Aprenda a usar: stylist ensina como inserir tecidos metalizados no look

30/11/2011

por | Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

©Reprodução

Não basta uma proposta de moda ser apenas apresentada pela passarela. Ela tem que ir para as ruas, de forma descomplicada, e seduzir as consumidoras. Algumas peças já nascem hits de estilo, outras ainda demandam a colaboração de vitrines, revistas e até novelas para conquistar o público. E o FFW foi descobrir nos desfiles, nas ruas, e na boca dos especialistas, peças e estilos que chegam neste verão e ainda não têm hora para desaparecer.

Você vai ver aqui algumas das principais direções de moda, com dicas de quem entende do assunto. E o assunto da vez são os tecidos metalizados, que agora saem pra brilhar também de dia, como aposta o stylist Thiago Ferraz.

Também já mostramos formas de usar a calça curta, como misturar estamparia tropical nos looks e sobre como injetar o laranja no dia a dia, uma das cores mais fortes para o Verão 2012.

METALIZADOS

“O metalizado apareceu com força tanto aqui quanto nos desfiles internacionais porque existe um desejo pelo futuro na moda. Essa era digital, rápida, tem tudo a ver com metal.

O bacana agora é que o metalizado, os brilhos tecnológicos, enfim, saem da noite e entram como parte do dia a dia tanto nos acessórios quanto nas roupas.

Gosto do metalizado quando em cortes mais neutros, simples, quase minimalista. Fica mais contemporâneo, sem o ranço da peça da noite, e parte pra um ar mais futurista, claro sem cara de Barbarella. O metalizado nas tramas mais rústicas também são uma ótima, e nova, opção.

Opte por tecidos mais frescos, confortáveis, que “respirem” nesse verão. Misturar com t-shirts, alfaiataria, ou jeans pode ser um bom caminho para ficar com um visual mais cool. Ou opte pelas peças de metal com design clássico, como blazers estruturados, misturando com pecas neutras e básicas. Pode render looks bem interessantes”.

Para não ficar caricatural, o stylist indica:

“Nao abusar no look total metalizado, e achar uma peça que fique bacana no seu corpo e o valorize, porque o metalizado pode acentuar volumes indesejados”.

Thiago Ferraz, stylist

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Desfile André Lima, clique de street style e Balmain

Aprenda a usar: editor mostra como vestir o tema Tropical

24/11/2011

por | Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

©Reprodução

Não basta uma proposta de moda ser apenas apresentada pela passarela. Ela tem que ir para as ruas, de forma descomplicada, e seduzir as consumidoras. Algumas peças já nascem hits de estilo, outras ainda demandam a colaboração de vitrines, revistas e até novelas para conquistar o público. E o FFW foi descobrir nos desfiles, nas ruas, e na boca dos especialistas, peças e estilos que chegam neste verão e ainda não têm hora para desaparecer. Agora – e nas próximas semanas – você vai ver aqui algumas das principais direções de moda, com dicas de quem entende do assunto. E agora é a vez das estampas tropicais, super verão, super Brasil.

Já falamos sobre a calça curta, e você pode ver clicando aqui, e sobre o hype da cor laranja, clicando aqui. Agora é a vez de entender o tropicalismo que apareceu com força nas passarelas do Verão 2012 e devem entrar com a mesma força nos nossos guarda-roupas.

TROPICAL

“[O tropical] Além de ser algo meio óbvio quando se fala de verão – pense em navy e prints florais -, vem no embalo do boom dos mercados emergentes, dentre os quais o Brasil. Misturar estampas tropicais com peças lisas é o caminho. É boa para mesclar com a recente mania color blocking também.”

“Misture universos, sempre. Esporte com alfaiataria, casual com noite, etc. Evite total look, como em todos os rumos de moda. Apesar de ser uma tendência maximalista, corre sério risco de ficar over se a pessoa mergulhar nela de cabeça”

Sylvain Justum, Editor de Moda da GQ

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Desfile Ellus, Adriana Degreas e a stylist Giovanna Battaglia

Especialista ensina a usar o laranja, a cor do verão

17/11/2011

por | Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

©Reprodução

Não basta uma proposta de moda ser apenas apresentada pela passarela. Ela tem que ir para as ruas, de forma descomplicada, e seduzir as consumidoras. Algumas peças já nascem hits de estilo, outras aindam demandam a colaboração de vitrines, revistas e até novelas para conquistar o público. E o FFW foi descobrir nos desfiles, nas ruas, e na boca dos especialistas, peças e estilos que chegam neste verão e ainda não têm hora para desaparecer. Agora – e nas próximas semanas – você vai ver no FFW algumas das principais direções de moda, com dicas de quem entende do assunto. O laranja é a cor do momento e também o assunto por aqui.

Já falamos sobre a calça curta, e você pode ver clicando aqui.

LARANJA

“Laranja é uma cor solar, de fogo e por isso vira e mexe reaparece no verão. Eu gosto quando aparece junto com tons de pele e de terra ou então laranja total, embora as grifes e revistas estejam apostando nessa cor dentro da tendência do color blocking (que também pode ficar bonito).

Eu acho ótimo ficar caricatural: arrume um fundo laranja, bote o look laranja total, peruca Florence and the Machine, segure um copo de suco de tangerina, fotografe e poste no Instagram.”

Vivian Whiteman, editora de moda da “Folha de S. Paulo”

Miroslava Duma e Giovanna Battaglia
Miroslava Duma e Giovanna Battaglia

Conheça Katie Grand, a stylist cotada para assumir a Louis Vuitton

08/11/2011

por | Gente, Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

Katie Grand ©Reprodução

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Katie, a Grand(e). O trocadilho, embora infame, não poderia ser mais apropriado quando se fala dessa britânica, que há muito tempo é uma das mulheres mais importantes e influentes da moda. Mais uma prova do poder de Grand foi dado esta semana, ao receber o prêmio de “Magazine’s Innovator of the Year”, na categoria Moda, oferecido pelo “Wall Street Journal”. Além disso, há rumores de que Katie é uma provável substituta de Marc Jacobs na Louis Vuitton, caso ele assuma de fato a Dior. Há anos, ela trabalha muito próxima a Marc na Vuitton e está por trás das recentes exposições da marca.

Mas não é como se Katie já não fosse importante o suficiente. Hoje, praticamente tudo em que ela põe as mãos vira ouro, ou no caso da moda, vira tendência imediata. Em entrevista ao “Wall Street Journal”, ela cita um exemplo: “Eu acho que a Topshop está vendendo milhares de hot pants porque Marc [Jacobs] e eu colocamos Kate Moss em um par dessas com uma jaqueta arrumada na passarela do desfile da Louis Vuitton”, disse Grand. “Aquilo apareceu nos jornais ao redor do mundo, e então alguma garota, se ela tiver pernas decentes, diz, ‘Oh yeah, eu poderia usar uma jaqueta legal e um par de hot pants’. Mas acho que essas pessoas nem sabem quem eu sou”.

Desfile da Louis Vuitton, Inverno 2011 ©Reprodução

Isso porque Katie é mais do backstage. Enquanto editoras de moda de todo canto do mundo fazem questão de aparecer e criar uma imagem, ela não faz muito alarde sobre si mesma –  não usa um pingo de maquiagem, por exemplo – embora seu guarda roupa seja gigantesco, já que ela não se desfez de nenhuma peça, desde seus 15 anos. Em uma entrevista ao “Guardian”, contou que teve de mudar de casa, pois já não havia espaço para suas coisas. Hoje, o espaço já está ficando pequeno novamente, mas tudo é extremamente organizado. E por ordem alfabética de designer, tá meu bem?

Porém, o que mais importa para Katie é o seu trabalho. Ela está no topo da pirâmide da influência e trabalha em um ritmo alucinante, seja junto aos designers antes dos desfiles, seja criando conceitos interessantes para campanhas publicitárias, ou, aquilo pelo qual ela é mais conhecida, organizando e exibindo o melhor da temporada nos editoriais das revistas. Hoje, Kate está por trás da revista “Love”, mas sua história na mídia impressa é longa.

Campanha Bottega Veneta, com styling de Katie ©Reprodução

Nos últimos dez anos, o curriculum de Katie só fez aumentar com nomes poderosos, como colaborações ao lado de Marc Jacobs, Giorgio Armani, Alber Elbaz e Miuccia Prada. Ela também fez um bom trabalho de marca com a Bottega Veneta, Topshop e Loewe, mas o que ela mais gosta mesmo de fazer, é revista.

