Happy Girls at SPFW #4

22/03/2013

por | COMPORTAMENTO

Por Elisa NalinTamu McPherson e Viviana Volpicella, especial para o FFW

Aline Weber

Feliz aniversário, esperamos que você tenha dançado muito / Happy Birthday, we hope you danced your night away

Costanza Pascolato

Nosso ícone para toda a vida, sempre real, sempre verdadeira. Queremos ser como ela quando crescermos. Uma garotinha de coração, para sempre / Our icon for life, always real, always true. She’s the woman we want to be like when we grow up. A little girl at heart forever

 Osklen

Luxo tropical, as duas faces de Ipanema… a simplicidade da vida na praia com o charme de tudo que é cosmopolita. As estampas inspiradas em joias preciosas que ao mesmo tempo inspiram a paleta da coleção. Nos acessórios, vemos um foco em mochilas encrustadas com joias / Tropical luxury, the two faces of Ipanema… the simplicity of life at the beach and the allure of all that is cosmopolitan. The prints inspired by precious jewel tones which at the same time inspire the collections palette. For accessories we see a focus on jewel-encrusted back packs

Colcci

Estampas ousadas, cores vibrantes, linhas gráficas e algumas surpresas quentes com Paul Walker, Izabel Goulart e Erin Heatherton / Bold prints, bright colors, graphic lines and some hot surprises with Paul Walker, Izabel Goulart and Erin Heatherton

Mônica Mendes

Amiga, empresária inspiradora e a pessoa que tornou possível o nosso espetacular São Paulo Fashion Week. Obrigada Mônica!! / A friend, an inspiring business woman and the one who made our spectacular Sao Paulo Fashion Week possible. Obrigada Mônica!!

+ Mais Happy Girls at SPFW: dia 1dia 2 e dia 3

Happy Girls at SPFW #3

21/03/2013

por | COMPORTAMENTO

Por Elisa Nalin, Tamu McPherson e Viviana Volpicella, especial para o FFW

FERNANDA YAMAMOTO

BOM DIA! ATENDA O TELEFONE! Flores 3-D, alegres poás e estampas xadrez, contas que parecem bolas de chiclete e perucas com cor de algodão doce, estamos todas loucas pela coleção Primavera/Verão 2014 de Fernanda Yamamoto / BOM DIA! PICK UP THE PHONE! 3-D flowers, cheerful polka dots and checker-board prints, gumball like beads and cotton candy colored wigs, we’re mad for Fernanda Yamamoto’s SS14 collection

NEON

É sempre incrivelmente inspirador observar um designer minutos antes de um desfile. Especialmente quando o designer é tão colorido e dinâmico quanto Dudu Bertholini / It’s always incredibly inspiring to watch a designer minutes before a show. Especially when the designer is as colorful and dynamic as Dudu Bertholini

Abra suas asas e voe. Deixe que esta linda estampa seja o seu mapa / Spread your wings and fly. Let this beautiful print be your road map

Há muitos motivos para sorrir em brincos candelabro em limão e ameixa / Lots to smile about in lime and plum and wind chime chandelier earrings

Esse kaftan de arco-íris é digno de uma rainha / This rainbow kaftan is fit for a queen

TRITON

Combinação divertida de cores, padronagens e texturas. O próximo verão é tátil / Fun mix-n-match of color, pattern and texture. Next summer is tactile

Acessório psicodélico / Psychedelic arm candy

Viagem tribal psicodélica / Psychedelic tribal trip

Mais combinações legais, uma inspiração de plantas e uma olhada nos sapatos holográficos da coleção / More groovy mix-n-match, some plant inspiration and a glimpse of the collection’s holographic shoes

FAUSE HATEN

Fause Haten no meio de sua glamourosa e desejada coleção tapete-vermelho. Ideia brilhante mostrar os vestidos em marionetes que achamos que lembram modelos / Fause Haten among his glamorous red-carpet must collection. Brilliant idea to model his gowns on marionettes who we think resembled to models

ÁGUA DE COCO

Bem-vindo aos trópicos, estampas ousadas de frutas e entrelaçados de cestos vão fazer de você um sucesso na praia / Welcome to the tropics, bold fruit prints and basket weaving will make you a hit at the beach

Cuidado com a Viviana no próximo verão, ela vai usar esse biquíni com essa aba incrivelmente divertida na frente / Watch out for Viviana next summer, she’ll be wearing this bikini with this amazingly fun flip at the front


*Todas as fotos deste post foram clicadas por Tamu McPherson

+ Mais Happy Girls at SPFW: dia 1 e dia 2

No Instagram #3

21/03/2013

por | COMPORTAMENTO

Nosso insider @betosiqueira está de volta nesta temporada Verão 13/14 do SPFW. Durante todos os dias de evento, ele mostra em tempo real os fatos, personalidades e desfiles, sempre atrás de uma leitura imagética, poética e pessoal do que acontece pela Bienal.

