Sarah Lee

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Sarah Lee, jornalista, aprecia as coisas simples da vida -- gatos, Ryan Gosling e Nutella. Não gosta de: 1. fazer listas. 2. falar de si mesma. 3. escrever na terceira pessoa.

Drops de música: Shia LaBeouf tira a roupa para o Sigur Rós e mais novidades da semana

19/06/2012

por | Cultura Pop

O Sigur Rós lançou na segunda-feira (18.06) seu vídeo para a faixa “Fjögur Píanó”, parte da série “Mystery Film Experiment”, em que cineastas recebem da banda islandesa um orçamento modesto e total liberdade para a criação de um clipe para faixas do novo álbum “Valtari”. ”Fjögur Píanó” traz os atores Shia LaBeouf (“Transformers”) e Denna Thomsen sob direção de Alma Har’el, em sequências quase abstratas que dão asas à imaginação quanto ao significado da narrativa (o fato de que a faixa é instrumental colabora para a “viagem”). É interessante ver nos comentários do YouTube do grupo as tentativas de interpretação da história (embora muita gente esteja mais interessada em falar sobre a nudez de LaBeouf).

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As bandas Best Coast, The New Pornographers, MGMT e The Kills são alguns dos nomes de um novo álbum só de covers de músicas do Fleetwood Mac. O trabalho, que ainda não tem título, tem data de previsão de lançamento nos Estados Unidos para o dia 14 de setembro. Os outros artistas que partipam do projeto são: Entrance Band, Crystal Ark, Marianne Faithful, Antony Hegarty, Lee Ranaldo (Sonic Youth) e J. Mascis (Dinosaur Jr.), Trixie Whitley, Washed Out, Super Wolf, Gardens & Villa, Billy Gibbons, e Lykke Li. Recentemente, antes do anúncio deste projeto, o Best Coast, cuja vocalista Bethany Cosentino é fã confessa do Fleetwood Mac, divulgou o cover de “Storms”, que você ouve acima. Mas, para o novo álbum coletivo, o Best Coast será responsável pelo cover de ”Rhiannon”.

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Lembra que falamos aqui de Azealia Banks, a rapper de apenas 20 que tinha tudo para estourar em 2012? Pois seguindo o sucesso do seu single “212″, a jovem lança o videoclipe de sua mais nova música de trabalho, “Liquorice”, que vem com um óbvio upgrade de produção: de inspiração Western, ele é dirigido pelo fotógrafo Rankin, com styling de ninguém menos que Nicola Formichetti, diretor criativo da Mugler e stylist da Lady Gaga.

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A cantora Chan Marshall, mais conhecida como Cat Power, anunciou o lançamento do seu primeiro álbum de material original em seis anos, “Sun”, produzido pela própria e que deve chegar às lojas no dia 4 de setembro. “Ruin” é a primeira música de trabalho do disco, e já tem um videoclipe, que você pode assistir acima, dirigido por Austin Conroy.

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O produtor Mark Ronson e a cantora Katy B foram escalados pela Coca-Cola para a criação de uma música que promove as Olimpíadas em Londres. Ronson, mais conhecido por seus trabalhos com Amy Winehouse, Adele e Lily Allen, criou o ritmo da faixa promocional com sons gravados de atletas de várias partes do mundo, como as batidas cardíacas da corredora russa Kseniya Vdovina. O resultado é a música (e o clipe) que você vê acima. “O esporte é como a música no sentido de que ele tem tantos ritmos naturais diferentes”, afirmou o produtor, concluindo: “Quando estava gravando os atletas, eu não estava pensando neles como atletas praticando um esporte. Estava pensando neles como pessoas em uma orquestra”.

Preview Fernanda Yamamoto SPFW Verão 2012/2013

14/06/2012

por | Moda

A estilista Fernanda Yamamoto em seu ateliê, em São Paulo ©Juliana Knobel

Dando continuidade a nossa série de previews das coleções Verão 2012/2013 desfiladas no SPFW, o FFW conferiu os preparativos da estilista Fernanda Yamamoto, que gentilmente nos recebeu em seu ateliê na Vila Madalena, em São Paulo, para mostrar um trabalho repleto de cores, texturas e detalhes manuais. O ponto de partida? As obras do pintor, escultor e artista plástico brasileiro Hélio Oiticica e do arquiteto mexicano Luis Barragán. Confira:

Inspirações: ”O Helio Oiticica eu já conhecia o trabalho, mas aí estive em Inhotim e vi aquela obra “Penetrável Magic Square # 5″, que achei muito interessante; e o Luis Barragán eu conheci no final do ano, quando fui ao México — foi um trabalho que mexeu comigo. Por isso essa inspiração, mas na verdade é um ponto de partida; às vezes as pessoas vão olhar a coleção e não vão enxergar o Helio Oiticica, o Luis Barragán, mas a minha interpretação”.

Livro com imagens de obras de Hélio Oiticica ©Juliana Knobel

“Mapeamento” de quadrados de tecido de uma das peças da coleção de Fernanda Yamamoto ©Juliana Knobel

“Essa fase [do Oiticica] em que ele trabalha a movimentação das formas geométricas nós levamos pro desenvolvimento de tecidos. São dois tecidos e uma entretela dupla face — eles meio que “flutuam”. É tudo manual e cada quadrado é diferente, e tem um jeito de colocar o quadrado. Parece aleatório, mas tem todas as formas (imagens acima). Comercialmente, isso vai ser feito sob encomenda, pra roupa de festa, peças únicas… dá pra ser feito assim. Mas isso [o comercial] nunca é impedimento, acho que passarela é um momento de experimentar. Muitas vezes não acontece depois, mas acho que não é um problema, senão você se restringe”.

Livro com imagens de obras de Hélio Oiticica ©Juliana Knobel

“Daí tem esse trabalho que eu acho interessante, que começa a sair do chapado, do bidimensional, e o metal começa a dobrar (imagem acima). Remete à questão da dobradura, que é uma coisa que vou usar bastante nas formas. Do Barragán, ele trabalha muito a questão dos planos, o contraste da luz e sombras. Passei o Réveillon no México com o meu namorado, e como ele é arquiteto, a gente acabou visitando algumas obras. Esse convento (imagem abaixo) é o Convento das Capuchinas, ele é todo laranja, dourado, você vê a luz, e a iluminação é sempre natural”.

Livro com imagens de obras de Luis Barragán ©Juliana Knobel

Detalhe de um dos tecidos, com desenhos formados pelo entrelaçamento dos fios ©Juliana Knobel

“Esse aqui (imagem acima) é um jacquard que a gente desenvolveu com a Reneauview, com o desenho formado pelo entrelaçamento dos fios; parece que é uma estampa, mas não é. E tem uma das figuras que parece mais abstrata, mas o desenho no tecido, que é bem grande, é uma das obras do Barragán”.

As cores: ”Trabalho com pink, laranja, azul royal. Ele começa mais calminho, com um padrão de jacquard, daí entra nessas cores mais vivas — nem todas as cores são de referência dos artistas, acabei encorporando mais coisas”.

Um dos sapatos da coleção de Fernanda Yamamoto ©Juliana Knobel

Acessórios: ”Nesse desfile vai estar mais simples, porque a roupa já está super colorida, com bastante textura; vamos ter acessórios de acrílico da Rosely Kasumi; e os sapatos são uma parceria com a Masqué. A ideia era realmente usar os tecidos da coleção; e você pode usá-lo com a aba para cima ou para baixo, e você passa um cordãozinho e prende na sola”.

+ Veja mais imagens de referências e detalhes da coleção Verão 2012/2013 de Fernanda Yamamoto:

5ª edição da “Made in Brazil” renova olhar artístico sobre a beleza masculina

04/06/2012

por | Moda

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

A “Made in Brazil” chega a sua quinta edição (relembre as anteriores aqui) com um inédito foco em moda: a revista traz uma retrospectiva das coleções masculinas de Alexandre Herchcovitch sob o olhar de Flavia Pommianosky e Davi Ramos; um editorial de 30 páginas sobre as coleções internacionais de verão fotografado em Nova York por Stewart Shining com styling de Brad Goreski (ex-assistente da stylist americana Rachel Zoe); além de uma parceria com a Blue Man que resultou até no desenvolvimento de peças exclusivas para a publicação.

Juliano Corbetta, editor da revista, explicou ao FFW: “A Blue Man é uma patrocinadora da edição, assim com a Armani Exchange foi patrocinadora da edição passada. É uma parceria que pensamos em estender para a próxima edição por ser uma marca com um forte DNA brasileiro que compartilha muito dos nossos ideais e que está em um momento incrível, celebrando 40 anos de moda praia. Para a matéria de coleções de verão fotografada em NY em março, a Blue Man nos deu acesso a peças que seriam mostradas somente no final do mês passado no desfile de 40 anos da marca no Fashion Rio, e desenvolveu algumas sungas em uma modelagem menor especialmente para o editorial. Thomaz Azulay, diretor criativo da marca, também criou peças especialmente para a matéria do Gui Paganini, a pedido dos editores de moda Flavia Pommianosky e Davi Ramos. A princípio, as peças exclusivas foram feitas somente para os editoriais da revista, mas variações das mesmas estavam no desfile da Blue Man e estarão à venda”.

As duas capas da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Como nas edições anteriores, a “Made In Brazil” #5 vem com duas opções de capa. Em uma delas, o ator Cauã Reymond, fotografado no L’Hotel Porto Bay em São Paulo por Cristiano Madureira com styling de Paulo Martinez, veste um look do desfile Givenchy Verão 2012 enviado de Paris exclusivamente para a capa da revista. Na outra, aparece Rodrigo Braga, que foi exclusivo do desfile de Inverno da Givenchy e que será uma das estrelas da próxima campanha da marca ao lado do modelo italiano Simone Nobili.

Pela primeira vez, a revista vem acompanhada de um projeto em vídeo filmado em Milão por Luca Finotti com os modelos Marlon Teixeira, Francisco Lachowski e Alexandre Cunha. Luca Finotti é responsável por vídeos para publicações como “Hercules” e “i-D”, e para marcas como Dolce & Gabbana, Givenchy e Jeremy Scott, e essa foi a sua primeira colaboração para uma publicação nacional. O modelo Rodrigo Calazans, figura constante na revista desde o primeiro número, estreia como fotógrafo nessa edição, clicando Max Motta em uma pista de skate em Nova York.

Assista ao vídeo de Luca Finotti para a “Made in Brazil” #5:

A “Made In Brazil” #5 tem lançamento oficial na terça-feira (05.06) na À La Garçonne, em São Paulo, e começa a ser vendida lá no dia seguinte e na Livraria Cultura de São Paulo e Rio de Janeiro na sexta-feira (08.06); ela também já pode ser encomendada pelo site da publicação por R$ 70. A tiragem é limitada a 1.100 exemplares numerados individualmente.

Veja mais imagens da ”Made In Brazil” #5:

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Imagem da “Made In Brazil” #5 ©Divulgação

Ryan McGinley: obra do fotógrafo norte-americano vira livro com colaboração de Gus Van Sant

01/06/2012

por | Cultura Pop

A capa de “Whistle for the Wind”, livro do fotógrafo Ryan McGinley ©Reprodução

Mais uma publicação para adicionar à lista de desejos de 2012: “Whistle for the Wind”, editado pela Rizzoli e com lançamento marcado para o dia 26 de junho, traz 240 páginas sobre o fotógrafo norte-americano Ryan McGinley e sua obra que é a perfeita tradução, em imagens, da juventude – energética, aventureira, fresca e marcada por um “espírito livre” contagiante.

