Luigi Torre - Google +

#LFW Verão 2011: os finalistas do Fashion Fringe

19/09/2010

por | MODA

2011/10/3316_fashion-fringeLooks de Corrie Nielsen, Alice Palmer e Jade Kang © firstVIEW

Aconteceu na noite do último sábado (18/09) o desfile com os três finalistas do prêmio Fashion Fringe. Desta vez a premiação criada por Collin McDowell teve como presidente o estilista britânico John Galliano, responsável por ter escolhido Corrie Nielsen como a grande vencedora. E os motivos nem são tão misteriosos assim.

Nielsen apresentou uma coleção toda trabalhada no volume _maxi laços nos ombros, quadris estruturados, saias amplas com crinolina, tudo sempre bem exagerado. Algo meio Vivienne Westwood encontra Comme des Graçons com um perfume de Viktor & Rolf. O interessante é que além dos looks vitorianos (paixão declarada de Galliano) e peças corsetadas, Nielsen não ficou presa a historicismos. Trouxe toda sua referência para atualidade e ainda abordou de forma extremamente sutil um certo utilitarismo em algumas peças.

Em segundo lugar ficou Alice Palmer e seu interessante trabalho de plissados em tricô. Uma coisa Missoni em Pleatas Please do Issey Miyake, mas com toda aquela subversão dos estilistas londrinos. Havia algo de sensual em suas roupas. Por mais que os volumes saltassem discretamente para longe do corpo, os tricôs envolviam a figura feminina de maneira extremamente confortável e poderosamente sexy. Ombros marcados e ousados decotes nas costas só reforçavam tal imagem.

Em seguida foi a fez de Jade Kang, numa coleção com pegada bem mais comercial. Sem grandes novidades, o estilista apresentou bons vestidos que brincavam com as diferenças entre o chiffon e o cetim. Assim, todas suas peças traziam alguma dualidade, fosse no opaco contra o transparente, no plano contra o drapeado, ou até do masculino contra o feminino.

#LFW Verão 2011: o novo sempre vem

19/09/2010

por | MODA

Durante este último fim de semana, enquanto editava os desfiles da London Fashion Weeks que subimos aqui no FFW, me forcei a olhar com mais calma alguns estilistas cujo trabalho não conhecia direito. E posso dizer? Tem muita coisa interessante entre os nomes mais jovens desfilando em Londres.

Vídeo da coleção de Hannah Marshall assinado por Rankin

Tem o ótimo trabalho com transparências da Hannah Marshall. Estilista que sempre gostou muito de trabalhar com o preto, numa estética quase minimalista, mas que para o verão 2011 _além de incluir tonalidades de cinza e um verde menta_ mostrou um interessante jogo de opacidades sobre um mesmo tom. Sensual e sofisticado na medida certa.

Craig Lawrence continua focado no seu trabalho com tricô, trazendo para o verão 2011 aquela mesma silhueta alongada do inverno passado, só com extrema sofisticação e sensualidade. Seu ponto de referência foram as histórias de sereias e como estas seduziam os marinheiros. Daí os vestidos em cores claras de verde e lavanda, quando não o branco. Havia algo de rústico nas minuciosas tramas, mas que no resultado final era pura elegância.

2011/10/3308_novos-londresDa esquerda para direita, Craig Lawrence, Emilio de La Morena (círculo superior), Jean-Pierra Braganza (círculo inferior) e Louise Gray © firstVIEW

Adorei também a geometria meio espacial da coleção do Emilio De La Morena. Futurista na medida certa traz uma certa precisão descomprometida _por mais paradoxal que isso possa soar_ a medida que blocos de cores se interceptam em vestidos de linhas pura e recortes angulares, demarcando sem exageros as formas do corpo feminino.

Jean-Pierre Braganza também mostrou uma interessante história com estampas e alfaiataria. Começa tudo bem clarinho, com tons de rosa e turquesa meio apagados e aos poucos vai ganhando interferências mais gráficas. Permeando toda essa serenidade tem ainda ótimas peças de alfaiataria com modelagem alterada, bem desestruturada e proporção oversized sem que fique muito masculinizado.

Ah, e claro, teve o primeiro desfile independente (antes ela fazia parte do projeto Fashion East) da Louise Gray. Para o verão 2011 colocou em cena uma espécie de pastiche pop, onde cada look parecia feito de vários outros, quase como uma colcha de retalhos fashion, sem a conotação negativa que isso possa carrega. Seu trabalho chega e me lembrar um pouco algo da Vivienne Westwood. Não só em termos de imagem e irreverência, mas de técncia e execução. Adoro as peças plastificadas recheadas de bolinhos de isopor ou plástico colorido, mais ainda a saia de tampinha de garrafas. E as peças de alfaiataria e vestidos com recortes de diferentes tecidos também são excelentes, e bem usáveis.

