Carine Wallauer

30/04/2013

por | FOTOGRAFIA

Carine Wallauer ©Reprodução

A jovem Carine Wallauer, 24, enviou seu trabalho de maneira despretensiosa. Mas achamos tão bonito que resolvemos compartilhar aqui.

Carine é de Novo Hamburgo (RS) e é formada em jornalismo. Mas começou a fotografar em 2005 usando apenas câmeras analógicas. “Nas minhas fotos eu vejo uma espécie de conforto. Os elementos presentes são lugares/pessoas/sensações de bem estar e uma espécie de comunhão”, diz ao FFW.

Os trabalhos que chamaram a nossa atenção primeiramente foram as imagens de foto-pintura que ilustram essa página (as duas primeiras lá embaixo). São fotos em 35mm ampliadas e coloridas à mão com uma aquarela própria para fotografia. “Gosto muito de trabalhos manuais e acredito que processos analógicos e artesanais como esse me aproximam ainda mais daquilo que imagino”.

Seu processo é muito orgânico e intimista. Suas inspirações, o que dá a liga para criar, são as pessoas que ama, lembranças, álbuns de família, sensações, luzes, natureza… Olha como ela descreve o seu trabalho: “Vejo minhas fotografias não como o registro de um presente vivido, mas como um passado presente em imagens construídas a partir de lembranças. Pergunto se sou eu quem guardo as memórias em fotos. Ou se são elas que me revelam”.

Este ano, com mais cinco fotógrafos, Carine lançou o projeto É Preciso Arrumar a Casa, uma publicação independente financiada através de crowdfunding.

Uma turma que levanta e faz acontecer. À Carine e sua gangue, toda boa sorte!

E veja no que deu nossa troca de papéis!

22/04/2013

por | MODA

Na sexta-feira (19.04), último dia de Fashion Rio Verão 2013/14, fizemos uma experiência dentro do FFW, com cada membro da equipe trocando de papeis durante a execução de uma pauta especial (o desfile da Triya); veja abaixo o resultado da brincadeira, com o relato de todos os participantes e os links para as matérias:

Dupla 1: Camila Yahn e Daniel Ayub

Daniel Ayub e Camila Yahn para o FFW troca de papéis ©FFW

Camila Yahn, editora de conteúdo, vira fotógrafa de fila A: “Achei muito divertida a ideia de fotografar a primeira fila do desfile da Triya. E notei como o olhar feminino é diferente do masculino mesmo em fotos aparentemente tão simples quanto essas. Queria pegar momentos mais do que rostos olhando para a câmera. Como as pessoas me conheciam e se surpreendiam em me ver fotografando lá, elas abriam um sorriso, se sentiam à vontade para alguma brincadeira ou faziam cara de quem não estava entendendo nada. Fora algumas imagens sem foco ou escuras demais, achei o resultado interessante especialmente porque ficou uma galeria de pessoas com um sorriso verdadeiro no rosto”.

+ Veja o resultado do trabalho de Camila Yahn como fotógrafa de fila A

Daniel Ayub, analista de plataformas web, vira editor de moda: “Apesar de já ter assistido a desfiles de outros assentos ou até mesmo em pé ao lado do PIT, a sensação de estar na fila A é a de exclusividade, a sensação de que tudo aquilo foi criado para que você pudesse assistir e aprovar. Para você e os “colegas” editores, jornalistas, famosos e compradores que sentam ao seu lado. Este sentimento dura pouco, já que ao aparecer o primeiro look, você se lembra de que é preciso prestar atenção e pensar no texto que irá escrever. A partir disso, desfilaram mais frases pela minha cabeça do que modelos pela passarela, o que substituiu um pouco o clima de deslumbramento pelo de responsabilidade. Talvez seja outra sensação completamente diferente a de assistir a um desfile da Fila A sem qualquer grau de responsabilidade. No entanto, talvez se enxergue menos quando não se está olhando com tanta atenção”.

