Tendências revisitadas

05/12/2011

por | MODA

Pra quem gosta de marcas novas, precisa prestar atenção nas coleções da TRENDt, marca fundada pelo estilista Renan Serrano. O conceito da marca é simples, de  ”traduzir novas tendências e comportamentos para peças que trazem o conceito handmade, combinando o refinamento e o design sensível na confecção das peças”. Além disso, alguns modelos de camisetas possuem acabamento de alfaiataria interna (sem o uso de overloque) com costura inglesa e viés de seda interno. A marca pode ser encontrada na Cartel 011 e na Surface 2 Air, pelo e-commerce da fartech.com e no exterior através do WeareSelecters.com e do GlintShop, de Barcelona. Abaixo, algumas imagens do catálogo fotografado por Vitor Pickersgill, com Cris Herrmann @ Way, direção de arte de Gustavo Mitsu e estilo de Renan Serrano.

Anga Teriva, de Elisa Stecca

02/12/2011

por | ECOSTYLE

Elisa Stecca é cheia de talento e coragem. Como designer, adota uma linguagem muito peculiar nas suas criações, que sempre tem uma estética admirável. Como pessoa, é bastante interessante, porque compartilha da sua evolução pessoal (como fez com o seu livro “Hoje é o dia mais feliz de sua vida”).

Agora, com muita ousadia, ela assumiu o seu posicionamento individual pró-vida nas/das florestas, lançando a (maravilhosa) coleção de jóias pro verão 2012 “Anga Teriva”, – que em tupi-guarani significa “alma alegre”. Como se não bastasse o engajamento precioso das peças, as imagens que ilustram o conceito dessa coleção são fascinantes, todas subaquáticas, feitas num Acquabox, uma espécie de aquário gigante, hidroterapia vertical para humanos. Elisa explica: “o ensaio é uma fusão de contrastes, de tradição e tecnologia, uma forma de defender o nosso patrimônio mais sagrado: a biodiversidade natural e principalmente as culturas nativas tradicionais. Como esta coleção é uma manifestação pela diversidade das florestas e contra as mudanças do Código Florestal, tive como base os adornos indígenas. As peças são adornos de cabeça, braços, orelha, peitoral, pernas, sempre tentando fugir às peças tradicionais de joalheria, dos formatos, brinco, anel, colar”. Sobre a construção da Usina de Belo Monte, é enfática: “trata-se de uma repetição, de dimensões catastróficas irreversíveis. O parque do Xingu não é “dos índios”, é um parque nacional de todos nós”.

(Tá. Isso é de fato o que um criador/cidadão deve fazer, mas quem faz? Posso contar em poucos dedos…) Respect para Elisa. Um exemplo de figura humana. Dos melhores.

As cores são fluorescentes, com muito pink, vermelho, amarelo, no mesmo material das faixas refletivas das roupas dos ciclistas

Ecorresponsavel, a coleção utiliza materiais sintéticos como PVC refletivo e reciclado em vez das penas de animais

O shooting foi feito por Bico Stupakoff com Iphone e lentes especiais. A modelo, de beleza étnica, é Mariana Sales (Joy Models). A beleza toda à prova d’água ficou a cargo de Tide Martins

Com materiais sintéticos e refletivos, a designer faz uma releitura de adornos da plumária tradicional

As pedras brasileiras – uma marca das coleções de Elisa Stecca – aparecem, desta vez, de maneira sutil e evocativa, como em uma gota de orvalho, uma semente ou uma nervura de folha

Manual vermelho

25/11/2011

por | MODA

A 032c acabou de soltar um vídeo mostrando sua nova edição, com capa fotografada por Juergen Teller e apresentando o novo posicionamento da publicação “um manual para a liberdade, pesquisa e criatividade”. Além de um novo projeto gráfico assinado por Mike Meiré, algumas seções mudaram de nome e outras foram criadas. Essa edição conta ainda com editorial da dupla Ana e Danko Steiner, uma matéria sobre a marca nova iorquina Supreme e entrevista com Italo Zucchelli do masculino da Calvin Klein.

Enquanto isso, no Twitter, uma notícia mexeu com os fãs da 032c essa semana: o diretor criativo e editor-chefe da publicação, Joerg Koch, foi anunciado como editor-chefe da versão alemã da Interview, que será lançada em janeiro de 2012. Mas ele já mandou avisar que não vai deixar a 032c. Para os interessados, dá pra comprar a nova edição pelo site da revista. Vale a pena.

