As criações de Roberto Capucci

30/06/2014

por | MODA

Vista da cidade de Florença a partir da Villa Bardini, onde fica o Museu Roberto Capucci ©Marcela Duarte

Durante viagem a Florença para cobertura do evento Firenze4Ever e da Pitti Uomo, tive a oportunidade de conhecer a Villa Bardini, onde fica o museu sobre o italiano Roberto Capucci, um dos estilistas mais importantes do século 20. O local fica um pouco afastado do centro da cidade, no alto de uma colina.

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A vista que se tem da cidade de Florença já vale o passeio, mas a Villa Bardini guarda algo ainda mais interessante. Estão expostas lá criações do estilista, hoje com 83 anos. Ele criou vestidos tão incomuns que eram praticamente esculturas em tecido. Capucci misturava tecidos riquíssimos com materiais considerados menos nobres, como palha e pedras (uma espécie de high-low daquele tempo). Ele colocou seu nome em definitivo na história da moda ao criar peças tão esculturais, tão mirabolantes que não havia nenhuma preocupação que pudessem ser vestidas (muito menos usadas em alguma ocasião). Eram peças criadas apenas para serem vistas.

Criação de Roberto Capucci que está em exposição no museu ©Marcela Duarte

Uma das histórias inusitadas que foram contadas durante a visita ao museu foi a vivida por Capucci com a atriz Sophia Loren, que resolveu convidá-lo para criar um vestido. Para tanto, ele deveria ir até a casa da atriz. Chegando lá, Capucci deu de cara com vários paparazzi (todos avisados pela própria Sophia Loren). Como ele era avesso a fotógrafos e todo tipo de badalação, cortou relações com a atriz e nunca trabalhou com ela — e talvez seja esse um dos motivos de seu nome não ser tão conhecido nos dias de hoje.

Criação de Roberto Capucci que está em exposição no museu ©Marcela Duarte

Capucci começou sua trajetória como estudante de arte na Academia de Belas Artes. Em 1950, abriu seu primeiro ateliê e, em 1951, apresentou sua primeira coleção na vila de Giovanni Battista Giorgini, que é considerado o responsável por revelar grandes talentos da Alta-Costura italiana e o criador do “Made in Italy”. Com apenas 26 anos, Capucci foi considerado o melhor estilista italiano, muito apreciado por Christian Dior. Em 1958, ele criou o “Linea a Scatola” (scatola quer dizer caixa), uma verdadeira revolução na moda da época. A inovação foi premiada com o Boston Fashion Award de melhor criador de moda junto com Pierre Cardin e James Galanos. Depois de um desfile muito bem recebido pela crítica em Paris, o estilista abriu, em 1962, um ateliê no número 4 da rue Cambon, conhecida por abrigar o ateliê de Coco Chanel.

Criações de Roberto Capucci ©Marcela Duarte

Em julho de 1970, ele exibiu seu trabalho em um museu, em Roma, com uma coleção que revolucionou a moda, com modelos usando botas com saltos baixos, sem maquiagem e sem produção de cabelo. Ali começava a grande experimentação com a inclusão de elementos decorativos, rígidos e estruturais. Em 1980, Capucci decidiu mostrar suas coleções fora do calendário oficial e apenas quando ele estivesse pronto, sem deixar que as temporadas ditassem seu ritmo.

Criações de Roberto Capucci ©Marcela Duarte

Até hoje, seu nome está atrelado a criações de linhas rígidas e formas angulares, num estilo arquitetônico envolvendo formas geométricas que resultam em criações fluidas, além de uma mistura hábil de cores vibrantes e intensas. Se você tem viagem marcada para Florença, programe-se para uma visita até o local — você terá de ir de táxi, mas garanto que vale a pena.

Criação de Roberto Capucci que está em exposição no museu ©Marcela Duarte

Museu Roberto Capucci @ Villa Bardini
De terça a domingo, das 10h às 19h (última entrada às 17h)
Fechado às segundas-feiras, 25 de dezembro e 1º de janeiro
Ingresso: € 8 (€ 6 por pessoa em grupo com mais de dez pessoas e € 4 para estudantes). Pessoas com deficiência e acompanhante, jornalistas, professores e crianças em idade escolar, guia turístico e crianças menores de 6 anos têm entrada franca.
Contato: info@fondazionerobertocapucci.com
fondazionerobertocapucci.com

* A repórter Marcela Duarte viajou a Florença a convite de Luisa Via Roma e Texbrasil com apoio da Pitti Uomo.