Confira alguns momentos do terceiro dia:

Happy Girls at SPFW por Elisa Nalin #2

20/03/2013

por | COMPORTAMENTO

Por Elisa Nalin, especial para o FFW

A primeira apresentação foi Adriana Degreas! Maiôs alta-costura! O desfile teve uma inspiração bem anos 1960. Muito preto e branco, salpicados com rosa pastel e toques de prateado! Meus looks favoritos foram: esses dois vestidos espetaculares.

First show is Adriana Degreas! Swimsuit couture! The show was very sixties inspired. Lots of black and white, splashes of pink pastels and touches of metallic silver! My favourite looks were: these 2 spectacular dresses.

Depois da apresentação nós fomos ver uma exposição incrível que passou primeiro pelo MoMA em Nova York, organizada por Cecilia Dean e David Colman. O tema é arte e moda: um intercâmbio livre! Nós vimos ótimas performances lá!

After the show we went to see an amazing exhibition that was first led in MoMA in New York, organized by Cecilia Dean and David Colman. The theme is art and fashion: a free exchange! We have seen some great performance there!

Ronaldo Fraga: apresentação muito engraçada, inspirada no futebol! Muitas cores, listras, toques de cores fluo! Alguns bons vestidos de tricô e símbolos bordados em jaquetas tipo college.

Ronaldo Fraga: very funny show, inspired by football! Lots of colors, stripes, touches of fluo colors! Some nice knitted dresses and embroidered patches on college jackets.

A apresentação da Forum é muito fofa! A minha cara, eu diria… cores bonitas, boas estampas, tecidos refinados com uma sensação fresca e jovem. Eu amei! Um dos meus looks preferidos foi mais uma vez o da fabulosa Aline Weber. Um conjunto laranja e azul de calça e jaqueta!

Forum show is super cute! Very me, I would say… pretty colors, nice prints, refined fabrics with a fresh and young feeling. I loved it! One of my favourite look was once again on the fabulous Aline Weber. An orange and blue printed ensemble with pants and jacket!

A última apresentação foi da Ellus. A linda Lindsey Wixson abriu e fechou o desfile. Eu gostei do bordado metálico na parte de baixo, de lurex translúcido, e do contraste com o couro na parte de cima do mesmo vestido. Também gostei de algumas estampas florais e da mistura de tiras prateadas e tons de pele em uma camisa de um look combinado com calças de bordado espelhado.

Last show was Ellus. The beautiful Lindsey Wixson opened and closed the show. I liked the metalic embroidery on the very light sheer lurex bottomed part and the contrast of the leather upper part of the same dress. Also liked some flower prints and the mixing of silver stripes and skin tone colors on a shirt of  one outfit paired with  a full mirrored embroidery pants.

+ Happy Girls at SPFW por Elisa Nalin #1

“Happy girls at SPFW” por Elisa Nalin #1

19/03/2013

por | COMPORTAMENTO

Por Elisa Nalin, especial para o FFW

Elisa Nalin na fachada do SPFW Verão 2013/14 ©Lee Oliveira

Começamos o dia às 11h30 na coletiva de imprensa em um lindo local, o prédio da Bienal, com cenografia dos irmãos Campana. Do lado de dentro, as paredes são decoradas com material reciclado, como esse papel de origami dourado! O primeiro show começou às 17h.

(We started the day at 11.30h with a press conference at a beautiful location. The biennale building was decorated inside by the Campana brothers. Inside, the walls are decorated with recycled materials like this gorgeous origami golden paper! The first show started at 5pm.)
: )

O primeiro show foi o da ANIMALE. Karlie Kloss abriu o desfile! A coleção tem muitas estampas, mas de uma maneira muito sofisticada. Meu look preferido foi o de Aline Weber, um top sem manga e calças com estampa xadrez em tons de verde e fucsia. Super bonito. Eu também gostei de um conjunto bordado camuflado.

(First show was ANIMALE. Karlie Kloss opened the show! The collection is all about prints but in a very sophisticated way! My favourite look was an ensemble on Aline Weber, sleeveless top and pants in a check print in shades of green and fucsia pink! Super cute. I also liked another embroidered sophisticated camouflaged ensemble).

Segundo desfile foi CORI, que foi mais sport-chic para mim.  Muitos looks de couro branco perfurado, mini shorts e saias.

(Then it was CORI show, which was more sporty-chic to me. Lots of perforated white leather, mini boxer shorts and little skirts.)

Meu desfile favorito do dia foi o de TUFI DUEK, totalmente amor à primeira vista! Isabeli Fontana abriu o show em um vestido branco deslumbrante. A coleção inteira é linda, sofisticada, elegante e feminina. Adorei a maneira como as roupas são tão perfeitamente cortadas. As saias são maravilhosas. Fiquei completamente absorvida pela saia preta plissada com paetês coloridos em listras verticais bordados por entre o plissado! Definitivamente uma das melhores peças. Também amei os vestidos de franja preta e branca. Todas as meninas usavam esmalte metálico e conjuntos de anéis dourados em cada dedo, o que achei particularmente interessante”.

