Moda x Futebol

11/04/2014

por | MODA

Chegou a hora da revanche. Os fashionistas foram mal no quiz que fizemos durante o São Paulo Fashion Week, quando a turma da moda respondeu a questões relacionadas a futebol e Copa do Mundo. Aproveitamos que algumas personalidades do esporte participaram, durante o Fashion Rio, do lançamento do uniforme dos voluntários da Fifa, e fizemos o quiz inverso com os ex-jogadores Cafu e Belletti e as gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca. Todos saíram empatados e acertaram só uma das cinco questões. Confira! Fotos ©Mary Cruz.

Bia e Branca

Bia

O que é peplum? (Saiba mais aqui)

Não tenho a menor ideia.

O que faz o stylist?

Ele cria a roupa. Não, não, não. Ele deve vestir alguém. Ele veste a pessoa, é isso.

Quem é o estilista da Chanel?

Sei lá.

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada? (Veja aqui o desfile)

Não tenho a menor ideia, mas parabéns para ele.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo e está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior? (Leia mais aqui)

Meu Deus, eu não sei nada!

Branca

O que é peplum?

É uma peça de roupa? É uma coisa tipo Emo, tipo Xuxa?

O que faz o stylist?

Ele veste pessoas.

Quem é o estilista da Chanel?

Hum…

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada?

Não sei.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior?

Não faço ideia. Fico o dia inteiro na piscina, não dá tempo de acompanhar.

Belletti

O que é peplum?

Nem ideia.

O que faz o stylist?

Ele produz… Não. Ele ajuda a… Sei lá. Ele ajuda uma pessoa a buscar um estilo próprio.

Quem é o estilista da Chanel?

Chanel.

Ela está viva e continua trabalhando?

Não, não. É que eu fui na casa dela em Miami.

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada?

Não vi.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo e está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior?

Minha esposa está lá vendo, mas eu não sei quem é.

Cafu

O que é peplum?

O que é o quê?

Peplum.

Não tenho a mínima ideia.

O que faz o stylist?

Não sei.

Você tem stylist?

Ah, o stylist! Eu sei, só não tenho. Eu mesmo me viro.

Então você sabe o que faz o stylist?

É o cara que veste as pessoas. Procura a roupa, diz qual que fica legal. As minhas sou eu mesmo que me viro.

Quem é o estilista da Chanel?

Quem é o estilista da Chanel? (Perguntando para as pessoas em volta.)

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada?

Também não sei.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo e está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior?

Nossa, não sei.

Moda italiana… o que pensar dela?

28/02/2014

por | MODA

Backstage do desfile da Emporio Armani, segunda marca do estilista mais conhecido da Itália ©Imaxtree

Existe, há algum tempo, um certo incômodo de apaixonados seguidores de moda que se perguntam: mas… e as novidades na moda italiana? Não tenho aqui números estatísticos. É uma experiência de ouvir os comentários “all around”. Não apenas eu escuto, mas outros jornalistas escutam, de amigos da profissão. Numa época em que ficou tão acessível ver roupa, ver estilo e acompanhar notícias, parece que a oferta de novidade é menor que a procura. Estamos errados? Tomara. De qualquer modo, a vontade de ver novos nomes existe, mas a Itália parece ter uma certa “culpa” ou uma “obrigação” a mais. Pelo menos em seu calendário. Porque a Itália passa um ar de que é velha.

Primeiro de tudo, vamos pensar no que é moda italiana. Difícil delimitar. Os calendários estão todos mais globais. Tem marca italiana desfilando fora da Itália e marcas de fora desfilando na Itália. Moda italiana é produzida na Itália ou fundada na Itália? Como definir? Cada um vai puxar o peixe pro seu lado, mas não podemos esquecer que a matéria prima italiana de moda é uma das mais importantes do mundo. Os tecidos, os couros, os materiais para bolsas e sapatos. Vide as feiras Lineapelle e Piti Filati, que atraem compradores de todo o mundo, que adquirem a matéria prima italiana para ter um produto final de melhor qualidade. Os italianos são “chatos” para produzir, no bom sentido. Os compradores, chatos pra escolher. Qualquer tiozinho que você cruza num café sabe reconhecer entre uma camisa de bom algodão e uma de poliéster, que vai fazer ele suar e ficar reclamando (reclamar, como buzinar, também é made in Italy).

