No Instagram #2

20/03/2013

por | CULTURA POP

Nosso insider @betosiqueira está de volta nesta temporada Verão 2013/14 do SPFW. Durante todos os dias de evento, ele mostra em tempo real os fatos, personalidades e desfiles, sempre atrás de uma leitura imagética, poética e pessoal do que acontece pela Bienal.

Confira alguns momentos do segundo dia:

ABE WALLPAPER #SPFW

16/06/2012

por | FOTOGRAFIA

via @felipeabe

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Durante a temporada de moda o fotógrafo insider Felipe Abe presenteia os leitores do FFW com uma imagem do SPFW, em alta resolução e em tamanhos diferentes para seu wallpaper _seja ele desktop, MacBook, iPhone ou iPad!

Os wallpapers de hoje são duas facetas da moda em seu estado brasileiro mais bruto: no primeiro, o desfile do Ronaldo Fraga, que nos transportou para a floresta e foi um dos mais emocionantes; e no segundo, um preview da estampa de drinks da Amapô (que desfila hoje)!

Baixe já!

Ronaldo Fraga: ontem, hoje e sempre

14/12/2011

por | ECOSTYLE

© Cael Horta

Morro de amores pelo Ronaldo Fraga, admito; muito porque é um homem à frente do seu tempo, que olha para o passado com genialidade, e sempre consegue nos fascinar. Se até há bem pouco tempo era tachado por “críticos” como criador de moda teatral, hoje, com os rumos definidos de um caminho absolutamente novo que o mundo da moda vai ter que percorrer, ele é considerado, cada vez mais, um exemplo de sabedoria, força e identidade.

Sua vibe é totalmente do bem. Não se coloca em disputas de egos do metiér, e não é conivente com a idéia de um progresso conseguido a qualquer custo, pelo contrário, é adepto da construção social. Ele pratica o desafio, levando sua moda às últimas conseqüências, contando belas histórias de outros, e escrevendo a própria história rompendo os limites do possível, olhando as coisas que ainda ninguém viu.

Nos anos 90, quando apresentou sua primeira coleção no Brasil, “Eu amo coração de galinha”, ainda no Phytoervas fashion, Ronaldo disse que fazia funny wear e já se servia de técnicas de alfaiataria para “refletir essa identidade de quem somos nós enquanto brasileiros”, instigando a individualidade no vestir ludicamente. Em 2008 me concedeu uma breve entrevista, e como tudo o que diz respeito a ele é atemporal, e merece ser conhecido porque tem superfundamento, decidi reproduzi-la, já que ele “causou”, decidindo não desfilar no próximo SPFW, que é o evento-orgulho do Brasil.

Quem já teve o privilégio de assistir a um desfile dele, sabe o quanto Ronaldo fará falta, porque todas as vezes saímos da sala surpreendidos, e com a sensação de que amar o mundo da moda vale a pena. Reciclando idéias, lá vai ele ensinar mais uma vez como se faz: “parar para respirar, para observar o entorno, investigar outros suportes para o pensar…”

Como é o início dessa sua história com roupa?
Foi em 84. Eu sempre tive uma proximidade muito grande com desenho. Então foi por isso, pelo traço. Talvez em virtude disso, sempre percebi o quanto é importante a memória gráfica, o registro gráfico numa coleção. Logo depois eu ingressei no curso de estilismo da UFMG, em Belo Horizonte, que foi o primeiro curso de moda do País, numa época em que nem em São Paulo existia (as pessoas saiam de São Paulo pra vir estudar em Minas), e em 90 eu mandei um projeto pra um concurso que investia nessa ferveção de novos talentos que a gente vê hoje, de novos estilistas, que era um concurso promovido pela Santista, que o primeiro lugar era uma pós-graduação na Parsons, em Nova York. Ganhei. Eu fiquei um ano em NY, de lá fui pra Londres. Em Londres fiquei três anos e meio, ingressei na Saint Martin, e voltei pro Brasil em 96, na época do extinto Phytoervas fashion – um evento que viria originar, anos depois, o São Paulo Fashion Week.

