FFW Shop

01/04/2014

por | DESIGN

Por Mariana Pontual, em colaboração para o FFW

A cada temporada do SPFW, o portal FFW arma a FFW Shop, uma pop-up store recheada de artigos de moda, decoração, lifestyle, arte e design. E, neste Verão 2015, não é diferente: quem passar pelo evento no Parque Cândido Portinari até esta sexta-feira, 4 de abril, pode conferir as novidades supercool que os curadores da loja prepararam. Abaixo, confira uma seleção com 23 dos produtos mais bacanas que estão à venda por lá. Fotos: ©Felipe Abe

1. Bicicleta italiana, Abici, R$ 6506.

2. Óculos artesanais de madeira, Notiluca, de R$ 350 a R$ 410.

3. Camisetas FFW produzidas pela Trendt, R$ 150 (cada).

4. Bolsa customizável, Fad, R$ 454.

5. Bracelete de prata com pedra, Le Tolentino, R$ 790.

6. Fotografias assinadas pela artista Ana Almeida, R$ 1200 (cada quadro).

7. Livro “Arquivo Urbano”, de Jussara Romão, R$ 85 (o lançamento da obra acontece no FFW Shop nesta quinta, 3 de abril, às 18h).

8. Caneca SPFW, R$ 35.

9. Cachaça Yguara, R$ 120 reais (a garrafa) ou R$ 320 (a caixa para presente com duas taças).

10. Luminária cordão, Iluminadas, R$ 475.

11. Terrário, Microcosmo, R$ 700.

12. Marmitinhas, Bento Box, R$ 140 (a rosa) e R$ 154 (a verde).

13. Adesivo decorativo de madeira, Mood Stickers, R$ 120.

14. Luminária de LED, Crysta LED, R$ 580.

15. Meia estampada, Stance, R$ 50 (cada).

16. Livro “Drag”, de Christopher Logan, R$ 160.

17. Livro “Ayami Nishimura”, de Rankin (fotografia), R$ 255.

18. Livro “Vidal Sassoon”, de Vidal Sassoon e Michael Gordon, R$ 193.

19. Livro “A Year in the Life of Face Hunter”, de Yvan Rodic, R$ 75.

20. Bolsa, Namaste Acessórios, R$ 220.

21. Quadro, Tara McPherson, R$ 370.

22. Colar e brinco, Mariah Rovery, R$ 150 (cada).

23. Pulseira em ouro negro, R$ 3900, anel em ouro negro com um diamante, R$ 610, e anel em ouro negro com dois diamantes, R$ 710, tudo Fabi Malavazi.

FFW Shop

30/10/2013

por | DESIGN

Por Raisa Carlos de Andrade, em colaboração para o FFW

A FFW Shop no SPFW Inverno 2014 ©Felipe Abe

Fizemos uma seleção de produtos de design, fotografia, moda e  decoração à venda nesta edição da FFW Shop – novo nome da já tradicional Pop-up Store do SPFW; confira abaixo. Fotos: ©Felipe Abe

Banco em madeira com cerâmica Desconexo: R$ 990

Tênis em couro Muv Shoes (Os tênis podem ser customizados no site da marca): R$ 260

Pratos Greghi Design com o rosto de Frida Kahlo e Diego Rivera, ilustrados por Sônia Menna Barreto: R$ 250 cada

Livro “Preciso Rodar o Mundo”, de Michelli Provensi, Editora Boa Prosa: R$ 40

Clutch em couro preto e off white Miwa Design por Carol Nemoto: R$ 680

Bowl em cabo de guitarra Studio Renata Moura: R$ 948

Luminária em vidro Studio Manus: R$ 420

Toy art em madeira pintada Guacamole Store Mexican Art: R$ 700

Clutch em couro colorido Brigida: R$ 196

Luminária Desconexo: R$ 1.190

Mantegueira em acrílico Jaya: R$ 65

Quadro iluminado de João Sal com fotografia de Luiz Simon: R$ 1.190

Tênis Onitsuka Tiger: R$ 299

T-shirt em feltro listrado por Jeferson Ribeiro: R$ 160

Geleia de pimenta com abacaxi Culinária Tosca: R$ 20

Capa de interruptor Jaya em acrílico: R$ 20

Pulseiras em porcelana Greghi Design: R$ 35 cada

Pôster Posteria: R$ 40

Almofadas 45 cm x 45 cm Liverpool: R$ 70

Que seja infinito enquanto dure

07/08/2013

por | DESIGN

Tatuagens temporárias da Tattly ©Reprodução

Foi amor à primeira vista quando descobri o site da Tattly, empresa norte-americana que fabrica tatuagens temporárias com design – nada dos desenhos toscos das tattoos brinde de chiclete que a gente lembra da infância.

