Jeremy Scott aciona sua overdose criativa em nova coleção para a Adidas

12/07/2010

por | Moda

adidas-x-Jeremy-Scott-Spring-Summer-2011-Preview-09A nova coleção do estilista Jeremy Scott para a Adidas, que foi apresentada na Bread & Butter ©Divulgação

Jeremy Scott apresentou sua mais nova coleção em parceria com a Adidas durante a última edição da feira Bread & Butter, que rolou entre os dias 7 e 9 de julho em Berlim, na Alemanha.

Acionando todo seu arsenal lúdico/bem humorado, Scott apresentou um sneaker em formato de urso de pelúcia, completo com cabeça e braços nas corres marrom ou rosa clarinho. Ainda na linha de footwear, as novas criações do estilista incluem uma versão do tênis Adidas em chamas que brilha no escuro, um modelo em plástico transparente e uma reedição de seu famoso tênis com asinhas.

Os produtos chegam às lojas e revendedoras da Adidas somente em 2011. Veja na galeria:

+ breadandbutter.com

+ jeremyscott.com

+ adidas.com

Novo diretor criativo da Hermès volta a desfilar com marca própria em Paris

07/07/2010

por | Moda

lem_HC_fw10_129Toda uma questão de timing. Algumas semanas após ser nomeado o sucessor de Jean Paul Gaultier no feminino da Hermès, o estilista Christopher Lemaire aproveitou a movimentação dos desfiles de altacostura para marcar o retorno de sua marca própria às passarelas.

Lemaire é reconhecido como o responsável por trazer a Lacoste de volta aos holofotes da moda. Foi ele quem conseguiu injetar frescor na marca francesa que, antes da sua chegada, estava nas sombras, num declínio de prestígio. Além disso, o estilista assina uma linha própria desde 1991, e até 2003 seguia a apresentando duas vezes por ano na semana de moda de Paris.

Agora, com seu cargo incerto na Lacoste (ninguém sabe bem se ele continuará após ter a nomeação na Hermès), Lemaire decidiu que era hora de investir um pouco mais na grife que carrega seu nome.

Na cobertura de um edifício em Paris, Lemaire apresentou seu verão 2011 com uma alfaiataria repleta de elementos orientais, em que blazeres se modificavam para jaquetas com gola estilo Mao, ou então camisas tradicionais dividam o espaço com outras de desenhos típicos de vestes asiáticas. Calças quase sempre mais amplas – às vezes confundindo o olhar com aparência de longas saias – falavam do conforto onipresente da coleção, quase sempre combinadas com as jaquetas de corte quadrado.

Se a nomeação de Lemaire para o cargo na Hermès havia deixado alguma dúvida no ar, então essa coleção rica em detalhes, silhuetas e proporções já deve servir como resposta.

+ Veja o desfile completo aqui

Campanhas do inverno 2010: saem as estrelas, entram as tops

05/07/2010

por | Moda

Parece que o reinado das celebridades na moda está mesmo chegando ao fim.  Pelo menos nesta temporada.

Yves Saint Laurent Fall-Winter 2010. 2011 Womens  Advertising Campaign.preview

Algumas das principais marcas de luxo já não enxergam como vantajosa a participação de artistas em suas campanhas. Louis Vuitton, Prada, Yves Saint Laurent, Lanvin, Valentino, Miu Miu, Versace, Bottega Veneta, Christian Dior, são apenas algumas das grifes que trocaram as celebridades por modelos profissionais.

Até mesmo a Balenciaga, que cultiva toda uma relação especial com celebridades _como Charlotte Gainsbourg e Jennifer Connelly_, dessa vez escolheu um time de 10 modelos para estampar seus anúncios.

Se não fosse pela Dolce & Gabbana com Madonna para sua linha de eyewear e a Pringle of Scotland repetindo a dose com Tilda Swinton, as campanhas para o inverno 2010 seriam totalmente isentas de celebridades.

pradacampaign9Campanha da Prada inverno 2010 com Angela Lindvall e Miranda Kerr por Steve Meisel ©Reprodução

Um dos motivos mais óbvios para esse movimento seria o custo. Em tempos de vendas retraídas e incertezas econômicas não vale muito a pena investir num cachê hollywoodiano que costuma ser o triplo _ou quádruplo!_ daquele cobrado pelas modelos.