(My favourite show of the day has been TUFI DUEK, totally love at first sight! Isabeli Fontana opened the show in a stunning white dress. All the collection is beautiful, sophisticated, elegant and feminine. I loved the way the garments were perfectly cut. Skirts were amazing. I totally blocked myself starring at this amazing black pleated skirt with colorful sequins in vertical stripes embroidered in between the pleats!! Definitely one of the best pieces! I also loved the fringy checkboard black and white dresses. All the girls had mettalic golden manicured and sets of golden rings on every finger which I find particulary interesting.)

CAVALERA. O último desfile do dia foi um acontecimento! Teve música ao vivo e dançarinos. E então os modelos apareciam em duplas, menino e menina, dançando pela passarela. A coleção tem uma vibe bem brasileira, inspirada pelos anos 1970 e pela soul music. Muita cor, muitas estampas, tudo muito fresco e divertido. Os acessórios também são ótimos! Bonés recortados, sapatos estilo Derby coloridos e braceletes de madeira.

(CAVALERA. Last show was kind of a happening! There was live music and dancers. Then the models came out in couples, boy and girl dancing down the runway. The colection has a very Brazilian vibe, bit seventies inspired, soul music. Lots of colors, lots of prints, very fresh and funny. The accessories were great too! Cutouts caps , super colorful derby shoes and lacquered wooden bracelets!)

Durante o SPFW Primavera/Verão 2013/14, as blogueiras Elisa Nalin, Viviana Volpicella e Tamu McPherson irão publicar uma coluna diária nesta seção do FFW. Saiba mais aqui sobre a parceria.

During SPFW Spring/Summer 2013/14, bloggers Elisa Nalin, Viviana Volpicella e Tamu McPherson will publish a daily column on this section of FFW. To find out more about our venture together, just click here

Suzy Menkes X blogueiras

22/02/2013

por | COMPORTAMENTO

A blogueira Hanneli Mustaparta posa para fotógrafos durante semana de moda ©Reprodução

O que é uma semana de moda sem uma boa polêmica? Normalmente as polêmicas servem para um determinado assunto progredir, ser compreendido de uma forma mais ampla ou colocar as coisas em seu devido lugar. Desta vez, quem coloca o dedo na ferida é a respeitada editora Suzy Menkes, jornalista excelente e eficiente que já viu melhores tempos em relação à cobertura de moda.

Em um texto muito comentado para a “T Magazine”, do “The New York Times”, ela começa seu texto assim: “Nós já fomos chamados de corvos pretos – nós, fashionistas, reunidos em frente a um prédio abandonado vestidos no nosso uniforme Comme des Garçon ou Yohji Yamamoto. ‘De quem será esse funeral?’, os passantes cochicham, enquanto nós esperamos em fila para as apresentações descoladas e underground lá nos anos 1990”.

Esse parágrafo vai direto ao ponto: descreve o comportamento da imprensa de moda e os valores da época — segundo Menkes, tempos distantes, muito diferente do que acontece hoje. “Atualmente, as pessoas que se aglomeram do lado de fora dos desfiles são mais pavões do que corvos. Elas posam em seus vestidos de padronagens múltiplas com plataformas ou botas que sobem até as coxas”, diz.

Suzy usa como título o termo “fashion circus” para criticar a confusão que virou a porta de um desfile, com dezenas de blogueiras em busca de um clique ou as já famosas posando para os muitos fotógrafos que se aglomeram por ali. Ela também menciona o frisson que Anna Dello Russo causa quando chega em seus figurinos exuberantes. “Alta, magra e com um corpo em forma, a editora de moda é um display humano para produtos de design”.

Anna Dello Russo: diva maior do circo fashion armado durante as semanas de moda  ©Reprodução

Para Menkes, o “circo” que tem ocorrido do lado de fora afeta o que acontece dentro da sala: o desfile em si. “A ação agora acontece fora dos shows. Você mal consegue subir as escadas do Lincoln Center, em Nova York, ou andar nos Jardins das Tulherias, em Paris, por conta de todos os fotógrafos clicando os poseurs”.

Irônica e afiada, Suzy ainda escreve que essas pessoas são famosas por serem famosas e são conhecidas por sua página no Facebook, seus blogs ou ainda porque Scott Schuman as imortalizou em seu site Sartorialist.

“Duas coisas contribuem para transformar os desfiles em um zoológico: o mercado de exibidos esperando para serem escolhidos ou rejeitados pelos fotógrafos e a forma como marcas, em uma tentativa de garantir de volta o controle perdido pela era multimídia, passaram a agir. Marc Jacobs foi o primeiro estilista a sentir a força da multimídia. Quando ele nomeou uma bolsa em homenagem ao Bryanboy em 2008, ele fez o nome do blogueiro e iniciou um sem fim de presentes caros, que inclusive são muito bem recebidos no bryanboy.com”.

Então Suzy pega no principal ponto da questão: ao receber tantos presentes, convites e viagens, pouquíssimos podem ser considerados críticos de fato, no sentido mais original da palavra. “Isso vai contra o mantra que eu aprendi no início da minha carreira como jornalista de moda: não é bom porque você gosta; você gosta porque é bom. Hoje, julgar a moda virou algo como: ‘Olhe para mim com esse vestido! Olha esses sapatos que eu descobri! Olhe para mim nessa roupa em 15 fotos diferentes!”.

Para ela, algo se perdeu e encerra com a provocação: “Talvez uma resposta perfeita seria deixar os pavões posarem do lado de fora enquanto os desfiles são calmamente levados para um lugar diferente e secreto para uma audiência formada somente por profissionais dedicados – todos vestidos de preto, é claro”.

Prontamente, algumas blogueiras construíram suas defesas em textos bem articulados e que mostram o outro lado da moeda: nem todas as blogueiras são farinha do mesmo saco; há pessoas esforçadas fazendo um trabalho sério; todos são parte de uma geração nova, que está desbravando e entendendo as possibilidades dessas novas mídias; e daí se elas querem se vestir de uma maneira divertida e/ou chamativa?;  hoje nenhuma blogueira pode falar que gosta de algo, pois em seguida milhares de comentários aparecem julgando o post um texto patrocinado.

Reunimos os principais pontos colocados por Susie Lau, do Style Bubble, e Leandra Medine, do Man Repeller, duas das principais vozes de defesa da comunidade blogger.

SUSIE LAU

©Reprodução

“Sim, sou uma blogueira. Sim, me visto de uma maneira que pode ser percebida como “pavão”. Mas eu também trabalhei em uma publicação e agora eu faço freelance para outros veículos. Tenho ido aos desfiles há mais de quatro anos, mas sinto cada vez mais conflito em relação ao que eu faço. Eu me sinto envergonhada quando digo que tenho um blog. Dependendo da pessoa com quem estou falando, eu tenho que adicionar: ah, sim, e eu escrevo para outras publicações também, só para sentir que isso me posiciona como uma pessoa que não é uma fraude”.

“Nós podemos falar do início, quando os blogs de moda eram “bons e puros”, mas me lembro que nessa fase eu mandava e-mails para os PRs ou designers e era ignorada”.

“Uma PR importante falou para mim recentemente: ‘Nós nem pensamos em você como uma blogueira. Para nós você é uma editora-chefe online’”.

“Posso falar que 99,9% do conteúdo do meu blog NÃO é patrocinado nem relacionado com nada, a não ser minha admiração genuína sobre o que estou escrevendo. Mas mesmo assim, se aceitamos uma viagem ou um presente, como eu poderei dizer que sou uma exceção no meio?”.

“O aumento do incômodo em relação aos blogueiros ou outras pessoas que se vestem somente para os desfiles e ficam posando para as câmeras está atingindo o céu”.

“Quando a semana de Paris termina, um peso enorme sai dos meus ombros e eu posso voltar para a minha rotina, tomar o ônibus e ainda usar as roupas que são parte de quem eu sou. Ser motivo de piada do cara que vende produtos do Arsenal na minha rua não é nada comparado a entrar em um desfile, ser fotografada e sentir os espinhos e o desprezo de seus colegas e achar que você está vestida de uma forma exagerada para entrevistar a estilista Ann Demeulemeester”.

“Se eu estou andando com pessoas que têm um estilo chique discreto, como Emmanuelle Alt, e um fotógrafo pede pra tirar minha foto, eu hoje fico com vergonha de dizer sim. Tenho que seguir andando para mostrar que estou lá por um bom motivo, em vez de parar e posar para uma foto. Se eu perco o respeito dos outros porque paro para posar? Provavelmente”.

“Uma editora pode fazer isso porque ela tem um cargo. Já eu tenho um blog, nenhuma bolsa Céline e ainda uma preferência doentia por texturas estranhas e divertidas, o que me deixa em uma posição bastante precária”.

“Essas roupas têm que ficar confinadas e usadas somente em editoriais de moda e press days? Quem é que vai fazer o julgamento final sobre quem tem um estilo genuíno e quem se veste para as câmeras?”.

+ Leia o texto completo aqui

LEANDRA MEDINE 

©Reprodução

“As semanas de moda estão se tornando um circo e os looks de street style podem ter alguma coisa a ver com isso. Agora, reduzir uma geração inteira de jovens profissionais em um mesmo barco não parece uma mente muito aberta”.