+ Veja o resultado do trabalho de Daniel Ayub como editor de moda

Dupla 2: Sarah Lee e Ricardo Toscani

Ricardo Toscani e Sarah Lee para o FFW troca de papéis ©FFW

Sarah Lee, redatora-chefe, vira fotógrafa de backstage: “Antes de tudo, quero dizer que essa foi a pauta mais divertida que já fiz na vida, e agradecer pela paciência de todos os envolvidos, especialmente o Ricardo Toscani, que gentil e corajosamente me emprestou sua Canon 5D com flash 430EX II e difusor parabólico, à qual vou me referir simplesmente como bazuca. Impressões e anotações da minha experiência como fotógrafa: 1) ME-DO de quebrar a bazuca. 2) “Pra que serve este botão?”. 3) O meu modo stealth de backstage não funciona com a bazuca. 4) É sempre uma boa pedir pras modelos sentarem num banquinho em vez de fotografa-las de baixo pra cima. 5) Obrigada André Conti (Agência Fotosite) e seu assistente Artur Curval, que foram super legais e me deixaram usar o espacinho que eles montaram pra clicar as modelos já maquiadas. Mas no fim das contas, fiquei mais nervosa ainda, sentindo que estava atrapalhando o trabalho de todo mundo, o que me leva à conclusão de que, 6) Esta imagem resume a minha experiência como fotógrafa“.

+ Veja o resultado do trabalho de Sarah Lee como fotógrafa de backstage

Ricardo Toscani, fotógrafo, vira repórter de beleza: “Que presente para um fotógrafo, virar repórter de beleza por um dia cobrindo um backstage de moda praia, onde a referência são as mulheres de Helmut Newton. Gravador na mão, bloquinho de papel e caneta. Tudo bem mais leve, sai o peso da câmera, mas dá lugar ao peso de fazer um passo-a-passo de beleza impecável. A palavra mais importante nessa experiência é: objetividade. Não tive, entrei pela primeira vez num backstage com outro olhar; dessa vez não fiz a clássica pergunta ‘tem alguma menina pronta?’. A minha pergunta foi…
– Tu que é da assessoria?
– Sim…
– O Max pode falar sobre a beleza?
– Ele vai começar uma menina agora, espera um pouquinho, vai ser ali naquele canto.
Pitocos e um cordão de isolamento nos separavam…
Espero o momento certo para ligar o gravador e ele nunca chega, acho que a cada momento vou fazer uma pergunta genial, que vai arrancar aplausos de todo backstage e ganhar o olhar de aprovação de Max Weber.
Enfim, meu cérebro formula a pergunta. E do alto do meu gauchismo, caprichando no sotaque, solto a pérola…
– Esse que tu passou é um delineador de boca?
Não foi dessa vez…
A imagem que tinha da sala me ovacionando é trocada rapidamente pela imagem da sala rindo.
Todos. Um por um, sem exceção.
Max olha pra mim, ainda com o sorriso no rosto, e diz…
– Você não está de todo errado… É um lápis de contorno. De agora em diante vou responder só pra você…
De certa forma penalizado com o preconceito que o fotógrafo repórter por um dia sofreu ao tentar formular a pergunta de beleza do século.
Os termos ISO, obturador, diafragma, iluminação e white balance dão lugar para delineador, sombra, iluminador e base, entre outros…
E as marcas, Nikon, Canon, Carl Zeiss, agora viram M.A.C, Nars, Chanel…
Muito legal entender o trabalho do seu colega, uma experiência de vida, colocar-se no lugar do outro. Senti muitas coisas, euforia, medo, alegria e uma responsabilidade imensa de levar a informação correta para o leitor.
Fiquei radiante, me senti como a menina que entra de cara limpa e é transformada pelas mãos mágicas e experientes do profissional…
No final de tudo, você vai me encontrar num corredor e perguntar…
– E aí beleza?
Eu, cheio de contentamento, responderei,
– Beleza!!”.

