Momento Jeff Koons: artista tem retrospectiva no Whitney Museum e linha com H&M

18/07/2014

por | ARTE

Por Rafaela Grabert Goldlust

O artista Jeff Koons, que tem super retrospectiva no Whitney Museum em Nova York ©Reprodução

A imprensa enquadra Jeff Koons o tempo todo; muitos reclamam dos preços astronômicos cobrados por suas obras; críticos falam que sua arte é uma bobagem fácil, que hoje é reproduzida por um exército de assistentes, mas o artista está eternamente em alta. Bagagem e reconhecimento internacional são poucas palavras para descrever as três décadas e meia de prática de Koons. O mestre americano (e milionário) do neo-pop (como chamam alguns críticos e colecionadores) está invadindo Nova York com três projetos distintos que ajudam a deixar seu nome ainda mais em evidência.

Atualmente ele está com uma grande mostra no Whitney Museum, a “Jeff Koons: A Retrospective”; também está lançando uma colaboração com a gigante H&M; e tem uma de suas esculturas enormes instalada no mítico Rockerfeller Center (NY) como parte do projeto Public Art Fund, que fica em exibição até o dia 12 de setembro. A obra é o Split-Rocker, que consiste em duas metades: uma cabeça de um pônei inspirada no brinquedo de um de seus filhos, e a outra baseada em um dinossauro de brinquedo. Juntas, elas formam o que parece ser uma gangorra infantil (rocker). Tudo no universo de Koons parece superlativo. A obra Puppy, uma de suas mais famosas, chega a ter 13 m de altura e é produzida em uma grande variedade de flores, como begônias e petúnias, totalizando até 60 mil plantas. Em 2012, a obra Tulips bateu o recorde da época em um leilão da Christie’s ao ser vendida por US$ 33,6 milhões. A estimativa era de US$ 25 mi.

+ Leia mais sobre a colaboração de Jeff Koons com a H&M

Mercado à parte, para quem gosta de sua obra e tiver a oportunidade, a visita ao Whitney é obrigatória. A exposição ocupa todos os andares do museu e é a última no espaço antes dele ser relocado para o Meatpacking District, em 2015. São mais de 150 peças do artista, incluindo obras icônicas, como o coelho inflável de aço inoxidável, a estátua de porcelana do Michael Jackson e seu chipanzé de estimação, fotos e esculturas em flagrante do próprio artista com sua primeira esposa, Cicciolina, e o cachorro laranja de aço inoxidável. Os clássicos de Koons, reproduções de objetos banais em cores vívidas e acabamentos espelhados que viraram arte, constituem a maior mostra dele em Nova York, numa narração cronológica que explora desde seus primeiros trabalhos até os mais atuais.

Já a colaboração do artista com a H&M abriu nesta quinta (17.07) na nova loja da marca na 5ª Avenida e conta com uma bolsa de edição especial de couro preto com a estampa do cachorro pelo preço acessível do fast fashion. A loja do museu também vai vender algumas para incrementar a linha de produtos com o tema Jeff Koons que já está à venda.

A retrospectiva fica no Whitney até dia 19 de outubro, quando será levada para o Centro Pompidou, em Paris, dos dias 26 de novembro de 2014 até 25 de abril de 2015, e em seguida para o Guggenheim Bilbao, de 5 de junho a 27 de setembro de 2015.

Veja abaixo imagens de algumas das obras que estão em cartaz na exposição ”Jeff Koons: A Retrospective” e responda: você está do lado dos que gostam ou dos que não gostam?

