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#LFW Verão 2011: o novo sempre vem

Durante este último fim de semana, enquanto editava os desfiles da London Fashion Weeks que subimos aqui no FFW, me forcei a olhar com mais calma alguns estilistas cujo trabalho não conhecia direito. E posso dizer? Tem muita coisa interessante entre os nomes mais jovens desfilando em Londres.

Vídeo da coleção de Hannah Marshall assinado por Rankin

Tem o ótimo trabalho com transparências da Hannah Marshall. Estilista que sempre gostou muito de trabalhar com o preto, numa estética quase minimalista, mas que para o verão 2011 _além de incluir tonalidades de cinza e um verde menta_ mostrou um interessante jogo de opacidades sobre um mesmo tom. Sensual e sofisticado na medida certa.

Craig Lawrence continua focado no seu trabalho com tricô, trazendo para o verão 2011 aquela mesma silhueta alongada do inverno passado, só com extrema sofisticação e sensualidade. Seu ponto de referência foram as histórias de sereias e como estas seduziam os marinheiros. Daí os vestidos em cores claras de verde e lavanda, quando não o branco. Havia algo de rústico nas minuciosas tramas, mas que no resultado final era pura elegância.

2011/10/3308_novos-londresDa esquerda para direita, Craig Lawrence, Emilio de La Morena (círculo superior), Jean-Pierra Braganza (círculo inferior) e Louise Gray © firstVIEW

Adorei também a geometria meio espacial da coleção do Emilio De La Morena. Futurista na medida certa traz uma certa precisão descomprometida _por mais paradoxal que isso possa soar_ a medida que blocos de cores se interceptam em vestidos de linhas pura e recortes angulares, demarcando sem exageros as formas do corpo feminino.

Jean-Pierre Braganza também mostrou uma interessante história com estampas e alfaiataria. Começa tudo bem clarinho, com tons de rosa e turquesa meio apagados e aos poucos vai ganhando interferências mais gráficas. Permeando toda essa serenidade tem ainda ótimas peças de alfaiataria com modelagem alterada, bem desestruturada e proporção oversized sem que fique muito masculinizado.

Ah, e claro, teve o primeiro desfile independente (antes ela fazia parte do projeto Fashion East) da Louise Gray. Para o verão 2011 colocou em cena uma espécie de pastiche pop, onde cada look parecia feito de vários outros, quase como uma colcha de retalhos fashion, sem a conotação negativa que isso possa carrega. Seu trabalho chega e me lembrar um pouco algo da Vivienne Westwood. Não só em termos de imagem e irreverência, mas de técncia e execução. Adoro as peças plastificadas recheadas de bolinhos de isopor ou plástico colorido, mais ainda a saia de tampinha de garrafas. E as peças de alfaiataria e vestidos com recortes de diferentes tecidos também são excelentes, e bem usáveis.

É isso que eu acho interessante na semana de moda de Londres. Além de toda explosão criativa, mesmo aqueles mais calmos, adeptos de uma moda menos excêntrica parecem entender bem que hoje em dia vale mais dar voz ao seu próprio estilo do que ficar correndo atrás de “tendemências”.

#LFW Verão 2011: o novo sempre vem

Sangue azul

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Sexo vende, isso todo mundo sabe. Agora junte sexo + tatuagens + arte + sadomasoquismo + moda + cultura urbana, essa é mais  ou menos a fórmula da Sang Bleu (Sangue Azul, em português), revista criada em 2004 por Maxime Buechi, editor chefe e diretor criativo da publicação, com foco apenas em tatuagens e moda, em uma mistura de  textos literários, poesia e fotografia. Agora, depois de 6 anos, Buechi resolveu expandir o “negócio”: criou a série de performances ‘Clusters 1, 2,’; a Novembre, revista de moda e arte; a “Monographics“, série de vídeos de sexo que vão ser disponibilizados na internet, e tudo dentro da Sang Bleu éditeurs, empresa de publishing que Maxime criou para poder gerenciar os projetos – e claro, lucrar também. E parece que o mundo da moda lá de fora aceitou bem a Sang Bleu, afinal a revista fez uma cobertura bem completa dos desfiles masculinos que aconteceram recentemente. 

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Na lista de colaboradores dessa quinta edição, que é dividida em dois volumes (foto acima), nomes como o do artista plástico Banks Violette, da brasileira radicada em Londres Cassia Tabatini, Ellen Von Unwerth, Kriss Van Assche e muitos outros (a lista de colaboradores é enorme). Para os interessados em comprar uma edição, é só clicar aqui

Abaixo, algumas imagens do conteúdo complementar da revista, disponível no site deles. Vale a visita.

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Sangue azul