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Ilha do Medo: figurinista teve que fazer a mesma roupa 44 vezes

“Ilha do Medo” (título original “Shutter Island”) se passa em 1954, no auge da Guerra Fria, e tem como ponto de partida uma visita investigativa do detetive americano Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) ao impenetrável (e fictício) Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, que fica numa localidade chamada Shutter Island. Na vida real, a ilha se situa a menos de 160km de Boston e abriga apenas a vida cotidiana, e o sanatório é um asilo abandonado em Massachusetts. Mas isso só na vida real.

leo-dicaprio-mark-ruffalo-shutter-islandA dupla Teddy e Chuck (DiCaprio e Ruffalo): figurinos impecavelmente fiéis ao estilo anos 1950, com cós super amplo, casacos oversized, gravatas pequenas e um conjunto da obra tipo Dick Tracy © Divulgação

A extrema habilidade do diretor Martin Scorsese em romper o limiar entre ficção e realidade é, mais uma vez, arrebatadora: com condições climáticas atuando como se fossem um personagem absolutamente cruel, figurantes doentios e ação de tirar o fôlego, “Ilha do Medo” proporciona 138 minutos de pura adrenalina na veia.

Adaptado do livro homônimo de autoria de Dennis Lehane e assumidamente inspirado no clássico do cinema expressionista “O Gabinete do Doutor Caligari” (Martin Scorsese declarou que estava olhando para um pôster do filme quando aceitou dirigir “Ilha do Medo”), o longa-metragem pode parecer somente uma história noir interessante. Mas as reviravoltas no roteiro logo transportam a sala de projeção para dentro da telona – e, o mais impressionante nos dias de hoje, sem necessidade de recorrer ao 3-D.

max-von-sydow-e-sir-ben-kingsley-shutter-islandA dupla de doutores interpretados pelos geniais Ben Kingsley e Max von Sydow: numa analogia esperta, eles seriam como o ‘médico’ e o ‘monstro’ © Divulgação

No microcosmo de Shutter Island, personagens como Dr. Cawley (Ben Kingsley), Dolores (Michelle Williams) e o nefasto Dr. Naehring (Max von Sydow) cruzam o caminho da dupla de detetives numa trama que leva quatro dias para se desenrolar. “Não há muita esfera de ação para mudar gradualmente as roupas dos personagens”, explicou Sandy Powell, figurinista do filme e dona de três estatuetas do Oscar – a mais recente delas por “The Young Victoria” –, ao portal FFW através da assessoria de imprensa da Paramount Pictures.

Como a maior parte dos personagens usa somente um ou dois figurinos, esses trajes passam por muita coisa. “Tive que fazer quarenta e quatro versões da roupa de Teddy [DiCaprio], porque ele fica encharcado e amarrotado em suas diversas aventuras: furacão, mar, penhascos, caverna. Digamos que ele passa por vários estágios de sujeira, o que fez com que o figurino fosse pensado de uma maneira não convencional”.

Além das adaptações de Powell, o figurino exala anos 1950: os ternos possuem modelagem mais ampla, as calças são folgadas, com pregas e cós generoso, e os ombros são bem marcados por acolchoados internos. No caso de DiCaprio, as gravatas dão um show à parte: minúsculas, elas aparecem sempre em estampas caricatas e divertidas, talvez para quebrar um pouco o clima de terror que, sem dúvidas, vai fazer você pular da cadeira.

leo-dicaprio-mark-ruffalo-shutter-island-2O figurino de Leonardo DiCaprio teve que ser reproduzido quarenta e quatro vezes pela equipe de Sandy Powell © Divulgação

“Ilha do Medo” estreia nesta sexta-feira (12/03) nos principais cinemas brasileiros. Confira detalhes na Agenda FFW.