Tudo começou na infância. Ela cresceu em Birmingham, na Inglaterra. Aos 12 anos, enquanto estava de cama, o pai trouxe uma “Vogue” e uma “The Face”. “Eu era realmente nerd, e em seguida, naquela noite, eu pensei ‘Eu só quero ser cool’”, contou ela. Como muitas jovens que algum dia sonharam em trabalhar com moda, Katie queria ser editora da “Vogue”. Para realizar seu sonho, escreveu para Liz Tilberis, editora da “Harper’s Bazaar”, pedindo um conselho. A editora sugeriu que ela estudasse na Central St. Martins, o que ela fez. Um ano depois, desistiu do curso, mas não sem antes fazer alguns amigos, como os estilistas Giles Deacon e Stella McCartney.

“Dazed & Confused”, 1999 ©Reprodução

Foi então que ela conheceu o fotógrafo Rankin, que a convidou para ajudá-lo com uma revista, chamada “Eat Me”. Logo depois veio a “Dazed & Confused”, que Rankin começou com Jefferson Hack, na qual Katie ficou por sete anos. “[Rankin] era muito positivo e sempre teve essa mentalidade de faça-você-mesmo ao invés de trabalhar para alguém. Aquele espírito de ‘Oh, vamos fazer isso, vamos montar uma exibição, vamos começar uma revista’”, contou Katie. Durante o tempo em que esteve lá, não havia orçamento, não havia salário, mas as oportunidades de aprendizado eram infinitas, e ela podia mostrar sua paixão pelo styling. Durante o tempo que esteve na “Dazed”, conheceu Stuart Vevers, que viria a ser diretor criativo da Bottega Veneta.

Pouco tempo depois, Vevers chamou Grand para revitalizar a marca italiana. Ela foi, e levou com ela o amigo Giles Deacon para fazer o design. Foi o grande avanço comercial dela. Ainda trabalhando com a Bottega Veneta, Grand chamou a atenção de ninguém menos que Miuccia Prada, que fez um convite irrecusável: “Venha e faça algo divertido pra mim”. “Foi uma oportunidade maravilhosa e eu acho que foi quando as pessoas começaram a me tratar como stylist”, disse.

Capas da “Dazed & Confused” de 1997 e 1994 ©Reprodução

O trabalho foi excelente enquanto durou. “Ela é brilhante, inteligente e muito boa no que faz”, disse Miuccia certa vez. Mas a estilista parou de trabalhar com Katie. “Acho que ela se cansou de mim”, declarou Katie ao “Guardian”. “Era para eu fazer a campanha da Miu Miu e recebi um telefonema dizendo que eles haviam decidido usar um stylist diferente. Então eu chorei um pouco. Eu ainda vejo Miuccia socialmente e gosto muito dela, mas acho que ela cansou. Ela meio que enjoa das pessoas”.

Apesar dos altos e baixos como stylist e consultora para grandes marcas, o trabalho paralelo nas revistas continuava. Enquanto trabalhava na “Dazed”, foi convidada para ser diretora de moda da “The Face”, em 99.  E logo depois, em 2000, nasceu a “POP”. Katie preferiu colocar a maior parte do orçamento em produção, e pouquíssimo nos salários. Mas com uma bela impressão, os fotógrafos se sentiam atraídos, e assim foi-se construindo uma reputação para a revista.

“The Face” de 1999 e “POP” do Inverno de 2008 ©Reprodução

A publicação bi-anual deu tão certo, que a Condé Nast começou a cortejar Katie para que ela fizesse uma revista para, vejam só, concorrer com a “POP”. Katie – com todo o staff -  foi contratada para que fizesse uma nova revista. Surgia a “LOVE”, em 2009.

Mais uma vez, a britânica provou que é boa na arte de fazer revistas, e o primeiro número foi a edição de estreia com a venda mais rápida da história da Condé Nast UK. Embora dê um lucro considerável, Katie garante que não é esse o propósito da revista. “É um fantástico laboratório para a moda. É divertido fazer uma revista que fala com margens mais selvagens da moda”.

Capas históricas da “LOVE”: Verão 2009 com Beth Ditto e Verão 2010 com Lara Stone ©Reprodução

A história, e o legado que Katie Grand vem construindo, é enorme, assim como seu pagamento. Hoje, um dia de trabalho dela para uma grande marca custa cerca 6 mil libras (cerca de R$ 20 mil). E o que ela faz para valer tanto dinheiro? “Acho que eu tenho um ponto de vista que as pessoas gostam. E eu sou louca por sapatos e bolsas e quero que cada look tenha uma bolsa. E eu vou direto ao ponto. Muitas pessoas criativas tendem a pensar demais e precisam analisar coisas. Quando você está trabalhando com grandes estilistas e vocês têm um desfile no domingo, você tem que dizer, ‘Eu gosto disso, não gosto daquilo, vamos fazer aquilo, vamos fazer esse em cinza’”, explicou.

Com tanta experiência, será possível que Katie assuma a direção criativa de uma grande marca? Há algum tempo, a Mulberry tentou contratá-la para o tal cargo. Após pensar bastante, Katie recusou. “Nunca senti que eu fosse particularmente boa com design. E o problema com design é que a parte divertida, a parte do design, é menos de 10% do dia. Considerando que o stylist pode vir, criar, tomar decisões e depois ir embora. Então sempre pensei que ser uma stylist é um trabalho muito melhor!”, explicou na época.

Editoriais da “LOVE”, com edição de moda de Katie Grand: Inverno 2010 e Inverno 2011©Reprodução

A verdadeira paixão de Grand continua a ser as revistas, embora ela tenha abandonado o sonho de ser editora da “Vogue”. “Eu descobri há uns anos atrás que por mais que eu ame “Vogue” e “W”, o tipo de revista que está mais próxima do meu coração são as revistas de estilo, como “The Face”, “i-D”, “Interview”. Acho a “Interview” realmente inspiradora – não que eu esteja me comparando com Andy Warhol! – mas acho que quero construir alguma coisa tão icônica quanto, com capas que as pessoas vão sempre lembrar”.

Fica sossegada, Katie. Isso você já conseguiu. Vamos agora aguardar os próximos capítulos.

+ Confira na galeria mais do trabalho de Katie Grand:

Aprenda a usar: especialista dá dicas de como vestir as calças estilo “cropped”

07/11/2011

por | Moda

Com Carla Valois, em colaboração para o FFW

Emmanuelle Alt e uma das maneiras de se usar as calças curtas ©Reprodução Sartorialist

Não basta uma proposta de moda ser apenas apresentada pela passarela. Ela tem que ir para as ruas, de forma descomplicada, e seduzir as consumidoras. Algumas peças já nascem hits de estilo, outras aindam demandam a colaboração de vitrines, revistas e até novelas para conquistar o público. E o FFW foi descobrir nos desfiles, nas ruas, e na boca dos especialistas, peças e estilos que chegam neste verão e ainda não têm hora de desaparecer. Confira agora – e nas próximas semanas – algumas das principais direções da moda, com dicas de quem entende do assunto. A primeira escolha é a calça Capri, que tem a barra mais curta e é mais sequinha, remetendo ao estilo dos anos 50.

CALÇAS CURTAS

“São todas muito lindas. Zero caricatura. Chique de doer. Acho bem interessante, particularmente, para encarnar esse mood 50´s, meio “Grease”, que invadiu a moda. Para mim, é o período que mais deixou as mulheres bonitas na história.

Eu jamais usaria com top muito comprido (no máximo uma túnica com barra na altura do ossinho dos quadris), porque a calça cropped já corta a silhueta. Um top longo fatiaria ainda mais a figura. As calças mais sequinhas, eu amo com camisa também sequinha, com nó no umbigo e mules. Fica com um ar meio pin-up, sexy e fresh”.

Mônica Salgado, Redatora-Chefe da “Vogue” Brasil

Super dossiê: saiba quais são os filmes mais aguardados para 2012!

Entramos em novembro. Daqui para frente os olhares – e as expectativas – já estão em 2012, inclusive no cinema. E o WGSN fez uma lista com os lançamentos que têm tudo para agradar, seja qual for seu tipo de filme preferido. Confira abaixo – e assista a todos os trailers, para ir matando a vontade.