Whitney Museum
945 Madison Avenue
Telefone:+1 212-570-3600
+ site do museu

A versão gigante e em flor do Split-Rocker, que está na frente do Rockerfeller Center, em NY ©Reprodução

“Baloon Dog” ©Reprodução Whitney Museum

“Inflatable Flower and Bunny” ©Reprodução Whitney Museum

“Metallic Venus” ©Reprodução Whitney Museum

A obra “Tulips” ©Reprodução Whitney Museum

“Rabbit”, feita de aço inoxidável ©Reprodução Whitney Museum

Pintura à óleo “Antiquity 3″ ©Reprodução Whitney Museum

A versão mais compacta do “Split-Rocker” ©Reprodução Whitney Museum

Tela “Ilona on Top” com a ex-mulher Cicciolina ©Reprodução Whitney Museum

“Elephant”, de aço inoxidável espelhado ©Reprodução Whitney Museum

iPhone Photography Awards

15/07/2014

por | FOTOGRAFIA

Foto de Chun-Wai-To, que ganhou um dos prêmios na categoria Lifestyle ©Reprodução IPPAwards

Não precisamos mais nem mencionar o impacto que os smartphones tiveram em novas vidas e em meios de expressão, como a fotografia. Muita gente ainda reclama da falta de qualidade das imagens ou da democratização do ofício do fotógrafo, uma vez que há muitas imagens bacanas sendo feitas por pessoas sem técnica, mas com um bom olhar. Mas as redes sociais têm mudado essa percepção com força e agilidade: as fotos são postadas no ato e seu sucesso ou não é imediato através dos likes. Assim, a fotografia registrada exclusivamente por celular ganha cada vez mais espaço, atenção e fãs. Um dos exemplos dessa força é o fortalecimento do concurso iPhone Photography Awards, que surgiu lá em 2007 e a cada ano recebe mais inscrições.

O concurso segue as regras deste “lifestyle mobile”: é democrático, fácil de participar e barato. Para se registrar, é necessário pagar uma taxa de apenas R$ 6 caso você queira submeter uma foto. O preço sobe de acordo com o número de imagens participantes, até 20 por pessoa (no valor de R$ 100). Valem imagens registradas por iPhone, iPad e Ipod e todo o processo é feito rapidamente pelo site. A única regra é que as imagens não podem passar pelo Photoshop no computador; o uso de aplicativos de celular é ok.

Os participantes vão desde amadores ou pessoas sem uma relação mais profunda com a fotografia até profissionais do ramo. O IPPA anunciou recentemente os vencedores deste ano, que enviaram suas fotos sob temas diversos, como arquitetura, flores, comida, paisagens, pessoas, viagens, etc. Infelizmente, ninguém do Brasil foi contemplado. Algumas fotos vencedoras são boas, mas já vi melhores em perfis de amigos no Instagram. Vamos lá, pessoas! Vamos participar! As inscrições para o concurso de 2015 já estão abertas! Inscreva suas fotos aqui.

Foto de Julio Lucas (EUA), 1º lugar na categoria Fotógrafo do Ano ©Reprodução IPPAwards

Foto de Jose Luiz Barcia Fernandez (Espanha), 2º lugar na categoria Fotógrafo do Ano ©Reprodução IPPAwards

Foto de Adrienne Pitts (Reino Unido), 1º lugar na categoria Viagem ©Reprodução IPPAwards

Foto de Sofija Strindlund (Suécia), 1º lugar na categoria Still Life ©Reprodução IPPAwards

Foto de Michael Onneal (EUA), 1º lugar na categoria Animals ©Reprodução IPPAwards

Foto de Terry Vital (EUA), 1º lugar na categoria “Others” ©Reprodução IPPAwards

Foto de Felicia Pandola (EUA), 1º lugar na categoria Nature ©Reprodução IPPAwards

Para ver mais imagens (e tem muita coisa legal separada por categorias), visite o site oficial

As criações de Roberto Capucci

30/06/2014

por | MODA

Vista da cidade de Florença a partir da Villa Bardini, onde fica o Museu Roberto Capucci ©Marcela Duarte

Durante viagem a Florença para cobertura do evento Firenze4Ever e da Pitti Uomo, tive a oportunidade de conhecer a Villa Bardini, onde fica o museu sobre o italiano Roberto Capucci, um dos estilistas mais importantes do século 20. O local fica um pouco afastado do centro da cidade, no alto de uma colina.

