The Wanderer: o novo vídeo da Dior Homme

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Victor Nylander no vídeo “The Wanderer” da Dior Homme, com direção do fotógrafo Willy Vanderperre, responsável também por clicar a campanha de inverno 2011.

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Dior Homme: Work in Progress

Depois de toda a correria de Fashion e SPFW, acabou que nem comentamos o vídeo lançado pela Dior Homme mostrando os bastidores e preparativos da coleção apresentada em Paris, mês passado. As cenas mostram Kris Van Assche, estilista da marca, apreensivo com a prova de roupa e os detalhes das roupas. Mas no fim, ele aparece mega feliz com o resultado. A direção é assinada por Sarah Moon. Clique aqui para ver todas as fotos do desfile da marca.

NOVEMBRE

30/08/2010

por | REVISTAS

Lembra quando falamos aqui da Sang Bleu? Então, os mesmos criadores dela + a designer Florence Tetier e o fotógrafo Florian Joye estão por trás da novissima NOVEMBRE, revista de moda da Suiça lançada oficialmente (por que na verdade ela já tinha sido lançada em junho) no último final de semana em NY, com direito a instalações de arte e festa. Eu simpatizei com a revista depois de ver que uma das capas é uma imagem tropical, sem modelo, sem pose, sem carão. Essa imagem vale mais do que mil palavras (e chamadas), afinal, é a edição de verão deles. Além da moda, a publicação também tem foco nas artes e tem como objetivo fomentar e ser uma fonte de inspiração dentro do mercado de moda suiço. E o conteúdo da primeira parece bem bom: tem a estilista Catherine Baba, Emilio Pucci, Koudlam, Kris Van Assche, Elie Saab, Diane Pernet e outros. Ah, ela é toda traduzida em alemão, inglês e francês.

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Sangue azul

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Sexo vende, isso todo mundo sabe. Agora junte sexo + tatuagens + arte + sadomasoquismo + moda + cultura urbana, essa é mais  ou menos a fórmula da Sang Bleu (Sangue Azul, em português), revista criada em 2004 por Maxime Buechi, editor chefe e diretor criativo da publicação, com foco apenas em tatuagens e moda, em uma mistura de  textos literários, poesia e fotografia. Agora, depois de 6 anos, Buechi resolveu expandir o “negócio”: criou a série de performances ‘Clusters 1, 2,’; a Novembre, revista de moda e arte; a “Monographics“, série de vídeos de sexo que vão ser disponibilizados na internet, e tudo dentro da Sang Bleu éditeurs, empresa de publishing que Maxime criou para poder gerenciar os projetos – e claro, lucrar também. E parece que o mundo da moda lá de fora aceitou bem a Sang Bleu, afinal a revista fez uma cobertura bem completa dos desfiles masculinos que aconteceram recentemente. 

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Na lista de colaboradores dessa quinta edição, que é dividida em dois volumes (foto acima), nomes como o do artista plástico Banks Violette, da brasileira radicada em Londres Cassia Tabatini, Ellen Von Unwerth, Kriss Van Assche e muitos outros (a lista de colaboradores é enorme). Para os interessados em comprar uma edição, é só clicar aqui

Abaixo, algumas imagens do conteúdo complementar da revista, disponível no site deles. Vale a visita.

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O tal homem mais delicado…

25/06/2010

por | MODA MASCULINA

A feminilização do homem não é nada novo na moda. Se o termo parece um pouco assustador podemos então falar de busca por um homem mais delicado, que o resulta é praticamente o mesmo. Estilistas já vem há alguns anos investindo em imagens onde os tais códigos de “macheza” caem por água abaixo, dando lugar a uma idéia de masculinidade onde romantismo e emoções tem passe livre.

2011/10/2150_alexis-mabille-verao-2011Looks de Alexis Mabille ©firstVIEW

E nesta temporada em Paris, onde a busca por uma nova elegância (e um terno mais adequado aos atuais contornos sociais) não sai de pauta, a mistura dessas duas frentes tem gerado imagens bem interessantes. Lá no começo da temporada parisiense, o jovem Alexis Mabille trocou seus experimentos puramente sartoriais por referências quase hippies.

Como sobreviventes de um deserto paradisíaco (por mais paradoxal que possa parecer) seus homens vinham extremamente delicados, leves, com direito até a aplicações de borboletas e floras nos cabelos e espalhados por alguns looks. Em tons lavados sua alfaiataria vem desestruturada, em linho ou jérsei de algodão numa silhueta levemente alongada, onde parkas, jaquetas e macacões parecem cair descomprometidamente sobre os corpos dos modelos.

2011/10/2151_givenchy-verao-2011Givenchy verão 2011 ©firstVIEW

Na Givenhcy, Riccardo Tisci parece querer transportar algumas características essenciais de seu feminino. Quem viu o pré-verão da grife não deve ter encontrado dificuldade em identificar de onde vieram os animal prints que começam numa espécie de renda em preto e branco, passando pelo jacquard, até tomarem sua forma mais literal; ou então aquele macacão preto com gancho baixo usado sobre camisa com estampa de leopardo.

O ponto de partida são os “circos vitorianos” e daí o lado meio animal da coleção. E aqui Tisci não quer saber de domar seus instintos. Bem pelo contrario, busca libertá-los a medida que seu desfile vai de um excelente exercício sobre alfaiataria, para um quase descontrole selvagem onde estampas de onça, somados a torsos nus e máscaras num misto de tribalismo, com Jason + Hannibal Lecter, carregam de mais a imagem, além de esbarrar em alguns clichês um tanto de mau gosto.

Os blazeres ajustados ao corpo, ainda que soltos, as calças de couro e principalmente os macacões e bermudas que pareciam saias, se saem infinitamente mais interessantes (do ponto de vista comercial e conceitual) do que quando a segunda parte mais “selvagem” do desfile.

2011/10/2152_kirs-van-asscheKris Van Assche verão 2011 ©firstVIEW

Kris Van Assche é outro que há tempos vem experimentando com a hibridização da alfaiataria com o sportswear para renovar a imagem do homem contemporâneo. E para o verão 2011, numa manipulação extremamente inteligente de tecidos, atingiu um dos melhores momentos de sua carreira.

Com uma coleção quase toda em preto e tons de cinza, alongou sua silhueta sem perder o conforto. Com proporção sempre afastada do corpo, encontrou um bom equilíbrio na modelagem de suas famosas calças com ajuste nos tornozelos (agora com cintura deslocada para linha do quadril) combinando-as com partes de cima mais volumosas, em tecidos leves, geralmente presos na cintura.

O mais interessante contudo vem nos detalhes, na substituição de botões por zíperes em alguns blazeres e nas aplicações de espécies de aventais de couro ou pequenas bolsas aos looks.