“Menkes está certa. A moda está mudando e rapidamente. A indústria não pertence mais somente a um grupo exclusivo de pessoas e abriu espaço para grupos amadores. Algumas vezes esses espaços rendem movimentos novos e interessantes, outras não”.

“Há poucos blogueiros capazes de influenciar verdadeiramente. Quando os leitores conseguem sentir o cheiro de patrocínio, a integridade se perde. Nós nunca deveríamos ter aceito presentes em primeiro lugar”.

“Na minha opinião, Tavi GevinsonSusie Bubble, Emily Weiss ou Tommy Ton foram reconhecidos por mérito de um excelente trabalho”.

“As estrelas do street style são a nossa contribuição para o fenômeno cultural dessas estrelas da vida real. As fotos são inspiradoras, as roupas maravilhosas e a conversa que o street syle iniciou é vital para a moda. Porém, isso só é válido quando ocorre de forma autêntica”.

“Twitter, Facebook, Instagram e agora o Vine não irão desaparecer. Eles apenas irão crescer e continuar a obstruir as fronteiras do privado até que nós seremos forçados a nos recolher, famintos pela mesma nostalgia a qual Menkes se refere”.

“O que mais me deixa triste é o cinismo que hoje domina o universo do blog. Semana passada eu fiz um comentário sobre o meu produto de beleza favorito (que eu tenho comprado a cada dois meses pelos últimos três anos) e a resposta que recebo é: ok, nós entendemos, você é patrocinada pela marca X. Penso se nós, blogueiros, não entramos em uma era em que não podemos gostar de nada sem ter nossos motivos questionados”.

“Os fortes sobreviverão e os fracos irão, eventualmente, desaparecer. A questão é: o que nos tornará fortes?”.

“Cargos de moda tradicionais estão cada vez mais distantes. Talvez Menkes não entenda isso, mas tudo bem. Ela não precisa. Mas há uma razão pela qual a Generação Y é chamada de Geração Empresarial. Muitos de nós não tivemos o emprego que queríamos, então nós abrimos nosso próprio espaço. Certamente, o aprendizado não é tradicional, mas minha geração é brilhante; nós somos super educados e super qualificados para os trabalhos que fazemos”.

+ Leia o texto completo aqui

E pelo jeito, super confiantes também. São dois lados expostos, ainda longe de uma conclusão. Apenas um “cargo” de editora de moda separa os “direitos fashion” de Anna Dello Russo e Susie Lau, por exemplo? Anna não seria tão ridícula quanto Susie ou Susie tão original quanto Anna? O problema então é porque uma é da “Vogue” e a outra de um blog? Um profissional só merece respeito se tiver um cargo tradicional? De qualquer forma, no caso de Anna, não é divertido olhar para ela?

Toda cena, quando começa em um gueto, é muito mais instigante e deliciosa do que quando vira algo “mainstream”. É assim com a arte, com a música e também com a moda. A saudade de outros tempos é válida e há sim como deixar o ambiente da moda mais profissional e focado e menos “circense”, porém sem deixar de reconhecer as possibilidades abertas com o advento dos blogs e a forma como a indústria passou a ser menos ditadora e mais democrática, justamente por conseguir, hoje em dia, falar com muito mais gente do que nos anos 1990.

1001 capas de celular

A modelo Alícia Kuczman durante o SPFW Inverno 2012 com a sua capa de coelhinho ©Reprodução

Já se foi o tempo em que o que importava não era o modelo do telefone, mas sim a sua função. Agora, importa o modelo sim e, igualmente, importa a sua decoração. Se o nosso celular é um prolongamento do nosso braço e consequentemente do que nós somos, como mostram hoje vários estudos científicos, ele, assim como a nossa roupa, passa uma mensagem para quem olha. Se uma pessoa é mais divertida, baladeira ou ligada em moda, podemos ter uma ideia olhando o case do seu celular. Capas, stickers e protetores, de uma forma geral, viraram acessório it. Inicialmente criadas para proteger o aparelho de quedas ou arranhões, as capas de celular são mais comentadas no seu look do que o seu sapato ou bolsa.

E as marcas também se deram conta disso. Le Lis Blanc, Vans, Kenzo e Marc Jacobs, entre outras, já investiram na criação de capinhas de celular, para quem quiser proteger o seu aparelho, mas também estar super in.

Capa de iPhone da Vans (esgotadíssima), Marc by Marc Jacobs e Lanvin ©Reprodução

E há vários tipos, várias opções e vários tamanhos.

Tem a categoria das capas tipo “fofas”, como aquelas que fazem referência a algum desenho da Disney, e que normalmente oferecem algum tipo de interatividade (na capa do Stitch, por exemplo, se você apertar um botão, ele abre as orelhas). E há outras mais simples, como a que a modelo Alícia Kuczman usava há algum tempo, com as orelhas de coelhinho, que não são tão dinâmicas, mas também arrancam bons comentários e sorrisos na hora da foto.