Melhor pensar no calendário italiano, então. Por que tem sempre alguma coisa que encrenca? É gente que vai embora antes, pulando inclusive o desfile de Giorgio Armani. É marca que se estressa com a Camara de Moda Italiana e fica num sai-e-entra no calendário (Dolce & Gabbana e outras). A questão da semana italiana “grudar” na de Paris é um problema, porque Paris dá o grito final, como se anunciasse: “E a estação então foi assim e ponto”. Não aconteceu uma, mas várias vezes, de perguntarmos alguma coisa para editoras como Suzy Menkes e Carine Roitfeld e ouvirmos um sonoro “vamos esperar Paris”. Ok.

Mas o que tem Paris? Paris tem um calendário denso! Muitas marcas importantes do começo ao fim do dia e são mais dias no total do que a semana de moda italiana. Os grandes nomes se misturam a novos borbulhantes e sempre tem alguma notícia que esquenta a temporada. Numa matéria para o BOF, Didier Grumbach, presidente da Chamber Syndicale (a câmara de moda de Paris), explica por que Paris tem um peso maior: “Nós temos 23 diferentes nacionalidades desfilando na semana de moda feminina. Os italianos acabaram ficando mais italianos. Em Paris, nós acreditamos que a moda não tem nacionalidade.” Pá! Então será que é isso? O bairrismo italiano é forte. Tão forte que não é apenas racismo com estrangeiros (acontece isso com franceses também). Por exemplo, a culinária de uma cidade pode ser muito diferente de outra cidade a menos de 100 km de distância e os respectivos moradores vão falar mal da comida e do vinho do outro.

E a situação atual do calendário italiano? Parece brincadeira, mas a pessoa que está ajudando a “abrir as portas” do calendário é o senhor Giorgio Armani, que está entre os mais antigos estilistas vivos na Itália. Conectado com os concursos Who’s On the Next, da “Vogue”, ele tem emprestado seu maravilhoso teatro Armani para novos estilistas desfilarem, como Andrea Pompilio e Stella Jean, a boa novidade da estação. +Leia entrevista que fizemos com Pompilio

Em conversa com o FFW antes do desfile da Gucci, o jornalista Tim Blanks, do Style.com, vai direto ao ponto: “Paris é vibrante, Milão é importante, mas é em Londres que as novidades acontecem. Londres é a líder”, afirma. E qual o problema de Milão? “Milão é uma cidade boa para estar, mas se vê menos novidade.”

Encontramos as italianíssimas Giovanna Battaglia e Anna dello Russo e perguntamos quais as diferenças que elas percebem entre a semana de moda milanesa e a parisiense. “Diferença entre as semanas de moda? Numa chove, na outra neva”, respondeu Giovanna, sarcástica e mal humorada com a chuva em Milão. Insistimos na pergunta. “Ah, o calendário de Milão pode ter menos desfiles, mas tem muitas apresentações importantes. Você foi na da minha irmã?”, perguntou, referindo-se a Sara Battaglia, que apresentou sua coleção de bolsas num showroom de Milão. Impaciente, Anna dello Russo disse: “Ela sabe a diferença, mas não pode falar. Nós sabemos a diferença, mas não podemos falar. Usem as aspas de outra entrevista que eu dei pra vocês.” A editora Franca Sozzani, também italiana, respondeu de um modo mais centrado: “Acho que as impressões que se tinham sobre a diferença dos calendários estão mudando. Principalmente agora que temos novos nomes, e não podemos esquecer da chegada de Jeremy Scott (novo diretor criativo da italiana Moschino).”

+Veja aqui todos os desfiles da temporada de Inverno 2015 de Milão

Prada: entenda os looks de perto

25/02/2014

por | MODA

A Prada é uma das principais grifes que desfilam na semana de moda de Milão, que terminou nesta segunda-feira (24.02). O FFW foi convidado para o desfile da temporada Outono/Inverno 2014/15 e para o “resee”, uma oportunidade de ver tudo bem de perto e ter uma experiência mais próxima com a roupa e os conceitos da coleção. Nossa correspondente Juliana Lopes esteve nos dois eventos, e pode fotografar os modelos desfilados em detalhes, que você confere aqui.