É isso que eu acho interessante na semana de moda de Londres. Além de toda explosão criativa, mesmo aqueles mais calmos, adeptos de uma moda menos excêntrica parecem entender bem que hoje em dia vale mais dar voz ao seu próprio estilo do que ficar correndo atrás de “tendemências”.

#LFW Verão 2011: E os anos 1970 continuam com força total

19/09/2010

por | MODA

2011/10/3300_unique

A gente bem que avisou. Eis que os anos 1970 vão se confirmando como um dos principais rumos para o verão 2011. Na London Fashion Week, dois dos principais desfiles deste sábado (18/09) olharam para a década do Flower Power e do glamour hedonista em busca de alguma conexão com presente: A TopShop Unique, com cabelos armados à la Diana Ross _ou para quem preferir, tipo Cher (ui!)_ e muito, mas muito tie dye; e a House of Holland onde o 1970s dividiu espaço com um pouco dos 1980s.

Diferente de Nova York, aqui essas referências vêm com aquela subversão bem característica da moda e estilistas britânicos. Menos glamour e mais irreverência. Menos Donna Summer e mais Cherie Curie (“The Runaways”). Algo como um como um prelúdio do punk, ainda que pautado pelo estilo da década. Ah, e tudo bem jovial e divertido. Sempre.

Particularmente não gosto muito de nenhuma das duas coleções. Embora ambas venham bem alinhadas com o que promete ser sucesso de vendas na próxima estação, acredito haver uma certa falta de coesão, principalmente na da House of Holland.

A Unique mostrou uma série de tie dyes em tonalidades queimadas ou apagadas, junto com estampas de unicórnios, fadas e flores. Calças boca de sino, barriga de fora e até algumas franjas reforçam o clima setentista em que até um beachwear piriguetchy deu as caras. em tecidos metalizados. Tinha ainda alguns bons vestidões longos em tecidos transparentes, que é outra história bem importante nesta temporada.

Contudo apesar de toda explosão jovial e feel good vibe a coleção só ganha força mesmo no último bloco. É lá que sua mensagem se faz coesa, quando uma certa limpeza e sofisticação se contrapõe a explosão lisérgica das estampas. Como quando um blazer branco à la Bianca Jagger vem combinado com calça tie-dye, ou quando um simples vestidos branco com estampa vermelha se sobrepõe a um vermelho metalizado.

2011/10/3299_holland

Já na House of Holland a coleção começa toda em torno de uma estampa de folha que aparece em calças, blusas, vestidos e camisas que vez ou outro viram vestidos cheios de bolsos. Mas logo em seguida, os anos 80 que o estilista tanto gosta se faz presente em saias metalizadas. Aí, assim, bem depois, já entra uma outra história com bordados de estrelas coloridas, que embora bem interessante, fica meio sem pé nem cabeça no meio do desfile.

Na verdade, Henry Holland há tempos vem buscando desenvolver uma imagem de moda mais coesa. Depois das famosas camisetas de rimas, sua passarela meio que virou palco para sua colaborações com outras grandes empresas de moda. E até aí nada de errado, o problema é simplesmente que ninguém ainda consegue muito bem saber qual é a real identidade de sua marca. Esta, parece quase sempre confundida com o de sua própria pessoa.

#NYFW Verão 2011: por uma moda menos Lady Gaga

17/09/2010

por | MODA

A semana de moda de Nova York, que terminou na última quinta-feira (16/09), não foi tanto de novidades, quanto foi de um certo sentimento de readequação. Estilistas pareciam menos preocupados em reinventar a roda do que em achar aquilo que parece adequado para as atuais vontades das mulheres.

A busca pela novidade pareceu substituída pelo desejo de fazer as pessoas voltarem a se sentir bem com as roupas. Em entrevista ao “NY Times”, Narciso Rodriguez disse que estava pensando em sua amiga Carolyn Bessete, e como ela e outras mulheres apenas jogavam um casaco sobre um longo vestido para sair à noite. Marc Jacobs, após seu desfile 1970s, perguntou a Diane Von Furstenberg: “Lembra quando as mulheres vestiam-se assim? Por que não se vestem mais desse jeito?”.

Nos últimos anos a moda se distanciou demais de seu público-alvo: os indivíduos. Por mais paradoxal que isso possa parecer em tempos de fast-fashion e uma dita democracia de moda, se analisarmos bem o cenários encontraremos imagens dotadas de extrema frieza. Distantes, intocáveis e inatingíveis por reles mortais. Quase como obras de uma ficção-científica pop. Um exército de clones da Lady Gaga.