+ Veja o resultado do trabalho de Ricardo Toscani como repórter de beleza

Dupla três: Andreia Tavares e Felipe Abe

Felipe Abe e Andreia Tavares para o FFW troca de papéis ©FFW

Andreia Tavares, repórter, vira fotógrafa: “Quando olhamos para o trabalho de um fotógrafo, já pronto e editado, parece que a única ferramenta necessária é inspiração. Mas não. Nesta troca de papéis, fiquei com as pautas do Felipe Abe, fotógrafo que sempre faz as temporadas de moda com o FFW . Por um dia, senti na pele as vantagens e as dores de cabeça de fotografar um entrevistado e de fazer o “Estilo + Rio”, pauta de lifestyle carioca do Felipe. As fotos da pauta “Estilo + Rio” foram tanto difíceis quanto engraçadas. Não só porque entendo tanto de fotografia e câmeras fotográficas como entendo de engenharia aeronáutica (o que é nada) como também porque sempre parece que as pessoas estão mais bonitas – ou representam melhor o lifestyle carioca -, do que realmente estão. Depois que entendi um pouco sobre velocidade e abertura (entrada de luz e essas coisas), tudo fluiu muito melhor. De câmera em punho, fotografava toda e qualquer coisa que eu achava que cabia na matéria. 96 fotos depois, “acho que tenho”, disse confiante. Faltava editar. A pior parte. “Como vou escolher 15 a 20 fotos de 96?”, pensei desesperada enquanto o Photoshop abria uma aba nunca antes vista com gráficos coloridinhos do lado direito, que atestam, à medida que “edito” as fotos, a minha inexperiência.

Fotografei também o stylist Felipe Veloso no backstage da Triya para uma matéria do Felipe. Chegando lá, o intrépido repórter, de gravador em punho, foca no entrevistado e esquece o mundo à volta. Fala com a assessora, explica a questão e é direcionado para outra sala, cuja porta abre apenas por breves segundos. Eu, a fotógrafa, fico de fora. Abri a porta, mas logo uma assessora me travou. “Tem que esperar um pouquinho”, explicou. Entrei em um mini-desespero, tentei chamar de novo a assessora – que já não estava ali porque tudo no backstage acontece muito rápido, acreditem -, de câmera no pescoço. Procurei nova ajuda: “O meu repórter está lá dentro falando com o Felipe Veloso e eu preciso fazer a foto para a matéria…”, expliquei. Não sei se foi a minha cara de desespero ou de perdida com a câmera que em poucos, mas longos, minutos a porta se abriu para mim. Ufaaaa. Fiz o clique”.

+ Veja o resultado do trabalho de Andreia Tavares como fotógrafa aqui e aqui

Felipe Abe, fotógrafo, vira repórter: “Ser jornalista por um dia foi uma experiência incrível. Eu estou acostumado com a relação fotógrafo-fotografado e normalmente ela cria certos desconfortos em eventos grandes onde não há tempo para conversas, introduções… Não é todo mundo que se sente bem sendo fotografado de relance! O trabalho jornalístico de pesquisar sobre a vida e obra da pessoa e a coragem de se abrir explicitamente para uma conversa é algo que todo fotógrafo tem de ter para uma conexão verdadeira com o fotografado”.

+ Veja o resultado do trabalho de Felipe Abe como repórter

Estilo + Rio #3

19/04/2013

por | LIFESTYLE

via @felipeabe

Nesta edição do Fashion Rio Verão 2013/14, o fotógrafo Felipe Abe busca retratar o lifestyle da Cidade Maravilhosa não só através da moda, mas também do calor dos backstages, da paisagem exuberante e do cotidiano de quem vive o Rio de verdade. Diariamente vamos publicar nesta seção um apanhado do que se viu nas passarelas e nos corredores da Marina da Glória, o que se usou e o que reflete o clima do verão carioca.

Estilo + Rio #2

18/04/2013

por | LIFESTYLE

via @felipeabe

Nesta edição do Fashion Rio Verão 2013/14, o fotógrafo Felipe Abe busca retratar o lifestyle da Cidade Maravilhosa não só através da moda, mas também do calor dos backstages, da paisagem exuberante e do cotidiano de quem vive o Rio de verdade. Diariamente vamos publicar nesta seção um apanhado do que se viu nas passarelas e nos corredores da Marina da Glória, o que se usou e o que reflete o clima do verão carioca.

