial para a edição de julho da “Vogue” Italia. Detalhe: sem nunca ter pisado em uma passarela. É nessa estação que Kelly fará seu debut em uma semana de moda, e com um rosto tão incomum, impossível de ser comparado a qualquer outro, não é difícil prever que a new face tem boas chances.

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©Reprodução

Josilyn Williams

Ela assinou com a agência DNA há apenas dois meses, mas a garota de 16 anos já mostra pelas fotos que tem futuro. Do Alabama, Josilyn tem um rosto que lembra uma mistura da britânica Jourdan Dunn e da icônica Chanel Iman, que por sinal, é a modelo favorita da new face, que morre de medo de aranhas (mas só disso, segundo ela) e é aquariana.

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©Reprodução

Corinna Ingenleuf

Corinna, alemã de 20 anos e 1,81 m, foi descoberta na hora certa: ela tem um dos rostos mais andróginos do momento, e já chegou a ser comparada com Justin Bieber e Robert Pattinson. Lisonjeiro para os garotos, já que a modelo é lindíssima, e fotografou as campanhas de Barbara Nicoli, Janet & Janet e Pringle of Scotland, e esteve em editoriais para “Vogue” Italia, “W”, “Interview” e “AnOther”.

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©Reprodução

Jess Gold

É inevitável o trocadilho, mas tudo indica que Jess é uma “Golden Girl”. Em sua agência, IMG, rolam rumores de que ela seja o próximo grande nome do mercado graças ao seu jeito de desfilar e o potencial fotográfico. A modelo de 18 anos é australiana, e tem como modelo favorita Abbey Lee, também australiana. O trunfo de Gold? O olhar, completamente hipnotizante.

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©Reprodução

Rose Smith

Rose tem a benção de um nome poderoso: Karl Lagerfeld. A modelo de 22 anos, também australiana, desfilou exclusiva na última temporada para Fendi e Chanel, ambas as marcas cujo diretor criativo é Lagerfeld. Logo depois, Rose fotografou para “Numéro”, “Dazed and Confused” e campanhas da DKNY e Topshop. Os frutos? Na temporada de Alta-Costura Rosie foi escolhida por Karl para desfilar com exclusividade, de novo, para a Chanel.

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©Reprodução

Sojourner Morrell

Outra garota que faz parte do time da androginia, com um look super cool, que dá tudo o que a indústria da moda mais quer agora. Sojourner é metade suíça, metade britânica, mas nasceu nos EUA, tem 23 anos, e em apenas três meses de carreira já fotografou um editorial de dez páginas para a edição de setembro da “Vogue” UK e esteve no lookbook da coleção resort da Prada. A coisa mais curiosa de Sojourner, além do nome, é que ela é uma amazona! A garota foi a primeira mulher aceita na prestigiosa escola de montaria “Spanish Riding School”, na Áustria.

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©Reprodução

Marihenny Rivera

A dominicana Marihenny, apesar de “new face”, já tem um background de respeito: o próprio Terry Richardson a requisitou para um editorial. A temporada Resort/2012 também rendeu bastantes frutos para a modelo, que desfilou para Louis Vuitton, Diane Von Furstenberg e Yves Saint Laurent.

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©Reprodução

Court

16 anos e apenas o primeiro nome, a americana Court já encantou o povo da moda com apenas algumas Polaroids tiradas pela agência. Nativa da Flórida e com olhos e bochechas que chamam muito a atenção, Court tem boas chances de sucesso. Modelo favorita? Tyra Banks, a idealizadora do reality show “America’s Next Top Model”.

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©Reprodução

Merilin Perli

1,78 m, nascida na Estônia e com olhos matadores. Merilin fez seu primeiro desfile na passarela da coleção de Resort 2012 da Calvin Klein, e depois foi escolhida para a apresentação de Resort de nada menos que Prada. Após conquistar dois dos maiores nomes das semanas de moda, a modelo, que é fã de Rosie Huntington-Whiteley, já está bastante encaminhada.

