Rogério Barros - Google +

Blogueiro e patologicamente viciado em imagens.Psicólogo de formação, crítico por natureza. Quer seguir? Vem aqui: http://twitter.com/cotelgramps

Jéssica Pauletto e seus registros de backstage, impressões e modelices

Via @cotelgramps

Quem transitou pelo backstage do MMI durante esses corridos dias de desfile pôde perceber uma linda mulher em porte de uma poderosa 50D Canon. Trata-se da ariana Jéssica Pauletto que, entre um desfile e outro, registra suas impressões e percepções sobre o backstage _ mundo descortinado por detrás da gl2011/10/4499_amour das passarelas _.

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“Gosto de portraits, de fotógrafos retratistas, mas não saberia delimitar meu interesse ainda. Por enquanto, estou aqui entre meninas lindas e aproveito para fazer umas fotos de backstage”, comenta.

Descoberta aos 13 anos por um scouter enquanto passeava pelo shopping de Bento Gonçalves _ interior do Rio Grande do Sul _, e há sete realizando trabalhos como modelo, Jéssica agora envereda pelo estudo de fotografia na Escola de Arte Panamericana. “Sempre me interessei muito por arte, e fotografava com hobby. Recebia muitos elogios de fotógrafos pelas imagens, então resolvi me aprofundar no assunto e quero transformar o hobby em profissão”, completa a fotógrafa.

Por gosto pessoal, revela se interessar pela mistura de arte com moda e suas principais inspirações em fotografia de moda são Paolo Rovesi, além de Bresson e Brassai _ cuja nostalgia impressa na foto lhe agrada _. Questionada sobre o valor de uma fotografia, o que ela agrega ou pode representar, sem rodeios, responde entusiástica: “Fotografando podemos ter um momento retratado para a eternidade, esse é o valor de uma fotografia”.

À convite da FFW, Jéssica expõe aqui sua percepção do MMI impressa naquilo que fotografou, eternizando o evento.  Mais do seu trabalho como fotógrafa pode ser encontrado também no seu flickr.

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Cupcakes e flores eletrizadas: terceira noite de desfiles no #MMI Salvador

01/10/2010

por | MODA

Via @cotelgramps e @coolintheheat

A terceira noite de desfiles do MMI veio misturar a nova natureza, doces bonecas de luxo, o retorno ao básico e um jardim ligado na tomada. Quem, entre livros e belas formas, desfilou suas coleções na Saraiva do Shopping Iguatemi foram as grifes a C&A e a New Order.

C&A verão 2011 feminino @MMI

C&A verão 2011 feminino @MMI

A sofisticação casual foi o grande atrativo da coleção verão 2011 da C&A, em que criou opções democráticas com potencial para agradar as mulheres mais ávidas pelas novidades da moda. As múltiplas tendências foram a navy_ dominado pela inspiração na elegância dos balneários_ , safari _ os nude e verdes musgo deram o tom_, cupcake dolls _ a leveza da douçura das roupas das bonecas _, boudoir _ linha sexy com pitada do espírito retrô francês_ e o jeans wear_em lavagens claras e leves perfeitas para o nosso clima.

C&A verão 2011 masculino @MMI

C&A verão 2011 masculino @MMI

Os homens ganharam atenção no desfile da C&A. O ator Márcio Garcia representou bem a casualidade confortável que tanto agrada aos brasileiros na hora de se vestir. Porém, casualidade mesclou-se a elegância, e nós homens podemos encontrar nas lojas peças que remetem: ao clima náutico clássico _ com muito azul marinho e branco, listras, bermudas e as famosas espadriles e docksides para os pés_; ao sport wear chic _ inspirado no estilos dos jogadores de golfe _ ; sem esquecer do básico _ muito jeans e camisetas que permitem várias combinações e usos.

Jeans Wear, Safari, Cupcake e Balneário @MMI

Jeans Wear, Safari, Cupcake e Balneário @MMI

Assim como nos desfiles da noite anterior, onde a beleza teve um papel fundamental, cada um dos temas da coleção de verão da C&A foi demarcada por ela. Para fazer isso, Ricardo dos Anjos optou por manter uma maquiagem básica em todas as modelos, com bocas coloridas e olhos levemente esfumaçados. Os cabelos é que variaram: presos com turbante no estilo safari, chanel com enfeite em forma de cupcake, escovado, preso e com efeito molhado para o resort,  ao natural no jeans wear e ondulados com coque para o boudoir.

Missangas, couros, bronze, e pérolas @MMI

Missangas, couros, bronze, e pérolas @MMI

Os acessórios foram tão variados quanto os estilos propostos pela C&A, ajudando a libertar a imaginação e permitir que se brinque nas composições. Sapatos nas candy colors azul marinho, vermelho, braceletes com toque étnicos orientais e inspirados nas iconografias dos índios navajo marcaram os detalhes do desfile.

New Order verão 2011 @MMI

New Order verão 2011 @MMI

Finalizando a penúltima noite de desfiles do MMI, a New Order trouxe à passarela o seu “Jardim Elétrico”, fazendo menção à idéia de flores ligadas na tomada. Fugindo do romantismo, desenhos de plantas carnívoras, pólen, tulipas e insetos fazem a estamparia da grife, que transformou elementos típicos de acampamentos _bússolas, mosquetões e capas de chuva _ em acessórios. Tecidos diferenciados e múltiplas texturas dão ao tradicional branco e preto da New Order sua leitura singular do universo natural em alta voltagem!