Estilo + Rio #1

16/04/2013

por | LIFESTYLE

via @felipeabe

Nesta edição do Fashion Rio Verão 2013/14, o fotógrafo Felipe Abe busca retratar o lifestyle da Cidade Maravilhosa não só através da moda, mas também do calor dos backstages, da paisagem exuberante e do cotidiano de quem vive o Rio de verdade. Diariamente vamos publicar nesta seção um apanhado do que se viu nas passarelas e nos corredores da Marina da Glória, o que se usou e o que reflete o clima do verão carioca.

ICON

04/04/2013

por | MÚSICA

O Cure em sua formação mais icônica, com Porl Thompson, Boris Williams, Lol Tolhurst, Simon Gallup e Robert Smith ©Reprodução

Ninguém, mas ninguém mesmo, gostou do Cure tanto quanto eu entre 1986 e 1997. Fui apresentada à banda por uma amiga mais velha quando eu tinha 11 anos. Foi amor à primeira vista. No mesmo ano eles vieram ao Brasil pela primeira vez e eu fui proibida de ir ao show porque tinha tirado nota baixa na escola. Fiquei acompanhando ao vivo a transmissão pela Rádio Cidade (96,9)… Eu era muito ciumenta na época e fiquei com ódio da repórter que entrevistou o Robert Smith para a Globo, detestando qualquer mortal que chegasse perto do “meu” Robert. A mulher dele, então, Mary, me causava calafrios!

Bom, eu tive outras chances de ver o Cure ao vivo, no segundo show que a banda fez em São Paulo, e em mais duas ocasiões em Londres, em lugares menores. Por mais que nessa época, já era 1996, a vida em Londres me apresentava Oasis, Blur e Pulp, eu ainda sentia um friozinho na barriga e me emocionava quando via eles ao vivo. Robert Smith é um compositor maravilhoso e criativo e suas músicas climáticas e cheias de nuances criaram a trilha sonora de uma geração.

Mas com o passar dos anos, comecei a sentir que eles não estavam evoluindo musicalmente (meu ponto de vista). Ainda viviam no sonho Cure de décadas atrás, agora mais pesado e sem a mesma formação icônica. E como fã old school, eu sinto falta da composição com Simon Gallup (que voltou para a banda), Boris Williams, Porl Thompson e Lol Tolhurst. Para mim eles fazem diferença e é o mesmo de um Sex Pistols sem Sid Vicious, de um Guns sem Slash, de um Beatles sem Paul McCartney, de um Rolling Stones sem Keith Richards.

Pois agora a banda está de volta ao Brasil e promete um show de hits. Eu não estarei em SP, então não terei o prazer deste reencontro com meu amor de adolescência. De qualquer forma, podemos esperar pelos mesmos hits, pelo mesmo look, pelo mesmo Robert Smith.

As letras do Cure, junto ao visual de Robert, marcaram a geração 80, inspiraram outras bandas, personagens de filme (“Eduardo Mãos de Tesoura” e “Aqui é o meu Lugar”, com Sean Penn, por exemplo), e renderam muitos, muitos looks noite afora.

Se você é fã, novo ou antigo, vai gostar de relembrar as imagens abaixo.

O LOOK NO INÍCIO DE CARREIRA

Cabelos mais curtos e rosto limpo no início da carreira ©Reprodução

Em sua primeira formação, Robert Smith era um jovem com os cabelos mais curtos, mas já no processo de arrepio, e cara limpa, que dava para ver melhor seus lindos olhos azuis <3. As roupas já tinham um ar desleixado, já eram escuras e ele fazia bastante uso de ternos mais juntos, com tênis e botas.

E NO AUGE

Pôster de “Boys Don’t Cry” e uma das imagens mais clássicas de Robert Smith (com as nossas observações) ©Reprodução/FFW

Já com a banda estabilizada, ele deixou o cabelo crescer e começou a usar maquiagem. Olhos marcados, às vezes mais, às vezes menos, e batom vermelho borrado. O cabelo desfiado também passou por volumes e comprimentos diferentes. Enquanto Siouxsie, igualmente cabeluda e maquiada, inspirava o look das meninas, Robert, com suas marcas registradas, fez muitos meninos saírem de casa de batom vermelho.