Outro problema com as celebridades é que elas raramente vêm sozinhas. São figuras associadas aos personagens de algum filme ou série de TV.  Ou seja, possuem uma notoriedade tão grande que podem acabar ofuscando o produto.

bottegapreviewCampanha Bottega Veneta inverno 2010 ©Reprodução

Modelos profissionais tendem a favorecer melhor o produto, conseguem dar vida às roupas e comunicar melhor a mensagem que se quer passar através delas, reforçando a identidade da marca. Em outras palavras, uma campanha com modelos fala mais da imagem, atitude e do conceito da marca.

versacecampaign8Campanha Versace inverno 2010 com Iselin Steiro Anna Selezneva por Mario Testino © Reprodução

+ O making of da campanha de Louis Vuitton

+ Todos os desfiles da temporada inverno 2010

Christopher Bailey, da Burberry, promove novos talentos da música

01/07/2010

por | Moda, Techno

burberry-acoustic

Não resta dúvida que a Burberry, sob comando de Christopher Bailey, é uma das marcas de luxo que melhor tem investido e utilizado a internet como plataforma de comunicação. Teve o Art of the Trench, site colaborativo e dedicado a promover a peça ícone de grife, as transmissões ao vivo (e em 3-D) dos desfiles, e a campanha interativa que permite uma visão quase 360º das imagens.

Porém, a mais recente aventura online de Bailey vem para unir suas paixões: música e tecnologia. Com o Burberry Acoustic, usuários poderão agora acessar o live.burberry.com e assistir às performances exclusivas de novas bandas britânicas escolhidas pelo próprio diretor criativo da marca. O site, por enquanto, está em fase de soft opening, com três apresentações de Life in Filme, Misty Miller e Ramona.

Sobre como Raf Simons e Lanvin sintetizaram a temporada masculina

30/06/2010

por | Moda

Na semana de moda masculina de Paris (que terminou no dia 27/06) a alfaiataria esteve no centro das atenções. Estilistas dos mais variados pareciam obcecados por encontrar um “novo terno” para o homem contemporâneo. Um uniforme masculino mais “iPad” ou “Twitter”, menos “486” ou “Startac”.

Alteraram proporções, inverteram silhuetas, ampliaram as partes de baixo, ajustaram as de cima, substituíram costuras por zíperes, esconderam botões, eliminaram golas, deceparam mangas e injetaram um pouco mais de criatividade do que aquilo que vimos em Milão.

masculinosYves Saint Laurent, Rick Owes, Kris Van Assche e Dior Homme verão 2011 ©firstVIEW

Stefano Pilati na Yves Saint Laurent eliminou as laterais das jaquetas, transformou calças em bermudas-saias com corte em “A”, e experimentou ao máximo nas proporções. Rick Owens alongou seus blazeres e arrancou as mangas num misto de androginia com religiosidade. Kris Van Assche deu extrema leveza a sua alfaiataria de volumes assimétricos na Dior Homme e a fundiu extraordinariamente com o sportswear numa das melhores coleções de sua própria marca.

Dries Van Noten misturou mods + skinheads e encurtou as barras de suas calças. Paul Helbers fez uma viagem étnico-cultural incorporando diversos elementos (de forma super inteligente) numa de suas melhores coleções para Louis Vuitton. E Riccardo Tisci, na Givenchy, uniu o blazer a calça, agora com gancho baixo, sobre camisa rendada em forma de estampa animal.

Mas o problema da alfaiataria, ou melhor, do terno, vai muito além dessas miudezas de modelagem, silhueta e proporção. Não diz respeito apenas à escassez de empregos, incerteza econômica, tão pouco à flexibilização dos dress-codes dos ambientes de trabalho. O real problema que assombra o tradicional costume masculino é sua atual falta de relevância sóciocultural.

Há muito tempo se foi a época em que a combinação calça + camisa + paletó vinha acompanhada de valores como respeito, prestígio, status social. Em tempos de hiperindividualidade, esse uniforme contemporâneo (em seus moldes convencionais), já não faz tanto sentido na vida das pessoas. São poucos aqueles (e principalmente da geração Y) que encontram nos ternos alguma real conexão com suas vidas.

