iPhone Photography Awards

15/07/2014

por | FOTOGRAFIA

Foto de Chun-Wai-To, que ganhou um dos prêmios na categoria Lifestyle ©Reprodução IPPAwards

Não precisamos mais nem mencionar o impacto que os smartphones tiveram em novas vidas e em meios de expressão, como a fotografia. Muita gente ainda reclama da falta de qualidade das imagens ou da democratização do ofício do fotógrafo, uma vez que há muitas imagens bacanas sendo feitas por pessoas sem técnica, mas com um bom olhar. Mas as redes sociais têm mudado essa percepção com força e agilidade: as fotos são postadas no ato e seu sucesso ou não é imediato através dos likes. Assim, a fotografia registrada exclusivamente por celular ganha cada vez mais espaço, atenção e fãs. Um dos exemplos dessa força é o fortalecimento do concurso iPhone Photography Awards, que surgiu lá em 2007 e a cada ano recebe mais inscrições.

O concurso segue as regras deste “lifestyle mobile”: é democrático, fácil de participar e barato. Para se registrar, é necessário pagar uma taxa de apenas R$ 6 caso você queira submeter uma foto. O preço sobe de acordo com o número de imagens participantes, até 20 por pessoa (no valor de R$ 100). Valem imagens registradas por iPhone, iPad e Ipod e todo o processo é feito rapidamente pelo site. A única regra é que as imagens não podem passar pelo Photoshop no computador; o uso de aplicativos de celular é ok.

Os participantes vão desde amadores ou pessoas sem uma relação mais profunda com a fotografia até profissionais do ramo. O IPPA anunciou recentemente os vencedores deste ano, que enviaram suas fotos sob temas diversos, como arquitetura, flores, comida, paisagens, pessoas, viagens, etc. Infelizmente, ninguém do Brasil foi contemplado. Algumas fotos vencedoras são boas, mas já vi melhores em perfis de amigos no Instagram. Vamos lá, pessoas! Vamos participar! As inscrições para o concurso de 2015 já estão abertas! Inscreva suas fotos aqui.

Foto de Julio Lucas (EUA), 1º lugar na categoria Fotógrafo do Ano ©Reprodução IPPAwards

Foto de Jose Luiz Barcia Fernandez (Espanha), 2º lugar na categoria Fotógrafo do Ano ©Reprodução IPPAwards

Foto de Adrienne Pitts (Reino Unido), 1º lugar na categoria Viagem ©Reprodução IPPAwards

Foto de Sofija Strindlund (Suécia), 1º lugar na categoria Still Life ©Reprodução IPPAwards

Foto de Michael Onneal (EUA), 1º lugar na categoria Animals ©Reprodução IPPAwards

Foto de Terry Vital (EUA), 1º lugar na categoria “Others” ©Reprodução IPPAwards

Foto de Felicia Pandola (EUA), 1º lugar na categoria Nature ©Reprodução IPPAwards

Para ver mais imagens (e tem muita coisa legal separada por categorias), visite o site oficial

Paris [Photo] é uma festa para os olhos!

20/01/2014

por | FOTOGRAFIA

O Paris Photo é um dos eventos mais importante do mundo da fotografia artística. Se Paris é uma festa, o Paris Photo é uma festa de gala com direito a tapete vermelho para os olhos e uma golfada de ar na mente. É difícil saber para que lado olhar! E, é claro, querer ver tudo é mais ou menos como querer conhecer toda a Europa em um mês, de tanto coisa linda que tem.

A feira acontece sempre em novembro, em Paris, e é lá que todos os fotógrafos e as pessoas envolvidas no mundo da foto querem estar. Na última edição, em novembro, participaram 136 galerias e 28 publicações. A feira sempre mostra o trabalho dos bam-bam-bans, como Martin Parr, Christopher Anderson, Antoine D’Agata e Ryan McGinley, mas também é um espaço em que o mercado apresenta suas novas apostas. E esses novos nomes são muito importantes para a renovação do mercado. Quem esteve no evento e selecionou alguns profissionais que estão chegando agora foi o repórter Christian Belgaux, do site Dazed Digital, braço digital da revista Dazed & Confused. Ele selecionou alguns novos nomes que ele considera que valem a pena prestar atenção. Não vimos os demais, mas adoramos o trabalho dos fotógrafos que ele selecionou. Dá uma olhada!