+ Além do street style: Pitti Uomo fecha com aumento no número de visitantes e de compradores

+ Estilo Pitti Uomo: as tendências masculinas que viraram moda no verão europeu

+ FFW em Florença: multimarcas Luisa Via Roma apresenta novas coleções de grifes

A vista que se tem da cidade de Florença já vale o passeio, mas a Villa Bardini guarda algo ainda mais interessante. Estão expostas lá criações do estilista, hoje com 83 anos. Ele criou vestidos tão incomuns que eram praticamente esculturas em tecido. Capucci misturava tecidos riquíssimos com materiais considerados menos nobres, como palha e pedras (uma espécie de high-low daquele tempo). Ele colocou seu nome em definitivo na história da moda ao criar peças tão esculturais, tão mirabolantes que não havia nenhuma preocupação que pudessem ser vestidas (muito menos usadas em alguma ocasião). Eram peças criadas apenas para serem vistas.

Criação de Roberto Capucci que está em exposição no museu ©Marcela Duarte

Uma das histórias inusitadas que foram contadas durante a visita ao museu foi a vivida por Capucci com a atriz Sophia Loren, que resolveu convidá-lo para criar um vestido. Para tanto, ele deveria ir até a casa da atriz. Chegando lá, Capucci deu de cara com vários paparazzi (todos avisados pela própria Sophia Loren). Como ele era avesso a fotógrafos e todo tipo de badalação, cortou relações com a atriz e nunca trabalhou com ela — e talvez seja esse um dos motivos de seu nome não ser tão conhecido nos dias de hoje.

Criação de Roberto Capucci que está em exposição no museu ©Marcela Duarte

Capucci começou sua trajetória como estudante de arte na Academia de Belas Artes. Em 1950, abriu seu primeiro ateliê e, em 1951, apresentou sua primeira coleção na vila de Giovanni Battista Giorgini, que é considerado o responsável por revelar grandes talentos da Alta-Costura italiana e o criador do “Made in Italy”. Com apenas 26 anos, Capucci foi considerado o melhor estilista italiano, muito apreciado por Christian Dior. Em 1958, ele criou o “Linea a Scatola” (scatola quer dizer caixa), uma verdadeira revolução na moda da época. A inovação foi premiada com o Boston Fashion Award de melhor criador de moda junto com Pierre Cardin e James Galanos. Depois de um desfile muito bem recebido pela crítica em Paris, o estilista abriu, em 1962, um ateliê no número 4 da rue Cambon, conhecida por abrigar o ateliê de Coco Chanel.

Criações de Roberto Capucci ©Marcela Duarte

Em julho de 1970, ele exibiu seu trabalho em um museu, em Roma, com uma coleção que revolucionou a moda, com modelos usando botas com saltos baixos, sem maquiagem e sem produção de cabelo. Ali começava a grande experimentação com a inclusão de elementos decorativos, rígidos e estruturais. Em 1980, Capucci decidiu mostrar suas coleções fora do calendário oficial e apenas quando ele estivesse pronto, sem deixar que as temporadas ditassem seu ritmo.

Criações de Roberto Capucci ©Marcela Duarte

Até hoje, seu nome está atrelado a criações de linhas rígidas e formas angulares, num estilo arquitetônico envolvendo formas geométricas que resultam em criações fluidas, além de uma mistura hábil de cores vibrantes e intensas. Se você tem viagem marcada para Florença, programe-se para uma visita até o local — você terá de ir de táxi, mas garanto que vale a pena.