A monografia que trata de toda a carreira de McGinley tem, além de muitas fotografias, textos do romancista e crítico Chris Kraus; do escritor, artista e ativista John Kelsey; e do cineasta Gus Van Sant, no capítulo “Barn Crash”, basicamente a transcrição de uma conversa entre o diretor e o fotógrafo, que falam livremente sobre diversos assuntos, gerando trechos bem interessantes, como o seguinte:

Ryan McGinley: Eu realmente sinto que é estranho ser um fotógrafo. Tenho essas experiências íntimas com todas essas pessoas diferentes. Faço uma imagem de uma pessoa e aquela imagem se torna parte do meu corpo de trabalho. E então eu tenho que viver com aquela pessoa pro resto da minha vida. Vou ter que pensar sobre as pessoas nas fotografias o tempo todo, o que em alguns casos não é ruim, mas de certa forma eu tenho que me divorciar delas para que as fotos virarem uma coisa independente. É estranho, alguma vez você se sente assim quanto aos seus filmes?

Gus Van Sant: Não, nunca pensei nisso, isso é assustador.

“Whistle for the Wind” tem previsão de lançamento para o dia 26 de junho, mas já pode ser pré-encomendado pela amazon.com por US$ 34,65. Veja imagens do livro da galeria abaixo:

+ ryanmcginley.com

Advanced Style: ajude a financiar documentário sobre ícones de estilo da terceira idade

01/06/2012

por | Moda

Iris Apfel no trailer do documentário “Advanced Style” ©Reprodução

falamos aqui no FFW sobre o Advanced Style, blog que mostra as lições de estilo da terceira idade com o lema “respeite os mais velhos e deixe essas damas e cavalheiros te ensinarem uma coisa ou outra sobre como aproveitar a vida ao máximo”. Pois, além de recentemente virar livro, o projeto agora quer virar documentário – mas precisa da sua ajuda financeira, por meio de crowfunding.

Ari Seth Cohen, criador do Advanced Style, escreve: “Nos últimos três anos a cineasta Lina Plioplyte e eu estivemos filmando um documentário sobre o estilo e as histórias das senhoras mais velhas mais bem vestidas de Nova York. Nosso elenco é composto por incríveis mulheres mais velhas como Ruth, de 100 anos, que pratica pilates uma vez por semana e ‘celebra todos os dias e nunca checa o calendário’. Após três anos, Lina e eu estamos na pós-produção do nosso documentário, mas para completar a produção do filme, precisamos da sua ajuda e apoio. Na semana passada lançamos nossa página no Kickstarter para arrecadar os fundos necessários para completar a produção”.

Na página do Advanced Style no site do Kickstarter, é possível fazer doações a partir de US$ 1 – e dependendo do valor, o contribuinte recebe um presente de agradecimento, que vai de um button + um DVD para as doações de US$ 5, até vários brindes + o crédito de produtor executivo do documentário + um jantar com algumas das personagens do filme para as doações acima de US$ 5 mil. A meta é arrecadar um total de US$ 35 mil (valor que, segundo a regra do Kickstarter, precisa ser alcançado dentro do período de um mês). O deadline é dia 23 de junho, e as coisas parecem estar indo bem; na quinta-feira (31.05), com pouco mais de uma semana de Kickstarter, já foram arrecadados US$ 11.338.

“O documentário acompanha a vida e os momentos inspiradores dos idosos mais estilosos de Nova York. Esses retratos de mulheres envelhecendo graciosamente com imensa personalidade vai desafiar as ideias convencionais sobre beleza, envelhecimento e a crescente obsessão da cultura ocidental com a juventude. (…) Nossas estrelas idosas compartilham dicas de (…) como elas lidam com as mudanças de aparência física e de habilidades, do sexo em idade avançada e, inevitavelmente, a morte. Nenhum tópico está proibido”, escreve Ari Seth Cohen. “Essas mulheres encaram a idade com atitudes positivas”, ele continua, “mantendo-se ativas e se fazendo visíveis por meio de suas abordagens criativas ao modo de se vestir. O estilo é o vínculo que liga todas elas em ‘Advanced Style’, mas as suas atitudes e espíritos se tornaram o verdadeiro elo, e que sabemos que será muito bem captado pelo documentário”.

Ficou curioso e/ou tem interesse em colaborar? Assista abaixo ao trailer de “Advanced Style”:

O roteiro dos principais (e futuros) shoppings de luxo de SP

30/05/2012

por | Moda

Os sinais do crescimento do mercado de luxo brasileiro estão aí; não é à toa que em 2011 Suzy Menkes escolheu o país para sediar a conferência Hot Luxury, que discutiu a fatia emergente desse universo, afirmando que “o Brasil, com sua economia fumegante e opulenta classe alta, cria um entusiasmo por produtos de luxo raramente visto no mundo ocidental”. De olho nesse entusiasmo, nos últimos meses muitas grifes estrangeiras anunciaram sua chegada ao país e os grandes centros de compras especializados não param de crescer.

Para mostrar o panorama atual em São Paulo, sob os holofotes da mídia devido às expectativas de abertura do JK Iguatemi — que contrariamente a boatos, não abriu na quarta-feira (30.05) e, segundo sua assessoria de imprensa, segue sem data de inauguração –, o FFW organizou abaixo, em ordem alfabética, o “quem é quem” dos quatro principais shoppings focados no mercado de luxo, com ficha técnica e declarações de seus porta-vozes:

Cidade Jardim

Uma das áreas verdes do shopping Cidade Jardim ©Divulgação

- Data de inauguração: 31 de maio de 2008.
- Tamanho: Quatro pisos; ABL de 40 mil m².
- Total de lojas: Mais de 180.
- Lojas-âncoras: Spa Cidade Jardim, Academia Reebok, Daslu, Zara, Livraria da Vila com Casa do Saber, Cinemark.
- Grifes que devem chegar nos próximos meses: Tod’s, Miu Miu, Balmain, Cartier, Valentino, Red Valentino, Fendi, Dior e Issa.
- Grifes exclusivas: Hermès, Emilio Pucci, Jimmy Choo, Giorgio Armani, Rolex, Ara Vartanian, Leica e La Martina. Balmain (abril 2012), Cartier (junho 2012), Valentino e Red Valentino (setembro 2012), Fendi (novembro 2012), Dior (“loja conceito”, em novembro 2012) e Issa (dezembro 2012) também serão exclusivas.

Quem é o público-alvo do shopping Cidade Jardim?

“O Shopping Cidade Jardim foi concebido para atrair toda a família. Com cerca de 180 lojas e um mix inédito de grifes nacionais e internacionais, é a mais charmosa e completa opção de compras, lazer e gastronomia da cidade”. – Robert Harley, diretor de shoppings da JHSF.

Qual o atrativo do shopping Cidade Jardim no contexto do mercado do luxo em São Paulo, que tem outros centros de compras focados no mesmo público?

Robert Harley afirma que, “por suas características arquitetônicas, que preveem lojas de frente para jardins e iluminação natural, localização, no bairro de maior renda per capita da capital, e de mix, que combina grifes admiradas com restaurantes estrelados e opções de lazer, bem-estar e cultura, o empreendimento tem sido escolhido por grandes marcas para sediar suas lojas-conceito. Esse é o caso da Hermès, Chanel, Prada, Gucci, e também da Louis Vuitton, o que faz com que o empreendimento seja o único do país a dispor das chamadas Big 5”. Ele destaca também a tendência da introdução da alta gastronomia em empreendimentos comerciais, com a chegada em breve do “Parigi Bistrô, uma nova operação do grupo Fasano, a Adega Santiago, o internacional Le Bilboquet, o Le Marais, o Le Pain Quotidien, a pizzaria Sottovento e o Tostex”, e conclui declarando que “hoje, o empreendimento é uma referência no país em centros de compras por oferecer diversidade, praticidade e conforto, em um ambiente bonito e agradável, diferente dos convencionais e o único premiado por quatro anos consecutivos com as melhores salas de cinema da cidade”.

Como é/será a relação com a concorrência? Com a expansão e abertura de novos shoppings focados no mercado de luxo, o que muda na estratégia do Cidade Jardim?

“Vamos continuar empenhados em desenvolver nosso trabalho que busca sempre trazer novidades e aprimorar serviços para nossos clientes. O Shopping Cidade Jardim conquistou um público cativo, que vem crescendo constantemente desde sua inauguração em 2008 e que se consagrou com a 1ª expansão, entregue em abril de 2010, e a 2ª expansão entregue em 2012, ampliando ainda mais as opções de moda, gastronomia e serviços”. – Robert Harley, diretor de shoppings da JHSF.

Shopping Cidade Jardim
Avenida Magalhães de Castro, 12.000 – Cidade Jardim – São Paulo
(Marginal Pinheiros – pista local – sentido Interlagos)
(11) 3552-1000
+ shoppingcidadejardim.com

Cidade Jardim Shops

Croqui da visão geral do Cidade Jardim Shops ©Divulgação

- Data prevista de inauguração: 1º semestre de 2013.
- Tamanho: Cinco pisos; ABL de 5.200 m².
- Total de lojas: Cerca de 60.
- Lojas-âncoras, grifes que devem chegar nos próximos meses e grifes exclusivas: A assessoria de imprensa não comentou as informações, mas de acordo com notas já divulgadas pela imprensa, Hermès, Pucci, Jimmy Choo, Carolina Herrera, Salvatore Ferragamo e Ladurée já estão confirmadas, enquanto Louis Vuitton, Dior e Chanel estão em negociação;

Quem é o público-alvo do Cidade Jardim Shops?

“O Cidade Jardim Shops chegará para atender a demanda em crescimento da região dos Jardins e demais localidades, com a segurança e a praticidade de um shopping center”. – Robert Harley, diretor de shoppings da JHSF.

Qual o atrativo do Cidade Jardim Shops no contexto do mercado do luxo em São Paulo, que tem outros centros de compras focados no mesmo público?

“O Cidade Jardim Shops é um projeto inovador e diferenciado, sustentado por vantagens competitivas em comparação à concorrência. Entre elas destacam-se: a integração ao Hotel Fasano, através de uma passagem exclusiva; o projeto original do renomado arquiteto Marcio Kogan que privilegia o bem-estar com paisagismo e iluminação natural; o mix relevante com a edição das melhores marcas nacionais e internacionais do shopping Cidade Jardim; a comodidade de reunir as opções gastronômicas e as marcas preferidas em um mesmo lugar, somada à praticidade da estrutura de shopping e do horário de funcionamento até às 22 horas; a segurança e conveniência de mais de 200 vagas, com um sistema de estacionamento funcional e rápido, inteiramente automatizado e inédito no Brasil”. – Robert Harley, diretor de shoppings da JHSF.

Como é/será a relação com a concorrência?

“O Cidade Jardim Shops chega para atender a demanda da região dos Jardins, e ampliar as opções de moda, gastronomia, lazer em um empreendimento com características arquitetônicas inédita, oferecendo o prazer de fazer compras com a segurança e a praticidade de um shopping. O projeto vai ao encontro da demanda das marcas internacionais que está em constante crescimento no país”. – Robert Harley, diretor de shoppings da JHSF.

Cidade Jardim Shops
Rua Haddock Lobo X Sarandi X Vitório Fasano
+ shopscidadejardim.com.br

Iguatemi

Interior do shopping Iguatemi ©Divulgação

- Data de inauguração: 28 de novembro de 1966.
- Tamanho: Três pisos; ABL de 42.522 m².
- Total de lojas: 330.
- Lojas-âncoras: Americanas, C&A, Pão de Açúcar e Zara.
- Grifes que devem chegar nos próximos meses: A assessoria de imprensa afirmou não ter essa informação.
- Grifes exclusivas: Christian Louboutin, Chanel Make up, Bang&Olufusen, Esther Giobbi, Diane von Furstenberg, Lool, Tory Burch, Marc Jacobs, Missoni e 7 For All Mankind.

Quem é o público-alvo do shopping Iguatemi?

“O Iguatemi São Paulo recebe pessoas de diversos perfis e interesses, que estão em busca de novidades, tendências e exigentes com a qualidade de serviço e atendimento”. – Silvia Camargo, gerente de marketing do shopping Iguatemi São Paulo

Qual o atrativo do shopping Iguatemi no contexto do mercado do luxo em São Paulo, que tem outros centros de compras focados no mesmo público?