A marca foi lançada em julho de 2011 pela designer Tina Roth Eisenberg (que muita gente deve conhecer do blog swiss-miss.com) quando ela se cansou da pobre oferta de tatuagens temporárias que ela podia comprar para a sua filha. Ela teve então a ideia de criar tattoos assinadas por artistas e designers, e lançou a loja virtual que vendia 15 desenhos; hoje em dia já são mais de 300, criados por profissionais de vários países que ganham uma porcentagem do valor de cada venda.

As minhas tatuagens da Tattly; à direita, um dos diamantes da cartela criada por Kate Bingaman Burt ©Sarah Lee/FFW

As tatuagens são atóxicas, feitas com tinta a base de soja, e são lindas e fáceis de aplicar. Na minha primeira compra, fui com o kit de flechas criado por Wesley Stuckey e o de diamantes, de Kate Bingaman Burt (e veio de brinde um relógio “party” de Julia Rothman) – e já estou escolhendo as próximas. Elas são vendidas em kits de duas cartelas por cinco dólares, mais dois dólares pra entrega internacional.

+ tattly.com

Pop-up Store

30/10/2012

por | DESIGN

Por Camila Novaes, em colaboração para o FFW

Poster da linha AR, do Afro Reggae, feito pelo coletivo alemão eBoy, expert em pixel art (R$ 100)

Quem vem ao SPFW já está familiarizado com a Pop-Up Store, uma loja cheia de produtos charmosos, diversificados e gostosos de ver e comprar. De cabides da Pantone a livros de moda e design, passando pelas peças de Raphael Falci, moleskines, quadros, objetos com estilo retrô… Abaixo, uma seleção de peças que chamaram nossa atenção logo no primeiro dia de evento.

Bonequinho de tecido Karl Lagerfeld Minikillers (R$ 80)

Livro “Schiaparelli & Prada – Impossible Conversations”, lançado junto com a exposição no Metropolitan, em Nova York (R$ 170)

Mochila com estampa floral Catarina Mina (R$ 196)

Braceletes Raphael Falci (R$ 418 cada)

Camisa do selo AR, parceria do AfroReggae com a marca Reserva (R$ 229)

Bonequinhas Sonny Angel; tem várias para escolher! (R$ 57)

 Livro “Diana Vreeland – The eye has to travel” (R$ 205)

 Luminárias divertidas Studio Midaglia (R$ 625 cada)

 Caderno SPFW+AfroReggae (R$ 45)

Tênis Lucas Silveira MUV (R$ 288)

Redoma com coelho de louça Quatro Vezes Wipli (R$ 132)

O futuro do design

13/07/2012

por | DESIGN

Por Houssein Jarouche

Imagem cedida por Houssein Jarouche para publicação no FFW

Um assunto que tem me preocupado bastante ultimamente é o futuro da indústria de design no Brasil. No nosso país o design ainda é tratado de maneira amadora na maioria das partes, tornando nossa indústria estritamente comercial. O design é tratado somente como ferramenta de venda, sendo que ele propõe soluções a problemas, e a grande maioria acredita que é design simplesmente o que é “diferente”.

Precisamos colocar mais atenção na maneira com que educamos as crianças e preparamos essa próxima geração para um futuro melhor e próspero.

É mais fácil educar uma criança para crescer com uma experiência estética do que um adulto. Mas na maioria das vezes não é esse o ocorrido. Os pais subestimam a capacidade dos filhos, sendo que o olhar das crianças é muito mais apurado, com um grande interesse pela forma e percepção sensorial.

Os pais precisam inspirar os filhos, criando ambientes agradáveis em que eles exercerão cada vez mais sua criatividade, com atividades simples como por exemplo customizar um móvel ou um brinquedo dentro de casa com adesivos, tintas e outras coisas que estão dentro do universo das crianças.

Uma concretização disso que eu acredito foi uma experiência que vivenciei esses dias. Fui ao supermercado e a compra foi entregue em casa em caixas de papelão. Meu filho de três anos estava em casa e resolvemos customizar as caixas com fitas adesivas e transformá-las em um carrinho. Além da brincadeira em si, o processo todo foi muito interessante para nós dois, e esse se tornou o brinquedo favorito dele.