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©Reprodução

Antonia Wesseloh

Se você achou Antonia familiar, não estranhe. Ela tem sido chamada pela mídia de “nova Freja”, mas numa versão mais jovem. A alemã tem 16 anos e já foi fotografada por Steven Meisel para a “Vogue” Italia e para a campanha da Prada, do Inverno 2011, ao lado de Kelly Mittendorf. Antes de modelar, a garota fez testes para atuar em filmes, mas a coisa foi para frente quando resolveu mandar algumas fotos suas inspiradas em Toni Garrn e Anne Sophie Monrad, para uma agência na Alemanha. Deu certo.

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©Reprodução

Qual a sua preferida?

+ Confira o line-up da semana de moda de Nova York

Começa o Festival de Veneza com novos filmes de George Clooney e Polanski

veneza_abreTodos querem o Leão de Ouro; aqui na abertura do Festival de Veneza do ano passado ©Reprodução

Começa na quarta-feira (31.08) o 68º Festival Internacional de Cinema de Veneza, no Palazzo del Cinema, que vai até o dia 10 de setembro. O diretor dessa edição é Marco Müller, que encabeça a divisão de cinema da Bienal de Veneza desde 2004.

Durante esses dez dias, a mostra exibirá trabalhos de diretores dos mais renomados, como Roman Polanski, David Cronenberg e Abel Ferrara. O filme “W.E”, que falamos nessa matéria, da rainha do pop Madonna, também será apresentado na mostra. O Brasil também deixará sua marca com “Girimunho”, de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina. Como em toda edição, há um homenageado, que este ano é o diretor italiano Marco Bellocchio, diretor de “Bom Dia, Noite” e “Vincere”, entre outros. Sobre o homenageado, Müller declarou: “Com cada novo filme, Bellocchio te leva para outra direção, diferente das que você pensava já ter alcançado e descoberto”. A cerimônia de homenagem acontece na sexta-feira, dia 9 de setembro.

Mas as homenagens não terminam aí. Al Pacino, diretor e ator (difícil esquecer suas atuações como Tony Montana e Michael Corleone), é o escolhido para receber o prêmio “Jaeger-Le Coultre – Glória ao Cineasta” dedicado a artistas que deixaram uma marca original no cinema contemporâneo.

idesofmarchPôster e cenas de “Tudo pelo Poder” ©Reprodução

Uma das maiores estrelas do festival é “Tudo pelo Poder”, o mais recente trabalho de George Clooney como diretor, que narra os bastidores da corrida presidencial nos EUA, e abre o festival nesta quinta-feira. Não é a primeira vez que Clooney se envereda pela política (no cinema). Em 2005 ele apresentou no mesmo festival o filme “Boa Noite e Boa Sorte” (2005), produção em preto e branco que se passava na era do macarthismo. Em “Tudo pelo Poder”, além de dirigir, Clooney atua como um governador na disputa pelo cargo, que tem como estrategista um jovem (Ryan Gosling, de “Namorados para Sempre”) um tanto idealista e mal preparado para os entraves – e sujeiras – que encontra pelo caminho. Paul Giamatti e Philip Seymour Hoffman também estão no filme, como gerentes de campanhas rivais. “Tudo pelo Poder” estreia no Brasil em 21 de outubro.

Ao todo, 21 filmes estão na disputa pelo Leão de Ouro. Roman Polanski, cineasta franco-polonês, compete com “Carnage”, cujo roteiro foi feito por Polanski durante prisão domiciliar e narra a história de dois casais que tentam solucionar suas diferenças quando o filho de um deles bate no outro filho em um parque. Estão no elenco Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly.

Outro nome forte é “A Dangerous Method”, do canadense David Cronenberg, que conta com Keira Knightley, Viggo Mortensen e Vincent Cassel. O filme é baseado na relação turbulenta entre o psiquiatra Carl Jung, seu mentor Sigmund Freud e Sabina Spielrein, a mulher que surge entre os dois, e como isso contribuiu para o surgimento da psicanálise.