Entre livros e belas formas: 1ª noite de desfiles no #MMI

29/09/2010

por | MODA

Via @coolintheheat@cotelgramps

Nessa primeira edição do MMI, a grande proposta para os desfiles é promover uma experiência intimista. Na primeira noite, deu para perceber como ter a passarela transferida para dentro de uma livraria e fazer com que as modelos passem a centímetros dos espectadores permite um contato bem pessoal com as roupas. A aura de glamour foi preservada, mas com uma perspectiva de performance.

Abrindo essa semana de desfiles no Iguatemi, vimos as coleções de verão 2011 da Rosa Chá e Triton.

Desfile verão 2011 Rosa Chá

Desfile verão 2011 Rosa Chá @MMI

Foi apresentada a mesma coleção da Rosa Chá, criada por Alexandre Herchcovitch, vista no SPFW no meio do ano. O diferencial foi poder apreciar de perto o elaborado trabalho de formas e acabamento da costura, que expõe a langerie combinada com belas estampas, lembrando também as roupas de mergulho.

Desfile verão 2011 Triton @MMI

Desfile verão 2011 Triton @MMI

A Triton foi a segunda grife a desfilar a sua coleção “Evering Party”. A Paris Hilton pode não vir a capital baiana, mas o clima pop festeiro estava totalmente presente, num mix entre o que foi visto no desfile de lançamento da coleção em São Paulo e peças que já estão disponíveis nas lojas. A estrela da noite foi o ator global Jonatas Faro (garoto propaganda da Triton), que provocou grintinhos, aplausos e investiu nas poses. A noite foi encerada em clima de festa que vai durar até sexta-feira (01/10).

A alma dos desfiles, porém, está nos bastidores. Entre a agitação das modelos, maquiadoras, produtores e camareiras, e distante do glamour apresentado nas passarelas, ficam expostos, na pequena tenda localizada ao fundo da Livraria Saraiva, os últimos acertos _que já não estão tão belos assim_. Ora jogando cartas para passar o tempo, ora twittanto, o momento pré-desfile para as modelos, definitivamente, é tenso. Edgar Degas, pintor e gravurista impressionista que tinha uma paixão especial pela delicadeza das bailarinas, caso  estivesse vivo, pintaria ou fotografaria as modelos no backstage: ali onde tensão e delicadeza se misturam.

Backstage Rosa Chá @MMI

Backstage Rosa Chá @MMI

Depois do momento de vestir as peças prévio ao desfile da Rosa Chá, a tenda de backstage foi invadida pela impressa, numa competição desmedida pela melhor foto das modelos antes da sua triunfal entrada na passarela. Espremidas, demandadas a todo instante a posarem para os flashes, as jovens _ muitas ainda nem chegaram aos 18 anos _ faziam seu ballet de manobrar a tensão de mostrar-se ao público vestindo pequenos pedaços de tecidos e ter sua beleza descortinada por múltiplos flashes.

Backstage Triton @MMI

Backstage Triton @MMI

Passada a confusão de imprensa do primeiro desfile, uma ordem foi dada: foi proibida a entrada de fotógrafos da tenda de backstage da Triton. Insatisfação pra impensa, alívio para os modelos.  Com acesso liberado apenas no momento da fila de entrada na passarela, o semblante dos modelos já parecia mais descontraído, como a colagem acima sugere.

Hoje, o corre-corre continua com os desfiles da Riachuelo e Cavalera a partir das 20:30.