A calça justa, usada com o tênis branco de cano alto “gordo” e desamarrado, é inesquecível e marcou o estilo dele. Para complementar, um paletó mais largo e comprido ou um cardigan puído e folgado por cima da camisa. Em alguns momentos, ele usa as camisas de bolinha, que também tornaram-se marcas do estilo de Robert Smith.

HOJE

Foto mais atual de Robert Smith em um prêmio da “NME” ©Reprodução

A mesma receita, com uma rápida observação: Robert não tem mais 30 anos.

MARY, A ESPOSA

Mary e Robert no dia do casamento ©Reprodução

Odeio a Mary, não vou comentar nada, gggrrrrrrlllllll

A PARCERIA COM SIMON GALLUP

Simon Gallup e Robert Smith ©Reprodução

O baixista Simon Gallup foi um grande amigo e parceiro criativo de Robert Smith. Simon entrou na banda em 1979 e contribuiu muito até 1982, quando saiu após uma briga com Robert Smith. Em 1984 Smith pediu a ele que voltasse e o convidou para ser seu padrinho de casamento. É o segundo membro da banda com mais tempo no The Cure. Muitos dizem que a relação deles foi além da amizade, mas de fato, eles formavam uma dupla e tanto.

 LETRAS

Sequência de “fofices” de Robert Smith ©Reprodução/FFW

O Cure não fez sua discografia somente em cima de clássicos da melancolia como a “trilogia dark” (“Seventeen Seconds”, “Faith” e “Pornography”). Muito do carisma de Robert Smith também está nos gestos e nas letras cheias de “fofurice”, daquelas que fizeram faltar o ar nas jovens fãs sonhadoras como eu fui. Normalmente os clipes acompanhavam o clima. Em “Why Can’t I Be You”, Robert chegou a se vestir de ursinho…

Por exemplo, em “The Lovecats”:

We’re so wonderfully wonderfully  wonderfully wonderfully pretty
Oh you know that I’d do anything for you
We should have each other to tea huh?
We should have each other with cream
Then curl up by the fire and sleep for a while
It’s the grooviest thing, it’s the perfect dream

Ou “Just Like Heaven”:

You
Soft and only
You
Lost and lonely
You
Strange as angels
Dancing in the deepest oceans
Twisting in the water
You’re just like a dream

“A Night Like This”:

I’m coming to find you if it takes me all night
A witch hunt for another girl
For always and ever is always for you
Your trust
The most gorgeously stupid thing I ever cut in the world

E a melhor de todas nesse quesito, “Why Can’t I be You”:

Everything you do is irresistible
Everything you do is simply kissable
Why can’t I be you?

Everything you do is simply delicate
Everything you do is quite angelicate
Why can’t I be you?

Everything you do is simply dreamy
Everything you do is quite delicious

You’re simply elegant!

SERVIÇO

The Cure @ Rio
Data e horário
: 4 de abril, às 21h30 (os portões abrem às 19h)
Local: HSBC ARENA (Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3.401)
Preços: De R$ 200 a R$ 600
Ingressos: livepass.com.br

The Cure @ São Paulo
Data e horário: 6 de abril, às 19h
Local: Arena Anhembi (Avenida Olavo Fontoura, 1.209)
Preços: De R$ 275 a R$ 500
Ingressos: livepass.com.br

Querida Clô…

01/04/2013

por | MODA

©Ricardo Toscani

Na quinta de manhã quando recebi o telefonema com as notícias tristes sobre sua morte, fiquei inteira arrepiada, por muitos minutos.

Nossa relação sempre foi profissional, mas da minha parte, posso te dizer que acompanho o seu trabalho há muitos anos e minha admiração e respeito só cresceram. Sempre senti uma conexão pelo tipo de mulher que você representa, por como você pensa e se comporta.