CERTEIROS

“The Hobbit” ©Reprodução

Embora, como já dizia o roteirista William Goldman, em Hollywood ninguém tenha certeza de nada, há filmes nos quais os estúdios apostam suas fichas sem muito medo, pois sabem que sim, eles irão render uma excelente bilheteria. É o caso do novo Batman, “The Dark Knight Rises”, que tem Anne Hathaway, e “The Avengers” (versão em filme de “Os Vingadores”). “The Amazing Spider Man”, da Sony, até traz certo risco, já que tem outro ator no papel de Peter Parker (Andrew Garfield, que fez “A Rede Social”) e outra Mary Jane (Emma Stone, de “A Mentira”). E não se pode esquecer de “O Hobbit”, que fará a felicidade de nerds do mundo todo no final de 2012.

+ Trailer “The Dark Knight Rises”:

+ Trailer “The Amazing Spider Man”:

+ Trailer “The Avengers”:

GRANDE APOSTA

A Disney está confiante com o lançamento do ano que vem “John Carter”, já que a história é um tanto parecida com “Avatar”, que foi um sucesso estrondoso. Nele, John Carter é um veterano de guerra abduzido por aliens de Marte, e lá precisa resgatar uma princesa da tirania local. A obra é de Edgar Rice Burroughs, autor de “Tarzan”. Os riscos, porém, envolvem a produção, já que é o primeiro filme em live-action do diretor Andrew Stanton (que fez “Procurando Nemo”) e é uma história não muito conhecida pelo público alvo.

+ Trailer “John Carter”:

AÇÃO EM CONTOS DE FADAS

Em 2010, “Alice nos País das Maravilhas” rendeu US$ 1 bilhão de bilheteria. Prova mais do que suficiente para que os estúdios acreditassem no poder dos contos de fadas. Para 2012, são pelo menos dois títulos que seguem o ‘Era uma vez’, e ambos são ramificações da história da Branca de Neve. “Evil Queen” traz Julia Roberts no papel titulo, e Lily Collins como a Branca de Neve que quer recuperar seu reino destruído, com a ajuda de sete anões. No outro, “Snow White and the Huntsman”, são Charlize Theron, Chris Hemsworth e Kristen Stewart que fazem os papéis principais, no caso, a Rainha, o Caçador e Branca de Neve.

“Evil Queen” e “Snow White and the Huntsman” ©Reprodução

REVIVALS

2012 será também o ano de tirar a poeira de seriados clássicos e transformá-los em filmes, ou de reanimar franquias que estão a algum tempo descansando, além dos remakes. É o caso de “Dark Shadows”, seriado que foi ao ar entre 1966 e 1971, que será filmado por Tim Burton, estrelando Johnny Depp (de novo!) como o vampiro Barnabas Collins, ou de “Twilight Zone”, que passou entre 1959 e 1964 e que agora vai virar filme pela companhia de Leonardo Di Caprio.

“Dark Shadows”, de Tim Burton ©Reprodução

Já as franquias, aguarde para ano que vem “Men in Black III”, “American Reunion”, (o mais recente da série “American Pie”), “Prometheus”, de Ridley Scott (uma sequência de “Alien”), uma terceira “Bridget Jones’s Diary” e um novo filme dos Muppets. De remakes, podemos esperar um novo “O Vingador do Futuro”, com Colin Farrell, e um novo “Dirty Dancing”!

+ Trailer “Men in Black III”

+ Trailer “Prometheus”:

+ Trailer “The Muppets”:

FICÇÃO INFANTO-JUVENIL

Depois de se acabaram as reservas dos estúdios para os ‘jovens adultos’, com todos os Harry Potter lançados e o último “Crepúsculo” chegando aos cinemas ainda esse ano, os estúdios estavam a procura de algo para suprir a demanda. Eis que o escolhido para 2012 é o primeiro da série de filmes baseados na trilogia “Hunger Games” (“Jogos Vorazes”, no Brasil), de Suzanne Collins, na qual uma jovem se depara com ação em um futuro caótico.

+ Trailer “Hunger Games”:

APIMENTADOS

Para os estúdios, após o sucesso de “The Hangover: Part II” e “Bridesmaids” ficou bastante claro que há uma procura por comédias, digamos assim, um pouco mais apimentadas. Por isso mesmo, em 2012, a oferta de filmes do mesmo estilo será grande. “Bachelorette” traz Kirsten Dunst, Isla Fisher e Lizzy Caplan em uma espécie de versão feminina de “The Hangover”, enquanto “The Sitter”, com Jonah Hill, faz comédia envolvendo mau comportamento e crianças colocadas em perigo.

“Magic Mike” traz a história de um stripper masculino, vivido por Channing Tatum, que é mentor de Alex Pettyfer, ao lado de Joe Manganiello (o Alcide do seriado “True Blood”) e de Matthew McConaughey, que aparentemente tem um problema em cobrir o tórax. Melissa McCarthy, de “Mike & Molly”, está no elenco de “This Is 40”, sequência de “Ligeiramente Grávidos”, que também tem Paul Rudd, Megan Fox, Jason Segel, Chris O’Dowd e Leslie Mann.

+ Trailer “The Sitter”:

FILMES DE PRESTÍGIO

Um diretor de primeira, atores indicados ao Oscar e um clássico – literalmente – estão em “The Great Gatsby”. Dirigido por Baz Luhrmann, que fez “Moulin Rouge”, traz Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e Carey Mulligan no elenco, além de algo no mínimo curioso: o filme será em 3D. Pacote parecido está na adaptação de “Anna Karênina”, romance do russo Tolstói, que terá direção de Joe Wright (de “Desejo e Reparação”), com Keira Knightley, Jude Law e Aaron Johnson no elenco, além de roteiro adaptado por Tom Stoppard, de “Shakespeare Apaixonado”.

Pôster de “The Iron Lady”, com Meryl Streep e Carey Mulligan em cena de “The Great Gatsby” ©Reprodução

“War Horse”, adaptação ao cinema do romance de Michael Morpurgo, é o próximo filme de Steven Spielberg, que conta a história de um cavalo vendido para o exército, e que vai lutar na Primeira Guerra Mundial. O jovem ator do filme, Jeremy Irvine, também está no longa “Great Expectations”, de Mike Newell, adaptação de uma história de Charles Dickens, que conta também com Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. No âmbito das biografias, 2012 terá “J. Edgar”, de Clint Eastwood, que conta a história da formação do FBI e do seu primeiro e controverso diretor, John Edgar Hoover, vivido por Leonardo Di Caprio, e “The Iron Lady”, que com certeza valerá o ingresso do cinema: traz Meryl Streep, indicada 16 vezes ao Oscar, como a Primeira Ministra da Inglaterra Margaret Thatcher.

+ Trailer “War Horse”:

+ Trailer “J. Edgar”:

+ Trailer “The Iron Lady”:

CINEMA DE AUTOR

Entre os filmes que alimentarão festivais como Cannes, Veneza e Berlim, se destacam o novo de Wong Kar Wai, chamado “The Grandmasters”, com Ziyi Zhang e Tony Leung, que marca o retorno do diretor às artes marciais, 17 anos depois do seu último filme com a temática, “Cinzas do Passado”; “Amour”, de Michael Haneke, que dirigiu ‘A Fita Branca’, estrelando Isabelle Huppert; “The End”, de Abbas Kiarostami, de “Cópia Fiel”; e “Après Mai”, de Olivier Assayas, que dirigiu o longa “Carlos”, de cinco horas de duração.

Jacques Audiard, que dirigiu “O Profeta”, dá um grande passo em sua carreira ao fazer o filme “Rust and Bone”, com um orçamento de US$ 22 milhões e com Marion Cotillard no papel principal, mas há rumores de que o filme só chegue aos cinemas em 2013. O mesmo vale para “Nymphomanic”, o drama com sexo hardcore de Lars Von Trier.

+ Trailer “The Grandmasters”:

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Sonha com olhos azuis Conheça a cirurgia que promete mudar a cor do olho

03/11/2011

por | Beleza

Hoje é possível mudar quase tudo no corpo humano. “Quase” tudo porque ainda restavam traços que, queira você ou não, a medicina não podia dar uma mãozinha, como a cor do olho. Acontece que um cirurgião de Laguna Beach, na Califórnia, está prestes a mudar isso.