Richard Learoyd (Fraenkel Gallery, San Francisco)

Shade green my picture, 2009 ©Richard Learoyd/Reprodução

Aviary, 2013 ©Richard Learoyd/Reprodução

Richard Learoyd captura suas imagens diretamente em papel fotográfico usando uma câmera escura, uma espécie de aparelho óptico usado nos primórdios da fotografia, no século 19. A câmera escura consiste em uma caixa com um buraco por onde a luz passa e atinge o papel fotográfico. Com isso, ele tira por completo a etapa intermediária do processo fotográfico (o uso do filme) para criar retratos enormes sem granulação e paisagens que lembram a pintura clássica.

Alexandra Catiere

Teens. 2011 ©Alexandra Catiere/Reprodução

Denise ©Alexandra Catiere/Reprodução

Nascida em Minsk, na ex-URSS, Alexandra Catiere estudou no ICP, em Nova York, antes de trabalhar no lendário estúdio de Irving Penn. Suas obras são da mesma natureza que as de Penn — imagens clássicas em preto e branco, tiradas sem uma noção preconcebida do seu contexto.

Mike Brodie (M + B Gallery, Los Angeles)

04/09 ©Mike Brodie/Reprodução

08/09 ©Mike Brodie/Reprodução

Em 2004, Mike Brodie ganhou uma câmera Polaroid e começou a fotografar suas viagens. Por quatro anos, ele circulou pelos Estados Unidos fotografando sob o apelido The Polaroid Kidd. Em suas andanças, criou um dos poucos arquivos do que se pode chamar de verdadeira fotografia de viagem. Depois disso, desistiu da fotografia para trabalhar com mecânica. Ainda assim, seu trabalho segue gerando impacto.

Bryan Schutmaat

03/12 ©Bryan Schutmaat/Reprodução

02/12 ©Bryan Schutmaat/Reprodução

Nascido em Houston, Texas, Bryan Schutmaat viaja pelo Oeste americano para fotografar a classe trabalhadora de pequenas cidades serranas. Usando uma câmera de grande formato, Schutmaat capta a resiliência das pessoas. O trabalho intitulado “Grays the Mountain Sends” venceu o “Aperture Portfolio Prize” de 2013 e o livro do trabalho foi indicado ao prêmio de livro de fotografia do The Paris Photo Aperture Foundation.

Louis Heilbronn (Galerie Polaris, Paris)

Car, Austin, Texas ©Louis Heilbronn/Reprodução

Paris January Morning ©Louis Heilbronn/Reprodução

O nova-iorquino de 25 anos Louis Heilbronn capta o seu entorno em uma policromia poética que remete ao trabalho de William Eggleston, que conquistou o reconhecimento da fotografia colorida como expressão artística digna de exposição em galerias de arte. A mistura de imagens clássicas com anúncios resulta em um trabalho jovem, fresco.

Bunny Honey Kate

16/01/2014

por | FOTOGRAFIA

A capa da edição de 60 anos da revista “Playboy” com Kate Moss ©Reprodução

Um dos maiores ícones da história da moda contemporânea, Kate ainda é a modelo preferida de stylists, fotógrafos, editores, revistas e fãs. E comemora seus 40 anos com o super comentado ensaio para a “Playboy”, que comemora 60 anos e escolheu Kate para ser a estrela da edição, com capa e um ensaio de 18 páginas, chamado pela revista de “sem precedentes”, assinado pela dupla Mert Alas e Marcus Piggott, que estão por trás das imagens de campanhas como Louis Vuitton, Versace, Gucci, Miu Miu e outras.

Algumas imagens e a capa vazaram no final do ano passado, criando um buzz crescente em torno da revista. Até então, as fotos não eram nenhuma surpresa e poderiam estar em qualquer revista de moda, mas segundo o “Los Angeles Times”, há Kate em versão mais ousada e imagens de nu frontal. Hiper confortável com seu corpo e acostumada a cenas de nudez, Kate deve ter tirado de letra. “Precisamos de um ícone global para uma marca global. É a maior modelo do mundo na capa da ‘Playboy’”, diz Jimmy Jellinek, diretor editorial da publicação.

Ao longo dos anos, a revista publicou capas e recheios com outras tops icônicas, como Cindy Crawford (1988, em um ensaio lindo fotografado por Herb Ritts; veja as fotos nesse link), Naomi Campbell (1999), Eva Herzigova (2004), Claudia Schiffer (1997), Stephanie Seymour (1991) e Elle MacPherson (1994).

