Stephanie Noelle - Google +

O “Sartorialist” volta atrás em entrevista polêmica sobre o mundo dos blogs

04/10/2011

por | Gente

scott_abreScott – Sartorialist – Schuman ©Reprodução

Na última semana foi ao ar uma entrevista bastante polêmica do blogueiro Scott Schuman, o The Sartorialist, na revista online “The Talks”, em que ele diz considerar o sucesso de Tavi, outra blogueira, uma conspiração, não acreditar na mídia impressa e deixar subentendido que apenas ele e sua namorada, Garance Doré, estão agindo do jeito certo nesse ramo.

“Acho que o sucesso dela [Tavi] é um pouco de conspiração da mídia impressa estabilizada que quer mostrar que essa coisa de blog não é importante, que é feita por um monte de gente de doze anos. Mas vários de nós somos adultos sérios”, declarou o blogueiro sobre Tavi. Ele também acrescentou que a maioria dos outros blogs, para acrescentar um “elemento visual”, roubam imagens de outras pessoas.

Além dos demais blogs, Scott também criticou as revistas: “Eu acho que todo mundo sabe que não dá mais para acreditar nas revistas, eles sabem que elas são apenas página após página de anunciantes. Revistas são conduzidas pelo medo”, alfinetou Scott, que deixou claro que, por outro lado, ele e sua namorada são íntegros e não fazem esse tipo de coisa. Ele disse também que não tinha nenhum tipo de contato com seus anunciantes, para não estragar essa tal integridade.

scott_fotosOs trabalhos de Scott, veiculados no “The Sartorialist” ©Scott Schuman

Porém, Scott foi a público novamente, dessa vez em entrevista ao “The Business of Fashion” e esclareceu alguns pontos da anterior, que segundo o próprio, data de dezoitos meses atrás. A “questão Tavi”, inclusive, é esclarecida, de certa forma.

“Nosso relacionamento com todo mundo evoluiu. Quando fui conhecendo Bryanboy e Tavi mais, eu passei a respeitar a seriedade deles nisso. É uma luta tentar e construir algo e ainda manter quem você é”, disse ao “BoF”.

E a relação com os anunciantes também mudou. Dezoito meses depois, Scott é da opinião que posts patrocinados não são ruins se forem feitos do jeito que ele faz, ou se são divertidos de fazer.

“O que não gosto são posts propagandísticos feitos por debaixo da mesa”, explicou. Contou também que  agora é ele quem vende os anúncios de seu blog, uma mudança significativa já que há pouco mais de um ano isso seria inconcebível. “Eu tenho feito os anúncios para mim e Garance pelo último ano… Assim como levei a vida inteira para aprender fotografia, levei a vida inteira para aprender como vender [anúncios] como grandes agências”.

Um dos pontos mais surpreendentes da entrevista é quando ele deixa escapar a quantia média de quanto recebe por CPM (custo por mil impressões), e o site “Fashionista” faz a conta: “Ele poderia ser um milionário, agora ou em um futuro próximo. Com seu atual nível de tráfego, com um CPM de $20 – ele chega a ganhar $30 por CPM – e apenas 50% do estoque total vendido, Schuman poderia ganhar, teoricamente, mais de $100 mil por mês apenas com anúncios, facilmente faturando mais do que um milhão de dólares de receita por ano de publicidade, que agora incluem marcas de luxo como Tiffany, Coach e Ferragamo”. Tá bom pra vocês?

E não, o blog não é suficiente. O Sartorialist se surpreendeu com o sucesso de seu primeiro livro, e já está preparando um segundo volume. “Agora o processo é muito mais fácil, porque eu sei como lidar. E [a editora] ‘Penguin’ está bastante animada”. Como o atual livro ainda está vendendo bastante, a editora está esperando o momento certo para publicar o próximo livro de Scott Schuman, que poderá ser publicado em 2012.

Resta alguma dúvida que os blogs deixaram de ser “apenas” blogs, e se tornaram grandes – e lucrativos – negócios?

+ Opinião vs. publicidade: a questão da ética nos blogs de moda

É oficial: para os britânicos, Alexander McQueen é mais legal que Chanel

03/10/2011

por | Moda

mcqueenVestido Alexander McQueen em editorial para “Vogue” US de maio ©Steven Meisel

É oficial: a marca Alexander McQueen, responsável pelo vestido de casamento de Kate Middleton, é a mais legal do mundo da moda para os britânicos.

Isso de acordo com a lista do conselho da CoolBrands, que faz todo ano um compilado de várias marcas consideradas “cool”, de carros a roupas. Até ano passado, era a francesa Chanel que ocupava a primeira posição entre as grifes de moda, e em 2011 ficou na 15ª posição, enquanto McQueen está na 11ª.

A ascensão é facilmente compreensível considerando-se os eventos de 2011. Com o casamento real, e a escolha da então futura Duquesa de Cambridge, o mundo todo passou a conhecer a marca, que está sob direção criativa de Sarah Burton desde 2010, após a morte de Alexander McQueen. Além disso, em abril a grife ganhou uma gigantesca retrospectiva no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, chamada “Savage Beauty”, que bateu recordes e se tornou a exposição mais vista da história do museu, com 661.509 visitantes durante os três meses em que ficou aberta, e registrou filas com mais de seis horas de espera. Não bastasse, Sarah Burton foi nomeada para o cobiçado prêmio de “Designer do Ano” do British Fashion Awards.

mcqueen_dressKate Middleton usando Alexander McQueen na cerimônia do casamento real e na festa ©Reprodução

O presidente do conselho da CoolBrands, Stephen Cheliotis, explicou ao “Telegraph” a importância da lista: “Se o público britânico acha que você é cool, de uma perspectiva de negócios, é massivamente importante porque significa que as pessoas querem você. Elas querem comprar seu produto, querem comprar seu serviço, e elas provavelmente irão pagar a mais por isso”.

A lista é compilada por 36 designers, figuras proeminentes da TV, da moda e da música, entre outras pessoas, que levam em consideração estilo, inovação, originalidade, autenticidade, desejo e exclusividade. Depois, 2000 britânicos votam para a criação da lista final.

+ Confira a lista com as 20 marcas mais cool do momento:

1. Aston Martin
2. Apple
3. Harley-Davidson
4. Rolex
5. Bang & Olufsen
6. BlackBerry
7. Google
8. Ferrari
9. Nike
10. YouTube
11. Alexander McQueen
12. Dom Perignon
13. PlayStation
14. Ray-Ban
15. Chanel
16. Nintendo
17. Vivienne Westwood
18. Agent Provocateur
19. Tate Modern
20. Maserati

Veja a coleção da Givenchy Verão 2012, com Gisele Bündchen!

02/10/2011

por | Moda

givenchy_abreFila final da Givenchy, com Natalia Vodianova ©ImaxTREE

Aconteceu neste domingo, em Paris, o desfile de Verão 2012 da Givenchy, sob direção criativa de Ricardo Tisci.

