Depois da estréia de Romain Gavras, filho de Costa Gavras, como diretor de cinema com o ótimo Notre Jour Viendra (“O nosso dia chegará”), chegou a vez de Matthieu Demy, filho dos diretores Agnès Varda e Jacques Demy, fazer dia 30 de novembro seu debut como diretor e também atuando no papel principal de Americano. No time de atores do filme, um casting de peso: Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin), Salma Hayek, Carlos Bardem (irmão de Javir Bardem) e Chiara Mastroianni (filha da atriz Catherine Deneuve e do ator italiano Marcello Mastroianni).
O filme conta a história de Martin (vivido por Demy) vê sua vida tomar um novo rumo depois que sua mãe morre e ele precisa voltar para o lugar onde cresceu. No longa, que foi gravado em Tijuana, Paris e California, Salma Hayek interpreta Lola, uma prostituta mexicana, inspirada na personagem princiapal do filme homonimo dirigido por Jacques Demy, em 1961. Além de tudo isso, a parte gráfica do filme é assinada pela M/M Paris.
A Adidas bem esperta, chamou o diretorRomain Gavras (do incrível “Notre Jour Viendra“) pra dirigir o novo comercial da marca, ao estilo dos clipes da M.I.A (lembra do polêmico “Born Free”) e do Justice (“Stress”), que assina a trilha do vídeo lançando a música Civilization, que faz parte do novo trabalho deles. O vídeo é uma compilação de cenas que são comuns para quem já conhece o trabalho de Gavras. Ah, só ficou faltando mais violência, mas como se trata de um trabalho publicitário do diretor, a gente entende. Além dos desconhecidos skatistas, lutadores, cheerleaders e atletas, estão também no vídeo o jogador de futebol Messi, Katy Perry e o estilista Jeremy Scott.
Depois de chocar a MTV (ela tirou o clipe da programação) e o Youtube (ele deletou o vídeo) com o clipe de Born Free, da M.I.A, Romain Gavras se prepara para lançar dia 15 de setembro seu novo filme, Notre Jour Viendra (algo como “O nosso dia virá” em português), com Vincent Cassel e Olivier Barthelemy nos papéis principais, de um filme que mostra um jovem ruivo que sofre preconceito e resolve se juntar a um homem mais velho em buscas de novos ideias, que no fim resulta em muita violência e auto-destruição, discutindo temas como preconceito e mistura de etnias. Em entrevista pra Folha, em maio deste ano, Romain disse que o filme tem “um enredo estúpido, mas que ganhou tratamento típico dos filmes de drama”. A entrevista é muito boa pra entender o que passa dentro da cabeça dele e o por que de tanta perturbação.
A estética do filme é ótima (quem assina a fotografia é Andre Chemetoff), como em todos os trabalhos assinados por Romain, que é filho do cineasta Costa Gavras e que já dirigiu o também polêmico Stress, do Justice, em 2006. Abaixo, o trailer ao som de sirenes de guerra. Tem tudo pra ser um dos filmes cults de 2010.