Fora da competição, mas no line-up da mostra, está, entre outros, “Contagion”, com Matt Damon, Kate Winslet, Marion Cotillard e Jude Law, dirigido por Steven Soderbergh.

Abaixo, veja a lista dos concorrentes ao Leão de Ouro e conte nos comentários a sua aposta:

“The Ides Of March”, George Clooney
“Tinker, Tailor, Soldier, Spy”, Tomas Alfredson
“Wuthering Heights”, Andrea Arnold
“Texas Killing Fields”, Ami Canaan Maan
“Quando La Notte”, Cristina Comencini
“Terraferma”, Emanuele Crialese
“A Dangerous Method”, David Cronenberg
“4:44 Last Day On Earth”, Abel Ferrara
“Killer Joe”, William Friedkin
“Un Ete Brulant”, Philippe Garrel
“A Simple Life”, Ann Hui
“The Exchange”, Eran Kolirin
“Alps”, Yorgos Lanthimos
“Shame”, Steve McQueen
“L’ultimo Terrestre”, Gian Alfonso Pacinotti
“Carnage”, Roman Polanski
“Chicken With Plums”, Marjane Satrapi and Vincent Paronnaud
“Faust”, Aleksander Sokurov
“Dark Horse”, Todd Solondz
“Himizu”, Sion Sono
“Seediq Bale”, Wei Te-Sheng

Mr. Hare, o nome do momento: ‘Meus sapatos são minhas opiniões’

30/08/2011

por | Moda

mr_hare_abre“Mr. Hare”, a marca ©Reprodução

Mr. Hare é uma importante marca de sapatos masculinos, mas ao contrário de outros nomes do segmento, que existem há muitos anos, a Mr. Hare surgiu em 2008, e já é vendida no Mr. Porter, na Harrods, Selfridges e Dover Street Market. O nome por trás da grife é quase o mesmo: Marc Hare, nascido em julho de 1970, em Londres, filho de pai jamaicano e mãe inglesa, que costumava trabalhar como Relações Públicas de marcas como Nike, Adidas, New Balance e Dr. Martens, até um dia que, estando na Espanha, se encantou pelos sapatos de um cavalheiro que estava no mesmo recinto, e pensou onde conseguiria pares como aqueles. “Cinco minutos depois, Mr. Hare, a marca, nascia”, explica o designer na biografia de seu site, onde conta também que nunca teve formação em “fazer sapatos”.

Apesar de super bem conceituada no mundo da moda, a marca é pequena, mas por decisão do dono. Segundo ele, a ideia é fazer extremamente bem um pequeno número de produtos essenciais, “para pessoas que os desejam ao máximo”. Marc também explica que seus sapatos são criados para deixar qualquer look utilitário com estilo e perfeito para a noite. “Isso não significa que eles não podem ser usados durante o dia. Só significa que quando eu os desenhei, eu estava pensando em ter uma ótima noite ao ar livre, com amigos, com ótima comida e bebida, e dança. Muita dança”, explica Marc. Para ele, o objetivo da marca é ser atemporal. “Quando você olha para uma foto velha e vê alguém vestindo algo tão acentuado que isso queima em sua consciência e aquilo se torna uma influência, é esse o meu objetivo”.

mrhare“Mr. Hare”, a pessoa ©Reprodução

Além disso, Mr. Hare é uma marca que preza qualidade, tanto que, apesar de Marc ser inglês, e viver e trabalhar em Londres, os sapatos são todos feitos na Itália, a Meca dos sapatos. O sapateiro, que é muito bem-humorado, justifica sua escolha: “Para ser honesto, minhas duas maiores considerações foram o clima e a comida. Eu tenho que gastar muito tempo visitando as fábricas, então um espaguete “scoglio” seguido de um “branzino al forno” sob um pôr do sol em Toscana me balançou. Se você pudesse escolher visitar Northampton a cada duas semana ou a Toscana, onde você faria seus sapatos?”. Os materiais, como não poderiam deixar de ser, são escolhidos a dedo. “Eu sempre quis que meus sapatos favoritos fossem feitos dos melhores materiais. Eu estou tentando fazer o melhor possível de acordo com meu conhecimento cada vez maior. Ele tem que ser relevante para a situação, e da maneira mais bonita possível”, explicou o sapateiro.