No business front, marcas são criadas, gerenciadas, ressuscitadas como se tivessem vida própria, independente da realidade. Como se toda essa indústria não dependesse, exclusivamente, de quem a veste.

E como para toda ação existe uma reação, talvez seja essa uma das mais interessantes que vimos em Nova York. Bem mais do que o movimento das saias longas ou meia-perna em resposta as mini das últimas temporadas, da predominância do brancos _e as centenas de tons derivados_ e do statement das cores.

Talvez seja por isso que muitos estilistas preferiram olhar para o passado ao invés de mirar o futuro. Um olhar não de mera inspiração ou referência, mas sim um de busca de conexões. Conexões como aquelas que Marc Jacobs fez ao estilo Yves Saint Laurent dos anos 70, onde “se montar” era algo divertido, possível e não algo vindo de um frigorífico. Ou então como Jack McCollough e Lazaro Hernandez transformaram a eterna jaqueta Chanel em algo cool e contemporâneo na Proenza Schouler.

O minimalismo dos anos 90 _e a simplicidade creditada à Phoebe Philo_ continua como o Norte da bússola fashion. Calvin Klein e seus incríveis vestidos brancos, levemente estruturados, e Narciso Rodriguez com seus longos formais, resgatando a essência do movimento, porém adaptada à atualidade. Esse minimalismo agora vem pautado por ares descontraídos, traz um certo California way of life. Derek Lam talvez seja o melhor exemplo, ao lado de Diane Von Furstenberg, que também percebeu a necessidade de limpar o visual e conectar-se de forma mais direta e objetiva com suas consumidoras.

+ Veja todos os desfiles da #NYFW Verão 2011

+ Cobertura completa FFW

#NYFW Verão 2011: Proenza Schouler

16/09/2010

por | MODA

proenza-schouler-verão-2011Proenza Schouler verão 2011 © firstVIEW

Já havia escrito aqui no FFW Blog sobre como as texturas fazem a gente querer tocar nas roupas. E, meu Deus, que vontade que de sentir na mão cada superfície dos looks apresentados ontem à noite no desfile da Proenza Schouler.

Para o verão 2011, Jack McCollough e Lazaro Hernandez se superaram em todos os sentidos. Começando pela técnica onde uma incrível gama de texturas aparecia decorando primeiro versões meio ladylike modernas depois aquela garota californiana meio surfista meio punk que define tão bem o público da marca. Impressionante o trabalho “tie dye texturizado” em que estampas e superfícies se transformavam de cima a baixo no look. Do liso transparente ao opaco craquelado, do tricô de micropontos ao desgastado transparente.

Em termos de imagem de moda, foi mais impressionante ainda. Ficou muito além dos clichês nova-iorquinos, levou a garota uptown para o downtown _e vice-versa_ sem qualquer conflito. Misturou o estilo da costa Oeste americana com o cosmopolita da Leste. Fundiu referências, fez dos clássicos contemporâneos e autorais. Até mesmo as tendências forma _ainda bem_ todas digeridas pelo universo e pela vontade dos estilistas. Transparências, o comprimento midi (aquele no meio da perna), o California way o life, 1970s, 1990s _estava tudo lá. Mas ao mesmo tempo é como se não estivesse.

Sem obsessões malucas por tendências ou vontades momentâneas, Lazaro Hernandez e Jack McCollough nos lembraram que para além das “tendemências”, o que vale mesmo na moda é aquilo que lhe parece certo, aquilo que lhe faz bem. Afinal, do que adianta a moda se não nos divertimos com ela?

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#NYFW Verão 2011: Rodarte

15/09/2010

por | MODA

2011/10/3021_rodarteVocê pode não gostar das roupas. Pode não achá-las tão impactantes como em coleções passadas. Mas não há como negar que há um certo apelo misteriosamente natural em cada look que as irmãs Kate e Laura Mulleavy apresentaram para o verão 2011 da Rodarte. O xadrez tipo de cobertor, as calças de cintura super alta que apesar de visualmente esquisitas trazem algo de confortável; as jaquetas com recortes nos ombros, os vestidos…

Ainda que com toda aquela estranheza típica da marca, ainda que analisando tudo por fotos, difícil não sentir uma certa sensação de conforto e aconchego. Algo “de casa”. Talvez porque boa parte das inspirações para esta coleção tenha vindo da própria terra natal (Califórnia) das estilistas.