#MMI: Moda com sotaque

28/09/2010

por | MODA

1 – Queria que vocês falassem um pouco de vocês, o que fazem, signo, idade, com o que trabalham, onde trabalham,formação academica – ou qualquer outra, se tiver. Tipo um mini resumé para eu poder situar o trabalho de vocês. Ah, aqui vale também falar dos projetos (rs) que estão fazendo e de trabalhos passados relacionados a moda-cultura-afins.
Kika Brandão, 24 anos, taurina com ascendente em gêmeos e lua em escorpião. Baiana com coração paulistano, tentei seguir os caminhos da publicidade mas acabei cedendo à paixão e curiosidade, e me tornando uma estudante de moda da Faculdade Senac. Meu primeiro contato com o mercado de moda foi como assistente do estilista Caio Gobbi. Lá acompanhei o processo de criação e execução de uma coleção, como se monta um desfile pro SPFW, como se fotografa lookbook, campanha, etc. Isso foi extremamente importante para eu perceber que não queria trabalhar como estilista, e por isso fui me jogando em outros segmentos, até cair no mercado editorial e me apaixonar profundamente. Trabalhei por 2 anos e meio como produtora de moda da revista VIP, e isso foi a minha grande escola. Descobri a paixão por moda masculina e pela criação da imagem de moda. Hoje em dia sou editora assistente da revista Homem Alfa, nova publicação masculina da Editora Abril, mas ainda assim gosto de dizer que sou produtora. Pra mim, não existe prazer maior do que a gincana de produzir uma revista!
2- Vocês são todas baianas, certo? Como foram parar em São Paulo? Foram para a capital para poderem trabalhar com moda, ou, já em São Paulo, entraram no meio? Como foi esse processo de êxodo?
Há 6 anos atrás resolvi largar a faculdade de publicidade em Salvador para estudar moda. Claro que quando tomei essa decisão eu não sabia o que era de fato “estudar moda”, e foi justamente essa curiosidade o que mais me motivou. Na época Salvador não tinha faculdade de moda, e os cursos na área eram superficiais e sem qualidade. Eu sentia muito a falta de  informação sobre o campo de atuação no mercado de trabalho, obviamente pq a informação não chegava lá. E foi justamente por achar o cenário baiano muito precário, que decidi vir para São Paulo. Chegando em São Paulo, prestei vestibular para design de moda no Senac, e logo no primeiro semestre comecei um estágio como assistente do estilista Caio Gobbi.
3 – “A Bahia te deu régua e compasso, quem sabe de mim sou eu aquele abraço”? O que vocês levam da Bahia pro trabalho de vocês? Alguma reza, algum jeito, alguma mandinga, alguma referência?
Eu precisei sair da Bahia para ver o quanto ela me inspira e está presente no meu dna. Quando morava em Salvador os meus olhos só olhavam pra fora. Agora percebo que muito da minha estética de moda é influenciada pela cultura da minha terra. Como boa baiana que sou, gosto de excesso, da idéia de ter um ritual, uma cerimônia. E é claro que sempre estou de mãos dadas com os orixás. Toda vez que a coisa aperta no trabalho eu peço ajuda pra eles! Afinal, baiano tem esse privilégio, né???
4 – Como vocês vêem a idéia de um trabalho com moda na Bahia? Há espaço? O que vocês falariam pra uma pessoa daqui que quer trabalhar com moda, se aventurar por essas águas?
Confesso que estou por fora da realidade do cenário da moda baiana. Costumo ir para Salvador uma vez por ano, e até hoje nunca percebi esse movimento por lá. Não vejo revistas sendo feitas ou alguma movimentação de produção de moda e outras áreas.Ainda vejo um lugar onde a grande referência continua sendo as vitrines de grandes marcas.  Para muitos o interesse pela moda é apenas gostar da roupa e se vestir com as tendências que estão nos corredores do shopping. É claro que existe uma moda com dna baiano, mas acho que a gente precisa expandir, e não ficar achando que moda na Bahia é roupa de renda, crochê, feito para turista!
O que acho mais importante para quem quer trabalhar com isso, é conhecer as possibilidades de atuação no mercado de trabalho. Sinto que lá as pessoas ainda acham que trabalhar com moda é ser modelo ou estilista. Quando eu entrei na faculdade de moda, as pessoas na Bahia só me perguntavam se eu queria ter a minha marca, e eu já entrei no curso sabendo que não queria ser estilista, mas também não fazia idéia do que mercado de trabalho poderia me oferecer. O glamour da época era ser estilista, hoje é ser stylist! E para se aventurar é preciso conhecer de perto como funciona, e isso significa estudar fora, seja em São Paulo, NY, Londres, Barcelona….
5 – Baiano tem espaço no mercado-moda? A competição com o pessoal de outros estados é desleal ou dá pra encarar?
Espaço se conquista! O Brasil é o país das oportunidades e eu acredito que dá pra todo mundo. Mas é preciso olhar pra frente, pq de Salvador a gente não consegue enxergar o mundo com tanta facilidade. Claro que hoje em dia a internet agiliza a informação, os desfiles, os próximos editorias das revistas, mas eu sinto que infelizemte a moda ainda não acontece na mesma proporção por lá. E isso não é um problema particular do estado. Quando você viaja para alguns lugares fora do Brasil, a sensação é que nós, enquanto brasileiros, estamos atrasados.

Via @cotelgramps

Não só de modelos e estilistas vive o universo-moda: produção, editoriais e trabalhos de _ stylist _ dão outro formato a nossa percepção. Em algumas postagens passadas, trouxemos os estilistas baianos Vitorino Campos e Tarcísio Almeida, como representantes da nova leva de criação do estado, além das apostas em new faces com dendê no sangue que já ensaiam projeção internacional.

A convite do FFW, Kika Brandão, Brisa Issa e Aline Botelho _ baianas em êxodo para São Paulo _ falam um pouco do seu envolvimento com a o mundo da moda. Atuando em três segmentos distintos, elas trazem sua percepção de trabalho na Bahia e como o seu background influencia o seu trabalho.

Kika Brandão para Vitrine @FFW

Kika Brandão para Vitrine @FFW

Kika Brandão

Taurina com ascendente em gêmeos, a editora assistente da Revista Alfa tentou seguir os caminhos da publicidade mas acabou se tornando uma estudante de moda da Faculdade Senac.

“Meu primeiro contato com o mercado de moda foi como assistente do estilista Caio Gobbi. Lá acompanhei o processo de criação e execução de uma coleção, como se monta um desfile pro SPFW, como se fotografa lookbook, campanha, etc. Isso foi extremamente importante para eu perceber que não queria trabalhar como estilista, e por isso fui me jogando em outros segmentos, até cair no mercado editorial e me apaixonar profundamente”, comenta a editora.

Há 6 anos residindo em São Paulo, diz que precisou sair da Bahia para ver o quanto ela te inspira e está presente no seu dna. “Quando morava em Salvador os meus olhos só olhavam pra fora. Agora percebo que muito da minha estética de moda é influenciada pela cultura da minha terra. Como boa baiana que sou, gosto de excesso, da idéia de ter um ritual, uma cerimônia”, completa.