+ Site oficial do filme: shutterisland.com

+ Página do Facebook: facebook.com/ShutterIsland

FICHA TÉCNICA

Título original
“Shutter Island”

Título no Brasil
“Ilha do Medo”

Direção
Martin Scorsese

Produção
Martin Scorsese
Bradley J. Fischer
Mike Medavoy
Arnold W. Messer

Roteiro
Laeta Kalogridis
Steven Knight
Dennis Lehane

Elenco principal
Leonardo DiCaprio
Ben Kingsley
Mark Ruffalo
Michelle Williams

Trilha sonora
Robbie Robertson

Direção de fotografia
Robert Richardson

Edição
Thelma Schoonmaker

Estúdio
Phoenix Pictures

Distribuição
Paramount Pictures

Duração
138 minutes

País de origem
Estados Unidos

Idioma
Inglês

Quanto custou
US$80 milhões

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O ‘novo militarismo’ vai tomar o Inverno 2010 de assalto!

Coven - Fashion Rio Inverno 2010Backstage do desfile de Inverno 2010 da Coven: militarismo reinterpretado através de tricôs e Lurex © Agência Fotosite

Agora que terminou a temporada de desfiles para o Inverno 2010, chegou a hora de filtrar as principais tendências que (re)apareceram nas passarelas.

Uma delas foi a onda militar, que contaminou todo o mundo da moda, transformando os trenchcoats nas novas jaquetas, os camuflados nos novos florais e o verde militar no novo preto, confirmando que a moda está em pé de guerra. Junya Watanabe, Burberry, Pedro Lourenço e Louise Goldin foram algumas das grifes que investiram na tendência nas semanas internacionais.

Apesar de serem eventos repudiantes, as guerras serviram, historicamente, como pool de inovações. Foi durante a 2ª Guerra Mundial, por exemplo, que surgiu o náilon como tecido usado nos paraquedas e outros itens militares. O próprio trenchcoat saiu dos campos de batalha. Além disso, macacões, jaquetas aviador, ombreiras, bolsos utilitários e uma infinidade de outros itens hoje comuns no nosso guarda-roupa antes eram restritos ao frontline.

A culpa pode ser da economia mundial instável, da violência urbana ou mesmo da ansiedade que já faz parte do nosso cotidiano. Cada vez mais queremos nos proteger do mundo lá fora. E a moda, como espelho da sociedade, reflete essa imagem de insegurança de váris formas, uma delas o militarismo.

A novidade agora é que a onda não se resume a jaqueta militar ou ao trenchcoat – item que foi tendência no Verão 2010. O militarismo do Inverno 2010 não é óbvio. Para muito além dos camuflados e jaquetas inspiradas nos anos 1940, as referências militares de agora são trabalhadas de maneira sutil. “Queremos apenas as referências leves do militarismo”, disse Maurício Ianês antes do seu desfile para a TNG em janeiro deste ano, durante o Fashion Rio.

Para a maioria dos estilistas que citaram a referência em suas coleções desfiladas nesta temporada, a sutileza foi um atributo essencial. O novo militar serve principalmente aos propósitos da alfaiataria, funcionando muito mais como elemento de decoração para blazeres, jaquetas, coletes e até camisas.

Foi assim na Juliana Jabour, onde o militar serviu de recurso essencial para dar força e estrutura a sua moda que costuma ser bem feminina. Para Alexandre Herchcovitch, veio como elemento de poder essencial para sua alfaiataria impecável, tanto no feminino quanto no masculino.

Na TNG, o militar também aparece escondido entre os motivos étnicos e mixado com as referências de esquimós caçadores do Alasca. Já na Cantão, a pluralidade de culturas e etnias de Budapeste abusa do verde militar e da modelagem de suas jaquetas e vestidos de ombros ligeiramente marcados. E na 2nd Floor uma das peças icônicas do militarismo – o trenchcoat – serve de base para modelagem da coleção inteira.

Até mesmo quando a referência militar é interpretada de forma mais literal, existem as modificações: nas proporções, modelagens e tecidos que ganham contornos mais contemporâneos, mais próximos da nossa realidade. Um dos melhores exemplos neste caso é a Coven que usou e abusou de tricôs e Lurex para retransformar o militar. Reveja:

+ Confira a Vitrine FFW especial sobre Militarismo

O ‘novo militarismo’ vai tomar o Inverno 2010 de assalto!

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Empresário Fábio Souza: “Vintage é sinônimo de reciclagem”

Já tem alguns anos que a moda passou a prestar mais atenção na reciclagem. De conceitos, de materiais, de vontades, de produtos. O boom de palavras como sustentabilidade e rastreabilidade atingiu a indústria de frente, forçando muitos cabeças-duras a se reinventarem.

Não por acaso, os brechós ressurgiram com força total. Aqui em São Paulo – a Meca da moda brasileira –, um deles merece atenção especial: localizado no bairro de Pinheiros, a À La Garçonne investe firme no conceito do reaproveitamento de roupas, usando o vintage como desculpa para reciclar tendências e modismos: “O vintage é o futuro. Reciclar é a palavra-chave para mantermos o mundo em harmonia com o homem”, contou Fábio Souza, fundador do espaço, ao portal FFW.

Confira nosso bate-papo na íntegra:

a-la-garconne-ambiente-moveis-vintage-fabio-souza-fachadaA fachada da loja À La Garçonne em São Paulo: a ambientação vintage é proposital © Divulgação

Como começou o seu envolvimento com moda?
Trabalhei por muitos anos com mobiliário, e no tempo livre comecei a estampar e customizar camisetas vintage pra usar, pois não encontrava camisetas que me agradavam para comprar. Em pouco tempo o negócio cresceu e o passatempo virou business, nascendo aí a marca Alcides e Amigos.

E a Alcides e Amigos ainda existe?
A marca Alcides e Amigos continua existindo. A mudança foi transferir a loja da Rua Augusta pra dentro da À La Garçonne, ocupando uma sala exclusiva no segundo andar da loja, somando forças e concentrando todo o conceito num mesmo lugar. Continuo vendendo as camisetas da minha grife no atacado, para lojistas de todo o Brasil. Mas aqui em São Paulo prefiro concentrar as vendas na própria loja.

Vender pra quem?
Não tenho um público-alvo predeterminado, hoje a aceitação do produto usado é muito maior pelos jovens, porém na loja existe um mix de produtos que podem interessar a diferentes idades e classes sociais. A À La Garçonne não vende somente roupas, mas também todos os móveis e objetos que fazem parte da decoração podem ser comprados.

E o que há de consumível na decoração?
Criei uma história fictícia. O conceito era recriar a atmosfera de uma loja que teria sido fundada no ano 1929 e teria funcionado até meados dos anos 1950. De lá pra cá, o espaço fora abandonado, sendo reaberto nos dias de hoje sem nenhuma reforma, utilizando as características originais. Para isso, tive que percorrer muitas cidades (como Rio de Janeiro, Santos, Itú, Nova Iorque, Tóquio, Lisboa, Berlim, entre outras) para conseguir os móveis adequados e que estivessem propositalmente danificados para mimetizar o desgaste natural do tempo.

a-la-garconne-ambiente-moveis-vintage-fabio-souzaNo interior da loja, tudo está à venda: móveis, objetos de decoração e, claro, roupas © Divulgação

Quais critérios você segue para selecionar o acervo disponível na loja?
A ideia é ter um brechó atual, street, com peças que as pessoas queiram usar agora. Mas não descarto as peças muito antigas, étnicas ou que contam alguma história, pois considero importante conhecer e passar adiante o que se usou no passado e em culturas muito diferentes da nossa. Outra coisa que faço é reformar muitas das peças que compro, principalmente os vestidos, para que fiquem com a silhueta atualizada.