Vem daí a vibe natural, que de certa forma sempre permeou o universo Rodarte. Estampas lembrando madeira, os xadrezes, os verdes e texturas orgânicas, evidenciando também o sempre apuradíssimo trabalho têxtil e manual que as irmãs empregam em suas roupas _dessa vez quase todo concentrado no jogo entre tecidos estruturados e fluídos ora pregueados, ora drapeados.

A coleção ainda trouxe um ótimo equilíbrio entre o comercial e o conceitual. Algo que as estilistas vinham buscando nas últimas coleções, porém sempre pendendo mais para o lado da imagem _esta quase sempre dotada de um certo clima sombrio dos filmes de terror que dessa vez, deu lugar a um pouco de frescor natural.

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#NYFW Verão 2011: Halston e Hervé Léger by Max Azria

14/09/2010

por | MODA

halston-verão-2011Tradição pode ser uma barreira difícil de se superar quando se fala em moda. Certos ícones de estilo se mostram tão poderosos que sua evolução parece quase que impossível, tornando difícil a perpetuação do sucesso. É mais ou menos isso que acontece hoje com duas marcas desfilando na semana de moda de Nova York.

A Halston, agora sob direção criativa de Marios Schwab, vem desde sua ressureição em 2008 tentando encontrar meios de se atualizar ou ir além dos famosos vestidões de jérsei dreapeado. A Hervé Léger, agora by Max Azria, segue trajeto parecido a medida que tenta reinventar, ou ao menos reinterpretar o desgastado vestido bandage.

A tarefa não é fácil e requer muito mais que um talentoso estilista britânico, como bem devem estar aprendendo os executivos por trás da nova Halston. Para o verão 2011, Marios Schwab tentou levar a marca para novos rumos, ainda que abordando de certa forma modelos com uma pegada 1970s, porém projetados para o século 21. Ao mesmo tempo, a marca convidou Sarah Jessica Parker para presidir uma segunda linha _mais comercial_ a Halston Heritage, que daria conta das peças mais comerciais, em reedições dos clássicos da grife.

O resultado, porém, ficou confuso. A coleção de Schwab indica um possível e interessante novo rumo com uma abordagem mais sofisticada de elementos de luxo _aqui traduzido em pequenos detalhes dourados, aplicações bem localizadas de paetês e uma silhueta inteligente favorecendo certas partes do corpo. Mas também evidencia uma vontade comercial muito forte quase que forçada ao estilista pelo fantasma da tradição da casa.

Já na Hervé Léger by Max Azria, a situação está mais complicada. Afinal aqui, existe a difícil tarefa de fazer a cada 6 meses (quando não a cada 3) um mesmo tipo de vestido parecer novo. Dessa vez a solução veio na mixagem com  underwear. Tons neutros, muitos babados e uma certa feminilidade que vem para quebrar um pouco da imagem já muito facilmente associada e vulgaridade desse modelo de vestido ícone dos anos 90.

+ Aguarde fotos dos desfiles completos

#NYFW Verão 2011: Marc Jacobs

14/09/2010

por | MODA

2011/10/2980_marc-jacobs

Não foi uma de suas melhores coleções. Nem foi uma daquelas provocativas ou reflexivas como em temporadas passadas. Como Suzy Menkes escreveu em sua crítica no jornal “International Herald Tribune”: foi menos ainda um daquelas em que a emoção do novo se fez presente. Mas também, quem consegue isso hoje em dia, não é mesmo?

Sem dúvida alguma foi uma coleção desejável. Divertida e extremamente bonita, com roupas recuperando um certo glamour hedonista há tempos esquecido pelos círculos da moda e por suas consumidoras mais fiéis. Quase como uma ode nostálgica ao modo como as mulheres se vestiam nos idos anos 70 _década que vem influenciando a moda, porém que parece estar atingido seu auge nesta temporada. Pense em Jodie Foster em “Taxi Driver”, Jerry Hall, Marisa Berenson, Loulou de la Falaise e até em Diane Von Furstenberg enquanto habitué do Studio 54, e a imagem é bem próxima. Talvez até próxima demais.

O problema, ou dilema que surgiu com esta coleção em que Marc Jacobs alongou novamente as saias, ampliou a modelagem de suas calças de cintura alta e deu vida aos modelos com cores que passavam pelo rosa, dourado, ocre e um amarelo queimado, é a literalidade como suas referências foram abordadas.