+ Veja mais imagens das criações de Roberto Capucci:

Gatos!

21/05/2014

por | MODA

Confira abaixo uma seleção de imagens de moda que contam com a ilustre participação de gatos:

Editorial “Pussy Riot” da “Out Magazine” de junho/2014 ©Reprodução

Editorial da “Vogue” América fotografado por Charlie Engman ©Reprodução

“Love” Primavera/Verão 2013 ©Reprodução

Karl Lagerfeld e sua gata Choupette para a “Harper’s Bazaar” norte-americana ©Reprodução

Choupette em foto publicada pela “V”, à esquerda; e em “editorial” da “i-D” ©Reprodução

Foto publicada pelo site Into the Gloss em novembro/2012 ©Reprodução

“Vogue” Itália agosto/2012: a capa e o editorial com Lana del Rey ©Reprodução

“Vogue” América maio/2012 ©Reprodução

Site Showstudio abril/2012 ©Reprodução

“Harper’s Bazaar” Brasil dezembro/2011 ©Reprodução

“Vogue” Itália novembro/2011 ©Reprodução

“Marie Claire” China julho/2011 ©Reprodução

“Elle” norte-americana abril/2011 ©Reprodução

“Harper’s Bazaar” norte-americana maio/2009 ©Reprodução

“Vogue” América agosto/2008 ©Reprodução

“Vogue” Itália maio/2008 ©Reprodução

“Vogue” Coreia outubro/2007 ©Reprodução

Susan Eldridge fotografada por Ellen Von Unwerth, 2004 ©Reprodução

Editorial fotografado por Leombruno-Bodi para a “Vogue” América em 1955 ©Reprodução

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O espetáculo da Chanel em Dubai

15/05/2014

por | MODA

Fila final do desfile Cruise Collection da Chanel, apresentado em Dubai ©Divulgação Chanel

A Chanel apresentou sua coleção Resort 2014/2015 em Dubai, a “pérola dos Emirados Árabes”. + Veja o desfile completo aqui

O evento (sim, porque é mais do que um desfile) foi uma daquelas demonstrações de poder da marca francesa. Celebridades, modelos e convidados do mundo todo foram levados até Dubai, em um cenário que parece de filme futurista.

A produção dos shows da Chanel sempre impressiona. Por mais que Dubai tenha aqueles hotéis em prédios que poderiam estar em “Blade Runner”, parece muito básico para Karl Lagerfeld. Seus convidados foram levados de barco, ao pôr-do-sol, para a “The Island”, uma ilha privada onde a marca montou sua grandiosa estrutura só para o desfile: um galpão retangular gigante com vista para o arranha-céu Burj Khalifa. A estrutura impressiona. À primeira vista, lembra o prédio do Institut du Monde Arabe, em Paris, mas na verdade, eram “apenas” os dois Cs da Chanel cruzados.

Com Tilda Swinton e Dakota Fanning na primeira fila, começa a viagem do Oriente para o Ocidente, como diz o release da Chanel.  Ao todo, 84 looks cruzaram a passarela em modelos de primeiro time, como Joan Smalls, Lindsey Wixson e Saskia de Brauw. A brasileira Amanda Wellsh também estava no casting.

Lagerfeld reinterpretou certos elementos da cultura oriental e mixou com linhas contemporâneas. Túnicas, “harem pants” e os slippers estilo Aladim são as peças que evocam a vestimenta árabe. Na cartela de cores, os tons emblemáticos da marca (preto, branco e azul escuro) cruzavam com cores mais fortes, como vermelho e fúcsia, e estampas florais.

Longe da polêmica causada pelo supermercado de estilos do Inverno 2014/15, esta coleção é diversa e deve agradar a um amplo grupo de consumidoras: tem a ornamentação que as russas buscam, os looks que vão pegar em cheio a abastada clientela árabe, vestidos mais discretos para as mulheres mais velhas, as jaquetas que fazem a festa das jovens fashionistas, os florais frescos da moda e algumas exuberâncias para as mais ousadas.

Tudo terminou com um show da Janelle Monáe, até que os convidados voltaram para seus hotéis e só no dia seguinte, ao acordar, se deram conta de que aquilo havia sido – de fato – realidade.