É notório seu envolvimento pessoal com o estilista Alexandre Herchcovitch. E na loja: ele se envolve? Criativa ou financeiramente?
Dentro da loja existe um espaço onde abrigamos o projeto “Adotar é Tudo de Bom” da Pedigree, que consiste em vender parte do guarda-roupa dos embaixadores do projeto. A renda desta venda especial é revertida em ração para a manutenção de ONGs que abrigam cães abandonados. Alexandre Herchcovitch foi o primeiro embaixador convidado do projeto a vender itens escolhidos do seu acervo pessoal, doando mais de 300 peças para a venda especial que iniciou na abertura da loja e finalizou em janeiro de 2010. Até o momento, este foi o único envolvimento dele com a À La Garçonne.

Existem outros embaixadores deste projeto?
Sim. Dentro de algumas semanas divulgarei as novas peças disponíveis. Entre os embaixadores estão Luciana Curtis e Henrique Gendre, Ara Vartanian e Sabrina Gasperin, Paulo Borges e Natalie Klein.

Por que vintage?
Vintage é o futuro. Vivemos num planeta que não suporta mais a interferência do homem poluindo a natureza com a fabricação de novos produtos, reciclar é a palavra-chave para mantermos o mundo em harmonia com o homem.

a-la-garconne-ambiente-vintage-fabio-souza-araraA À La Garçonne opera em parceria com embaixadores que disponibilizam peças selecionadas de seus acervos pessoais para venda na loja © Divulgação

À La Garçonne
ONDE Rua João Moura, 395 –Pinheiros – São Paulo (capital)
COMO CHEGAR Veja o mapa
CONTATO (11) 2364-3280

+ Site oficial da grife: alagarconne.com.br

+ Blog da grife: a-la-garconne.blogspot.com

+ Página no Facebook: pt-br.facebook.com/people/A-La-Garconne-Loja

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Nova edição da “MAG!” reinicia ciclo temático da revista

A “MAG!” de número 18 inicia um novo ciclo temático em sua história: as seis edições de 2010 abordarão temas relacionados ao Centro, Norte, Sul, Leste, Oeste e Futuro. Em 2009, o giro foi em torno das grandes capitais do mundo.

A nova revista começa com o “Centro – Ponto de Partida”. O conteúdo é todo formado por interpretações do conceito de Centro, seja ele um fator central ou uma forma centralizadora.

texto-capa-mag-centroA 18ª “Mag!” Centro: o modelo Ronan Ideker (Mega) foi fotografada por Cristiano; a edição de moda é de Paulo Martinez © Cristiano/MAG!

Para os internautas mais afoitos, separamos algumas fotos da nova edição, que chega às bancas paulistanas nesta quinta-feira (11/03), às cariocas nesta sexta-feira (12/03) e até 3ª feira (16/03) nas demais capitais brasileiras.

Essa edição da revista traz um único editorial de moda de 90 páginas com edição de Paulo Martinez e imagens que foram clicadas em Paranapiacaba pelo fotógrafo Cristiano. A beleza do ensaio ficou por conta de Cecília Macedo e ainda conta com os modelos Bruna Tiedt (Ford), Carol Pantoliano (Way), Cristina Theiss (Ford), Gil Schiavon (Ford), Jonathan Dalcin (Way), Katia Selinger (Ford), Lais Ribeiro (Joy), Ronan Ideker (Mega), Thiago Ferrari (François) e Victor Azzolini (Lumiére).

E quem não puder adquirir a “MAG!”, não se preocupe: em um mês, a versão online estará disponível na íntegra aqui no FFW.

Aliás, já viram a edição especial sobre o Rio de Janeiro?

Nova edição da “MAG!” reinicia ciclo temático da revista

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WGSN: depois dos Wayfarers, o hype são os óculos ‘gatinho’!

Há quase cinco anos, o Wayfarer domina o campo de óculos cool – outro clássico, o Aviator, segue de perto. Mas até Bob Dylan, que usa o modelo desde a década de 1960, deve ter enjoado agora que os Wayfarers proliferaram tanto (e suas cópias também).

Ao que parece, o antídoto para esses óculos esteticamente masculinos pode bem ser os óculos “gatinho”, parte do revival da elegância retrô, em especial das décadas de 1950 e 60, que tem aparecido nas passarelas.

texto-oculos-gatinho-1963Nos anos 1960, os óculos gatinho eram febre (a foto é de 63) © LIFE

O nome, claro, tem a ver com sua aparência felina: o ângulo para cima pode ser exagerado, pontudo, decorado com pedrarias ou mais suave. O bureau WGSN, aliás, aposta que é nesse sentido que a armação deve evoluir nas próximas temporadas: para formas mais sutis e arredondadas, o que deve tornar o estilo mais atraente também para a ala masculina.

Enquanto isso, as mulheres podem procurar seus olhos-de-gato em brechós, nas lojas da designer Linda Farrow (uma apaixonada por modelos vintage que criou os óculos de Alexander Wang, entre outros) ou ainda na Prada, que mostrou sua versão na coleção de Inverno 2010 – alguém duvida que era este o empurrão que faltava?

WGSN: depois dos Wayfarers, o hype são os óculos ‘gatinho’!

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Madonna oficializa grife; primeira coleção será feita por Lourdes

A incursão de celebridades musicais na indústria da moda não é exatamente uma novidade no ramo: Victoria Beckham, Justin Timberlake, Sean Combs, Jay-Z, Gwen Stefani e Beyoncé estão aí para engrossar o caldo.

Mas a concorrência que se cuide: o jornal WWD reportou nesta quarta-feira (10/03) que Madonna oficializou uma joint venture com o grupo Iconix para o lançamento de sua grife, a MG Icon. A primeira coleção assinada pela Rainha do Pop será lançada em agosto deste ano sob a alcunha “Material Girl” – roupas e acessórios focados em meninas de 13 a 25 anos de idade. “Lourdes Maria, a filha de Madonna, é a musa inspiradora para a linha. Ela inclusive está envolvida na criação das roupas”, informou Jeff Gennette, diretor de mechandising da Macy’s, rede que distribuirá as peças da grife em mais de 200 lojas e também através de um portal de vendas online.

madonna-e-lourdes-mariaMadonna e Lourdes Maria: a cantora oficializou o lançamento de sua grife, que terá a primeira coleção concebida e inspirada pela filha © Reprodução

Segundo apurou o WWD, a parceria consiste em 50% das ações para a Iconix e outros 50% compartilhados entre Madonna e Guy Oseary, empresário da cantora. Inicialmente, a Iconix vai explorar a direção criativa e a figura pública de Madonna em itens que vão desde calçados e roupas até bolsas e bijuterias com preços populares, que devem orbitar entre US$12 e US$40. Mas não deve parar por aí: “Já temos planos de expandir os negócios envolvendo a Madonna para o campo das fragrâncias e cosméticos”, adiantou Gennette.

Madonna declarou que tem interesse em convidar estilistas famosos para colaborações com a MG Icon. O Iconix também informou que existe a possibilidade de Madonna colaborar com as outras grifes do seu portfólio. O grupo é detentor de outras marcas famosas, como Badgley Mischka, Rocawear (do produtor musical Jay-Z), Ed Hardy e Ecko Unltd.

+ iconixbrand.com

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Paris inverno 2010: as mulheres ‘de verdade’ da Louis Vuitton

PARIS, 10 de março de 2010

Por Luigi Torre

Fotos Augusto Mariotti

Cintura no lugar, bustos favorecidos, quadris acentuados e tecidos sofisticados. Para o Inverno 2010 da Louis Vuitton, Marc Jacobs pisa no freio e tira um tempo para apreciar as coisas belas da vida. “Num momento onde qualquer um pode ter qualquer informação com um clique no computador, é bom reduzir a velocidade e pensar nessas coisas, nessa beleza eterna”, comentou o estilista momentos após seu desfile no Cour Carrée du Louvre, aqui em Paris.