Capa de urso da Moschino e do personagem da Disney Stitch ©Reprodução

Tem também a categoria das capinhas amigas do ambiente. Há as capinhas que ajudam os animais em vias de extinção, como as da marca americana Anicase, que criou seis capas em homenagem a espécies em perigo e reverte 10% das suas vendas a ajudar esses grupos. E há as capas feitas em madeira como as da brasileira Casco, feitas em madeira 100% nacional e biodegradável (à venda inclusive nas lojas Richard’s do shopping Leblon, Iguatemi e Higienópolis).

A capa da Anicase, que ajuda o panda gigante da China, com as características do bichinho impressas no seu interior ©Reprodução

As capas 100% em madeira nacional e biodegradáveis da Casco ©Reprodução

E porque uma das principais funções do celular hoje em dia é tirar boas fotos,  majoritariamente para arrasar nas redes sociais, claro que tem as capinhas para os “profissionais da fotografia amadora”. Elas oferecem vários tipos de lentes – umas mais profissionais, outras só para criar efeitos engraçados –, e o resultado são fotos incríveis e muitas curtidas.

Capas de iPhone para os amantes da fotografia: Photojojo Lens Series, Holga e Olloclip ©Reprodução

E há muito mais categorias: tem as capinhas “vintage”, que imitam uma fita cassete ou o jogo Game Boy; as da Pantone (à venda na Choix); as mais “executivo”, com espaço para cartões e dinheiro; as que trazem mensagens de auto-ajuda, do tipo “keep calm”; e as “DIY”, que no fundo são capas brancas, reservadas a quem possui um talento para a customização.

A capa da Pantone e as “vintage” que imitam uma fita cassete e um console do jogo Game Boy ©Reprodução

E claro, há as capinhas simples, essas sim, com o objetivo único (ou quase) de proteger o seu celular.

Quem não quiser gastar muito dinheiro pode visitar a rua 25 de março, no centro de São Paulo, ou o Stand Center, na Avenida Paulista, já descrito como “o mundo das capinhas”.

E aí, qual é a sua capinha de celular?

Quiz!

31/10/2012

por | COMPORTAMENTO

por Flavia Brunetti, em colaboração para o FFW

“Do parque do Ibirapuera para o parque Villa Lobos, pra você significa…”

Alexandra Farah, colunista da “Vogue”

 “Significa que a moda é um parque de diversões!”  ©Felipe Abe

 André do Val, editor do site Chic 

 “Eu sou frequentador de parques, adoro! Acho que aqui temos mais vista, você consegue ver se é dia ou noite, se tá chovendo, temos mais contato com o verde”  ©Felipe Abe

Carolina Machado, editora de moda da revista “Estilo”

“Pra mim ficou melhor, porque moro aqui perto e a Abril é aqui do lado. Entã, eu posso estar na redação, vir assistir a um desfile e voltar”  ©Felipe Abe

 Luigi Torre, jornalista de moda da revista “L’Officiel”

“Que aqui não tenho que andar tanto quanto na Bienal. E, apesar de ser mais fora de mão, tem mais opções de meio de transporte” ©Felipe Abe

Manu Carvalho, stylist

“Acho esse formato de tenda muito mais contemporâneo. Tá mais compacto, fácil e objetivo” ©Felipe Abe

Matheus Evangelista, jornalista do site helenabordon.com

“Pra mim ficou mais longe e o táxi, mais caro” ©Felipe Abe

Melissa Depeyre, hostess do SPFW

“Eu acho esse parque mais quente, é mais árido, mais aberto. Mas a frequência de público melhorou. Vem quem ter que vir: imprensa, convidados e os clientes das marcas” ©Felipe Abe

Mônica Mendes, PR internacional do SPFW

“Ficou mais cosy. Trocamos mais informações, pois encontramos mais as pessoas, está um ambiente com mais gente do mercado, que vem pra trabalhar mesmo e não pra passear”  ©Felipe Abe

 Paulo Martinez, editor de moda da revista “Mag!”

“Para mim não muda nada, pois venho pra ver a moda, não a estrutura”  ©Felipe Abe

Ucha Meirelles, blogger

 “Ficou ótimo! E não peguei nada de trânsito, estava bem receosa que isso acontecesse”  ©Felipe Abe

Jackson Araújo, consultor de moda

“Moda pede movimento. É um cenário novo, como viajar para um lugar que você nunca visitou e acaba vendo com outros olhos. Adorei que está mais conciso, algumas marcas vão ter que se adaptar, nem o evento tem mais tempo a perder. Só sinto falta de Niemeyer…” ©Ricardo Toscani

Fabio Sales, chefe da segurança

“Ficou mais perto de casa, é mais fácil de estacionar e tem mais apoio policial” ©Ricardo Toscani

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Richardson #6

06/09/2012

por | COMPORTAMENTO

Capa da sexta edição da revista “Richardson”

Na livraria da Serpentine Gallery, em Londres, fiquei zonza de tanta revista interessante na minha frente. Muitas delas eu não conhecia. Entre as que me chamaram mais atenção está a “Richardson”, que tem uma mulher nua com um taco de baseball na capa. Bom, liguei as coisas e imaginei de se tratar de uma revista do Terry Richardson, que inclusive assina esse ensaio e outros da edição. Mas na verdade trata-se de Andrew Richardson, conhecido stylist e colaborador de revistas como “Harper’s Bazaar” e “V Magazine”.

Bom, a “Richardson” é uma publicação erótica/pornô, bem ao estilo Terry, mas muito bem feita e produzida. A ligação de Andrew com o sexo vem desde o tempo em que ele foi assistente de Paul Cavaco no livro “Sex”, da Madonna. “Esse trabalho influenciou meu ponto de vista completamente”, disse em uma entrevista ao Style.com.

Andrew fazia fotos com Terry e Mario Sorrenti que a maioria das revistas jamais publicaria. A “Richardson” surgiu como uma plataforma para expor esses trabalhos e também para provocar e estimular debates. “Na última década, as revistas tornaram-se cada vez mais criaturas de seus próprios anunciantes. Eu era chamado para fazer um ensaio e descobria que 90% das roupas já estavam decididas pela publicação”, ele conta.

Fotos, ilustrações, desenhos e pinturas são acompanhados por textos e entrevistas bem escritos e transparentes (no caso das entrevistas). Andrew quer ainda fazer documentários e lançar livros, mas por enquanto, trabalha no site da “Richardson”, que é bem interativo e mostra todo o universo editorial da revista. “Sexo é algo universal. As possibilidades são ilimitadas”.

Ah, e quanto à “modelo” da capa, eu não sabia, mas um colega bem informado aqui do site já me atualizou que se trata de Belladonna, uma estrela pornô, conhecida por “gostar” de tacos de baseball. Imagine só. Um teaser abaixo.

Belladonna por Terry Richardson

Belladonna por Terry Richardson

Fotos de Martin Parr inspiradas no “Garotas da Page 3″, uma coluna do tabloide britânico “The Sun”

Fotos de Martin Parr inspiradas no “Garotas da Page 3″, uma coluna do tabloide britânico “The Sun”

Uma das fotos possíveis de publicar do ensaio hard sex fotografado por Terry Richardson

Fotos de Dash Snow feitas em uma reunião bem safada entre amigos

+ Relembre o post publicado em 2011, que fala mais sobre Andrew Richard, seus trabalhos e sua revista

Da Zâmbia à Itália, análises de um mundo mutante


Uma girafa na Zâmbia e as grutas mágicas nos arredores de Capri

Meninos italianos na escadaria em Capri e meninos na escola em Mwfue

Esse ano tive a sorte de fazer duas viagens para locais totalmente contraditórios. Primeiro fui à Zâmbia, na África, e duas semanas depois para um barco no Mediterrâneo, passando pelas ilhas de Sardenha e Capri, na Itália.

Mundos opostos? Passado e futuro? Vamos por partes.

Meninos na escola em Mwfue, Zâmbia

África. Um safári organizado pelos meus amigos Josh Rubin e Evan Oresten, fundadores do site Coolhunting.com de Nova York. Foi a primeira viagem organizada por eles, que são pioneiros no uso da expressão coolhunting. Além de conhecermos pessoas fantásticas e estarmos realmente cercados por animais – com leões e hienas nos assombrando nas noites dos acampamentos onde dormíamos – visitamos as comunidades locais, conversamos com crianças em uma escola e descobri um pouco sobre como é viver em uma cidade como Mwfue, na Zâmbia.

Cool Hunting: nosso grupo posando para uma foto na árvore

A capital da Zâmbia se chama Lusaka e quando estávamos aterrizando, a paisagem não remetia em nada à capital de um país. O cenário é muito árido. Tudo parece ser em tons de marrons e terra. De lá, voei para Mwfue, onde foi a nossa base. Nos hospedamos em um acampamento chamado Bush Camps, que tem uma sede com vinte quartos, aproximadamente, e mais alguns acampamentos separados com apenas quatro quartos cada um – sem energia elétrica – no meio do nada, literalmente.

Bush Camps em Mwfue, Zâmbia

Na cidade de Mwfue, fomos visitar a escola local e, no caminho, passamos por toda a comunidade. Parece que as ruas não têm nomes, as casas não têm água e as pessoas não têm informação. Quando falamos de África, pensamos que, em comparação ao Brasil, aqui também temos pobreza, mas o que eu senti de diferença é o acesso à informação.

Meninas se apresentando na escola

No Brasil, todo mundo tem Rede Globo e existem cidades muito avançadas. Na África, poucos países têm recursos. Na Zâmbia, existem apenas dois canais de TV, sendo que pouca gente tem eletricidade — logo, ninguém tem acesso. Nem nos acampamentos que ficamos – que eram super luxuosos – tínhamos energia elétrica.