Mr. Hare também já fez uma coleção para a rede de fast fashion Topman, especificamente para a linha “AAA” inspirada no rock’n roll. Como Hare faz sapatos, digamos assim, mais sofisticados, é intrigante saber como foi unir sua própria estética à linha. “Foi fácil. Os sapatos Mr. Hare são geralmente desenhados com um humor de “vocalista”. Para AAA eu só tive que pensar sobre o que o baterista, o baixista, os guitarristas e os roadies poderiam querer usar. A parte mais difícil foi convencer Topman sobre o projeto piloto”. Os preços também são bastante diferentes, sendo os sapatos Mr. Hare várias vezes o preço de um Topman, mas o designer explicou: “Para qualquer um que possa ficar confuso, na Mr. Hare nós escolhemos os melhores materiais disponíveis e deixamos o preço se ditar por si mesmo. Na Topman eles escolhem o melhor preço e deixam os materiais se ditarem por si mesmos. Enquanto me lembrei para quem eu estava trabalhando, não foi difícil”.

topmanModelos para a Topman ©Reprodução

Ao ser perguntado sobre suas inspirações, Marc Hare dá uma excelente resposta: “Costumo visitar todas as grandes feiras de comércio para ver o que está acontecendo no mercado, visitar todas as lojas, reunir todos os “trend reports”, imprimir imagens de blogs; então eu e minha equipe reunimos tudo e queimamos todas essas coisas em uma enorme fogueira, junto com mescalina, e batemos tambores e dançamos para os deuses dos sapatos. Depois de três dias de devaneios orgásticos, nós fazemos o que qualquer um conseguir rascunhar”.

E qual a melhor coisa em poder fazer seus próprios sapatos? Hare não tem menos bom humor ao responder: “Quando as pessoas me perguntam o que eu faço, minha resposta tem apenas três palavras. Eu faço sapatos. É o mesmo que ‘Bond. James Bond’”.

Uma das curiosidades de sua marca é que quase todos os modelos levam o nome de uma pessoa criativa, como um escritor ou músico. A razão disso? “Tributos. É um pequeno reconhecimento a todas as pessoas e coisas que ficaram acima das minhas expectativas. Espere jogadores de futebol, surfistas, rappers, pratos de aperitivos, e arquitetos para o futuro”. Já no quesito “sapateiros”, a lista de nomes que Hare admira e o influencia também não é pequena: “Eu olho de tudo, de sapatos femininos a sneakers de passarela e acessórios. No momento eu estou realmente animado com os acessórios Céline. O trabalho artesanal e as ideias trabalham perfeitamente. Sou fascinado por Alexander Wang, que força! Em sapatos, eu sempre gostei de Dries Van Noten e Margiela. Tem sempre muita coisa acontecendo discretamente em seus sapatos”.

colecaoLookbook da coleção Primavera/Verão 2011, “Ain’t no app for that” ©Reprodução

Para os próximos 10 anos, Mr. Hare tem esperanças ambiciosas: “Eu gostaria de ver mais homens fazerem mais esforços com seus sapatos. A indústria muda conforme a demanda dos consumidores, então até que os homens comecem a levar a sério e realmente desafiar os limites no jogo dos sapatos, a maioria das lojas continuará a vender quadrados de dedos únicos com solado de borracha”.

E “ai” de quem achar que sapatos… São só sapatos. “São expressão pessoal. Algumas pessoas concorrem à presidência, algumas fazem arte. Eu faço sapatos. Meus sapatos são minhas opiniões”, finaliza.

Verão 2012: quer saber quais são os principais materiais da estação?

29/08/2011

por | Moda

abreOsklen e André Lima ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

Quando se começa a ficar mais interessado por moda, descobre-se que há muito além das cores e modelagens das roupas. Os tecidos e materiais utilizados são capazes de fazer grandes transformações, para melhor ou pior.

