Editorial fotografado por Venetia Scott, para a Self Service, em 2007
Nós já mostramos a stylist Venetia Scott em ação aqui no FFW, através da colaboração de Marina Quinete que fotografou os bastidores do último desfile da Marc by Marc Jacobs, em NY. Mas além de ser uma stylist de mão cheia, que ocupou o lugar do não menos incrível Joe McKenna no comando do styling dos desfiles e campanhas de Marc Jacobs, Venetia também vem se aventurando pela fotografia. Tudo começou através de um convite de Ezra Petrônio, que a chamou (sem nunca ter visto nenhuma de suas fotos) para clicar um editorial para uma das edições da revista Self Service, em 2006. De lá pra cá, Venetia vem desenvolvendo seu ótimo olhar em editoriais e campanhas para marcas como Margaret Howell, para a qual fotografa e faz o styling. A vontade de fotografar começou depois de ganhar o livro “Die Welt Ist Schon”, de Juergen Teller, com quem foi casada e teve uma filha.
Uma das curiosidades dessa nova fase de Venetia é que ela admite não saber absolutamente nada sobre técnica fotográfica, é tudo baseado em luz natural e zero pós-produção. Ela apenas segue o seu feeling e faz da câmera seus próprios olhos. Abaixo, algumas imagens do editorial fotografado por Scott na Ucrânia, para a nova edição da Self Service, com a modelo Codie Young.
Pra fechar, li um trecho de um post da Simone Persichetti, bem interessante e acho que tem tudo a ver com a Venetia, que é stylist mas resolveu se aventurar pela fotografia, sem pretensão nenhuma, apenas como forma de exercitar seu olhar:
“Começamos com uma frase do pintor Kandinsky e que também inicia o livro de Luciano Trigo “A grande Feira”: “cada época cria uma arte que lhe é própria e que nunca renascerá”. Parece que a arte própria da nossa época é aquela conseguida por meio da imagem fotográfica. A fotografia está na moda: todos falam sobre fotografia, festivais se sucedem pelo Brasil, cursos acadêmicos abrem sucessivamente no Brasil todo, fotografias estão sendo o tempo todo mostradas para nós. Mesmo assim parece que ainda existe um vácuo, um grande vazio sobre o pensar fotografia. Discussões giram sempre em torno de clichês do tipo : “hoje todo mundo fotografa”, “hoje qualquer um é fotografo”. Ora, isso acontece desde a invenção da fotografia. Não é nenhuma novidade. A novidade é que fala-se mais sobre isso. E daí que todo mundo fotografa? Alguém ficaria triste se todo mundo fosse alfabetizado? Soubesse ler e escrever? Qual é o problema? Reserva de mercado? Esquece-se que quanto mais as pessoas fotografarem maior será sua capacidade de alfabetização visual, de saber compreender a dificuldade em fazer uma imagem. Nem todo mundo que sabe ler e escrever é Machado de Assis.”
Campanha da Margaret Howell com styling e fotografia assinados por Venetia Scott
Depois de uma edição comemorativa que reuniu Riccardo Tisci, Mariacarla Boscono e Saskia de Braw na capa, a Dazed & Confused abriu durante a semana de moda de Paris, na Colette, uma exposição com várias capas reinterpretadas por artistas convidados. Na lista, gente como Tracey Emin (já falamos dela aqui, lembra?), Terence Koh, Aaron Rose, Jonathan Meese e outros. Além de estarem expostas na loja, as obras que celebram os 20 anos da revista também viraram estampas de camisetas. O corner comemorativo da Dazed & Confused fica na Colette até o dia 5/11.
Lazaro Hernandez e Jack McCollough, da Proenza Schouler, se juntaram novamente com o diretor cult Harmony Korine para mais um curta metragem, que mostra uma dupla de meninas fantasiadas de indíos (usando as peças de inverno 2011 da grife) passeando e brincando por ruas de um súburbio até encontrar com um homem doente, que acende velas de aniversário em seus próprios dedos. Tudo narrado por uma voz de criança. O styling é assinado por Vanessa Reid, da Pop, e a direção de arte é de Brittany Doyle.
Carine Roitfeld já contou que vai lançar sua própria revista em setembro de 2012, junto com o fotógrafo Mario Testino, a stylist Marie-Amelie Sauve e o diretor de arte Stephen Gan. Enquanto isso não acontece, ela colhe os frutos do lançamento do seu livro Irreverent e posa para as lentes de Olivier Zahm, fotógrafo e editor do livro. A casa de Carine em Paris serviu de locação para o ensaio, que vai ser publicado na revista Grazia. Vale a pena assistir e ver Carine em ação, na frente e por trás das lentes. Clique aqui pra assistir.
“Isso não é caridade, é trabalho!” é assim que a estilista Vivienne Westwood define seu mais novo projeto em parceria com o ITC (International Trade Centre), o Ethical Fashion Programme, que a partir de agora ajuda mais de 7 mil mulheres africanas a se tornarem independentes, ganhar seu próprio dinheiro e ter como pagar pelo estudo de seus filhos. Além disso, o projeto também tem como objetivo de treinar essas pessoas e fazer com que elas abram seus próprios negócios, gerando emprego pra mais pessoas de sua comunidade. Junto com Juergen Teller, Vivienne viajou pessoalmente para a África, onde fotografou a campanha de inverno 2012 com o povo de Nairobi e lançou oficialmente o projeto, que ganhou um documentário que pode ser assistido aqui.
Depois de um livro sobre Pequim, Terry Richardson prepara um novo lançamento: “Mom & Dad”, que presta uma homenagem a suas origens. mostrando os últimos dias de vida do seu pai, o também fotógrafo Bob Richarson (que morreu em 2005) e a saúde frágil de sua mãe Annie Lomax (que na verdade se chama Norma Kessler). O livro, que é publicado pela Morel Books, é dividido em dois volumes e tem direção de arte assinada pelo estúdio londrino Suburbia, comandado pela dupla Lee Swillingham e Stuart Spalding, diretores criativos da revista Love. Para os interessados, o livro estará a venda na Colette a partir do dia 26/09 até 05/11, junto com uma exposição e pop-up store com todos os livros já lançados por Terry.
Daqui a 2 anos Mick Jagger vai completar 70 anos e ao que parece, ele continua inspirando cada dia mais o mundo da moda. A Rag & Bone, junto com o Mr. Porter, resolveram homenagear o vocalista dos Rolling Stones com um editorial inspirado no visual de Mick no começo da carreira. O escolhido para viver Jagger nas imagens foi Jonathan Frenk, que além de modelo também é músico. Junto com o editorial, a dupla de estilistas David Neville e Marcus Wainwright falam da importância da música no processo criativo da Rag & Bone e também sobre como NY é essencial no trabalho da dupla, que fundou a marca em 2002. As fotos são de Guy Aroch.
A revista italiana Muse chamou a ilustradora Liselotte Watkins para, até o final da temporada internacional, criar ilustrações de looks desfilados em NY, Londres, Milão e Paris. Todos os desenhos são mostrados juntos com os moodboards (quadro de referências) das coleções, diretamente dos backstages dos desfiles ou do ateliê dos estilistas. Pra acompanhar a série é só clicar aqui.
A Stussy chamou Mark Lebon e seu filho Tyrone Lebon (que também é fotógrafo como o pai) para criarem o catálogo de inverno 2012 da marca de streetwear, misturando imagens atuais sobre recordações de família e fotos inéditas do portfolio da dupla. James Lebon, irmão de Mark e que morreu em 2008, era um dos embaixadores da grife. Já Tyrone Lebon, recebeu sua primeira proposta de trabalho aos 19 anos, quando foi chamado para fotografar um editorial para a i-D. De lá pra cá, já clicou campanhas para John Galliano, Jean-Paul Gaultier e Vivienne Westwood. Mark Lebon foi um dos grandes nomes do movimento Bufalo em Londres, junto com Ray Petri. Abaixo algumas imagens do catálogo.
Depois da estréia de Romain Gavras, filho de Costa Gavras, como diretor de cinema com o ótimo Notre Jour Viendra (“O nosso dia chegará”), chegou a vez de Matthieu Demy, filho dos diretores Agnès Varda e Jacques Demy, fazer dia 30 de novembro seu debut como diretor e também atuando no papel principal de Americano. No time de atores do filme, um casting de peso: Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin), Salma Hayek, Carlos Bardem (irmão de Javir Bardem) e Chiara Mastroianni (filha da atriz Catherine Deneuve e do ator italiano Marcello Mastroianni).
O filme conta a história de Martin (vivido por Demy) vê sua vida tomar um novo rumo depois que sua mãe morre e ele precisa voltar para o lugar onde cresceu. No longa, que foi gravado em Tijuana, Paris e California, Salma Hayek interpreta Lola, uma prostituta mexicana, inspirada na personagem princiapal do filme homonimo dirigido por Jacques Demy, em 1961. Além de tudo isso, a parte gráfica do filme é assinada pela M/M Paris.