O que te inspira? O que pode virar moda para você?
Tudo pode virar moda. Tudo. Tudo que tente estabelecer um mínimo de diálogo com o tempo que a gente tá vivendo. Tudo que registra o tempo. Acho que esse é o desafio da moda: retratar o tempo de uma forma digna. Existem duas coisas: uma é a roupa, a outra é a moda. A moda é um documento do tempo, é um dos documentos mais eficazes que o homem inventou. A gente está começando a assumir isso agora. Eu diria que daqui a vinte anos a moda virá a ser estudada como ciência, porque através da moda você traça todo o caminho da humanidade. Através do que o homem vestiu. Agora, o significado da roupa na maioria das vezes funciona como um ingresso que permite a pessoa pertencer ou não a um grupo. Se ela vai pertencer e ficar no grupo, a roupa não vai sustentar isso. Mas considerando como um ingresso para ela se inserir, em determinado contexto, esse é o papel da roupa.

Sei que você despreza tendências, não se sente um pouco solitário na sua trajetória?
Não. Houve uma época que sim. Mas na verdade não se fala de uma evolução, de uma transformação; falam de tendência como uma coisa imediata, que é lançada em Paris e imediatamente já está no Bom Retiro. É preciso cuidado na análise das tendências. Não é: “vai usar”… vai usar durante duas semanas e a tendência já se esgotou. Hoje não existem tendências, não existe um grão de movimento de tendências. Hoje o que existe é um olhar individual de quem cria voltado para o indivíduo que vai usar.

Percebo muita ética em suas propostas. Que tipo de compromisso você tem com a chamada moda brasileira?
Antes de qualquer coisa a escolha da roupa já é um ato político. A escolha da cara que você quer ter, a escolha do cabelo que você quer ter, a escolha das cores que você quer usar… isso o tempo inteiro é um ato político. Em se tratando de um país como o Brasil, onde a gente vem de uma história – desde o descobrimento e a colonização – de uma cultura, uma identidade extremamente sublimada, eu acho, acredito sim, que a moda é um instrumento extremamente eficiente não no resgate (não gosto de usar essa palavra resgate, acho muito forte), mas de estímulo a apropriação dessa identidade que durante muito tempo ficou escondida em baixo do tapete. Isso gera muitas discussões, porque as pessoas acham que o fazer moda brasileira – e eu insisto muito nisso – não a coisa de bordar uma arara, bordar um coqueiro e achar que isso é brasileiro, mas entender que a identidade do povo brasileiro é intangível, é aquilo que provoca uma sensação. Isso é identidade de um povo.

Quais são os seus tecidos? E as suas cores?
Eu privilegio, desde o início da carreira, o 100% algodão. Acho que pelo clima, o acabamento é ótimo, e neles encontro a simplicidade e a sofisticação que eu busco. Fibras naturais também, é nessa seara que eu gosto de apresentar meu trabalho.

Você trabalha tamanhos maiores, abaixo do joelho; se refere ao Viagra de forma poética, como um perfeito estimulante ao amor, rs… Você é “do contra”? Rs… o que a sua estética propõe?
A coisa do Viagra, foi naquela coleção de Lupicínio Rodrigues, que tinha uma coisa de sexo no ar, afinal ele foi o inventor da dor de cotovelo, né… acho que naquela ocasião ali, coube a brincadeira.

Você é essencialmente um criador, que sempre apresenta grandes coleções em homenagem a grandes nomes como Zuzu Angel, Tom Zé, Drumond… Já que vejo seu trabalho como arte, que tipo de relação você mantém com as outras formas de arte?
Eu procuro estabelecer um diálogo; acho que a moda hoje, no mundo contemporâneo, com facilidade aceita estabelecer um diálogo com outras mídias de comunicação, que é o cinema, a literatura, que é os grandes nomes da arte mundial, enfim, a música… Eu acho que há um movimento meio desenvolto nesse sentido.

Não considero você pretencioso; acho que é o cara que sabe o que faz e ponto. Qual é a sua expectativa com relação à sua carreira?
O que eu quero é continuar criando. Meu maior prazer é criar um universo através da moda. E que através desse trabalho as pessoas consigam – não vou falar a ter uma relação mais feliz com elas mesmas – mas eu faço um convite a repensar uma série de coisas, repensar valores que estão escorrendo pelos dedos, repensar o mundo que vivemos agora, embora sejamos todos do século passado, temos o compromisso de dar o tom desse século, que ainda não deu, todo o mundo ainda está muito calcado no século passado, enfim, acho que é isso.