O doutor Dr. Gregg Homer, da companhia Stroma Medical, está aperfeiçoando uma tecnologia na qual tem trabalhado por 10 anos, que será capaz, daqui um ano, de mudar a cor de um olho castanho para azul, permanentemente. O processo consiste na utilização de lasers, que são “sintonizados com uma frequência específica para remover o pigmento da superfície da íris”, segundo explicou a um programa de televisão. O médico disse que, aparentemente, todo olho castanho é azul “por baixo”, o que explica como essa tecnologia – maluca – funciona. Ainda não se sabe se o procedimento poderá mudar a cor dos olhos para outros tons, mas já se tem uma ideia do preço da cirurgia, que gira em torno de US$ 5 mil.

O doutor justifica a cirurgia dizendo que, como os olhos são a janela da alma, e olhos castanhos são muito opacos, os olhos azuis te dariam uma visão mais profunda daquela pessoa. Mesmo que chegue às vias de fato, só a possibilidade de se fazer uma  operação como essa parece bastante aterrorizante, além de extrema.

Conte nos comentários o que você acha desse procedimento!

+ Assista a uma entrevista com o médico, abaixo:

Bicicletas hypadas da Dinamarca acabam de chegar ao Brasil; confira!

O modelo de bicicleta Victoria Balloon Black, que acaba de chegar ao Brasil ©Divulgação

Não se sabe ao certo o que trouxe as bicicletas vintages de volta aos holofotes: se foi o espírito sustentável que está pairando sobre nós há algum tempo, ou a onda anos 50-60-70 que está com tudo, ou tudo junto. O fato é que de repente, é legal ser dono de uma bela bicicleta, confortável, mas com cara de velhinha e que em nada lembre aqueles modelos super esportivos de competição.

Acontece que no Brasil a oferta não era tão animadora… até agora. Acabam de chegar ao país os modelos da marca dinamarquesa Velorbis.

Há quatro anos, os dinamarqueses Kenneth Boediker e um sócio identificaram a demanda da população por esse meio de transporte e criaram a Velorbis. Porém, o mercado lá é bastante competitivo, já que há muitas marcas de bicicletas urbanas na Europa. Também pudera, só em Copenhague, capital da Dinamarca, 40% dos habitantes pedalam diariamente.

Churchill Balloon ©Divulgação

Com isso em mente, os criadores focaram em diferenciais para a marca, como a criação de modelos funcionais e versáteis, que pudessem ser usados para passeio e trabalho; uma linha de acessórios, que inclui bolsas de couro especiais para as bicicletas e cestos super resistentes; e também, uma das coisas mais legais, a partir de estudos sobre design de moda feminina e analisando as necessidades das mulheres, desenvolveram bicicletas capazes de transportar o peso da bolsa, e das sacolas de compras, por exemplo, com estabilidade e com um jeitinho mais feminino.

Graças a isso, a Velorbis já é parte da cultura dinamarquesa. Quer um exemplo? Em um acontecimento no parlamento dinamarquês, todos os ministros do partido Liberal chegaram à residência da Rainha Margaret II não em carros oficiais, mas em dois modelos da Velorbis: Victoria Classic Ladies e Churchill Classic.

Scrap Deluxe Ladies ©Divulgação

Aqui no Brasil chegam sete modelos – todos com design inspirado nas antigas bicicletas de ferro europeias – que estarão à venda com exclusividade na Tag & Juice, em São Paulo. São eles Churchill Balloon, Scrap Deluxe, Student Balloon Green, Student Balloon Black, Studine Balloon Ivory, Scrap Deluxe Ladies e Victoria Balloon Black. Quer uma para chamar de sua? O valor a ser desembolsado varia de R$ 3 mil a R$ 6 mil reais.

TAG & JUICE

ONDE R. Gonçalo Afonso, 99 – Pinheiros, SP

COMO CHEGAR Veja o mapa

TEL 2362-6888 / 2362-5888

+ velorbis.com

Revista solta lista das 20 britânicas mais bem vestidas de 2011, confira!

01/11/2011

por | Moda

Quem não gosta de uma boa lista? Se ela é cheia de nomes inspiradores então, o número de fãs aumenta. É o caso da “Britain’s Best Dressed 2011”, feita pela edição britânica da “Harper’s Bazaar”, com os nomes das 20 mulheres mais bem vestidas do Reino Unido desse ano. Além dos nomes já esperados, como Kate Middleton, Kate Moss e Florence Welch (que vem ao Brasil pela primeira vez em janeiro, para o Summer  Soul Festival), há outros menos conhecidos do público, como Livia Firth, esposa de Colin Firth, e Natalie Massenet, criadora do Net-a-Porter. Outra não tão esperada é a atriz britânica Andrea Riseborough, que fez “W.E.” e “Never Let Me Go”, entre outros. Ainda na lista, está a anglo-brasileira Charlotte Dellal, filha da ex-modelo Andrea Dellal.

1º LUGAR

Duquesa de Cambridge (ou Kate Middleton para os íntimos) ©Reprodução

2º LUGAR

Florence Welch ©Reprodução

3º LUGAR

Andrea Riseborough ©Reprodução

Confira em nossa galeria quem completa a lista das mais bem vestidas e diga nos comentários quem é sua preferida!

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©Reprodução
4º LUGAR: Kate Moss
5º LUGAR: Tilda Swinton
6º LUGAR: Keira Knightley

Já pra livraria! Conheça os lançamentos de moda para ler agora!

01/11/2011

por | Moda

É aficionado por livros de moda? Não pode ver um lançamento que já o imagina em sua estante? Então preste atenção nos lançamentos – nacionais e importados – que o mercado editorial está colocando nas prateleiras ainda este ano, prontinhos para serem lidos e relidos por você.

“Glamour”, R$ 79

O livro da lendária editora Diana Vreeland, lançado na década de 1980, finalmente ganha versão traduzida para o português, com prefácio de Marc Jacobs e uma bela versão encadernada em vermelho da Cosac & Naif. “Glamour” reúne as imagens favoritas da editora, de fotógrafos como Man Ray, Elliott Erwitt e Cecil Beaton, com comentários impagáveis, ainda que sucintos, da mesma, que juntos deixam claro por que ela foi uma das mulheres mais importantes para a moda.

“Consumo: práticas e narrativas”, R$ 39

O livro de 356 páginas é resultado do I Seminário Internacional de Pesquisa: Consumo – Práticas e Narrativas, que reuniu na cidade de São Paulo instituições de ensino e grupos e centros de pesquisa (nacionais e internacionais) com investigações na área de consumo. As organizadoras do material são Kathia Castilho e Sylvia Demetresco.


“100 Unforgettable Dresses”, US$ 23,10 (no Amazon)

Montado por Hal Rubenstein, “100 Unforgettable Dresses” traz não só os 100 vestidos mais inesquecíveis da história da moda, como também suas histórias, segredos e até intrigas envolvendo as belezinhas. Há fotos de passarela, filmes, tapetes vermelhos, televisão e mais, que mostram o impacto desses vestidos para a moda e para a cultura popular. É pouco? Tem também entrevistas com os designers e com as mulheres que usaram essas peças tão marcantes.


“História e cultura de moda”, R$ 59

“História e cultura de moda” vem preencher uma lacuna nas bibliografias teóricas de moda, ao abordar o tema da moda como modelada e organizada por um discurso sociocultural, configurada pelos desejos – e expectativas – da sociedade.

Também uma coletânea, reúne trabalhos debatidos no Grupo de Trabalho Moda, Cultura e Historicidade, durante o VI Colóquio de Moda (realizado em 2010), que foram ampliados para a publicação, com organização de Maria Claudia Bonadio e Maria de Fátima Mattos.


“Chanel – The Vocabulary of Style”, US$ 63 (no Amazon)

Neste livro, com lançamento para o fim de novembro, Jérôme Gautier conta a história do estilo Chanel através de fotografias tiradas pelos maiores nomes do mercado, que contrastam tanto a Chanel dos primórdios, quanto a Chanel contemporânea, capitaneada por Karl Lagerfeld. O livro identifica os elementos chaves que fizeram da maison o que ela é hoje, além de se tornarem símbolos de elegância, como as camélias e as pérolas.