Além da coleção, o que mais aguçou os presentes, e também os fashionistas que lá não estavam, foi a presença da modelo brasileira Gisele Bündchen, que foi a Paris como exclusiva da marca, fechando um dos desfiles mais esperados da semana de moda.

givenchy_giseleGisele Bündchen fechando o desfile da Givenchy ©ImaxTREE

+ Confira aqui a coleção completa, com super zoom!

FFWsetlist especial Paris: músicas para sonhar com a cidade luz

SETLISTPARIS2©Romeuuu

É final de semana para a maioria, mas dias de trabalho para quem está cobrindo uma das semanas de moda mais importantes do mundo: a Paris Fashion Week. Pensando em quem está na labuta, e em quem gostaria de estar na provável cidade mais inspiradora do globo, o FFW selecionou músicas que lembram, por qualquer motivo, a cidade de Paris.

Aumente o som e voilà!

“Bonjour Paris!” – Funny Face ( Lucas Calore @lucascalore)

“Caviar” – Zeca Pagodinho (Paulo Martinez @arrudaneles)

“City of Blinding Lights” – U2 (Jeferson Perez @Jeffashion)

“Comfortably Numb” – Scissor Sisters (Augusto Mariotti @AugustoMariotti)

“I love Paris” – Frank Sinatra (Cacau Araújo @cacau_araujo)

“J’suis d’accord” – Françoise Hardy (Juliana Knobel @juknobel)

“La Mer” – Charles Trenet (Daniel Ayub @daniel_ayub)

“L’amour” – Carla Bruni (Larissa Lucchese @LarissaLucchese)

“Moi Je Joue” – Brigitte Bardot (Stephanie Noelle @hello_sunshine)

“Paris des Autres” – Les Uns et les Autres (Romeuuu)

“Sympathique” – Pink Martini (Ricardo Athayde @athayde_ricardo)

“Where Do You Go To My Lovely” – Peter Sarstedt (Florian Blot @florian_blot)

Conheça a superstylist Arianne Phillips, que fala quarta no Pense Moda

30/09/2011

por | Gente, Moda

arianne_ABRE©Reprodução

Na quarta-feira, dia 05.10, o MuBE recebe para uma palestra no Pense Moda a nova-iorquina Arianne Phillips, que tem no currículo as atribuições de figurinista, stylist – de moda e de celebridades – e personal stylist de Madonna, cargo que exerce desde 1997. Como definí-la em uma palavra? Impossível. “Eu sou um stylist quando trabalho com moda. Quando trabalho em um filme, sou creditada como figurinista, que é o que sou. Meu trabalho com músicos, e certamente com Madonna, normalmente carrega aspectos de ambos – stylist e figurinista. Como stylist, meu trabalho é juntar, caçar, editar e geralmente criar um “look”, um “feeling” com roupas vindas de designers, brechós ou shoppings… Quando estou trabalhando em um filme ou em uma grande turnê, e às vezes em clipes musicais, nós estamos criando personagens e ajudando a contar uma “história narrativa”, e nosso trabalho não é só ser capaz de ‘juntar’, mas ‘criar e desenvolver  roupas/figurinos a partir do nada”, explicou em entrevista.

A carreira de Arianne começou no finzinho dos anos 80, quando foi assistente durante um curto período de tempo. “Eu era uma assistente muito ruim. No entanto, [...] me ensinou muito sobre como tratar pessoas, e o quão importante são as ‘relações’ nessa indústria”. Antes disso, enquanto fazia faculdade na San Francisco State University, teve um acidente de carro e ficou meses de repouso em casa. Após a recuperação, pegou o dinheiro do seguro, US$ 10 mil, e fez um mochilão pela Europa, com amigos, onde entrou em contato, e se surpreendeu, com a cena musical e da moda de cidades como Londres. Antes disso, enquanto morava com os pais, Arianne se mantinha longe da influência da cultura pop – não via televisão, por exemplo – e se orgulhava de se interessar pelo lado mais underground das coisas.

Foi em Nova York que Arianne começou a trabalhar com moda, fazendo alguns editoriais, e o primeiro deles foi para a “Details”, a revista do momento, na época. “Achei o mundo da moda muito intimidante e competitivo, então mudei meu foco para música e músicos… Isso foi exatamente quando eu conheci Lenny Kravitz”, explicou ela em entrevista. Os dois ficaram amigos, e ele acabou chamando-a para colaborar com as seções de fotos e vídeos de deu novo CD. “Minha amizade com Lenny foi o começo de minha jornada como stylist, que me trouxe aqui onde estou hoje”.

FILMES

arianne_walkabre“Johnny & June” ©Reprodução

Em uma época em que sair de Nova York e morar em Los Angeles era considerado cafona, Arianne o fez, com a cara e a coragem, e a vontade de trabalhar com algo novo. “Eu sentia que precisava ir para algum lugar que pudesse criar minha própria ‘identidade’/ ‘persona’ criativa”. Ela se mudou tendo trabalhado em apenas dois filmes pequenos, de baixo orçamento, e o primeiro roteiro que chegou em suas mãos foi “Cães de Aluguel”, um clássico de Quentin Tarantino. Mas… Arianne rejeitou. “Pensei que o roteiro era estúpido. Óbvio que não havia ‘pegado’ o filme. Demorou um tempo de tentativa e erro para descobrir o que era um ‘bom’ roteiro… Por exemplo, eu não tinha ideia que “Destino Insólito”, de Guy Ritchie seria um desastre, nós nos divertimos tanto trabalhando nele”. E o oposto claramente poderia acontecer, como de fato, aconteceu. “Eu não tinha ideia que tantas pessoas amariam o filme [Johnny & June], e eu absolutamente não fazia ideia que seria indicada ao Oscar”.

arianne_singlemanCena de “Direito de Amar”, com a modelo brasileira Aline Weber ©Reprodução

Além de “Johnny & June”, Arianne foi responsável também pelo figurino de arrancar suspiros de “Direito de Amar”, primeiro longa de Tom Ford, pelo qual recebeu uma indicação no BAFTA Awards. Sua mais recente empreitada é o novo longa de Madonna, “W.E.”, com figurinos de época misturados com atualidade. A maneira admirável com que trabalha seus figurinos pode ser explicada por uma paixão pela pesquisa.

arianne_girl“Garota, Interrompida” ©Reprodução

“Pesquisa é tudo para mim”, declarou ela. Quando está preparando um filme, ela e a assistente acumulam pilhas de materiais, desenhos de biografias, jornais, fotos e livros de arte. Quando fez “Garota, Interrompida”, por exemplo, leu muito sobre as instituições mentais e hospitais dos anos 60. O processo de criação também inclui a criação de um livro de referências recheado de inspirações visuais. “É como um grande projeto de arte. Nós cortamos fotos de pessoas reais e também de personagens icônicos do cinema de antigamente e fazemos colagens”. Para ela, fazer figurinos de um filme é “criar ferramentas para auxiliar o ator a compreender suas emoções”.