O que parece faltar na moda masculina, então, é justamente acompanhar essa evolução desenfreada, ultraveloz e experimental que já faz parte das vidas de seus consumidores.

raf-simons-verao-2011Raf Simons verão 2011 © firstVIEW

É por isso que o verão 2011 de Raf Simons parece tão mais convincente. Há 15 anos no ramo, o estilista belga fez valer seu mérito como um dos designers de moda masculina mais vanguardistas do momento (foi ele que lá nos anos 90 introduziu o primeiro terno skinny, bem antes que Hedi Slimane fosse creditado, indevidamente, pela façanha).

Numa coleção repleta de ícones de sua carreira, Simons trabalhou a mesma silhueta alongada que deu o tom da temporada, porém com um impressionante equilíbrio entre precisão e emoção. Amplas calças que cobriam os pés vinham combinadas com suas famosas jaquetas/túnicas sem mangas mais ajustadas ao corpo. Nas costas, aplicou pesados zíperes industriais sobre faixas de cores intensas. A imagem final é menos formal e mais experimental, e nem por isso distante dos consumidores. Como dizia uma das estampas de suas camisetas,  foi uma coleção para falar de realismo (“realness”).

lanvin-verao-2011Lanvin verão 2011 © firstVIEW

Lucas Ossendrijver, sob a tutela do diretor criativo Alber Elbaz, parece também ter capturado o atual clima da moda masculina. Sua mais recente coleção para Lanvin falava justamente da urgência, ação e mobilidade que nos rodeia. Agora a silhueta parecia ansiosamente ajustada ao corpo, barras e acabamentos incompletos sugeriam uma constante pressa, ao mesmo tempo em que roupas ultratexturizadas (vide os ternos em bordados de pequenos recortes de seda) falavam de uma certa intimidade e necessidade de toque.

Algo de esportivo nas blusas enroladas nos ombros ou na cintura, nas calças levemente ajustadas nos tornozelos, nos blazeres abraçando o tronco e nas bermudas de tricô que simulavam aquelas de ciclistas, vinham agora não só falando de uma alfaiataria ou elegância despojada, mas também da agilidade e funcionalidade acentuada dos dias de hoje.

+ Veja as fotos das coleções completas que desfilaram o masculino em Paris Verão 2011.

Pela primeira vez em sua história, Gaultier vai lançar coleção de underwear

29/06/2010

por | Moda

Music Rock Hall InducteesNão é difícil associar Jean Paul Gaultier com o universo das lingeries. Corsets e todo um arsenal de boudoir (às vezes bem fetichista) são elementos recorrentes nos trabalho do estilista. Foi ele quem deu à Madonna aquele famoso sutiã cônico lá no comecinho dos anos 90 – “Blond Ambition”.

Só que mesmo com todo esse crédito na seara da moda íntima, Gaultier nunca chegou a ter uma linha oficial de underwear. Até agora. A marca italiana de lingerie, La Perla, acaba de convidar o estilista para assinar uma coleção inteiramente sua.

A coleção só deve chegar às lojas em novembro de 2010. Porém, algumas das principais peças criadas por Gaultier irão aparecer em seu desfile de altacostura no próximo dia 7 de julho.

Direto dos anos 1990, veludo molhado ressurge no inverno 2010

29/06/2010

por | Moda

rachel zoeChegou a hora de resgatar as peças de veludo molhado que estavam esquecidas no fundo do armário. Com a influência da moda dos anos 90 ganhando cada vez mais força, o tecido que marcou boa parte daquela década é aposta garantida de estilistas do Rio de Janeiro a Paris.

Em alguns casos, o veludo toma conta do visual, como nos vestidos do inverno 2010 de Giorgio Armani, ou então num interessante jogo de pesos e opacidades, como mostrou Martin Margiela. O tecido pode também dividir a cena com fazendas de diferentes fluidezes, como mostrou Alexander Wang.

Até a stylist queridinha das celebridades de Hollywood, Rachel Zoe, escolheu um modelo de veludo molhado amarelo gema de ovo (foto ao lado), com volume no quadril, para ir ao Costume Institute Gala na semana passada.

O importante, se você quiser embarcar na tendência, é apostar em combinações inusitadas: como fez Isabela Capeto ao combinar um casaco de veludo preto com um vestido super estampado. Quem prefere um look total aveludado, vale investir nas peças com cortes e proporções mais contemporâneas, como os vestidos curtos de mangas longas, com drapeados no busto da Cris Barros ou os ricos vestidos de Alexander Herchcovitch.

+ Veja nosso FFW Vitrine especial de veludo.

Reflexo dos anos 80: óculos espelhados no topo das paradas

29/06/2010

por | Moda

óculos_07Anna Dello Russo durante a semana de moda masculina de Milão ©Reprodução

Sabe os óculos espelhados dos anos 1980 que, por algum milagre, você não jogou fora e deixou esquecido no fundo da gaveta? Então, pode trazê-los de volta ao seu dia-a-dia.

Desde que Erick Estrada e Larry Wilcox incorporaram os policias “CHiPs” na famosa série de TV americana, os óculos espelhados – mais o modelo Aviador da Ray Ban – caíram no gosto popular. Em 1986, quando Tom Cruise apareceu com o mesmo modelo no sucesso dos cinemas “Top Gun – Ases Indomáveis” a epidemia reluzente já era generalizada. Em 1991, o longa “Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final”, corou a moda reflexiva que, ao longo da década, flertou com o mundo dos esportes através de modelos em diferentes cores que invadiram as ruas das principais capitais do mundo. Uma referência pop mais recente pode ser encontrada na saga “X-Men”, onde o personagem Scott Summers, o famoso Ciclope, usa um modelo espelhado na cor vermelha.

Na temporada de Verão 2011, com o surfe aparecendo entre as principais vontades da moda, os óculos espelhados, embora tímidos nas passarelas, marcaram presença em quase todas as publicações de moda. Nas ruas de Milão, Nova York e Paris, eles têm aparecido com considerável freqüência nos rostos dos principais editores.

Na zona de conforto, Milão aposta num homem menos formal

25/06/2010

por | Moda

Se você não consegue lembrar muito da semana de moda masculina de Milão, não se preocupe: sua memória está muito boa. O masculino do verão 2011 apresentado na cidade italiana entre os dias 19 e 22 de junho passou sem grandes emoções.

O extremo foco na qualidade e manufatura das peças tirou quase que por completo o poder das imagens de moda. Roupas para vida real, confortáveis, num grande mix do formal com o causal. Reviver a essência ou herança das marcas é outra preocupação que continua prendendo estilistas numa zona de segurança. Domenico Dolce e Stefano Gabbana, comemorando os 20 anos de sua linha masculina, colocaram na passarela uma linda coleção que trouxe de volta o melhor da alfaiataria siciliana.

dolcegabbana-verao-2011Dolce & Gabbana verão 2011 ©firstVIEW

Calças e bermudas largas com cordas amarradas na cintura, blazeres de linho com abotoamento duplo ou simples, camisas extrafinas (às vezes até transparentes) e uma constante imagem de despojamento, não carecem de apelo comercial. Porém, não agregam nada de novo.

O mesmo acontece na Gucci, onde Frida Giannini fez a acertada escolha de falar menos de sua paixão rocker e mais de alguns códigos elementares da grife. Assim, olha para um homem dos finais dos anos 1960, aposta numa sensualidade nonchalance, onde camisas abertas ou blusas de seda com golas amplas revelam parte do torso, muitas vezes decorados com lenços coloridos, numa coleção extremamente sofisticada, ainda que nada revolucionária na passarela.

gucci-verao-2011Gucci verão 2011 ©firstVIEW

Talvez o principal sentido do masculino milanês seja uma mudança no tradicional costume masculino. Cada vez menos homens estão utilizando ternos (pelo menos os convencionais). Seja por pura opção ou possibilidade, ou por um simples fato da realidade: a escassez de empregos. Especialistas podem até atestar que o pior da crise já passou, que a economia está retomando fôlego e que as vendas do primeiro semestre voltaram a crescer. Porém, as estatísticas comprovam uma baixa generalizada no mercado de trabalho.