Criação de Roberto Capucci que está em exposição no museu ©Marcela Duarte

Museu Roberto Capucci @ Villa Bardini
De terça a domingo, das 10h às 19h (última entrada às 17h)
Fechado às segundas-feiras, 25 de dezembro e 1º de janeiro
Ingresso: € 8 (€ 6 por pessoa em grupo com mais de dez pessoas e € 4 para estudantes). Pessoas com deficiência e acompanhante, jornalistas, professores e crianças em idade escolar, guia turístico e crianças menores de 6 anos têm entrada franca.
Contato: info@fondazionerobertocapucci.com
fondazionerobertocapucci.com

* A repórter Marcela Duarte viajou a Florença a convite de Luisa Via Roma e Texbrasil com apoio da Pitti Uomo.

+ Veja mais imagens das criações de Roberto Capucci:

Hong Kong Garden

16/06/2014

por | ARTE

Uma das placas de neon de Hong Kong na mostra virtual NeonSigns ©Reprodução

Impossível imaginar Hong Kong sem seus neons e seu visual futurista. O museu M+ (futuro espaço de cultura visual da cidade) lançou uma exposição virtual chamada NEONSIGNS.HK, que explora e discute a estética criada por esse coletivo de luzes coloridas. A principal ideia é, além de celebrar, documentar e preservar a estética urbana de Hong Kong.

O escritório de arquitetura Herzog & de Meuron ganhou a concorrência para projetar o M+, que ficará pronto apenas em 2017. Mas isso não é desculpa para que o museu não opere de outras maneiras. Este é o sétimo projeto “mobile” que eles fazem, com a ajuda de tecnologia de primeira, um site bonito, bilíngue, dinâmico e super bem programado (desenvolvido pelo estúdio premiado pill&pillow).

Ao navegar, encontramos um mapa que permite ao usuário adicionar uma foto de seu neon favorito, além de muitas fotos, documentários e informações sobre cada imagem, como o endereço onde está situada. Os curadores do projeto também organizaram atividades, como workshops e passeios de ônibus pelos neons mais icônicos da cidade, como o Bank of China Tower. Um exemplo de ponta que mostra como o online e o offline deixam de andar na paralela para estarem totalmente integrados. A internet é parte de nossas vidas, dentro e fora do computador e do celular.

Veja abaixo mais algumas fotos que estão na mostra. E, se você estiver em Hong Kong, não deixe de postar o seu neon preferido:

A maximização da experiência

28/05/2014

por | COMPORTAMENTO

Por Carlos Ferreirinha*, especial para o FFW

Imagem da rede de lojas Oasis, que usa a tecnologia para proporcionar novas experiências ao consumidor ©Reprodução

Outro dia, em um dos nossos materiais de pesquisa, me deparei com uma frase brilhante: “Memórias duram mais tempo que sonhos”. O que me fez, por um momento, parar o que estava fazendo para anotá-la no meu caderno. A frase tinha sido dita pelo avô de um famoso trend-hunter inglês, no dia que faleceu, em meados da década de 1970. Mas afinal, por que essa simples frase é tão importante, e tão atual? O sentido está na importância das memórias, o entendimento e percepção daquilo que levamos conosco para a eternidade.

Quando nas minhas palestras ou nos projetos de consultoria que coordeno com a minha equipe na MCF, faço questão de ressaltar sempre a importância das memórias e continuamente tentamos aplicar modelos de maximização das memórias, afinal, memórias são criadas por experiências. DEVEMOS ESTIMULAR EXPERIÊNCIAS!

E memórias sempre foram um diferencial das principais marcas de luxo. Marcas capazes de manter vivas as memórias, resgatá-las a todo tempo, atualizá-las e mantê-las como parte essencial do hoje! Quem poderia dizer: Louis Vuitton, 160 anos. Cartier, 167 anos. Hermès, 177 anos. Gucci, 93 anos. Prada, 101 anos. Tiffany, 177 anos. Chanel, 105 anos. Yves Saint Laurent, 53 anos. Bottega Veneta, 48 anos. Baccarat, 250 anos!