Na última temporada de moda de Verão 2012, apresentada no Fashion Rio e SPFW, além das estampas tropicais e das cores vibrantes, alguns tecidos se fizerem muito presentes, o que, consequentemente, significa que estarão em maior oferta nas lojas brasileiras. O FFW falou com Costanza Pascolato, colunista de moda e empresária do ramo da tecelagem, a Santaconstância, e descobriu o que mais apareceu nas passarelas, e principalmente, os jeitos mais interessantes de usá-los.

“Tudo o que é misturado com seda todo mundo resolveu gostar muito. Tem muita transparência também, por cima de outros tecidos. Uma coisa que é nova é a malha dupla, que parece um neoprene, mas é mais chiquezinho. O Pedro Lourenço usou com seda pura”, explicou Costanza.

costanzaMalha dupla + seda no Pedro Lourenço e metalizado com tecido soltinho na Neon ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

De tudo que foi apresentado, Costanza acredita que a grande vedete é a tal da seda. “Tem essas novas sedas, com uma carinha não tão pomposa, que eu gosto, e tá todo mundo com vontade. Lá fora a juventude mistura com camisetinha mescla, ou com moletom, acho bacana”. Apesar dos fashionistas estarem louquinhos por esse material, no Brasil a preferência esmagadora é pelos tecidos com elastano. “Aqui no Brasil é muito interessante porque as pessoas gostam de coisas com elastano, porque elas usam coisas muito justas. Para a confecção também é mais fácil, porque trabalhar com malha e elastano facilita um pouco”.

Outra proposta forte para o Verão 2012 foram os tecidos perfurados a laser, que Costanza classificou como um “statement”. “É um pouco difícil ir para as ruas, difícil de usar no dia a dia. Mas não é ruim, achei bem bonito”.

Mas e aí, com tantas possibilidades, qual o jeito mais legal de usar? “Tô com essa mania de metalizados misturados com coisas ‘podrinhas’. Eu estava viajando e vi bastante nas ruas, calças metalizadas, tanto faz pra mim se em ouro ou prata, com camiseta ‘podrinha’, ai que lindo!”, explicou. Costanza também falou que a mistura de materiais rústicos com outros mais modernos e tecnológicos, como fez a Osklen, é interessante. “No momento essa mistura é o que estou achando de mais novo”, finalizou a papisa da moda brasileira.

+ Confira abaixo os materiais mais legais para o Verão 2012:

SEDA E MISTURAS:

seda1Iódice e Maria Bonita Extra ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

sedas2Patachou, Cori e Alexandre Herchcovitch ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

PAETÊS

paetes3Cavalera e Huis Clos ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

paetes2Totem e Alessa ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

paetes1Cantão e Maria Bonita ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

METALIZADOS

metalizados3Neon e Osklen ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

metalizados2Ellus e Huis Clos ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

metalizados1André Lima e Ronaldo Fraga ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

JEANS

jeans1TNG e Herchcovitch ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

jeans22nd Floor e Colcci ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

MISTURA DE MATERIAIS

mistura1Pedro Lourenço e Gloria Coelho ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

mistura2Cori e Maria Bonita ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

LINHOS

linho2Ronaldo Fraga e Neon ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

linho1Maria Bonita e Huis Clos ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

TRANSPARENTES

transp3Cavalera e Osklen ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

transp1Colcci e Ronaldo Fraga ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

transp2Triton e Animale ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

COUROS

couros1Glória Coelho e Reinaldo Lourenço ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

couros2Espaço Fashion e Ágatha ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

PERFURADOS

perfurados1Reinaldo Lourenço e Cori ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

perfurados2Maria Bonita e Maria Bonita Extra ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

CROCHÊ

crocheAnimale e Herchcovitch ©Zé Takahashi/Agência Fotosite

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Corinne Day, criadora do ícone Kate Moss, tem retrospectiva em Londres