Sob essa ótica, fica fácil entender porque Tomas Maier encerrou seu desfile masculino na Bottega Veneta com looks de praia e não com um guarda-roupa formal. Numa das coleções-síntese da temporada milanesa, fundiu como ninguém o formal ao causal – muitas vezes numa peça só. Blazeres vinham com interessantes recortes angulares de diferentes tecidos. Jaquetas ajustadas (um hit da temporada) com calças amplas numa interessante proporção sexy, masculina, porém delicada, assim, tudo ao mesmo tempo.

bottega-veneta-e-giorgio-armani-verao-2011Bottega Veneta e Giorgio Armani verão 2011 ©firstVIEW

Giorgio Armani também trocou seus famosos ternos de formas amplas por versões contemporâneas em que os blazeres de abotoamento dulpo se encurtam e se aproximam do corpo. Refrescando seu repertório de forma natural e inteligente, muitas vezes troca seu paletó do século 21 por jaquetas de corte reto (usadas sem nada por baixo para aumentar o tom sexual do desfile) combinadas com calças volumosas quase sempre em tons neutros. Motoqueiros elegantemente sexy, com direito a sombra nos olhos, e acessórios fluorescentes.

Motoqueiros também serviram de tema para Christopher Bailey, combinando jaquetas curtinhas, repletas de tachas, com calças ultraskinny em couro arrematadas por sandálias híbridas de birkenstock com gladiadores. Para reforçar (mais uma vez) a supremacia da Burberry nos outerwears, Bailey mergulhou novamente nos arquivos da marca para encontrar algum pano de fundo para as recorrentes reconstruções do famoso trench-coat.

burberry-verao-2011Burberry verão 2011 ©firstVIEW

Com resquício militar do inverno passado, as jaquetas de agora se acinturam ao corpo masculino, ganham detalhes de couro nos ombros, golas e mangas sobrepostas aos tricôs de ponto largo ou camisetas de malha bem solta. No fim, o tema motoqueiro e algumas jaquetas tachadas pareceram um tanto artificiais.

+ O verão de uniformes de trabalho da Prada

+ Coleções completas dos desfiles masculinos de Milão

De dentro pra fora: SHOWstudio lança mostra com imagens perturbadoras

24/06/2010

por | Cultura Pop

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Imagens perturbadoras, que causam estranhamento e às vezes até repulsa estão longe de ser novidade para a moda e, principalmente, para a arte. Na moda, Alexander McQueen e Hussein Chalayan são apenas alguns dos nomes que basearam boa parte de seus trabalhos sobre decadências, traumas e até a morte.

Tudo isso é ponto de partida para a mais recente exposição do SHOWstudio. “Inside/Out” leva o que é tipicamente interno para o lado de fora. Reunindo alguns dos artistas mais controversos da atualidade e alguns dos estilistas mais contestadores, a exposição ressalta como o estranhamento e a repulsa funcionam como meio de liberação para as barreiras comerciais ou os paradigmas de representação que rejeitam tudo aquilo que foge da ideia clássica que temos sobre a beleza.

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Por enquanto o line up da mostra tem Marilyn Minter, Ariana Page Russel, Naomi Filmer, Shaun Leane, Helen Storey, Terence Koh, Dan Colen e Annie Dicke. Novos artistas e estilistas irão gradualmente incorporar a mostra que vai do dia 26 de junho a 14 de agosto, e transmissões ao vivo de performances também irão acontecer no site SHOWstudio.com ao longo deste período.

+ SHOWstudio.com

País do futuro: Brasil já é a vontade mestre do próximo verão

23/06/2010

por | Moda

british-colony-e-melk-zdaBritish Colony e Melk Z-Da verão 2011 ©Agência Fotosite

Um verão que não deixou (muitas) lembranças. É assim que ficou (ou não ficou) na memória a temporada de moda nacional que terminou no último dia 14/06. Fashion Rio e SPFW passaram sem muitas surpresas – nenhuma proporção verdadeiramente nova, nenhuma modelagem realmente diferente. O foco no produto – talvez pressão do lado comercial frente à economia aquecida – reduziu o espaço do conceito, da ousadia ou mesmo das experimentações.

As tendências foram muitas: entre as principais, o domínio dos tons caramelizados e pastel, as cores e estampas da natureza (viva os florais tropicalistas!), as rendas e materiais vazados, as transparências e texturas, os plastificados. Diversas miudezas de estilo que não valem ser esmiuçadas agora. Afinal, o mercado ainda está colocando em prática as tendências do inverno 2010, que foram desfiladas em janeiro.

maria-bonitaMaria Bonita verão 2011 ©Agência Fotosite

Agora vale olhar para um quadro um pouco maior. Olhar mais para a causa do que para as conseqüências. Para as inspirações e rumos que irão nortear a estação mais quente do ano.