Vivemos hoje no auge de um momento da nossa sociedade guiado pela impessoalidade, padronização, intensidade, consumo e materialismo. O que faz com que as pessoas tentem suprir sua necessidade de boas memórias pelo consumo de produtos e mais produtos, num ciclo sem fim, um falso sentimento de que a felicidade está no acúmulo de bens.

Existem diversos estudos que explicam e relativizam a felicidade, o acúmulo de bens e sua relação com o capital, mas essa não é minha intenção com este artigo. Minha ideia aqui é propor uma pequena reflexão de como estamos oferecendo experiências para nossos clientes e de como o varejo deve se moldar nesse novo movimento de resgate da experiência.

Conhecer o seu cliente é um princípio fundamental para gerir o que nós chamamos de ciclo da experiência no varejo. Com a popularização de ferramentas tecnológicas temos uma infinidade de possibilidade de maximizar a experiência desse consumidor em todos os pontos de contato com a marca. UMA VERDADEIRA GESTÃO DA EXPERIÊNCIA.

A loja de roupas britânica Oasis, por exemplo, permite que o consumidor opte pela maneira que quer ser atendido, se quer comprar na loja ou online, se quer que seu produto seja despachado para casa. Todos os vendedores possuem um iPad conectado à internet, onde facilmente podem mostrar as possibilidades da coleção, verificar tamanhos e disponibilidade e enviar tudo para a casa do cliente.

Essa convergência e uso inteligente da tecnologia pode ser ampla e surpreendente. A rede de pizzarias Pizza Express, também no Reino Unido, possui um aplicativo em que se é possível consultar o menu, reservar a mesa, fazer o pedido e o pagamento, antes mesmo de chegar ao restaurante.

O aplicativo Ibeacon, que já vem sendo usado na gigante Macy’s em Nova York, permite que através do Bluetooth sejam enviadas mensagens personalizadas para o smart phone do clientes, com promoções dedicadas, mapas e dicas durante seu período dentro da loja.

Mas não é apenas através do uso de tecnologia que se pode proporcionar uma boa experiência de compra; obviamente a gestão de dados do cliente facilita a vida de grandes varejistas, mas o atendimento cuidadoso, humanizado e personalizado sempre terá lugar de destaque frente a utilização de gadgets.

Por isso que um investimento em equipe, naqueles que realmente tem contato com o cliente, é tão importante. Ainda, e muito forte no Brasil, as empresas tendem a pensar de forma convencional e não investir nas pessoas, já que é um custo alto. No entanto, os estudos mostraram que ativamente investir em pessoal compensa. As empresas devem não apenas concentrar em quanto monetariamente deve ser o retorno por funcionário para que este investimento seja válido. Aumentar a qualidade de serviço ao cliente deve ser um objetivo constante, almejando sempre a excelência.

Nessa era de solidão, a vantagem competitiva se dará na organização do foco da empresa. Tudo deve ser organizado em torno do cliente. A maioria dos clientes quer uma equipe capacitada para ouvir os seus problemas, oferecer soluções, e criar uma experiência desejável. O grande desafio é a gestão inteligente da experiência no varejo, a prolongação dessas “boas memórias”.

+ Leia a coluna “O luxo e seu significado”

*Carlos Ferreirinha é fundador e presidente da MCF Consultoria, especializada no negócio do luxo e premium, líder no Brasil e na América Latina.

Gatos!