Se mudarmos o modo de pensar e mudarmos nossas ações, conseguiremos obter um resultado positivo no futuro, pois essas crianças serão os profissionais de amanhã, e quem sabe a indústria brasileira volte a ter uma identidade como tivemos até a década de 60, que foi suspensa pela ditadura.

*Houssein Jarouche é um apaixonado e incentivador do design, dono da loja Micasa e do espaço Volume B. Recentemente, lançou um jornal manifesto, o “Manipresto”, que, com a participação de vários profissionais criativos, se tornou um dos poucos espaços de livre expressão atualmente.

Pop Up Store

12/06/2012

por | DESIGN

por Flavia Brunetti, em colaboração para o FFW

Já é tradição há nove edições, no piso térreo da Bienal, a loja Pop Up Store, que sempre traz uma curadoria super bacana de produtos de design – de roupas e acessórios a objetos de decoração vintage para a casa.

Fomos lá dar uma olhada e fizemos uma seleção de algumas peças que chamaram nossa atenção. Joias Raphael Falci, óculos Evoke e porta-trecos coloridos da Pantone fazem parte do acervo que, nessa edição, ainda tem uma parceria com o SEBRAE que traz à loja novos designers de todo o país.

Passa lá pra ver!

Colares Zóia: R$ 178 cada

Anéis Mãe d’Água: R$ 130 cada

Almofadas Escola de Moda: R$ 240

Relógio Magnum: R$ 330

Camiseta Liverpool: R$ 70

Kaftan Goya Lopes: R$ 522

Pranchas de skate Menem: R$ 600

Adaptador de pendrive: R$ 88

Pano de prato: R$ 38 cada

Cestos do projeto A Gente Transforma, de Marcelo Rosenbaum

Conjunto de pratos de piquenique : R$ 58

Acima, à esquerda, porta-guardanapo: R$ 28. À direita, porta-xampu: R$ 69. Abaixo, porta-toalha: R$ 93

Canecas SPFW: R$ 25 cada

Joias Raphael Falci
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Feito para VOCÊ

10/04/2012

por | DESIGN

Outro dia uma amiga indicou o site de compras Etsy. Eu ainda não sou muito adepta de compras pela internet. Gosto de pegar nas coisas antes, sentir o cheiro, experimentar… Às vezes nem compro, mas passo dias com aquele produto na cabeça, volto na loja e levo.

Comprar pela internet, só livros e revistas. E não é que nunca tentei, mas não fico 100% satisfeita. A cor do batom nunca é a mesma que está no site, a roupa fica grande ou pequena, entre outros perrengues fashion. Então ainda me mantenho à moda antiga, apesar de achar que o e-commerce é a cara do nosso tempo e funciona mesmo como uma bela mão na roda para muita gente.

Mas voltando ao Etsy, que basicamente é uma plataforma para zilhões de pequenas lojas. Você pode vender ou comprar e o foco está nos produtos vintage e feitos à mão. Tem mais de 20 categorias, entre arte, acessórios, velas, infantil, férias, tricô, música, papelaria, casamento, roupas, uma infinidade de coisas. E cada categoria que você abre mostra mais centenas de produtos inspirados por aquele tema. Basicamente, dá para passar uma tarde inteira lá. Também tem uma comunidade no site em que você pode ver o que seus “amigos” estão comprando e trocar ideias sobre os temas.

Mas o mais legal é que por serem pequenos comerciantes, quando você escolhe o que quer, você entra na página daquela marca, com as informações sobre quem está vendendo e um espaço para contato, caso você queira alguma modificação no produto. Bom, imagino que isso seja mais do que normal, mas não para mim, inexperiente nas compras online.

Eu comprei um pingente de uma coruja, feito à mão e em madeira. Estou numa fase coruja (simboliza o conhecimento e a sabedoria) e achei aquilo uma graça, também muito pelo fato de ser manual e não um produto de pronta-entrega. Demorou mais de um mês para chegar.

Quando recebi o pacotinho, um pequeno envelope, com meu nome e o do remetente escritos à mão, outra surpresa. Uma cartinha! Também em letra manual: “Querida Camila, espero que goste de sua coruja tanto quanto eu gostei de fazê-la, Madeleine”.

Não sei… Achei uma maneira bacana de ser humano em uma plataforma tão robótica e fria.

Obs.: Eu juro que hoje de manhã coloquei o cartão na bolsa para fotografar, mas já revirei tudo e não acho… : (

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Brésil!

