Backstage / Nova York

11/02/2014

por | MODA

É o backstage o lugar mais vivo de uma semana de moda. Se você quer uma boa dose de vida real e do esforço que é fazer um desfile, os camarins mostram toda a energia, o corre-corre e o trabalho duro por trás daquela apresentação impecável que acaba em menos de 20 minutos. Nossa fotógrafa correspondente Driely S. está em Nova York e visitou algumas marcas no backstage. Enquanto aguardam sua hora para fazer cabelo e maquiagem, os modelos lêem, conversam ou ficam no celular. Mas as fotos de Helmut Lang abaixo mostram o que vem em seguida, com várias pessoas pegando em você ao mesmo tempo. Veja uma parte do nosso passeio pelos camarins de marcas como Kate Spade, Opening Ceremony e Helmut Lang durante a semana de moda de Nova York.

OPENING CEREMONY

©Driely S /FFW

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KATE SPADE

©Driely S /FFW

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HELMUT LANG

©Driely S /FFW

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BAND OF OUTSIDERS

©Driely S /FFW

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The Last Magazine com Iselin Steiro

14/02/2011

por | MODA, REVISTAS

Como já é tradição durante a Semana de Moda de NY, foi lançada a nova edição da The Last Magazine, revista publicada duas vezes ao ano, em formato tabloíde, com a nova geração da música, das artes e da moda. A foto da capa, com a modelo Iselin Steiro, é assinada por Daniel Jackson, styling de Alasdair McKimm.

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Para quem ficou interessado na revista, um vídeo da última edição, com a modelo Mariacarla Boscono na capa.

#NYFW Verão 2011: por uma moda menos Lady Gaga

17/09/2010

por | MODA

A semana de moda de Nova York, que terminou na última quinta-feira (16/09), não foi tanto de novidades, quanto foi de um certo sentimento de readequação. Estilistas pareciam menos preocupados em reinventar a roda do que em achar aquilo que parece adequado para as atuais vontades das mulheres.

A busca pela novidade pareceu substituída pelo desejo de fazer as pessoas voltarem a se sentir bem com as roupas. Em entrevista ao “NY Times”, Narciso Rodriguez disse que estava pensando em sua amiga Carolyn Bessete, e como ela e outras mulheres apenas jogavam um casaco sobre um longo vestido para sair à noite. Marc Jacobs, após seu desfile 1970s, perguntou a Diane Von Furstenberg: “Lembra quando as mulheres vestiam-se assim? Por que não se vestem mais desse jeito?”.

Nos últimos anos a moda se distanciou demais de seu público-alvo: os indivíduos. Por mais paradoxal que isso possa parecer em tempos de fast-fashion e uma dita democracia de moda, se analisarmos bem o cenários encontraremos imagens dotadas de extrema frieza. Distantes, intocáveis e inatingíveis por reles mortais. Quase como obras de uma ficção-científica pop. Um exército de clones da Lady Gaga.

No business front, marcas são criadas, gerenciadas, ressuscitadas como se tivessem vida própria, independente da realidade. Como se toda essa indústria não dependesse, exclusivamente, de quem a veste.

E como para toda ação existe uma reação, talvez seja essa uma das mais interessantes que vimos em Nova York. Bem mais do que o movimento das saias longas ou meia-perna em resposta as mini das últimas temporadas, da predominância do brancos _e as centenas de tons derivados_ e do statement das cores.

Talvez seja por isso que muitos estilistas preferiram olhar para o passado ao invés de mirar o futuro. Um olhar não de mera inspiração ou referência, mas sim um de busca de conexões. Conexões como aquelas que Marc Jacobs fez ao estilo Yves Saint Laurent dos anos 70, onde “se montar” era algo divertido, possível e não algo vindo de um frigorífico. Ou então como Jack McCollough e Lazaro Hernandez transformaram a eterna jaqueta Chanel em algo cool e contemporâneo na Proenza Schouler.

O minimalismo dos anos 90 _e a simplicidade creditada à Phoebe Philo_ continua como o Norte da bússola fashion. Calvin Klein e seus incríveis vestidos brancos, levemente estruturados, e Narciso Rodriguez com seus longos formais, resgatando a essência do movimento, porém adaptada à atualidade. Esse minimalismo agora vem pautado por ares descontraídos, traz um certo California way of life. Derek Lam talvez seja o melhor exemplo, ao lado de Diane Von Furstenberg, que também percebeu a necessidade de limpar o visual e conectar-se de forma mais direta e objetiva com suas consumidoras.

+ Veja todos os desfiles da #NYFW Verão 2011

+ Cobertura completa FFW

A passarela de Patrik Ervell

17/09/2010

por | MODA

Eu sei que a Semana de Moda de NY acabou ontem, mas uma das coisas que mais me chamaram atenção foi a passarela usada pelo estilista Patrik Ervell para mostrar sua coleção de verão 2011. Pilhas e mais pilhas de Financial Times antigos formavam o caminho para os modelos desfilarem. Em uma Semana de Moda conhecida por não ousar muito no quesito cenografia, até que essa foi uma proposta bem criativa.

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#NYFW Verão 2011: Proenza Schouler

16/09/2010

por | MODA

proenza-schouler-verão-2011Proenza Schouler verão 2011 © firstVIEW

Já havia escrito aqui no FFW Blog sobre como as texturas fazem a gente querer tocar nas roupas. E, meu Deus, que vontade que de sentir na mão cada superfície dos looks apresentados ontem à noite no desfile da Proenza Schouler.

Para o verão 2011, Jack McCollough e Lazaro Hernandez se superaram em todos os sentidos. Começando pela técnica onde uma incrível gama de texturas aparecia decorando primeiro versões meio ladylike modernas depois aquela garota californiana meio surfista meio punk que define tão bem o público da marca. Impressionante o trabalho “tie dye texturizado” em que estampas e superfícies se transformavam de cima a baixo no look. Do liso transparente ao opaco craquelado, do tricô de micropontos ao desgastado transparente.

Em termos de imagem de moda, foi mais impressionante ainda. Ficou muito além dos clichês nova-iorquinos, levou a garota uptown para o downtown _e vice-versa_ sem qualquer conflito. Misturou o estilo da costa Oeste americana com o cosmopolita da Leste. Fundiu referências, fez dos clássicos contemporâneos e autorais. Até mesmo as tendências forma _ainda bem_ todas digeridas pelo universo e pela vontade dos estilistas. Transparências, o comprimento midi (aquele no meio da perna), o California way o life, 1970s, 1990s _estava tudo lá. Mas ao mesmo tempo é como se não estivesse.

Sem obsessões malucas por tendências ou vontades momentâneas, Lazaro Hernandez e Jack McCollough nos lembraram que para além das “tendemências”, o que vale mesmo na moda é aquilo que lhe parece certo, aquilo que lhe faz bem. Afinal, do que adianta a moda se não nos divertimos com ela?

+ Veja o desfile completo