“Corpo, moda e ética: pistas para uma reflexão de valores”, R$ 36

Organizado por Cristiane Mesquita e Kathia Castilho, o livro traz como protagonista o corpo, que desde os anos 50 tem se tornado cada vez mais vértice de discussões sobre os paradoxos dos tempos atuais. O corpo, segundo a publicação, “se mostra tão fortalecido quanto fragilizado, tão famoso quanto esquecido, tão exposto quanto blindado, tão visível quanto inexpressivo”, e o livro vai fundo nessas discussões, bem como o termo “ética” associado a ele.


“Dior Inspiration”, US$ 78,75 (no Amazon)

A autora Florence Muller faz nesse livro um apanhado gigantesco sobre o mundo Dior, com imagens não publicadas, fotos de arquivo e croquis dos modelos cobiçados no mundo todo. Textos de especialistas em arte e moda também recheiam o livro, como Edmonde Charles-Roux, Vitali Michin, Irina Antonova, Bernard Arnault e John Galliano. De 1947 até os dias atuais, o livro mostra as raízes da marca e do estilo tão reconhecido – e almejado.

Será o “ready-to-wear” a alta-costura do século XXI?

31/10/2011

por | Moda

Parece mais não é: vestidos do ready to wear com cara de alta costura ©Reprodução

Parece estar surgindo na moda uma nova tendência, mas não se anime tanto. As chances de você poder aderir não são lá muito grandes. É que as marcas de ready-to-wear estão criando peças que se assemelham cada vez mais às criações da alta-costura, e com preço à altura.

Exemplos não faltam. A estilista londrina Mary Katrantzou, por exemplo, fez um vestido chamado “Jewel Tree”, no valor de US$ 14.200, com a justificativa de que “são peças muito difíceis de fazer”. Há também o modelo de Jason Wu de US$ 15 mil, um vestido de organza e renda Stella McCartney de US$ 13.395, um vestido pintado a mão Valentino de US$ 18 mil e uma jaqueta da Chanel de US$ 23 mil.

Vestido Alexander McQueen, à venda no Net-a-porter por £16,450 ©Reprodução

Mas há uma razão para esse “boom” de peças com preços estratosféricos em coleções fora da alta-costura. Com a recorrente questão da relevância das coleções de haute couture e um mundo – especialmente o da moda – cada vez mais rápido, os estilistas estão descobrindo que há uma demanda por peças mais requintadas e caras, e que talvez essa moda, comumente chamada de “demi-couture”, seja a versão século 21 da alta-costura.

Embora a questão preço, tempo de fabricação e sofisticação se equiparem a couture tradicional, há boas diferenças que tornam essa versão mais rentável para as marcas. As peças são vendidas nos canais de varejo normais da marca, inclusive pela internet, em sites como Net-a-Porter e Moda Operandi, e não precisam – nem as roupas nem as marcas – seguir as regras da Chambre Syndicale de la Haute Couture (órgão que regulamenta a existência da alta-costura), como número mínimo de empregados no ateliê, 20, mínimo de peças desfiladas em cada temporada, 25, e requer que o vestuário seja costurado à mão e exclusivo para as medidas das clientes.

Jaqueta Chanel, pela bagatela de US$ 23 mil ©Reprodução

Obviamente, o número de mulheres com dinheiro para pagar essas regalias e tempo suficiente para voar para Paris apenas para fazer provas de roupa não está entre os maiores, o que torna a opção da demi-couture, dentro da própria linha de ready-to-wear, muito mais prática, tanto para quem faz, como para quem pode comprar.

Outra forte razão para esse movimento é dar uma razão para que as pessoas comprem. “Desde ‘la crise’, estilistas estão se certificando de que suas peças são especiais. O cliente quer valor ao seu produto”, disse Nicholas Mellamphy, diretor de compras de luxo da The Room, em Toronto. Além disso, esse tipo de criação quer desenhar uma linha divisória entre “alta-moda” e “moda”, uma coisa meio de impor respeito ao seus trabalhos. “Há algumas coisas que simplesmente não podem ser feitas de modo barato”, falou o estilista Jason Wu. Em outras palavras, não vai dar para encontrar reproduções dessas criações nas araras da Zara ou da Topshop.

Já foram vendidas 18 unidades desse vestido Mary Katrantzou de US$ 14.200 mil ©Reprodução

Apesar de ser uma “tendência” de cunho tradicionalista, a tecnologia tem forte participação nessa história toda, já que hoje os clientes podem escolher as peças com apenas um clique, ver os detalhes bem de perto – muitas vezes logo depois do desfile —, ter a peça entregue em apenas um dia, entre outras coisas, o que não é possível com uma peça de alta-costura. “Nosso cliente que algo realmente especial, que não é um monte de gente que vai ter. Isso é muito o ‘tema’ de agora”, disse Áslaug Magnúsdóttir, CEO do Moda Operandi. Com um vestido custando mais de dez mil dólares, a chance de esbarrar com alguém usando a mesma coisa é deveras diminuta.

Mas é lucrativo? “Peças de mais de US$ 5 mil respondem a 6% do nosso negócio”, disse Joseph Velosa, presidente da marca Matthew Williamson. Prabal Gurung, que fez um vestido de US$ 15 mil, exemplificou: “Há um cliente que quer esse produto, mas é tipo um em cada cidade. Nós esperamos vender muito, mas cinco no total é ótimo!”.

Longo Jason Wu à venda por US$ 15 mil ©Reprodução

Após demissões, Olivier Theyskens encontra seu lugar na moda

28/10/2011

por | Moda

Olivier Theyskens ©Reprodução

Olivier Theyskens, 34, nasceu em Bruxelas, na Bélgica, e é um desses atuais designers com muito para mostrar, mas pouco tino comercial. Não que ele não venda, mas o sucesso financeiro de suas criações veio depois de um longo caminho de duros aprendizados.

Longo mesmo, já que Olivier começou a desenhar e costurar roupas com seis anos de idade. “Enquanto os outros garotos sonhavam em ir para a lua ou se tornarem médicos, eu queria ser um estilista”, contou em uma entrevista à “Forbes”. Depois disso, o pequeno Olivier foi para a faculdade de moda, a “La Cambre School of Visual Arts” em Bruxelas, mas saiu antes de se formar, para abrir sua própria marca, em 1997.

E apenas um ano depois, os astros se alinharam em uma perfeita combinação e Madonna escolheu um vestido de Olivier para a cerimônia do Oscar, o suficiente para alçar o nome do até então novato ao status de ‘nome importante da moda’. Tudo ia bem, até que ocorreu o “11 de setembro de 2001”, Olivier começou a vender cerca de 40% menos, e ele acabou fechando a marca própria e se mudando para Paris. O caminho depois disso não foi fácil, e ele estampou manchetes de veículos especializados em moda diversas vezes. A essência era sempre a mesma: criação x vendas.

A primeira marca com a qual trabalhou após o fim da “Olivier Theyskens” foi a francesa Rochas, onde ficou de 2002 a 2006. Logo em sua primeira coleção, foi aclamado pela crítica, e recebeu os créditos por criar uma “silhueta completamente nova para a maison”, que era elegante e com influências francesas. A crítica amava cada vez mais o trabalho dele na marca, bem como as celebridades. No período que ele esteve à frente da direção criativa da marca, a Rochas ganhou fãs como Nicole Kidman, Jennifer Aniston, Kirsten Dunst, Kate Bosworth, Jennifer Lopez, Rachel Weisz e Sarah Jessica Parker.

Desfile Rochas Inverno 2005 ©Reprodução

As peças desejo feitas por Olivier eram costumeiramente chamadas de ‘demicouture’, devido ao altíssimo custo, o que as assemelhavam as peças de alta-costura. Alguns de seus vestidos chegavam a custar mais de US$ 20.000. Além disso, Olivier se recusava a fazer uma linha de acessórios para gerar receita para a marca, que conseguia custear sua moda-arte com cada vez mais dificuldade. Isso acontecia porque ele sempre teve uma visão purista da moda, como criação, e não como comércio, se negando a tomar atitudes que fossem ‘vender mais’, e fazia também com que não se importasse com publicidade. Tudo isso culminou com o anúncio em 2006 da Procter & Gamble (dona da Rochas) que a divisão de moda seria descontinuada, o que chocou muitos na indústria da moda. Após o anúncio, o “New York Times” fez uma matéria chamada “Há um lugar para Olivier Theyskens”, na qual um estilista que preferiu se manter anônimo declarou: “Tudo é sobre negócios agora, e a moda não deveria seguir os modelos econômicos normais – esse não é o ponto. O que aconteceu com investir na beleza?”.