A construção erguida pela Chanel em Dubai com os Cs cruzados como efeito na parte de cima da estrutura e com vista da cidade ao fundo ©Chanel/Divulgação

A construção vista de longe à noite ©Chanel/Divulgação

A decoração do ambiente construído pela Chanel especialmente para o desfile em Dubai. Reparem nos Cs cruzados no mobiliário ©Chanel/Divulgação

Moda x Futebol

11/04/2014

por | MODA

Chegou a hora da revanche. Os fashionistas foram mal no quiz que fizemos durante o São Paulo Fashion Week, quando a turma da moda respondeu a questões relacionadas a futebol e Copa do Mundo. Aproveitamos que algumas personalidades do esporte participaram, durante o Fashion Rio, do lançamento do uniforme dos voluntários da Fifa, e fizemos o quiz inverso com os ex-jogadores Cafu e Belletti e as gêmeas do nado sincronizado Bia e Branca. Todos saíram empatados e acertaram só uma das cinco questões. Confira! Fotos ©Mary Cruz.

Bia e Branca

Bia

O que é peplum? (Saiba mais aqui)

Não tenho a menor ideia.

O que faz o stylist?

Ele cria a roupa. Não, não, não. Ele deve vestir alguém. Ele veste a pessoa, é isso.

Quem é o estilista da Chanel?

Sei lá.

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada? (Veja aqui o desfile)

Não tenho a menor ideia, mas parabéns para ele.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo e está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior? (Leia mais aqui)

Meu Deus, eu não sei nada!

Branca

O que é peplum?

É uma peça de roupa? É uma coisa tipo Emo, tipo Xuxa?

O que faz o stylist?

Ele veste pessoas.

Quem é o estilista da Chanel?

Hum…

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada?

Não sei.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior?

Não faço ideia. Fico o dia inteiro na piscina, não dá tempo de acompanhar.

Belletti

O que é peplum?

Nem ideia.

O que faz o stylist?

Ele produz… Não. Ele ajuda a… Sei lá. Ele ajuda uma pessoa a buscar um estilo próprio.

Quem é o estilista da Chanel?

Chanel.

Ela está viva e continua trabalhando?

Não, não. É que eu fui na casa dela em Miami.

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada?

Não vi.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo e está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior?

Minha esposa está lá vendo, mas eu não sei quem é.

Cafu

O que é peplum?

O que é o quê?

Peplum.

Não tenho a mínima ideia.

O que faz o stylist?

Não sei.

Você tem stylist?

Ah, o stylist! Eu sei, só não tenho. Eu mesmo me viro.

Então você sabe o que faz o stylist?

É o cara que veste as pessoas. Procura a roupa, diz qual que fica legal. As minhas sou eu mesmo que me viro.

Quem é o estilista da Chanel?

Quem é o estilista da Chanel? (Perguntando para as pessoas em volta.)

Qual estilista colocou somente modelos negros no seu desfile no SPFW, na semana passada?

Também não sei.

Qual estilista brasileiro foi considerado um dos sete mais originais do mundo e está em exposição em Londres ao lado de Prada e Dior?

Nossa, não sei.

Moda italiana… o que pensar dela?

28/02/2014

por | MODA

Backstage do desfile da Emporio Armani, segunda marca do estilista mais conhecido da Itália ©Imaxtree

Existe, há algum tempo, um certo incômodo de apaixonados seguidores de moda que se perguntam: mas… e as novidades na moda italiana? Não tenho aqui números estatísticos. É uma experiência de ouvir os comentários “all around”. Não apenas eu escuto, mas outros jornalistas escutam, de amigos da profissão. Numa época em que ficou tão acessível ver roupa, ver estilo e acompanhar notícias, parece que a oferta de novidade é menor que a procura. Estamos errados? Tomara. De qualquer modo, a vontade de ver novos nomes existe, mas a Itália parece ter uma certa “culpa” ou uma “obrigação” a mais. Pelo menos em seu calendário. Porque a Itália passa um ar de que é velha.

Primeiro de tudo, vamos pensar no que é moda italiana. Difícil delimitar. Os calendários estão todos mais globais. Tem marca italiana desfilando fora da Itália e marcas de fora desfilando na Itália. Moda italiana é produzida na Itália ou fundada na Itália? Como definir? Cada um vai puxar o peixe pro seu lado, mas não podemos esquecer que a matéria prima italiana de moda é uma das mais importantes do mundo. Os tecidos, os couros, os materiais para bolsas e sapatos. Vide as feiras Lineapelle e Piti Filati, que atraem compradores de todo o mundo, que adquirem a matéria prima italiana para ter um produto final de melhor qualidade. Os italianos são “chatos” para produzir, no bom sentido. Os compradores, chatos pra escolher. Qualquer tiozinho que você cruza num café sabe reconhecer entre uma camisa de bom algodão e uma de poliéster, que vai fazer ele suar e ficar reclamando (reclamar, como buzinar, também é made in Italy).

Melhor pensar no calendário italiano, então. Por que tem sempre alguma coisa que encrenca? É gente que vai embora antes, pulando inclusive o desfile de Giorgio Armani. É marca que se estressa com a Camara de Moda Italiana e fica num sai-e-entra no calendário (Dolce & Gabbana e outras). A questão da semana italiana “grudar” na de Paris é um problema, porque Paris dá o grito final, como se anunciasse: “E a estação então foi assim e ponto”. Não aconteceu uma, mas várias vezes, de perguntarmos alguma coisa para editoras como Suzy Menkes e Carine Roitfeld e ouvirmos um sonoro “vamos esperar Paris”. Ok.

Mas o que tem Paris? Paris tem um calendário denso! Muitas marcas importantes do começo ao fim do dia e são mais dias no total do que a semana de moda italiana. Os grandes nomes se misturam a novos borbulhantes e sempre tem alguma notícia que esquenta a temporada. Numa matéria para o BOF, Didier Grumbach, presidente da Chamber Syndicale (a câmara de moda de Paris), explica por que Paris tem um peso maior: “Nós temos 23 diferentes nacionalidades desfilando na semana de moda feminina. Os italianos acabaram ficando mais italianos. Em Paris, nós acreditamos que a moda não tem nacionalidade.” Pá! Então será que é isso? O bairrismo italiano é forte. Tão forte que não é apenas racismo com estrangeiros (acontece isso com franceses também). Por exemplo, a culinária de uma cidade pode ser muito diferente de outra cidade a menos de 100 km de distância e os respectivos moradores vão falar mal da comida e do vinho do outro.

E a situação atual do calendário italiano? Parece brincadeira, mas a pessoa que está ajudando a “abrir as portas” do calendário é o senhor Giorgio Armani, que está entre os mais antigos estilistas vivos na Itália. Conectado com os concursos Who’s On the Next, da “Vogue”, ele tem emprestado seu maravilhoso teatro Armani para novos estilistas desfilarem, como Andrea Pompilio e Stella Jean, a boa novidade da estação. +Leia entrevista que fizemos com Pompilio

Em conversa com o FFW antes do desfile da Gucci, o jornalista Tim Blanks, do Style.com, vai direto ao ponto: “Paris é vibrante, Milão é importante, mas é em Londres que as novidades acontecem. Londres é a líder”, afirma. E qual o problema de Milão? “Milão é uma cidade boa para estar, mas se vê menos novidade.”

Encontramos as italianíssimas Giovanna Battaglia e Anna dello Russo e perguntamos quais as diferenças que elas percebem entre a semana de moda milanesa e a parisiense. “Diferença entre as semanas de moda? Numa chove, na outra neva”, respondeu Giovanna, sarcástica e mal humorada com a chuva em Milão. Insistimos na pergunta. “Ah, o calendário de Milão pode ter menos desfiles, mas tem muitas apresentações importantes. Você foi na da minha irmã?”, perguntou, referindo-se a Sara Battaglia, que apresentou sua coleção de bolsas num showroom de Milão. Impaciente, Anna dello Russo disse: “Ela sabe a diferença, mas não pode falar. Nós sabemos a diferença, mas não podemos falar. Usem as aspas de outra entrevista que eu dei pra vocês.” A editora Franca Sozzani, também italiana, respondeu de um modo mais centrado: “Acho que as impressões que se tinham sobre a diferença dos calendários estão mudando. Principalmente agora que temos novos nomes, e não podemos esquecer da chegada de Jeremy Scott (novo diretor criativo da italiana Moschino).”

+Veja aqui todos os desfiles da temporada de Inverno 2015 de Milão

Prada: entenda os looks de perto

25/02/2014

por | MODA

A Prada é uma das principais grifes que desfilam na semana de moda de Milão, que terminou nesta segunda-feira (24.02). O FFW foi convidado para o desfile da temporada Outono/Inverno 2014/15 e para o “resee”, uma oportunidade de ver tudo bem de perto e ter uma experiência mais próxima com a roupa e os conceitos da coleção. Nossa correspondente Juliana Lopes esteve nos dois eventos, e pode fotografar os modelos desfilados em detalhes, que você confere aqui.