A editora diz que ainda vê Salvador como um lugar onde a grande referência em moda são as vitrines de grandes marcas. “Para muitos, o interesse pela moda é apenas gostar da roupa e se vestir com as tendências que estão nos corredores do shopping. É claro que existe uma moda com dna baiano, mas acho que a gente precisa expandir, e não ficar achando que moda na Bahia é roupa de renda, crochê, feito para turista!”, afirma Kika.

Produção de moda de Brisa Issa @ U_MAG

Produção de moda de Brisa Issa @ U_MAG

Brisa Issa

Aos 27 anos, 11 de São Paulo, apesar de ter se formado em jornalismo, trabalha com produção de moda. Atualmente faz o Vitrine do FFW e freela de produção de moda, além de ser blogueira (Brisa Ink) por adição. “Vim pra cá porque minha mãe taurina achou que em São Paulo haveriam mais oportunidades”, ressalta.

“Meu primeiro contato com moda foi quando eu fiz um workshop de jornalismo de moda e novas mídias (que acabou sendo o tema do meu tcc) que fiz com a Alexandra Farah do filmefashion.tv. A partir daí, comecei a colaborar em blogs, mas sempre tive vontade de aprender como era feito um editorial, as fotos, a escolha das roupas, ou seja, produção de moda que é o que faço hoje”, comenta a produtora.

Sobre o mercado de trabalho em moda, Brisa diz que para aqueles com competência e persistência, as coisas acontecem. “Isso pesa mais do que a origem da gente, na verdade. O que mais tem na moda é o povo diversificado, e volta e meia se descobre que fulano-de-tal também é de Salvador”, comenta.

Aline Botelho e as Edições de Luxo

Aline Botelho e as Edições de Luxo

Aline Botelho

Formada em Jornalismo pela UFBA e pós-graduanda em Jornalismo Cultural pela PUC-SP, teve sua entrada no universo-moda a partir do seu blog (Duo de Luxo), em 2007. Depois veio uma temporada de moda no site Erika Palomino, em que cobriu a SPFW e o Fashion Rio, além de outros freelas aqui e ali.

“Hoje, o blog continua, mas a menina dos olhos é o fanzine Edição de Luxo, uma publicação impressa mensal que eu criei junto com meu parceiro das modas, Thiago Felix. Por enquanto, é um projeto totalmente independente, mas quero muito encontrar parceiros para que ele cresça e se torne algo importante como referência de moda”, comenta a jornalista.

Apesar de ter nascido em Teresina, no Piauí, morou maior parte da sua vida em Salvador. “Vim para São Paulo logo que me formei,  Salvador não oferece muitas possibilidades para quem pretende trabalhar com moda e cultura pop, senti que precisava sair de lá”, critica a jornalista.

Por fim, faz o seu apelo ao povo baino:  ”Que o povo da moda na Bahia seja forte, procure suas raízes e suas identidades, lute por seu espaço de forma organizada e crie uma cultura de moda no estado. Acho também que os baianos desgarrados, como nós aqui, temos um papel importante de desmistificar certas ideias que se tem do estado e mostrar nosso valor”, conclui.

#MMI: Bahia, cabides e modelos

28/09/2010

por | BELEZA, MODA

Via @cotelgramps

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Cabides, muitas roupas e modelos para todos os lados. No corre-corre de véspera dos desfiles do MMI, o Shopping Iguatemi ganha uma nova ambientação: agitado entre castings e provas de roupas, moçoilas e rapazotes selecionados para participar da semana de moda soteropolitana transitam por ali deixando tudo mais parnasiano.

Aproveitamos o ensejo e, nos intervalos _ da loucura _ do trabalho, batemos um papo com Luíz Costa, Renata Jay e Ruy Furtado, alguns dos nomes-chave na produção de todo o evento em Salvador. A pauta da vez foi: casting, agências de modelo, beleza baiana e apostas.

Paula Zago, Fernanda Martinez, Indira Carvalho, Mariana Lima, Patrícia Muller e Nathália Schafer @MMI

Paula Zago, Fernanda Martinez, Indira Carvalho, Mariana Lima, Patrícia Muller e Nathália Schafer @MMI

Luiz Costa, produtor de moda responsável pelos acessos do SPFW e Rio Fashion, junto a Paulo Borges _ que dispensa apresentações _, fizeram o casting geral pro MMI. “Chamamos as agências de modelos locais e fizemos um filtrão para que as grifes pudessem fazer seu casting particular dentro dessa seleção prévia”, comenta o produtor. Selecionadas as modelos com perfil de passarela, atendendo à uma mínima padronização de altura e proporções, Luíz complementa: “Gosto muito das modelos negras daqui, elas tem um movimento diferente”.

Produtora executiva da Luminosidade, na execução da revista MAG! e coordenadora de backstage das maiores semanas de moda nacionais, Renata Jay afirma que com o passar dos anos, as agências soteropolitanas ficaram mais profissionais, conseguindo selecionar as suas modelos com maior precisão: “Antes, nas edições mais antigas, a gente percebia um certo amadorismo, apostava-se em algumas modelos atentando pouco à demanda do mercado”,  ressalta Jay. “Hoje, a cena é outra”, afirma.