Apesar de tudo isso, no mesmo ano o talento de Olivier foi reconhecido ao ganhar o “International Award” do CFDA – Council of Fashion Designers of America, e com o apoio da editora de moda da “Vogue” americana, se tornou diretor artístico da Nina Ricci, em 2007. Logo em sua primeira apresentação, notou-se um amadurecimento comercial em relação ao que fazia na Rochas, com um pouco mais de perspectiva de negócios. A crítica de moda do “Style”, Sarah Mower, escreveu que “Theyskens está sentindo com precisão o fato de que a moda precisa se direcionar a um nível mais jovem e mais casual de se vestir”. No entanto, ele foi substituído em 2009 por Peter Copping, que estava na Louis Vuitton.

Nina Ricci Inverno 2007 ©Reprodução

Quando fala de sua carreira, Olivier diz: “sempre gostei de preservar minha liberdade. Eu nunca fiquei preso realmente a algum lugar, e esse provavelmente é o porquê de eu sempre ficar me mudando. Gosto de evoluir”.

Parecia que não havia lugar para Olivier executar sua criatividade, até que na coleção do Verão 2011 da Theory, uma grife americana criada em 1997, o estilista belga foi convidado a fazer uma coleção cápsula para a marca. Deu tão certo que em agosto o nome dele foi anunciado como novo diretor criativo da Theory, além de manter um linha própria, chamada Theyskens’ Theory.

Mas tudo indica que tanto Olivier achou seu lugar, quanto a Theory achou seu poço de criatividade. Ou, nas palavras da “Forbes”, Rosen pode exercer o papel que Pierre Berger exerceu para os negócios de Yves Saint Laurent, cuidando da parte burocrática e relacionada aos negócios, enquanto ele foca na criação.

Theyskens’ Theory Inverno 2011 ©Reprodução

De qualquer maneira, chama a atenção que Olivier tenha ido para uma marca claramente comercial, ao invés de casas de moda mais, digamos, criativas. Terá ele sucumbido às pressões comerciais? Segundo ele, não. “É sobre fazer uma moda que seja mais acessível, mais comprável. Quando comecei na Ricci, eu fiz moda casual para garotas jovens muito cool, mas o preço a colocava no quarto andar da Bergdorf Goodman, ao lado de Carolina Herrera. Minhas garotas cool não podiam bancar isso. Quando saí da Ricci, tudo o que tinha a minha volta eram garotas usando lindos vestidos de seda da Zara e H&M e era isso que eu queria fazer; roupas que você pode comprar. Foi assim que me interessei pela Theory. Mas eu não acho que eu seja mais comercial. As mesmas pessoas que compravam minhas coleções anteriores são as que estão comprando Theyskens’ Theory”.

Ele ainda acrescenta, sobre criatividade versus business: “Há espaço para criatividade em todos os níveis. Mesmo durante a era de ouro da moda, você tinha casas de alta costura onde os designers não tinham dinheiro”. Sobre a alta costura, ponto máximo da criatividade que quase todos dizem estar com os dias contados, ele comenta: “Não acho que a couture irá acabar. Mas não deve ter pretensões de que irá conquistar o mundo. Não é algo que vai desaparecer porque tudo o que você precisa é de um tecido e uma agulha para começar a fazer”.

Theyskens’ Theory Verão 2012, o desfile mais recente ©Reprodução

E o que mudou do processo de criação de Olivier? Quase nada. “A única coisa que mudou é que eu estou usando todas as experiências que acumulei para guiar as pessoas que fazem o produto. Eu posso fazer 20 vestidos de gala se eu quiser, mas esse não é o ponto. Theyskens’ Theory tem uma conexão forte com a marca Olivier Theyskens. Trata-se de calças, jaquetas, camisas e alfaiataria. Posso trazer meus arquivos e você verá a continuidade”.

Quanto aos atuais ícones de estilo, como a primeira dama americana Michelle Obama, e a Duquesa de Cambridge Kate Middleton, Olivier tem algo a dizer: “Eu gosto de ver o que elas usam, mas não estou interessado. Não é natural. Se você é uma garota se vestindo de manhã pensando no mundo inteiro tendo um ponto de vista sobre o que você esta usando, isso tira o prazer de se vestir”.

Conheça o “Gaveta de Bolso” e se arrependa de não ter tido essa ideia

Muitas “Gavetas de Bolso” ©Divulgação

A cada semana uma leva grande de livros de diferentes editoras é lançada e vai para as prateleiras já abarrotadas das livrarias. No Brasil se produz muito mais livros do que se vende, e em 2010 o número de exemplares que foram feitos e acabaram indo pra lugar nenhum assusta: 55 milhões, de acordo com estimativa da Fipe – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Mas no meio dessa avalanche de novos títulos alguns, impreterivelmente, acabam sobressaindo. Um deles é o “Gaveta de Bolso”, diferente de muitos dos livros que você já teve a chance de folhear.

Com autoria da jornalista Juliana Cunha, 23, e ilustrações da designer Luda Lima, 27, “Gaveta de Bolso” é um livrinho interativo, da editora Prólogo, que a cada pagina convida o leitor a preenchê-la. Como? Que tal fazer uma lista dos ex-namorados que você sempre “esquece” de colocar na lista oficial, ou escolher o caminho certo do desenho para mostrar ao sem noção da fila onde é o final dela? A ideia, segundo a autora, é justamente que o leitor seja o autor principal, e recheie as páginas com suas próprias ideias e historinhas.

Quem nunca se deparou com essa situação? ©Luda Lima

O nome vem daquela história de que há algum tempo, quando você tinha uma super ideia – ou que pelo menos no começo parecia uma super ideia – ela não saía do papel. E o papel acabava indo parar na gaveta. Hoje nem gaveta elas ganham mais. “No máximo uma estrelinha no Gmail”, explica Juliana. O livro então é a Gaveta pra levar no Bolso, e guardar aquela ideia pseudo-genial que surgiu numa tarde entediante do trabalho.

Mas nem só de belas ilustrações se faz o “Gaveta de Bolso”. Os textos inteligentes – e honestos – de Juliana estão lá, muitas vezes jogando na nossa cara as verdades da vida, mas com todo o humor que lhe é peculiar (e evita que qualquer um tenha o ímpeto de ser jogar de um prédio). E para quem já lê o blog da autora, “Já Matei Por Menos“, saiba que há muita coisa inédita no livro.

O projeto é tão legal quanto as suas referências, como “Livro da Nina para Guardar Pequenas Coisas”, de Keith Haring, “Rabiscos”, de Taro Gomi, “Almanaque da Turma da Mônica”, de Maurício de Sousa, “Caderno de Rabiscos para Adultos Entediados no Trabalho” e “Caderno de Rabiscos para Adultos que Querem Chutar o Balde”, ambos de Claire Faÿ. E “aquela caderneta de rabiscos dadaístas que todo mundo tinha antes do telefone fixo entrar em extinção”, como explicou Juliana, também está na lista de inspirações do “Gaveta de Bolso”. Se você não conhece algum desses títulos, vale dar um Google!

Não bastasse tudo isso, o livro ainda está protegido sob Creative Commons, ou seja, pode ser usado livremente, desde que o crédito seja citado e sem finalidade comercial, e é possível baixar o PDF na íntegra no site da editora.

Mas como a ideia é justamente tê-lo em mãos e fazê-lo seu, cada exemplar pode ser adquirido no site da editora, ou em estabelecimentos como Livraria Cultura, Livraria da Vila e Galeria Cartel por R$ 39.

+ Abaixo, Juliana Cunha conta mais sobre o “Gaveta de Bolso”:

©Divulgação

Por que fazer esse livro?

Eu estava no lançamento da exposição de um amigo quando duas moças vieram me dizer que tinham uma editora e queriam publicar algo meu. Eu continuei bebendo e dizendo “senta lá”, mas uns quinze dias depois uma delas ligou e disse que era sério, daí comecei a pensar no que fazer. Eu não queria fazer um romance porque não me sinto habilitada. Não queria fazer uma coletânea de textos legais do meu blog porque, né, Deus mata um gatinho toda vez que alguém publica uma coletânea de melhores textos do blog.

Gosto muito da ideia desses livros interativos porque eles relativizam essa questão da autoria e são despretensiosos, leves, tudo que eu queria que um primeiro livro fosse.

Hoje eu não estou 100% feliz com o livro. Acho que poderia ter mais textos, outros textos, que podia ter mil coisas diferentes, mas consigo sentar no sofá, ler cada uma das páginas e não me deprimir. Acredite: isso é muita coisa depois de passar tanto tempo preparando o livro e lidando com os mesmos textos.

E quando surgiu a ideia de chamar a Luda Lima?

Eu trabalho com a Ludmila [que assina como Luda Lima] há cinco anos. Começamos quando eu era repórter de uma revista em Salvador e precisava encomendar ilustrações para textos da revista. Era uma parte linda do meu trabalho: ficava horas no Flickr vendo coisas incríveis e pensando em quem eu convidaria. Vi o Flickr da Ludmila, que na época morava em Nova York, e convidei na hora. Era o primeiro trabalho dela. Desde então, trabalhamos juntas mil vezes e sempre deu muito certo.

Acho que cada tipo de livro precisa de um tipo de ilustrador e a Ludmila combina perfeitamente com esse livro.

©Luda Lima

Como foi o processo de feitio do livro?

Para começar, eu fiz uma triagem de textos que eu já tinha – uns do blog, outros da coluna que eu tinha primeiro no “Jornal A Tarde”, depois na Rádio “Metrópole”. Peguei os que eu mais gostava e cortei loucamente porque os textos do livro precisavam ser curtos para caber na proposta de livro interativo. Isso serviu como base para eu reescrever as coisas num tamanho menor, de outro jeito. Outros textos são inéditos, fiz para o livro mesmo. E outros eu fiz para o livro e acabei colocando no blog depois.

Depois que os textos foram escritos, a Lú começou a ilustrá-lo. Foi tudo bem manual: a gente tinha um caderno com todas as ilustrações e vários textos manuscritos que funcionava quase que como um boneco. Mudamos muita coisa durante o processo (acho até que vamos separar o que não foi usado e colocar no blog).

A gente teve muita liberdade, a editora não interferiu em quase nada. Até o tipo de papel foi escolha minha e da Ludmila. Essa é a parte mais legal de trabalhar com uma editora pequena. Editoras grandes têm como vantagem a distribuição e o esquema mais profissional. Já as pequenas são o lugar certo para acompanhar cada passo do processo e aprender como tudo é feito.

©Luda Lima

Qual o ponto máximo que você espera do livro? E o mínimo?

Acho uma loucura uma pessoa publicar um livro hoje. A média de livros que um universitário brasileiro lê é de apenas quatro volumes por ano. Quatro! Não existe muita diferença entre isso e o completo analfabetismo. Será que uma pessoa que lê apenas quatro livros por ano vai gastar sua cota tão pequena comigo em vez de ler Melville, Lima Barreto? Entre os contemporâneos, esse ano “Never Let Me Go”, livro sensacional de Kazuo Ishiguro, ganhou uma adaptação para o cinema linda, com Carrie Mulligan arrasando o quarteirão e um roteiro que muda a história toda, mas que é muito bom. Entre os nacionais, a ótima Andrea del Fuego acabou de vencer o Prêmio Saramago. Sabe? O resultado saiu hoje, enquanto te respondo essa pergunta. Será que alguém vai deixar de ler qualquer uma dessas coisas para ler o meu livro? Quando se publica um livro o máximo e o mínimo que se espera correspondem à mesma coisa: espero que seja lido. É pedir demais, mas eu espero, ué.

+ Lançamento do “Gaveta de Bolso” @ Galeria Cartel

QUANDO 29/10, sábado, das 16h às 21h

ONDE Cartel011 – Rua Artur de Azevedo, 517, Pinheiros, SP

COMO CHEGAR Veja o mapa

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Todo mundo que for vai ganhar o e-book!

Acrescente “Ir ao lançamento do Gaveta de Bolso”, no dia 29/10 ©Luda Lima

Os 10 filmes ‘tem-que-ver’ da 35ª Mostra Internacional de Cinema

“A Doce Vida”, o clássico de Fellini ©Reprodução

Começa hoje (21.10) a 35ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que comemora os 35 anos do evento, mas marca a primeira edição sem a presença de seu criador, Leon Cakoff, que morreu no dia 14 de outubro, deixando o mundo do cinema de luto.

Mas como já é sabido, “o show tem que continuar”, e fizemos uma seleção de filmes ‘tem que ver’, misturando lançamentos, moda e clássicos. Nessa edição, que está mais enxuta, serão 250 filmes espalhados por 15 salas, e com uma novidade: só serão exibidos filmes estrangeiros inéditos no país, ou seja, que ainda não passaram em nenhum outro festival, como o do Rio.

Talvez seja esse o motivo para documentários de moda como “The Eye Has to Travel”, sobre a editora de moda Diana Vreeland, e “Jean Paul Gaultier ou les codes bouleversés”, dirigido pela ex-modelo Farida Khelfa, terem ficado de fora dessa edição da Mostra.

Ainda que em número menor, não é nada fácil fazer sua seleção para comprar os ingressos entre as duzentas e cinquenta obras exibidas. Então olha só a seleção que o FFW preparou… e bom filme a todos!

“A DOCE VIDA” – Federico Fellini

Chance para quem não nasceu para ver essa obra prima no cinema, que foi ganhadora da Palma de Ouro em Cannes, e é o primeiro filme de Marcello Mastroianni com Fellini. Se você ainda não está convencido, saiba que é esse o filme responsável por popularizar o termo “paparazzi”, além de contar com um figurino esplendoroso assinado por Piero Gherardi, que inclusive ganhou o Oscar de Melhor Figurino, na época.

“FORA DO FIGURINO” – Paulo Pélico

Esse documentário brasileiro, dirigido por Paulo Pélico, levanta uma questão extremamente pertinente para a indústria de moda brasileira: o padrão de medidas. O filme mostra as implicações econômicas e sociais do mercado, já que as medidas utilizadas no Brasil não têm relação com as dos mercados internacionais, e no próprio país não há uma tabela, já que nunca houve um levantamento antropométrico que apontasse as medidas brasileiras médias. Sabe aquilo de vestir 38 de uma marca e 42 de outra? Então.

“HABEMUS PAPAM” – Nanni Moretti

Indicado por diversos críticos de cinema, o filme italiano faz uma espécie de brincadeira com o processo de escolha do próximo papa. Como ninguém – exceto os religiosos – jamais pode adentrar nessas reuniões coube ao cineasta imaginar o que raios acontece lá dentro.

“NINGUÉM ALÉM DE VOCÊ” – Geráld Hustache-Mathieu

O francês “Ninguém além de você” traz um escritor parisiense de best-sellers policiais com bloqueio criativo, chamado Rousseau, e a modelo Candice Lecoeur, famosa por estampar o rótulo do queijo “Belle de Jura”, que após uma sessão de regressão, fica totalmente obcecada com a ideia de que é a própria reencarnação da diva do cinema Marilyn Monroe. Os dois se encontram, mas só após Candice ser encontrada morta, supostamente por “ingestão de pílulas”, e Rousseau ser o único a não acreditar na causa de sua morte.

“O FUTURO” – Miranda July

A diretora e atriz Miranda July cria uma fábula sobre os tempos modernos, centrada em um casal de Los Angeles que pretende adotar um gato, chamado Paw Paw, e se vê diante da necessidade de fazer baitas mudanças em suas vidas. Vale a pena ver também uma das cenas excluídas da versão final, que foi parar no Nowness, na qual a personagem Sophie tenta se manter longe das distrações da internet.

+ “A Handy Tip for the Easily Distracted”

“TAXI DRIVER” – Martin Scorsese

Uma das obras-primas de Martin Scorsese, é a chance de ver a cópia restaurada do filme, versão inédita apresentada apenas no Festival de Berlim. De 1976, o figurino de Ruth Morley é fonte de referência para muito dessa tendência ‘70’s’ que tem dominado a moda. Além disso, é a chance de ver Jodie Foster aos 12 anos atuando com Robert de Niro, que dirigiu durante um mês um táxi, 12 horas por dia, para fazer o papel.

“TOAST” – S.J. Clarkson

Ambientado na Inglaterra dos anos 60, conta a história do chef de cozinha Nigel Slater, que virou uma celebridade, desde a infância. O garoto, que lia livros de culinária embaixo do cobertor com uma lanterna, costumava dizer que “é impossível não amar alguém que te faz torradas”, no caso, a mãe, que morre. Ele se vê compelido a conviver com a madrasta, vivida por ninguém menos que Helena Bonham Carter, que faz faxina de salto alto e minissaia, e cozinha estupendamente bem, criando uma disputa entre os dois.

“TUDO PELO PODER” – George Clooney

falamos sobre o longa quando foi apresentado no Festival de Veneza, e dessa vez é hora dos brasileiros terem a chance de assistir o quarto filme com direção do ator-galã George Clooney. O centro de “Tudo pelo Poder” é uma campanha política, e todos os imbróglios que a envolvem. A temática não poderia ser mais atual e pertinente. Ryan Gosling e Evan Rachel Wood, dois bons atores da nova safra de Hollywood, também estão no elenco.

“UMA RUA CHAMADA PECADO” – Elia Kazan

O filme faz parte da retrospectiva dessa edição da mostra, sobre o diretor Elia Kazan, conhecido por trazer em seus filmes as dores do século 20 (como o comunismo e a delação) em seus filmes. Em “Uma Rua Chamada Pecado”, de 1951, somos agraciados pelas atuações de Vivien Leigh, de “…E o vento levou”, que levou o Oscar de Melhor Atriz, e de Marlon Brando, símbolo sexual da época.

+ Confira a programação completa e os endereços das salas de exibições no site da Mostra Internacional de Cinema

FFW foi à Copa Hermès, a primeira realizada fora da França, e conta tudo

1ª Copa Hermès no Brasil ©Juliana Knobel

Em “Minha Bela Dama”, musical de 1964 que contava a história da vendedora de flores Eliza Doolittle, vivida magnificamente por Audrey Hepburn, a personagem passava por uma espécie de extreme makeover com o professor de fonética Henry Higgins, para se tornar uma perfeita dama da sociedade londrina. Em uma das cenas emblemáticas, Eliza é levada a uma corrida de cavalos, passatempo chiquérrimo dos grã-finos da época, com todas as mulheres vestindo preto e branco e chapéus exuberantes. No último final de semana, nos dias 22 e 23 de outubro, o Brasil sediou a 1ª Copa Hermès, evento esportivo com competições de Hipismo, que no imaginário popular, tinha tudo para ser como a cena do musical de Audrey. Não é bem assim. Há mais diferenças que semelhanças, mas o projeto não deixa de ser extremamente chique e cheio de peculiaridades. O FFW esteve presente e conta tudo sobre o evento realizado pela primeira vez fora da França.

A Copa aconteceu na Fazenda Boa Vista, no município de Porto Feliz, a uma hora de São Paulo. Da Rodovia Castello Branco, não se vê nada além de grandes portões de ferro, e um imenso campo verde, que vai até onde a vista alcança. Lá dentro se encontra o condomínio Fazenda Boa Vista, que além de contar com espaços para as casas, tem também campos de golfe, de polo, estábulos, lagos, e um hotel Fasano, com serviços disponíveis aos moradores do condomínio, como massagistas e acesso ao lago-piscina, e foi lá que os staff da Hermès se hospedou. Cerca de seis pessoas vieram de Paris para o evento, entre eles Pascale Mussard, da quinta geração que criou a Hermès, mãe de Dimitri Mussard, diretora artística da maison, Patrick Albaladejo, vice-presidente de desenvolvimento estratégico e corporativo, Roland Herlory, diretor-geral da Hermès na América Latina, e Fabrice Crespel, gerente do departamento equestre.

Fazendo Boa Vista ©Reprodução

Nathalie Sanz-Maurice, responsável pela relação com a imprensa da Hermès, contou ao FFW que os preparativos para a realização da prova fora da França levaram mais de um ano. “Tudo na Hermès leva um tempo maior, pois queremos perfeição em todos os detalhes”, explicou ela. No meio da conversa, também falou que há planos de abrir uma segunda loja da maison em São Paulo, e uma em Brasília, mas sem datas definidas ainda. Há também a possibilidade de uma segunda edição da copa ser realizada em 2012.

As provas, seis ao todo, aconteceram em outro ponto da Fazenda – o lugar é tão grande, que os motoristas se perderam diversas vezes, e alguns seguranças não sabiam informar onde ficava cada espaço – no Centro Equestre, projetado por Isay Weinfeld, que recebeu uma estrutura montada especialmente para o evento. Na entrada, uma espécie de loja pop-up, com estandes da Livraria da Vila, com uma seleção que ia de livros sobre cavalos, passando por moda e fotografia, até livros infantis e uma mini Hermès, que vendia lenços, gravatas, chapéus e bolsas. Mas os itens que mais faziam sucesso eram os próprios para a prática do Hipismo, como a sela Talaris, super novidade que a marca estava lançando. A tal sela é uma inovação para o esporte, pois substitui a ‘árvore’ – parte onde o cavaleiro se senta – feita de aço e madeira por uma de carbono, muito mais leve. No meio das lojinhas, um artesão francês da Hermès fazia uma sela – não a nova, e sim um modelo mais tradicional.

Seção das selas Hermès, na lojinha pop-up ©Juliana Knobel

Mas as diferenças de um torneio convencional para um sediado pela Hermès é gritante. Esqueça as arquibancadas sob o sol, com pouco espaço para locomoção. As arquibancadas estavam lá, mas você só notava que estava em uma devido a alguns degraus, já que em cada um deles havia espaço suficiente para mesas de almoço e lounges com sofás deliciosos, tudo sob uma tenda laranja (a cor da maison). No almoço, das massas aos doces, tudo foi feito pelo Buffet Fasano, que agradou aos presentes.

A arquibanda da Copa Hermès ©Juliana Knobel

O campo de provas também contava com detalhes diferentes: ao invés dos tapumes com propagandas de patrocinadores nas laterais, cores e detalhes idênticos aos utilizados nas fitas dos embrulhos de compras e presentes da Hermès. Apesar de não tão próximo ao público, havia um telão para situar todos os convidados sobre o que estava acontecendo e mostrar detalhes dos saltos. Não que todos os presentes realmente estivessem preocupados se Adelaide de Laubry ou Crocodille Z (nomes de alguns dos cavalos concorrentes) haviam cometido alguma falta. Enquanto alguns se aglomeravam nos sofás próximos ao campo e realmente acompanhavam cada minuto, a maioria dos convidados aproveitava para botar a conversa em dia com os conhecidos. O evento parecia uma enorme reunião de amigos e famílias inteiras. Além dos ‘adultos’, muitas crianças estiveram no evento, e muitas delas se mostravam pequenas experts sobre hipismo.

Campo de provas embrulhado para presente ©Juliana Knobel

E os chapéus? Apesar de tradicionais em eventos como este, especialmente na França, acabaram perdendo o posto de supremacia para outros itens, como as botas de montaria, que estavam por todo o lado, tanto em mulheres quanto em homens. Para os não competidores, muitas polos e camisas claras, com calças brancas ou bermudas para eles, e muitas cores neutras para elas, como beges e marrons (geralmente em algum item Hermès), e alguns poucos pontos de cores, como laranjas e rosas, e uma avalanche de branco, especialmente nas calças.

Pascale Mussard, usando vestido e colar com pingente Hermès. O colar mais comprido é brasileiro, presente que Pascale ganhou do filho Dimitri ©Juliana Knobel

Porém, uma coisa chamava bastante atenção dos não iniciados no esporte: torcida, palmas e comemorações eram bastante escassas, e quando ocorriam eram em um volume baixo e duravam poucos segundos. Como Eliza Doolittle descobriu em “Minha Bela Dama”, aparentemente torcer a plenos pulmões não é lá muito fino.

+ Confira aqui quem foi à Copa Hermès

http://ffw.com.br/festa/copa-hermes-fazenda-boa-vista/