A diferença é que essas meninas fizeram “Playboy” com menos de 30 anos, no auge de suas carreiras e também de suas formas físicas. E, ao contrário de Kate, elas eram conhecidas por seus corpos irretocáveis. Como a gente dizia na época, que aviões! Muitas também faziam trabalhos mais sensuais, como Stephanie Seymour para a “Sports Illustrated”, revista esportiva americana que publica ensaios sexy com as modelos de biquíni.

O tipo físico de Kate não bate com o calor da “Sports Illustrated”; tampouco ela é Angel da Victoria’s Secrets, termômetro atual de sex appeal.

Kate faz 40 em 16 de janeiro e ainda está no topo do topo da moda. A capa da “Playboy” apenas confirma uma conquista nunca antes vista. O que ela tem que a mantém eternamente no auge desde os 14 anos de idade? Vamos lá: apesar de ter sido crucial para a estética andrógina e heroin chic dos anos 1990, sua beleza é atemporal (sem falar naquelas maçãs do rosto). Kate tem também um senso estético muito particular, que também contribui para que ela não “envelheça” aos olhos da mídia, dos fãs e das marcas. Por meio de seu estilo e ousadia, as roupas que veste passam mensagens de juventude. Sabe se transformar na mulher ideal para fotógrafos, stylists, editores e estilistas, fazendo com que ela seja sempre uma escolha acertada, jamais esgotada. E por fim, mas não menos importante, Moss é autêntica. Faz o que quer, com quem quer e está sempre pronta para uma boa festa.

Quando a gente achou que ela ia cair, vem a classe dos estilistas em sua defesa, com mensagens e homenagens, como fez Alexander McQueen ao aparecer com uma camiseta “We Love You, Kate” ao final do desfile de Verão 2006 e depois com aquele holograma absurdo de uma Kate dos sonhos no Inverno 2006.

“Tudo isso dá uma esquentada no universo da ‘Playboy’. Começou com Marilyn Monroe na capa da ‘Playboy’ há 60 anos, o ícone daquela época. E agora, temos Kate Moss.”

Momento inesquecível na passarela de Alexander McQueen Inverno 2006, com Kate Moss em versão holográfica ©Reprodução

Mais uma homenagem de McQueen a Kate, ao final do desfile de Verão 2006, em Paris ©Reprodução

Personalidades do SPFW

01/11/2013

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Por Amanda Jordá, em colaboração para o FFW

No último dia de SPFW Inverno 2014, fizemos uma apanhado das pessoas e dos momentos que nos chamaram a atenção:

Preto, branco e metal

01/11/2013

por | FOTOGRAFIA

Por Amanda Jordá, em colaboração para o FFW

Fotos de backstages, de ambientes, das bancadas de maquiagem e de visitantes que vão do branco, passando pelo metálico, até chegar ao preto.

Nos bastidores do SPFW

31/10/2013

por | FOTOGRAFIA

Por Amanda Jordá, em colaboração para o FFW

Observamos os maquiadores, cabeleireiros, modelos e estilistas trabalhando nos bastidores durante os primeiros dias do SPFW Inverno 2014. Confira as fotos:

Detalhes do SPFW

30/10/2013

por | FOTOGRAFIA

Por Amanda Jordá, em colaboração para o FFW

Veja detalhes cheios de cor encontrados nos dois primeiros dias do SPFW Inverno 2014:

 

Texturas do SPFW

29/10/2013

por | FOTOGRAFIA

Por Amanda Jordá, em colaboração para o FFW

Veja abaixo texturas encontradas no backstage, nas roupas dos visitantes e em outros objetos presentes pelos corredores do SPFW Inverno 2014:

Ensaio: os dançarinos da Uma

28/10/2013

por | FOTOGRAFIA

via @felipeabe

Os bailarinos da São Paulo Cia de Dança, que “desfilaram” os looks da Uma, foram fotografados para o FFW pouco antes da apresentação da marca. Alegres e tranquilos, eles usavam o espaço da sala para se alongar para a coreografia de dança contemporânea que viria a seguir. Abaixo, veja o ensaio com essa turma que emocionou a plateia com uma dança forte na apresentação da Uma no SPFW Inverno 2014.