arianne_walk2Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix em “Johnny & June” ©Reprodução

arianne_walk3Reese Witherspoon e Joaquin Phoenix, em “Johnny & June” ©Reprodução

arianne_singleman2Colin Firth e Julianne Moore em “Direito de Amar” ©Reprodução

arianne_girl2Angelina Jolie e Winona Rider em “Garota, Interrompida” ©Reprodução

MADONNA

madonna_abreMadonna em editorial para a “W”, de junho de 2006 ©Reprodução

Pode-se dizer que o encontro com Madonna foi outro momento crucial na vida profissional de Arianne. Após trabalhar em “O Povo Contra Larry Flynt” com Courtney Love, as duas se tornaram amigas, e quando a roqueira foi chamada para a capa da edição “As Mulheres no Rock” da “Rolling Stone” de 1997, ao lado de Madonna e Tina Turner, levou a stylist e ainda a indicou para Madonna. Em um primeiro momento Arianne não queria o trabalho, pois já estava cuidando de Courtney. A cantora, porém, contatou o agente da stylist sem que ela soubesse, pegou seu portfólio e o enviou para Madonna, com um bilhete de próprio punho recomendando os serviços da stylist. A sugestão foi acatada e dura até hoje.

madonna_musicaTurnê “Re-Invention” e capa do single “Confessions on a dance floor” ©Reprodução

madonna_capasCapa da “W” de junho de 2006 e capa da “Vanity Fair” de maio de 2008 ©Reprodução

madonna_0Em editorial para a “W” de abril de 2003 ©Reprodução

madonna_revista2No mesmo editorial para a “W” de 2003, com fotos de Steven Klein ©Reprodução

CELEBRIDADES

Para Arianne, cuidar do visual de um artista é muito mais do que apenas escolher uma roupa. “É importante ter um ‘ponto de vista’, e ser franca e honesta sobre a estética. Há tantas pessoas contratadas por aí apenas para satisfazer os artistas… Eu tento acelerar e fazer a visão deles ganhar vida ou eu tento traduzir o que eles expressam em suas músicas de uma maneira visual”, explicou. Além disso, Arianne é do tipo que prefere longos relacionamentos com seus clientes, em vez de chamadas ocasionais. Ela, por exemplo, não veste celebridades apenas para eventos. “Eu não participo disso, não porque eu estou acima disso, mas porque eu não sou boa nisso”, explica modestamente.

arianne_courtneyCourtney Love com styling de Arianne Phillips ©Reprodução

MODA

E no meio de tantas atribuições, Arianne Phillips assina o styling de diversos editoriais de moda, perpetuando seu estilo “narrativo” de trabalhar. Ela, aliás, já declarou que “não é muito da moda”. Achou estranho? Ela explica: “Na verdade, eu amo moda. O que eu quis dizer é que eu não sou muito interessada no lado comercial da moda. Eu não me relaciono com a cultura “O Diabo veste Prada” ou “Sex and the City”, uma cultural comercial. Eu amo a arte e a pompa da moda”.

loveDuas das oito capas da “LOVE” F/W 11, com styling de Arianne Phillips e Katie Grand ©Reprodução

vmag_penelopePenélope Cruz na capa da “V Magazine”, edição de Inverno/11 ©Reprodução

voguegermanyAline Weber em editorial para a “Vogue” Alemanha, de julho de 2011 ©Reprodução

karenelsonKaren Elson para edição de junho de 2011 da “Zoo Magazine” ©Reprodução

arianne_dianeDiane Kruger e Quentin Tarantino em editorial para a “The New York Times Magazine”, edição do verão 2009 ©Reprodução

arianne_evanEvan Rachel Wood em editorial para a “Vogue” Italia de setembro de 2007 ©Reprodução

arianne_mag5As brasileiras Bruna Tenório e Carol Pantoliano, fotografadas ao lado de outros modelos para editorial da “Vogue” Italia de setembro de 2008 ©Reprodução

arianne_mag3Editorial dedicado ao ballet, na “Vogue” Italia de fevereiro de 2008 ©Reprodução

+ Leia aqui tudo o que já foi publicado sobre Pense Moda

Prada X Balenciaga: qual é mais forte para a carreira das modelos?

28/09/2011

por | Moda

O blog “The Cut” publicou nesta terça-feira, 27.09, uma matéria que levanta a discussão: qual marca tem mais poder na hora de alavancar a carreira de uma modelo new face, após contratá-la com exclusividade para um desfile? Os nomes em questão são Prada, que desfila em Milão, e Balenciaga, que apresenta sua coleção em Paris.

Sasha Pivovarova e Lindsey Wixson são dois dos nomes que devem sua rápida ascensão à Prada, mais precisamente aos desfiles de Inverno/2005 e Verão/2010, respectivamente, enquanto Miranda Kerr, antes vista apenas como uma Angel da Victoria’s Secret sem muito apelo para a alta moda, viu sua carreira dar uma guinada graças à Balenciaga, na temporada do Verão/2010.

Há ainda outros nomes que alçaram sucesso, mas a Prada acumula algumas apostas furadas, que não deram em nada, como Bara Holotova e Nicole Hofman, enquanto a Balenciaga, ainda nova nessa jogada, só tem sucessos em seu portfólio.

MIRANDA KERR (Balenciaga)

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Sua carreira (muito bem sucedida comercialmente) começa nos idos de 2004, mas é em fevereiro de 2010 que Miranda Kerr entra de vez para o circuito da “alta moda”, ao ser escolhida para desfilar para a coleção de Inverno/2011 da Balenciaga (veja o desfile completo aqui).

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Logo depois, Miranda estampa editorial da edição de verão da “LOVE”, fotografada por Daniel Jackson, e em julho do mesmo ano, fotografada por Willy Vanderperre, participa de editorial para a “V Magazine”.

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É o mesmo fotógrafo, Vanderperre, que vai fotografar a capa da edição de verão da “i-D”, com Miranda Kerr estrelando uma das três versões.

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Em 2010, a modelo faz duas aparições na francesa “Numéro”: em agosto, fotografada por Sebastian Kim, e em junho, clicada por Greg Kadel.

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Ainda em 2010, a modelo se torna um dos rostos da campanha da Prada, ao lado de Angela Lindvall, e fotografa a campanha da Jil Sander.

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Na edição de setembro de 2010, a mais importante do ano, estampa capa e editorial para “Vogue” Itália. Detalhe: em 3D!

LINDSEY WIXSON (Prada)

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Em setembro de 2009, Lindsey abre o desfile da Prada (veja o desfile completo aqui), como exclusiva, fazendo dela uma das new faces mais comentadas da temporada.

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Na mesma temporada, em outubro, Lindsey fecha o desfile da Miu Miu (marca mais jovem da Prada), também como exclusiva. Ela vai desfilar novamente para a Miu Miu em fevereiro de 2010, abrindo o desfile, após se tornar “rosto” da marca.

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Fotografada por Daniel Jackson, estampa a capa da edição de inverno da “i-D”, em 2009. No ano seguinte abocanha outra capa da publicação (que teve outras cinco versões, com diferentes modelos), fotografada por Emma Summerton.