Miuccia Prada chama esse modelo de “camisa explodida”. Como se uma camisa tivesse existido em seu modelo tradicional e de repente BUM, vira esse vestido, que, aliás, é macio, leve, chique e deve ser uma delícia de usar. Além de que o modelo é bastante democrático. Como um peignoir. O acessório no pescoço, uma quase gravata, já tinha sido anunciado no desfile masculino da marca.

Três elementos da coleção estão presentes aqui: as linhas, que vieram para delinear o corpo de forma conceitual. Porque geralmente a Prada não delineia o corpo, os modelos são sempre existentes em si mesmos, pensando prioritariamente no design deles para depois pensar no corpo, superficialmente analisando. Então aqui as linhas fazem esse papel. Como se ouvíssemos Miuccia dizendo “ok, vou delinear seu corpo, mas o meu modo é esse”. E pronto. O outro elemento é a transparência, o tecido que quase não existe, de tão leve. O terceiro é o lenço no pescoço.

Três looks da mesma série com transparências e pelos coloridos (bastante vistos na semana de moda no geral, cada marca interpretando de um modo, obviamente). A solução da calcinha aparecendo por baixo resolveu a questão no desfile, mas a marca deve pensar em outro modo de lançar a peça comercialmente, como colocando forro (ou não, nesse mundo Prada we never know!).

Série de estampas anos 30 que também influenciaram os anos 70.

Zoom nas estampas com motivos futuristas (o Futurismo nasceu na Itália).

Mais um modelo clássico – o chamado “Little Black Dress”, pra nós pode ser “Tubinho preto” – revistado por Prada, com as linhas que chamam atenção ao corpo e o lenço-gravata.

O desenho sensual deste modelo, nesta e nas próximas duas imagens, nos faz pensar que a Prada, inclusive, leva em consideração o desejo de mulheres de outros hemisférios, lugares onde, inclusive, é verão quando na Europa é inverno. Essa informação não é apenas um chute.

Vestido de manga comprida com estampas anos 30 em motivos futuristas com as linhas que foram destaque na coleção.

Essa bolsa, com a corrente, é um lançamento que relembra um outro modelo antigo de bolsa da Prada.

As peles e os pelos, tudo colorido, item irônico desse inverno que já está na wish list de muita gente, inclusive a nossa.

Segundo look total em vermelho forte. Os pelos viraram regra.

Showrooming!

18/02/2014

por | MODA

Por Camila Salek*

Conexão é a palavra do momento. A expressão “estar conectado” ronda todos os planos de investimentos em varejo nos próximos anos. Recentes pesquisas do setor afirmam que redes brasileiras já adotam o uso de tecnologias mais simples em lojas atuais enquanto testam novos projetos de varejo com o objetivo de aumentar a produtividade e o resultado das vendas e melhorar a experiência de compra dos clientes.

Uma área da loja All Saints, que tem tablets expostos para enriquecer a experiência do consumidor ©Camila Salek

No mercado americano, muito mais conectado que o nosso,  um movimento vem sendo observado de perto por especialistas: o “showrooming”. Trata-se do ato do consumidor pesquisar e muitas vezes finalizar uma compra online por preços melhores enquanto olha o mesmo produto na loja física.

Uma ilustração que brinca com o poder de escolha do consumidor conectado ©Reprodução Marketoonist

Resolvi testar o showrooming semana passada enquanto decidia pela compra de um colchão king size. Ao entrar na loja, um aplicado vendedor me abordou e em 1 minuto já estava deitada sobre uma das camas do mostruário. Saquei meu celular e pedi o código do produto para pesquisar valores na rede. Fiquei assustada com o resultado: 30% mais barato em outras lojas e cerca de 35% mais barato no próprio site da marca. O gerente da loja, ao ser informado dos preços online, cobriu a oferta na hora para não perder a venda. Me apaixonei por este tal de showrooming!

Atualmente 2/3 dos usuários americanos comparam preços e informações de produtos de diferentes varejistas em seus tablets e smartphones enquanto fazem compras.

O fato é que as pessoas hoje cultivam conexões pessoais através do uso da tecnologia móvel. Sendo ou não a favor deste tipo de interação, o importante é compreender que este é um forte movimento que deve ser estudado para reprodução em lojas físicas. Em pouco tempo nosso varejo será digital e as marcas devem estar prontas para esta etapa.