Há algum tempo me contaram que você passava por uma crise muito forte, que a levou para um estado depressivo e a uma primeira tentativa de suicídio. Pensei em te escrever então para te lembrar a mulher maravilhosa e forte que você é, como se uma carta minha, de alguém distante, pudesse fazer qualquer diferença. Em meio à correria – e à falta de concentração que nasce dela – acabei não escrevendo. Na verdade, escrevi e reescrevi diversas vezes em minha mente. Puxa, quem imaginaria? Agora minha carta chega com certo atraso.

Mesmo conhecendo sua tristeza, sempre que te encontrava, era recebida por seu sorriso doce e tranquilo. Ou nas fotos que via em sites, você está sempre com uma feição de harmonia. Como conseguia?  Ser fotografada, sorrir, cumprimentar, sorrir mais um pouco, mais flashes… Fico imaginando o quão duro deve ser fazer esse esforço em um momento tão solitário e delicado.

Lembro de quando você foi ao Pense Moda, fiquei tão orgulhosa! E de novo estava sorrindo. Aquele sorriso doce, quieto, educado. Aliás, que mulher educada e refinada você é. E todas as suas qualidades e contradições eram traduzidas nas roupas mais lindas que uma mulher pode desejar.

Sinto pela sua decisão. Tenho pensado muito nela e imagino que uma combinação infeliz de fatores a conduziu por essa escuridão absoluta. No final, você finalmente encontrou a luz que tanto buscava.

Em choque, muita gente chegou a acreditar que sua passagem representava o fim da moda no Brasil. Não se trata do fim, mas que sua falta será sentida, não tenha dúvida.

Como disse Alcino Leite Neto, em relato emocionante publicado na Folha, eu também não gostaria de estar escrevendo esse texto agora.

Onde quer que você esteja, desejo que esteja em paz e que seu sorriso esteja de novo iluminando seu rosto delicado.

Um beijo com carinho e saudade,

Camila

Hora de comprar!

26/03/2013

por | MODA

Por Flavia Brunetti, em colaboração para o FFW

Perguntamos aos fashionistas: depois de tantos desfiles e informações, como você escolhe as peças do seu guarda-roupa? O que foi visto nas semanas de moda influencia suas escolhas?

Helena Bordon, empresária

“As tendências me influenciam. Mas eu jamais compraria algo que não respeitasse meu estilo ou o meu corpo. Não concordo com as pessoas que compram só por comprar”

Maurício Ianês, stylist

“Não. Só compro o que vou usar por muito tempo e várias vezes. E geralmente o que gosto dura mais que muita tendência”

Deborah Falci, empresária

“Acho que sempre acaba influenciando. Mas eu jamais mudaria meu estilo pelo que vejo nas passarelas. Eu não começaria a usar estampas coloridas agora”

Sérgio Amaral, editor da “L’Officiel” Brasil

“Tendências em si não, mas não há como negar que algumas imagens ficam impressas na cabeça e criam um desejo. Por exemplo, eu vi João Pimenta e eu usaria várias coisas do desfile dessa coleção”

Camila Coutinho, blogueira

“No meu site falo de todas as tendências. Mas na minha vida pessoal brinco que sou uma fashion victim leve, pois sigo a tendência como guia, não como uma ditadura”

Matheus Strapasson, modelo

“Acho que o que mais me influencia quando vejo um desfile ou quando participo dele são as cores. Tenho um estilo básico, mas cores me chamam a atenção”

Michelli Provensi, modelo

“Eu só compro uma peça se olho pra ela e vejo que vou usa-la por mais de dois anos. E melhor ainda se eu já a tiver desfilado, não gosto de experimentar roupas”

Ruy Furtado, diretor de desfiles

“Não acompanho moda, tendência, nada. Eu só uso jeans e pólos. Tenho todas as cores. E camiseta, só branca”

Helô Ricci, promoter

“Tendências me influenciam porque acho que facilitam. Vivemos já tão ocupados que é bom quando alguém mostra pra você as cores e formas da próxima estação. Não acho negativo, acho prático”