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Já em 2011, Lindsey se torna o rosto de Alexander McQueen, e é fotografada também para a campanha da Mulberry, ao lado de Nimue Smit, fotografada por Tim Walker.

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Em janeiro de 2011 a modelo desfila para Christian Dior e Chanel Haute Couture, em Paris.

lindsey_love

A edição de verão da “LOVE” traz Lindsey, fotografada por Angelo Pennetta. Na edição de inverno de 2011, Lindsey aparece novamente.

lindsey_vogue

Em abril de 2011 estampa dois editoriais em duas das revistas mais importantes do mundo: “Vogue” UK e “Vogue” Itália.

Nessa estação a italiana Prada (veja o desfile aqui) já escolheu um nome para o mundo ficar de olho: a britânica Laura Mullen, que foi chamada para o desfile apenas quatro semanas depois de iniciar sua carreira. Resta saber quem será a bola da vez da Balenciaga, que fará seu desfile no próximo dia 29 de setembro e dará a largada para a corrida da new face mais bem sucedida da estação.

E você, é “team Prada” ou “team Balenciaga”? Conte nos comentários!

“Eu odeio fashionistas” e sábias palavras da mítica editora Franca Sozzani

28/09/2011

por | Gente

franca_abreFranca ©Reprodução

Franca Sozzani é uma dessas figuras meio míticas da moda. Editora chefe da “Vogue” Itália há mais de 23 anos, Franca já falou com o FFW em uma entrevista exclusiva, e assim como seu nome diz, e sem nenhuma intenção de trocadilho, é extremamente franca.

E praticamente toda vez que Franca dá alguma declaração, vira polêmica, seja em seu twitter, blog, ou à imprensa, como quando disse à revista semanal “Newsweek” que a Dior deveria recontratar John Galliano, ou quando falou à “Time” que Silvio Berlusconi dá a impressão de que toda a Itália é um cassino gigante. Suas edições não são menos provocativas, e não raro Franca coloca na capa da “Vogue” italiana algum tema polêmico – para a moda, ao menos. Fez isso em uma edição de 2008, que tinha apenas modelos negras, ou uma edição com modelos curvilíneas, este ano.

Porém o mais recente bafafá em torno de Franca não é devido as suas declarações, e sim que na segunda-feira (19.09) ela foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade da ONU, para o projeto “Fashion 4 Development” (Moda para o Desenvolvimento), que está em busca de maneiras da indústria da moda promover o crescimento econômico nos países em desenvolvimento.

A editora de moda falou sobre o assunto ao jornalista Eric Wilson, do “The New York Times”, e contou sobre seu desejo de ajudar a melhorar as habilidades de produção nesses países, possivelmente trazendo artesãos italianos para ensinar algumas técnicas. Confira abaixo os highlights da entrevista:

Qual o papel de uma embaixadora da boa vontade da moda?

Eu nunca fui uma pessoa política. Eu apenas digo o que penso. Através das pessoas que conheço acho que podemos fazer um projeto que possa ser adaptado aos outros países. Se nós apenas formos a algum lugar e prometermos fazer algo, nunca faremos coisa alguma. Basicamente, meu projeto é começar com um pequeno número de pessoas que possam aprender um trabalho. Devemos fazer um pequeno laboratório, e depois disso nós podemos encontrar alguma maneira de produzir.

Devemos pensar sobre onde fazer a distribuição, e o passo a passo sobre dar a eles dignidade no trabalho, mas também o respeito ao ser humano. Caso contrário, se eles não têm um salário justo, as coisas só mudam para as pessoas que podem fazer negócios.

Onde você vai começar?

Vou começar agora com a África, mas primeiro preciso ir pra Coreia, provavelmente no meio de novembro, para falar sobre moda e ver o que está acontecendo. Eu quero aprender como eles começaram. Através deles vou entrar em contato com outros governos, provavelmente na África.

Isso simboliza também o que você tem tentado fazer na revista, fazer com que a indústria mude de maneira positiva?

Não, para ser honesta, essas duas coisas são diferentes. Mas poderiam se tornar conectadas. Por exemplo, para a “L’Uomo Vogue”, eu fiz uma edição na África, e toda a renda que veio da edição foi para organizações diferentes.

Você acha que a indústria mudou como um todo como resultado das questões que você tem colocado em sua revista?

Não totalmente. Nós fizemos uma edição sobre extremos em cirurgia plástica, e eu ainda fico mais e mais chocada com o quanto as pessoas mudaram. Desde então, eu não acho que tenha visto tanto Botox pelo mundo. Nós não paramos nada.

Onde eu acho que nós provavelmente fizemos um bom trabalho foi com a edição negra. Não imediatamente, não como se todo mundo dissesse após a edição “Agora eu quero ter garotas negras”. Mas eu vejo, pouco a pouco, há mais e mais garotas negras na passarela.

Parte do problema é das agências. Nós não temos muitas garotas americanas, você não têm italianas, você não têm francesas. Os olheiros só vão para a Europa oriental agora. É possível que todos os outros países não tenham garotas bonitas? Eu não posso acreditar nisso. Eu estava tão entediada de ver todos aqueles rostos. Todos pareciam iguais. Ao fazer todas as garotas iguais – loiras, olhos azuis, pernas longas – ao final, todas as roupas parecem iguais.

Eu não estou tentando provocar. Todo mundo está olhando as coleções, e imediatamente depois você fica entediado. Moda é experimentação; é sempre excêntrica. É quebrar regras. Nós tentamos achar uma boa razão para quando queremos fazer algo. Nós tentamos seguir o que está acontecendo no mundo, mas através do ponto de vista da “Vogue”.

vogue3Uma das capas (foram 4) da edição apenas com modelos negras, de julho de 2008,  e a edição sobre os excessos da cirurgia plástica ©Reprodução

Falando sobre o que está acontecendo aí em seu país, como você pode refletir a realidade de uma crise econômica na Itália em uma revista de moda?

Não é apenas uma crise econômica. Nós também temos uma crise de imagem. Espero que, assim como na economia, nós possamos achar a solução certa. Nós sempre estamos falando sobre uma crise financeira, sempre. Essa crise será provavelmente menos chocante do que a de 2009, porque nós sabíamos que isso podia acontecer. Nós sabemos que estamos um pouco menos seguros.

Mas eu acho que a imagem do nosso país não reflete de maneira nenhuma tudo o que é feito na Itália. Quando você olha para as revistas, parece que todas as mulheres são vulgares e envolvidas em escândalos sexuais. Isso não é a Itália, e nós não devemos aceitar isso. Eu não reconheço meu país desse jeito.

O papel do editor parece ter mudado de observador da moda para participante. Você foi surpreendida por essa mudança?

Eu acho que o trabalho mudou completamente nos últimos 20 anos, assim como a moda tem se tornado cada vez mais e mais rápida. E então nos últimos 10 anos, mudou completamente, para os designers também. Com a enorme distribuição de Zara, H&M e Mango, tudo isso mudou o ponto de vista. Eu acho que isso é fantástico porque todo mundo pode fazer parte do mundo da moda e eles podem estar vestidos de uma maneira fantástica. O limite é que isso se tornou tão global, tão a mesma coisa, que é muito difícil para um designer encontrar uma nova maneira de existir. Para eles se tornou mais e mais difícil de achar um novo jeito de ser.