“Por ser o primeiro shopping da América Latina, o Iguatemi São Paulo é conhecido por sempre inovar e antecipar as tendências do mercado internacional. O shopping também oferece serviços exclusivos, como Programa One, Concierge, personal shopper, vagas para carros e bicicletas elétricos, entre outros. O Iguatemi São Paulo, com seu olhar visionário, investe em plataformas Culturais, Digitais e Promocionais. A primeira delas tem como intuito oferecer apoio a eventos e exposições. Já a Tecnológica investe na atualização diária do site e das mídias sociais. Além disso, disponibiliza aplicativos para iPhone e smartphone com o objetivo de levar as novidades e informações em tempo real aos clientes. Para complementar a experiência única aos clientes, a plataforma Promocional oferece sorteios de viagens para lugares incríveis e premiações exclusivas”. – Silvia Camargo

Como é/será a relação com a concorrência? Com a expansão e abertura de novos shoppings focados no mercado de luxo, o que muda na estratégia do Iguatemi?

“Acreditamos que a relação é natural e que não há interferência, pois cada shopping atende um público específico e sua região. Não só a cidade de São Paulo como outras capitais pedem mais serviços desse gênero, e é natural o surgimento de novos centros para suprir essa demanda”. – Silvia Camargo

Shopping Iguatemi
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 – Jardim Paulistano – São Paulo
(11) 3814-3174
+ iguatemisaopaulo.com.br

JK Iguatemi

Croqui do interior do shopping JK Iguatemi ©Divulgação

- Data prevista de inauguração: Desconhecida desde que, no dia 14 de março, o Tribunal de Justiça acatou o pedido da Promotoria de Habitação e Urbanismo para impedir o início das operações por não estarem finalizadas todas as obras de um viaduto necessário para desafogar o trânsito da região.
- Tamanho: Quatro pisos; ABL de 36 mil m².
- Total de lojas: 189.
- Lojas-âncoras: Serão quatro, ainda não divulgadas oficialmente.
- Grifes que devem chegar nos próximos meses: Coach, Etiqueta Negra, Goyard, IWC, Jaeger-LeCoultre, Lacoste L!ve, Ladurée, Lanvin, Miu Miu, Nicole Miller, Panerai, Paula Cahen, Rapsodia, Sephora, Topshop, Tory Burch, Van Cleef & Arpels, Vans e Zara Home (todas estas estão chegando ao Brasil pela primeira vez); além de Prada, Burberry (com todas as linhas da grife) e Gucci (só masculina).
- Grifes exclusivas: A assessoria de imprensa não comentou as informações.

A assessoria de imprensa informou que devido a compromissos relacionados aos preparativos para a abertura do shopping JK Iguatemi, nenhum porta-voz estaria disponível para entrevistas. A assessoria frisou, porém, que o JK não se posiciona como um shopping de luxo, destacando o seu “mix high-low”.

Shopping JK Iguatemi
Av. Juscelino Kubitschek, 2041 e 2235
(cruzamento com a Av. Nações Unidas, 10631)
+ jkiguatemi.com.br

“Você tem que amar o que faz”, e mais da palestra do designer Jimmy Choo em São Paulo

29/05/2012

por | Gente

O designer Jimmy Choo na FAAP ©Thaís Staut/Divulgação

Depois de uma passagem relativamente discreta pelo Rio de Janeiro, onde visitou o Fashion Rio e assistiu na fila A ao desfile da Maria Bonita Extra, Jimmy Choo teve um dia de rock star na Fundação Armando Álvares Penteado, em São Paulo, lotando o auditório da instituição em plena segunda-feira de manhã (28.05) com mais de 300 estudantes – muitos tiveram que sentar no chão – que acompanharam atentos a sua palestra e depois cercaram o palco para tentar tirar uma foto com o designer de sapatos.

A apresentação de Jimmy Choo foi precedida pela de Colin Kerrigan, vice-diretor do Departamento Internacional da University of the Arts, em Londres (da qual Choo é membro honorário desde 2004), que falou à plateia sobre a instituição britânica, sua abordagem de ensino centrada nos estudantes e sua vocação internacional. Ele então passou a palavra ao designer, que, simpático e falador, mas com um inglês de sotaque difícil de entender, contou histórias sobre sua formação, sua carreira e sua filosofia de vida.

Família: Jimmy Choo contou que nasceu na Malásia, e o pai, chinês, foi quem lhe ensinou o ofício de designer de sapatos. “Meus pais são os melhores pais do mundo, meus melhores amigos”, ele afirmou, arrancando suspiros de “awww” da plateia. O designer se referiu à família diversas vezes durante a palestra, destacando sua importância em sua vida.

Lady Di: Sobre Diana, Princesa de Gales, considerada sua “fada madrinha” por ter sido uma de suas primeiras clientes fieis, Jimmy Choo disse que ela chegou a ajudá-lo a carregar as suas malas, e que  ”ela era muito pé-no-chão, bondosa, e promovia os designers locais – Galliano, McQueen, eu. Ela cuidou de mim. Sempre que me via, perguntava ‘como estão seus pais?’. Ela era uma boa princesa, muito amada, e uma ótima pessoa”.

Jimmy Choo mostra sapato da linha Jimmy Choo Couture, comandada pelo próprio ©Thaís Staut/Divulgação

Sucesso: Jimmy Choo comentou seus muitos prêmios e condecorações, como o título de Officer of The Order of the British Empire; o título honorário de Dato, do Sultão de Pahang, em reconhecimento pela sua contribuição à Malásia; e o You Bring Charm to the World, reconhecido prêmio chinês: “Sinto que todos esses prêmios não são para mim (…) Sem meu time não sou nada. Lembrem-se sempre de honrar suas equipes, seus professores, seu país”.

Budismo: “Meus pais são budistas, e aprendi que temos que ser bondosos e generosos, por isso gosto de compartilhar. Nunca tenho medo que me copiem – o que eu quero é compartilhar a minha visão. Ser egoísta não te leva a lugar nenhum. Devemos ter amor e carinho, e nunca perder a paciência”, ele falou.

Trabalho: Sobre o início de sua carreira, quando trabalhava sozinho, Choo contou: “Trabalhava das sete às três da manhã; por isso perdi meu cabelo (risos). Mas valeu a pena (…) Mesmo na dificuldade, você tem que trabalhar duro, ter confiança, acreditar em si mesmo”. Ele acrescentou: “Seja bondoso, e peça conselhos se precisar; seus pais são seus melhores amigos”.

Inspiração: “Minha mente cria o tempo todo, é isso que eu faço. (…) Eu amo sapatos – minha mulher reclama que eu não presto atenção nela, só em sapatos. Ela reclama quando converso com outras mulheres, mas eu digo: ‘Estou falando de sapatos, só isso!’. Você tem que amar o que faz. Quando você ama o que faz, a inspiração vem de todos os lugares”.

+ “Minha missão é dar poder às mulheres”: relembre a palestra de Diane von Furstenberg em SP

FFW exclusivo: Gareth Pugh fala sobre parceria com a M.A.C

25/05/2012

por | Beleza

James Gager, vice-presidente sênior e diretor criativo da M.A.C; Jennifer Balbier, vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos da M.A.C; Gareth Pugh; e John Demsey, presidente da M.A.C Cosmetics ©Divulgação

Quando foi anunciado o lançamento da coleção colaborativa entre a M.A.C e Gareth Pugh, a reportagem da “Mag!” viajou a Nova York à convite da gigante dos cosméticos para uma entrevista com o próprio estilista, além de Jennifer Balbier (vice-presidente sênior de desenvolvimento de produtos da M.A.C) e Alexis Page (gerente de desenvolvimento de produtos da M.A.C) (A reportagem foi publicada na edição #28 da revista). A linha de maquiagem, em que até as embalagens são totalmente personalizadas para refletir o estilo de Pugh, finalmente chegou ao Brasil; entenda o conceito da coleção nas palavras de seus criadores, em entrevista na íntegra a seguir:

Pelo release sobre a coleção, tem-se a impressão de que você tinha uma ideia muito clara do que você queria; você sempre quis, ou já considerava fazer uma coleção de maquiagem?

Para ser sincero, não muito; quer dizer, foi uma coisa que fez muito sentido quando a M.A.C me abordou, porque ela está comigo desde o comecinho, e eles são uma ótima companhia para se trabalhar em conjunto. Eu não faço esse tipo de coisa com muita frequência, então tem que ser certo e tem que fazer sentido, e fez, e foi assim que aconteceu.

No release, a Jennifer Balbier diz que “na primeira reunião que tivemos em Nova York, o Gareth explicou que as pessoas o acham meio gótico, mas que o que ele realmente está interessado em criar é um rosto belo”. Qual é o seu conceito de beleza?

Acho que o que eu faço é muito específico, e o que eu acho que é bonito pode não ser a percepção geral de beleza, mas sempre gosto que as minhas mulheres sejam muito poderosas, muito fortes, muito assertivas, e eu precisava transformar o que eu faço na passarela em algo que eu nunca havia feito antes, que é maquiagem — e também pensando no quesito cor, porque em meu trabalho eu me limito intencionalmente no que diz respeito ao que eu uso, mas obviamente as cores na coleção são uma parte incrivelmente importante dela, então eu não queria que o ponto central fosse o preto ou alguma coisa monótona.

Com a embalagem fazia sentido para mim que ela fosse preta, e rígida, e brilhante, e algo que fosse muito “eu”, mas que dentro fosse algo quase surpreendente, eu suponho. Então temos esse tipo de beleza, como o esmalte, por exemplo. Temos dois esmaltes que meio que têm reflexos, que refletem do roxo para o verde, temos um que reflete do azul, verde, roxo, e a ideia é que seja como uma tempestade elétrica, porque o que eu faço tem muito a ver com opostos se unindo. Então temos o preto, e então o prata, talvez como o relâmpago, o roxo, como a névoa que o envolve. A minha ideia de beleza é uma ideia muito abstrata, mas acho que a cada seis meses eu posso falar o que estou sentindo naquele dado momento, então cada coleção para mim é como uma progressão da última, é como o próximo passo. Minha ideia de beleza está constantemente evoluindo, não é bem uma noção, é algo que, novamente, é bastante abstrato, e eu estou muito aberto a mudanças no que diz respeito às minhas ideias.

Assim como faz em seu trabalho como designer, Gareth Pugh decidiu divulgar sua parceria com a M.A.C por meio de um vídeo produzido com sua colaboradora de longa data Ruth Hogben:

Eu gostaria de saber mais da sua relação com maquiagem e beleza; quais são as suas primeiras lembranças de brincar com maquiagem, ou de descobrir o que era isso?

Acho que a minha primeira lembrança de maquiagem é de observar minha mãe se arrumando para sair numa noite de sábado, e o cheiro do esmalte dela — eram os anos 1980, então rolava muito esmalte vermelho framboesa (risos). E minha avó usava um tipo muito específico de rouge. E também, eu era dançarino, então quando tinha apresentações no palco, eu usava muita maquiagem e pancake no rosto. Essas são algumas das primeiras lembranças, mas maquiagem é uma coisa que eu uso todo dia. Não me sinto incomodado de dizer que uso maquiagem, como um homem, não é algo que eu ache nem um pouco desmasculinizante, é algo que uso para me fazer sentir melhor, ter uma aparência melhor. E eu penso as minhas roupas como sendo espécies de armaduras, então a maquiagem é meio que uma extensão disso; e eu gosto bastante do fato de que ela é como uma máscara invisível, então a maquiagem tem muitas conotações diferentes. É algo com o qual eu sou muito familiarizado, e eu gosto do poder dela, ela tem um poder transformador muito forte, e acho que isso é verdadeiro para a maquiagem e verdadeiro para minhas roupas e verdadeiro para a moda em geral: trata-se de aspiração e de ser uma pessoa que talvez você não seja por um curto período de tempo, e então você pode tirar as suas roupas ou limpar a sua maquiagem, e você volta à estaca zero. Mas é legal que toda vez você meio que se prepare para entrar em uma jornada, e ser outra pessoa. É legal!

Não sabia que você era dançarino. Que tipo de dança você fazia?

