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Pensata da Palô #19: Um convite ao sexo

por @ErikaPalomino

Helmut-Newton_June-NewtonJune, mulher do fotógrafo Helmut Newton, fotografada pelo marido em momento über sexy ©Helmut Newton

Sex sells. Reza a máxima da publicidade. O sexy, entretanto, tornou-se uma armadilha de clichês. Li em algum lugar hoje na Internet (juro não lembrar onde foi) que a palavra agora é “hot” na linguagem corrente da moda.

Talvez porque o sexy comum tenha se esgotado. Modelos de lábios carnudos e entreabertos, bedroom hair, convidando ao… sexo.

Prefiro lidar mais com erotismo do que com o sexy. O que de saída ajudaria, em tese, a escapar do pecadilho tênue da vulgaridade.

Até porque, o que é sexy pra mim pode não ser para você. Há modelos _e mulheres_ que conseguem atingir denominadores quase comuns do sexy, e com isso ganham muito dinheiro em campanhas e telas de cinema. Acho que não precisamos citar aqui já citando Angelina Jolie e Gisele Bündchen. Nem de Scarlett Johansson, que vem tangenciando um interessante sexy contemporâneo, mas que por vezes parece já estar acreditando um pouco demais nesse personagem. Mas tudo bem. E as exceções deliciosas, como Penélope Cruz (que consegue combinar talento, charme e sex appeal), recém-casada com o ultra-sexy Javier Bardem.

E o sexy atemporal, como Rita Hayworth em “Put the Blame on Mame” (acabei revendo essa cena também esses dias no You Tube).

Há fotógrafos que dominam completamente o território da sexualidade. Estou falando de Helmut Newton, a principal referência para este subject na moda, mais atual a cada dia que passa. Minha foto favorita do mestre é a da mulher dele, June, no hotel, seios à mostra, à mesa. A luz, a nonchalance, o clima de intimidade entre fotógrafo e modelo.

A desconcertante pureza da foto de Lea T. publicada na Vogue Paris trouxe o assunto sexo e sexualidade à tona nesta semana. Me lembrou aqueles retratos andróginos de Bettina Rheims nos anos 90. Pessoalmente, acho androginia sexy. Mas ainda há quem se ofenda com isso. Lea, como se sabe, vai além da androginia. Por enquanto. (Outro dia fiquei sabendo da lei que obriga pessoas que mudaram de sexo a “avisar” o futuro cônjuge no momento do casamento civil. Por enquanto.)

Os costumes estão mudando. Ternos e vestidos também. O underwear já mudou. Que bom.

Comentários: 10
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10 Comentários para “Pensata da Palô #19: Um convite ao sexo”

  1. Vish disse:

    Um pouco de Araki, talvez.

  2. Ju Lopes disse:

    É o fim da era do blasé, é o território das abravanations, mesmo que com muita elegância. Minha professora de História da Fotografia, uma historiadora fiorentina, já anuncia que estamos vivendo “o retorno do sentimento” e nisso está, claro, o erotismo! Erika, que bom que no Brasil existem antenas como você. Um bacio!

  3. estorani disse:

    adorei a foto!!!!!! e não fica vulgar como uma mulher de biquini na praia!!isso sim é um convite a imaginação!!

  4. [...] This post was mentioned on Twitter by Erika Palomino and Portal FFW, JeJ Comunicação. JeJ Comunicação said: Um convite ao sexo via @portalffw http://bit.ly/bDKCxo vale a leitura! [...]

  5. Mônica disse:

    O retorno do sentimento. Yes! O luxo agora é ter sensações. Muito bom! =]

  6. iko disse:

    Na lata Erika! Vale lembrar como a brasileira lida com o assunto equivocadamente, aqui sexy é sempre sinônimo de vulgaridade. As piriguetes tão ai soltinhas em todas as classes sociais.
    O sexy não óbvio é para poucos. O mercado da moda sempre pede o sexy quando quer vender sem erro, e claro atender a todas as pririguetes que compram muito…bj.

  7. Fernanda disse:

    sexo é cabeça,é a sensualidade que deve despertar nosso instinto sexual, não o contrário; e sensualidade pra mim tem mais a ver com afinidades do que com padrões.

  8. ótimo Palô…. adoro suas pensatas, pois são realmente pensatas… :) )

  9. Cañas disse:

    Já dizia Bataille, o erotismo é afirmação da vida até na morte!

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