Hyeres 2011

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© Daniel Sannwald

A edição 2011 do Festival Hyeres, que descobre novos talentos da fotografia e da moda, vai acontecer entre os dias 29/04 e 02/05 e parece que a disputa desse ano esta acirrada entre os estilistas que concorrem ao prêmio. Eles serão julgados por um juri composto por Cathy Horyn junto com a dupla Jack McCollough e Lazaro Hernandez (da Proenza Schouler), Tim Blanks, o estilista Raf Simons, o sound stylist Michel Gaubert, Floriane de Saint Pierre, Christopher Kane e Carla Sozzani.

Além da competição, o festival nesse ano terá exposições de nomes como o do fotógrafo Daniel Sannwald, Sandra Backlund, Yann Gross, Bless e outros.

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Imagem de arquivo da carreira de Raf Simons ©  Reprodução

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Carol Trentini e uma das peças criadas por Sandra Backlund © Reprodução

Abaixo, os estilistas que concorrem ao prêmio na categoria de moda:

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Léa Peckre, da França, se inspirou em cemitérios. Céline Méteil, da França, criou vestidos origamis.

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Emilie Meldem, da Suiça, buscou na história do seu país a inspiração para a coleção. Oda Pausuma, da Finlândia, lembra muito Pedro Lourenço.
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A dupla Juliette Alleaume &  Marie Vial, da França, são minhas preferidas ao prêmio. Michael Kampe, da Alemanha, se inspirou na internet, na juventude atual e estamparia digital. Wearable art, segundo o release.

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Maryam Kordbacheh, da Finlândia, se inspirou em formas orgânicas e em coisas naturais. Mads Dinesen, da Dinamarca, também é outro que foi buscar na cultura de seu país as formas e referências para a coleção.

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Janosch Mallwitz, da Alemanha, resolveu olhar para a América do Norte e se inspirar nos colégios americanos, no começo da juventude e da busca por uma identidade. Segundo o release, é uma coleção que navega entre “o conceito e o instinto“. A minha outra aposta pra levar o prêmio é Oriane Leclercq, da Bélgica, com uma coleção que se desenvolve em cima do trabalho com latex e materiais sintéticos. Queria ver os outros looks, dizem que tem muito trompe-l’oeil.

Agora fica a pergunta: temos ótimos estilistas no Brasil (bons ou até melhores que esses acima) e por que não temos nenhum representante no Hyeres?

O Santo da AP401

31/08/2010

por | MODA

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O FFW tem a sua Santa que reza em italiano, já falamos da religião na moda aqui, e esse fim de semana fiquei sabendo da nova campanha da AP401, lá de Maceió, criada e fotografada pelo Estúdio Alba (leia-se Herbert Loureiro e cia). Tudo misturado, muitos acessórios, um toque brasileiro e imagens muito bonitas e poéticas. A campanha é um retrato bem fiel das vontades mostradas nos desfiles de verão 2011, de olhar pro Brasil, misturar referências regionais e etc.

A sessão de fotos da campanha aconteceu na cidade de Penedo, em Alagoas, com os modelos Valmir Lins e Victória Kipper. Aproveitei o contato do Lucas Barros no Facebook, para tirar minhas dúvidas e conhecer mais sobre o processo de trabalho dele, que por sinal, é bem interessante.

FFW: Você podia me falar um pouco sobre as cores dessa coleção? Percebi que os tons são terrosos.
LB: A cartela de cores é toda em cima de tons terrosos sim, e pedi que na edição tivessem esse cuidado também. Queria as peças com sentimento de saudade, de lembrança, de memória afetiva. Imagino que estes tons transmitem isso.

FFW: E como funciona o processo de criação dessa textura/estamparia que você aplica as peças?
LB: Meu trabalho é desenvolvido em cima de uma estamparia experimental que desenvolvo diariamente aqui no meu ap-atelier: revelo as estampas (feitas por mim e pela colaboração do Herbert às vezes) e daí começo um processo todo manual de lavagens e tingimentos. Todo o processo é feito por mim, e dependendo da peça, passo um, dois, ou até três dias pintando.  Nesta coleção mesmo eu precisei de tecidos mais ásperos, que foram detonados pra ganharem textura de piso, de parede. Algumas camisetas ganharam texturas de paredes velhas com aspecto de um mofo bem agradável. As peças são pintadas depois de costuradas: primeiro elas passam por um processo de tingimento, que irá servir de fundo pra estampa. Depois, dependendo da peça, faço lavagens, uso serigrafia, e mais lavagens. O resultado é uma peça exclusiva toda confeccionada manualmente.

FFW: E os acessórios?
LB: Os acessórios desta coleção sao meus. Crio juntamente com as roupas. Na minha coleção mais recente – Baile! que lancei há uma semana – eu convidei um amigo para assinar os acessórios comigo.

Para quem ficou curioso pra conhecer mais sobre o trabalho de Lucas e da AP401, vale a pena conferir o texto que explica em detalhes essa coleção lá no site da marca.

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