Miuccia Prada chama esse modelo de “camisa explodida”. Como se uma camisa tivesse existido em seu modelo tradicional e de repente BUM, vira esse vestido, que, aliás, é macio, leve, chique e deve ser uma delícia de usar. Além de que o modelo é bastante democrático. Como um peignoir. O acessório no pescoço, uma quase gravata, já tinha sido anunciado no desfile masculino da marca.

Três elementos da coleção estão presentes aqui: as linhas, que vieram para delinear o corpo de forma conceitual. Porque geralmente a Prada não delineia o corpo, os modelos são sempre existentes em si mesmos, pensando prioritariamente no design deles para depois pensar no corpo, superficialmente analisando. Então aqui as linhas fazem esse papel. Como se ouvíssemos Miuccia dizendo “ok, vou delinear seu corpo, mas o meu modo é esse”. E pronto. O outro elemento é a transparência, o tecido que quase não existe, de tão leve. O terceiro é o lenço no pescoço.

Três looks da mesma série com transparências e pelos coloridos (bastante vistos na semana de moda no geral, cada marca interpretando de um modo, obviamente). A solução da calcinha aparecendo por baixo resolveu a questão no desfile, mas a marca deve pensar em outro modo de lançar a peça comercialmente, como colocando forro (ou não, nesse mundo Prada we never know!).

Série de estampas anos 30 que também influenciaram os anos 70.

Zoom nas estampas com motivos futuristas (o Futurismo nasceu na Itália).

Mais um modelo clássico – o chamado “Little Black Dress”, pra nós pode ser “Tubinho preto” – revistado por Prada, com as linhas que chamam atenção ao corpo e o lenço-gravata.

O desenho sensual deste modelo, nesta e nas próximas duas imagens, nos faz pensar que a Prada, inclusive, leva em consideração o desejo de mulheres de outros hemisférios, lugares onde, inclusive, é verão quando na Europa é inverno. Essa informação não é apenas um chute.

Vestido de manga comprida com estampas anos 30 em motivos futuristas com as linhas que foram destaque na coleção.

Essa bolsa, com a corrente, é um lançamento que relembra um outro modelo antigo de bolsa da Prada.

As peles e os pelos, tudo colorido, item irônico desse inverno que já está na wish list de muita gente, inclusive a nossa.

Segundo look total em vermelho forte. Os pelos viraram regra.

Showrooming!

18/02/2014

por | MODA

Por Camila Salek*

Conexão é a palavra do momento. A expressão “estar conectado” ronda todos os planos de investimentos em varejo nos próximos anos. Recentes pesquisas do setor afirmam que redes brasileiras já adotam o uso de tecnologias mais simples em lojas atuais enquanto testam novos projetos de varejo com o objetivo de aumentar a produtividade e o resultado das vendas e melhorar a experiência de compra dos clientes.

Uma área da loja All Saints, que tem tablets expostos para enriquecer a experiência do consumidor ©Camila Salek

No mercado americano, muito mais conectado que o nosso,  um movimento vem sendo observado de perto por especialistas: o “showrooming”. Trata-se do ato do consumidor pesquisar e muitas vezes finalizar uma compra online por preços melhores enquanto olha o mesmo produto na loja física.

Uma ilustração que brinca com o poder de escolha do consumidor conectado ©Reprodução Marketoonist

Resolvi testar o showrooming semana passada enquanto decidia pela compra de um colchão king size. Ao entrar na loja, um aplicado vendedor me abordou e em 1 minuto já estava deitada sobre uma das camas do mostruário. Saquei meu celular e pedi o código do produto para pesquisar valores na rede. Fiquei assustada com o resultado: 30% mais barato em outras lojas e cerca de 35% mais barato no próprio site da marca. O gerente da loja, ao ser informado dos preços online, cobriu a oferta na hora para não perder a venda. Me apaixonei por este tal de showrooming!

Atualmente 2/3 dos usuários americanos comparam preços e informações de produtos de diferentes varejistas em seus tablets e smartphones enquanto fazem compras.

O fato é que as pessoas hoje cultivam conexões pessoais através do uso da tecnologia móvel. Sendo ou não a favor deste tipo de interação, o importante é compreender que este é um forte movimento que deve ser estudado para reprodução em lojas físicas. Em pouco tempo nosso varejo será digital e as marcas devem estar prontas para esta etapa.