032c Issue 22 – Chermayeff from 032c on Vimeo.

Anna Boogie e as joias mágicas

25/11/2011

por | DESIGN

Lembra quando falamos aqui sobre a Anna Boogie e sua marca de jóias? Então, ela acaba de lançar “Magia” sua quinta coleção e que traz peças em metal, com inspiração clara nas culturas folk e gótica. Anna explica que os anéis, colares, brincos e pulseiras de coleção são pragmáticos e trazem a essência do nome da coleção, tornando-se relíquias atemporais de estilo que se incorporam ao dia a dia e atendem a todo tipo de pessoa assim como os amuletos estão presentes em diferentes religiões e culturas.

As fotos e o vídeo da campanha são assinadas por Gianfranco Briceño, com styling de Rodrigo Polack e beleza de Daniel Lacerda e “Little Room” do White Stripes como trilha.

Serum Versus Venom

Serum Versus Venom é uma marca criada em 2003 pelo designer e agitador cultural David Gensler. As peças criadas por ele, dentro de um estudio na sua própria casa, misturam técnologia e detalhes feitos a mão. Além disso, a marca tem uma proposta super interessante de mostrar essas coleções – na maioria das vezes coleções cápsula – para o público: a cada temporada um artista é convidado pra montar o catálogo da marca, sempre composto por colagens e sobreposições de imagens. Vale a pena conhecer mais sobre a marca e também a loja virtual, para os interessados nas roupas.

O ecostyle de Ricardo dos Anjos

16/11/2011

por | ECOSTYLE

Foi uma sorte ter encontrado Ricardo dos Anjos no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Embarcamos no mesmo voo pra São Paulo e prozeamos sobre o quanto ele arrasou na coordenação da equipe de beleza do Minas Trend Preview. Como tivemos tempo, ele me contou tudo… olha só:

Foto: Cael Horta

Me conta da sua participação no Minas Trend Preview?
Pra mim é sempre incrível, porque é uma experiência vir pro Minas Trend. Eu trabalho com a equipe daqui, então a gente acaba tendo que se esquematizar melhor; aqui os face charts fazem mais sentido porque acaba sendo um guia pra eles. Como acontece muita coisa ao mesmo tempo, são três desfiles por bloco, eu preciso de atenção pra não maquiar uma menina com a beleza do outro e tal, então a gente se calça com os face charts.

Como você montou a estrutura de trabalho?
Era uma equipe de vinte e cinco pessoas, e a gente dividia os desfiles. Na verdade a gente não fazia um desfile, e depois outro, depois outro… no fundo é como se fosse um só. Eu tinha dois encarregados além de mim, que eram o Rafael Melo e o Fabio Nogueira. Então, como eram blocos de três desfiles, eu ficava com um, o Fabio com outro, e o Rafa com outro, e aí a gente comandava a finalização disso: depois que veste, ir lá finalizar o cabelo, por batom, aplicar o blush… É bom fazer aqui sabe, porque a noção que a gente tem é de grandeza, de um evento com um time maior, como o SPFW e o Fashion Rio, que acaba tendo ali 4 horas só pra aquele desfile e tal; aqui não, aqui você tem 4 horas pra fazer três. Mas é muito bom.

A definição da estética de cada desfile acontece como?
A gente tem uma reunião um mês antes, com todos; aí eu volto pra casa com o que eles me trouxeram de informação, “olha é isso, minha inspiração é tal, pensei nisso, fui a tal lugar”, e aí, dentro daquilo, eu tento seguir o caminho junto, mas sempre colocando algo de preview, porque já que a gente tá falando de uma outra estação, eu gosto também de pegar o que vem de beauty na outra estação.

Mary Design e UMA | Fotos: Agência Fotosite

O que te inspirou?
Sempre procuro achar uma palavra pra identificar a beleza da temporada, e o que a gente quis passar dessa foi a “descontrução”, que era a desconstrução da cor, desconstrução do penteado, fazer coisas sem o uso de pente, escova e spray, então a gente tinha muito cabelo que era executado natural mesmo, preso com grampo sabe, ou só trançado, pra trazer um pouco mais pra realidade das coisas da passarela, que sempre parecem muito distantes né, “ai, mas onde vou usar aquilo”, “como vou fazer isso”…
Tinha muita beleza só de textura, sem intervenção de cor nenhuma; então a gente usava pele mais seca com gloss no olho, um batom mais cremoso na boca, mas isso tudo em bege ou transparente, pra realmente mostrar essa coisa de desconstrução sabe, então, “como vou fazer uma beleza sem cor? Dá pra fazer”.