01/03/2012

por | DESIGN

Capa da “Ideat” sobre o Brasil ©Reprodução

A edição de março da revista francesa de design “Ideat” é um especial sobre o nosso país. Com a chamada 100% Brasil (escrito assim, em português mesmo), ela exibe 300 páginas para o leitor “aproveitar a energia, a criatividade e a alma brasileiras que nos dão ânimo hoje em dia”.

Uma das publicações mais respeitadas no meio, a “Ideat” mostra um panorama do Brasil sob o ponto de vista do design, vejam abaixo um pouco do recheio da revista:

Algumas menções, muitos móveis e um perfilzão com os Irmãos Campana não poderia faltar…

… assim como uma entrevista com Paulo Mendes da Rocha

Uma linda ilustração de capa, feita pelo artista Paolo Mariotti

Uma matéria sobre o Design São Paulo, com direito a foto e entrevista do curador e colunista do FFW Waldick Jatobá

Um especial com fotos e entrevistas de “12 figuras do design de natureza tropical”, entre eles Carlinhos Mota, Sergio Rodrigues e Juliana Llussa

Uma matéria sobre moda, a partir dos desfiles do SPFW, em que o estilista Reinaldo Lourenço vira Ronaldo Lourenço

Um ensaio com Daiane Conterato em frente a locações super urbanas, como o edifício Copan

Matéria sobre uma casa projetada pelo arquiteto Marcio Kogan ©Reprodução

Muitas fotos do Rio: praias, mulheres de biquíni, pôr-do-sol, vistas aéreas, Ipanema, Santa Teresa e, claro, o Copacabana Palace

Em São Paulo, a revista mostra alguns dos melhores cafés e restaurantes da cidade, o hotel Fasano, a Vila Madalena e a Pinacoteca

Perfis de Paulo Mendes da Rocha, Marcio Kogan, Isay Weinfeld e Ruy Ohtake, entre outros arquitetos

Pequenas entrevistas com franceses que moram no Brasil ou que têm uma relação mais próxima com o país, como o jovem empresário Dimitri Mussard, da Acaju do Brasil; Olivier Daube, fundador da Lumière Model; e Carlos Gomes, Diretor para a América Latina do grupo PSA (Pegeut-Citroën).

Inhotim, claro

Na seção “Best of Brazil”, estão as Havaianas, a Melissa e a Osklen

Muito serviço, com endereços de passeios e hotéis em Buzios, Fernando de Noronha e Brasília

Casas divinas projetadas por arquitetos como Paulo Mendes da Rocha, Isay Weinfeld e Marcio Kogan. Inacreditáveis em sua simplicidade, praticidade e arquitetura, e ainda assim, ninhos de sonho para a maior parte dos brasileiros. Entre elas está a de Eliana Finkelstein, dona da galeria Vermelho, com projeto de Mendes da Rocha

Os projetos arquitetônicos que devem ser lançados por aqui, como o espaço que será ocupado pela São Paulo Cia de Dança, do escritório Herzog & de Meuron; e o Museu do Amanhã, no Rio, com projeto de Santiago Calatrava

Projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava para o Museu do Amanhã, no Píer Mauá (RJ) ©Reprodução

A revista diz que o Brasil é o novo Eldorado da arte contemporânea e cita Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Vik Muniz, Cildo Meirelles, Tunga e Lygia Pape

E ainda indica os álbuns de… Caetano, Bebel Gilberto e Criolo

Tudo parece muito óbvio? Sim. São as mesmas referências que já estamos cansados de saber que simbolizam o Brazil. Mas é fato que elas representam o Brasil bem demais e justamente por isso são mencionadas à exaustão. A “Ideat” não faz diferente e segue o caminho seguro, mas de uma maneira que não nos resta nada, a não ser nos apaixonar mais ainda pelo nosso país e por nossos profissionais. Há um cuidado especial com as fotos, maravilhosas, que ganham ainda mais destaque com a direção de arte respeitosa com as imagens. Em 300 páginas, um Brasil que é referência no design, na arquitetura, na sustentabilidade, na moda, na hotelaria e gastronomia, na música… País do futuro? Não, do presente.

Estilo democracia

27/02/2012

por | DESIGN, ECOSTYLE

Bolsas feitas com a fibra do Tururi. Ele envolve e protege os cachos do coco da palmeira amazônica conhecida como Buçu. Produção da comunidade de Muaná, da Ilha de Marajó, no Pará ©Divulgação

O feito à mão é ancestral. A importância de buscar valores tradicionais e usá-los de forma moderna é que é a novidade da vez.