Não é como se eu fizesse essas edições porque eu me sinto provocadora. Eu faço assim porque eu me sinto assim. Digamos que eu vou por instinto. Isso é certeza. Eu posso mudar uma edição até dez dias antes de ser lançada, porque se, por instinto, eu sentir que não está boa, que está chata, ou que eu não gosto dela, então não é bom para nós e eu mudo.

Quando foi a última vez que você fez isso?

Agosto. E até em setembro. E tudo estava fechado na Itália porque era feriado. Nós pedimos aos fotógrafos para refazer o ensaio. Nós mudamos editoriais de outubro para agosto. Um editorial eu rejeitei, a ideia era fazer algo muito chique, mas que fosse de um jeito moderno. Mas ficou muito chato. Algumas vezes o chique é muito chato. Achar um jeito que não pode ser chato é muito difícil.

Li pelo menos quatro entrevistas que você concedeu a semana passada. Por que as pessoas são fascinadas com os editores de revistas?

Acho que isso aconteceu por diferentes razões. Isso deve ter acontecido provavelmente porque eu disse alguma coisa boba, como “Eu não sei por que eu deveria me casar de novo, porque eu era muito melhor do que o homem que eu namorava”, e então isso se tornou uma história. A internet é tão rápida, e essa frase foi captada. Às vezes eu digo que eu acho que elegância é muito entediante, ou que eu odeio fashionistas. Você começa com algo que disse em uma situação, e depois os jornalistas pegam uma frase e dizem só aquilo. Não é que eu acordo e digo “Eu odeio fashionistas”. Mas eu realmente odeio fashionistas.

The Man Repeller: blog sobre a arte de afastar os homens vai virar livro

27/09/2011

por | Moda

leandra_abreLeandra Medine ©Reprodução

Se tem uma coisa da qual o mundo está cheio, é de blogueiras de moda. E têm de vários tipos: as que fazem textos, as que postam fotos dos looks do dia, as que reproduzem conteúdo. Mas no meio de tudo isso, surgem, de tempos em tempos, pessoas realmente inspiradoras nessa gigantesca blogosfera. Uma dessas é Leandra Medine, dona do “The Man Repeller”, criado há cerca de um ano.

Muitíssimo bem humorada, verdadeiramente um dos trunfos do blog, Leandra esteve no programa “Surveillance Midday”, da Bloomberg, com Tom Keener, que a adorou e chegou a compará-la com Brian Stelter, jornalista fenômeno do “New York Times”, que foi contratado pelo jornal após lançar o blog “TVNewser”, ainda na faculdade.

mangetter-repellerDe ‘pega homem’ pra ‘afasta homem’ ©Reprodução

Na entrevista, Leandra conta como o blog surgiu, e a premissa dele, fala sobre as dificuldades de se locomover na semana de moda devido aos 10 anos do 11/09, e explica como faz para ganhar dinheiro com o “The Man Repeller”. E deixa claro que ele só funciona, e que ela só ganha dinheiro mesmo, porque ela ama o que faz, já que começou sem pretensões financeiras. Hoje Leandra já fez parcerias com marcas e faz consultorias, ganha roupas e dinheiros com anúncios, tudo por causa do seu blog.

Mas a grande novidade é que o blog vai virar um livro em um futuro próximo, e Leandra já está em conversas com editoras. Imagina-se que o livro, assim como o blog, “ensinará” como transformar um look “Man Getter” (em tradução livre, “pega homem”) em “Man Repeller” (em tradução livre, “afasta homem”), jeito engraçado dela ensinar alguns truques de styling para o povo fashionista.

Você compraria um livro do “The Man Repeller”?

Designer brasileiro lança linha de camisetas premium a preços acessíveis

26/09/2011

por | Moda

kulig_abreCamisetas da linha JEFFER.SON: R$ 118,70 e R$ 88,90 ©Divulgação

De olho na democratização da moda, o estilista Jefferson Kulig, que desfila no calendário oficial da moda brasileira, lança uma linha premium de camisetas, a JEFFER.SON.

A ideia do estilista é usar a peça como forma de dialogar com um público mais amplo, menos elitista, sem preconceitos. Isso porque, segundo Kulig, uma camiseta sempre carrega uma mensagem e é democrática, não tem limites. “Se eu tivesse que escolher ser uma peça de roupa, seria uma camiseta”, contou o estilista. A linha é feminina, pensada em uma mulher cool, que procura uma moda atemporal, “uma mulher que quer ser diferente, sendo ela mesma”.

Tecnicamente falando, as camisetas da linha premium são estampadas digitalmente, em processo que respeita o meio ambiente, já que elimina a necessidade de desenvolvimento de fotolito, matriz serigráfica e a preparação das cores, o que elimina o uso de materiais e energia. A faixa de preço varia de R$ 88 a R$ 118.

kulig_camisetasR$ 89,60; R$ 88; e R$ 108 ©Divulgação

Dá para comprar as camisetas no e-commerce e na loja própria, em Curitiba. Confira os endereços:

ONDE Rua Saldanha Marinho, 1570 – Batel Soho – Curitiba – PR
COMO CHEGAR Veja o mapa
TEL (41)3024-91-81
E-COMMERCE jeffersonkulig.com.br

Ícone dos 90, Primal Scream chega ao Brasil com show imperdível

primal-screamDe revolucionários a cults: Primal Scream ©Reprodução

Nos próximos dias dois grupos distintos terão motivos para comemorar: a banda Primal Scream, ícone dos anos 90,  volta ao Brasil e faz show em São Paulo, tocando todos os hits do álbum “Screamadelica”, um dos grandes clássicos dos anos 90. Os dois grupos são os jovens da década de noventa, que presenciaram em tempo real as mudanças que a banda fez na música, e os moderninhos de hoje, que elevaram a banda ao status de cult. Não faz parte de nenhum desses? Não se aflija. Leia a matéria, escute o som e garanta seu ingresso.

A banda, de origem escocesa, se formou em 1982, quando o vocalista Bobby Gillespie ainda estava na escola, e o movimento punk – na música – ainda estava bombando. A formação inicial não teve vida longa, e em determinado momento, Bobby cansou do mainstream da época, a New Wave Music, e queria fazer algo diferente. Por um tempo a “banda” ficou nos covers de Velvet Underground e Byrds, até começarem a surgir composições próprias. Bobby disse algum tempo depois que não existia realmente uma banda, mas eles se reuniam toda noite para ter alguma coisa pra fazer. Para a primeira apresentação ao vivo, em 1982, se nomearam de “Primal Scream”, um termo usado para descrever um choro que é escutado na terapia, para liberar memórias reprimidas.

primal_liveShow do Primal Scream ©Reprodução

Mas foi só quase uma década depois que a banda alcançou a fama e o sucesso comercial, com o lançamento do álbum “Screamadelica”, que transformou a banda em uma das primeiras a deixar de ser apenas um tradicional grupo de rock e a incorporar elementos da música eletrônica, junto a grupos como New Order e Happy Mondays. Nessa época, as raves viviam seu auge no Reino Unido, e os integrantes da banda começaram a frequentar esses lugares e a se interessar pelo som, e pelas “viagens” proporcionadas pelo ácido. O primeiro single lançado nessa época, “Loaded”, entrou na lista dos hits mais tocados do Reino Unido. A linda “Higher than the Sun” também faz apologia às viagens recreativas de Bobby e sua turma.

revistasEdição especial da “NME”, em comemoração aos 20 anos de “Screamadelica” e Bobby em capa da “The Face”, em 1994 ©Reprodução

Mas “Loaded” não era “Loaded” desde o princípio. A banda havia conhecido o DJ Andrew Weatherall em uma rave, e pediram para ele remixar uma música nova, chamada “I’m Losing More Than I’ll Ever Have”. O DJ apagou tudo, começou do zero, e iniciou com estouro uma nova fase da Primal Scream. Acrescentou breakbeat eletrônico, vocais gospel, arranjo quase todo instrumental, e uma citação do filme “The Wild Angels”, de 1966, em que o ator Peter Fonda diz:

“We wanna be free
We wanna be free to do what we wanna do
And we wanna get loaded
And we wanna have a good time
That’s what we’re gonna do
Away baby let’s go
We’re gonna have a good time
We’re gonna have a party”

Depois disso tudo, a música merecia ser rebatizada. E foi, alçando a banda Primal Scream ao posto de revolucionária da música. Hoje, é um dos maiores clássicos do grupo.

+ Ouça “Loaded”:

O álbum “Screamadelica” não é uma jóia da música apenas pelas mudanças que propôs, mas especialmente por traduzir o espírito de um tempo, o zeitgeist dos anos 90. Ouvido nos dias de hoje, 20 anos depois, se entende o que foram aqueles anos noventa, assim como se ouvidos daqui a cem, duzentos anos. O DJ Camilo Rocha, em texto sobre as duas décadas do álbum, definiu o que ele trazia dos anos noventa: “Sua música transmite delírio, ambição, euforia, alegria de viver, catarse química, introspecção drogada, alucinação, escapismo e inconsequência. Sensações comuns a boa parte da juventude inglesa na virada dos 90. Um tempo especialmente louco”.

Não bastasse tudo isso, Bobby Gillespie, o vocalista, não é bom apenas na música, e tem uma relação forte com a moda. Cheio de charme, suas aparições no palco são sempre arrebatadoras, também pelos looks elegantérrimos. Ainda não está convencido? Ele é casado com a stylist Katy England, que já trabalhou com Alexander McQueen, e em seu casamento usou um terno branco com pinturas de rosas (!), difícil para a maioria, uma graça nele. A noiva usava McQueen. Ele também foi garoto-propaganda da marca japonesa Uniqlo.

casamentoO casamento de Bobby e Katy, em 2006 ©Reprodução

Bobby é também super amigo de Kate Moss (em uma época houve boatos de que eles tinham um caso), e a super modelo deu as caras em alguns clipes da banda, chegando inclusive a cantar com ele, em um vídeo produzido em câmera Super 8, pelo SHOWstudio.

+ Assista Kate Moss & Bobby Gillespie cantando Diamond Blue:

Em sua visita ao Brasil, a banda irá comemora os 20 anos de “Screamadelica”, tocando o álbum na íntegra. Vai perder de ver ao vivo uma revolução da música?

PRIMAL SCREAM – POPLOAD GIG 7

QUANDO 24/09
ONDE HSBC Brasil – R. Bragança Paulista, 1281 – Santo Amaro, SP
COMO CHEGAR Veja o mapa
QUANTO Camarote – R$ 200; Frisas – R$ 150; Cadeira Alta – R$ 100; Pista – R$ 120 | Camarote – Meia: R$ 100; Frisas – Meia: R$ 75; Cadeira Alta – Meia: R$ 50; Pistas – Meia: R$ 60
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Tapete Vermelho: os melhores looks do Emmy e os vencedores da noite

emmy_abrePôster da 63ª edição do Emmy, com Jane Lynch, apresentadora da edição, e atriz de “Glee” ©Reprodução

No último domingo, dia 18, aconteceu a 63ª edição do Emmy Awards, que trouxe poucas surpresas, tanto no tapete vermelho, quanto nas premiações. O evento, espécie de Oscar da televisão, também faz homenagens suntuosas, números musicais – às vezes tão cafonas quanto os do Oscar – e muitos vestidos longos.

A grande vencedora da noite foi “Modern Family”, uma comédia que conta a história de uma grande família não muito convencional que vive em Los Angeles. A série levou cinco prêmios, inclusive Melhor Série de Comédia e Direção em Série de Comédia. O programa volta ao ar para sua 3ª temporada no dia 21 de setembro.

+ Assista ao trailer da 3ª temporada de Modern Family:

Já no drama, as premiações variaram bastante, mas o prêmio mais importante da noite, de Melhor Série Dramática, foi para “Mad Men”, pela quarta vez consecutiva, consagrando-se como invicta na categoria, desde que foi indicada pela primeira vez, por sua primeira temporada. No prêmio de Direção de Série Dramática, quem levou foi o cineasta Martin Scorsese, por “Boardwalk Empire”.

+ Assista ao trailer da 5ª temporada de Mad Men, que volta em 2012:

As minisséries e filmes para televisão também possuem uma categoria própria, e “Mildred Pierce”, a minissérie da HBO com Kate Winslet e Evan Rachel Wood, uma das favoritas, levou apenas dois prêmios, por Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, enquanto a britânica “Downton Abbey”, que estreia segunda temporada no dia 18 de setembro, abocanhou logo quatro prêmios, inclusive o de Minissérie, Filme ou Especial Dramático.

+ Assista ao trailer da 2ª temporada de Downton Abbey:

Confira os melhores looks do tapete vermelho e abaixo a lista completa dos ganhadores do Emmy:

VERMELHOS

Nina-DobrevNina Dobrev, do seriado “The Vampire Diaries”, usando Donna Karan ©Reprodução

lea-micheleLea Michele, do seriado “Glee”, usando Marchesa ©Reprodução

Kate-WinsletKate Winslet, de “Mildred Pierce”, que levou pra casa a estatueta de melhor atriz de minissérie, usando Elie Saab ©Reprodução

CORAL

sofia-vergaraSofia Vergara, de “Modern Family”, usando Vera Wang ©Reprodução

AZUIS

katie-holmesKatie Holmes, de Calvin Klein ©Reprodução

claire-danesClaire Danes, de Oscar de la Renta ©Reprodução

dianna-agronDianna Agron, de “Glee”, usando Roksanda Ilincic ©Reprodução

Minka-KellyMinka Kelly, usando Christian Dior ©Reprodução

emily-bluntEmily Blunt, usando Elie Saab, e John Krasinski, de “The Office” @Reprodução