Na minha opinião, é possível sim melhorar a experiência de compra, desenvolver relacionamentos mais pessoais com os clientes e aumentar as vendas por meio da tecnologia móvel. Varejistas como a Nike, All Saints e Burberry encontraram maneiras diferentes de comunicar curadorias, fornecer incentivos e personalizar a experiência dos clientes através dos dispositivos portáteis. Veja abaixo um vídeo da Nike:

Nada disso, no entanto, substitui uma equipe de vendas bem treinada e que fornece um excelente atendimento ao cliente. O ideal é fazermos uso desta mesma tecnologia para treinar esta nova geração que atende no varejo atual.

Participo do projeto DIGITAL RETAIL EXPERIENCE, que é totalmente focado na interatividade no varejo. Um dos módulos é dedicado ao Visual Merchandising e treina a equipe interna da loja a mante-la impecavelmente exposta para os clientes. Vitrines, merchandising, harmonia de cor, curadoria, planogramas e troca de ciclos são alguns dos assuntos abordados.

Uma das telas do aplicativo dedicado ao Visual Merchandising ©Reprodução

Recorte da área de Curadoria do aplicativo ©Reprodução

Por ser totalmente interativo, o programa permite a visualização de vídeos de um desfile enquanto treina a equipe da loja sobre uma tendência, por exemplo. O lojista também consegue andar virtualmente em sua loja e visualizar a exposição de lançamentos e ofertas. Muito mais fácil, não?

O uso da tecnologia móvel vai trazer muitas mudanças na forma de “fazer varejo” no curto prazo. O grande desafio está em estudar boas práticas e novas oportunidades para oferecer uma melhor experiência em loja. Definitivamente, a conectividade no varejo é uma viagem sem volta!

*Camila Salek, 36, é sócia fundadora da Vimer Experience Merchandising, especialista em visual merchandising e campanhas de varejo. Entre seus clientes estão marcas como Burberry, Iguatemi, Electrolux, C&A e O Boticário, entre outros.

Acesso restrito / Chanel

12/02/2014

por | MODA

O FFW teve acesso ao showroom que a Chanel organizou em Nova York, onde estava exposta a coleção de alta-costura. Nossa fotógrafa correspondente na capital, Driely S, aproveitou para fotografar as peças mais que especiais que a marca desfilou em janeiro, em Paris. As coleções de alta-costura são trabalhadas artesanalmente com os materiais mais nobres e muitos desenvolvidos especialmente para a ocasião. Leia nossa matéria explicando o universo da alta-costura e clique aqui para o texto sobre os tênis da Chanel. Aliás, os tênis serão vendidos com o look completo, que também integra joelheira e cotoveleira. Veja abaixo as imagens das roupas e dos detalhes precisos por trás de cada peça e… Sonhe!

©Driely S

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©Driely S

©Driely S

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©Driely S

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©Driely S

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©Driely S

©Driely S

©Driely S

©Driely S

Backstage / Nova York

11/02/2014

por | MODA

É o backstage o lugar mais vivo de uma semana de moda. Se você quer uma boa dose de vida real e do esforço que é fazer um desfile, os camarins mostram toda a energia, o corre-corre e o trabalho duro por trás daquela apresentação impecável que acaba em menos de 20 minutos. Nossa fotógrafa correspondente Driely S. está em Nova York e visitou algumas marcas no backstage. Enquanto aguardam sua hora para fazer cabelo e maquiagem, os modelos lêem, conversam ou ficam no celular. Mas as fotos de Helmut Lang abaixo mostram o que vem em seguida, com várias pessoas pegando em você ao mesmo tempo. Veja uma parte do nosso passeio pelos camarins de marcas como Kate Spade, Opening Ceremony e Helmut Lang durante a semana de moda de Nova York.

OPENING CEREMONY

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

KATE SPADE

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

HELMUT LANG

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

BAND OF OUTSIDERS

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

©Driely S /FFW

Moda em gif

29/01/2014

por | MODA

Os quadrados multicoloridos da Chanel, as jaquetas bordadas de Marc Jacobs, as estampas tribais de Sarah Burton para Alexander McQueen, tons pastel de Miuccia Prada, as formas abstratas da Comme des Garçons e os casacos inteligentes da Miu Miu foram usados como ideia central do mais recente trabalho do artista Toby Neilan. As coleções de Verão 2014 femininas ganharam ilustrações em gif, que a gente adorou e mostra aqui para vocês. Toby conta que a música “Road to Nowhere”, do Talking Heads, inspirou o trabalho. “Foi o que me inspirou a ter as figuras se movimentando continuamente para expressar o movimento das roupas”, diz.

MIU MIU

MARC JACOBS

 COMME DES GARÇONS

ALEXANDER MCQUEEN

             

CHANEL