Photoshooting: Ecovision

23/07/2011

por | ECOSTYLE

Experimentar o experimental é privilegio de quem possui uma vista panorâmica da sociedade; é pra visionário, sabedor que o futuro não é só um lugar pra onde iremos, mas um lugar que criamos; pra quem o mundo sustentável se abriu, com um novo símbolo de status e de poder – ecovision. Eu e todos os profissionais envolvidos neste editorial cremos: se a gente fizer e mostrar o bem, o bem será feito. Alguém duvida?

capa (mais…)

FFW no backstage: Ronaldo Fraga

01/02/2011

por | MODA

Perdeu algum detalhe no desfile do Ronaldo Fraga? Não se preocupe: o portal FFW invadiu o backstage momentos antes da apresentação.

Assista:

PREVIEW: Ronaldo Fraga

ronaldo fraga 3ronadlo fragaronaldo fraga

#MMI Salvador: O que a Bahia te inspira?

20/09/2010

por | MODA

via @coolintheheat

Nos dias 16 e 17 de setembro foi realizada, dentro da Mega Store Saraiva do Shopping Iguatemi, o primeiro momento do Pense Moda em Salvador (ele volta dia 1º de outubro). Durante o evento muito se conversou sobre processo criativo, inspiração, provocação, intuição, sensibilidade, regionalismo e é claro, sobre a Bahia. Aproveitando a oportunidade, fizemos a seguinte pergunta a alguns convidados : “O que a Bahia te inspira?”.

Ronaldo Fraga, Paulo Borges, Lino Vilaventura,Marina Dias, a jornalista Simone Esmanhoto e a criadora do Pense Moda, Camila Yahn, se revelaram apaixonados por esse estado em suas respostas.

#MMI Salvador: bate-papo entre Lino Villaventura e Ronaldo Fraga

18/09/2010

por | MODA

Via @cotelgramps

Camila, Lino, Paulo, Marina

Ontem (17/09), aconteceu no “Pense Moda” do MMI a deliciosa mesa sobre Processos Criativos. Composta pelos representativos estilistas brasileiros 2011/10/3289_Ronaldo Fraga e Lino Villaventura, com mediação _ e provocações, obviamente _ do editor de moda da “MAG!”, Paulo Martinez, um “bate papo descontraído”  se desenvolveu e nele os estilistas falaram abertamente sobre como produzem e pensam moda, de onde vem suas inspirações e de que forma fazem daquilo que pensam, produto, dando algo de uma _ identidade _ a moda nacional.

“Eu não escolhi essa profissão, escolheram pra mim”. Assim, Lino começa a sua fala, resgatando sua história particular de ingresso no mundo da moda. Convidado a confeccionar peças para pessoas próximas, iniciou seu trabalho com liberdade criativa, produzindo quase que instintivamente. “Fazia a peça e ficava tenso depois, esperando ver a reação da pessoa que havia me pedido”. A partir das boas reações que foi tendo com o passar do tempo, conclui: “Devo ter nascido para fazer isto mesmo”.

Fraga, por sua vez, comenta da dificuldade que os aspirantes em trabalhar com este setor encontravam até os anos 80, sobretudo no acesso a informações de moda no Brasil. Relembra nomes como Cristina Franco, Regina Guerreiro e Ney Galvão, sobre os quais imprime grande importância na história da moda nacional. “Me perguntava: o que tem de interessante em fazer moda? É só fazer roupa?”. Dessas interrogações, resolveu aventurar-se.

2011/10/3289_Ronaldo

De forma _ absurdamente _ informal e bem humorada, Lino e Fraga divagam sobre a necessidade de imprimir, naquilo em que produzem, confeccionam, criam, algo das suas singularidades, referências, estilos. “É impossível para nós fazer algo em que não se mostre uma identidade. Isto, talvez, seja aquilo que nos diferencia”, comenta Lino, ao que Fraga completa: “O mágico de fazer moda é isto, exatamente: interpretar um texto.”

Acusados pela crítica de fazer moda teatral, os referidos estilistas discutem que seus processos criativos estão  acima do bonito ou feio. Suas “obras”, tecidas sob a espontaneidade de um momento contingente, são a expressão de um árduo trabalho de “remexer imagens, acervos de memória e imaginação até chegar a um produto, uma idéia, uma imagem que me dirija”, como pontua Lino.

“A cada coleção, eu penso: que história eu quero interpretar agora? Que verdade vou criar?”, comenta 2011/10/3289_Ronaldo Fraga, ressaltando que este é o fundamental de qualquer processo criativo, em que algo do criador esteja impresso na sua criação.

Deste bate papo, fica clara a importância de que, no processo criativo, tal qual em qualquer labor em que emoção seja força motriz, identidade e referências _ história, cinema, arte, economia, mas sempre traduzido de forma idiossincrática por quem as detém _ estejam no cerne do trabalho. Além disso, Lino VillaVentura e 2011/10/3289_Ronaldo Fraga dão uma aula sobre o que chamamos aqui de Manifesto por uma Moda Discursiva.