VIOLETAS

heather-morrisHeather Morris, de “Glee”, usou Masai Payan ©Reprodução

julia-stilesJulia Stiles de Georges Hobeika ©Reprodução

ROSAS

jayma-maysJayma Mays, de “Glee”, usando Zuhair Murad ©Reprodução

zooey-deschanelZooey Deschanel, de “New Girl”, usando Monique Lhuillier ©Reprodução

VINHO

Kelly-OsbourneKelly Osbourne em um longo J. Mendel ©Reprodução

CLAROS

julianneJulianne Margulies, de “The Good Wife”, usando Armani Privé ©Reprodução

heidi-klumHeidi Klum, de “Project Runway”, usando Christian Siriano ©Reprodução

Christina-HendricksChristina Hendricks, de “Mad Men”, usando Johanna Johnson ©Reprodução

BRILHOS

julieJulia Bowen, de “Modern Family”, que ganhou o prêmio de Atriz coadjuvante de série de comédia, usando Oscar de la Renta ©Reprodução

PRETOS

kaleyKaley Cuoco, de “The Big Bang Theory”, usando Romona Keveza ©Reprodução

anna-paquinAnna Paquin, de “True Blood”, usando Alexander McQueen ©Reprodução

Gwyneth-PaltrowGwyneth Paltrow, que fez participações especiais em “Glee”, usando Emilio Pucci ©Reprodução

evan-rachel-woodEvan Rachel Wood, de “Mildred Pierce”, usando Elie Saab ©Reprodução

+ Lista completa dos ganhadores do Emmy

Atriz coadjuvante de série de comédia
Julie Bowen – “Modern Family”

Ator coadjuvante de série de comédia
Ty Burrell – “Modern Family”

Direção de série de comédia
Michael Spiller – “Modern Family”

Roteiro de série de comédia
Steven Levitan e Jeffrey Richman – “Modern Family”

Ator de série de comédia
Jim Parsons – “The Big Bang Theory”

Atriz de série de comédia
Melissa McCarthy – “Mike e Molly”

Reality show
“Amazing Race”

Roteiro de programa de variedades
“The Daily Show com Jon Stewart”

Direção de programa de variedades
“Saturday Night Live”

Série de comédia, musical ou variedades
“The Daily Show com John Stewart”

Roteiro de episódio de série dramática
“Friday Night Lights”

Atriz coadjuvante de série dramática
Margo Martindale – “Justified”

Direção de série dramática
“Boardwalk Empire” – Martin Scorsese

Ator coadjuvante de série dramática
Peter Dinklage – “Game of Thrones”

Atriz de série dramática
Julianna Margulies – “The Good Wife”

Ator de série dramática
Kyle Chandler – “Friday Night Lights”

Roteiro de minissérie, filme ou especial dramático
Julian Fellowes – “Downton Abbey”

Atriz coadjuvante de minissérie, filme ou especial dramático
Maggie Smith – “Downton Abbey”

Ator de minissérie, filme ou especial dramático
Barry Pepper – “The Kennedys”

Direção de minissérie, filme ou especial dramático
Bryan Percival – “Downton Abbey”

Ator coadjuvante de minissérie, filme ou especial dramático
Guy Pearce – “Mildred Pierce”

Atriz de minissérie, filme ou especial dramático
Kate Winslet – “Mildred Pierce”

Minissérie, filme ou especial dramático
“Downton Abbey”

Melhor série dramática
“Mad Men”

Melhor série de comédia
“Modern Family”

Conheça a nova escola de formação de profissionais da beleza em SP

16/09/2011

por | Beleza

loreal_03Sala de aula prática, do novíssimo Instituto L’Oréal Professionnel ©Juliana Knobel

Aspirantes a profissionais da beleza, atenção! Foi inaugurado no último dia 15 de setembro o primeiro Instituto L’Oréal Professionnel de São Paulo, e o segundo do Brasil. O instituto é um centro de formação profissional de cabeleireiros e manicures, com aval da marca L’Oreal, padrão internacional, material de qualidade e, o mais interessante, preços acessíveis.

O prédio inaugurado no Tatuapé, próximo ao metrô, segue os moldes do carioca, tem capacidade para 400 alunos, e ainda conta com um Salão Estágio, no andar térreo, com previsão de abertura para outubro de 2011. Anote aí: no Salão Estágio todos os tratamentos da L’Oreal Professionnel custarão cerca de 50% menos do que em outros salões.

Serão duas opções de curso: um de seis meses, com aulas de 3 horas de duração, 4 vezes por semana, e outro de um ano, com 1 aula por semana, de 6 horas de duração. Na grade curricular tem de tudo um pouco, desde coisas imprescindíveis, como cortes, tintura e hidratação – tudo com produtos da L’Oréal Professionnel –, até aulas de como montar um salão, gerenciar e contratar funcionários. Ao final do curso os alunos têm de cumprir o estágio obrigatório, que pode ser feito no próprio instituto, no Salão Estágio. A ideia é dar todas as ferramentas para que o aluno saia de lá prontinho para abrir seu próprio espaço de beleza.

loreal_01E a sala de aula teórica ©Juliana Knobel

O centro de formação é exclusividade do Brasil, e o sucesso é comprovado: o recém-inaugurado contou com 1500 inscrições para 200 vagas. A partir daí é feita uma seleção, e os restantes são chamados em turmas posteriores. Segundo a assessoria de imprensa da marca, 70% dos inscritos nunca trabalharam na área, e em sua maioria, querem mudar de profissão. Segundo Richard Klevenhusen, diretor do instituto no Rio de Janeiro, “o ano de 2010 superou nossa expectativa. Com uma capacidade para 300 alunos, mais de 3 mil pessoas se candidataram para estudar no Instituto L´Oréal Professionnel no Rio de Janeiro. Todos os vinte alunos que se formaram em dezembro conseguiram um emprego. Estes resultados nos motivaram a acelerar a abertura da unidade em São Paulo,”. Para 2011, a expectativa é capacitar 450 alunos.

A L’Oreal Professionnel pretende abrir, ainda em 2011, mais três franquias do centro de formação, mas os planos de expansão são bastante ambiciosos, e a meta é de, em dez anos, haver 100 franquias do instituto, formando 45 mil profissionais por ano!

Interessou-se? As inscrições podem ser feitas no site institutolp.com.br. O curso de cabeleireiro tem uma taxa de matrícula de R$ 300. O valor do curso de 1 ano é R$ 3.600 ou 12 parcelas de R$ 300, e o de 6 meses, R$ 3.000 ou 6 parcelas de R$ 500. O curso de manicure, que tem duração fixa de seis meses, tem taxa de matrícula de R$ 150, e valor total de R$ 900 ou 6 parcelas de R$ 150.

FFWsetlist: hits das divas do pop para animar o final de semana

SETLIST©Romeuuu

O segundo semestre de 2011 está com a agenda cheia de shows de algumas das maiores ícones do pop da atualidade: Britney Spears, Rihanna, Katy Perry e Ke$ha se apresentam no Brasil. O primeiro deles acontece no sábado, dia 17, em que a cantora Rihanna se apresenta na Arena Anhembi. Pensando nisso, o FFW preparou um setlist especial, só com hits das Divas do Pop.