A solução para todo o mal é causar impacto socioambiental do bem. É viver o mesmo capitalismo, só que agora em um formato que inclui, que resgata e motiva; que faz os muitos que têm pouco darem um grande sentido à própria identidade, e os poucos que têm muito assumirem nossas tradições como um valor a ser transformado em renda com qualidade de vida, para todos.

Talentos do Brasil é o nome de um louvável projeto do Governo Federal, criado em 2005, que acontece em doze estados brasileiros e envolve o trabalho de quinze cooperativas. Muito bem fundamentado, já contou com colaboradores ilustres como Ronaldo Fraga, Jum Nakao e Mary Design, e, ao que parece, segue um ótimo caminho.

Durante o Minas Trend Preview, o Projeto apresentou em um desfile impecável a coleção “Flores”. A sua primeira coleção “Passarada – em cada canto, um canto”, de 2010, foi toda inspirada em aves e pássaros brasileiros, e muitíssimo bem construída e argumentada: “Os pássaros têm compromisso com seu lugar de origem, fazem saídas estratégicas sem perder vínculos, vivem em plena integração com o meio ambiente e guardam intimidade com a natureza e suas mudanças. Assim também são as pessoas que fazem parte do programa Talentos do Brasil. Por isso, suas origens e cultura local são tão importantes – elas são sua identidade”.

Conheça em detalhes sobre o que, onde e quem produz para o Projeto e aproveite para também conferir a loja virtual da marca. Trata-se da comprovação de que as mãos, de fato, é que têm a vocação de transformar o mundo.

Cachecol Pena Colorida ©Divulgação

Detalhes do excelente desfile da marca, apresentado no Minas Trend Preview ©Agência Fotosite

Manta Vison, no desfile e em detalhe ©Agência Fotosite / Divulgação

contato@monicahorta.com

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Sergio Rodrigues por Waldick Jatobá

09/01/2012

por | DESIGN

Por Waldick Jatobá

A poltrona Mole, clássico do design brasileiro, em uma de suas diversas cores ©Reprodução

Na década de 70 morava com minha família na Bahia, mas sempre passava minhas férias no Rio de Janeiro, na casa de meus tios. Estes eram os baianos mais cariocas que conheci na vida! Para eles o Rio era o sinônimo de novidade, de alegria, irreverência… época da Bossa Nova!!

Adorava passar férias na casa deles, tudo era novo, correto, e ao mesmo tempo simples. Os móveis tinham uma pegada diferente, uma estética e genialidade que só vim compreender anos mais tarde, quando comecei a me interessar pelo design brasileiro. Chegava no Rio e logo aproveitava o tempo para me jogar numa “poltrona mole”. Símbolo de despojamento e conforto, uma coisa meio hippie, tudo que eu queria para curtir o veraneio carioca!

Aprendi com eles que essa poltrona tinha sido desenvolvida pelo arquiteto e moveleiro (naquela época a palavra “designer” ainda era pouco usada) Sergio Rodrigues. Como ele próprio afirma, nunca houve a pretensão de ser inovador ou criar modismos. Sua fonte de inspiração sempre foi e ainda é a paixão que tem pelo Brasil.

Podemos afirmar que a poltrona mole, assim como suas criações dos anos 50 e 60, representa uma ruptura estética num período em que estávamos acostumados a ver e falar de art nouveau e art decor. O uso do jacarandá como madeira nas suas peças é também outro diferencial que ajuda a introduzir um olhar brasileiro na criação do mobiliário.

Sergio Rodrigues, sem dúvida alguma, foi o pioneiro; desde criança sempre se interessou por atividades de marcenaria, criando seus próprios carrinhos de madeira. O início da atividade e comercialização de móveis se deu com a parceria com os irmãos Hauner através da Artezanal Paranaense. De volta ao Rio após um ano de experiência no sul do país, cria em 1955 a loja, que mais parecia uma galeria, Oca (de onde veio a poltrona dos meus tios) com o objetivo de divulgar o design brasileiro. E desde então, sempre seguindo o conceito da brasilidade, foram criadas mais de 600 peças. Sua trajetória é marcante e madura, transformadora, inovadora a ponto de a famosa enciclopédia Delta Larousse descrever: “Sérgio Rodrigues, o criador do móvel brasileiro”.

De fato, ele, com sua linguagem própria, segue criando e surpreendendo a cada criação, tendo como lema a busca da identidade brasileira.

Waldick Jatobá é economista, colecionador de arte e um dos criadores do Design São Paulo e é colunista com FFW, com carta branca aqui nesse espaço.

Veja também: Exclusivo: Sergio Rodrigues fala sobre homenagem no Fashion Rio