Desfile virtual – moda sustentável

04/10/2011

por | ECOSTYLE

O Ecochic Day é um movimento de cultura sustentável, fundamentado em economia criativa, idealizado por mim pra reconhecer, valorizar e divulgar os talentos do nosso País, e fomentar a adesão de criadores ao ecodesign.
Brazoo, Eden Organic, Gomide Pure Wear e Será o Benedito, são quatro marcas referências, de conceitos estéticos bem diferentes, que representam o que de melhor existe no mundo em termos de ética/atitude socioambiental.
Elas aceitaram meu convite pra participar desse desfile virtual – que é mais uma inovação do Ecochic Day-, pra mostrar ao mundo o que é e como se faz moda sustentável no Brasil. (Or-gu-lho).

ASSISTA AQUI.

www.brazoo.com.br
www.edenorganic.com.br
www.gomidepurewear.com
www.seraobenedito.com.br

Retrofit – o neocool

29/07/2010

por | ECOSTYLE

Para quem quer viver da forma mais confortável, moderna, saudável, e ainda ser [muito] admirado, educar o pensar é a grande dica.
Aos que têm a sorte de lidar com construções antigas, a adesão ao Retrofit é tudo, porque é um processo não de restauração, nem de reforma, mas sim de revitalização de espaços.
Se antes, na hora de decorar ou construir, se optava pela ruptura do velho em favor do novo, com a compreensão desse movimento, os proprietários e profissionais da área, agora usam e abusam das técnicas milenares com inovações, aproveitam ao máximo a luminosidade natural, reaproveitam sobras de construções, implantam novas idéias de bioconstruções [como o telhado vivo], e mais, muito mais, já que no Retrofit tudo o que é sustentável é amplamente considerado: alterações meteorológicas, conhecimento histórico, cultura ambiental, postura social, consumo consciente com baixo custo, harmonia estética, e, obviamente, a conservação da fachada original do imóvel.
Em resumo, o Retrofit é incrível, absolutamente funcional, pois permite a revitalização de projetos arquitetônicos de épocas passadas, com a aplicação de tecnologias avançadas, eficiência e praticidade em instalações elétricas e hidráulicas, o mix de produtos com design não só arrojado como responsável, e ainda, o reuso de materiais. Outra supervantagem dele, é a readequação de prédios em áreas aonde não é mais possível construir, como grandes centros.
Cidades onde estive recentemente, como Ouro Preto e Buenos Aires, são exemplos perfeitos do imenso potencial desse processo essencialmente [e deliciosamente] personalizado. Definitivamente neocool.

@ecostylemonica

Ouro Preto - Minas Gerais

Ouro Preto - Minas Gerais | Foto: Cael Horta

Ouro Preto - Minas Gerais

Ouro Preto - Minas Gerais | Foto: Mônica Horta

Buenos Aires - Argentina

Buenos Aires - Argentina | Foto: Mônica Horta

Buenos Aires - Argentina

Buenos Aires - Argentina | Foto: Mônica Horta

Buenos Aires - Argentina

Buenos Aires - Argentina | Foto: Mônica Horta

A estética da inspiração

08/03/2010

por | ECOSTYLE

Idéias e conceitos podem ser concretizados de várias formas ou pelo uso de inúmeras técnicas.
A autonomia criativa de um artista é o seu bem maior, justamente por proporcionar a ele, o grande prazer de ter a certeza de realizar um trabalho digno e verdadeiro, e por isso útil, capaz de acrescentar à vida das pessoas. E uma coisa é certa: esse mot da sustentabilidade tem inspirado cada dia mais, grandes criadores contemporâneos.

A estética sustentável transpôs lugares comuns como o “ecologicamente correto”, e ganhou espaço, não só em produções alternativas/casuais, mas em ateliês, galerias e escritórios de arte renomados, com formatos inovadores ou clássicos, às vezes provocativos, às vezes sutis, às vezes inconscientes, ou até mesmo imperceptíveis em um primeiro momento.
Fato é que, se existe uma estética inspiradora a ser muito bem observada – e até seguida – é a desses famosos vanguardistas…

Não é de hoje que Yoko Ono, uma das mais importantes representantes – senão a criadora – da arte conceitual, utiliza “sobras” em suas obras. Ela instiga, declaradamente, novos modos de perceber a arte. Foi assim com a obra que conquistou o interesse do seu megaparceiro John Lennon, e assim sempre será.

Bombadíssimos, Os2011/10/1071_gemeos, que hoje já dispensam apresentações, por terem suas obras espalhadas pelos EUA, Europa, Japão e América do Sul, contemplam a democratização da arte, levando da rua para dentro das galerias, – com a mesma intimidade -, a linguagem do grafite.

Quando disse “experimentar o experimental”, o poeta Wally Salomão parece ter falado de Vik Muniz, o super fotógrafo/artista que se serve de inspirações várias, tipo diferentes mídias e neurociência, pra conceituar e concretizar suas obras, baseadas em fotos de fotos… Ele se confessa obcecado por lixo.

A elaboração conceitual do trabalho do carioca, Cildo Meireles passa por múltiplas linguagens. Na Inglaterra é tão admirado como artista, que é parado nas ruas para dar autógrafos. Coisa rara.  A base do seu trabalho é toda com materiais simples, de uso trivial, totalmente acessíveis. Nos anos 70, as obras dele continham a frase: “a reprodução dessa peça é livre e aberta a toda e qualquer pessoa”.

Adotando linguagens intencionais, a paulistana Leda Catunda, doutora em poéticas visuais, conquistou críticos de arte em Paris, New York e Brasil, com suas pinturas trabalhadas em diferentes texturas, principalmente tecidos e afins.

Sem nenhuma pretensão de disseminar idéias, Bispo do Rosário [falecido na década de 80] é um nome fortíssimo no cenário europeu das artes, mesmo a contragosto, já que seu desejo [não atendido, óbvio] era o de ser enterrado junto a todas as suas obras, ou seja, esculturas, objetos e instalações, criadas com a reutilização de materiais simples, que faziam parte do cotidiano no manicômio do Rio de Janeiro onde passou sua vida inteira. Fios desfiados de seus próprios uniformes, foram usados para bordar obras geniais, como mantos e peças de vestuário.

Independência e ativismo ambiental, são os instrumentos de trabalho do pintor, escultor e fotógrafo Frans Krajcberg, e a combinação disso tudo, torna a presença física de uma obra dele impactante.

E não dá pra não citar aqui de novo Beatriz Milhazes [coisa de fã...], porque a reutilização que ela faz em colagens, de materiais aparentemente banais, – como papéis de bala e chocolates -, e a brincadeira de cores de suas pinturas, fizeram com ela hoje se dê ao luxo de produzir menos de dez telas por ano, e ter uma enorme fila de espera de compradores

Viver a vida com ecostyle é uma arte. Inspiremo-nos…

+ www.inhotim.org.br