21/05/2014

por | MODA

Confira abaixo uma seleção de imagens de moda que contam com a ilustre participação de gatos:

Editorial “Pussy Riot” da “Out Magazine” de junho/2014 ©Reprodução

Editorial da “Vogue” América fotografado por Charlie Engman ©Reprodução

“Love” Primavera/Verão 2013 ©Reprodução

Karl Lagerfeld e sua gata Choupette para a “Harper’s Bazaar” norte-americana ©Reprodução

Choupette em foto publicada pela “V”, à esquerda; e em “editorial” da “i-D” ©Reprodução

Foto publicada pelo site Into the Gloss em novembro/2012 ©Reprodução

“Vogue” Itália agosto/2012: a capa e o editorial com Lana del Rey ©Reprodução

“Vogue” América maio/2012 ©Reprodução

Site Showstudio abril/2012 ©Reprodução

“Harper’s Bazaar” Brasil dezembro/2011 ©Reprodução

“Vogue” Itália novembro/2011 ©Reprodução

“Marie Claire” China julho/2011 ©Reprodução

“Elle” norte-americana abril/2011 ©Reprodução

“Harper’s Bazaar” norte-americana maio/2009 ©Reprodução

“Vogue” América agosto/2008 ©Reprodução

“Vogue” Itália maio/2008 ©Reprodução

“Vogue” Coreia outubro/2007 ©Reprodução

Susan Eldridge fotografada por Ellen Von Unwerth, 2004 ©Reprodução

Editorial fotografado por Leombruno-Bodi para a “Vogue” América em 1955 ©Reprodução

Tags:

O espetáculo da Chanel em Dubai

15/05/2014

por | MODA

Fila final do desfile Cruise Collection da Chanel, apresentado em Dubai ©Divulgação Chanel

A Chanel apresentou sua coleção Resort 2014/2015 em Dubai, a “pérola dos Emirados Árabes”. + Veja o desfile completo aqui

O evento (sim, porque é mais do que um desfile) foi uma daquelas demonstrações de poder da marca francesa. Celebridades, modelos e convidados do mundo todo foram levados até Dubai, em um cenário que parece de filme futurista.

A produção dos shows da Chanel sempre impressiona. Por mais que Dubai tenha aqueles hotéis em prédios que poderiam estar em “Blade Runner”, parece muito básico para Karl Lagerfeld. Seus convidados foram levados de barco, ao pôr-do-sol, para a “The Island”, uma ilha privada onde a marca montou sua grandiosa estrutura só para o desfile: um galpão retangular gigante com vista para o arranha-céu Burj Khalifa. A estrutura impressiona. À primeira vista, lembra o prédio do Institut du Monde Arabe, em Paris, mas na verdade, eram “apenas” os dois Cs da Chanel cruzados.

Com Tilda Swinton e Dakota Fanning na primeira fila, começa a viagem do Oriente para o Ocidente, como diz o release da Chanel.  Ao todo, 84 looks cruzaram a passarela em modelos de primeiro time, como Joan Smalls, Lindsey Wixson e Saskia de Brauw. A brasileira Amanda Wellsh também estava no casting.

Lagerfeld reinterpretou certos elementos da cultura oriental e mixou com linhas contemporâneas. Túnicas, “harem pants” e os slippers estilo Aladim são as peças que evocam a vestimenta árabe. Na cartela de cores, os tons emblemáticos da marca (preto, branco e azul escuro) cruzavam com cores mais fortes, como vermelho e fúcsia, e estampas florais.

Longe da polêmica causada pelo supermercado de estilos do Inverno 2014/15, esta coleção é diversa e deve agradar a um amplo grupo de consumidoras: tem a ornamentação que as russas buscam, os looks que vão pegar em cheio a abastada clientela árabe, vestidos mais discretos para as mulheres mais velhas, as jaquetas que fazem a festa das jovens fashionistas, os florais frescos da moda e algumas exuberâncias para as mais ousadas.

Tudo terminou com um show da Janelle Monáe, até que os convidados voltaram para seus hotéis e só no dia seguinte, ao acordar, se deram conta de que aquilo havia sido – de fato – realidade.