Que tipo de pesquisa você faz?
Me calço com isso assinando sites de referência; eu tenho parceria grande com o Stylesigth – a gente faz uma troca, eles me mandam os forecasts e me dão acesso a tudo que é novo de tendência, e eu devolvo pra eles isso mastigado, com cara de Brasil. Enfim, eles estão entrando agora nesse mercado. Pra você entender um pouquinho: como já existe há algum tempo em outros países, Londres, Espanha e Estados Unidos (e algum outro que eu não lembro), eles já tem coisas que acontecem nesses países pra suprir o site, e o Brasil já é mais novo né, e aí eles acabam montando o forecast com beautys que a gente cria aqui, baseados no que eles dão de referência. Isso ajuda muito.

Você cria e eles aceitam, ou te passam uma sugestão?
Aceitam. As marcas de São Paulo são mais determinadas. Elas já estão acostumadas a saber exatamente o que é, a maioria já tem acesso a esses sites de tendência, então elas já vem mais encaminhadas. As daqui (MG) já são mais receptivas, gostam que ajude; raramente alguma marca daqui falou “isso não” ou “aquilo não”, eles sempre estão felizes até sabe, de “olha, ele criou isso pra gente”. Eu amo né, de ver que a pessoa fica contente com aquilo. Mas é muito fácil também, até quem já tem opinião mais formada, entende, procura ouvir, e se não entende na hora, depois volta e diz “olha você falou aquilo, eu fui pesquisar, e não é que é mesmo?!”, sabe, eles vão atrás, e isso é bom.

 

 

Falando agora em sustentabilidade estética. Como ela vai chegar no seu trabalho… você acredita que vai ter alguma diferença?
Eu acredito que essa estética mais limpa, clean, já é uma pegada sustentável sim.

Talentos do Brasil e Maria Garcia | Fotos: Agência Fotosite

Você acha que a estética vai ser influenciada mesmo?
Ah, eu acredito sim, acredito. Acho que a gente vai deixar de ter tingimentos mirabolantes, acho que tudo vai ficar mais natural, com certeza.

Você pensou nisso, em termos de tendência, quando criou o conceito agora?
Um pouco sim, porque eu pesquiso mais áreas do que a minha mesmo, às vezes minha inspiração sei lá, veio de uma coisa de arquitetura de um lugar que eu visitei, e dali eu tiro um traço e penso “puxa, mas ali pode ser um delineador e tal”, então da mesma forma… eu acho que essas marcas tem captado isso, essa ausência de cor nas coisas, pra mim, já é um ponto sustentável.

Você parece ser bem engajado no seu dia-a-dia…
É, eu tenho cuidado com o lixo sabe, tenho cuidado com as coisas que eu faço. Os face charts eu tento produzir com material que eu já tenha usado, então dificilmente aquele face chart eu arranco e jogo fora, uso lado avesso… é uma questão até de economia sabe. Hoje a gente pensa mais antes de ir lá e arrancar uma folha do caderno e jogar fora, porque errou uma palavra… antes isso era tão natural né? Hoje não dá mais pra fazer isso, vira a página, passa um correto lá e continua escrevendo. Eu sempre fazia os face charts pintados, desenhadinhos, e dessa vez eu fiz com colagem, porque na prova eu já preciso fazer uma foto, pra olhar luz, reflexo… e depois essa foto era descartada; dessa vez eu aproveitei essa foto, recortei a foto, fiz uma colagem com ela… e todo mundo falou: ah, mas cadê o desenho? Gente, sustentabilidade! Não dá pra gastar essa folha só no desenho, essa foto já foi feita, agora a gente recorta, monta o face chart com ela mesmo… então eu procuro fazer a minha parte; sei que não adianta muito, mas pelo menos aqui, no meu raio de um metro em volta vai adiantar, entendeu? Se todo mundo pensar assim né, o meu metro com o seu vira dois, com o dela três, quando ver virou um negócio gigante.

Fernando Pires e Patrícia Motta | Fotos: Agência Fotosite

www.ricardodosanjos.com

Rewind/Forward por Yohji Yamamoto

16/11/2011

por | FOTOGRAFIA, MODA

Essa é para os apaixonados por livros de moda: a M/M Paris colocou a venda as últimas cópias do livro Rewind/Forward do estilista Yohji Yamamoto, lançado em 2000, e que reúne todo o acervo imagético do estilista (com imagens de fotógrafos como Paolo Roversi, Craig McDean, Inez van Lansweerde e Vinoodh Matadin, David Sims entre outros), além de fotografias inéditas produzidas especialmente para o livro. Nas 286 páginas também é possível encontrar modelos como Hannelore Knuts, Stella Tennant, Kristen Owen e Amber Valetta, que fizeram história na moda no início dos anos 2000. Abaixo, algumas imagens e um vídeo mostrando como é por dentro do livro.

Gisele & Salem

A banda SALEM caiu nas graças do mundo da moda logo depois que teve duas de suas músicas executadas no desfile da Givenchy, que tem as trilhas assinadas por Frederic Sanchez. De lá pra cá, a banda já assinou um contrato com a Sony Music e se prepara para lançar seu novo EP, no dia 22/11. Essa semana eles divulgaram o vídeo da música “Better of Alone” e qual foi a surpresa? O clipe é basicamente composto por imagens de Gisele Bundchen saindo do prédio da Bienal logo depois do desfile de verão 2010 da Colcci no SPFW. Abaixo, o vídeo e a capa do novo EP. Vale a pena ouvir também “King Knight”, que foi trilha do desfile da Givenchy.

O patchwork digital da designer Stéphanie Baechler

09/11/2011

por | MODA

Em seu novo projeto, chamado de Fabric projectStephanie Baechler, da Finlândia, propõe um experimento em cima das possibilidades do patchwork trabalhado digitalmente, criando um efeito de trompe l’oeil quando aplicado em tecidos lisos. O resultado é maravilhoso. Além dos trabalhos como designer têxtil, Stephanie também é fotógrafa e ilustradora e aqui nesse link, ela disponibilizou um pouco do processo criativo dela, que inclui colagens e outras ferramentas.

Ayurveda!

01/11/2011

por | BELEZA

txaiO spa Shamash ©Divulgação

Há alguns anos eu fui ao Txai (um hotel em Itacaré) fazer uma matéria para a “Vogue”.  A beleza do lugar, na beira de uma daquelas praias infinitas e vazias do sul da Bahia, é de fazer sonhar.

Mas a maior lembrança que eu tenho desses dias é a de uma massagem Ayurvedica que fiz com a Helena, dona do spa Shamash e grande mestra.

Foi uma experiência inesquecível, porque, além de a massagem mexer com todas as nossas emoções e abrir uma porta para liberar as energias paradas, ainda tinha o visual: alto de um morro, de frente pro mar. A brisa entrando pela janela… Depois de quase uma hora e meia e eu completamente ayurvedizada, Helena levantou minha cabeça e pediu para eu abrir os olhos. Naquela hora, vi a paisagem com olhos virgens, como se tivesse vendo o mar pela primeira vez já adulta.

txai praia

Dessas mágicas que a Ayurvédica faz com a gente. Bom, escrevo esse post porque descobri uma discípula da Helena aqui perto da redação, no Itaim. Maylana é uma jovem baiana de 27 anos e que pratica esse tipo de massagem desde os 18. Aprendeu tudo com Helena, ficou seis anos no Shamash e agora está em SP, a um clique do telefone!

Hoje, em vez de almoçar, fui lá receber essa benção. Saí quase que meio chapada, limpa, nova, com o olhar leve. Sintonia perfeita para entrar no feriado, mesmo que curto, no clima certo.

Para quem nunca fez, a massagem ayurvedica é uma das técnicas mais antigas (e gostosas) para equilibrar nosso corpo e nossa mente. É relaxante, purificante e age no bem-estar físico, emocional e energético. Além disso, ela melhora a pele, desintoxica o organismo e reequilibra os chakras. Vale, viu?

Agendamento

Dona Graça

11- 2373 0421

R. Galeno de Revoredo, 95, Itaim Bibi

R$ 150