Rodrigo Rosner, estilista

“Pra mim o cinza mescla é uma explosão de alegria. Já trabalho pesquisando tanto que no meu guarda-roupa só entra branco, preto, bege, cinza e azul marinho. De preferência tudo Hering. Sou bem básico”

Talytha Pugliesi, modelo

“Depende. Se for uma tendência muito marcante de uma temporada, mas que eu goste, compro nas lojas fast fashion. Coisa cara eu só compro os clássicos, que é muito mais meu estilo”

Fabio Queiroz, promoter

“Quando vou a um desfile, por exemplo, é muito mais para prestigiar o estilista do que buscar algo ali para comprar imediatamente, pois há coleções das quais gosto mais e outras menos”

Sylvain Justum, editor de moda da “Harper’s Bazaar” Brasil

“Não, não me influencia. Talvez o styling de alguns desfiles sim, você vê uma peça de uma maneira que não pensaria usar, um detalhe, acessório. Mas é só”

Kadu Dantas, apresentador

“Sim, as tendências me influenciam se tiverem a ver comigo. Por exemplo, quando a Givenchy trouxe de volta as maxi estampas, gostei, fui lá e comprei o moletom com o cachorro rottweiler estampado. Adoro!”

Trendsetters SPFW #5

25/03/2013

por | LIFESTYLE

via @felipeabe

Sempre teve vontade de acompanhar de perto a correria de um editor importante, alguém do mundo da moda ou uma pessoa que simplesmente ama o que veste durante as semanas de moda? Ao longo da temporada Verão 2013/14 do SPFW, seguimos personas de peso pelas lentes do fotógrafo Felipe Abe, que mostra o dia-a-dia de alguns fashionistas em imagens que revelam a pluralidade de gostos e a busca de algo que todos querem encontrar: um estilo próprio. Nesta edição, conheça melhor o estilo de Vânia Goy, editora de beleza da “Harper’s Bazaar” Brasil; Elisa Stecca, designer de jóias; Katia Lessa, jornalista da “Folha de S.Paulo”; Antonia Petta, jornalista da “Vogue” Brasil; e Matheus Mazzafera, stylist.

Vânia Goy usa camisa Gloria Coelho, calça Têca, sapato Schutz e bolsa Longchamp 

Elisa Stecca usa regata de customizada sobre blusa Helmut Lang, saia Commes des Garçons, sapato Reds vintage e colar Elisa Stecca

Katia Lessa usa blusa D’Arouche, saia Cori, bota Zara e colar com aliança de seus avós

 Antonia Petta usa casaco Zara, blusa e calça American Apparel e sapatilha Miu Miu

 Matheus Mazzafera veste casaco e camiseta Givenchy e calça John John

Trendsetters SPFW #4

22/03/2013

por | LIFESTYLE, Sem categoria

via @felipeabe

Sempre teve vontade de acompanhar de perto a correria de um editor importante, alguém do mundo da moda ou uma pessoa que simplesmente ama o que veste durante as semanas de moda? Ao longo da temporada Verão 2013/14 do SPFW, seguimos personas de peso pelas lentes do fotógrafo Felipe Abe, que mostra o dia-a-dia de alguns fashionistas em imagens que revelam a pluralidade de gostos e a busca de algo que todos querem encontrar: um estilo próprio. Nesta edição, conheça melhor o estilo de Julia Petit, empresária e apresentadora do GNT; Ricardo dos Anjos, maquiador; Viviana Volpicella, stylist; Helena Bordon, empresária de moda; e Thiago Pethit, músico.

 Julia Petit usa vestido Valérie Ciriadès, bolsa Serpui Marie, sapato Jorge Alex e colar Mariah Rovery

 Ricardo dos Anjos veste camisa Rick Owens, calça Topshop, bota Dr. Martens e bolsa vintage

Viviana usa vestido Miu Miu, suéter Equipment, bolsa Valentino e sapatos Luiza Barcelos

 Helena Bordon usa tudo Juliana Jabour e bolsa Valentino

 Thiago Pethit veste blusa Acne, calça João Pimenta, bota Dr. Martens, pingente Skull e cinto comprado em brechó em NY