Muitas coisas diferentes; ballet era a coisa que eu amava. Fiz desde os nove até os 16 ou 17, já faz um tempo, não sou tão flexível quanto eu costumava ser, eu conseguia colocar a minha perna aqui [ele ri, enquanto faz uma mímica de quem coloca a perna perto da orelha].

Você estava dizendo que também usa maquiagem, e estou vendo que você está usando o esmalte; em algum momento você considerou direcionar a campanha dessa coleção para homens, por exemplo usando um modelo homem?

Bem, na verdade o James Gager [vice-presidente sênior e diretor criativo da M.A.C] queria que eu aparecesse na campanha. Eu fiquei um pouco preocupado, eu não sou mais um jovemzinho (risos!), mas, enfim, essas coisas que estão aqui eu uso o tempo todo, como o esmalte, o delineador, até a máscara de cílios de vez em quando. O “Strada”, é um produto que a M.A.C já fazia e é tipo uma ferramenta universal de contorno, faz você parecer bastante definido. E também há o “Beauty Powder”, que funciona em todos os tons de pele, seja você um homem ou uma mulher, ele matifica a pele. Qualquer coisa pode ser usada por qualquer pessoa, você pode criar suas próprias regras em relação a até onde você quer ir. Você pode fazer o extremo que nós vimos no filme, com os cílios duplos, ou você pode apenas usar um pouco do delineador e do esmalte, e você tem uma versão muito mais diluída. Os ingredientes estão aí para você brincar do jeito que você quiser.

A coleção M.A.C + Gareth Pugh ©Divulgação

Os cílios são incríveis!

Sim!

Jennifer Balbier: Nós achamos que eles se diferenciam de todo o resto, porque pelo que a gente sabe ninguém nunca havia tentado fazer um cílio como esse, e a Alexis pode falar sobre isso.

Alexis Page: Quando começamos, o Gareth cortou alguns [cílios] de papel, e pensamos ‘a gente consegue fazer cílios de papel?’, o que na verdade não é seguro, do ponto de vista cosmético, então nós simplesmente pegamos o formato do cílio de papel e o traduzimos para cílios reais — o que foi um processo de ir e voltar, e de ‘como vamos conseguir a densidade certa, e exatamente o formato geométrico certo que a gente queria’. Mas eles são realmente incríveis quando usados porque eles substituem a necessidade de qualquer outra maquiagem para os olhos. Você pode pintá-los com delineador líquido e conseguir o mesmo efeito, ou você pode só usar os cílios e é isso aí, eles simplesmente adicionam uma dimensão diferente aos olhos.

Vocês têm itens preferidos nesta coleção?

Sim, os cílios, os esmaltes que meio que variam de cor… A outra coisa que eu acho que a minha mãe vai ficar muito feliz de ganhar no Natal é o grande item da coleção, esse pó compacto bem pesado, e tem o pó e a esponja, e ele meio que parece uma coisa especial e cara.

Já ouvi falar que a gente reconhece a qualidade de um produto de beleza pelo seu peso.

Oh, bem, isso nós temos! (risos!)

Jennifer: Isso é verdade, porque nós os pesamos, para ter certeza de que eles passem essa sensação, porque isso é psicológico, com a mulher. Quando ela segura alguma coisa que é muito levinha, ela não acha que aquilo é caro. Eles fazem essa pesquisa, ano após ano, e isso não mudou.

O que você achou do processo de criação para esta linha? Viu similaridades com o trabalho que você desenvolve como estilista?

Foi um tipo de abordagem muito diferente; com o meu próprio trabalho é uma coisa de forma de silhueta, e como ela funciona no corpo, e como ela funciona quando em movimento, enquanto que isto é simplesmente um exercício sobre cor e textura. É um processo muito diferente, mas eu acho que ambos vêm de pontos de partida similares. E com as roupas e com isto, tudo vem de mim, eu não trabalho com assistentes, não trabalho com estilistas assistentes, tudo vem de mim, então é claro que vai existir um fio condutor muito específico que corre em tudo o que eu faço, e acho que isso é um jeito muito legal de trabalhar, porque significa que posso manter a minha identidade, o que eu suponho que como um estilista é coisa mais importante a se manter.

Imagem de divulgação da coleção M.A.C + Gareth Pugh ©Divulgação

Falando da sua abordagem em relação à criação dessa linha de maquiagem: você encarou isso mais como um exercício de criatividade e de manejo de cores, ou como uma oportunidade de traduzir o seu estilo em maquiagem e apresentar o seu trabalho a uma audiência mais ampla?

Ambos são relevantes. Sou muito ligado ao meu próprio trabalho, não costumo me permitir ir muito longe do que eu faço; a cada temporada eu gosto de pensar que estou fazendo algo diferente do que fiz anteriormente. Como eu disse, é uma evolução de ideias, mas com isto, era uma oportunidade de oferecer algo a que qualquer pessoa pode ter acesso. É tipo, minha mãe não tem nenhuma roupa minha, mas ela vai amar isto, porque vem de mim, e vem do mesmo lugar, mas ela nunca poderia sair andando vestindo uma dessas coisas [enquanto aponta para os vestidos Gareth Pugh expostos no fundo da sala] (risos gerais).  E essa é a grande coisa da maquiagem, porque é muito mais acessível, e muito mais sutil, de certa maneira, do que roupas. Como eu dizia, você pode ir e fazer aquele extremo que temos no filme, ou você pode quebrar aquilo e fazer algo mais simples, mas que ainda tem algo de meu naquilo; enquanto que com as roupas, não há muito onde quebrar, aquilo é o que é, é o casaco enorme, com ombros enormes (risos!), não há muito o que você possa fazer, além de aceitá-lo como ele é.

Gostaria que você explicasse os elementos que são “essencialmente Gareth Pugh”, o porquê deles serem importantes para você – e como esses elementos foram traduzidos em maquiagem.

A forma geométrica está comigo há muito tempo, e é algo com o qual a gente trabalha bastante a cada estação. E há muitos motivos diferentes: os triângulos são a forma mais forte que conhecemos, nós os vemos muito na arquitetura, no misticismo, e em muitas outras coisas, como na nota de um dólar, com o olho. E o quadrado feito de quatro triângulos é um tema que eu tenho usado já há muitas temporadas, e é algo que eu uso em meus próprios acessórios. A coisa dos opostos é que eu gosto que eles criam uma espécie de fricção. É como os ímãs, sabe quando você coloca dois ímãs juntos, e eles meio que lutam? É como quando você veste uma mulher com algo bem masculino, eu gosto dessa fricção. Com essa coleção de maquiagem, nós temos as cores meio de um relâmpago; a ideia foi criar algo bem prateado e frágil, e criar o outro lado da moeda, que é de um azul e roxo muito escuros, e meio sombrios — e essas duas coisas funcionam independentemente uma da outra, mas funcionam nesta coleção como os opostos com que eu trabalho nas minhas coleções. A ideia é que homens e mulheres podem ter acesso a coisas diferentes, seja um visual mais para o dia, ou você pode carregar um pouco para a noite, e eu gosto dessa dualidade; essa é uma boa palavra, dualidade, é como você poder ter o melhor dos dois mundos.

bareMinerals: pioneira em maquiagem mineral chega ao Brasil; saiba tudo sobre a marca

21/05/2012

por | Beleza

Movimentação no lançamento da bareMinerals em São Paulo ©Juliana Knobel

Nome cult do mercado internacional de beleza, a norte-americana bareMinerals chega ao Brasil em junho com duas lojas próprias em São Paulo, nos shoppings Villa Lobos (abertura em 12.06) e Higienópolis (13.06), além da sua presença na Sephora física (a primeira vai abrir no shopping JK Iguatemi) e virtual. Para apresentar seu conceito e seu vasto portfolio — que, além da linha de pele, “especialidade da casa”, tem ainda muitos itens como sombras, blushs, batons e pinceis –, a marca organizou na sexta-feira (18.05) em Pinheiros, na capital paulista, um evento para imprensa e convidadas com disponibilização dos produtos para testes e presença de Sarah-Jane Froom, maquiadora oficial da bareMinerals na Europa.

Em entrevista ao FFW, SJ, como ela é chamada, falou sobre a marca, pioneira em maquiagem mineral, e seus benefícios: “A bareMinerals trabalha com minerais, que são ingredientes naturais, provenientes de diversas regiões dos Estados Unidos, em formulações que não contém parabenos, preservantes, aglutinantes ou fragrâncias — essas coisas entopem os poros. Fazemos fórmulas sem esses produtos, sem químicos, por isso a marca trabalha com a sua pele, e não contra ela”. “O que é ótimo”, ela continua, “é que ela é boa para todas as idades, todos os tons de pele, e todos os tipos de pele. No Reino Unido, onde faço o canal de compras QVC, mostramos como obter a cobertura perfeita em modelos com rosácea, com idade avançada… queremos que o espectador confie na gente. E não é só pela maquiagem; para nós, é uma questão de fazer uma diferença positiva na vida das mulheres, e lhes dar confiança”.

Sarah-Jane Froom, maquiadora oficial da bareMinerals na Europa ©Juliana Knobel

“Eu costumava sofrer com acne, e fico até emocionada de lembrar, de perder a confiança, não querer sair. É a pior coisa do mundo. O que muitas adolescentes com acne fazem é ir pra drogaria, comprar uma base pesada, geralmente no tom errado, e cobrir o rosto com aquilo”, SJ afirma, acrescentando: “A bareMinerals, por conter zinco, ótimo para cicatrização, é boa pra peles de adolescentes, porque vai combater a acne sem ficar pesado. Quando eu era mais nova, minha base atravessava a porta cinco minutos antes de mim! Nós não somos assim, somos o contrário — por isso chamamos de makeunder, não makeover“. A maquiadora conclui: “Por isso quando as pessoas nos procuram, nós lhes damos uma aula, porque queremos que elas façam parte disso, que se sintam confiantes. Não queremos vender um monte de produtos que as mulheres vão chegar em casa e falar: ‘Não sei usar isso’”.

Coerentemente com o que SJ disse ao FFW, durante o evento ela ensinou às convidadas da marca como fazer uma maquiagem básica com alguns dos itens mais populares da bareMinerals: começando com o Prime Time Foundation Primer (R$ 95), seguido pela Base Mineral FPS15 (R$ 105), corretivo, pó tonalizante All Over Face Color Warmth (R$ 72) e pó finalizador Mineral Veil (R$ 89). A técnica para todos os produtos em pó é a do “Gire, Dose e Aplique”, que SJ citava em português mesmo. Basicamente, é só girar o pincel sobre o produto até que ele seja absorvido pelas cerdas; dosar a quantidade de pó, removendo o excesso com leves batidinhas do cabo do pincel na tampa; e aplicar o produto no rosto. O FFW fez o teste da Base Mineral Original FPS15, best seller da marca, e, curiosamente, apesar do “formato” em pó, uma vez aplicado no rosto ele ganha uma textura que se funde à pele, como uma base líquida, porque, como SJ explica, ele é formulado para funcionar com os óleos naturais da pele.

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©Juliana Knobel
SJ ensina a técnica do Gire, Dose e Aplique

Exclusivo WGSN: Pinterest é nova opção de marketing das grifes de moda

18/05/2012

por | Techno

A página inicial do Pinterest da Kate Spade ©Reprodução

Um dos sites em toda a história a mais rapidamente ultrapassar a marca dos 10 milhões de usuários, o Pinterest continua atraindo a atenção da mídia — e, claro, do mercado. Depois de receber aportes de capital dos investidores Andreessen Horowitz, Bessemer Venture e FirstMark Capital, de acordo com a agência Reuters, agora é a vez da japonesa Rakuten, terceira maior empresa de comércio eletrônico do mundo, anunciar seu investimento, de US$ 100 milhões, na rede social de compartilhamento de imagens e vídeos, elevando seu valor de mercado para US$ 1,5 bilhão.

O WGSN recentemente fez um report interessante explorando o crescimento do Pinterest e sua “dominação global” — para se ter uma ideia, em março de 2012, de acordo com o bureau de pesquisa de tendências, a rede atingiu a marca de 18,7 milhões de usuários únicos e impressionantes 2,3 bilhões de impressões de página por dia. Sua popularidade é tanta que já existe por aí uma série de plataformas similares como o Gentlemint, exclusivo para homens, e o Lover.ly, focado em noivas. Na China já há cerca de 20 sites-clone, o que demostra a relevância internacional do site mesmo em países onde ele não pode ser acessado.

Com seu público formado por 87% de mulheres, sendo 80% entre as idades de 24 a 54 anos, e com seu formato imagético perfeito para designers, o Pinterest está agora no top 5 dos sites de referência para muitas marcas femininas de varejo, ao lado do Facebook, StumbleUpon, Google e Twitter. O WGSN cita que para o e-commerce britânico My-Wardrobe, a rede é o maior traffic driver além da busca paga e orgânica, e que isso é apenas uma das provas do valor que o Pinterest tem para as marcas. Como resultado, afirma o bureau de tendências, muitas delas estão tentado descobrir como marcar presença e ativamente interagir com essa audiência cativa.

Veja abaixo algumas das maneiras como as marcas de moda têm explorado o potencial do Pinterest:

Uma das imagens do board “Bridal” da Oscar de la Renta no Pinterest ©Reprodução

A Oscar de la Renta realizou um live-pinning de seu desfile de noivas em abril. Um board temático intitulado “Bridal” mostrou fotos de tudo: do cabelo no backstage a fotos de maquiagem, a closes detalhados de produtos e imagens da passarela. Mais de 400 fotos foram “pinadas”, atraindo a atenção de quase 18 mil seguidores.

A varejista americana Shopbop celebrou o primeiro aniversário de sua Wedding Boutique com um concurso, convidando usuários a criarem boards de inspiração de casamentos, usando ao menos três produtos Shopbop para concorrer a vales-presentes. A BCBG Max Azria também usou a ideia de um concurso, intitulado “I Do”, pedindo que seus fãs criassem um board com o tema casamento, valendo um vestido do designer para o seu grande dia.

Uma das imagens do board “Harrods Diamond Jubilee Celebration” da Harrods no Pinterest ©Reprodução

A loja de departamento de luxo Harrods criou um concurso para escolher quem fará o design de uma de suas famosas vitrines, em celebração ao Jubileu de Diamante da Rainha. Os usuários tinham que criar um board baseado na ideia de uma festa de rua para a ocasião, e twittar suas ideias para @HarrodsofLondon usando a hashtag #HarrodsWindows. Os três boards selecionados pelo diretor de imagem da Harrods serão expostos no Facebook este mês, e o mais votado será transformado em vitrine pela equipe da loja.

Para celebrar sua nova coleção de jeans, a Guess lançou o concurso Color Me Inspired pedindo que os usuários criassem boards inspirados pelas quatro cores da coleção de primavera: Noir Teal, Hot House Orange, Red Hot Overdue e New Plum Light; o vencedor de cada cor ganhou um par de jeans na cor correspondente. Já a Kate Spade lançou a Ride Colorfully, em que seus fãs tinham que criar um board baseado no lugar para onde eles gostariam de viajar com o prêmio da campanha: uma Vespa customizada pela marca nova-iorquina.

Duas imagens do board “New York Fashion Week” do “The Wall Street Journal” no Pinterest ©Reprodução

O “The Wall Street Journal”, em sua cobertura da semana de moda de Nova York Outono/Inverno 2012/2013, selecionou nove jornalistas que fotografaram e compartilharam imagens de desfiles, backstages e streetstyle. Todas as fotos e tweets eram divulgados em uma página do NYFW do site do jornal, sendo que as melhores eram então repostadas em um board no Pinterest e em uma conta do Instagram. Com quase 200 imagens, o board alcançou mais de 10 mil seguidores, que podiam escolher as suas preferidas dando likes e adicionando a hashtag #bestofwsj. As fotos mais populares foram então re-repostadas no blog Heard on the Runway.

+ #Consumo: as tribos do tumblr e as novas possibilidades do marketing

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Entrevista: a história por trás das noivas de Emannuelle Junqueira

17/05/2012

por | Moda

A estilista Emannuelle Junqueira durante entrevista ao FFW ©Ricardo Toscani

Dando continuidade a nossa serie de entrevistas com personagens da moda brasileira (relembre as matérias com Jack VartanianDudu Bertholini e Rita Comparato, da Neon; Juliana JabourHelô Rocha, da Têca; e Carô Gold e Pitty Taliani, da Amapô), a estilista Emannuelle Junqueira gentilmente recebeu o FFW em sua loja nos Jardins, em São Paulo, para uma conversa sobre moda, negócios e sensibilidade. Leia abaixo:

O início do interesse e a formação em moda

Deve ter começado porque um tio tinha uma confecção, uma marca masculina bem legal, com lojas no Rio; a fábrica era em São Cristóvão, e eu lembro que ia com ele e acompanhava um pouco do desenvolvimento e ficava desenhando. Talvez tenha sido lá o primeiro contato. Depois me interessei novamente na adolescência — aos 14 anos, comecei a costurar por vontade própria, porque queria fazer roupa pra mim, e passei a comercializar no colégio. E na hora de decidir mesmo o que eu faria… Era em 1993, o curso de moda era super novo aqui no Brasil, a gente ainda ficava um pouco receoso, não sabia se era promissor ou não. Quase fiz Arquitetura, quase fiz Publicidade, mas quando decidi por moda, estava decidido, nem procurei outra faculdade ou outra profissão.

Trabalhei bastante, desde o segundo ano de faculdade, sempre fui super curiosa, fucei todas as áreas. Mas a arte e a arquitetura sempre me influenciaram, desde pequena. Nasci no Rio de Janeiro, que já tem um charme dele, depois viajei; moramos um pouco na Europa, o que acho que também agregou informação visual, cores – talvez as minhas influências das cores com que eu trabalho até hoje, que são sempre mais invernais, empoeiradas, tenham a ver com isso. Eu tinha sete anos quando fui morar fora, e voltei pro Rio aos 10. Fui pra Paris e Turim, dois lugares lindos de morrer, com a família inteira — meu pai, que era da Aeronáutica, foi trabalhar lá. Foi muito boa essa oportunidade, pra mim foi essencial.

O vestido de casamento de Emannuelle Junqueira (imagens cedidas pela estilista para uso do FFW)

A começo da marca e a abertura do atelier

[Depois de terminar a faculdade] passei pela Carvin masculina, pela FIT, que foi meu primeiro estágio, na época do Morumbi Fashion, Ellus e mais algumas outras. A minha marca começou em 1999/2000. Quando eu casei, fiz meu vestido, e fiz uma marca – mas não abri um espaço. Tinha a marca, a etiqueta, mas ia fazendo em paralelo com outras coisas. Abri o atelier em 2003, comecei por acaso essa história de noiva, que acho que me pegou, e ela foi crescendo pra outras linhas.

Minha intenção inicial não era focar em noivas, tanto que sempre trabalhei em outros setores. Quando casei, fui atrás de fazer o meu vestido, e a partir disso as pessoas foram me procurando e as coisas foram acontecendo, mas fiquei uns quatro anos fazendo isso como um paralelo, em casa. Eu tinha muita vontade de conhecer e entender o mercado – mais do que a moda ou a criação. Isso me preocupava demais. A gente não se prepara pra isso na faculdade. Eu me preocupava em conhecer tecidos a fundo, modelagens, fornecedores, fabricantes, tudo que eu pudesse. Abri quando a minha filha nasceu; acho que foi um momento “ela vai nascer, minha vida vai mudar, então vamos mudar tudo de uma vez!” (risos), daí eu abri o atelier.

Criação X Business: o aprendizado na faculdade e na vida real

Na Santa Marcelina eles são fantásticos em Criação, eu sempre falo que a Santa Marcelina cria artistas e designers maravilhosos, mas não tão preparados pro mercado, até quanto à postura profissional… Encarei fábrica de cinto masculino, encarei algumas coisas pra me preparar mesmo. Porque não é fácil se manter, crescer. É dia a dia. Contei muito com o apoio da minha família toda. Abri a marca com a minha mãe, e ela me ajudava na parte administrativa; meu pai, apesar de engenheiro, empresário, deu muita força no começo com relação a softwear – era muito engraçado, a gente alugava salas e fazia uma vez por mês uma reunião de planejamento. E hoje eu tenho junto comigo, minha cunhada no comercial e minha irmã, no marketing — isso deu muita segurança, porque estar sozinha num momento desse é muito difícil, ainda mais tendo essa cabeça mais criativa. Acho que me forcei a sair um pouco desse mundo da lua, porque a minha essência é um pouco essa, não dá pra negar (risos).

O piso térreo da loja de Emannuelle Junqueira em São Paulo ©Ricardo Toscani

A dinâmica de trabalho 

Tenho duas assistentes e divido o atelier em estilo noiva, e estilo coleção. Acredito muito no foco: sempre dei muito foco ao varejo em si, ao treinamento da minha equipe, tanto comercial quanto no escritório.

Cada vez menos eu trabalho com tendências, é uma coisa bem interessante. Sempre pesquiso muito as marcas que eu gosto de usar, pra mim. Sou bem eclética, então são marcas muito autorais, muito diferentes do que eu faço, mas que você vê que tem uma identidade muito forte, independente de qualquer tipo de tendência. Lógico, eu preciso saber o que está acontecendo no mundo, economicamente, socialmente, pra me inspirar em alguma coisa que tem a ver com o momento. Quero sempre novidades, quero inovar com materiais e beneficiamento, mas não tendências.

Mariage e Prêt-à-Porter

Hoje tenho três linhas de noivas: o Exclusivo, que é o premium, que eu faço do começo ao fim e preparo essa roupa especialmente pra alguém; o Sob Medida, que tem crescido muito, que é mais independente de mim no atendimento – ofereço cerca de 30 vestidos customizáveis, elas podem trocar tecido, e são feitos sob medida; e tem a linha mais recente, a Off-White, para um novo perfil de mulher, muito prática que quer um vestido lindo pra casar e ponto. Elas não têm tempo ou não têm esse sonho, não sentem a necessidade de passar por todo um ritual. Esses três formam a Mariage; daí tem também a coleção que é cada vez mais de after-six. É uma roupa super especial que, também sem perder a identidade da marca, abrange muitos estilos de mulheres. E a linha de lingerie com a Jogê, que é um desejo que eu tenho super forte e ainda preciso pensar com mais carinho, porque a lingerie fala muito essa mesma língua da minha roupa, e eu sinto um pouco de carência desse estilo no mercado. A colaboração com a Jogê foi lançada em novembro; foi um laboratório e tem sido ótimo. Eu gostaria de fazer coisas muito mais mirabolantes do que eu faço, mas a gente tem que se segurar um pouco com timing, processos, custos…

A coleção Jogê + Emannuelle Junqueira ©Divulgação

Identidade da marca Emannuelle Junqueira

Sempre tive essa coisa de ter o meu olhar, a minha mão na minha peça — sempre mexia em alguma coisa, pensando “ela ainda poderia ser comprada em outro lugar”. A roupa tem que ter a identidade forte da marca, não dá pra confundir.

O que faz a minha marca ser reconhecível é uma mistura de algo que foi construído. A peça, por mais simples que ela seja, não pode sair do papel pra modelagem. Ela tem que sair do papel, passando por um processo de moulage, indo pra modelagem. Porque isso vai me fazer criar outras possibilidades. E há sempre algum beneficiamento em cima, texturas. A peça tem que ter força, tem que encantar. É isso, acho que é encantamento, e um encantamento por algo que a pessoa não consegue distinguir. Então acho que a pessoa tem que olhar e pensar “é tão especial, mas o que que faz essa peça ser especial?”. As minhas roupas são bem trabalhadas, mas não têm nada que seja maxi, não tem a coisa de choque. É difícil descrever quando você tem tantos elementos e ao mesmo tempo tem um resultado limpo.

Pontos de venda físicos e online

Tenho uma loja própria e alguns poucos pontos de venda de atacado. Sempre me preocupei ao vender em multimarcas porque das vezes que fui visitar pra ver como estavam os produtos, eles os expõem miscigenando com outras marcas, com roupas que não tem nada a ver, e isso me incomodava, porque a marca é mais do que a roupa, é todo um conceito. Então se for pra fazer uma ampliação, ela pode até estar dentro de uma multimarcas, mas ela tem que ter o conceito dela. E em novembro abro no Rio de Janeiro, no Village Mall. Por enquanto não haverá o atendimento personalizado; vamos ver se mais pra frente eu vou uma vez ou outra, mas a ideia é levar o Sob Medida, o Off-White e a minha coleção.

Vendo pela Farfetch também, e agora vamos fazer uma ação com a linha Off-White, que é uma linha mais prática. Se é viável vender vestidos de noiva pela internet, mesmo sendo uma linha direcionada a um novo perfil de mulher? Acho que futuramente sim. Há uns oito anos a gente falava de e-commerce de moda como uma coisa absurda: “Imagina, ninguém vai comprar roupa pela internet!”. Lembro que em algumas empresas por onde passei eles falavam “isso é uma viagem! Você pode comprar até um produto, um objeto, mas roupa não se compra”. E acho que isso já está mudando. É interessante estar na Farfetch porque faz as pessoas comprarem a moda pela internet: quando você entra no site, você tem uma leitura, um bom gosto, uma excelente seleção, ótimas fotos; isso faz com que a pessoa se atraia.

Vestidos no andar superior da loja, onde é feito o atendimento da linha Exclusivo ©Ricardo Toscani

Posicionamento da marca com as mídias sociais

Tenho feito muito. No instagram eu trabalho com o meu lifestyle, é tudo muito natural. O meu olhar está ali, eu fotografo, não deixo ninguém mexer! (risos). O Pinterest, que é uma outra comunicação interessante, inteligente e que tem feito a gente ter muito interesse de fora. O Facebook tem a página que é praticamente um site. E o twitter, que é uma comunicação mais via imagem. A gente consegue atingir a pessoa da maneira que acreditamos porque somos nós que alimentamos; chegamos à pessoa de uma maneira muito verdadeira – isso que é interessante.

Contato com a cliente e relação emotiva

É engraçado isso; por mais independente, autêntica que ela seja, é um momento muito sensível. Acho que é o mesmo momento de um pré-natal, porque envolve muitas pessoas, a família, uma expectativa muito grande. Então sinto que elas estão em um momento enlouquecedor, e elas se sentem acolhidas. Elas chegam e falam “ah, que bom, cheguei!”. Já tive muitas histórias, dos stresses, dos problemas de saúde; já tive noivas que passaram por problemas muito sérios, e todas elas se sentiam acolhidas aqui. E elas saem chorando, um dia desses tinha três saindo com o vestido, e as três saíram chorando! Sabe mulheres que você nem imagina? Chorando de emoção, começam a falar “muito obrigada, e baahh”, e começa a chorar! É bem lindo, e eu me orgulho demais, encho o peito pra falar, porque é um momento tão especial…

É uma dinâmica bem diferente de prêt-à-porter, por isso eu tenho equipes distintas no escritório. A outra já é loucura – é tingimento, fornecedor, a pedraria que não veio; é outra história. Aqui é a parte gostosa que a gente consegue apresentar, porque a noiva vai vendo o vestido sendo construído. Mas os dois me encantam muito. Estar aqui dentro com a noiva e fazer o vestido pra ela é uma terapia; eu preciso disso! Se fico uma semana sem fazer, já sinto falta. E isso me traz muita inspiração pra fazer a coleção, que é onde eu posso pirar mais, usar cor, que pra mim é essencial também. Mas também quero me desprender e cada vez mais ampliar essa visão com outras coisas. Um artista que eu admiro demais e que acho um caminho super interessante é o Ronaldo Fraga. Ele tem isso, vai lançar um livro agora, vai virar exposição… a moda precisa disso.

+ emannuellejunqueira.com.br

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©Ricardo Toscani

Preparados? Festival Sónar começa hoje com James Blake e Kraftwerk

10/05/2012

por | Cultura Pop

Kraftwerk, Justice e James Blake são as grandes atrações do Sónar São Paulo 2012 ©Reprodução/FFW

O Sónar, Festival Internacional de Música Avançada e Arte New Media, volta ao Brasil trazendo Kraftwerk e James Blake, entre muitos outros artistas, em edição marcada para os dias 11 e 12 de maio no Parque Anhembi, em São Paulo; quem tem boa memória deve lembrar que a primeira e até agora única edição brasileira do evento catalão aconteceu em 2004, com o LCD Soundsystem como atração principal.

Durante encontro para convidados e imprensa na casa noturna Sonique, em São Paulo, a organização do evento divulgou que foi firmada uma parceria entre a Advanced Music, empresa de Barcelona que desenvolve o Sónar, e a Dream Factory, empresa de comunicação responsável, entre outras ações, pelo Rock in Rio. “Este não é um projeto pontual, é um projeto que veio para ficar, e que vai acontecer anualmente”, garantiu Duda Magalhães, diretor geral da Dream Factory.

Ainda durante o encontro, Duda afirmou que a escolha do Parque Anhembi foi feita após um “estudo detalhado da cidade de São Paulo” na busca por um lugar que unisse facilidade de acesso, disponibilidade de espaço para os workshops, mostras e projeções programados para o festival, além de possibilidade de climatização – o Sónar São Paulo será quase 100% indoor. “Será uma implantação totalmente nova do Anhembi, sem o uso do sambódromo e nem da arena”, ele declarou.

Em relação a programação, o evento teve uma baixa com o cancelamento da cantora Bjork, que teve problemas nas cordas vocais e também cancelou seu show na Argentina. Além de Kraftwerk e Blake, estão confirmados o duo germâmico-japonês Alva Noto & Ryuichi Sakamoto; o inglês Four Tet; a banda Mogwai (que já esteve no Brasil); o duo alemão Modeselektor; e o quarteto sueco Little Dragon e o rapper americano Cee Lo Green. Entre os brasileiros estão Emicida, Criolo,  The Twelves, Gui Boratto e o projeto de Zé Gonzales, DJ Zegon & Sonidos Unidos Sound, além de outras participações.

Além dos shows há ainda mais espaços com outras plataformas criativas, como o Sónar Cinema, auditório onde são projetados filmes que mostram um panorama da criação audiovisual atual vinculada às novas tecnologias e à música eletrônica. Os shows dividem-se entre três espaços, o SonarClub, o maior e principal com espaço para 15 mil pessoas; o Village, voltado para as últimas tendências da música; e o SonarHall, que vai mostrar os destaques da música eletrônica.

Os ingressos estão à venda pelo site ingresso.com.br por R$ 200 cada dia (meia entrada: R$ 100). Há também o passaporte para os dois dias por R$ 450 (meia entrada: R$ 225).

Sónar SP @ Parque Anhembi

Av. Olavo Fontoura, 1.209

* Localizado junto a duas das principais vias expressas de São Paulo: Marginal Tietê (acesso às estradas e zonas leste/oeste) e Av. Santos Dumont (acesso ao centro e zona sul)

* Facilidade de acesso aos aeroportos de Guarulhos (internacional/nacional) e Congonhas (nacional e ponte aérea RJ)

* Próximo ao Terminal Rodoviário Tietê (interestadual/internacional) e à estação Tietê do metrô. Linha de ônibus 278A (Ceasa – Penha) e pontos de táxi nesse Terminal

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Entrevista Amapô: “Ou você tem sensibilidade ou vai fazer outra coisa da vida”

23/04/2012

por | Moda

Carô Gold e Pitty Taliani, da Amapô ©Sarah Lee

Continuando nossa série de entrevistões com personagens da moda brasileira (relembre as matérias com Jack Vartanian, Neon, Juliana Jabour e Têca), Carô Gold e Pitty Taliani, estilistas da Amapô, gentilmente receberam o FFW em seu atelier no Bom Retiro, em São Paulo, para uma conversa franca sobre moda, negócios e vocação. Leia abaixo:

Como vocês se conheceram e como começou a marca?

Carô: Eu nem sei muito bem; eu fazia produção de figurino, e a Pitty fazia camisetas. Mas a gente se identificou com o jeito de se vestir, mais ou menos assim.

Pitty: A gente se conheceu na casa do Dudu [Bertholini].

Carô: E eu estava nessas andanças de figurinista na rua 25 [de março] e achei uma loja de tecidos mega antigos, super 80, umas estampas absurdas, e falei: ‘Nossa, Pitty, achei uns tecidos incríveis, vamos fazer roupa!’. E ela: ‘Ah, vamos!’. Daí a gente começou. Não tem uma grande história.

Pitty: Não foi nada sonhado, nada pensado. Em nenhum momento foi assim: ‘Vamos fazer uma marca de roupa?’. A gente não teve essa conversa, o negócio foi acontecendo naturalmente sem querer. Como é o que acontece com tudo na nossa vida mesmo; a gente nunca senta e para e traça objetivos, é tudo natural.

Carô: A primeira coleção assinando Amapô que a gente fez foi pra loja Fuxique, da Aninha Strumpf, com uns tecidos antigos da Formatex. Na época existia o HotSpot, que era uma plataforma super legal [este ano o HotSpot foi reformulado e relançado; saiba tudo aqui], e a gente já quis fazer desfile, fomos lá e apresentamos o projeto. A Amapô começou com desfile; foi a primeira coisa que fizemos. Depois é que fomos ver se a gente queria fazer roupinha pra vender ou não. Então a gente tinha a Amapô, fazia desfile, mas eu continuava trabalhando como figurinista e a Pitty continuou fazendo as coisas dela. Demorou uns três anos até a gente decidir ‘vamos fazer mesmo’.

Como uma das poucas marcas sobreviventes da sua geração: por que é tão difícil se manter no mercado de moda?

Pitty: São vários fatores.

Carô: Olha, eu não sei te dizer o que é complicado; eu sei te dizer por que a gente conseguiu sobreviver. Talvez a Pitty não fique feliz com o que eu vou falar agora, mas ela tem uma família que trabalha no ramo da confecção há muitos anos (são donos da marca Vício). Sempre recebemos muito respaldo da família dela, muita ajuda, estrutural e de ensinamento. Muito do que a gente segurou a onda foi por causa da família dela, porque tivemos ajuda do pai, da mãe, da família inteira que para uma semana antes do desfile e a empresa inteira vira Amapô… E também tem a minha família, que não tem nada a ver com moda, mas sempre nos apoiaram muito.

Pitty: Tinha isso, mas mais do que tudo, eram pessoas que estavam ao nosso lado o tempo inteiro, acreditando na gente.

Carô: A gente teve facilidades muito práticas, do tipo: ‘Ah, a nossa produção é pequena, mas estão fazendo a produção da Vício, então encaixa a da Amapô aí no meio’. Isso é uma coisa que é muito difícil pra quem não tem essa facilidade, porque você não consegue mão de obra pra fazer a sua roupa. Hoje em dia a gente já está mais independente, mas no começo, se não tivesse isso, eu não sei como seria, porque é… é uma bosta. Você não consegue fazer produção pequena, não consegue comprar tecido, não consegue nada. E a gente foi indo nos braços da Vício. Então esse é um dos motivos pelos quais a gente conseguiu sobreviver.

Pitty: Já pensamos várias vezes em desistir. Do mesmo jeito que a gente fica sonhando várias vezes, acho que é natural. Porque na boa, a gente não ganha dinheiro, a gente consegue sobreviver, mas as coisas não sobram, sabe?

Carô: A impressão que eu tenho é que o negócio de moda, pra ele começar e dar certo, tem que ter um investimento inicial muito grande. Não dá pra ser que nem a gente que fica achando: ‘Vamos começar, vamos fazer desfile, que legal, vamos fazer mais um; aí vendeu um pouquinho, ah que legal; aí não vendeu nada, ai que merda. Aí vendeu mais um pouco, legal, aí vendeu mais um pouco… aí não vendeu nada’. Você tem que ter o capital de giro, o investimento — é o que eu sinto que, comercialmente, falta pra gente. Precisava ter uma granona pra falar ‘vamos abrir uma loja com investimento de marketing, um baita estoque, uma coleção incrível, um preço bacana. Estamos vivendo isso muito forte agora, essa busca do que seria melhor fazer pra tentar continuar o negócio.

Assista ao primeiro desfile da Amapô, no Amni Hot Spot:

Vocês já pensaram em se associar a um grande grupo?

Carô: Não pensamos muito nisso não.

Pitty: Quer dizer, a gente não sabe, na verdade… Isso é meio relativo. É claro que se alguém bater na minha porta e falar ‘eu quero investir no seu negócio’, é maravilhoso, quem não quer isso? É exatamente o que falta pra gente.

Carô: Eu tenho um pouco de medo dessa coisa de vender a marca.

Pitty: Talvez esse tipo de coisa não caiba muito na Amapô, a gente não sabe, nunca tivemos uma proposta.

Carô: O meu ideal de vida seria assim: tenho uma amiga bem rica que fala ‘vou fazer um investimento’. Eu quero uma sócia, que seja que nem eu, mas que tenha o dinheiro.

Pitty: A verdade é que como nunca aconteceu, a gente não sabe. Ficamos presas, não sabemos fazer outra coisa além do que a gente faz. Vamos fazendo do jeitinho que sabemos fazer, devagarzinho, uma coisinha aqui, outra ali, mas nada muito concreto, que tenha um resultado, que venda mesmo.

Como funciona a estruturação da marca? Quem faz o quê?

Carô: Eu sou mais responsável pela parte administrativa e contabilidade, e a Pitty é mais responsável pela parte de produção da roupa.

Pitty: A gente é 100% envolvida, mesmo porque a empresa é bem pequena. Precisamos saber o que está acontecendo em todos os lugares.

Vocês sentem que estão melhorando comercialmente?

Carô e Pitty: Não.

Carô: A gente está estacionado há muito tempo. Essa ilusão da grande venda de atacado não acontece. Já tive muita esperança, já investimos muito: showroom pequeno, showroom grande, showroom de graça, showroom pagando, showroom pagando muito — já fizemos de tudo e eu percebi que não é assim. Hoje em dia tenho o meu ponto de venda em São Paulo que é a Surface to Air, que é uma loja que tem mais conceito, que tem a preocupação de apresentar o produto ao cliente, e temos, vamos dizer assim, mais cinco ‘Surfaces’ pelo Brasil. Porque são clientes que compram bonitinho, mas compram sempre a mesma coisa, mas… não cresce. Não consigo ter mais clientes.

E quanto ao mercado internacional? Vocês exportavam, por que não deu certo?

Carô: A nossa experiência com exportação foi o seguinte: claro que era num momento em que o dólar estava mais favorável, mas mesmo assim a nossa roupa fica cara e, principalmente, a gente não tem controle de qualidade pra exportar. Tivemos muito problema com defeitos, coisa que aqui passa batido, e pra exportar não dá, porque eles verificam tudo, principalmente no jeans. Agora está completamente impraticável por conta do dólar, é muito caro. Não vale a pena, é muito trabalho pra nada. Já fiz um mostruário inteiro pro Japão, porque ela falava ‘eu adoro a sua coleção comercial daqui, mas eu queria um pouco mais de loucura’. Aí falei ‘puta, agora vai ser DEMAIS!’. Aí fiz os desenhos, mandei pra ela, ela aprovava tudo, fiz o mostruário inteiro, e não deu certo. O custo é muito alto.

Pitty: Se você não tem uma estrutura pra segurar a onda… não dá. A gente chegava a fazer várias coleções só por conta da exportação, nunca parava de produzir, o tempo inteiro, não tem jeito. Ficamos meio com preguiça também. A gente acabava trabalhando muito com um retorno que não justificava, aí você desencana mesmo.

Há uma diferença muito grande entre o que é desfilado e o que chega à lojas?

Carô: Na nossa marca tem. Há um bom tempo a gente já resolveu isso bem resolvidinho na nossa cabeça que o desfile é o momento em que vamos nos divertir e fazer o que queremos sem nos preocupar com vendas. Aqui no Brasil o desfile é uma coisa e a venda é completamente outra. Não adianta você fazer um desfile de um milhão de reais, que você não vai vender um milhão de reais. Você tem que fazer um desfile de um milhão de reais e ter mais um milhão pra investir na ação de venda do seu produto. Estamos entre os 10 desfiles mais elogiados das temporadas, mas não adianta.

Desfile Amapô no SPFW Inverno 2012 ©Zé Takahashi / Agência Fotosite

Vocês sempre acompanham as críticas dos seus desfiles?

Carô: Claro!

Pitty: A gente lê. Os críticos de moda também precisam de espaços novos, é como a gente. As coisas têm que evoluir. Mas a gente lê, aprendemos muito, rimos muito. Achamos piada na maioria das vezes. Porque uma coisa é fato: se você não está dentro da minha cabeça, ou se não está fazendo parte de alguma maneira disso, você nunca vai saber o que eu realmente quero dizer com aquilo. E fazer uma crítica de moda depois de sair de um desfile, pra escrever sobre uma coisa que você acabou de ver, depois de já ter visto 10 outros desfiles… sei lá, eu acho fora do normal. Porque o que a gente faz é produto? É produto, mas é arte. Não tem como você falar disso sem ter uma absorção.

Carô: Cada vez estamos menos preocupadas em explicar o que fazemos. Tem gente que olha e fala ‘ai, desfile de moda, não tem nada a ver com arte’, mas foda-se, mas pra mim é. É o momento em que eu faço qualquer coisa que eu quero, que nem acredito que aquilo vai dar certo, e dá; me divirto, me relaciono com os meus modelistas, fico aqui enfurnada, é maravilhoso pra gente, é o momento da vida em que a gente se diverte. É muito difícil explicar por que fizemos um vestido daquele jeito. Eu vi outro dia um documentário do [Oscar] Niemeyer, e ele falou uma coisa sensacional: ‘Explicar o que você está fazendo é a coisa mais medíocre que existe. Por que eu fiz a coluna assim? Não tem explicação. E eu tive que explicar pra jornalista e me senti um medíocre, porque não tem mesmo’. E é essa a sensação, quando vem alguém me entrevistar e pergunta: ‘Qual é o tema, por que você fez assim?’. Por quê? Não tem explicação.

Pitty: Ou você tem sensibilidade nessa vida ou você não tem, e vai fazer outra coisa. O sentimento é inexplicável, e o que estamos fazendo tem muito sentimento, muita vontade. Nosso processo criativo é um pouco diferente. Algumas vezes a gente até já se surpreendeu com pessoas, e quando acontece isso é muito legal, tipo ‘nossa, consegui tocar alguém, ela realmente entendeu’. Mas mesmo quem entendeu dessa vez pode não entender da próxima. E os críticos no Brasil, eu tenho a impressão de que vai muito do gosto pessoal. E aí fica difícil. Você, que está criticando o meu desfile, tem 50 anos de idade. Eu não faço roupa pra você, e nem tenho a pretensão de fazer. Eu gostaria que você respeitasse o meu trabalho, porque estou trabalhando do mesmo jeito que você e que todo mundo. Batalhando, às vezes até muito mais, porque dentro do SPFW a gente é a marca que tem menos estrutura, menos grana mesmo, e conseguimos ter um desfile à altura de muitos outros. E tem crítico de moda que vê coisas… até a trilha sonora ele põe outra! Cara, você não estava no meu desfile! A trilha não era essa. Como é que você está falando de uma coisa que não era? Isso é preguiça total.

O primeiro desfile da Amapô no SPFW, na temporada Inverno 2008 ©Agência Fotosite

Vocês duas são da opinião de que moda é arte?

Carô: Sim!

Pitty: É um tipo de arte, sim.

Carô: A moda comercial é registro de comportamento, de momento econômico, cultural, a moda que surge da rua. Mas acho que as pessoas perderam um pouco a consciência da moda cultural. E a moda arte é quando ela é levada a um patamar de apreciação, de questionamento. Se você pegar uma roupa do Alexander McQueen de perto, você vai entender que é arte. E eu nem gosto muito do McQueen, mas outro dia vi o livro dele e chorei. É de matar. O desfile do Margiela. É arte! É uma expressão artística! Fui à exposição do Margiela, e eu chorava! Como você vai falar que aquilo não é arte? É arte sim. Tem tudo dentro da roupa: tem arquitetura, engenharia, harmonia, cor, é muito estudo pra fazer a roupa. A gente se relaciona com esse tipo de emoção. Não é a toa que não conseguimos nos desenvolver comercialmente (risos). Porque estamos muito mais ligadas nesse outro lado. É um equilíbrio complicado. Não cabe a mim, cabe a uma outra pessoa que ainda vai chegar e resolver isso pra mim. Enquanto isso a gente vai levando.

Vocês disseram que já pensaram em desistir; se um dia vocês fossem mesmo parar, pra que áreas iriam?

Pitty: A gente não para porque não sabemos fazer outra coisa. Eu não sei fazer outra coisa. Não consigo nem pensar no que fazer.

Carô: O primeiro pensamento mais pessimista seria começar a procurar emprego em outra empresa de moda – o que eu tenho pavor, porque nunca fui funcionária em outra empresa. Em segundo lugar, acho que faria alguma coisa relacionada a comida.

Pitty: Acho que a gente iria se juntar pra fazer um restaurante. Uma coisa é fato: chegamos num ponto, eu e Carô, que somos uma pessoa só. O mecanismo é o mesmo, estamos dentro de uma única máquina.

Carô: E agora a gente virou família – a gente já era, mas agora aumentou [referindo-se à filha Safira].

Pitty: E essa coisa de “a gente já pensou em parar”… já pensamos em parar porque é muito difícil. A gente fica lutando, lutando, lutando, e chega no final do mês, e não tem nada..

Carô: Mas é bem assim, a gente reclama, reclama, reclama, daí fica em silêncio, e uma que tá no computador vira uma pra outra e fala: “Nossa, olha esse jeans!” (risos).

Pitty: É mais uma piada. Assim como já tivemos brigas de falar “ferrou, não tem mais jeito”. Daí no dia seguinte ficam as duas vendo quem vai falar primeiro, dar um abraço, dizer que quer esquecer o que aconteceu. Apesar de tudo a gente se diverte todos os dias, e não tem outro lugar onde eu queria estar. O lugar que eu mais me sinto bem é aqui dentro com a Carô. É uma segurando a onda da outra, e fica tudo certo. E agora a gente tem a Safira.

Carô: Que vem todo dia.

Pitty: Encara nosso trabalho como extensão da nossa vida. Passo mais tempo com a Carô do que com meu pai, minha mãe, meu irmão. É o nosso mundo. Respeitamos muito o que conseguimos e temos muito orgulho de pensar que pouca gente conseguiu segurar a onda.

Carô: Quando eu fazia figurino, ganhava muito dinheiro; eu era muito rica (risos). Fazia figurino para publicidade e ganhava uma puta grana. Só que não tinha nada de criativo. Hoje em dia tem até umas horas que está apertado e eu penso: “Que saco, por que eu não continuei sendo figurinista?”. Aí faço um esforço e lembro que eu odiava.

Pitty: Não dá mesmo. Aqui, hoje em dia, as coisas estão calmas, mas tem horas que saímos daqui à meia-noite, não queremos deixar pra amanhã, porque gostamos, não conseguimos abrir mão disso. Não conseguimos ser essas pessoas que bate as 18h e vai embora.

+ amapo.com.br

Karen Elson lança novo single e fala sobre transição da passarela para a música

19/04/2012

por | Cultura Pop

Ren Harvieu e Karen Elson ©Reprodução

Como se não bastasse ser linda e ter uma carreira consolidada como musa da moda – o models.com a lista como número 11 em seu ranking de modelos icônicas –, a britânica Karen Elson vem aprimorando sua veia artística, que ela começou a explorar em 2004, quando co-fundou a trupe de cabaré “The Citizens Band”. Em 2010, ela lançou seu primeiro álbum, “The Ghost Who Walks”, e agora, apresenta uma nova música de trabalho, “The Train Song”, em colaboração com Ren Harvieu, que vem chamando a atenção da mídia com sua voz surpreendentemente madura para uma jovem de 21 anos.

Assista ao vídeo de “The Train Song”, de Karen Elson & Ren Harvieu:

As duas se conheceram por meio de amigos em comum, e a identificação foi imediata; Harvieu contou ao site “Dazed Digital” que enviou “Train Song” a Elson e que “em mais ou menos um dia ela já mandou de volta com as harmonias – e um som sinistro de órgão. Foi brilhante”. Aproveitando o lançamento do single e do respectivo videoclipe, gravado em Nashville, Estados Unidos, onde Elson vive com seus dois filhos de seu casamento com Jack White, a “Dazed Digital” conduziu uma entrevista com a modelo/artista para saber mais sobre sua transição das passarelas para o mundo da música; abaixo você confere os melhores momentos.

O sonho de trabalhar com música: “Ser modelo foi uma coisa que me jogaram quando eu tinha 16 anos – o que eu ia dizer? ‘Não’ à oportunidade de viajar o mundo e viver essa vida memorável, esquisita e maravilhosa? Antes, quando eu era uma adolescente, o que eu queria fazer era cantar, apesar de não conhecer ninguém que tivesse um gosto musical parecido com o meu. Era um sonho que nunca imaginei que pudesse chegar a algum lugar”.

Os primeiros passos na indústria: “Quando eu vivia em Nova York, conheci tantas pessoas interessantes – músicos, artistas, diretores, outras modelos, e pensei ‘eu posso fazer isso se realmente me dedicar’. Houve algumas oportunidades quando eu era mais nova de fazer uma música aqui, outra aqui. Meu amigo, James Iha, que estava no Smashing Pumpkins, perguntou se eu cantaria a música do Serge Gainsbourg [“I Love You (Me Neither) (Je T'aime Moi Non Plus)”] com a Cat Power. Eu já havia encontrado com ela algumas vezes, e ela é uma pessoa maravilhora que eu admiro muito. James foi incrivelmente encorajador; ele e a Melissa Auf der Maur – do Hole e depois do Smashing Pumpkins – foram chave para que eu tivesse fé e confiança em mim mesma. Quando alguém que você admira te dá validação, as coisas começam a acontecer. Eu peguei um violão e aos poucos aprendi a escrever músicas”.

Evolução e as lições aprendidas com o ex-marido Jack White: “[A Citizen's Band] foi realmente uma das coisas mais divertidas que já fiz em toda a minha vida. Se eu pudesse ficar em turnê com a Citizen’s Band durante um ano, eu ficaria tão empolgada. Eu os amo tanto. Aos poucos eu comecei a cantar mais e no fim, há alguns anos, com a ajuda do Jack [White], eu fiz um disco, “The Ghost Who Walks”. Agora estou começando a trabalhar em outro álbum. Mas demorei tanto para escrever o primeiro… (risos)”. (…) Admito que tenho um diabinho no meu ombro que às vezes me diz coisas muito cruéis. Tem uma hora que é bom ir pro estúdio e fazer as coisas acontecerem – eu poderia sentar e procrastinar durante um ano pensando como eu odeio todas as minhas músicas. Uma das melhores lições que aprendi com o Jack é que você tem que meio que ignorar isso e ir lá e fazer as coisas. Estou tentando ignorar aquele diabinho no meu ombro (risos)”.

Tudo sobre a “jornada mágica” da rede americana Macy’s pelo Brasil

18/04/2012

por | Moda

Croqui do “O Mercado”, loja da campanha “Brasil: A Magical Journey”, da Macy’s ©Divulgação

Na tarde de terça-feira (17.04), foi apresentada à imprensa nacional a campanha “Brasil: A Magical Journey”, novo projeto da rede norte-americana de lojas de departamento Macy’s centrado na cultura brasileira. De olho no crescimento do Brasil como mercado consumidor – ele já ocupa o segundo lugar no ranking de turistas que mais visitam as lojas da Macy’s nos Estados Unidos –, a rede se uniu à Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover uma série de ações que incluem colaborações com estilistas brasileiros, organização de eventos temáticos sobre o Brasil nas lojas da rede e um programa de captação de recursos em benefício da The Nature Conservancy e seus esforços pela proteção da Amazônia.

O lado comercial do projeto é o “O Mercado, the Market at Macy’s”, uma “loja dentro da loja” com produtos clássicos brasileiros como chocolates Garoto e café Pilão, além de itens exclusivos inspirados e/ou produzidos no Brasil. Dentro desta categoria estão as parcerias com grifes nacionais como Neon e Isabela Capeto, além da coleção de vestidos da “Francisco Costa for Calvin Klein” e dos itens de vestuário masculino e feminino assinados por Kevin Carrigan, Diretor Criativo da Calvin Klein. Cecília Prado, estilista mineira que entrou para o “O Mercado…” com sua recém-lançada linha de moda praia, contou que o processo de seleção das grifes começou há um ano, e que, no caso de sua marca, as negociações foram fechadas com apenas dois pedidos da Macy’s: que a coleção tivesse brilho e uma modelagem um pouco maior do que a dos biquínis brasileiros.

Cecília Prado e Dudu Bertholini ©Ricardo Toscani/FFW

Cecília contou ao FFW que ela já possui forte presença no exterior (com 150 pontos de venda em 23 países, as vendas internacionais representam 90% do faturamento da marca, segundo a estilista), mas que mesmo assim ficou muito animada com a parceria: “A Macy’s vai ser uma grande exposição pra gente, e acho que isso vai ser um aval de que além de termos um produto original, com muita identidade, ele tem liquidez — não adianta ser um produto muito bacana se ele não vender; o mercado lá é muito competitivo. Conseguimos fazer as adaptações para chegar a esse preço e manter o nosso espírito, tanto da marca quanto do país”. Dudu Bertholini, da Neon, também ressaltou a afirmação da identidade nacional e disse estar “muito orgulhoso de representar o nosso país com produtos de design de qualidade, que mostram a força, a exuberância e a alegria do Brasil”.

Molly Langenstein, vice-presidente de produtos e novos negócios da Macy’s, falou durante a coletiva de imprensa sobre o que a empresa tinha em mente para este projeto: “Desde a primeira reunião, nos sentimos inspirados a fazer algo diferente, que desafiasse os clichês. Autenticidade e profundidade são dois dos elementos-chave da experiência que queríamos levar ao consumidor da Macy’s. A pesquisa de merchandising começou com a exploração do lifestyle do novo Brasil (…), de galerias de artes à cena underground de street art, da gastronomia aos vendedores de rua; tudo isso nos ajudou a desenvolver um senso real das vastas e diversificadas experiências que o Brasil tem a oferecer”. Ao fim da coletiva, o FFW conversou com Molly para saber mais sobre o projeto — e a própria Macy’s:

Molly Langenstein, vice-presidente de produtos e novos negócios da Macy’s ©Ricardo Toscani/FFW

Grandes lojas de departamento como a Macy’s têm forte presença no mercado norte-americano; por que esse modelo de negócio é tão popular nos Estados Unidos?

Elas são compras de uma parada só; você vai a um prédio e pode conseguir tudo lá. E há também a coisa da descoberta: você pode ter ido comprar um batom, e acabar indo embora com uma bolsa.

No setor de moda, como vocês se organizam considerando-se que as lojas de departamentos têm um público totalmente diversificado?

Nós ficamos muito focados no consumidor e procuramos dividir o espaço em áreas voltadas para homens jovens, ou mulheres empreendedoras, ou homens de negócios. Pensamos no consumidor e em suas necessidades e organizamos tudo em torno disso, tentando apresentar os mais novos produtos que combinem não só com suas personalidades, mas também com as situações que eles enfrentam no dia a dia.

De que forma você acredita que os consumidores se relacionam com a moda?

De um jeito emocional; acho que hoje, com tanto acesso, seja online, ou por catálogos, há sempre uma conexão emocional. Você simplesmente vê coisas que te fazem dizer ‘Eu preciso ter isso!’ — você pode não precisar daquilo, mas você cria uma conexão emocional com o produto.

E racionalmente, você percebe uma evolução na informação de moda dos consumidores?

Totalmente! Com sites como o FFW, que estão constantemente educando o consumidor, ou mesmo com coisas novas, como o Pinterest, eles estão fazendo curadorias próprias e ensinando a si mesmos sobre o que está acontecendo. Não são só pessoas de cidades grandes que têm esse acesso hoje em dia; você pode morar na menor das cidades e o mundo digital te dá acesso a tudo. Talvez as coisas não estejam na loja do seu bairro, mas elas estão online.

Nos últimos anos, a Macy’s promoveu diversas colaborações com estilistas; você acredita que o público da Macy’s tem conhecimento sobre as marcas, ou ele passa a conhecê-las por meio das parcerias?

Nós fazemos as duas coisas; queremos apresentar descobertas aos nossos consumidores, então colaboramos com alguém interessante como Kinder Aggugini. E também trabalhamos com alguém como Karl Lagerfeld, que é tão conhecido. Então fazemos os dois: queremos a “descoberta” para que possamos educar nosso consumidor sobre uma pessoa, e queremos a oportunidade de trazer alguém famoso e oferecer preços acessíveis.

Quanto às colaborações brasileiras, como foi o processo de seleção das marcas? O Francisco Costa obviamente é um nome conhecido, mas como vocês chegaram às marcas locais?

Foi muito difícil. Vimos muitas, muitas, muitas companhias e acho que foi como eu disse, nós tivemos uma conexão emocional com algumas delas. As estampas da Neon, por exemplo — elas são fabulosas! Foi uma combinação entre produto e a história do artesanato; achamos que as histórias seriam ótimas também. Mas vimos muitas companhias antes de afunilar para as que temos agora. Vimos entre 150 e 200 companhias, de vestuário a decoração, a joias, a lingerie, tudo foi investigado.

Para terminar: o que você já sabia sobre o Brasil e o que descobriu no processo de desenvolvimento da campanha “Brasil: A Magical Journey”?

O que eu já sabia sobre o Brasil é que ele era um país lindo com coisas que todos falam, como o Carnaval. Quando viemos para cá, intencionalmente evitamos falar de Pelé e Carnaval, principalmente porque queríamos mostrar o novo Brasil como uma comunidade de arte e para mostrar empresas como a Natura — o trabalho que eles fazem com a Amazônia contou muito pra gente. E a comida aqui é incrível! Temos isso como parte do projeto também, com restaurantes participando da campanha. Realmente queríamos que vários sentidos fossem provocados: a visão, o olfato, o paladar.

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“O Mercado, the Market at Macy’s” irá incluir: as bolsas e bijuterias artesanais e finas da Art da Terra; as fitas do Senhor do Bonfim da Brazilets; os artigos sustentáveis da Ecoarts; os doces da Garoto; as criações de moda de Isabela Capeto; as bijuterias artesanais da Lanno; os itens para casa assinados por Marcelo Rosenbaum; as “bio-joias” de Maria Oiticica; os produtos de beleza da Natura Ekos; o artesanato da Parceria Carioca; o portfolio da Phebo; o café Pilão; os artigos de proteção solar da Sol de Janeiro; e mais. A Macy’s não divulgou a sua estimativa de vendas — mas dá para se ter uma ideia da projeção sabendo que 10% do valor de cada venda serão revertidos para a The Nature Conservancy e que a meta é doar para a instituição um total de um milhão de dólares.

Na galeria abaixo você confere alguns dos produtos, que começam a ser vendidos no dia 22 de abril em quase 300 lojas da Macy’s e no site macys.com.

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©Divulgação
Produtos da Art de Terra: de US$ 10 a US$ 45