Entre as principais propostas desta temporada existe um ponto em comum e muito forte: o próprio Brasil. Pode até não ser a tendência mais importante, nem a mais relevante (comercialmente), mas é, sem dúvidas, a mais interessante.

Muito além do surto patriótico que acomete a nação em tempos de Copa do Mundo, o Brasil surgiu como inspiração para alguns dos mais importantes desfiles da temporada – e o melhor de tudo, bem longe dos clichês.

Durante o Fashion Rio, o primeiro a dar sinal desse movimento nacionalista foi o pernambucano Melk Z-Da. Transformou em vestes-armaduras futuristas objetos do cotidiano, sempre de olho em danças típicas do Nordeste brasileiro. Maxime Perelmuter também conjugou seu carioquês na British Colony de maneira que uniu o conceitual com o comercial, o nacional com o internacional, tudo de forma extraordinária.

joao-pimenta-e-amapoJoão Pimenta e Amapô verão 2011 ©Agência Fotosite

Nacional com cara de internacional é algo que Danielle Jensen, na Maria Bonita, sempre soube fazer muito bem. Desta vez foram casas nordestinas que serviram como ponto de partida não só para a cartela de cores barrenta, mas também para os materiais, formas, desenhos e a essência de sua aclamada coleção.

João Pimenta falou da chegada da família Real portuguesa ao Brasil. Misturou surfe, erotismo, contou o passado pelo presente. A Amapô, numa de suas melhores coleções, também transformou o ontem no amanhã, revirando o tradicional de modo a deixá-lo super contemporâneo. O Maracatú e outras danças regionais servem de base para a moda colorida da grife, que quer entrar no verão repleta de recortes e cheia de energia.

alexandre-herchcovitchAlexandre Herchcovitch verão 2011 ©Agência Fotosite

O Brasil surge em parte como resposta, em parte como complemento, de uma outra forte tendência: a extrema simplicidade de construção e formas. Texturas, tecidos e principalmente as cores são protagonistas deste conto de verão 2011. Alexandre Herchcovitch, numa das melhores coleções da temporada, colocou toda a sua construção trabalhadíssima em função das cores que comandam seu verão. Expressionismo na passarela = plateia impressionada.

reinaldo-e-neonLook de Reinaldo Lourenço entre Neon verão 2011 ©Agência Fotosite

A Neon se concentrou no neoprene para uma de suas coleções mais bem resolvidas. Apresentação incrível, final emocionante, Dudu Bertholini e Rita Comparato limpam os excessos e se focam na criação de roupas de verdade. E Reinaldo Lourenço usa o design e as cores dos carros tunados para falar do tempo, ou da falta dele, numa coleção que girava em torno da velocidade. Formas puras, com perfume 1960s, dão o tom na coleção limpa e afiada, que mostra que não é nada simples falar de simplicidade.

+ Central de links para todos os desfiles do Verão 2011.

Inspirada em uniformes de trabalho, Miuccia Prada desfila seu masculino

21/06/2010

por | Moda

prada-verao-2011Se você é daqueles que não aguenta mais os ternos de três botões, melhor ir se acostumando com presença deles. Mais ajustados do que aqueles dos anos 1990, os blazeres do verão 2011 da Prada ganham posição de destaque nesta mais recente coleção, desfilada no domingo (20/06) em Milão.

O ponto de partida? Bem, esse assunto é sempre um pouco confuso quando se trata da brilhante mente de Miuccia Prada. Mas, conforme revelou a imprensa internacional, a estilista diz ter se baseado em uniformes de trabalho, dos mais variados tipos e origens.

Assim, o desfile abre com uma série de ternos de silhueta rente ao corpo, mas que aos poucos vai se afastando. Blazeres vem combinados com calças secas, tricôs com gola reta, camisas, sapatos com plataforma pesada e óculos esportivos coloridos, já anunciando o que estava por vir – a apresentação termina com uma vibrante série de looks cheios de cores.

