Se o álbum “King Of Limbs” não foi tão empolgante para os fãs do Radiohead, agora a banda os compensa com duas faixas inéditas, divulgadas nesta sexta-feira (15). “Supercollider” e “The Butcher” foram lançadas dentro do projeto “Record Store Day”, onde centenas de artistas lançam, simultaneamente, edições limitadas de álbuns, EPs e vinis para aquecer a circulação das lojas de discos na Europa e EUA — que estão ameaçadas de extinção, culpa do pequeno volume de vendas.
“Collider” é progressiva, tem quase sete minutos e melodia etérea (remetendo à guinada eletrônica no grupo em 2000, com o disco “Kid A”). Já “Butcher” é rítmica e pesada. Apesar da especulação da imprensa especializada, a banda diz que não planeja lançar uma “segunda metade” para seu disco mais recente.
“La Liberacíon” é o nome do novo disco do CSS (conhecido por aqui como Cansei de Ser Sexy), que será lançado em agosto de 2011. A banda se desligou da SubPop, gravadora clássica (pense Nirvana) do rock americano e que lançou seu dois primeiros álbuns; “CSS”, de 2006, e “Donkey”, de 2010. Agora, integram o casting da v2 Music.
Liderado pela vocalista Luísa Lovefoxxx, o grupo toca neste fim-de-semana no festival Coachella. Depois, partem em uma turnê pelos EUA, com shows ao lado do grupo Sleigh Bells.
Em um release disparado para a imprensa, Lovefoxxx revela que o “Liberacíon” foi gravado em São Paulo. Foram anunciadas parcerias com Bob Gillespie, do Primal Scream, e a banda Ratatat. Muita expectativa se forma ao redor do lançamento — principalmente para quem lembra do sucesso estrondoso que o primeiro disco do grupo fez pela Europa e Estados Unidos. No auge dos new-ravers, a banda colecionou capas de revistas como a NME e Dazed And Confused — o que não aconteceu com “Donkey”, álbum cuja recepção foi morna pela imprensa especializada.
Entre um exército de galãs politicamente corretos, Ezra Miller se destaca em Hollywood. Aos 18 anos, o ator estrela o filme “Another Happy Day”, de Sam Levinson, um dos mais comentados no Festival de Cinema de Sundance, no papel de um adolescente perturbado pela família. À primeira vista, o que chama atenção em Ezra é seu visual junkie:magro, com cabelos pretos sobre a testa e olheiras discretas.
Mas é a atração pelo “lado negro da força”, escolhendo papéis de profundidade emocional como adolescentes problemáticos ou viciados, que faz dele um ótimo candidato a bad-boy de Hollywood — mais ou menos como Johnny Depp ou Ewan McGregor foram nos anos 1990. Em entrevista à “Interview”, ele revela sua preferência.
“É isso [o lado dark] que eu gosto, que eu busco. Sinto que uma doença, uma distrofia está crescendo nas pessoas, tem algo na nossa sociedade, algo de errado nas nossas estruturas psicológicas”, refletiu.
Achou o garoto precoce? Aos seis anos, ele cantava ópera como mezzo-soprano e participou de uma peça contemporânea de Philip Glass. Aos 16, foi destaque no seriado “Californication”, ao lado de David Duchovny (“Arquivo X”). Ainda em 2011, estreia com o longa-metragem “We Need To Talk About Kevin”, de Lynne Ramsay. E seu papel dos sonhos, revela, é o autor Edgar Allan Poe. “Ele despertou várias coisas obscuras em mim. Assim que tiver um bigode, quero interpretá-lo”.
Nominado a prêmios no CFDA (o Council of Fashion Designers Of America) por cinco vezes consecutivas, Michael Bastian é um dos designers de moda masculina mais celebrados do momento. Nascido em NY, o estilista está à frente da marca que leva seu nome, focada em masculino (e mais recentemente, explorando a moda feminina) e também da GANT — que vem se destacando no cenário internacional, com coleções que dão um update contemporâneo aos elementos mais clássicos do guarda-roupa do homem. E melhor: que você pode achar na loja da grife em São Paulo, SP.
Neste ano, Michael foi nomeado mais uma vez ao CFDA Awards, na categoria “Melhor Estilista Masculino”. O FFW conversou com ele sobre Nova York, sua primeira revista de moda e a pressão que sofrem os estilistas.
Confira:
Como foi o seu primeiro contato com moda?
Quando tinha 12 ou 13 anos, fiz minha primeira assinatura da revista “GQ”.
O que te inspira?
Andar pelas ruas de Nova York principalmente, mas filmes e música também são parte importante. Mas muda a cada estação.
Qual é a melhor e a pior coisa da moda em NY? Acho que estas questões são ligadas em um certo sentido. A melhor coisa da moda nova-iorquina é a sua acessibilidade — é realmente próxima, e aberta. A pior coisa é que às vezes ela pode tentar ser tudo para todos ao mesmo tempo, o que é o oposto do luxo. Luxo sempre precisa parecer um pouco com um clube privado.
Você foi indicado pela quinta vez ao CFDA Awards. Como se sente? É sempre uma honra ser reconhecido por seus colegas de profissão.
Você se sente mais pressionado com esse reconhecimento todo? Especialmente agora, quando as pessoas tem discutido a quantidade de cobrança que estilistas têm em seus ombros, assinando tantas coleções por ano… Há muita pressão em cima dos designers atualmente – particularmente quando fazemos colaborações ou linhas secundárias – como a que fazemos com a GANT. Mas a pressão é muito mais auto-gerada do que externa, você quer ser melhor do que foi antes. Ao menos esta é a minha experiência.
Você trabalhou em empresas de alto luxo como Tiffany e Sotheby’s. O que aprendeu com essas experiências? O mundo do luxo é muito especial, tem a sua própria lingua e regras. No final das contas, ninguém precisa de fato das coisas que produzimos. É uma questão de desejo, de raridade e exclusividade e toda a experiência que você dá ao consumidor — dos botões à sacola de compras, aos vendedores das lojas. O cliente está comprando o sonho daquilo que ele quer viver e ser. É algo muito efêmero.
Fale um pouco sobre a coleção mais recente da GANT… Eu sempre gosto de colaborar com a GANT. Para mim, é um pouco como férias. É um consumidor mais jovem cuja motivação para levantar de manhã é se vestir e se sentir bem com eles mesmos, e aparentar o melhor que conseguem. E isto é muito válido. GANT by Michael Bastian mira ao cara que está reunindo o seu primeiro guarda-roupa de trabalho. É o irmão mais novo do cara que consome a Michael Bastian. Eles têm o mesmo pai, mas personalidades distintas.
Você tem desenhado para mulheres agora. Como tem sido a experiência? É como aprender uma nova língua. Mulheres consomem diferentemente, se vestem de outra forma, têm outras expectativas de uma coleção. Elas se movem muito mais rápido entre marcas e são menos leais que homens. Sinto que você precisa trabalhar duas mais vezes para desenhar moda feminina. Mas talvez seja por isso que eu sempre fui um estilista de moda masculina.
Você também já colaborou com as Havaianas. Como surgiu esse convite?
A Havaianas nos procurou após notar que estávamos usando seus chinelos em nossos desfiles, e nós não poderíamos ficar mais felizes em trabalhar com eles. É sempre um sonho quando uma empresa que você já conhece e ama, como a GANT, te procura para fazer algo.
- Lady Gaga caiu do cavalo – ou melhor, do piano – durante um show nesta segunda-feira (11.04) em Houston, nos Estados Unidos. A cantora, que estava em cima de um piano de cauda (propositalmente) em chamas, tropeçou e caiu de bunda no chão. Sem drama: engatinhou e engatou a falha em uma coreografia improvisada. Profissa.
- João Brasil, o “Rei Dos Mashups”, lançou o EP “I L.O.V.E. Bananas” no início deste mês. O single homônimo, uma mistura de electro com tecnobrega, conta com os vocais de Luísa Lovefoxx, do CSS. “Às vezes eu lambo, às vezes eu mordo”, diz a letra bem literal, mas que já tem feito sucesso em pistas alternativas. A recepção da imprensa internacional foi boa, com blogs publicando que sentem cheiro de “um hit de verão”.
- PJ Harvey sempre chama atenção, mas em uma apresentação no talk show do Conan O’Brien nesta segunda (11) ela não o fez pela música. A cantora britãnica, que está divulgando seu disco mais recente, “Let England Shake”, se apresentou em um vestido branco comprido e esvoaçante, e com um arranjo de pássaros empalhados no cabelo. Na sua banda, o parceiro John Parish engrossa a faixa “Last Living Rose”.
- Já ouviu a nova dos Beastie Boys? Os dinossauros do rap/rock lançam no próximo dia 03 o álbum “Hot Sauce Comittee Pt. 2″, pela gravadadora Capitol. O primeiro single, “Tadlock Dresses”, você ouve no player:
- O pior remix de 2011 já tem dono. Ou melhor, donas: Britney e Rihanna colaboraram em uma nova versão de “S&M”, o single sadomasoquista de Rihanna. Soterrada sob uma montanha de auto-tune, a voz de Britney aparece recitando versos onde pede para “amarrá-la se se comportar mal”.
Marina Ann Hantzis é anônima. Sasha Grey é a maior estrela do cinema pornô americano. As duas, no entanto, ocupam o mesmo (desejado) corpo, agora se aventurando em Hollywood, nas artes plásticas e na fotografia. Ela lança atualmente o livro “Neü Sex”, pela editora Vice.
Sasha começou na indústria pornô aos 18 anos, em Los Angeles, e foi premiada na profissão — seu primeiro filme foi uma orgia com 12 pessoas. Rapidamente, pela pouca idade e talento, ganhou notoriedade nos EUA, chegando a participar do talkshow de Tyra Banks. Em 2011, anunciou sua aposentadoria da indústria do sexo, aos 23 anos.
Atualmente, Grey foi confirmada para o novo filme do ganhador do Oscar Steven Soderbergh (‘Traffic’). É a segunda produção de Soderbergh da qual ela participa, depois de “Confissões de Uma Garota De Programa”. Já integrou também a série de TV “Entourage” — no player, confira uma entrevista da atriz sobre o programa (em inglês):
Em entrevista ao “Times”, Grey (que tirou o pseudônimo de “O Retrato de Dorian Gray”) explica o livro, onde explora a nudez com a intenção de causar desconforto. Cenas de escatologia são comuns. “Esta é a realidade”, diz. “Como uma mulher que está sob os holofotes da fama, devemos estar sempre prontas para ter o melhor maquiador e a melhor roupa. Mas somos seres humanos”.
No texto, ela ainda cita Sartre sem medo. “Como individuais nós somos a percepção que os outros têm de nós. Eles nos objetificam. O importante é como nos definimos, o que permite que sejamos livres”. E para todos aqueles que se apressam a julgá-la por sua antiga profissão, Sasha dá a sua visão de vulgaridade. “O fascínio das pessoas por desastres naturais. O fato dessas gravações serem exibidas, na minha cabeça, é pornográfico”.
Yellow Ostrich é o segredo mais bem-guardado do rock em 2011. Misturando com maestria melodia e percussão no disco de estreia “The Mistress”, a banda é liderada por Alex Schaaf. O músico e vocalista deu uma entrevista ao site “Ain’t No Picasso”.
Um ponto forte do álbum é o uso de harmonias vocais — que voltaram à moda depois do estouro folk em 2008, com bandas como Grizzly Bear e Fleet Foxes. Mas a sonoridade é iluminada pela percussão iluminada, que fica em algum lugar entre o tribal e o (pasme!) algo que lembra remotamente o samba.
Ouça “Whale” para entender:
A facilidade com que Alex contrói sentimentos e controla a atmosfera do álbum é explicada por seu background em jazz e música clássica. “Acho que sempre fui da música pop, no ponto de vista. Mas ter estudado música clássica na escola me ajudou a entender harmonias e o efeito que usa certas cordas pode ter em uma música”, explicou.
A banda, que reside em NY, vem chamando atenção de blogs alternativos de música — especialmente após uma rodada de shows no festival South By Southwest, em Austin, Texas, que aconteceu em março. Com alta rotação no Hypemachine, planeja ter o disco relançado ainda em 2011.
A banda de Jamie Hince (também conhecido como namorado de Kate Moss) e Alison Mosshart (também conhecida como vocalista do Dead Weather), lançou mundialmente na última terça-feira o álbum “Blood Pressures”. Após três anos de hiato, a dupla volta mais insinuante do que nunca: Mosshart tem agora no currículo uma parceria com Jack White, e Hince, muito material para escrever, especialmente com a vida jet-setter ao lado da namorada topmodel.
O disco abre com a percussão retumbante — como sangue quente correndo pelas veias — em “Future Starts Now”, adoçada pelas harmonias vocais que são marca registrada do grupo. Algo de mais pesado permeia “Blood Pressures”; isso fica evidente em “DNA” e “Satelitte”, que ganhou clipe.
Assista no player:
Pelo resto do disco, a banda segue confiante nas mesmas diretrizes de sempre: rock de garagem com voltado para o blues, mas renovado pelos vocais de Alison e as letras encharcadas de ironia. As 11 canções foram gravadas no estúdio Key Club, em Michigan — o mesmo onde “No Wow” e “Midnight Boom” foram concebidos. A única faixa a quebrar (positivamente) o clima rústico é a balada “The Last Goodbye”, levada somente no piano e com profundidade emocional ímpar.
Confira o tracklist:
“Future Starts Slow”
“Satellite”
“Heart Is a Beating Drum”
“Nail in My Coffin”
“Wild Charms”
“DNA”
“Baby Says”
“The Last Goodbye”
“Damned If She Do”
“You Don’t Own the Road”
“Pots and Pans”
O fim-de-semana chegou, e com ele o #FFWsetlist! Com indicações musicais da redação do @portalffw mais as sugestões dos nossos followers no Twitter, nesta edição temos canções de artistas como Mika, Hot Hot Heat, Jack White e muito mais.
Mila Kunis (“Cisne Negro”) e Justin Timberlake (“A Rede Social”) unem forças em “Amigos Com Benefícios”, longa-metragem que chega aos cinemas brasileiros em 19 de agosto. Na trama, os dois amigos resolvem contrariar os clichês dos filmes de comédia romântica e serem amigos que fazem sexo. A mesma regra não vale para o próprio roteiro, em que os dois se apaixonam e… bom, você sabe o resto. A direção é de Will Gluck, estreante em produções de grande orçamento.
Até aí, pouca novidade.
A parte curiosa — para dizer o mínimo — é que Natalie Portman, que ganhou o Oscar por “Cisne Negro”, está atualmente nos cinemas com “Sexo Sem Compromisso” ao lado de Ashton Kutcher. E que a trama é exatamente a mesma (o suficiente para que os dois filmes quase fossem divulgados com o mesmo título!). A direção aqui é do veterano Ivan Reitman, que assina os clássicos dos anos 1980 “Os Caça-Fantasmas” e “Um Tira No Jardim Da Infância”.
Coincidência ou não, a situação é mais engraçada para quem assistiu a competição psicótica entre as dançarinas “cisne branco” e “cisne negro” no filme que retrata o mundo do balé. Assista ao segundo trailer e comente: quem você prefere?