O street style real de Murilo Yamanaka

09/08/2013

por | FOTOGRAFIA

Por Giovanna Assef, em colaboração para o FFW

O fotógrafo Murilo Yamanaka ©Divulgação

O jovem Murilo Yamanaka encontrou na fotografia sua maneira de expressar beleza e simplicidade. O paulistano de 24 anos reativou seu Tumblr para mostrar seu trabalho com movimento e naturalidade que faz pelas ruas da cidade buscando pessoas com estilos diferentes. Murilo foca seu olhar no street style, mas também aproveita as semanas de moda para fazer imagens de personalidades e modelos e registrar cenas de bastidores. Alguns dos personagens fotografados por ele são realmente especiais e é interessante notar como nos retratos podemos ver um pouco além da fina estampa. “São pessoas que eu abordo na rua e que de alguma forma achei que tinham características fortes e uma identidade visual e estética linda”. Abaixo, conheça mais sobre esse novo fotógrafo:

Como começou sua história com a fotografia?

Comecei a fotografar enquanto trabalhava em um hotel. Aos poucos fui pegando gosto pelo negócio e depois de dois meses brincando, tive vontade de me tornar um profissional. Joguei literalmente tudo para o alto, deixei meu emprego e entrei  de cabeça nesse mundo. Além da minha graduação em Fotografia, muito do que aprendi foi sozinho, comprando livros técnicos sobre o tema.

Qual você considera o DNA de seu trabalho?

Não sei se elas têm apenas um estilo, até porque não gosto muito de rotular as coisas. Mas tratando-se de características, creio que meu principal foco é transpor naturalidade e algo humano nas imagens. Mesmo quando pergunto se posso fotografar uma determinada cena, tento não dirigir aquele momento, a pessoa tem de ficar totalmente à vontade.

Como funciona o seu processo na hora de fotografar?

Não interfiro no momento que produzo as imagens, gosto das coisas acontecendo organicamente. Por exemplo, em fotos de backstage, dificilmente tiro a pessoa da sua vibe. Fico observando alguns minutos sem clicar nada, só para entender o comportamento da pessoa e o que está acontecendo ao seu redor. Só depois desse processo começo a fotografa-la.

Dois belos personagens abordados por Murilo no centro de São Paulo ©Murilo Yamanaka

Qual sua estética preferida, como trabalha a partir disso?

Gosto muito de coisas sem muita enrolação. Clean e minimalista, ou se for com mais informação ou uma superprodução, que seja tudo muito bem equilibrado.

Quando foi que decidiu fotografar street style?

Comecei a fotografar street style no início desse ano e a coisa foi dando certo. Mostrava as fotos para amigos que trabalham no meio da moda e recebia ótimos toques de como melhorar as imagens. Nesse momento, reativei meu Tumblr como uma forma de mostrar meu trabalho. Fico a maior parte do tempo na rua e vejo muita gente bonita com combinações simples e lindas. Lembrando que simples não é fácil!

Moda e street style, em sua opinião, são duas coisas diferentes?

Faço os dois de certa forma, mas atualmente tenho focado o trabalho muito mais em street style. Creio que apesar de serem duas vertentes, o street style também faz parte da moda. A moda é muito mais que um simples editorial. Na minha opinião, ela está nas ruas.

Já estagiou com algum fotógrafo, acha o processo de estágio importante?

Já trabalhei com Edouard Fraipont e com ele aprendi muita coisa. Vivíamos em galerias de arte contemporânea devido às suas reproduções de obras de arte. A experiência foi ótima, ao mesmo tempo em que estava trabalhando, aprendia sobre estética e arte. Outro estágio foi com o Eduardo Barcellos, totalmente diferente do Fraipont. O trabalho desenvolvido com ele era quase sempre externo, aprendi muito sobre como usar luz natural. Além disso, Barcellos sempre foi um cara que me apoiou, mostrava interesse em ver quais fotos eu estava fazendo e me emprestava seu estúdio para experimentos, realmente um grande professor.

Quais são seus equipamentos de trabalho?

Eu uso só uma câmera e na maior parte do tempo uma lente, a 24-70 mm f/2.8 L USM, da Canon. Mas em todas as fotos de rua só uso luz natural, nada de flash, rebatedor nem nada do tipo, até porque sempre estou sozinho.

O que acha mais importante, o olhar ou a técnica?

Com toda certeza o olhar. A técnica de fotografar com a câmera digital facilitou muito o aprendizado de gente da minha geração, que nunca fotografou com filme (a maioria, ao menos). O olhar de certa forma leva mais tempo para ser desenvolvido. Quando você tira uma foto, acho que parte do que você vive ou viveu está presente na imagem. Se você olhar as fotos de Terry Richardson, por exemplo, vai observar que suas imagens condizem com seu estilo de vida.