25/08/2011

por | Moda

corinne_abreKate Moss para a “The Face” Nº 22, Julho de 1990 ©Corinne Day

Se Kate Moss deve seu sucesso a alguém, esse alguém é Corinne Day. A fotógrafa inglesa, que morreu em agosto de 2010 em consequência de um tumor no cérebro, foi responsável por uma revolução no mundo da fotografia nos anos 90, influenciando toda uma geração a provocar cada vez mais com suas lentes. A galeria Gimpel Fils faz uma retrospectiva de seu trabalho em setembro, pouco mais de um ano depois de sua morte, que contará também com fotos não publicadas do começo da carreira de Day e um livro, feito pela Morel Books, com tiragem limitada, chamado “Heaven is Real”.

Corinne trabalhava como modelo – e tinha uma boa carreira – quando, numa viagem do Japão para Los Angeles, pegou uma câmera e começou a registrar o estilo de vida de seus colegas de trabalho. Quando retornou à Inglaterra, estava com portfólio em mãos, que acabou a levando para a icônica revista “The Face”. Foi quando o editor pediu a Day que tirasse algumas fotos que ela foi em busca de sua musa. Rodando pelas agências de modelos de Londres, deparou-se com uma garotinha de 14 anos, magricela, que chamou a atenção por sua beleza crua. Era Kate Moss, e naquele momento Day acabava de encontrar a pessoa que definiria o espírito da moda nos anos 90.

corinne_kateKate na “The Face”, em 1990, e na “Vogue” UK, em 1993 ©Corinne Day

Em julho de 1990 Corinne fotografou um editorial de oito páginas para a “The Face”, com Kate Moss, com 16 anos à época, posando para algumas de suas mais icônicas fotos, como a de topless. Foi Day também que fotografou a primeira capa da revista “Vogue” de Kate, em 1993.

Apesar de toda a ligação com a moda, ela virou as costas para esse mundo, dizendo que ele era “obsoleto, tudo é sobre sexo e glamour, quando existem outros elementos de beleza”. A fotógrafa aspirava à fotografia de reportagem, e passou, com o tempo, a produzir imagens mais íntimas, às vezes até brutais, capturando cada minuto das vidas das pessoas próximas a ela: “Fotografia está ficando tão perto quanto possível da vida real, mostrando-nos coisas que normalmente não vemos. Estes são os momentos mais íntimos das pessoas, e às vezes, a intimidade é triste”.

O site “Nowness”, em razão da retrospectiva do trabalho de Day, convidou a curadora da mostra, Charlotte Cotton, e o diretor de arte Phil Bicker, o primeiro a convidar a fotógrafa para trabalhar com a “The Face”, para discutir seu legado. Confira o que eles falaram sobre ela abaixo:

corinneCorinne Day ©Mark Szaszy

Phil Bicker: Todo mundo acha que o trabalho de Corinne era muito simplista – que só documentava coisas que aconteciam, e que ela era ótima em capturar o momento, mas a realidade é que tudo era orquestrado, repetido, construído. Existe muita contradição a respeito de Corinne e seu trabalho, e um dos maiores desserviços foi que ela tentou chamá-los de momentos. Ela poderia ter sido vista como artista, em vez de uma fotógrafa de moda.

Charlotte Cotton: Eu gosto do fato de que ela nunca produziu uma versão cliché feminina na fotografia. Seu trabalho tem inteligência emocional profunda e sofisticação, mas não é uma câmera particularmente responsável ou materna.

PB: Era sobre ser “real” e não ter que promover marcas para anunciantes – sendo capaz de tirar fotos que eram principalmente sobre as pessoas. Ela se tornou associada ao termo “heroin chic”, mas isso foi algo construído pelos tabloides. Todo mundo acha que Corinne era uma fotógrafa urbana, mas ela era uma fotógrafa suburbana. Era muito mais sobre inocência do que drogas. Quando você olha as fotos dela de Kate, há um senso de ingenuidade.

corinne_photosFlea, do Red Hot Chili Peppers, com bebê (1992); Rockers [The 59 Motorcycle Club], publicada na “The Face”, outubro de 1990 ©Corinne Day

CC: Corinne encontrou seu alter ego em Kate, não é mesmo?