Os tecidos desta vez seguem o tema principal. Já que o assunto é trabalho, o algodão – matéria prima de muitos uniformes – vem junto ao denim (olá, operários!) em peças amplas, lembrando roupas hospitalares. Vez ou outra o material volta  a se ajustar ao corpo nos ternos que, embora sequinhos na parte de cima, vêm acompanhados por calças largas. Bermudas também se maximizam, às vezes parecendo saias devido à modelagem larga. Combinados aos tops quadradões, camisas alongadas ou aos bons tricôs listrados, resultam numa proporção fresca, porém pouco inovadora.

+ Veja a coleção completa na nossa seção de desfiles!

Jil Sander por um verão mais colorido no guarda-roupa dos meninos

18/06/2010

por | Moda

036Alexandre Herchcovitch não foi único que se deixou levar pela força das cores no verão 2011. Raf Simons, na Jil Sander, também se valeu do mesmo fundamento para eletrizar as formas simples de suas camisetas e suéteres de golas arredondadas, blazeres e calças geométricas e shorts quadrados.

Em comemoração ao seu quinto ano na direção criativa da marca alemã, Raf Simons dessa vez apresentou sua coleção masculina na famosa feira de negócios Pitti Uomo. Aproveitou um grande jardim de uma mansão em Florença como passarela, e ganhou até um pôr-do-sol por entre nuvens tempestuosas como cenário.

As roupas foram, em parte, uma homenagem ao que há de mais essencial na Jil Sander, mas também uma afirmação daquilo que Simons vem imprimindo sobre a identidade da marca. Roupas fáceis de usar, onde nada além da cor já é suficiente para encher os olhos dos consumidores. Rosa, laranja, amarelo, verde, turquesa, roxa e azul surgem em tonalidades fluorescentes, elétricas, super pop, dominando a totalidade da peça ou aparecendo discretamente nas costas de casacos navy acinturados.

Estampas de maxi flores, ou pequenos florais assimétricos, dividiam espaço com listras coloridas, em contraposição às peças neutras, como os blazeres de mangas sanfonadas.

A temporada internacional ainda nem começou, mas já podemos ir nos preparando para um verão mais technicolor.

+ Veja o desfile completo aqui

Seven For All Mankind abaixa a bola e volta a anunciar em revistas

18/06/2010

por | Moda

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Desde o ano de 2008, a marca de jeanswear Seven For All Mankind se orgulhava por não precisar de campanhas para promover suas vendas. Mas depois de uma temporada bem fraca, esse orgulho se foi: a grife se viu forçada a voltar aos anúncios impressos e online.

Com direção de agência de publicidade nova iorquina Chandelier, a marca gastou alto com um time poderoso para fotografar os modelos Masha e Julian Schratter em plena Sunset Boulevard. Com fotos assinadas por Mert Alas e Marcus Piggot, e styling por Alex White, as campanhas já tem páginas garantidas nas revistas “Vogue”, “W”, “Vanity Fair”, “InStyle”, “Elle”, “GQ”, “Details”, “V” e “Nylon” de setembro deste ano.

Haider Ackermann surpreende com sua primeira coleção masculina

17/06/2010

por | Moda

O FFW já havia antecipado aqui que Haider Ackermann iria apresentar sua primeira coleção masculina nesta edição da feira de moda Pitti Immagine. Aconteceu ontem (16/06), num dos salões do sombrios do Palácio Corsini, com direito a vocal da modelo/cantora Jamie Bochert na trilha sonora.

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Buscando descobrir quem era o homem por trás da mulher Ackermann, o estilista traduziu bem seus códigos mais característico para o masculino. Do étnico vem não apenas as formas que ampliam as calças e transformam blazeres em quimonos desestruturados, mas também boa parte da estamparia em tonalidades escuras. Sedas, cetins, e mais uma imensa gama de tecidos aparecem agora sobrepostos, amarrados em camadas que se misturam gerando volumes naturais e proporções frescas. Sua famosa alfaiataria desconstruída se faz presente, somada a um sportswear sutil, quase que imperceptível, em peças de modelagem desestruturada e corte sinuoso.

Ainda não se sabe se esta coleção masculina será comercializada. Mas ela fez perfeito sentido junto aos poucos looks de sua coleção de resort.

+ Veja o desfile completo aqui