Em seu texto, Suzy Menkes elenca uma série de fatores que devem ter influenciado Marc Jacobs nessa coleção, de Chanel a Yves Saint Laurent, passando pelas artes decorativas vistas nos tricôs em zigue-zague à la Missoni. Menkes ainda nota como os samples passaram a ser aceitos (e resolvidos) na música (alguém vai acusar Madonna de ter copiado o Abba em “Hung Up”?), como pastiche de referências (e cenas) no cinema se tornou quase que um gênero em si próprio e fala que na moda não é diferente. Porém, como o problema do esvaziamento de emoções, “sem o choque de novo”.

O fato é que tudo isso é sintoma de um quadro muito maior. Reflexo de uma sociedade e de um sistema de moda que se tornou _em grande parte, devido a velocidade excessiva dessa indústria_ muito mais baseado na reciclagem do que em inovações e rupturas. Talvez então, não seja de todo justo, ou melhor, não faça mais tanta importância ou sentido apontar cópias e referências explícitas como uma falha de tamanha gravidade.

De fato as referências foram um tanto literais e não mostram muita evolução ou profundidade sobre os temas abordados. Mas, ainda assim, a coleção tem seu valor. Com suas formas amplas, cores vivas traz de volta uma certa diversão para moda. As pantalonas, os blazeres acetinados, os vestidos coloridos e sensualmente esvoaçantes, são quase como uma lembrança de que “se montar”, não precisa ser algo complexo como um look Lady Gaga. Pode ser algo simples, possível e divertido, ao mesmo tempo que glamouroso. E quando comparada com a anterior, mostra-se também como uma perfeita evolução.

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#NYFW Verão 2011: O minimalismo e sportswear americano

13/09/2010

por | MODA

2011/10/2975_derek-lamDerek Lam verão 2011 © firstVIEW

Retire um pouco da sobriedade das coleções do inverno 2010, adicione uma pitada de descontração, amplie ligeiramente a modelagem e desestruture à gosto. Pode ainda ser cedo, mas a receita para o verão 2011 conforme vem sendo apresentado em Nova York parece ser precisamente esta.

A verdade é que este novo zeitgeist fashion pró-simplicidade tem muito a ver _e a favorecer_ o clássico sportswear americano. Roupes simples que prezem por praticidade e funcionalidade bem antes do tal “fator Celine” já se encontravam nas raízes desse estilo criado por Coco Chanel e difundido por toda uma geração de estilistas americanos.

Não é à toa que muitos dos novos estilistas desfilando na New York Fashion Week tenham encontrado nessa onda neo-minimalista a inspiração perfeita para suas coleções. Diane Von Furstenberg é uma que conseguiu traduzir perfeitamente o poder da simplicidade em suas roupas. Sem perder seu estilo marcante, deu vida novas as suas estampas, ao mesmo tempo que enriqueceu de poder sua alfaiataria. Donna Karan em sua DKNY, fez valer a máxima do menos é mais em ótimos terninhos e vestidos trench-coat.

Derek Lam, estilista que há tempos vem investindo na reformulação do American Sportswear, nesta temporada parece ter encontrado o equilíbrio perfeito. Com proporção acertada, conseguiu fazer incrível simples vestidos camisetas com barras alongadas até o chão. Calças jeans de pernas amplas, camisas e ótimos casacos pareciam trazer enorme perfeição de corte, entregando uma mensagem precisa e direta. Aquele tipo de roupa que dispensa qualquer tipo de explicação ou derivação metafórica para fazer valer seu poder.

#NYFW Verão 2011: Diane Von Furstenberg e o novo minimalismo

13/09/2010

por | MODA

dvf-verão-2011

Diane Von Furstenberg sempre foi adepta da praticidade na hora de se vestir e para o verão 2011 fez disso uma máxima. Em sua primeira coleção ao lado de Yvan Mispelaere _estilista que vem como substituto do Nathan Jenden_ mergulhou no seu vasto arquivo de estampas para uma re-edição que de nostálgica não tinha nada. Maiores, mais gráficas e mais poderosas do que antes vinham em ótima cartela de cores.

Contudo o melhor mesmo ficou por conta da alfaiataria. Simples, fácil e dotada de uma sofisticação natural, vinha quase como versão tropical da “célinezação” que tomou conta do inverno 2010. Calças retas, camisas cortas mais curtas, blazeres geométricos porém desestruturados recebiam força extra pela inteligente uso de cores. Combinações nada óbvias vinham como poderosos jatos de tinta quebrando a predominância de estampas geométricas.

O resultado é não só uma coleção poderosa, com mensagem direta e objetiva, como também um possível marco na história da marca. Agora como nova direção criativa, uma fase onde a simplicidade e apenas o essencial fale mais alto, bem como no tempo em que a marca ganhou os holofotes da moda nos anos 70.

+ Veja o desfile completo aqui.