PB: Basicamente, Kate era Corinne – ela era a musa perfeita. Corinne foi uma modelo e ela se via em Kate. Ela trabalhou com Kate para realizar coisas que ela mesma não realizou e moldou Kate em algo que na verdade era um reflexo dela própria. Naqueles primeiros dias com Kate, as fotos eram praticamente como dias de inocência – de um jeito que se tornou muito mais artificial depois. As primeiras imagens são as melhores.

CC: Uma das coisas que fica do livro e da exposição no mês que vem é a ideia de que sua assinatura, de uma maneira abstrata, estava lá desde o começo. Mesmo que ela estivesse pedindo à modelo que simulasse algo, era sobre simular algo real.

Corinne Day – Heaven is Real

ONDE Gimpel Fils Gallery – Londres

QUANDO De 1° de setembro a 1° de outubro

+ gimpelfils.com

Veja na galeria mais do trabalho de Corinne:

Scorsese mergulha na história de George Harrison; veja o que saiu desse encontro

george_abreGeorge Harrison, “o Beatle quieto” ©Reprodução

O mundo está sem George Harrison desde 29 de novembro de 2001, mas o vazio que ele deixou poderá ser parcialmente preenchido ainda este ano, com o lançamento do documentário “George Harrison: Living in the Material World”, dirigido por Martin Scorsese. Living in the Material World é, aliás, nome do quinto álbum solo de Harrison, lançado em 1973, e também de uma canção de sua autoria.

O filme mostra a carreira do guitarrista nos Beatles, sua empreitada solo muito bem-sucedida e a passagem pelo cinema – ele criou uma produtora em 1978 chamada “HandMade Films” –, e será conduzido por narrações de George, com material inédito como fotos e filmagens caseiras que foram fornecidas pelo arquivo da família Harrison. Óbvio que a paixão do guitarrista pelo misticismo indiano, que esteve tão presente em seu trabalho, não será deixada de lado.

+ Assista ao trailer de “George Harrison: Living in the Material World”:

Quem produz o filme ao lado de Scorsese é ninguém menos que Olívia Harrison, viúva de George. “O conhecimento que Martin Scorsese tem sobre George ficou evidente logo na primeira vez que nos encontramos para discutir o projeto. Ele consegue sentir tudo aquilo que constitui George: sua música, suas crenças, sua arte, seu lugar na história dos Beatles e toda a extraordinária vida que teve depois da banda. O incrível filme de Marty encontrou tudo isso e muito mais”, declarou ela, em um comunicado oficial. Para compor o documentário, Olivia disse que gastou “incontáveis horas à procura de notas de seu marido, fitas cassetes e fotos”. Além desse material, entrevistas com Paul McCartney, Eric Clapton, Terry Gilliam, Eric Idle, George Martin, Yoko Ono, Tom Petty, Phil Spector, Ringo Starr e Jackie Stewart também estarão no filme.

Além de Olivia e Martin Scorsese, Nigel Sinclair também está na produção. Ele trabalhou com Scorsese em um filme sobre o músico Bob Dylan, “No Direction Home”. Sobre o projeto, o cineasta declarou como um “trabalho de amor”, pois sempre fora um admirador das músicas e do próprio Harrison.

+ Ouça “Living in the Material World”, de George Harrison:

“George Harrison: Living in the Material World” foi comprado pela HBO dos EUA, que vai exibir o documentário como um especial de duas partes, em 5 e 6 de outubro. Mas, ainda bem, o filme rodará festivais pelo mundo, começando pelo New York Festival, que acontece de 30 de setembro a 16 de outubro.

Enquanto isso, relembre George em alguns filmes com os “FAB four” de Liverpool: “A Hard Day’s Night” (1964) e “Help!” (1965), com direção de Richard Lester, “Magical Mystery Tour” (1967), a animação “Yellow Submarine” (1968) e o documentário “Let It Be” (que ganhou o Oscar de Melhor Canção Original), produzidos e dirigidos pelos próprios integrantes da banda.