Ruy e a prova de roupa para a Trinton @MMI

Ruy e a prova de roupa para a Triton @MMI

Ruy Furtado ressalta a importância de que, numa semana de moda, se misture castings locais e castings de São Paulo. “O brasileiro, em geral, tem uma forma de pensar muito colonizada; pensamos que só o que vem de fora é bom”, afirma o  diretor de desfiles de moda que, no MMI, assina para a Triton. Contrário a idéia de que exista uma beleza brasileira, salienta que num país de tantas misturas _ alemães, portugueses, espanhóis, dentre vários outros _, esta identidade estética não conseguiria, nem se quisesse, ser tão delimitada. O código, para ele, é uma baliza entre o regional e o global. “Não podemos ser bobos buscando uma estética enlatada, mas, também, a procura acirrada do nosso diferencial pode ser um obstáculo numa esfera mais global”, pontua Ruy.

Uníssonos, Luíz, Jay e Ruy, quando perguntados sobre suas apostas de modelos soteropolitanas, listam Fernanda Martinez, Indira Carvalho, Larissa Ylla e Cláudia Olívia.

A Bahia “deu régua e compasso”, agora é ver como acontece.

#MMI: “A moda é um dos instrumentos mais políticos que já conheci”, diz Tarcísio Almeida

Via @cotelgramps

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Entre Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Fortaleza, Tarcísio Almeida (24) vive o momento de consolidação da marca no Brasil e exterior. Nascido na cidade de Ipiaú _ sem ter nunca vivido lá, em realidade _ , no interior da Bahia, e educado numa típica família tradicional, o estilista baiano se aventurou pelo mundo da moda devido a sua formação na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. “Comecei com trabalhos ligados a figurino, indumentária, design e a plasticidade da cena. A moda, de uma maneira real, surgiu como ferramenta de estudo e objeto técnico e se tornou prioridade”, comenta.
Com um ateliê estabelecido há 5 anos em Salvador, entre desfiles no Dragão Fashion, show room em terras cariocas e venda das suas criações por 12 lojas do Brasil, a marca já se prepara para ampliação comercial em São Paulo.  ” Estamos produzindo um trunck show em NY, além de algumas vendas e toda a divulgação do trabalho é feita em cima da idéia de comunicação integrada”, ressalta o estilista.
Aquariano, o ousado e criativo, Tarcísio Almeida concedeu uma entrevista ao FFW. Criação, moda e política foram temas centrais desse bate-bola que segue abaixo na íntegra:
Qual a sua concepção de moda?
A moda é um veículo claro e objetivo de comuicação, o mais direto, objetivo e real. Está nas pessoas, ao mesmo tempo que conduz a uma formação, a uma opinião que abre para o espectador / usuário a possibilidade mutante da escolha, da individualidade e de todo um empirísmo social sem muitas medidas e fronteiras. Uso a idéia “moda” como uma linguagem onde o produto é apenas um fragmento performático do todo, os meios visuais pelos quais se expressam as vivências pessoais.
Como é fazer moda no Nordeste, mais especificamente na Bahia?
Às vezes, acho um eterno remar contra a maré, mas é um pensamento muito burro meu. Hoje vejo que alguns empecilhos, como a dificuldade acesso direto aos grandes forncecimentos, dados e pesquisas, são, na realidade, uma grande válvula motivadora de criação. Assim, as coisas acabam funcionando de uma maneira mais progressiva para a criação, se mantém uma possível originalidade e autonomia. No entanto, não podemos pensar nessas questões como justificativas para a pouca profissionalização.
Pode-se perceber algum regionalismo em sua criação?
Impossível não aparecer. No meu caso, é como se aparecesse nas nuances, no jeito como a roupa é feita, no conforto que ela é pensada para causar, na pegada despretenciosa e especial de cada produto.
Como é o seu processo de criação? O que te inspira, cutuca, te movimenta para criar alguma coisa?
O processo se dá de uma maneira muito natural, e cada projeto pede suas especificidades. Começamos, às vezes, pelo tecido, pela forma que ele traz, outras vezes por um recorte de textura, pelo beneficiamento do material, por uma idéia de volumetria. Assim, os produtos sao desmembrados e constroem as linhas individuais dentro do todo da coleção. Normalmente, pesquisamos sobre as relações do cotidiano: chão, lixo, casca de árvore, uma fotografia, um som, um discurso político/sociológico… sempre temas recorrentes que se complementam e se renovam. As referências se apresentam como numa performance de multi-linguagens. Juntando todos os recursos, um possível discurso se constrói, como a idéia de roupa que poderia construir um corpo ou de um corpo que poderia construir uma roupa.
Há uma moda brasileira?
Claro que há. Acho que, muitas vezes, nos preocupamos com o que seria uma fórmula para definir uma identidade nacional, sem antes pensarmos o que é ter uma identidade, um perfil de comportamento social, politico e comportamental. O design é uma chave de análise do tempo, a mais concreta que temos. Através dele, podemos pensar sobre diversas situacoes da história e podemos pensar como isso aje hoje no nosso dia dia, nas nossas necessidades, no que se acha “bom” ou não. Essas as perguntas maiores que devem existir antes de buscar uma definição clara e empresarial para uma identidade brasileira. Honestamente, enquanto continuarmos buscando isso como solução, poderá até haver lucro e rentabilidade. Já uma tradição real…
O que você pensa que uma roupa representa atualmente para o consumidor?
Hoje, a roupa quando chega para o consumidor certo – aquele que quer vestir idenpendente de qual definição social ele está – a roupa representa desejo, vontade, elegância, um elo entre o íntimo e o social. O valor da peça está naquilo que toca emocionalmente e dentro de um grupo capaz de trazer e acreditar naquele valor. Isso nao é uma apologia à extorsão. Acredito em um comércio justo, onde o design seja introduzido como um objeto cultural.
Em véspera de eleição, essa pergunta não pode faltar: política está na moda?
A moda é um dos instrumentos mais políticos que ja conheci. O poder social, econômico, intelectual, antropológico existente nela é algo assustador!

Entre Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Fortaleza, Tarcísio Almeida (24) vive o momento de consolidação da marca no Brasil e exterior. Nascido na cidade de Ipiaú _ sem ter nunca vivido lá, em realidade _ , no interior da Bahia, e educado numa típica família tradicional, o estilista baiano se aventurou pelo mundo da moda devido a sua formação na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. “Comecei com trabalhos ligados a figurino, indumentária, design e a plasticidade da cena. A moda, de uma maneira real, surgiu como ferramenta de estudo e objeto técnico e se tornou prioridade”, comenta.

Com um ateliê estabelecido há 5 anos em Salvador, entre desfiles no Dragão Fashion, show room em terras cariocas e venda das suas criações por 12 lojas do Brasil, a marca já se prepara para ampliação comercial em São Paulo.  ” Estamos produzindo um trunck show em NY, além de algumas vendas e toda a divulgação do trabalho é feita em cima da idéia de comunicação integrada”, ressalta o estilista.

Aquariano, o ousado e criativo, Tarcísio Almeida concedeu uma entrevista ao FFW. Criação, moda e política foram temas centrais desse bate-bola que segue abaixo na íntegra:

Qual a sua concepção de moda?

A moda é um veículo claro e objetivo de comuicação, o mais direto, objetivo e real. Está nas pessoas, ao mesmo tempo que conduz a uma formação, a uma opinião que abre para o espectador / usuário a possibilidade mutante da escolha, da individualidade e de todo um empirísmo social sem muitas medidas e fronteiras. Uso a idéia “moda” como uma linguagem onde o produto é apenas um fragmento performático do todo, os meios visuais pelos quais se expressam as vivências pessoais.

Como é fazer moda no Nordeste, mais especificamente na Bahia?

Às vezes, acho um eterno remar contra a maré, mas é um pensamento muito burro meu. Hoje vejo que alguns empecilhos, como a dificuldade acesso direto aos grandes forncecimentos, dados e pesquisas, são, na realidade, uma grande válvula motivadora de criação. Assim, as coisas acabam funcionando de uma maneira mais progressiva para a criação, se mantém uma possível originalidade e autonomia. No entanto, não podemos pensar nessas questões como justificativas para a pouca profissionalização.

Pode-se perceber algum regionalismo em sua criação?

Impossível não aparecer. No meu caso, é como se aparecesse nas nuances, no jeito como a roupa é feita, no conforto que ela é pensada para causar, na pegada despretenciosa e especial de cada produto.

Registros do processo criativo da coleção "Depois das Coisas", verão 2011

Registros do processo criativo da coleção "Depois das Coisas", verão 2011

Como é o seu processo de criação? O que te inspira, cutuca, te movimenta para criar alguma coisa?

O processo se dá de uma maneira muito natural, e cada projeto pede suas especificidades. Começamos, às vezes, pelo tecido, pela forma que ele traz, outras vezes por um recorte de textura, pelo beneficiamento do material, por uma idéia de volumetria. Assim, os produtos sao desmembrados e constroem as linhas individuais dentro do todo da coleção. Normalmente, pesquisamos sobre as relações do cotidiano: chão, lixo, casca de árvore, uma fotografia, um som, um discurso político/sociológico… sempre temas recorrentes que se complementam e se renovam. As referências se apresentam como numa performance de multi-linguagens. Juntando todos os recursos, um possível discurso se constrói, como a idéia de roupa que poderia construir um corpo ou de um corpo que poderia construir uma roupa.

Há uma moda brasileira?

Claro que há. Acho que, muitas vezes, nos preocupamos com o que seria uma fórmula para definir uma identidade nacional, sem antes pensarmos o que é ter uma identidade, um perfil de comportamento social, politico e comportamental. O design é uma chave de análise do tempo, a mais concreta que temos. Através dele, podemos pensar sobre diversas situacoes da história e podemos pensar como isso aje hoje no nosso dia dia, nas nossas necessidades, no que se acha “bom” ou não. Essas as perguntas maiores que devem existir antes de buscar uma definição clara e empresarial para uma identidade brasileira. Honestamente, enquanto continuarmos buscando isso como solução, poderá até haver lucro e rentabilidade. Já uma tradição real…

O que você pensa que uma roupa representa atualmente para o consumidor?

Hoje, a roupa quando chega para o consumidor certo – aquele que quer vestir idenpendente de qual definição social ele está – a roupa representa desejo, vontade, elegância, um elo entre o íntimo e o social. O valor da peça está naquilo que toca emocionalmente e dentro de um grupo capaz de trazer e acreditar naquele valor. Isso nao é uma apologia à extorsão. Acredito em um comércio justo, onde o design seja introduzido como um objeto cultural.

Em véspera de eleição, essa pergunta não pode faltar: política está na moda?

A moda é um dos instrumentos mais políticos que ja conheci. O poder social, econômico, intelectual, antropológico existente nela é algo assustador!

Tem-que-ter: um roteiro fashion no Movimento Moda Iguatemi

23/09/2010

por | MODA

Via @cotelgramps

Ansiosos para ver o que vai estar nas passarelas do Movimento Moda Iguatemi? Vamos facilitar as coisas pra vocês!

Pra começar, Renner, Triton e New Order do Shopping Iguatemi foram visitadas por nós em busca do que já está nas lojas e vai ser desfilado entre os dia 28/09 e 01/10.  Dentre as peças que já compõem as coleções de Primavera-Verão destas grifes, selecionamos algumas delas, aquecendo as apostas das estações que se aproximam. Vai vendo!

Triton

Sob o humorado tema das “Evening party”, a marca brinca com o imaginário “girlie” das celebridades festeiras.  Entre elaborados lazy e organza que remetem aos anos 50 e 60, misturam-se tonalidades de beges e marrons, modelagens quadradas e saias com babados em camadas de comprimento majoritariamente curto.

Triton

Renner

Viajando por referências nordestinas _ a saber: Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia _, a Renner apresenta a sua tradução regionalista para sua coleção. Florais, tecidos fluidos, rendas, cetins, chiffons, animal prints e tribais estão aí bem marcados. Bonito de ver!

Renner

New Order

Trazendo a tona o seu “Jardim Elétrico”, a marca de calçados e acessórios brinca com as flores de uma forma não romântica. Como resultado, encontramos uma estamparia inusitada, divertida e com muitas cores! Cadarços a mostra, mochilões e bolsas saco são apostas da grife.

New Order


#MMI: Robério Sampaio apresenta sua boêmia

22/09/2010

por | LIFESTYLE, MODA

Via @cotelgramps

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A despeito do corre-corre do lançamento de coleções, entre desfiles de apresentação da grife IO e a administração da sua empresa, Robério Sampaio (44), estilista baiano, a convite do portal FFW, apresenta a noite da capital baiana.

Vamos às dicas?  Aí estão três HOT POINTS:

1. Projeto “Cinema, Capoeira e Samba”Promovido pela Academia João Pequeno de Pastinha e administrado pelo Instituto do Patronônio Artístico e Cultural da Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia, acontece no as últimas sextas feiras do mês. Junto a exibição de filmes e documentários sobre a Capoeira e aspectos culturais e históricos da Bahia,  rola uma Roda de Samba Tradicional com o Grupo Botequim que co-realiza o projeto.

2. San Sebastian – Novo clube noturno soteropolitano, que oferece boa discotecagem e um ambiente baladado e de gente bonita. “Quando saio a noite e quero dançar um pouco algo mais eletrônico, acabo indo pra lá”, diz Robério.  Os djs residentes Ariel e Arthur Berenguer fazem a festa,  eventualmente com participação de convidados de outros estados.

3. BorrachariaFugindo um pouco do circuito eletrônico, a Borracharia oferece uma opção alternativa para a diversão noturna. “Lá tudo é bem pitoresco. Pra começar, a festa é dentro de uma borracharia de verdade!”, comenta o estilista. Entretanto, o dono do estabelecimento é um “ex-hippie” e o que faz com que a decoração não seja só de pneus, tendo algumas coisinhas interessantes, comenta.

Além da badalação noturna da cidade, Robério Sampaio comenta: “Acho mesmo que Salvador é uma cidade que se vive durante o dia”. Revela, durante a entrevista, que na sobra de tempo que lhe resta do trabalho, refere aproveitar Salvador enroladara. “Gosto de caminhar pela orla daqui, e, como moro perto da praia, faço disso uma espécie de hobby”.

Para nossa surpresa, o homem a frente da IO, quando recebeu convite para entrevista, resolveu tirar umas fotos do seu próprio celular da praia da barra, lugar onde passeia quase que diariamente. “Não é só da badalação que se vive. Hoje, acho que prefiro fazer coisas mais simples, um restaurante com amigos, uma caminhada pela praia. Tirei as fotos pra vocês”, comenta. Com o seu olhar e sua percepção, faz em imagens seu trajeto pela praia.

Um querido, não é?

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O roteiro vocês já tem. Agora, aproveita as dicas e, saindo dos desfiles MMI, dá uma transitada por estes locais. É diversão certa!

“Cinema, Capoeira e Samba”

Local: Forte de Santo Antônio Além do Carmo, Largo de Santo Antonio, s/n, Santo Antônio, Centro Histórico

Telefone: (71) 3117-1492/3117-1488

San Sebastian

Local: Rua da Paciência, 227. Rio Vermellho – Salvador/BA

Telefone: (71) 3012 – 5013

Borracharia

Local: Rua Conselheiro Pedro Luís, 101-A. Rio Vermelho.

Telefone: (71) 3334-0091 / 9142-0456

#MMI: bate-papo com Luciana Galeão e Luciano Cenci

Via @cotelgramps

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As vésperas do 1º Seminário Nacional de Moda que acontecerá entre os dias 26 a 29 de setembro, Salvador se prepara para receber no Hotel Catussaba um time de peso. Entre os 150 delegados para realização do evento, nomes como Paulo Borges _ publisher da revista “MAG!”, que teve lançamento da sua edição “Coleções!” no dia 16/09, integrando o Movimento Moda Iguatemi (MMI)_, Alexandre Herchcovitch, Walter Rodrigues e Vladmir Sibylla Pires confirmam sua presença na terra do dendê.

Nesses quatro dias, serão discutidas as diretrizes para o Plano Cultural da Moda, que depois de elaborado, junta-se ao Plano Nacional de Cultura. Sim! Moda, sob olhar do governo brasileiro,  passa a ser alvo de investimento e políticas.

Em um bate-papo _descontraído_ sobre políticas de moda, a estilista baiana e dirigente do Sindicato das Indústrias de Vestuário (Sindvest) Luciana Galeão e o produtor cultural e artesão de moda, Luciano Cenci, falaram um pouco sobre a importância do Seminário de Moda e o impacto sobre a organização da moda no contexto nacional.

Embrionado a partir de uma provocação do ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, que, comentando uma das edições do São Paulo Fashion Week, disse: “Isso aqui é cultura!”, Galeão e Cenci afirmam que, deste momento em diante, a moda do país já não era a mesma. “Mesmo tardiamente, sentíamos que o setor de moda finalmente estava sendo olhado pelo Governo”, enfatiza Luciana Galeão.

“Este seminário é o ápice da organização política de moda no Brasil”, comenta Cenci, afirmando que a indústria de moda, em seus vértices mais amplos, encontra a necessidade de se pensar parte da cultura que merece e demanda incentivos governamentais.

“Pensar coletivamente a estruturação e organização da moda pode trazer benefícios individuais para cada produtor ou setor da moda. É este pensamento que vem se consolidando no Brasil e que não tem mais como voltar atrás!”, afirma Luciano Cenci, delegado selecionado para compôr o Seminário.

Parte de um novo momento histórico para a moda nacional, estes membros da delegação do evento pensam que a mudança cultural só se torna efetiva com a formulação de políticas públicas setoriais. “Se o setor de moda se organiza, a gente pode pensar em políticas públicas, demandar isto e formular propostas, diretrizes”, enfatiza Galeão.

Processo criativo vs.  Poder empresarial

Apesar da perspectiva nova que se apresenta, Luciana Galeão fala da dificuldade dos novos criadores se auto-administrarem e levarem, empresarialmente, o seu negócio adiante. “Percebo que, antigamente, existia muito incentivo à indústria de confecção, mas os jovens criadores não estavam dentro dessas negociações”, pontua a estilista. “É preciso incentivar que os criadores possam produzir, porque isto é o que faz de nós, brasileiros, distintos de outros mercados”, complementa.

A identidade da moda nacional, agora pensada num contexto mais amplo do design, pode ser a saída possível para o decolamento deste setor no mundo. “O que nos faz diferentes é a nossa criação, nossa cultura, nossa identidade nacional. Incentivar criadores pequenos, regionais, é dar a possibilidade de gerar empregos e criar o desejo de consumo: o Brasil pode ser produto, naquilo que somos distintos!”, resume Galeão.

Organização dos setores vinculados à produção e representatividade política para a moda. Esta parece ser a nova perspectiva. O que fica, por fim, é o desejo de que o design nacional torne-se produto desejado, e isto _que já vem acontecendo _, só se mantém com o incentivo aos nossos criadores: que haja uma história tecida à brasileira!

#MMI: Exposição de fotos e looks agitam o Iguatemi em Salvador

20/09/2010

por | MODA

Via @cotelgramps

Quem andar pelos corredores do Shopping Iguatemi em Salvador vai logo perceber algo diferente: parece que mergulhamos  num universo de elegância e moda. Trata-se da “Exposição de Imagens de Moda” que se iniciou no dia 15/09. Nela, 100 imagens estão dispostas por todo o shopping,  dentre as quais, algumas fazem parte do editorial apresentado na  ”MAG! Coleções”, assinada a produção de moda por Paulo Martinez, cuja inspiração central foi o legendário Richard Avedon. Além destas, fotos de backstage do São Paulo Fashion Week e Rio Fashion dão visibilidade ao que foi produzido nestes eventos, fomentando a expectativa dos consumidores ávidos pelo que vai estar nas vitrines em breve!

Agregando a “Exposição de Imagens de Moda”, no dia 19/09, começou a “Exposição de Looks” que resumem as coleções de primavera/verão 2010/2011 apresentadas nestas semanas de moda centrais no calendário brasileiro. 50 looks ornamentam e inspiram todo o Shopping Iguatemi. Uma delícia!

Se você quer aproveitar, vá ao Iguatemi e transite pelos corredores! Mas, vá rápido que elas só ficam expostas até o dia 01 de outubro.

Aproveite e passe na praça Dorival Caymmi, chamada agora pelo MMI de “Praça Conteúdo!” que está tomada por uma instalação fantástica: um grande telão está lá no centro e exibirá uma série de desfiles e entrevistas da última temporada de Moda no SPFW e Fashion Rio. Neste espaço, o público poderá produzir conteúdo a ser publicado no portal FFW.

V.ROM2011/10/3417_NeonAndré Lima

Reinaldo Lourenço (frente), Lucas Nascimento (centro) e André Lima (fundo)Printing (frente), Glória Coelho (centro) ,Animale (fundo)Maria Bonita Extra (3)

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