É possível, tendo-os como exemplos de criação e produção em moda, inspirar com as roupas uma outra confecção. O que eles criam é um tecido simbólico, invenção singular, que serve de palco para que a inventividade se desenhe. A moda é sempre outra moda.

Minas, um estado de espírito

28/04/2010

por | ECOSTYLE

Minas Trend já é megamotivo para fashions bambambãs darem uma esticada a Belo Horizonte, que é absolutamente encantadora. Mas Minas tem muiiiiiiiiiito mais a mostrar. Aos apreciadores da arte e “ecostylists”, que quiserem estender seu prazer, [depois de se emocionarem com um show da Bethânia, e tudo o mais que a curadoria de um evento de moda por Ronaldo Fraga pode proporcionar], vale dar uma esticada a Inhotim, [saiba mais] que fica em Brumadinho, a 60 km de BH. Eis um passeio memorável. Garanto. Veja um pouco das incríveis obras de grandes artistas que têm lá:

Ecostyle é tudo!

24/02/2010

por | ECOSTYLE

Ecostyle: um movimento dos bons, que ganhou força e conquistou as ruas em corpos e mentes que bebem na fonte de culturas diversas. Já fazem parte dele pessoas incríveis, com suas ações preciosas e criações desejáveis.

A arquitetura de interiores dos espaços que Marcelo Rosembaum cria, e as ambientações de Daniela Thomas são absurdos. Eles dialogam com excelência entre a nobreza da estética de vanguarda e o uso de materiais comuns, às vezes descartados como lixo. E por falar em arquitetura, supervale comentar sobre o retrofit, que, entre outras coisas, possibilita revitalizar imóveis antigos, preservando integralmente suas estruturas e o meio ambiente.

Os designers Irmãos Campana são desprovidos de qualquer tipo de preconceito; eles exaltam o trabalho manual e servem-se de matérias primas aparentemente banais, para criar peças luxuosas, reconhecidas [e adoradas] pelo mundo afora.


Beatriz Milhazes, então, é só orgulho. Virou celebridade internacional, depois de ter sua obra vendida em leilão internacional por mais de um milhão de dólares. O mais fascinante, é que suas colagens têm como base papéis de balas e de bombons…

“O que é bom para o lixo, é bom para a poesia”. Essa é uma afirmação do Manoel de Barros, considerado o maior poeta brasileiro vivo.

Hermeto Pascoal com seus fabulosos instrumentos de sucata, certamente serve como referência máxima ao métier musical na criação de projetos socioambientais, que geram emprego e renda imediatos em comunidades carentes, e funcionam muitíssimo bem.

2011/10/977_milhazes

Outros dois profissionais impecáveis, Ronaldo Fraga e Erika Palomino, também são adeptos da ecostyle. Ele deixa bem claro isso em suas coleções e com seu cartão de visita. O convite do evento MelissaEu! [chiquetérrimo], do qual Erika foi diretora de criação, também era de papel reciclado.


Responsabilidade socioambiental é a palavra de ordem entre grandes empresas como a Natura – que produziu um evento exemplar ano passado, o Natura About Us.

Louis Vuitton é uma grife total cool, que tem feito várias ações na linha reciclagem de idéias. Lançou coleção de bolsas estampadas com grafite, e em seu site coloca a questão ambiental como prioridade.

Até a Vogue americana se rendeu integralmente em sua edição de novembro/09; nela, o ecostyle bombou, principalmente nos editoriais de moda.

A genial revista Mag!, precursora no Brasil, é a nossa referência máxima de ecoatitude.

Alexandre Herchcovitch arrasou participando do projeto Moda Reciclada, no MorumbiShopping em São Paulo.

Christian Lacroix passou sua vida encantando a todos, também com seus figurinos para teatro e dança, que são verdadeiras obras de arte, sempre trabalhadas manualmente com antigas técnicas, que podem facilmente ser aplicadas em reaproveitamento de tecidos e fios.
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O jeitinho verde de ser reina mesmo entre poderosos… e entre nós aqui do FFW, que, a partir de agora, vamos megapapear sobre a delícia de ter/ser ecostyle, sem nada de regrinhas ecochatas. Passearemos pelo mundo eco, em busca de sabedoria, para adequar postura sustentável a estilo pessoal, e colaborar seja o quanto e como for. Vem?