Aproveitando o chafariz da locação, Marc Jacobs soltou suas modelos numa passarela redonda com apenas um minuto de atraso. As meninas vinham à bordo de formas voluptuosas, saias amplas de comprimento no meio da perna, com cintura bem marcada, top justo evidenciando os seios e um combo de casacos sensacionais: sempre em lã, de alfaiataria, nas mais variadas texturas, retos, terminando um pouco abaixo da cintura, alongados em corte evasê.

O mais marcante, contudo, não são as roupas que talvez sejam mesmo retrôs de mais para mulheres que podem não dispor dessa pausa para apreciação de “belezas etentar.  Mas o fato de Marc Jacobs, assim como Miuccia Prada, ter abordado uma moda para mulheres mais amadurecidas. Uma mulher adulta, com formas já bem desenvolvidas e que sabe explorar sua sensualidade de diversas maneiras, que consegue favorecer suas curvas. A tradução derradeira desta vontade veio no casting: Lara Stone, Laetita Casta, Alessandra Ambrósio, Adriana Lima, Karolina Kurkova e até a lendária Elle Macpherson fechando o desfile. Marc Jacobs, na Louis Vuitton, engrossa o coro da pergunta que não quer calar nesta temporada: estaria a moda entrando num período de mudanças sociais?

Depois de anos em busca da juventude perdida, parece que os estilistas finalmente conseguem aceitar que o tempo passa para todos.

+ Aguarde as fotos da coleção completa!

Paris inverno 2010: as mulheres ‘de verdade’ da Louis Vuitton

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Yves Saint Laurent ganha retrospectiva histórica em Paris

Um dos mais famosos e bem sucedidos estilistas da história, Yves Saint Laurent faleceu em 2008. Desde então, ganhou muitas homenagens e mostras mundo afora – incluindo no Brasil, onde o CCBB-RJ expôs “Yves Saint Laurent – Viagens Extraordinárias” em 2009.

Dois anos após sua morte, ele ganha a exposição que, provavelmente, seria sua favorita: é a “YSL Retrospective”, que estará no Petit Palais, parte do museu de belas artes parisiense, a partir desta quinta-feira (11/03).

texto-ysltrabalhandoYves Saint Laurent trabalhando, em 1982 © Pierre Boulat

Esta será uma das poucas vezes que o lugar se aventura no mundo da moda, e por um bom motivo: poucos eram tão apaixonados pelas artes como o estilista, que possuía uma das mais valiosas coleções do mundo (quando vendida, foi considerada o “leilão do século”, lembra?).

Serão 307 itens expostos, entre fotografias, desenhos, filmes e criações de altacostura e prêt-à-porter, que vão desde 1958, quando YSL estreou no comando da Christian Dior, até 2002, ano de seu último desfile.

texto-croquisHCCroquis de coleção de alta costura, em 1988 © Fondation Pierre Bergé-Yves Saint Laurent

Entre os destaques estão dez peças do armário de Catherine Deneuve, grande amiga do estilista e sua cliente desde os 22 anos. Até o famoso vestido usado pela atriz no filme “A Bela da Tarde”, de Luís Buñuel, estará lá.

A presidente da exposição, uma parceria com a Fondation Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, também é célebre: é a primeira-dama francesa Carla Bruni Sarkozy, que foi uma das modelos favoritas do estilista.

Organizada por seu parceiro em vida, Pierre Bergé, a mostra também deve se tornar a definitiva sobre YSL: “Nunca houve nada dessa magnitude sobre o Yves”, disse ao jornal WWD.

Bergé aproveita a oportunidade para lançar o livro “Letters to Yves” (em tradução livre, “Cartas a Yves”).

“Eu sempre soube que, após sua morte, as pessoas começariam a inventar biografias sobre o Saint Laurent. Mas eu não quero que este livro seja visto como uma biografia. É necessário distanciamento e frieza para relatar os fatos da vida de uma pessoa, portanto eu não seria capaz. Por isso a melhor forma que encontrei de falar a verdade foi escrevendo cartas ao Yves”, contou.

