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Roupas Offline

2011/10/2665_texturasPara o inverno 2010 _que começa a chegar às lojas do Hemisfério Norte agora_ a moda quis ficar mais “limpa”. Livre de decorações e excessos. Less is more, como nos anos 1990. A consequência disso é que as formas ficam mais puras, os cortes simplificados, as proporções práticas, as cores neutras e os tecidos, de alta qualidade, com superfícies inovadoras, tornam-se protagonistas.

Mas a moda não se resume as meras vontades comerciais e desejos de consumo. E assim, o extremo foco na superfície das roupas pode ter uma explicação um pouco mais subjetiva.

Quem nunca sentiu aquela vontade súbita de acariciar, apalpar ou simplesmente tocar uma superfície felpuda? Desde crianças somos levados por nosso subconsciente a estender a mão para essas coisas que praticamente pedem para serem tocadas. Um filhote, um ursinho de pelúcia, um cobertor aconchegante, um tricô confortável, uma cashmere peludinha e uma falsa pele…

Agora não é diferente. Quando o estilista responsável pela linha masculina da Lanvin, Lucas Ossendrijver, foi explicar as várias 2011/10/2665_texturas que aplicou em seu verão 2011 disse: “São roupas para serem tocadas”. Fundamento também percebido na coleção feminina da temporada anterior, onde Alber Elbaz quis lembrar da nossa atual carência de toque.

Hoje passamos grande parte de nosso tempo sentados na frente de uma tela de computador. Vivemos de imagens, relações virtuais e contatos online. Cada vez mais privados do contato real com pessoas e outros aspectos do nosso cotidiano.

Assim, os veludos, tweeds, lãs, tricôs, cashmeres, casimiras, peles falsas, plumas, couros, cetins, musselines, sedas e plastificados que ganharam destaque neste inverno surgem justamente para suprir essa necessidade. São roupas para serem sentidas. Estimular o toque, ou pelo menos a sensação dele.

Foto publicada em editorial da revista Dazed & Confused de setembro de 2010

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Ideias simples falam mais alto na moda e na publicidade

Simplicidade foi uma das palavras mais usadas para adjetivar as coleções internacionais do inverno 2010 e algumas (muitas) do nosso verão 2011. Roupas e coleções cujas mensagens eram tão claras e precisas, que tornavam desnecessário qualquer tipo de informação extra _visual ou textual.

Ninguém precisava de release para saber do que se tratava a última coleção da Chloé. Tão pouco ir ao backstage da Céline para entender o que Phoebe Philo queria dizer desfile utilitário-chique. A precisão do corte na alfaiataria easy de Maxime Perelmuter na British Colony, ou então a expressividade das cores e riqueza de detalhes na construção dos vestidos de Alexandre Herchcovitch falavam por si só, tornando a mensagem de ambas coleções (e desfile) auto-explicativa.

“O bom desfile é o que não precisa de release: a roupa é boa ou não”, escreveu Erika Palomino numa pensata sua aqui no portal FFW.

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Só que a moda não fala _nem vive_ sozinha. E toda essa simplicidade(de design, mensagem e idéias) é recorrente também em outras searas criativas. Uma das mensagens mais importantes do último festival de publicidade de Cannes foi justamente o foco na criatividade através de (grandes) idéias simples.

Em um seminário durante o evento o diretor de criação da Goodby, Silverstein & Partners, Erik Vervroegen argumentou que para publicidade continuar relevante é necessário que seus profissionais resgatem um de seus elementos essenciais: uma boa e simples idéia.

Hoje, com as novas possibilidades de comunicação a mensagem acaba se confundindo com o meio. “Tecnologia não é uma idéia”, afirma Vervroegen. “Fazer algo no Twitter não é uma idéia. Fazemos porque é tecnológico, mas acabamos esquecendo de nos perguntar se as pessoas se importam com isso”.

Segundo o diretor e produtor de cinema Spike Jonze publicidade deveria ser primeiro sobre ter idéias e, depois, em descobrir qual o melhor meio para difundi-las. “As novas tecnologias não mudam nosso objeto principal: a idéia, a histórias, a conexão com o público.”

“O desafio é tirar do caminho tudo que for desnecessário para que, assim, só sobre o que realmente importa”, disse Tom O’Keefe, diretor de criação da Draftfcb North America.

Ideias simples falam mais alto na moda e na publicidade

Depois de dois anos sob nova direção, a Valentino entra no eixo

2011/10/2281_val_HC_fw10_035Se a ideia era transformar a marca Valentino em uma grife para jovens herdeiras, Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli parecem finalmente estar encontrando o caminho certo. Desde que assumiram as rédeas criativas da famosa maison Valentino em outubro de 2008, a dupla de estilistas experimentou alguns códigos da marca enquanto traçavam caminhos incertos para a mesma. Inconstância seria um bom adjetivo para as suas primeiras coleções.

Porém, a partir do inverno 2010 de prêt-à-porter Chiuri e Piccoli parecem ter encontrado o caminho certo, na medida que se mantêm fiéis a certos códigos de Valentino e injetam um pouco de frescor na marca. Seu inverno 2010 couture então traz um pouco da essência do que foi visto lá no ready to wear: um romantismo delicado, mas que traz algo de perigoso ou levemente (mas bem de leve mesmo) agressivo ou obscuro.

Assim, o nome desta coleção “The Dark Side of First Love” acaba fazendo perfeito sentido. Em termos técnicos os estilistas se focaram basicamente numa mesma silhueta trapézio, trabalhando-a em vestidos e casacos em gazar, organza ou crepe de lã. A partir daí exploraram as diferenças de pesos dos tecidos, combinando os pesados com os mais leves, e aplicando delicados detalhes ou discretos volumes de forma bem pontual.

Uma coleção, leve, jovem – ultracurta – e com uma constante fragilidade precisa no ar. Fragilidade que talvez seja um dos únicos pontos que a dupla precise trabalhar mais. As mulheres de Valentino de frágil não tinham nada, bem pelo contrário. Apesar de toda sua elegância, exalavam um certo poder extravagante que anda demorando para dar as caras no regime Chiuri & Piccioli. Algo, aliás, que seria bem interessante ver trabalhado para uma menina Valentino.

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Depois de dois anos sob nova direção, a Valentino entra no eixo

Jean Paul Gaultier e sua eterna paixão pela mulher parisiense

2011/10/2274_gau_HC_fw10_097Foi-se o tempo em que Jean Paul Gaultier podia ser chamado de enfant terrible. Já faz algumas (muitas) coleções que o estilista tem se dedicado a alguns marcos de sua carreira. O desafio de Gaultier hoje parece ser outro, um ligeiramente mais difícil de ser visto assim de primeira (ainda mais quando visto por fotos).

Em suas mais recentes coleções o estilista parece não querer mais causar histeria, muito menos chocar suas clientes com imagens contestadoras. Sr. Gaultier tem feito da passarela vitrine para sua cada vez mais aperfeiçoada técnica. E para seu inverno 2010 de alta-costura não foi diferente.

Segundo disse à imprensa internacional o ponto de partida foram as próprias mulheres parsienses. Ou melhor, elementos de estilo que facilmente se associavam ao seu glamour e comportamento. Daí brotam os vestidos trench em tecidos elaborados, os drapeados incríveis, os ombros marcados tipo  anos 40, as incríveis peças em couro e todo um je ne sais quoi que faz das mulheres de Paris criaturas míticas.

Com suas infinitas formas de amarrar um foulard, suas gesticulações ao fumar, uma certa paixão pelo exótico e uma constante sensualidade natural, são objeto de desejo e admiração de Gaultier – hoje e sempre. E assim, aparecem exatamente como imaginadas – porém extra-glamourizadas – num desfile que passava por pontos essenciais da carreira de Gaultier: a alfaiataria impecável, sexualidade, o boudoir (oi, corsets e meias calças com estampa de Torre Eiffel), a extravagante provocação (oi, raposas brancas) – mas que acabou deixando a gente com mais saudades ainda daquela sua fase terrible.

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Jean Paul Gaultier e sua eterna paixão pela mulher parisiense

O inverno monástico, rico e pesado da Chanel haute couture

Havia algo monástico, imperial, ou quem sabe até medieval no desfile de altacostura da Chanel. Ao contrário da polidez polar do verão passado, o inverno agora carrega ares mais pesados, até sujos, numa imagem levemente obscura.

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Primeiro vêm os tons terrosos, marrons, vermelhos escuros, marinhos, beges e por aí vai. Os tecidos – lãs encorpadas, tweeds sofisticados, veludos e peles – que desempenharam papel fundamental na construção de proporção elaborada com a qual Karl Lagerfeld trabalhou nesta temporada. Mas não se deixe enganar, o equilíbrio deste inverno 2010 de haute couture traz um equilíbrio magnífico. Algo que só um verdadeiro mestre seria capaz de fazer.

Aliado a essa imagem ligeiramente carregada vinha uma extrema riqueza, onde bordados de joias (pérolas, cristais e ouro) se alinhavam em vestidos alongados ainda que com blocos estruturados. Assim vinham boa parte dos casacos com a parte de cima bem marcada – quase que quadrada, mangas volumosas até o cotovelo – combinados com saias amplas no joelho ou meia-perna. Leve e pesado, curto e longo tudo numa peça só, com as mais sofisticadas e complexas técnicas de construção e ornamentação.

Se parece um pouco demais, o rigor de Kar Lagerfeld transforma seu desfile de altacostura para Chanel numa verdadeira parada sensorial, onde cada look parece uma evolução do anterior ainda que mantendo um claro fio condutor.

O inverno monástico, rico e pesado da Chanel haute couture

Armani e jovens estilistas: realidade na altacostura

armani-privé-inverno-2010Nos desfiles de altacostura em Paris, roupas para o dia parecem estar em extinção. Com as grandes maisons apostando todas suas fichas em apresentações e coleções fantasiosas, roupas dotadas de uma certa realidade parecem cada vez mais escassas.

A exceção para tal “padrão de comportamento” talvez seja Giorgio Armani com sua Armani Privé. Entre as grandes grifes que se apresentaram até agora, o estilista italiano foi um dos poucos que não se voltou exclusivamente para o eveningwear. Sua coleção inspirada no âmbar, repleta de tons de marrom e beges, trouxe uma deliciosa gama de looks para o dia.

Calças impecavelmente cortadas vinham mais justas na perna, com leve abertura próximo a barra. Blazeres e jaquetas ganham ombros pontudos sem exagero, acinturam-se delicadamente, ganham maxi botões com aparência de madeira e, às vezes, delicados babados na gola, em alguns casos ondulando rumo à lapela.

A Armani Privé já se mostrou extremamente bem sucedida no tapete vermelho. Em pouquíssimo tempo Sr. Armani conseguiu fidelizar uma rica cartela de clientes – sendo assim, faz total sentido tirar um pouco da magia e excitação e oferecer para tais pessoas um pouco de sonho possível.

Simplicidade extremamente sofisticada. O diferencial vem na execução, nos acabamentos e nos materiais dos mais luxuosos. O que vale levar em conta é como toda aquela atenção aos detalhes, trabalhos manuais complexo e toda riqueza que transformam vestidos em matéria de contos de fada, aparecem aqui adaptados ao cotidiano contemporâneo. Em outras palavras, faz da excepcionalidade da altacostura, com toda sua herança histórica, algo relevante para os consumidores do século 21.

Alguns jovens estilistas também têm sido responsáveis por apresentar coleções que trazem menos fantasia e mais realidade. Algo como o couture dos anos 50 e 60, antes do prêt-à-porter roubar a cena e mandar as linhas de alto luxo para terra dos sonhos.

Alexis Mabille, com sua recorrente feminilidade, mostrou boas combinações de calças e saias retas, com blusas com babados, laços ou então tops corsetados.

Em sua segunda coleção Bouchra Jarrar falou de um minimalismo geométrico, todo trabalhado em creme e preto. Seu desfile abre com uma poderosa alfaiataria, com corte reto extremamente geométrico. Em seguida saias, blusas e vestidos trazem o mesmo rigor linear, porém suavizados por discretos recortes em V ou então pequenas aberturas, cortadas de forma cirúrgica para revelar, quando não a pele, inserções de couro dourado. Limpo, extremamente preciso e, acima de tudo, real.

Armani e jovens estilistas: realidade na altacostura

Frida Kahlo inspira inverno 2010 de altacostura da Givenchy

001“Quero fazer a couture ainda mais especial do que é, não apenas outro desfile”, disse o diretor criativo da Givenchy, Riccardo Tisci ao WWD semanas atrás. Para isso reduziu drasticamente sua lista de convidados, e trocou a passarela por pequenos salões onde um pequeno grupo de editores, compradores e alguns dos clientes mais especiais, puderam conferir bem de perto a coleção de 10 looks que o estilista apresentou hoje (06/07) em Paris.

Pode parecer esnobismo, ou algo elitista em tornar restrito algo que por sua natureza já o é. Mas quando levamos em conta a riqueza de detalhes e a pesada (no bom sentido, por favor) ornamentação que Tisci empregou neste inverno 2010 de altacostura, a mudança faz total sentido.

Por melhor que sejam as fotos, impossível perceber assim de longe toda a riqueza que encheu de elogios esta coleção de Givency.  Rendas, bordados, franjas feitas de plumas, e penas de avestruz, tudo vinha meticulosamente trabalhado a mão.

Seu romantismo gótico se fez presente aqui mais uma vez, porém de forma extremamente sofisticada, numa perfeição estética jamais visto antes nos trabalhos de Tisci.

O ponto de partida foi ninguém menos que Frida Kahlo, artistas cujas principais obsessões (ou paixões) mantém uma certa proximidade com as do diretor criativo da grife parisiense: religião, sensualidade e anatomia humana. Esta última vem traduzida de forma genial nas várias rendas, que vez ou outra lembra partes ou as formas do esqueleto humano (parte em referência aos problemas de coluna da artista, parte em homenagem ao Dia dos Mortos, no México). Duplicada por couro ou materiais rígidos, parecem saltar dos delicados vestidos transparentes numa macabra elegância – modernidade com tradição.

Diferente de coleções passada, aqui Tisci parece em perfeito equilíbrio. Embora cada look trouxesse toda uma nova e carregada forma de ornamentação, o modo como o estilista balencou tais elementos, manipulou cores, tecidos, proporções e silhueta, resulta em imagens de perturbadora precisão. Algo quase que casto, ainda que dotado de certa perversão e muita sensualidade.

Se faltou algo? Talvez um pouco de opções para o dia. Seria interessante ver como Tisci trabalharia suas intricadas rendas misturadas ao couro e porcelana, em modelos para ocasiões menos suntuosas.

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Frida Kahlo inspira inverno 2010 de altacostura da Givenchy

O Jardineiro Fiel

Quem se importa com um tema floral para o inverno? Além do mais, altacostura tem mesmo um pouco de fantasia em sua essência.

Assim, John Galliano transforma seus vestidos da Dior em flores gigantes, quase como versões ultrasofisticadas e glamourosas daquelas flores falantes e dançantes do País das Maravilhas de Alice. Leve, fresco, colorido, contemporâneo e essencialmente Dior.

2011/10/2189_dior-inverno-2010-altacostura© firstVIEW

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Para o inverno 2010 John Galliano tem como ponto de partida não as flores que não poucas vezes remetiam aos trabalhos de Irving Penn ou Nick Knight. Embora protagonista, o pontapé inicial veio da coleção de verão que Monsieur Dior (em si) apresentou em 1953, introduzindo ao mundo à famosa linha tulipa (sim, as saias levemente volumosas no quadril e afuniladas no joelho).

Mas, diferente de coleções passadas, Galliano não se limitou aos arquivos da maison. Usou-lhes apenas como trampolim para uma coleção que parece ter marcado seu retorno à contemporaneidade.

Ainda era possível encontrar no meio da explosão de cores deste jardim os códigos essenciais da marca: os laços, as jaquetas acinutradas, as saias tulipas ou as volumosas estilo New Look. Mas sobre essa base clássica, Galliano aplicou os mais avançados tratamentos têxteis.

Caules, folhas, espinhos, nervuras a simples aparência de pétalas ganhavam vida em texturas mil – jaquetas pareciam cobertasm de flores, saias vinham volumosas como que dominadas por microflores – ou pinturas à mão que transformavam volumes saídos das anquinhas de uma saia, em pétalas gigantes.

Vibrante, alegre, vivo – quase como um verdadeiro jardim onde o simples olhar desperta a vontade de tocar e sentir. Galliano une o passado ao presente, a modernidade a tradição. Ao se libertar das amarras das imagens estáticas do passado, Galliano volta a falar da dinâmica do presente – e se faz relevante.

O Jardineiro Fiel

Altacostura em alta

Os desfiles de altacosutra começam hoje, e enquanto as fotos não chegam, vamos falar um pouco desse setor de alto-luxo. Segundo relatório emitido recentemente por algumas das mais tradicionais maisons parisienses, as coleções de altacostura tiveram um considerável crescimento tanto no número de vendas, quanto nos pedidos e encomendas.

De acordo com o CEO de Dior, Sidney Toledano, a marca recebeu tantos pedidos na última coleção que ficou praticamente inviável atender a todos. Para Chanel, o cenário não é diferente. Segundo o presidente da divisão de moda da grife francesa, Bruno Pavlovsky, a marca teve um crescimento entre 20 e 30% só no último ano.

2011/10/2179_dior-altacostura-inverno-2010Look da altacostura inverno 2010 da Dior © firstVIEW

Nos anos 60, quando o prêt-à-porter se tornou a revolução industrial da moda, a altacostura teve sua morte anunciada. Importantes nomes do meio afirmavam que o segmento que primava pela excelência técnica, pelo acabamento manual, pela riqueza de detalhes e pela perfeição no caimento das peças feitas sob medida, tinha seus dias contados.

Diversas maisons, então, encerraram suas atividades no ramo. Os altos valores de confecção já não se justificavam mais quando comparados a a alta-lucratividade e baixo custo da produção em massa.

Nos anos 80, contudo, a escassez do trabalho manual em face da mecanização industrial fez com que o artesanal, voltasse a ser valorizado. E na moda não foi diferente.

O haute-couture perdeu sua influência e importância como lançamento de moda (tendências), mas ganhou imensa autonomia no quesito imagem. Livre da obrigação de agradar essencialmente o mercado, a altacostura estava livre para criar.

Num terreno onde influências externas (marketing, interesses financeiros e mercado) são reduzidos, o foco voltou-se para roupa em si, para construção impecável, para técnica apurada e para acabamentos e detalhes embalados pelo precioso trabalho manual de costureiras, bordadeiras e ateliês cujos legados remontam ao tempo do Charles Worth, o primeiro couturier de todos os tempos.

Altacostura em alta

Lastnightsparty.com + Doc Dog Inverno 2010

A Doc Dog convidou Merlin Bronques, o fotógrafo noturno favorito de Madonna e o responsável pelo famoso lastnightsparty.com, para clicar a campanha de Inverno 2010 da marca, sob o comando criativo de Thais e Mario Protti.

Os oito modelos – Alex Magalhães, Brenda Rocha, Morena Boaventura Duvernoy, Caio Prado, Boo Svalbard, Jessica Galliano, Santiago Henares, Elle Pelayo e Erik Mazza – foram escolhidos através de redes sociais e blogs e fotografados como se as fotos fossem para seus álbuns virtuais (e já devem ter ido mesmo).

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Lastnightsparty.com + Doc Dog Inverno 2010