Chorei por Alaïa

13/12/2013

por | MODA

Vestido de Alaïa com uma obra de Matisse ao fundo, parte da mostra em homenagem ao estilista ©Mario Daloia (escondido do segurança!)

Em setembro nós publicamos uma matéria falando sobre a exposição retrospectiva do estilista Azzedine Alaïa, um dos últimos grandes mestres da moda ainda vivos.

Pois em uma viagem recente a Paris, visitei a mostra, que exibe 70 peças icônicas da carreira do estilista, como o vestido zíper,os longos pretos justíssimos “body conscious”, os curtos usados por Tina Turner, as chemises brancas inspiradas nas vestes de Maria Antonieta em seu período final de vida, os momentos mais arquiteturais e super técnicos, lindos de observar. De fato, é muito interessante ver tudo junto, mas a exposição deixa a desejar.

Em primeiro lugar, ela está no Palais Galliera, o museu da moda. Agora, lugar mais careta não existe. Por que um museu da moda tem que estar em um espaço imponente, com direito a colunas em estilo grego e janelas monumentais?

E apesar de enorme, a mostra foi montada em um espaço apertado, tanto que continuava em outro museu atravessando a rua.

Como agora exposições de moda estão na moda, tem muita coisa linda, como a impecável de Alexander McQueen, e outras que deixam a desejar, como esta, apesar de se tratar de um belíssimo e importantíssimo estilista. Muita gente, pouco espaço, pouca luz. Os vestidos pretos, e são muitos, perdiam em definição.

Também não havia nenhum outro material complementar, como fotos ou vídeos que poderiam enriquecer a experiência, especialmente do público leigo, afinal, Alaïa vestiu de Greta Garbo a Madonna. Entendo que é proibido chegar muito perto e tocar as peças, mas trata-se de roupas e não quadros…  A vontade imediata é colocar a mão, ver como é feito, sentir o tecido e entender a técnica. Até as plaquinhas com as informações das roupas era duro de ler. Escuro, letras pequeninas, gente empurrando, ggggrrrrrrrr…

Confesso que ao sair da exposição, não tive vontade de comprar o catálogo nem de ir à sua continuação do outro lado da rua. Foi meu marido que mandou um: “Viemos até aqui, vamos lá ver, né?”.

Nada me preparou para o que viria. Em um salão dos mais nobres no Museu de Arte Moderna, um único vestido posava com uma pintura gigante de Matisse ao fundo. Era o “Matisse Room”. Como também o Mário observou, ninguém se deu conta de que estávamos de frente para duas obras de arte. Mas para o público, só havia o vestido. Que imagem mais linda.

E o vestido? Deslumbrante, com um trabalho artesanal de cair o queixo: inteiro bordado por micro miçangas em uma tela metalizada. Infelizmente a foto não mostra essa beleza, mas só posso dizer que encheu meus olhos de lágrimas.

Essa não é a primeira vez que Alaïa é colocado lado a lado a obras de arte. Em 1998, em uma retrospectiva na Holanda, suas roupas foram expostas ao lado de trabalhos de Basquiat, Picasso e Anselm Kiefer. Em 2000, outra mostra juntou Azzedine e Warhol.

Portanto, se você for, comece pelo fim. Um único vestido e a gente entende tudo.

Alaïa
De 28 de setembro de 2013 a 26 de janeiro de 2014, das 10h às 18h
Musée Galliera (10 avenue Pierre 1er de Serbie)
Entrada: € 8 (cerca de R$ 24)

Os pais de Terry Richardson

21/09/2011

por | FOTOGRAFIA

Depois de um livro sobre Pequim, Terry Richardson prepara um novo lançamento: “Mom & Dad”, que presta uma homenagem a suas origens. mostrando os últimos dias de vida do seu pai, o também fotógrafo Bob Richarson (que morreu em 2005) e a saúde frágil de sua mãe Annie Lomax (que na verdade se chama Norma Kessler). O livro, que é publicado pela Morel Books, é dividido em dois volumes e tem direção de arte assinada pelo estúdio londrino Suburbia, comandado pela dupla Lee Swillingham e Stuart Spalding, diretores criativos da revista Love. Para os interessados, o livro estará a venda na Colette a partir do dia 26/09 até 05/11, junto com uma exposição e pop-up store com todos os livros já lançados por Terry.

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General Idea 1969-1994

05/04/2011

por | ARTE

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Nazi Milk, 1979-1990 ©  Reprodução

GENERAL IDEA é o nome de um coletivo de arte criado em 1969 pelo trio A.A Bronson, Felix Partz e Jorge Zontal. Depois de várias instalações, exposições, vídeos e obras, o grupo parou em 1994 por conta da morte de Partz e Zontal. A reinterpretação da logomarca Love (criada originalmente por Robert Indiana) em forma de Aids, virou um dos símbolos da luta contra a epidemia da doença no fim dos anos 80. Além disso, eles publicaram por um tempo a revista File se apropriando da logo e dos elementos da revista Life, com um conteúdo altamente irreverente, pop e bem humorado.

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©  Reprodução

“A realidade atual não é suficiente pra gente, então, nós tivemos que criar nosso próprio mundo, que é meio que uma paródia, um simulacro imperfeito de um mundo perfeito.” disse um dos fundadores do coletivo. Eles trabalharam durante 25 anos assinando como General Idea, justamentepara ficarem livres do mito de um gênio individual. Para os interessados em conhecer mais sobre eles, é só entrar no site do A.A Bronson ou ir na retrospectiva deles no Museu de Arte Moderna de Paris, até o dia 30/04.

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Sem título (Marlboro), 1985-1986 ©  Reprodução

Pelas ruas de Paris: os melhores looks da #PFW!

11/03/2011

por | MODA

por Juliana Lopes, de Paris

Toda Paris vira um desfile de moda a céu aberto em época de Fashion Week. Mas existe um lugar, talvez pela luz, a paisagem maravilhosa e ampla, que faz com que os looks pareçam ainda mais fascinantes: o Jardin des Tuileries. A performance espontânea dos fashionistas ali é um dos momentos típicos da semana parisiense. E não precisa de convite para ver.

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A pulseira-convite da Givenchy

02/10/2010

por | MODA

Olha só o convite que os meninos da M&M Paris criaram como convite para o desfile de verão 2011 da Givenchy, que acontece amanhã. A forma da parte destacável foi criada a partir do perfil da modelo Mariacarla Boscono, musa de Riccardo Tisci, diretor criativo da marca. Será que na coleção tem peças com estampas de Leopardo?

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Paris Verão 2011: Rick Owens se afasta do street em nova coleção

30/09/2010

por | MODA

Rick OwensComo falei no último post, o dia de hoje (30/09) contou ainda com o desfile do Rick Owens e suas longas saias. Longas tipo Mortícia Adams do futuro indo para uma festa underground.

E não seria de todo correto _ou até mesmo justo_ afirmar que só porque Sr. Owens alongou a barra de suas saias, entrou ele na tendencinha do momento. Na verdade, o estilista que sempre trabalhou dentro de um universo muito particular, há tempos vinha dando sinais de um comprimento mais alongado, pautado por uma certa verticalidade quase gótica. E agora parece ter atingido sua ápice.

Assim, em vestidos de saias extra compridas, dotadas de um elegância imponente, trabalhou toda aquelas técnicas de alta-costura com a qual flertou nas últimas coleções. Com partes de cima cobertas por suas incríveis peças em couro _agora bem finos, sem muito volume e com recortes angulares_ eles vinham em tecidos de aparência luxuosa, transportados para um universo, ainda que obscuro e com uma certa estranheza, muito mais sofisticado e requintado que o habitual.

O problema nisso tudo é que boa parte da força de Rick Owens estava justamente na sua forte ligação com a rua, ou melhor, com os estilos da moda de rua. Assim, a medida que seu verão 2011 _e as coleções anteriores_ se afastam de todo esse cenário, é como se sua imagem perdesse algo extremamente importante.

Em algumas coleções passadas, Owens chegou até a tentar adaptar a alta-costura a seu imaginário underground e obscuro, sem que para isso precisasse retirá-lo de seu local de origem. E nisso obteve imenso sucesso. Não é à toa que os vestidos curtos, com lindas dobras em tecidos leves parecem muito mais interessantes do que suas versões longas mais suntuosas. Ainda que tecnicamente perfeitos e relativamente novos para o repertório da marca, pareciam deslocados neste novo meio.

DIRETO DE PARIS: Gareth Pugh, Balmain, Patrick Demarchelier e +!

30/09/2010

por | MODA

- Você percebe que está em época de desfile em Paris quando no meio do seu almoço dá de cara com um Patrick Demarchelier recém saído do desfile da Balmain, caminhando cabisbaixo pela rua, de braços cruzados com seu casaco verde militar como quem vai ali na banca de esquina comprar um cigarro e já volta. Será que o verão 2011 de Christophe Decarnin foi tão desastroso assim?

- Dizer que Paris respira moda é que nem falar que o Rio de Janeiro tem gente de biquíni. Ainda assim, não tem como reparar na relação toda especial que a cidade _e seus habitantes_ tem com a moda. Seja nos quinze mil e mais não sei quantos jeitos de amarrar o foulard no pescoço, seja nos quase onipresentes saltos altos, nos chapéus que os homens usam pelas ruas, na bota de cano alto da menina andando de bicicleta ou até mesmo na atenção às vontades do momento como a jaqueta aviador _com aparência de resgatada do armário_ que uma senhora de uns 50 e poucos anos escolheu para ir comprar flores.

- Mas e os desfiles, hein? Na verdade ainda não tivemos tempo de ver ao vivo nenhum dos que aconteceram até agora _aquela coisa de chegar de viagem, desarrumar a mala, comer etc. Assim sendo, aí vai uma breve impressão do que rolou até agora:

- Gareth Pugh… Aquele que já foi chamado de “o novo enfant terrible”, mas que hoje nem é mais tão terrible assim. Já faz algumas temporadas que o estilista britânico vem lapidando seu estilo gótico-underground em busca de uma imagem mais sofisticada que para o verão 2011 parece atingir seu ápice. Vestidos-túnica dotados de extrema leveza, ombros levemente marcados, peças com material espelhado traduziam aquela mesma silhueta de sempre, porém trabalhados com muito mais precisão.

Quase como uma continuação do seu inverno 2010, Pugh também trouxe novamente as calças amplas, só que agora numa modelagem mais desejável _e melhorada_ em tecidos encorpados. Quando combinada com com seus tops estruturados com recortes pontudos, a proporção fica ainda mais interessante.

Pugh escolheu novamente apresentar sua coleção em vídeo, trazendo _mais uma vez_ aquelas discussões sobre o futuro dos desfiles convencionais com a ascensão da imagem de moda em movimento. Particularmente, acho difícil as apresentações tal como conhecermos desaparecem do mapa. Não tem como substituir a experiência do real pelo imagético. Além da questão tátil (quando se pode de fato tocar nas roupas) e de ver tudo ali de perto, tem também a sensação de estar presente, no calor da emoção, quase como assistir um espetáculo ao vivo. E ok, o vídeo pode carregar um pouco desses sentimentos, e para quem vê de longe é excelente. Porém, não há nada como ver a roupa se movendo bem ali na sua frente.

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- Teve também a estréia parisiense do estilista turco Hakaan Yildirim _vencedor deste ano do prêmio ANDAM. E talvez pela pressão que criou-se em torno do seu nome desde seu último desfile em fevereiro deste ano, na London Fashion Week, seu debut na capital francesa foi algo bem discreto. Yldirim preferiu não se arriscar muito, atendo-se àquela estética neo-minimalista e super sexy que lhe garantiu espaço no coração de fashionistas de peso como Carine Roitfeld. Uma alfaiataria levemente desestruturada, vestidos colados ao corpo com recortes transparentes e uma cartela de cores bem neutra deram o tom do seu verão 2011.

Ah, e  seu casting não foi nada além de espetacular (bem provavelmente por ele ter como parceiro na sua grife o Mert Alas, da dupla de fotógrafos Mert & Marcus): Natalia Vodianova, Daria Werbowy, Isabeli Fontana e Shirley Mallmann, só para citar algumas.

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- E já que a gente falou de Balmain Mais do mesmo. Tá, para dizer que não houve nenhuma mudança, os ombros saíram consideravelmente de cena. Já no inverno 2010 eles haviam perdido um pouco daquela importância. Agora então, voltam quase a sua proporção natural, com jaquetas apenas os marcando no devido lugar. Falando em jaquetas, as deste verão vêm novamente com tachas. A palavra aqui é punk, com um certo glamour. Os escarpins com os jeans justinhos de barras dobrados tinham algo de anos 50, mas ainda com aquela atitude detonada que as consumidoras da marca tanto gostam. Ah, e muito brilho, lavagens desgastadas e rasgos e mais rasgos. Sempre, né?

- Fica evidente aí como um mesmo tema _ou no mínimo com uma considerável proximidade_ pode ser explorada de diferentes formas. Na Balenciaga, Nicolas Ghesquière usou todo seu aparato tecnológico aliado a estética punk para fazer uma espécie de protesto as imagens femininas hipersexualizadas. Imagens estas que parecem ser a força motora da Balmain.

- Hoje rolaram também os desfiles do Rick Owens _com saias loooongas e uns drapês incríveis na parte de cima_ e da Ann Demeulemeester que deu uma leve repaginada no visual. Mas disso eu falo com mais calma depois.

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Paris Verão 2011: Balenciaga

30/09/2010

por | MODA

E aí quando todo mundo começa a se empolgar com o clima setentinhas-feel-good-vibe que o verão 2011 vinha tomando, Sr. Nicolas Ghesquière chega e coloca tudo de cabeça para baixo. Bebendo mais uma vez na fonte da cultura de rua, colocou na passarela tomboys futuristas com vestidos-jaquetas de couro de aspecto emborrachado, maxi estampas pied-de-coq, sapatos pesados tipo coturno e cabelos pretos à la rockabilly, revoltos e cheios de atitude punk.

2011/10/4334_Clipboard01Primeiro e último look da Balenciaga Verão 2011; tecnologia e visão ©Reprodução

No casting alguns nomes que geralmente vêm acompanhados do adjetivo “super”: Amber Valeta, Carolyn Murphy, Stella Tennant e (confirmando os boatos) Gisele Bündchen. Nelas, mais uma prova de toda maestria do estilista que hoje comanda a Balenciaga. Couros incríveis, em tratamentos jamais imaginados (tipo na forma de renda nas calças), craquelados brilhantes, paetês velados e mais uma infinidade de explorações têxteis praticamente impossíveis de distinguir por fotos.

Segundo notas da imprensa internacional, o ponto de partida foi o jogo entre superfícies opacas, com outras transparentes, brilhantes e refletoras. E daí o jogo de sobreposições que permeia quase todo o desfile. Seja na simples cobertura por camada de tecidos transparente como nos ótimos tricôs listrados com pequenas faixas translúcidas, ou então nas interessantes calças de modelagem bem masculina, com espécie de fecho triangular por onde passavam as barras das camisas.

Tem ainda um pouco daquele efeito de bricolagem da coleção passada _principalmente no bloco das saias com cintos de couro e camisas transparentes sem mangas_, porém agora dotado de uma certa irreverência punk.

Aquele mesmo atestado de Miuccia Prada e Raf Simons abaixo a caretice vêm aqui, na ótica futurista-tecnológica de Ghesquière. Modelos comumente chamadas de bombshell vinham extremamente masculinizadas e com imagem que chega a desafiar o olhar. Calças com proporções que fariam muitas mulheres torcerem os narizes, sapatos pesados, sem salto que achatam a silhueta, vestidos levemente largos, quase como um número maior. Aquele “desleixo” punk, só que perfeitamente controlado e trabalhado dentro do universo do estilista, responsável por transformar simples tecidos em materais do além.

E talvez, justamente por toda essa grandiosidade de visão, imagem e técnica, tudo isso possa parecer um pouco distante e frio demais _ainda que com roupas de aparência de certo modo simples. Diferente da Prada e da Jil Sander, onde a ironia e protesto contra a caretice parecem mais palpáveis, aqui o arsenal tecnológico é tamanho, que acaba levando essa mesma mensagem para uma espécie de espaço sideral _onde todos sonham em ir, mas nunca conseguem chegar.

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Paris Verão 2011: Dries Van Noten

29/09/2010

por | MODA

Dries Van Noten-1Adoro quando Dries Van Noten abre mão de sua paixão e maestria em estampas e toda aquela vibe étnica que geralmente domina suas coleções, para focar-se em outros aspectos de seu trabalho. São em momentos como esse que se vê habilidade (técnica e criativa) em dar cara nova à sua imagem, sem que pareça algo totalmente desconexo de seu repertório.

Para o verão 2011 Van Noten _um dos Belgian Six que revolucionaram a moda nos anos 90_ fez exatamente isso. Concentrou todas suas forças num lindo trabalho de formas (oversized) e tingimentos (deep-dye, que na verdade é só mais um nome complicado para o degradê via tie-dye).

E aí a gente podia ficar aqui analisando como essa coleção passou por todos os pontos que vêm sendo repetido em diversas coleções nesta temporada: os comprimentos midi, as formas mais afastadas do corpo, a expressão e importância das cores, a simplicidade de modelagem, aquela aparente elegância sem esforço, as incríveis camisas quero-já em diferentes comprimentos e proporções (desde clássica masculina, até chemises cobertos por camadas de tecido transparente), e as calças perfeitas _largas, com corte reto e cintura no devido lugar.

Só alguns blazeres com proporção oversized demais,  que acabam imprimindo uma imagem dos anos 1980 não muito desejável, sem o equilíbrio do masculino vs. feminino que permeia toda coleção.

Porém, o melhor está no controle com que Van Noten executa essa coleção. Em como conjuga com cara nova alguns aspectos com qual sempre teve familiaridade ao longo de sua carreira. Quase como uma conclusão do trabalho com formas e alfaiataria que vinha realizando nas últimas coleções, esta apresenta uma expertise quase que absoluta em sua suavidade, delicadeza e precisão.

O oriente que tanto gosta vem então nas formas _jaquetas quimonos com ombros caídos e mangas amplificadas_ e nas estampas florais de uma precisão e delicadeza impressionante. Ainda mais quando essas meio que se confundem com as bases em tingimentos tipo degradê. Sua paixão por tecidos exóticos aparece mais forte no final, quando texturas se fazem presentes de forma discreta. Porém, ao longo de toda apresentação Dries trabalha em cima do denim _alvejado até ficar branco_ e a outros tecidos de base de algodão, assim fazendo o básico parecer sofisticado e vice-versa. Luxo sem frescura.

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Transclassic, Rad Hourani e as brasileiras

25/06/2010

por | CASTING, MODA

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Rad Hourani só apresenta sua nova coleção, em setembro, durante a Semana de Moda de NY. Enquanto isso, o estilista que gosta de fazer as vezes de fotógrafo e videomaker nas horas vagas, abre a exposição Transclassic, em Paris, na Joyce Gallery, em cartaz até o dia 24/07. Pra quem acompanha o FFWBlog não é surpresa o fato de que ele adora modelos brasileiras (lembra dele junto com Debora Muller na Vogue Russa?), dessa vez ele chamou a sensação Alicia Kuczman, Luana Teifke e Thais Oliveira, que engrossam o time formado por Gloria Loitz, Charlotte Di Calypso, Byrdie Bell, Tasha Tilberg, Elisa Sednaqui, Bridget Hall e a top Helena Christensen. A exposição é formada por fotos e uma instalação de vídeo. 

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