Então aumente o som, libere espaço na sala (porque hit de diva que se preze tem que ser dançado) e aperte o play!

“Believe” – Cher (Daniel Ayub @daniel_ayub)

“Crazy in Love” – Beyoncé (Juliana Knobel @juknobel)

“Get Outta my Way” – Kylie Minogue (Emannuel Alves @EmannuelAlves)

“I’m a Slave for You” – Britney Spears (Sarah Lee)

“I Couldn’t Love You More” – Sade (Augusto Mariotti @AugustoMariotti)

“Kids In America” – Kim Wilde (Florian Blot @florian_blot)

“Last Friday Night” (Katy Perry cover) – The Vaccines (Romeuuu)

“Like a Prayer” – Madonna (Cacau Araújo @cacau_araujo)

“Scheiße” – Lady Gaga (Lucas Rodrigues @lu_casffw.com.br)

“S&M” – Rihanna Ft. Britney Spears (isabela deville @beladeville)

“Wannabe” – Spice Girls (Stephanie Noelle @hello_sunshine)

Após duas estações, estilista Giles Deacon deixa a criação da Ungaro

15/09/2011

por | Moda

giles_abreO britânico Giles Deacon ©Reprodução

Não bastasse todo o “diz que me diz” da semana de moda a respeito de quem irá substituir Galliano na Dior, há mais um assunto entrando em pauta: Giles Deacon, que assumiu como diretor criativo da Ungaro há duas estações, deixou o cargo.

Em um pequeno pronunciamento enviado a imprensa nesta quinta-feira, o CEO da marca, Jeffry M. Aronsson, explicou que a saída de Deacon foi “de mútuo acordo”, e que a coleção que será apresentada na semana de moda de Paris, no dia 3 de outubro, irá refletir o trabalho da equipe de estilo. “Emanuel Ungaro encarna um DNA muito rico e distinto, que a empresa vai entregar com um espírito moderno”, disse o CEO.

giles_ss11A primeira coleção de Deacon para a Ungaro, feminina e com cores claras ©Reprodução

É bastante óbvio que a Ungaro está passando por problemas, já que em seis anos, é a sexta vez que a marca troca de designer. No entanto, com a entrada de Deacon, esperava-se que houvesse certa estabilidade, após uma desastrosa temporada feita em parceria com Lindsay Lohan. Sua primeira coleção para a marca, de Verão/2011, agradou a crítica e o público. Porém, a coleção desenvolvida em seguida, para o inverno, trouxe elementos mais obscuros e fetichistas, uma espécie de ruptura com a linha de estilo da marca, super feminina e cheia de cores e estampas. Aí começaram especulações de que talvez a Ungaro não estivesse tão feliz com seu novo diretor criativo.

A turbulência começou em 2005, quando a empresa foi vendida para o empresário de internet Asim Abdullah, por 53 milhões de libras. Passaram pela casa, então, nomes como Giambattista Valli, Vincent Darré, Peter Dundas, Esteban Cortazar e Estrella Archs, que fez a colaboração com Lohan durante uma estação.

giles_aw11Coleção de Inverno/2011, bem mais fetichista e dark ©Reprodução

Com a saída de Deacon começam a surgir rumores de que o estilista pode preencher o tão cobiçado cargo na Dior, devido ao seu estilo extravagante e de apelo comercial; ou, caso Marc Jacobs confirme os rumores e vá para a Dior, haverá um lugar vago na Louis Vuitton, que poderia ser ocupado pelo designer britânico, que apresenta coleção de sua marca própria na semana de moda de Londres no dia 19/09.

A única certeza disso tudo é que a dança das cadeiras na moda está longe de acalmar.

Chapeleiro maluco por trás de grandes momentos da moda ganha mostra em NY

13/09/2011

por | Moda

stephen_chapeusAs criações de Stephen Jones ©Reprodução

O mundo, pelo menos da moda, está de novo interessado nos chapéus e acessórios de cabeça. Colocados de lado há algumas décadas, voltaram aos holofotes graças a predileção de Kate Middleton, agora Duquesa de Cambridge, pelas peças. Stephen Jones, celebrado chapeleiro inglês, que costuma dizer que “chapéus são passaportes para outro mundo”, não poderia estar mais feliz. “É tão engraçado como a mídia, especialmente nos EUA, de repente redescobriu os chapéus! Com Kate Middleton e o casamento real e tudo mais, as pessoas estão percebendo novamente o quão divertido é”, disse o chapeleiro.

Para aproveitar o timing, a exposição de Jones, “Hats: An Anthology by Stephen Jones”, que passou pelo Victoria&Albert Museum, onde foi um enorme sucesso em 2009, aterrisa em Nova York, no Bard Graduate Center no Upper West Side, no próximo dia 15.

stephen_desfilesAcessórios de cabeça na Dior Haute Couture, Comme des Garçons e John Galliano, tudo SS11, e Marc Jacobs, John Galliano e Issa, AW11 ©Reprodução

A edição nova iorquina da mostra vai ganhar reforços, como o chapéu de baseball de Babe Ruth, o turbante de Estée Lauder, a cartola de Franklin Roosevelt e as orelhas de coelho da Halston usadas por Candice Bergen no baile do Preto e Branco de Truman Capote. Outras peças tão icônicas quanto e que estarão na mostra incluem o capacete original de 1977 de Darth Vader, peças de Christian Dior, Elsa Schiaparelli, e um item feito por Bill Cunningham, em sua brevíssima carreira de chapeleiro. A nova leva de chapeleiros de Nova York como Ellen Christine, Albertus Swanepoel e Eugenia Kim terão uma seção especial.

stephen_diorDior Haute Couture, Inverno 2009, toda com chapéus Stephen Jones ©Reprodução

Jones teorizou para a o repórter da “New York Mag” que “historiadores de moda um dia vão olhar para os dias de hoje como o breve período em que as pessoas não usaram chapéus”, já que, ele explica, durante toda a história da humanidade as pessoas usaram algo sobre suas cabeças. “Essas pessoas que pararam há cerca de 50 anos ou mais, penso eu, é apenas um pontinho na imensa história da chapelaria”.

Hoje, de fato, a venda de acessórios de cabelos está em alta, especialmente por peças mais decorativas como tiaras (Blair Waldorf, de Gossip Girl, iniciou uma febre há algumas estações) ou grampos decorados com flores ou penas. O chapeleiro confere o crescimento de vendas à diminuição dos preços dos acessórios, que se tornaram mais acessíveis. “Chapéus costumavam ser compras de lojas de departamentos. Você ia a Saks e gastava um monte de dinheiro. Agora você pode conseguí-los no preço que quiser, especialmente presilhas, e eu acho isso ótimo”.

stephen_abreCriador e criaturas ©Reprodução

Os chapéus da mostra não são o que chamaríamos de acessíveis, mas uma garota sempre pode sonhar.

+ Confira na galeria mais da exposição: