Gisele & Salem

A banda SALEM caiu nas graças do mundo da moda logo depois que teve duas de suas músicas executadas no desfile da Givenchy, que tem as trilhas assinadas por Frederic Sanchez. De lá pra cá, a banda já assinou um contrato com a Sony Music e se prepara para lançar seu novo EP, no dia 22/11. Essa semana eles divulgaram o vídeo da música “Better of Alone” e qual foi a surpresa? O clipe é basicamente composto por imagens de Gisele Bundchen saindo do prédio da Bienal logo depois do desfile de verão 2010 da Colcci no SPFW. Abaixo, o vídeo e a capa do novo EP. Vale a pena ouvir também “King Knight”, que foi trilha do desfile da Givenchy.

NY: os protestos, as pessoas, os lugares e muita comida!

25/10/2011

por | Sem categoria

A viagem que fiz para Nova York essa semana que passou foi mais rápida que esse post. Fui quinta, num vôo diurno e voltei logo no domingo à noite, e domingo nem conta porque você já acorda com a cabeça em São Paulo, na mala que tem que arrumar, na hora que tem que sair do hotel, no medo da bagagem exceder o peso permitido, nos chacoalhos do avião na madrugada…

Mas vamos às coisas boas! A cidade está cheia de enfeites de Halloween (que dizem tem o mesmo “estrago” que o nosso Carnaval).

Primeira noite, fomos jantar no Buddakan. Olha, eu não conhecia, só sabia que era onde havia rolado a filmagem do filme “Sex and the City” e era um dos lugares preferidos das celebridades. O lugar é bonito, gigante, impressionante até, mas não me pegou (que meu amigo Marcelo não me ouça, foi ideia dele!). Fui, vi e pronto. De qualquer forma, para quem quiser conhecer e provar do cardápio com influência asiática, o endereço está abaixo.

Great Room 2O “Great Room”, uma das salas do Buddakan ©Reprodução

De lá eu fui dormir, mas meus amigos continuaram para os bares do Standard e do Gansevoort (todos os hotéis tem bares e noitadas badaladas). Alguns deles são chatinhos na porta, como é o caso do Boom Boom Room, a baladinha hip do Standard. Mas as noites durante a semana são animadas.

No dia seguinte, café da manhã com Phillip Lim no hotel Mercer. De lá, fomos até a loja dele, tinha coisas bem bonitas e usáveis. Tudo descomplicado, em cores neutras e materiais quentinhos e confortáveis para o inverno. E daí, dá-lhe lojas… Nesse dia aproveitei para achar as encomendas do marido e dos amigos. No almoço, tudo lotado, com horas de espera e acabamos indo almoçar no Mercer (de novo…) e eu comi um peito de frango assado com limão siciliano, purê de batata e vagem. O segredo de um prato tão simples ter um sabor tão gostoso (da outra vez que fui comi a mesma coisa) é que eles colocam o limão cortado no forno e ele fica molinho. Com um toque do garfo, sai aquele suco de limão quentinho, que se espalha pelo prato inteiro. Huummm…

wherefashionflocks_newyork_560Loja do Phillip Lim, no Soho

Voltamos para o hotel e foi só o tempo de tomar um banho e sair de novo para… comer! O Phillip tinha feito uma reserva para a gente em um lugar de uns amigos dele. Chama-se Hudson Clearwater, não tem nome na porta, nada. E foi uma das experiências gastronômicas mais gostosas da vida. Lugar pequeno, acolhedor, de madeira, com um staff descoladérrimo (mas nada afetado ou fashion), público idem e uma comida bem criativa. O prato que eu comi é assim:

Toasted Quinoa & Market vegetables

Sautéed mushrooms, swiss chard, parmesan Bouillon, crispy Shiitake

Entrada do Hudson Clearwater ©Reprodução

Ficamos horas lá. Voltei pra casa e foi a primeira noite que eu dormi bem em séculos.

Sábado era dia de passear em Williamsburg. Foi um passeio mais emocional, pois eu levei a Babu e o Marcelo só nos lugares que eu tinha ido e gostado. Fui pra matar a saudade: livraria Spoonbill & Sugartown, loja de coisitas para crianças Area Kids, loja de lingerie bafo Brooklyn Fox. Fica tudo na mesma galeria. Na livraria, comprei duas revistas muito legais: “Pin-Up Magazine for Architectural Enviroment”, que tem matérias sobre Santiago Calatrava, Lina Bo Bardi, Burle Marx e Simon Fujiwara, além de uma capa maravilhosa. A outra é a “Fukt” – A Magazine for Contemporary Drawing”, projeto anual baseado em Berlim, com desenhos lindos de um monte de gente que eu não conheço.

fukt-titel-pinupCapas das revistas Fukt e Pin-Up

Na volta passamos no New Museum, que estava com quase todos os andares fechados para montagem. Mas o prédio (projeto do escritório japonês Sanaa, é tão lindo, que vale à pena sempre checar e ver o que está rolando).

O almoço foi no Freemans, que eu amo. Comemos um bom hambúrguer com batata frita, de-lí-cia. Vale ir, é um daqueles lugares que você sempre quer voltar. Tava rolando Charlatans na trilha, aliás, tá rolando uma vibe Charlatans em NY. Em muitos lugares que fui, ouvia os hits antigos deles.

Passagem rápida pela Diptyque (comprei o perfume Olène, a base de jasmin e outras flores, um aroma que eu buscava há anos, e o óleo Satin Oil for Body and Hair, com jasmim e ylang ylang). Chegamos no hotel, tomamos banho e… saímos para comer de novo, claro! Desta vez estávamos acompanhados pela Aninha Strumpf (vc vai ler mais sobre as novidades dela aqui em breve) e fomos num restaurante de comida de Kyoto que a amiga que indicou nos fez prometer que a gente não contaria o nome pra ninguém! Não é nada secreto, apenas um lugar fora do circuito. Mas como promessa é dívida…

De lá, fomos numa festa no Soho Grand com a Eli Dias, irmã da Marina, que está há cinco anos em Nova York e se transformou na rainha da noite de lá. Conhecida “na cena” como Elle Dee, é uma das DJs mais cogitadas da cidade (vocês também vão ler tudo sobre ela mais pra frente). Como era de se esperar para um sábado à noite, a festa não estava das melhores e eu tenho que registrar que a hostess é uma das pessoas mais antipáticas que eu já vi no mundo. Fui pra casa logo.

eli diasEli Dias ©Reprodução Facebook

Domingo, dia de voltar pro Brasil. Mas não sem antes passar em Wall Street para ver os protestos do Occupy Wall Street que a gente vê no jornal todo dia. Bom, eu quase chorei. Tem gente truqueira, que está lá mais por rebeldia ou pelo oba-oba, mas tem as pessoas que realmente acreditam nas mudanças e no poder da iniciativa. Eles dividem todas as informações sobre o Occupy com todos que passam e, claro, põem a boca no trombone e protestam. Lá na praça, morando, tem desde crianças a idosos, vivendo em comunidade e se ajudando.

Veja abaixo mais fotos da viagem:

wallstreet1

wallstreet2

wallstreet3

IMG_2111NY pela janela do New Museum

IMG_2126Encontramos Lu Curtis, Henrique Gendre e Cora no meio do Soho

IMG_2132Café da manhã magrinho, magrinho…

IMG_2105Mais Halloween

Buddakan: 75 9th Avenue; (212) 989-6699

Mercer Kicthen: 147 Mercer Street; (212) 966-6060

Hudson Clearwater: 447 Hudson Street; (212) 989-3255

Spoonbill & Sugar Town: 218 Bedford Avenue, Brooklyn, Tel. 718.387.7322

Brooklyn Fox: 132 North 5th Street, Brooklyn; (718) 599-1555

New Museum: 235 Bowery; (212) 219-1222

Diptyque: 377, Bleecker Street

Veja aqui mais dicas sobre Nova York

 

Carine Roitfeld por Olivier Zahm em vídeo

Carine Roitfeld já contou que vai lançar sua própria revista em setembro de 2012, junto com o fotógrafo Mario Testino, a stylist Marie-Amelie Sauve e o diretor de arte Stephen Gan. Enquanto isso não acontece, ela colhe os frutos do lançamento do seu livro Irreverent e posa para as lentes de Olivier Zahm, fotógrafo e editor do livro. A casa de Carine em Paris serviu de locação para o ensaio, que vai ser publicado na revista Grazia. Vale a pena assistir e ver Carine em ação, na frente e por trás das lentes. Clique aqui pra assistir.

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Americano, um filme de Mathieu Demy

Depois da estréia de Romain Gavras, filho de Costa Gavras, como diretor de cinema com o ótimo Notre Jour Viendra (“O nosso dia chegará”), chegou a vez de Matthieu Demy, filho dos diretores Agnès Varda e Jacques Demy, fazer dia 30 de novembro seu debut como diretor e também atuando no papel principal de Americano. No time de atores do filme, um casting de peso: Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin), Salma Hayek, Carlos Bardem (irmão de Javir Bardem) e Chiara Mastroianni (filha da atriz Catherine Deneuve e do ator italiano Marcello Mastroianni).

O filme conta a história de Martin (vivido por Demy) vê sua vida tomar um novo rumo depois que sua mãe morre e ele precisa voltar para o lugar onde cresceu. No longa, que foi gravado em Tijuana, Paris e California, Salma Hayek interpreta Lola, uma prostituta mexicana, inspirada na personagem princiapal do filme homonimo dirigido por Jacques Demy, em 1961. Além de tudo isso, a parte gráfica do filme é assinada pela M/M Paris.

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Buffalo #1

Nos anos 1980, Buffalo foi o nome de um movimento liderado pelo stylist Ray Petri lá nos anos 1980 e que é inspiração pra moda até os dias de hoje. Mas isso é tema pra outro post, quem quiser saber mais tem esse livro maravilhoso. Mas quase 30 anos depois do movimento e com Ray Petri morto, surge um fanzine chamado Buffalo, com uma idéia experimental, tiragem bianual e com conteúdo bílingue (inglês/espanhol). De acordo com o site deles e com uma discussão que cresce a cada dia, as revistas maisntream vão morrer por serem descartáveis e apenas as revistas feitas como objeto de arte, para se guardar, vão sobreviver. Nessa primeira edição, gente como Patti Smith, Marianne Faithful, Bruce Weber, Girls, Morrissey, Eugene Hütz, Patrick O’Dell, the Maysles Brothers, Joan Crawford, Mati Klarwein, Roy Andersson, Randal Kleiser e outros. Outra coisa interessante, é que a cada edição o fanzine virá com um projeto gráfico novo, outro visual, já que eles não querem se apegar a uma estrutura rígida de publicação. Para os interessados, a primeira edição está a venda pelo site.

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Uma história das bundas

04/07/2011

por | Sem categoria

Por Fernand Alphen

modelo buttImagem de desfile da Victoria´s Secret ©Reprodução

A origem da palavra modelo, do latim modus (medida, maneira), definiu-se no Renascimento de Michelangelo, o escultor dos peitos, músculos e bundas imortais.

Melhorar a imagem da Mater Dolorosa era justo. Compensar a inocência do rei Davi, justíssimo. Orná-los com improváveis bundas era uma metáfora poética carregada de significado. Se Copérnico colocou o Sol no centro, Michelangelo colocou a bunda.

Que provocação expor formas duras, frias e lisas nos templos religiosos! Quase impossível concentrar-se na comunhão com Deus. Tanta redondeza branca assombrava os tementes a Deus. Invadia sonhos, inflamava desejos, inspirava libidos.

E, assim, construiu-se o sistema bundocêntrico, que ninguém ousa subverter.

2011/10/7579_MICHELANGELODavid, de Michelangelo

Os Michelangelos do tempo moderno é a gente da moda. Pois moderno e moda são palavras com a mesma raiz etimológica. Nada mais justo do que perseguir o ideal supremo, a fixação patológica do grande artista: bundas, bundas, bundas.

Mas o mármore não desfila, nem rebola. Bunda é tecido adiposo. Quando há bunda, modelo ou não, é mole.

Fernand Alphen é publicitário, Head de Planejamento da JWT e escreve mensalmente neste espaço

@alphen

Hong Kong por Terry Richardson

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Lembra quando o Terry Richardson lançou o livro Rio Cidade Maravilhosa em parceria com a Diesel? Então, o fotógrafo repete mais uma vez a dobradinha com a marca de jeans e lança, depois de um tempo expondo essas fotos, um livro sobre Hong Kong. Mas para quem ficou interessado em comprar uma cópia, um aviso: foram impressos apenas 1.000 exemplares do livro, que vem com capa dura vermelha, 164 páginas, e pode ser encomendado pelo site Hypebeast.

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#UrbanBackstage 1: Os tropicalistas invadem o Verão da Triton

via @felipeabe @betosiqueira

backstage 2011/10/7220_triton© Leo Fagherazzi

O tropicalismo foi uma ruptura efervecente no cenário da música popular brasileira na década de 60, nesse clima colorido, cheio de tucanos, folhagens e céu azul surgem as peças da Triton no segundo dia de SPFW (14/06)

Aplicação de penas aparece em detalhes ou no todo da peça _vide vestido verde tomara que caia.  O brasil também apareceu na cartela de cores, amarelo, verde e azul em contraponto com os caramelos brancos e toques de vermelho. Os cintos finos e o lurex em diversos momentos completam essa brasilidade.

Mesmo com as baixas temperaturas de são paulo os frequentadores da SPFW aderiram ao colorido brasileiro, veja as fotos dessa mistura divertida.

Moda urbana© Leo Fagherazzi

Save the Youth by Marcio Simnch

Publicado pela Camera Painting Editions, o livro reúne uma série de retratos feita por Marcio Simnch entre 2007 e 2010, em cidades como Londres, Berlim, Barcelona, Paris e São Paulo. O nome da série surgiu de um grafitti, que serve como contra-capa do livro. Para conhecer mais sobre o trabalho dele, é só clicar aqui. E para os interessados no livro: custa R$95.00, tem 52 páginas, tiragem de 52 cópias e pode ser comprado pelo e-mail. Para mais informações, tem um post do próprio Márcio explicando o projeto lá no blog da Carme. Abaixo, algumas imagens que estão no livro.

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FFW na real #2: o estilo das pessoas “de verdade” no Fashion Rio!

via @felipeabe @betosiqueira


Renata GrimbergRenata Grimberg

Michelli LicoryMichelli Licory

Maria EugeniaMaria Eugenia

Higor Bastos

Higor Bastos

Bia PerrotiBia Perroti