A construção erguida pela Chanel em Dubai com os Cs cruzados como efeito na parte de cima da estrutura e com vista da cidade ao fundo ©Chanel/Divulgação

A construção vista de longe à noite ©Chanel/Divulgação

A decoração do ambiente construído pela Chanel especialmente para o desfile em Dubai. Reparem nos Cs cruzados no mobiliário ©Chanel/Divulgação

Wes Anderson Palettes

08/05/2014

por | DESIGN

Poucos diretores têm uma linguagem tão particular quanto Wes Anderson – alguns segundos de filme já são suficientes para “denunciar” uma obra do cineasta (veja a brincadeira que o apresentador americano Conan O’Brien exibiu em seu talk show, mostrando como seria o próximo “Star Wars” nas mãos de Anderson):

Um dos principais fatores que caracterizam a sua estética é a cartela de cores – elemento explorado no ótimo Tumblr Wes Anderson Palettes (que segue a mesma ideia de outro Tumblr que já citamos há algum tempo, o Landscape Palettes). Nele, são identificadas as principais cores vistas em cenas de filmes como “Moonrise Kingdom” e “O Fantástico Sr. Raposo”; veja algumas das nossas paletas favoritas:

Mudando de assunto, mas não totalmente: outra série de imagens que descobrimos recentemente e queremos compartilhar aqui é a do artista americano Eric Cahan, que criou, com a ajuda de filtros posicionados na frente da lente de sua câmera, lindas imagens do nascer e do pôr-do-sol. Vale conhecer:

Luxo e seu significado

25/04/2014

por | COMPORTAMENTO, Sem categoria

Por Carlos Ferreirinha*, especial para o FFW

Liz Taylor foi dona das joias mais raras e esplêndidas, ainda hoje consideradas sinônimo de total exclusividade ©Reprodução

O LUXO. Como identificá-lo? Essa palavra tão curta, restrita, intensa e que se origina do latim LUX, significa LUZ! Seu significado vai muito além, uma vez que define de estilo de vida, comportamento e status até alguns setores econômicos. A palavra lux ou luz está intimamente ligada ao brilho, à intensidade e ao magnífico, por isso só a palavra luz consegue nos levar ao entendimento de que o luxo traduz algo adorado, esplêndido, perfeito e belo.

Mas o luxo, que existe desde a Era Paleozóica, veio se transformando e adequando até chegar aos nossos tempos modernos. A evolução do luxo fez com que o mesmo deixasse de ser apenas um estilo de vida concedido a poucos e fosse democratizado, tendo como combustível a essência do capitalismo: o lucro. Esta transformação facilitou aparentemente o acesso ao luxo quando se trata de bens facilmente  adquiridos; por outro lado, o mesmo sistema permitiu a democratização e intensificou ainda mais sua inacessibilidade quando os artigos independem de qualquer correção inflacionária ou econômica, ou seja, o que hierarquiza o bem de luxo não é apenas o seu preço, mesmo que este seja um importante balizador para os sonhos, mas também os desejos e a essência em si, fundamentais para o processo de vendas. Neste contexto podemos identificar três hierarquias do luxo:

* Inacessível

* Intermediária

* Acessível

Manter-se consumidor de bens de luxo inacessível é cada dia mais difícil; por outro lado, aqueles que se mantêm nesta posição têm um poder de compra cada vez maior, da mesma forma que, cada vez mais, os consumidores de bens de luxo acessível e intermediário raramente conseguem ultrapassar a barreira do inacessível, ou seja, o acessível está cada vez mais acessível e o inacessível, cada vez mais inacessível, alimentando ainda mais o motor  do luxo, que é o desejo! Quanto mais inacessível estiver uma hospedagem no Ritz ou um colar cravejado de diamantes, mais pessoas os desejarão.

Um produto de luxo acessível funciona como um dispositivo para aumentar a velocidade de compra do potencial novo cliente.

Independentemente de estarmos na era em que tudo é mutável, afirmo que o luxo só deveria ser reconhecido como tal quando algumas regras coexistirem, sendo uma delas o conceito da inacessibilidade, do preço, da gestão do desejo, da distribuição precisa e seletiva, da atemporalidade, do alto grau de excelência, da qualidade acima do esperado… da sedução, do que é belo…

O luxo, entretanto, ainda tem os valores de tradição, história, artesania e excelência de detalhes, como seus maiores ativos.

Massificar o luxo talvez seja a consequência de toda essa transição pela qual o mundo está passando. Refiro-me à Era do Nunca e aos Tempos Hipermodernos. O luxo nunca foi tão valorizado, mas precisou também se renovar, se inventar… Massificar talvez fosse uma ideia abominada há algumas décadas pelos proprietários das maisons; por outro lado, isso se fez necessário… O luxo historicamente foi sempre para poucos e sempre esteve associado diretamente à aristocracia. O mundo mudou, o dinheiro mudou de mãos, novos comportamentos de consumo surgiram, o mundo está rápido, o consumo está focado em sensações e emoções, não mais em produtos! Estamos em um novo tempo, em uma nova era! O luxo precisava acompanhar este momento. O luxo virou segmento expressivo de negócios e, para isso, sua base de consumo e acesso teve de ser aumentada, fomentada e potencializada. E isto vem se aplicar fortemente e muito bem aos países latino-americanos como o Brasil e o Chile.

Atualmente, o que temos são operações de negócios importantes para a economia. Negócios com grandes investimentos em marketing, comunicação, desenvolvimento de produtos, logística e distribuição. É fascinante um determinado produto ser desejado fortemente por indivíduos em diversos pontos do mundo. Estratégia! Toda expansão do luxo contemporâneo nos obriga a reconsiderar valores e crenças. O luxo, atualmente, é uma bem-sucedida experiência profissional, ainda que bem temperada por aquilo que todos os segmentos almejam: o poder do desejo… do sonho… do lúdico… do subjetivo… do prazer!

Entender as práticas do setor do luxo e aplicá-las no dia-a-dia profissional é possuir uma poderosa vantagem competitiva neste mundo marcado pela instabilidade e pela mudança. Conhecer o sucesso de certas corporações é estar com o que há de mais moderno em gestão empresarial. Entender os insucessos é a forma mais eficaz de preveni-los.

O reconhecimento do luxo com todos os seus códigos, com toda a sua história e, mais que isso, interpretá-lo sem miopia nos tempos de hoje, carregados de hierarquizações e massificações, é fundamental para que o luxo seja visto como um novo e forte segmento de negócios do mundo contemporâneo.

 

*Carlos Ferreirinha é fundador e Presidente da MCF Consultoria, especializada no negócio do luxo e premium, líder no Brasil e na América Latina.

Why I Never Became a Dancer

15/04/2014

por | ARTE

Há uns quinze anos vi uma exposição coletiva em Londres em que uma das artistas participantes era a britânica Tracey Emin. Sempre gostei de seus trabalhos, das instalações aos neons, aos desenhos. Mas o vídeo “Why I Never Became a Dancer” (1995) me tocou de uma maneira mais profunda. Uma maneira crua e honesta de contar algumas passagens de sua adolescência. Alguns anos mais tarde, a obra foi exibida no Tomie Ohtake, em São Paulo, e fui visitar a mostra com meu amigo Sergio Amaral. Na época eu não achei esse vídeo na internet, mas essa semana, dez anos após a expo no Brasil, o Sergio me manda o link pelo Facebook como uma forma de relembrar os velhos tempos. “Até hoje me emociono quando assisto”, ele disse.

O filme mostra o início da adolescência de Tracey em sua cidade pacata, Margate, e suas primeiras experimentações e desilusões com o sexo. Emin narra a história toda até chegar em um concurso de dança (British Disco Dance Championship) em que ela tinha chances de vencer e participar da final em Londres, em 1978. Mas algo ocorre e muda o caminho das coisas. Essa é a sua revanche. Mesmo que muitos de vocês já possam ter assistido, é irresistível publicar aqui. Shane, Eddy, Tony, Richard: essa ainda é pra vocês.