Usávamos energia solar e era divertido ver a turma de coolhunters com os iPads e iPhones tentando escolher o que carregar, já que só podíamos carregar um aparelho por dia e tinha que ser enquanto o sol estava brilhando. Enfim, se começar a comparar com o Brasil vou precisar de dados, e a história que quero contar aqui é mais comportamental.

Conversei com meninos e meninas de 2 a 25 anos na escola. Metade dos alunos da escola que visitamos são órfãos e vivem em um alojamento na escola. Uma boa parte tem o vírus HIV, segundo me contou um dos responsáveis do Bush Camps. Todos muito doces e simpáticos, vinham conversar com o grupo, pediam nosso telefone e endereço – até agora não entendi por que, daqui a pouco vai aparecer um na minha casa – e tinham muita curiosidade, queriam saber de onde éramos e o que fazíamos. Quando disse que trabalhava com moda, um menino perguntou: “O que é moda? Como posso trabalhar com isso?”.

Fui me dando conta de que não existe indústria lá. As mulheres se vestem em tecidos amarrados como saias e camisetas. Existe uma falta de perspectiva muito grande. Não há conhecimento, nem possibilidades e nem referências. Aqui no Brasil temos tudo. Um menino brasileiro de origem humilde tem onde se inspirar e buscar inspiração. Lá não tem direcionamento.

Quando perguntei o que faziam no fim de semana, um dos meninos mais velhos respondeu: “Não podemos sair à noite por causa dos animais”. E aí eu me dei conta de que não existia separação de onde estavam as zebras e os hipopótamos e de onde a população morava.

Os animais são maravilhosos. Entendi tudo sobre moda safári. Você realmente precisa usar roupas caquis e verde militar o tempo inteiro. É ordem do acampamento para você se camuflar na paisagem. As zebras, leopardos e girafas são inspirações de estamparia toda temporada e são realmente lindas. Como o safári era cool, a estilista da Califórnia Geren Ford customizou jaquetas vintage com couro e camurça marrom e detalhes em verde para o grupo inteiro e o próprio Cool Hunting desenvolveu botas especiais com a Vintage Shoe Company e malas em parceira com a Tumi. Isso foi chique. Além de um fotógrafo da Pentax que nos ensinava a tirar fotos e os inesquecíveis bares de Veuve Clicquot no meio de rios que estavam secos pelo inverno local – com taças de cristal vindas de Paris.

Malas Tumi e botas Vintage Shoe Company, ambos em colaboração com Cool Hunting

Capri. Passadas duas semanas, voei para Olbia, na ilha de Sardenha, na Itália. À convite de um amigo que conheci na Zâmbia, passei quatro dias em um super iate high tech passeando pelas ilhas do Mediterrâneo, passando por Capri e terminando em Nápoles.

Praia em Capri

O lugar que mais gostei foi Capri. Capri é uma ilha com apenas 10km². Pode ser considerado um dos lugares mais charmosos do mundo com suas mini praias com cavernas naturais. Descobri que a ilha é um destino de verão europeu desde o século 18. Tem restaurantes e hotéis ultra charmosos e ainda por cima, um centrinho bem antigo com mini lojas da Chanel, Prada, Hermès, Missoni, etc. Lojas super pequenas, mas com produtos super exclusivos que os italianos e franceses enviam especialmente para essas locações. Capri ficou famosa no cinema dos anos 60. Me senti num filme de Godard. As ruas minúsculas só permitem um carro por vez e as motos quase se batem com os táxis em cada curva.

Quisisana Grand Hotel | Capri

As mulheres ultra bronzeadas com cabelão jogado pro lado, mini shorts e joias. Os italianos super charmosos. A ilha tem história e você chega lá e automáticamente quer fazer parte daquilo.

Zâmbia e Capri. Em Capri não tem mais o que construir. Tudo é antigo e nada pode ser transformado. Na Zâmbia não tem nada e tudo pode ser construído. Como será que vai ficar nosso mundo no futuro?

Eu entendi a Angelina Jolie, Madonna, Sandra Bullock e tantas outras. Eu queria trazer os meninos para casa!

Eu com as crianças

Vindo da Europa, sente-se a crise. Os jovens realmente não trabalham mais e vivem com incentivos do governo. O povo sabe viver bem. Desfrutam a vida e as cidades permitem isso, mas ao mesmo tempo, não se vê mais crescimento. O governo inglês apresentou seu crescimento econômico para 2012, que mesmo com as Olimpíadas, será 0%. Mas o povo está nas ruas curtindo e na Zâmbia ninguém sai à noite por causa dos animais à solta.

Quanto contraste! Consigo entender por que o Brasil é a bola da vez.

Fotos por Jorge Grimberg, Kerrick James e Coolhunting.com

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