Há também “I, Me, Mine”, a autobiografia de George Harrison lançada originalmente em 1980, sem versão no português, que leva o nome de uma canção escrita por Harrison, do álbum “Let it Be”.

thebeatles_filmesCena dos filmes dos Beatles: “A Hard Day’s Night”, “Help!”, “Magical Mystery Tour”, “Yellow Submarine” e “Let It Be” ©Reprodução

Contra a maré: primeira revista impressa do Style.com sai em outubro

24/08/2011

por | Moda

style_tres©Reprodução

Se você é da turma que acreditava na morte do impresso após o boom da internet, está na hora de rever seus conceitos. O Style.com, uma das maiores referências em moda na internet, acaba de anunciar que lançará uma revista logo após a temporada de moda de Verão 2012.

A primeira edição “será muito mais focada nas coleções. Nós vamos dar atenção às pessoas, lugares e roupas mais interessantes da temporada, mas, além disso, queremos transmitir ao leitor a experiência de como é passar por essa temporada durante quatro semanas”, explicou Dirk Standen, editor chefe do Style.com ao site “The Business of Fashion”. “Quando você trabalha com moda você se acostuma com isso, mas quando você dá um passo para fora, é uma experiência realmente extraordinária. No cinema eles têm Cannes; o mundo da arte tem Art Basel. Mas eles duram apenas uma semana no ano. Aqui são quatro semanas, duas vezes por ano, com todas essas pessoas sob muita pressão. Há uma história real para ser contada que talvez ainda não tenha sido dita. Eu acho que se pudermos combinar narrativa emocional com o tipo de reportagem de autoridade que Style.com já faz, podemos criar algo divertido”, esclareceu.

O editor chefe ainda acrescentou: “Style.com já é e esperamos que a revista também seja para obcecados por moda, feita por obcecados por moda. Nós focamos muito e fortemente em moda e obviamente todas as outras publicações fazem isso também, mas elas têm um monte de outras áreas de interesse em suas revistas, como celebridades ou música ou até política”.

No entanto, a pergunta que não quer calar é: por que ir para o impresso? Standen explica: “Se você olhar o panorama, não acho que os veículos possam ficar presos a um único “meio” mais. Obviamente, você vê as revistas prestando muito mais atenção aos seus sites agora. Mas mesmo na web, não é suficiente apenas ter um site. Você tem que estar em vários dispositivos digitais. Você tem que estar em várias redes sociais. Você quer que seu conteúdo esteja disponível em quantos lugares forem possíveis. Agora que estamos debaixo do guarda-chuva da Fairchild, que possui muita experiência e um ótimo negócio em publicações, se tornou natural para o Style.com fazer uma revista”.

style_abreDirk Standen, editor chefe do Style.com ©Reprodução/Lexie Moreland

Além da revista, o Style também vai começar uma experiência de e-commerce: “Estamos trabalhando com seis estilistas de Nova York que serão anunciados durante a semana de moda. Eles farão um número bastante limitado de peças disponíveis diretamente das suas coleções de Spring 2012, então as pessoas poderão comprá-las na hora e irão receber um embrulho legal pelo correio dentro de alguns dias”. O lançamento tanto da revista quanto do e-commerce está programado para o final de outubro.

Curioso para saber quem estará no time editorial da revista? Além de Standen, a editora executiva Nicole Phelps e o editor-colaborador Tim Blanks, que já fazem parte do site, estarão no impresso também. Lina Kutsovskaya, ex-”Nylon” e “Teen Vogue”, assumirá o cargo de diretora criativa da revista.

“Não gostaria que alguém pensasse que somos arrogantes por irmos para as revistas. Quero dizer, há pessoas que têm feito isso há muito mais tempo que nós e fazendo isso muito, muito bem. Esperamos que o público ache que temos algo fresco para adicionar”, finaliza o editor chefe.