Na minha opinião, é possível sim melhorar a experiência de compra, desenvolver relacionamentos mais pessoais com os clientes e aumentar as vendas por meio da tecnologia móvel. Varejistas como a Nike, All Saints e Burberry encontraram maneiras diferentes de comunicar curadorias, fornecer incentivos e personalizar a experiência dos clientes através dos dispositivos portáteis. Veja abaixo um vídeo da Nike:

Nada disso, no entanto, substitui uma equipe de vendas bem treinada e que fornece um excelente atendimento ao cliente. O ideal é fazermos uso desta mesma tecnologia para treinar esta nova geração que atende no varejo atual.

Participo do projeto DIGITAL RETAIL EXPERIENCE, que é totalmente focado na interatividade no varejo. Um dos módulos é dedicado ao Visual Merchandising e treina a equipe interna da loja a mante-la impecavelmente exposta para os clientes. Vitrines, merchandising, harmonia de cor, curadoria, planogramas e troca de ciclos são alguns dos assuntos abordados.

Uma das telas do aplicativo dedicado ao Visual Merchandising ©Reprodução

Recorte da área de Curadoria do aplicativo ©Reprodução

Por ser totalmente interativo, o programa permite a visualização de vídeos de um desfile enquanto treina a equipe da loja sobre uma tendência, por exemplo. O lojista também consegue andar virtualmente em sua loja e visualizar a exposição de lançamentos e ofertas. Muito mais fácil, não?

O uso da tecnologia móvel vai trazer muitas mudanças na forma de “fazer varejo” no curto prazo. O grande desafio está em estudar boas práticas e novas oportunidades para oferecer uma melhor experiência em loja. Definitivamente, a conectividade no varejo é uma viagem sem volta!

*Camila Salek, 36, é sócia fundadora da Vimer Experience Merchandising, especialista em visual merchandising e campanhas de varejo. Entre seus clientes estão marcas como Burberry, Iguatemi, Electrolux, C&A e O Boticário, entre outros.

Acesso restrito / Chanel

12/02/2014

por | MODA

O FFW teve acesso ao showroom que a Chanel organizou em Nova York, onde estava exposta a coleção de alta-costura. Nossa fotógrafa correspondente na capital, Driely S, aproveitou para fotografar as peças mais que especiais que a marca desfilou em janeiro, em Paris. As coleções de alta-costura são trabalhadas artesanalmente com os materiais mais nobres e muitos desenvolvidos especialmente para a ocasião. Leia nossa matéria explicando o universo da alta-costura e clique aqui para o texto sobre os tênis da Chanel. Aliás, os tênis serão vendidos com o look completo, que também integra joelheira e cotoveleira. Veja abaixo as imagens das roupas e dos detalhes precisos por trás de cada peça e… Sonhe!

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

Backstage / Nova York

11/02/2014

por | MODA

É o backstage o lugar mais vivo de uma semana de moda. Se você quer uma boa dose de vida real e do esforço que é fazer um desfile, os camarins mostram toda a energia, o corre-corre e o trabalho duro por trás daquela apresentação impecável que acaba em menos de 20 minutos. Nossa fotógrafa correspondente Driely S. está em Nova York e visitou algumas marcas no backstage. Enquanto aguardam sua hora para fazer cabelo e maquiagem, os modelos lêem, conversam ou ficam no celular. Mas as fotos de Helmut Lang abaixo mostram o que vem em seguida, com várias pessoas pegando em você ao mesmo tempo. Veja uma parte do nosso passeio pelos camarins de marcas como Kate Spade, Opening Ceremony e Helmut Lang durante a semana de moda de Nova York.

OPENING CEREMONY

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

KATE SPADE

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

HELMUT LANG

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

BAND OF OUTSIDERS

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

Moda em gif

29/01/2014

por | MODA

Os quadrados multicoloridos da Chanel, as jaquetas bordadas de Marc Jacobs, as estampas tribais de Sarah Burton para Alexander McQueen, tons pastel de Miuccia Prada, as formas abstratas da Comme des Garçons e os casacos inteligentes da Miu Miu foram usados como ideia central do mais recente trabalho do artista Toby Neilan. As coleções de Verão 2014 femininas ganharam ilustrações em gif, que a gente adorou e mostra aqui para vocês. Toby conta que a música “Road to Nowhere”, do Talking Heads, inspirou o trabalho. “Foi o que me inspirou a ter as figuras se movimentando continuamente para expressar o movimento das roupas”, diz.

MIU MIU

MARC JACOBS

 COMME DES GARÇONS

ALEXANDER MCQUEEN

             

CHANEL

Vitrines + animais

13/01/2014

por | MODA

Por Camila Salek, em colaboração para o FFW

Vitrine da marca Mulberry ©Camila Salek

Parece que os animais não vão sair de moda. Na onda do “animal print” e do “animal face” os bichos andam dominando coleções inteiras. Calçados, acessórios e bolsas foram amplamente explorados com animais nos últimos desfiles. Agora é a vez das vitrines mergulharem de cabeça nesta tendência.

No final do ano passado, em minha pesquisa de Natal em Londres, fiquei intrigada: por que praticamente todas as vitrines londrinas tinham animais?

Alguns anos atrás, os animais entravam em cenografias de vitrine como coadjuvantes, em momentos em que tinham ligação com o tema ou matéria prima da coleção. Vale lembrar do excelente trabalho desenvolvido em 2010  pela Louis Vuitton, com a vitrine temática que explorava o tema avestruz em sua flagship de Londres.

A vitrine da Louis Vuitton ©Chameleon/Divulgação

O sucesso desta vitrine foi tão grande que, um ano depois a mesma ideia foi levada para boa parte das lojas Louis Vuitton em todo o mundo. Neste mesmo período, os animais começaram a aparecer em vitrines de diferentes marcas e no último Natal dominaram a cena em Londres. São os atores principais dos cenários, antes bem tradicionais, das mais variadas marcas. Flamingos, Zebras, Pandas, Girafas e Cavalos, entre outros, assumem o papel dos manequins e são usados como displays.

Detalhe da vitrine da Louis Vuitton ©Camila Salek

Vitrine de Marc Jacobs ©Camila Salek

Vitrine Moschino ©Camila Salek

Lindas? Sem dúvida. Criativas? Também. Inovadoras? Num primeiro momento achei que não. Porém, adoro quando algo me provoca a refletir e estas vitrines cheias de animais mexeram comigo.

Mundialmente este foi um Natal de resgate. Resgate do que é real e verdadeiro, resgate do que é tradicional, resgate dos sonhos. Os animais provocam nossos instintos, remetem a momentos passados, trazem lembranças de tempos que muitas vezes não voltam mais. Quem não tem uma história pra contar que envolva um animal?

Acredito que o chamado “inconsciente coletivo” tenha enxergado, no uso dos animais em vitrines, uma possibilidade de falar de resgate sem necessariamente utilizar os tradicionais ícones natalinos. Bingo! As marcas encantaram a todos com cenários lindos, provocando turistas que faziam um verdadeiro malabarismo para registrar os detalhes das vitrines.

Eu adorei. Sonhei junto. Comprei. Mas acima de tudo, acreditei que um ano ainda melhor chegou.  Preparem-se pois 2014 será ANIMAL!

Girafas na vitrine de Ferragamo ©Camila Salek

A decoração da John Lewis ©Camila Salek

E os pandas da Loewe ©Camila Salek

Camila Salek, 36, é sócia fundadora da Vimer Experience Merchandising, especialista em visual merchandising e campanhas de varejo para marcas que buscam melhorar seus resultados no ponto de venda. Entre seus clientes estão marcas como Burberry, Iguatemi, Electrolux, C&A, O Boticário, entre outros.

+ Leia as outras colunas de Camila sobre o fenômeno das lojas pop-up e a tendência dos cosméticos masculinos

Chorei por Alaïa

13/12/2013

por | MODA

Vestido de Alaïa com uma obra de Matisse ao fundo, parte da mostra em homenagem ao estilista ©Mario Daloia (escondido do segurança!)

Em setembro nós publicamos uma matéria falando sobre a exposição retrospectiva do estilista Azzedine Alaïa, um dos últimos grandes mestres da moda ainda vivos.

Pois em uma viagem recente a Paris, visitei a mostra, que exibe 70 peças icônicas da carreira do estilista, como o vestido zíper,os longos pretos justíssimos “body conscious”, os curtos usados por Tina Turner, as chemises brancas inspiradas nas vestes de Maria Antonieta em seu período final de vida, os momentos mais arquiteturais e super técnicos, lindos de observar. De fato, é muito interessante ver tudo junto, mas a exposição deixa a desejar.

Em primeiro lugar, ela está no Palais Galliera, o museu da moda. Agora, lugar mais careta não existe. Por que um museu da moda tem que estar em um espaço imponente, com direito a colunas em estilo grego e janelas monumentais?

E apesar de enorme, a mostra foi montada em um espaço apertado, tanto que continuava em outro museu atravessando a rua.

Como agora exposições de moda estão na moda, tem muita coisa linda, como a impecável de Alexander McQueen, e outras que deixam a desejar, como esta, apesar de se tratar de um belíssimo e importantíssimo estilista. Muita gente, pouco espaço, pouca luz. Os vestidos pretos, e são muitos, perdiam em definição.

Também não havia nenhum outro material complementar, como fotos ou vídeos que poderiam enriquecer a experiência, especialmente do público leigo, afinal, Alaïa vestiu de Greta Garbo a Madonna. Entendo que é proibido chegar muito perto e tocar as peças, mas trata-se de roupas e não quadros…  A vontade imediata é colocar a mão, ver como é feito, sentir o tecido e entender a técnica. Até as plaquinhas com as informações das roupas era duro de ler. Escuro, letras pequeninas, gente empurrando, ggggrrrrrrrr…

Confesso que ao sair da exposição, não tive vontade de comprar o catálogo nem de ir à sua continuação do outro lado da rua. Foi meu marido que mandou um: “Viemos até aqui, vamos lá ver, né?”.

Nada me preparou para o que viria. Em um salão dos mais nobres no Museu de Arte Moderna, um único vestido posava com uma pintura gigante de Matisse ao fundo. Era o “Matisse Room”. Como também o Mário observou, ninguém se deu conta de que estávamos de frente para duas obras de arte. Mas para o público, só havia o vestido. Que imagem mais linda.

E o vestido? Deslumbrante, com um trabalho artesanal de cair o queixo: inteiro bordado por micro miçangas em uma tela metalizada. Infelizmente a foto não mostra essa beleza, mas só posso dizer que encheu meus olhos de lágrimas.

Essa não é a primeira vez que Alaïa é colocado lado a lado a obras de arte. Em 1998, em uma retrospectiva na Holanda, suas roupas foram expostas ao lado de trabalhos de Basquiat, Picasso e Anselm Kiefer. Em 2000, outra mostra juntou Azzedine e Warhol.

Portanto, se você for, comece pelo fim. Um único vestido e a gente entende tudo.

Alaïa
De 28 de setembro de 2013 a 26 de janeiro de 2014, das 10h às 18h
Musée Galliera (10 avenue Pierre 1er de Serbie)
Entrada: € 8 (cerca de R$ 24)

Um minuto com Gisele

13/11/2013

por | MODA

Gisele, segundos antes de entrar na passarela da Colcci no SPFW ©FFW

Pouco antes do desfile de Outono/Inverno 2014 da Colcci começar, as câmeras da SPFW TV, junto com Lara Gerin, que transmite os bastidores do SPFW ao vivo, flagaram Gisele, já na boca da passarela, aguardando o momento de entrar em cena.

Cercada por stylists, maquiadores e equipe da marca, Gisele buscava, no meio daquele alvoroço, um segundo de concentração. Quando viu Lara, que conhece desde o início da carreira, ela contou o quanto estava nervosa, apesar de tanta experiência. Com tantos anos de carreira, ela continua a emocionar-se quando vem ao Brasil, em especial com a recepção calorosa da plateia. O público, aliás, fotografava-a sem parar e, a cada passo da gaúcha, dezenas de flashes estouravam e gritos de “Gisele!” ecoavam.

Essa cena foi transmitida ao vivo pelo FFW e pelo Terra, mas como muitas pessoas não viram, fizemos uma gravação focando somente no bate-papo com Gisele e suas entradas no desfile. Assista abaixo e se apaixone mais um pouquinho: