Redação - Google +

A arte necessária do consumo inteligente

23/12/2011

por | ECOSTYLE

Nada pode ser tão interessante quanto investir, de fato, na hora de presentear; e uma excelente escolha para esse investimento é “garimpar” preciosidades em uma loja existente em espaços culturais contemporâneos.

Primeiro, porque se tem a chance de ser eternizado, pois quem recebe um presente exclusivo, costuma guardá-lo para sempre.

Segundo, porque quem dá um presente inteligente, é visto e lembrado como uma pessoa especial.

Terceiro, porque o simples fato de ir a um espaço cultural fazer uma compra, pode significar uma evolução pessoal, pois é impossível não ser acrescido de conhecimento útil depois de um passeio desse.

Quarto, porque a vibe desse presente vai ser a melhor possível, já que nessa intenção, certamente está embutido o desejo de felicidade plena, que alguém só é capaz de conquistar, aprendendo a valorizar o que realmente tem importância.

Quinto: provas de carinho/amor são indispensáveis, e praticar o consumo para isso é necessário; mas a prática irracional do consumo é justamente a grande responsável por essa falta de amor nas relações, porque o afeto, respeito, etc., não podem ser trocados por valor material. Isso é uma farsa, e a manifestação desses sentimentos tem que ser de verdade.

Sexto: parar para pensar no porque de estar fazendo, falando, comprando tal coisa, faz uma diferença enorme, principalmente com relação à preservação do meio ambiente; e responsabilidade socioambiental é dever de todos.

Enfim: vale pensar se a demonstração de amor através da compra de um presente será mesmo mais eficiente do que uma ação surpresa, como a produção de um momento a sós em um local novo, a preparação de um prato ou a confecção de um presente feito à mão por você mesmo, e coisas luxuosas desse tipo. Afinal, exclusividade é o novo luxo. E todo mundo que interessa gosta é disso.

Se depois dessa avaliação, a decisão for mesmo comprar um presente, aqui em São Paulo, eu indico esses espaços (porque amo):

Loja do MUBE e produtos do MAM © Divulgação e fachada do Tomie Ohtake © Mônica Horta)

O MAM, além de estar no adorável Ibirapuera, e poder usufruir tudo o que ele oferece, de exposições e eventos incríveis, a um restaurante/café com uma vista valiosa, entrar na sua “lojinha” é puro prazer, porque lá tem arte, literatura e objetos funcionais da melhor qualidade.

O MUBE é uma sugestão deliciosa de passeio, porque sua programação é bacanérrima…além disso, tem um restaurante incrível {e acessível}, e fica ao ladinho do MIS. Na sua loja é possível encontrar uma variedade superinteressante de arte popular, inclusive sustentável.

O Instituto Tomie Ohtake é o meu predileto. Seu prédio é absurdamente moderno, com estrutura completa, e sua programação de exposições, cursos e eventos é impecável. Na loja IT, que integra o espaço, é possível encontrar trabalhos exclusivos de designers geniais.

Ronaldo Fraga: ontem, hoje e sempre

14/12/2011

por | ECOSTYLE

© Cael Horta

Morro de amores pelo Ronaldo Fraga, admito; muito porque é um homem à frente do seu tempo, que olha para o passado com genialidade, e sempre consegue nos fascinar. Se até há bem pouco tempo era tachado por “críticos” como criador de moda teatral, hoje, com os rumos definidos de um caminho absolutamente novo que o mundo da moda vai ter que percorrer, ele é considerado, cada vez mais, um exemplo de sabedoria, força e identidade.

Sua vibe é totalmente do bem. Não se coloca em disputas de egos do metiér, e não é conivente com a idéia de um progresso conseguido a qualquer custo, pelo contrário, é adepto da construção social. Ele pratica o desafio, levando sua moda às últimas conseqüências, contando belas histórias de outros, e escrevendo a própria história rompendo os limites do possível, olhando as coisas que ainda ninguém viu.

Nos anos 90, quando apresentou sua primeira coleção no Brasil, “Eu amo coração de galinha”, ainda no Phytoervas fashion, Ronaldo disse que fazia funny wear e já se servia de técnicas de alfaiataria para “refletir essa identidade de quem somos nós enquanto brasileiros”, instigando a individualidade no vestir ludicamente. Em 2008 me concedeu uma breve entrevista, e como tudo o que diz respeito a ele é atemporal, e merece ser conhecido porque tem superfundamento, decidi reproduzi-la, já que ele “causou”, decidindo não desfilar no próximo SPFW, que é o evento-orgulho do Brasil.

Quem já teve o privilégio de assistir a um desfile dele, sabe o quanto Ronaldo fará falta, porque todas as vezes saímos da sala surpreendidos, e com a sensação de que amar o mundo da moda vale a pena. Reciclando idéias, lá vai ele ensinar mais uma vez como se faz: “parar para respirar, para observar o entorno, investigar outros suportes para o pensar…”

Como é o início dessa sua história com roupa?
Foi em 84. Eu sempre tive uma proximidade muito grande com desenho. Então foi por isso, pelo traço. Talvez em virtude disso, sempre percebi o quanto é importante a memória gráfica, o registro gráfico numa coleção. Logo depois eu ingressei no curso de estilismo da UFMG, em Belo Horizonte, que foi o primeiro curso de moda do País, numa época em que nem em São Paulo existia (as pessoas saiam de São Paulo pra vir estudar em Minas), e em 90 eu mandei um projeto pra um concurso que investia nessa ferveção de novos talentos que a gente vê hoje, de novos estilistas, que era um concurso promovido pela Santista, que o primeiro lugar era uma pós-graduação na Parsons, em Nova York. Ganhei. Eu fiquei um ano em NY, de lá fui pra Londres. Em Londres fiquei três anos e meio, ingressei na Saint Martin, e voltei pro Brasil em 96, na época do extinto Phytoervas fashion – um evento que viria originar, anos depois, o São Paulo Fashion Week.

O que te inspira? O que pode virar moda para você?
Tudo pode virar moda. Tudo. Tudo que tente estabelecer um mínimo de diálogo com o tempo que a gente tá vivendo. Tudo que registra o tempo. Acho que esse é o desafio da moda: retratar o tempo de uma forma digna. Existem duas coisas: uma é a roupa, a outra é a moda. A moda é um documento do tempo, é um dos documentos mais eficazes que o homem inventou. A gente está começando a assumir isso agora. Eu diria que daqui a vinte anos a moda virá a ser estudada como ciência, porque através da moda você traça todo o caminho da humanidade. Através do que o homem vestiu. Agora, o significado da roupa na maioria das vezes funciona como um ingresso que permite a pessoa pertencer ou não a um grupo. Se ela vai pertencer e ficar no grupo, a roupa não vai sustentar isso. Mas considerando como um ingresso para ela se inserir, em determinado contexto, esse é o papel da roupa.

Sei que você despreza tendências, não se sente um pouco solitário na sua trajetória?
Não. Houve uma época que sim. Mas na verdade não se fala de uma evolução, de uma transformação; falam de tendência como uma coisa imediata, que é lançada em Paris e imediatamente já está no Bom Retiro. É preciso cuidado na análise das tendências. Não é: “vai usar”… vai usar durante duas semanas e a tendência já se esgotou. Hoje não existem tendências, não existe um grão de movimento de tendências. Hoje o que existe é um olhar individual de quem cria voltado para o indivíduo que vai usar.

Percebo muita ética em suas propostas. Que tipo de compromisso você tem com a chamada moda brasileira?
Antes de qualquer coisa a escolha da roupa já é um ato político. A escolha da cara que você quer ter, a escolha do cabelo que você quer ter, a escolha das cores que você quer usar… isso o tempo inteiro é um ato político. Em se tratando de um país como o Brasil, onde a gente vem de uma história – desde o descobrimento e a colonização – de uma cultura, uma identidade extremamente sublimada, eu acho, acredito sim, que a moda é um instrumento extremamente eficiente não no resgate (não gosto de usar essa palavra resgate, acho muito forte), mas de estímulo a apropriação dessa identidade que durante muito tempo ficou escondida em baixo do tapete. Isso gera muitas discussões, porque as pessoas acham que o fazer moda brasileira – e eu insisto muito nisso – não a coisa de bordar uma arara, bordar um coqueiro e achar que isso é brasileiro, mas entender que a identidade do povo brasileiro é intangível, é aquilo que provoca uma sensação. Isso é identidade de um povo.

Quais são os seus tecidos? E as suas cores?
Eu privilegio, desde o início da carreira, o 100% algodão. Acho que pelo clima, o acabamento é ótimo, e neles encontro a simplicidade e a sofisticação que eu busco. Fibras naturais também, é nessa seara que eu gosto de apresentar meu trabalho.

Você trabalha tamanhos maiores, abaixo do joelho; se refere ao Viagra de forma poética, como um perfeito estimulante ao amor, rs… Você é “do contra”? Rs… o que a sua estética propõe?
A coisa do Viagra, foi naquela coleção de Lupicínio Rodrigues, que tinha uma coisa de sexo no ar, afinal ele foi o inventor da dor de cotovelo, né… acho que naquela ocasião ali, coube a brincadeira.

Você é essencialmente um criador, que sempre apresenta grandes coleções em homenagem a grandes nomes como Zuzu Angel, Tom Zé, Drumond… Já que vejo seu trabalho como arte, que tipo de relação você mantém com as outras formas de arte?
Eu procuro estabelecer um diálogo; acho que a moda hoje, no mundo contemporâneo, com facilidade aceita estabelecer um diálogo com outras mídias de comunicação, que é o cinema, a literatura, que é os grandes nomes da arte mundial, enfim, a música… Eu acho que há um movimento meio desenvolto nesse sentido.

Não considero você pretencioso; acho que é o cara que sabe o que faz e ponto. Qual é a sua expectativa com relação à sua carreira?
O que eu quero é continuar criando. Meu maior prazer é criar um universo através da moda. E que através desse trabalho as pessoas consigam – não vou falar a ter uma relação mais feliz com elas mesmas – mas eu faço um convite a repensar uma série de coisas, repensar valores que estão escorrendo pelos dedos, repensar o mundo que vivemos agora, embora sejamos todos do século passado, temos o compromisso de dar o tom desse século, que ainda não deu, todo o mundo ainda está muito calcado no século passado, enfim, acho que é isso.

As fotos vivas de Claude Mollard

13/12/2011

por | ECOSTYLE

Frans Krajcberg é quem assina o texto de apresentação da exposição “A População de Orígenes”, do fotógrafo francês Claude Mollard, que está acontecendo na Galeria Sergio Caribé, em São Paulo.

Obtidas entre 2004 e 2011, em diversas localidades do mundo, como Grécia, Itália e Brasil, as 20 obras expostas registram imagens semelhantes a figuras humanas, fantasmas, monstros ou seres mitológicos, em folhas amontoadas, aglomerado de pedras, troncos e até no gelo. Nelas, o artista reforça sua preocupação com o processo de destruição que florestas, mares, rios e geleiras estão passando em todo o planeta. No processo criativo, ele parte da idéia que, adormecidos entre os cantos e recantos da natureza, habitam seres fantásticos que, por milhões de anos, nos observam em silêncio.

As faces sugeridas a partir da composição e do enquadramento da lente de Claude Mollard parecem ter vida própria. “Elas choram, riem e tem sentimentos como os humanos”, afirma o fotógrafo, que deixa um recado ao público: “Faça como eu: olhe-os no rosto. Você também os verá e eles poderão fazer você sonhar, e quem sabe viver melhor”.

Serviço:
Exposição Claude Mollard – A População de Orígenes
Local: Galeria Sergio Caribé – Rua João Lourenço, 79 – Vila Nova Conceição -
Tel.: (11) 3842-5135 – galeriasergiocaribe.com.br
Horário: de segunda a sexta, das 10h às 19h
Período: de 07 a 17 de dezembro de 2011

Moda à moda Cris Guerra

12/12/2011

por | MODA

#reciclagem de idéias

O papel da moda é propor soluções inteligentes para a definição e valorização de diferentes identidades, satisfazendo assim a necessidade vital de evolução que todos nós temos. Afinal, é através dela que nos comunicamos… Como ela “está na moda”, nunca se falou tanta bobagem em nome da moda, e a certeza que eu tenho é a de que precisamos com urgência reciclar idéias. Em massa.

Cris Guerra tem o dom das palavras, mas não só isso; acho mesmo que ela tem o dom de apresentar caminhos. Foi pioneira no Brasil com seu blog Hoje vou assim, escreveu (e escreve) de livro a matérias para todos os tipos de mídias -, acaba de lançar/assinar uma coleção de bijuterias, e entre muitos outros projetos, agora “parou para pensar” e generosamente compartilhou.

E você, já parou para pensar?

Anga Teriva, de Elisa Stecca

02/12/2011

por | ECOSTYLE

Elisa Stecca é cheia de talento e coragem. Como designer, adota uma linguagem muito peculiar nas suas criações, que sempre tem uma estética admirável. Como pessoa, é bastante interessante, porque compartilha da sua evolução pessoal (como fez com o seu livro “Hoje é o dia mais feliz de sua vida”).

Agora, com muita ousadia, ela assumiu o seu posicionamento individual pró-vida nas/das florestas, lançando a (maravilhosa) coleção de jóias pro verão 2012 “Anga Teriva”, – que em tupi-guarani significa “alma alegre”. Como se não bastasse o engajamento precioso das peças, as imagens que ilustram o conceito dessa coleção são fascinantes, todas subaquáticas, feitas num Acquabox, uma espécie de aquário gigante, hidroterapia vertical para humanos. Elisa explica: “o ensaio é uma fusão de contrastes, de tradição e tecnologia, uma forma de defender o nosso patrimônio mais sagrado: a biodiversidade natural e principalmente as culturas nativas tradicionais. Como esta coleção é uma manifestação pela diversidade das florestas e contra as mudanças do Código Florestal, tive como base os adornos indígenas. As peças são adornos de cabeça, braços, orelha, peitoral, pernas, sempre tentando fugir às peças tradicionais de joalheria, dos formatos, brinco, anel, colar”. Sobre a construção da Usina de Belo Monte, é enfática: “trata-se de uma repetição, de dimensões catastróficas irreversíveis. O parque do Xingu não é “dos índios”, é um parque nacional de todos nós”.

(Tá. Isso é de fato o que um criador/cidadão deve fazer, mas quem faz? Posso contar em poucos dedos…) Respect para Elisa. Um exemplo de figura humana. Dos melhores.

As cores são fluorescentes, com muito pink, vermelho, amarelo, no mesmo material das faixas refletivas das roupas dos ciclistas

Ecorresponsavel, a coleção utiliza materiais sintéticos como PVC refletivo e reciclado em vez das penas de animais

O shooting foi feito por Bico Stupakoff com Iphone e lentes especiais. A modelo, de beleza étnica, é Mariana Sales (Joy Models). A beleza toda à prova d’água ficou a cargo de Tide Martins

Com materiais sintéticos e refletivos, a designer faz uma releitura de adornos da plumária tradicional

As pedras brasileiras – uma marca das coleções de Elisa Stecca – aparecem, desta vez, de maneira sutil e evocativa, como em uma gota de orvalho, uma semente ou uma nervura de folha

O que rola no Minas Trend Preview

27/10/2011

por | MODA

Por Mônica Horta

O desfile coletivo que lançou o Minas Trend ©Cael Horta

Inspiração é o tema e a prática da 9ª edição do Minas Trend Preview, que está acontecendo desde ontem, 25, no Expominas em Belo Horizonte, promovido pela Fiemg. O evento atende a toda a cadeia produtiva de moda: vestuário, calçados e bolsas, joias e bijuterias.

A mineirice dos criadores (que se traduz em primor), mais de 240 expositores dos 191 stands do Salão de negócios (60% de marcas mineiras e 40% de outros estados), embalados pela megaestrutura de 27 mil m², respaldados por muitos compradores não só do Brasil, mas de países como África do Sul, Inglaterra, França, Portugal, Qatar, Itália, Bolívia, Peru, e prestigiada por jornalistas da China, México, Inglaterra, EUA, França, Colômbia e Uruguai, promete nos oferecer informações de moda de primeira categoria, até a próxima sexta-feira, dia 29.

Vestido Coven, braceletes Camaleoa, gargantilha Claudia Marisguia, sandália Junia Gomes e bolsas Rogério Lima ©Agência Fotosite

O estado de Minas Gerais conta com mais de 76 mil trabalhadores, e quando os seus talentos criativos e econômicos se unem, formam um número que representa 12% dos empregos industriais e quase 10% do total de empregos de todo o Brasil. Dentro do Estado, responde por 18% dos empregos industriais e quase 10% do total de empregos. O setor soma uma média de 4 mil empresas com produção anual de R$ 1,7 bilhão.

Vestido Mabel Magalhães, bolsa Rogério Lima e sandália Luiza Barcelos ©Agência Fotosite

O lifestyle descontraído que o mundo da moda permite (e a meu ver exige), está assegurado pelas plataformas mostradas no desfile coletivo de abertura, com a participação de trinta marcas. Supervale a pena comentar que um desfile com esse formato é extremamente difícil de ser produzido, mas Ronaldo Fraga e Daniel Ueda arrasaram no conceito, e o resultado foi perfeito. Coincidência ou não, assisti a esse desfile do alto do meu sapato boneca plataforma, graças ao meu costume de usar não o que está na moda, mas o que também cobre o coração. (E fica a dica: invista no salto plataforma, Vivienne Westwood já disse/mostrou, e é isso mesmo, quanto mais alto melhor).

Além dos 21 desfiles, rolam exposições, palestras, lançamentos de livros, mesas redondas, e até uma atração gastronômica BEM bacana.

Isso aqui tá bom demais. Jajá conto mais “procês”…

Moda sustentável por Marina Silva

19/10/2011

por | ECOSTYLE

Marina Silva é um ícone sustentável. Uma mulher fascinante, exemplo de superação, sabedoria, atitude, poder, riqueza e honradez.
Apesar da agenda lotada, tendo recém chegado de Nova Iorque, já a caminho de outras capitais do Brasil e devendo ainda seguir para a Europa, ela gentilmente me recebeu para uma entrevista no hotel em que estava hospedada aqui em São Paulo.
Embora o ambiente dessa entrevista não tenha sido o ideal para uma gravação – ao fundo aparecem ruídos externos como de aviões, elevadores e vozes, – a preciosidade de seu conteúdo justifica a minha insistência em colocá-la integralmente no ar, pois uma única frase dessa grande mulher, tem a força de alterar os rumos de uma vida.
Nesse bate papo falamos principalmente de moda e cultura sustentável; mas ela sempre tem muito a dizer. Assista ao vídeo abaixo:

Fotos exclusivas do backstage da Kenzo

03/10/2011

por | MODA

O FFW teve acesso exclusivo ao backstage do desfile da Kenzo, que aconteceu no domingo, 02.10, durante a semana de moda de Paris. Essa foi a estreia de Humberto Leon e Carol Lim, da Opening Ceremony, como novos diretores criativos da grife, em uma apresentação cheia de colaborações de amigos da dupla: Jason Schwartzman cuidou da música, Spike Jonze foi o documentarista, e Chloë Sevigny, em versão morena, fechou o desfile. Veja aqui a coleção completa  e confira abaixo as imagens de bastidores:

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Exclusivo, de Nova York: entramos no camarim de Marc Jacobs!

13/09/2011

por | MODA

2011/10/8370_IMG_3879Marc Jacobs conversa com o stylist Alister Mackie momentos antes do desfile

Olha só que legal! O desfile da Marc by Marc Jacobs aconteceu recentemente e é sempre um dos highliths da temporada de Nova York. Além das fotos do desfile, temos também muitas imagens dos bastidores, da vida real por trás da mágica da passarela. As imagens foram enviadas pela Marina Quinete, produtora brasileira, que há anos mora em NY e trabalha na assessoria KCD, uma das mais prestigiadas na indústria da moda. Marina acompanha de perto a produção de grandes eventos e campanhas  que acontecem no eixo NY-Milão-Paris. Aguardem mais materiais exclusivos até o final da temporada!

Nas fotos abaixo, a gente vê a equipe de criação em ação, os maquiadores, as modelos, a bagunça nos camarins e o próprio Marc, comandando tudo. Até a jovem atriz Elle Fanning apareceu lá no backstage.

2011/10/8375_IMG_3832A modelo Karlie Kloss chega ao local do desfile

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Os modelos fazem hora do lado de fora

2011/10/8357_marc 3A stylists Camille Bidault-Waddignton, que cuida da coleção masculina, a consultora Venetia Scott, que direciona o trabalho dos stylists e  Susanne Deeken, consultora e women´s head designer da grife, com Marc Jacobs

2011/10/8357_marc prova de roupaProva de roupa

2011/10/8357_marc suzane fitting laisLaís Ribeiro na prova de roupa

2011/10/8357_marc modeloO modelo Anthon lê enquanto aguarda sua vez

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E o modelo Bruce com seu i-Pad

2011/10/8357_marc prova de cabeloProva de cabelo, com o cabelereiro top Guido Palau

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O top Guido Palau cuida dos cabelos dos modelos

2011/10/8357_marc 2Alister Mackie, stylist do masculino, e Venetia Scott dão mais uma olhada na edição final do desfile

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O trio todo poderoso: Camille, Suzana e Alister Mackie

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Suzana, Camille, Alister e Julie Mannion, da KCD

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Karl Aberg (Head Designer do masculino, que está com Marc há dez anos), Alister, Camille e Daniel Salmon

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Karl Aberg e Marina Quinete, nossa colaboradora

2011/10/8376_IMG_3857A modelo brasileira Laís Ribeiro com a bolsa da nova coleção

2011/10/8377_IMG_3867As modelos Frida, Ruby e Constance

2011/10/8379_IMG_3844O último ensaio, com Venetia, Alister e Suzana assistindo

2011/10/8366_IMG_3777O camarim

2011/10/8357_marc
As bolsinhas da nova coleção

2011/10/8371_IMG_3849Montação final para o desfile

2011/10/8372_IMG_3855Quantas pessoas para colocar um sapato?!

2011/10/8373_IMG_3850Os modelos Jackson, David e Bruce Machado

2011/10/8382_IMG_3905Do lado de fora, Anna Dello Russo chega ao desfile

2011/10/8381_IMG_3888Fila pronta: o show vai começar!


Nadando com estilo, por Bia Granja

12/08/2011

por | COMPORTAMENTO

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Nos meus tempos de guria, eu era uma super nadadora. Eu nasci uma pessoa com bronquite asmática e, por conta dessa falhinha respiratória, minha mãe logo me matriculou na natação. Eu levava a coisa “semi-à-sério” e cheguei quase a competir profissionalmente até resolver largar tudo quando tinha uns 14 anos e passava por uma dessas crises adolescentes.

Outro dia me lembrei de um episódio que rolou quando eu tinha uns 6 ou 7 anos e tava começando a aprender a nadar bonitinho e não como uma pessoa em processo de afogamento. :)

Belo dia fui convocada pra participar de uma competiçãozinha entre crianças e, na hora da prova, ao invés de sair como uma louca desesperada dando tapas na piscina como todas as crianças faziam, resolvi que queria nadar “esteticamente”, colocando em prática todo o ensinamento de estilo e beleza que havia acabado de aprender. #aloka

Resultado: cheguei em último!

(hahahaha)

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Sei lá, gente! Do alto dos meus 6 aninhos de idade, achei que era mais importante mostrar que eu tinha estilo do que sair nadando como uma semi-afogada pra chegar do outro lado mais rápido e ganhar uma medalhinha. É óbvio que a opinião do meu pai e do técnico era bem diferente: “você não tem que nadar bonito, tem que nadar rápido”. :(

Relembrando essa história, fiquei pensando no quanto ela faz sentido hoje em dia… pelo menos pra mim. O mundo de hoje é rápido! Nós competimos pra ver quem chega lá primeiro e, nesse afã pra vencer nosso adversário na corrida do “eu vi antes”, acabamos deixando nosso estilo de lado.

E não é justamente o estilo que dá graça pras coisas?

Olhando ao meu redor, vejo um montão de gente que parece estar se afogando… inclusive eu mesma. Por isso mesmo acabo de iniciar uma auto-campanha de desafogamento de mim mesma:

KEEP CALM AND MANTENHA A GRAÇA!

Quem me acompanha? :P