Também agendado para este ano, o documentário “L’amour fou, Yves Saint Laurent-Pierre Bergé” deve ser lançado no final do primeiro semestre. No filme, Bergé revela detalhes de sua relação com Yves Saint Laurent: inclusive sobre a vida sexual do casal.

O ciclo de exposição, livro e filme tem uma explicação: “Yves Saint Laurent continua a existir mesmo depois de sua morte, porque é isso o que acontece quando um artista de verdade parte. Ele transcende a morte física. É como as estrelas no universo. Muitas já morreram, mas seu brilho continua a iluminar o céu”.

yves-saint-laurent-claudia-schiffer-carla-bruni-sarkozyYves Saint Laurent no final do seu desfile de altacostura Outono/Inverno 96/97 ao lado de Claudia Schiffer vestida de noiva. À extrema direita da foto, Carla Bruni (ainda sem o sobrenome Sarkozy) aplaude o sucesso do amigo © firstVIEW

Veja algumas das peças expostas na galeria abaixo.

“YSL Retrospective”
ONDE Petit Palais, Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris
QUANDO De 11 de março a 29 agosto de 2010
COMO CHEGAR Veja o mapa
+ yslretrospective.com

Yves Saint Laurent ganha retrospectiva histórica em Paris

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Paris inverno 2010: o último suspiro de Alexander McQueen nas passarelas

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Em parte como homenagem, em parte para mostrar que a grife não morreu com seu criador, a coleção que Alexander McQueen finalizou dias antes de cometer suicídio foi apresentada nesta terça-feira (09/03) aqui em Paris. Num desfile fechado apenas para alguns poucos jornalistas, o legado de um dos maiores estilistas desse começo de século parece ter chegado ao fim.

O último respiro de McQueen estava presente na concisa coleção de apenas 15 looks. Pautadas por um certo clima medieval, as roupas traziam o aprofundamento histórico que sempre marcou seu trabalho. Desta vez, além das formas tiradas das vestes religiosas e da monarquia britânica, havia também as estampas – outra paixão do estilista – que vinham ora como reproduções das infâmes pinturas de Bosch, ora em versões digitalizadas de detalhes de madeira entalhada. O passado no presente. Nos pés, sapatos dourados. Nas cabeças, penachos em forma de moicano.

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+ Veja a coleção completa de Alexander McQueen para o Inverno 2010

Apesar de toda a precisão técnica, foi impossível não sentir o vazio. As últimas roupas de McQueen pareciam sem vida. Talvez exista de fato uma conexão muito forte entre o estado de espírito do criador e a cara de suas criaturas. Talvez Alexander estivesse mais focado em ostentar sua extrema habilidade técnica do que a sua verve teatral, superexposta nas coleções anteriores.

Essa coleção traz à tona muitas perguntas que dificilmente serão respondidas. A única certeza é clara: Lee Alexander McQueen deixou um vácuo que dificilmente será preenchido na moda.

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Setlist FFW: 08 a 14 de março

SETLIST

No setlist desta semana o FFW preparou uma novidade: além das músicas preferidas da redação, também escolhemos as preferidas dos nossos seguidores no Twitter (e olha que não são poucos!).

Tem pra todos os gostos, desde Placebo, passando por Lauryn Hill, Two Door Cinema Club, Leonard Cohen, a nova do Gorillaz e até John Lennon com “Woman”, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Aperte o play:

John Lennon – “Woman”

Leonard Cohen – “Hallelujah”

Lauryn Hill – “Every Ghetto, Every City”

Coconut Records – “Minding My Own Business”

Placebo – “Devil’s Is In The Details” (@Brunety22)

Two Door Cinema Club – “I Can Talk” (@labbati)

Suede – “Saturday Night

Gorillaz – “Plastic Beach”

E você: o que está tocando mais no seu iPod? Comente abaixo!

Se quiser ter uma música favorita sua no setlist FFW, mande a sugestão para o nosso Twitter!

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